sábado, 17 de dezembro de 2016

As 17 revelações nacionais de 2016

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Vamos ser sinceros, 2016 foi dos piores anos que temos memória. Tivemos de passar pelo período de luto por inúmeros músicos lendários como David Bowie, Prince, Leonard Cohen, Keith Emerson (nem vamos continuar a enumerar nomes pois muitos fãs ainda não ultrapassaram estas mortes). 

Contudo, como podem ver, as 17 bandas que escolhemos prometem iluminar o nosso futuro e ajudar a ultrapassar um 2017 que se aproxima (e que promete não baixar o nível de desproporcionado caos), através do poder da musica.

Sem mais demoras, aqui estão os novos artistas que prometem vingar num futuro próximo no panorama musical lusitano.

ACID ACID // LP



I Only Love Those Who Leave // EP


 
S O M A // EP



Tiger // EP


 
Our Little Sequence of Dreams // LP



EP1 // EP


 
Morning After // EP


 
HieroglypH
H: Rotten // LP




The Eye // LP




KSX2016 // LP



Natural Insight // EP



Learning Exercises on How To Move On // EP



Too Much Flu Will Kill You // LP


isula // LP



Maasai // Single



The Difference Between a House and a Home // EP



Santa Casa // EP



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Armazém do Chá com dose de música alternativa e psicadelismo


No próximo dia 22 de Dezembro vão actuar no Armazém do Chá as jovens bandas do Porto Cat Soup e Marvin. A entrada custa 3€.

Os primeiros gravaram este ano o seu álbum de estreia, que será lançado em 2017. A sua música varia entre o rock instrumental e o pós-rock. Os segundos têm uma sonoridade que vagueia pelo rock alternativo e psicadélico.

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Paredes de Coura confirma Beach House, BBNG e !!!


Hoje foi confirmada a presença de três bandas no próximo Vodafone Paredes de Coura, a decorrer entre 16 e 19 de Agosto de 2017. Beach HouseBADBADNOTGOOD e !!! são o trio que se junta a um cartaz que também tem  FoalsTy SegallCar Seat Headrest e Benjamin Clementine.

O Fã Pack Fnac do festival já está disponível por 75€ e inclui, além do passe geral, uma t-shirt exclusiva da 25ª edição do festival.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Nine Inch Nails anunciam novo EP "Not The Actual Events"



Foi hoje anunciado que Trent Reznor e companhia têm um novo lançamento preparado já para a próxima semana. Not The Actual Events é o novo EP dos Nine Inch Nails e tem data prevista para dia 23 de dezembro, próxima sexta feira no website oficial da banda. Not The Actual Events sucede então a Hesitation Marks, o último disco da banda lançado em 2013, e conta com a participação de Atticus Ross, colaborador frequente de Trent Reznor com quem produziu já este ano a banda sonora de "Before The Flood", um filme de Fisher Stevens que conta com a participação do ator Leonardo DiCaprio. Foi também anunciada uma série de reedições de alguns dos discos mais marcantes dos NIN que inclui Broken, The Downward Spiral e The Fragile, assim como uma edição limitada em vinil do último intitulada The Fragile: Deviations 1, que contém 37 novos temas.

Ainda sem temas de Not The Actual Events disponíveis, fiquem com "We´re In This Together", tema pertencente ao disco The Fragile de 1999, assim como o artwork do novo trabalho da banda.





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Milhões de Festa anuncia "Early Bird Tickets"


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Acabou-se a espera. A partir de hoje é sempre a pensar na contagem decrescente para os 4 dias mais quentes que julho nos tem a oferecer em Barcelos. 

  Sim, estamos pois claro a falar do Milhões de Festa que se vai realizar de 20 a 23 de julho de 2017. Hoje pelas 15 horas foi anunciada a venda de 100 bilhetes pelo simbólico preço de 45 euros, só naquela de entrar na quadra natalícia, oferecendo ainda um par de meias, que também não ficam aquém do mês em que vivemos.

  Agora só nos resta esperar pelas primeiras confirmações e quem quiser comprar o seu bilhete poderá fazê-lo nos locais habituais e ainda no site da BOL 

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

MF Doom e Madlib juntos novamente com novo tema "Avalanche"


O regresso de uma das melhores duplas que já se assistiu no mundo da música hip hop está de regresso com novo tema, desta vez em nome próprio depois de se apresentarem como Madvillain e de editarem o aclamado álbum de culto Madvillany. "Avalanche" é o tema que junta novamente Madlib e MF Doom, tema este que já circulava anteriormente mas que que recebeu hoje o seu lançamento oficial. A edição física de "Avalanche" vem acompanhado de um pequeno boneco com a figura de Madvillain, o herói/vilão presente na capa do duo que poderão ver em baixo, assim como o respetivo tema e artwork.








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POP DELL'ARTE e Senõritas celebram o Natal no Sabotage


Este ano o Sabotage Club celebra o Natal na companhia da melhor música portuguesa, com dois concertos únicos. No dia 23 de Dezembro, os POP DELL'ARTE servem uma pré-Consoada delirante, recheada de clássicos mas também de novos temas, aqui apresentados pela primeira vez. 

As celebrações não acabam por aqui e no dia 25 de Dezembro, desembrulhamos a belíssima surpresa da música portuguesa - o novo projeto de Mitó Mendes (A Naifa) e Sandra Baptista (A Naifa/Sitiados), Señoritas, em estreia na sala lisboeta como o seu novo disco Acho que é meu dever não gostar. Os bilhetes custam 10€ para dia 23 e 6€ para dia 25.

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George FitzGerald, Hunee, Batida e RIOT confirmados no Lisboa Dance Festival 2017

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George FitzGerald

O cartaz da segunda edição do Lisboa Dance Festival ganhou ontem novas aquisições do mundo do Techno, house, afro e bass. São elas o britânico residente em Berlim, George FitzGerald e o mui requisitado Hunee, recentemente incluído no top 20 de DJs mundiais da Resident Advisor. Quem também foi confirmado foi Pedro Coquenão (aka Batida), o qual está a para um DJ set inédito capaz de desafiar o público a novas experiências sonoras.

Na já revelada “Sala B2B” apresentam-se dois nomes incontornáveis da cultura bass nacional: RIOT e Nuno Forte. O desafio é colocá-los durante 1h30 num B2B em que os graves vão sobrepor-se a toda e qualquer outra sonoridade.

Entre os artistas já anunciados podemos encontrar Hercules & Love Affair , Marcel Dettmann, Mount Kimbie, TOKiMONSTA , Dekmantel Soundsystem, Jessy Lanza, entre muitos outros nomes.

O Lisboa Dance Festival decorre no LX Factory durante os dias 10 e 11 de março e os bilhetes encontram-se disponíveis ao preço de 35 euros até dia 31 de dezembro, aumentando posteriormente, sendo que é possível adquirir dois passes pelo preço de 60 euros até dia 24 de dezembro. 

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Cândido Lima regressa ao Rivoli três décadas depois


Cândido Lima vai atuar na próxima sexta-feira, 16 de dezembro, no Sub-Palco do Teatro Rivoli, inserido em mais um UNDERSTAGE, em parceria com a Matéria Prima, no último concerto deste ciclo em 2016.

Muitos podem não saber mas quando falamos de Cândido Lima, falamos de um pioneiro em Portugal da música por computador, utilizando em simultâneo computador, eletroacústica, orquestra, entre outros. 

Com formação em filosofia e em piano e composição – onde estudou com Stockhausen, Xenakis, Ligeti, Pousseur e Boulez na Universidade de Paris-Sorbonne – Cândido Lima regressa ao Teatro Rivoli para reinterpretar uma das suas composições mais celebradas, Oceanos, 30 anos depois da sua estreia, precisamente no Rivoli.

O concerto tem ínicio às 23h30 e os bilhetes têm o custo de 5€.

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Entremuralhas 2017 já tem data divulgada

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Depois de uma espera ferverosa por novidades do eclético Festival Entremuralhas, a Fade In - organização oficial do evento - avançou hoje com a data daquela que será a oitava edição do Festival Gótico. O Castelo de Leiria abre assim portas, como costume, no último fim-de-semana do mês, nos dias 24, 25 e 26 agosto. Ainda não foi divulgado nenhum nome.

A edição de 2016 trouxe até ao público nomes como Corpo-Mente, IANVA, Kite, Grausame Töchter, King Dude, Sex Gang Children, entre outros, e mostrou mais uma vez que não é o gótico que define na totalidade o festival, mas sim a qualidade musical que nos últimos anos tem trazido nomes e estreias memoráveis da música alternativa até Leiria. Para o ano, mais uma vez, lá estaremos.


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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

STREAM: Gobi Bear - Gobi Bear


Gobi Bear é o novo trabalho homónimo de Diogo Pinto aka Gobi Bear, sendo já o seu sétimo disco em pouco mais de cinco anos. Editado no passado dia 29 de novembro via Planalto Records, conta com as participaçãoes de Helena Silva, Surma e Emmy Curl. O compositor e instrumentista releva-nos mais uma vez temas simples reacheados de folk e melodia, os quais estão disponíveis para audição aqui em baixo.

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Fiquem também a conhecer as datas e locais por onde Gobi Bear vai atuar nestes meses de dezembro e janeiro.

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Programação de luxo do gnration de janeiro a março


Já é conhecida a programação do primeiro trimestre do ano no gnration. Para começar da melhor maneira, a cidade de Braga irá receber excelentes artistas não só da música, como do cinema e do audiovisual. São três meses de luxo por onde passarão nomes como Vessel, Xiu Xiu em registo filme-concerto, The Legendary Tigerman, The Field, o artista audiovisual Tarik Barry, entre outros.

O arranque do ano estará a cargo de Vessel, pseudónimo do músico natural de Bristol Sebastian Gainsborough, que vem a Braga acompanhado novamente do realizador português Pedro Maia, depois de uma excelente atuação no festival Semibreve em 2015. O concerto decorre no dia 14 de Janeiro.

2017 marca também o regresso da gnration Club Night, uma noite dedicada à música de dança que recebeu Kode9 na sua primeira edição. Nesta segunda edição, que decorre dia 25 de março poderemos contar com um cartaz igualmente rico já que está marcada a presença de The Field, que traz na bagagem o mais recente disco The Follower. A acompanhar o produtor sueco estará o produtor e dj português Photonz, assim como o coletivo bracarense de djs Consórcio.

O programa do gnration conta ainda com três filme-concertos. O principal destaque vai para os sempre imprevisíveis Xiu Xiu no dia 8 de feveiroque trazem a Braga o filme-concerto Under The Blossoming Cherry Trees, um filme do realizador japonês Shinoda Masahiro. A banda de Jamie Stewart irá apresentar a respetiva banda sonora num espetáculo especial com recurso a diversos instrumentos musicais, numa interligação notavelmente bela e única. Antes, a 24 de janeiro, Phill Niblock irá dar a conhecer o seu trabalho The Movement Of People Working, para além de uma palestra onde apresentará algum dos seus trabalhos de música e vídeo. A 4 de Fevereiro, Paulo Furtado apresenta How To Become Nothing, um filme-concerto composto por fotografias, filmes Super 8mm, música e texto, juntando o músico Legendary Tigerman à fotografia de Rita Lino e a realização de Pedro Maia.

A 25 de fevereiro, Duquesa, ou Nuno Rodrigues, apresenta novo material em concerto depois de uma residência artística em março deste ano no gnration.

A 3 de Março, em parceria coprodutiva com o Teatro Maria Matos, Pedro Tudela e Miguel Carvalhais, que se apresentam como @c, levam a cabo a apresentação do seu novo espetáculo Lâminas.

Os bilhetes para os respetivos concertos podem ser adquiridos aqui.


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TOY regressam a Portugal para dois concertos

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Os londrinos TOY vão regressar a Portugal entre 7 e 8 de março, para dois concertos a decorrerem em Lisboa - Sabotage Club e Porto - Hard Club, respetivamente. Na bagagem a banda traz o mais recente disco Clear Shot, editado em outubro do presente ano. 

O concerto do Porto tem organização da Muzik Is My Oyster. Ainda não são conhecidos os preços dos bilhetes.  A última passagem dos TOY por território português foi a 4 de julho de 2015, no Hard Club, Porto, onde abriram para Clinic.

A abertura do concerto do Porto ficará a cargo dos portugueses Toulouse e tem início previsto para as 22h00. Todas as informações adicionais aqui. O concerto em Lisboa será único, tendo início marcado para as 22h30. Informações adicionais aqui.


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domingo, 11 de dezembro de 2016

The Feelies regressam em 2017 com "In Between"

The-Feelies-regressam-em 2017-com-In Between

The Feelies estão de volta às edições discográficas, seis anos após Here Before (2011), em modo de celebração do seu 40º aniversário. A banda de New Jersey formada em 1976 e responsável por um dos maiores clássicos do post-punk, Crazy Rhytms (1980), vai editar um novo álbum de originais a 24 de fevereiro, In Between, com o selo da Bar None Records.

"Been Replaced" foi o primeiro single disponibilizado e pode ser escutado aqui mesmo, em baixo. Também foram disponibilizados a capa e tracklist deste In Between.



Tracklist:
In Between
Turn Back Time
Stay The Course
Flag Days
Pass The Time
When To Go
Gone Gone Gone
Time Will Tell
Make It Clear
In Between (Reprise)

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smartini em entrevista:"Sentimos que a maré está a nosso favor"

smartini-entrevista

No passado mês de novembro estivemos à conversa com Lourenço Mendes e João Paulo Duarte dos smartini. Desde 2009 que o quarteto oriundo das Caldas das Taipas não dava notícias mas em 2015 voltaram a sentir os palcos, regresso esse que os levou a gravar um novo EP, Liquid Peace, sucessor de Sugar Train (2007), trabalho que marcou o panorama alternativo português.

Threshold Magazine (TM) - O que é podemos esperar do vosso EP Liquid Peace?

Lourenço Mendes (LM) - Esperamos que haja uma grande aceitação por quem nos vai ouvir, se calhar um bocado ao contrário daquilo que aconteceu no passado. Na altura do Sugar Train sentimos que foi bem aceite por um núcleo muito restrito de pessoas que gostaram muito do trabalho. No entanto foi um trabalho que não conseguiu chegar a um grande número de pessoas. Passados uns anos começámos a ver as coisas assim mais de longe e uma possível justificação para isto foi o facto das tendências da altura não estarem tão viradas para a sonoridade que nós criávamos. 

Em relação a Liquid Peace, não vamos dizer que mantivemos o som exatamente igual ao primeiro álbum. Há aqui possivelmente uma pequena mudança, mas o rumo seguiu-se na mesma. Neste momento sentimos que a maré está a nosso favor e nota-se que o nosso trabalho está a ter uma maior aceitação que no passado. Esta é talvez a grande diferença entre o trabalho anterior e este. A diferença não estará tanto em nós mas no momento em que se passa. Em 2007 só tínhamos MySpace e era muito complicado. Agora as coisas mudaram e por isso estamos à espera de uma maior resposta por parte do público. 

Enquanto tentamos manter sempre o mesmo rumo, houve bandas que acabaram por se desviar, com pena minha, porque esses eram projetos que nós achávamos muito bons no passado. Prometiam muito e enquadravam-se perfeitamente naquilo que tínhamos como banda. Uma espécie de referência, e de repente, sentimos que mudaram, foram atrás da onda.

João Paulo Duarte (JPD) - Hoje em dia chega-se mais diretamente ao público, antigamente não acontecia isso. Mais rapidamente uma banda se consegue mostrar, chegam-nos mais coisas. Sinceramente não sei se isso é bom ou mau

TM - Têm alguma temática associada a este trabalho?

LM -
Temos aqui um EP com 4 temas mas não seguimos um fio condutor e acho que isso se nota claramente na sonoridade. São temas bastante diferentes mas com pontos em comum. Não podemos classificar este trabalho como focado num tema.



TM - O que é que vos inspira a compor?

JPD - Não nos baseamos em nada, objetivamente. Diria mais que é o momento que estamos a passar, não na vida mas na sala de ensaio, ou uma ideia que nos surja. Tentamos explorar isso ao máximo. Por isso mesmo é que os temas são completamente díspares.

LM - Temos muito o hábito de ir para a sala de ensaios e fazer umas gravações. Ficamos ali meia hora, uma hora, o que for, e depois essas gravações são guardadas na gaveta. Por vezes, pegamos nesses temas passados 1 mês ou 2 meses, talvez até muito mais, e ouvimos aquilo. Se nos disser alguma coisa tentamos agarrar aquele tema porque sentimos que dever ser aproveitado.

JPD - Como não temos um fio condutor, não temos muita preocupação em mostrar logo muito trabalho. Ao mesmo tempo, temos no nosso arquivo muita coisa que foi feita e poderá aparecer de um momento para o outro. Os temas aparecem, não temos pressa de os pôr cá fora, é tudo natural.

LM - Aquilo que se vê muitas vezes são as bandas a enclausurarem-se para gravar um álbum. Perdem ali um mês. Nós vamo-nos reunindo e as coisas vão nascendo. Por vezes, não conseguimos datar as músicas, não sabemos quais foram compostas primeiro. As coisas nascem assim e de repente, quando não estamos a dar por ela, já temos aqui mais um tema. 

TM -  Vocês dizem que andam sempre na procura da perfeição?

LM - É verdade! Embora nós sintamos que não somos tão perfeccionistas quanto isso, ao nível das gravações. Gostamos que a gravação seja muito natural. A gravação do Liquid Peace por exemplo foi feita em muito pouco tempo, em live act.

JPD - Os processo de gravação de um álbum para outro os processo de gravação são diferentes. O primeiro foi gravado mais individualmente, mais trabalhado, um álbum bem produzido. Focámo-nos mais nas pessoas e no feedback que recebíamos. Nesta gravação experimentámos outra forma, o live act, numa sala, todos juntos. No fundo, achámos que é mais a nossa cara, representa bem o que somos ao vivo.

TM - Neste anos que estiveram inativos, foram se reunindo?

LM - Nunca estivemos inativos. Estivemos sempre ativos, sempre a tocar. Dá-nos a ideia de que há muito pouco é que isto começou a voltar, a tal maré a nosso favor e aproveitámos. Tivemos sempre a tocar, mas há 3 ou 4 anos atrás não havia assim tantas oportunidades, ou estaríamos mais distraídos. Foi assim de repente que começaram a aparecer os concertos.

JPD - Começamos a sentir uma necessidade. Eu já estava a sentir a falta de palco, de tocar. Uns amigos nossos fizeram-nos uma "partida", vamos lhe chamar isso. Já tinham saudades de nos ver atuar ao vivo. Foi no início de 2015 que nos lançaram o desafio de tocarmos numa festa de tributo a Lou Reed. E isso fez-nos pegar outra vez nos remos e começar a remar mais a sério. A partir daí as músicas novas já lá estavam, servindo apenas de pretexto para começarmos outra vez a gravar. E aí marcámos imediatamente as gravações lá nos estúdios Sá da Bandeira.



TM - Com que bandas é que vocês mais se identificam?

LM - Somos quatros elementos e todos nós temos gostos musicais muito diferentes. Mas as bandas com que nos identificamos andam muito na onda do indie rock, dos anos 90, do alternativo. A crítica acaba por nos comparar de certa forma a algumas dessas bandas.

TM - Eu ouvi algumas semelhanças a Sonic Youth, a nível de guitarra.

JPD - É uma coisa que nos acontece sempre e isso não nos desagrada. Somos confessos fãs de Sonic Youth. É a banda que reúne mais consenso dentro do grupo. Muitas das vezes que estamos a compor não há tanto aquele chamamento dos Sonic Youth, é mais através de bandas paralelas que nos referenciamos mais.

TM - É mais aquele experimentalismo...

LM - Sim sim, tem a ver com o afinamento. Por acaso toco com uma afinação de guitarra que os Sonic Youth não usam, mas acaba por soar parecido devido ao som desafinado. Não nos importamos com essas comparações.

JPD - É muito melhor sermos comparados a Sonic Youth do que a uma coisa que nós não gostássemos.

LM - Ficamos muitas vezes surpreendidos quando nos associam a outras bandas que nós conhecemos mas nem ouvimos. Na altura do Sugar Train comparam-nos muito a Yo La Tengo e na altura nem ouvia muito essa banda.

JPD - Lá está, outra comparação que não me desagradou nada.

TM - Onde é que vos podemos encontrar nos próximos meses?

JPD - O EP sai a 18 de novembro e nós vamos tocar no dia seguinte nas Caldas das Taipas. Vamos fazer a apresentação na terra. É uma coisa que sentimos necessidade porque estamos a sentir um forte apoio de amigos. Tem muito a ver com essa história da partida que nos fizeram de nos voltarmos a reunir mais a sério. No dia 16 de dezembro, no Sabotage Club, com os Twin Transistors. Para além disso, temos uns showcases com a revista Rua, em Braga, com a Porta 253.



TM - O que têm ouvido ultimamente nas últimas semanas?

JPD - O relato do Benfica (risos).

LM - Da minha parte descobri uma banda com fortes influências de Sonic Youth e que gostei muito. Fiquei satisfeito por ver que tem muito poucas visualizações, ou seja, não é uma banda muito conhecida, chama-se Helium.

JPD - Viet Cong, que agora são os Preoccupations, e Deerhunter. Nestes dias comecei a ouvir outra vez uma banda com quem tocámos no Porto, no Maus hábitos há muitos anos, que são os Magic Market. Uma banda que na altura era da editora do Thurston Moore, Ecstatic Peace. Nessa noite tocámos também com os Lobster,  do Ricardo Martins e o Guilherme Canhão.

LM - Há outra banda que eu gostava de referenciar. Fiquei a conhecer por terem tocado conosco no Mucho Flow, em Guimarães. Fiquei surpreendido porque não conhecia e são os Girl Band.

JPD - A nível de concerto foi uma das bandas que mais me impressionou nos últimos anos. São muito bons. Deixaram-me colado.

TM - Vocês foram ao Much Flow tocar no ano passado?

JM - Sim fomos. Foi um concerto muito fixe, já não tocávamos há muito tempo. No ano passado demos três concertos, foi o reacender da chama. Tocámos também em Braga no Sé La Vie e no Barco Rock Fest com os Keep Razors Sharp

TM - É tudo, obrigado pela interessante conversa!

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