terça-feira, 20 de junho de 2017

Milhões de Festa: Viagem até ao Festão #1


Em 2017 o Milhões de Festa regressa para mais uma edição, o seu décimo primeiro ano desde o começo em Barcelos. Este ano teremos um cartaz com alguns regressos como na história do filho pródigo, como é exemplo dos suecos Graveyard, que regressaram à estrada e por sua vez a Portugal para aquecerem o seu público. Podemos também contar com o retorno dos Sarathy Korwar e GNOD que, nas lides barcelenses, já são veteranos visto já terem passado num total quatro vezes, acompanhando este ano a lendária banda alemã de krautrock Faust.

A juntar-se a isto surgem muitos nomes do mundo da música electrónica como Switchdance, da world music como Janka Nabay e Pixvae, e até mesmo nomes da música mais exploratória como o caso do conhecido Powell.

Ainda alguns casos a ter em conta como Rizan Said e The Enablers que prometem não ficar para trás de grandes nomes e dar grandes espetáculos sob a mote adoptada pelo festival: Festão Mínimo Garantido.

Nunca mais é julho, malta!


The Gaslamp Killer



Depois de ser tocado nos DJ sets surge o belo ano de 2017 para trazer ao baile The Gaslamp KillerCom sonoridades que se estendem desde a Arábia à Alemanha dos anos do kraut, o DJ e produtor de L.A. traz-nos algo já há muito esperado: “musica à milhões”, uma música que dá para dançar, dá para nos perdermos no meio da parede de som que este constrói diante dos nossos olhos. É ao ouvir álbuns como Breakthrough de 2012 que nos apercebermos dessa realidade. Como se duma viagem num tapete voador se tratasse, uma viagem alucinante pelo deserto arábico espera-nos em Julho com o cicerone The Gaslamp Killer.



Sarathy Korwar



Um londrino nascido nos Estados Unidos que nos traz o cheiro a caril e demais especiarias, não tivesse Sarathy Korwar sido criado na Índia para nos trazer os sons da sua infância muito influenciado por homens do jazz como John Coltrane ou mesmo pelo mestre da cítara, o grande Ravi Shankar.

Dele vêm trabalhos excelentes com o já conhecido por terras de Barcelos, Shabaka Hutchings, o multi-instrumentalista e compositor em conjuntos como Sons of Kemet e The Comet is Coming e ainda com Hieroglyphic Being, artista que também estará presente nesta próxima edição do festival. 

O seu trabalho Day to Day foi considerado pelo The Guardian como um dos melhores trabalhos do ano que acaba de passar, no que toca a world music, explorando os sons do quotidiano com os ritmos de percussão e de outros tantos instrumentos indianos. Sente-se bem o multiculturalismo latente das vivências de Sarathy. Apesar de não ser a primeira vez que actua em Barcelos, é de facto uma experiência a não perder nesta próxima edição do festival barcelense.




Janka Nabay & The Bubu Gang


E sob o signo de #festãomínimogarantido surge o serra-leonês Janka Nabay para agitar tudo. Numa mistura de reggae com a sua música local a bubu music, Janka Nabay costuma pôr todos a dançar, até mesmo os que são “pés de chumbo”! Com batidas vincadamente africanas e guitarra sempre a par de um sintetizador que nos leva para uma pista de dança, Nabay faz as delícias do povo e faz com que se precise de respirar depois de um momento de dança festiva que será sem dúvida o seu concerto.




Uma banda francesa que canta em espanhol? Sim, porque não?

Com influências rock que nos poderá trazer um pouco de cumbia a acompanhar, estes franceses de Lyon fazem boa música com pouco. O seu álbum homónimo confirma mesmo isso, uma ginga constante, bons riffs de guitarra, sintetizador sempre apurado, com instrumentos de sopro como o saxofone a dar um toque de imponência e a voz sempre também afinada para dar a mote às danças que se fazem durante a audição desta música.

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