segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Road to Vodafone Paredes de Coura #2


Já falta pouco para o Vodafone Paredes de Coura, que vai celebrar os seus 25 anos na próxima edição. Enquanto não começa a festa, sugerimos alguns dos concertos a ver entre 16 e 19 de agosto.

17 de agosto

King Krule



Finalmente de regresso a Portugal, o muito adorado Archy Marshall vai dar um dos concertos mais esperados do festival. Pode ter apenas 22 anos, mas a verdade é que King Krule, anteriormente conhecido por Zoo Kid, já está há 7 anos a lançar música. Foi em 2010 que se ouviu pela primeira vez a excelente “Out Getting Ribs” e no ano seguinte já havia “The Noose of Jah City”. E tão novo já tinha uma excelente voz, aproveitada de maneira excepcional nas suas músicas.

Ao vivo é acompanhado de uma muito boa banda, como dá para perceber em vídeos dos seus concertos. Em Paredes de Coura é capaz de tocar algumas músicas novas, para além de algumas das melhores de 6 Feet Beneath the Moon, o seu primeiro longa-duração. 

- Rui Santos



At the Drive-In


Os At the Drive-In, reunidos e com um novo álbum, que não desiludiu, vão dar um dos concertos mais explosivos do festival. Autores de Relationship of Command, um clássico do pós-hardcore, vão estrear-se em Portugal com um concerto que ser irá focar principalmente nos dois discos referidos.

Apesar de já não terem Jim Ward na guitarra, Cedric Bixler e Omar Rodriguez, ambos também dos Mars Volta, estarão em palco, tal como os baixista e baterista que pertenciam à banda antes de terminarem pela primeira vez, Paul Hinojos e Tony Hajjar. Deverão ser ouvidas músicas como “One Armed Scissor”, “Invalid Litter Dept.” e as mais recentes “No Wolf Like the Present” e “Hostage Stamps”. Esperemos que a banda esteja em boa forma e que não desiludam nesta oportunidade única para os seus fãs portugueses.

- Rui Santos





Nothing


Depois de se terem estreado em Portugal no ano passado, os americanos Nothing estão de volta para mais um concerto. Tired of Tomorrow é o último registo deles, editado no ano passado via Relapse Records. Este álbum consegue ser agressivo e calmo ao mesmo tempo, com provas disso a encontrarem-se em “Vertigo Flowers” e “Everyone Is Happy” respectivamente. Embora eles estejam menos negativistas em relação a Guilty of Everything, a sonoridade dos Nothing continua com a mesma base de sempre. Mas ainda assim nota-se a evolução para Tired of Tomorrow, um disco mais consistente e que mostra como eles amadureceram desde 2014, um álbum a provar que o casamento entre o punk e o shoegaze está vivo e de boa saúde. 

O regresso dos Nothing ao nosso país vai-se fazer dia 17 de agosto, no palco secundário do Vodafone Paredes de Coura. Não percam este concerto.

- Tiago Farinha




18 de agosto

BADBADNOTGOOD



Será em Paredes de Coura a estreia dos BADBADNOTGOOD em Portugal. São uma banda de jazz e hip hop que já colaborou com artistas como Ghostface Killah, MF Doom, Tyler, the Creator e Danny Brown. Podem não ser tecnicamente tão impressionantes como outros músicos de jazz, mas o seu som moderno, apesar de ser acessível, não os obriga a comprometer na qualidade. São ecléticos, acompanham rappers e cantores e fazem covers de The Legend of Zelda e Kanye West, mas o que vão tocar no seu concerto vão ser composições originais instrumentais. Todas ou quase todas delas devem ser parte de IV e III, os seus últimos dois álbuns numerados.

Vai ser bom ver um grupo de músicos que se complementam tão bem uns aos outros mostrarem todo o seu valor em palco. Será um concerto muito satisfatório para todos os fãs portugueses da banda que nunca tiveram oportunidade de os ver anteriormente.

- Rui Santos





19 de agosto

Alex Cameron



No ano passado o australiano Alex Cameron (Al  Cam para os amigos), mais conhecido pelo seu trabalho no trio Seekae, estreou o seu projeto a solo (com Roy Malloy) com o álbum Jumping The Shark. Considerando-se um falhado, Al Cam, cantava sobre a vida num estilo symph pop bastante revoltado. 

Nas suas performances ao vivo é dada bastante ênfase à parte do espectáculo, nomeadamente da dança (também se pode ver nos videoclips), como já foi possível presenciar no nosso país no final do ano passado, numa série de concertos em nome próprio. Para 2017 e como novidade, Al Cam irá lançar Forced Witness, para o qual já mostrou dois singles, um deles com Angel Olsen. Nestes avanços é possível notar que os sintetizadores têm bem menos impacto, soando quase a baladas (apesar da qualidade permanecer a mesma ou talvez melhor).

Do espetaculo de Alex Cameron pode ser esperado o estilo nonsence do primeiro disco aliado às novidades de Forced Witness, se a performance em festival for semelhante à de sala fechada, muito diálogo com o público e danças muito características. 

- Francisco Lobo de Ávila

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