domingo, 15 de outubro de 2017

[Review] And So I Watch You From Afar - The Endless Shimmering


The Endless Shimmering // Sargent House // outubro de 2017
7.5/10

Os And So I Watch You From Afar são um quarteto irlandês de pós-rock e math rock com uma sonoridade muito energética que os distingue de outros artistas a que podem ser comparados. São um conjunto de músicos talentosos que aproveitam constantemente a técnica que possuem para tocar os seus instrumentos, tocando frases rápidas e ritmos pouco convencionais e executando mudanças de tempo a meio de músicas. Este ano, com The Endless Shimmering, passam a ter uma mão cheia de álbuns de estúdio. A banda já vai no seu 12º ano de existência e toda a experiência que foi adquirindo reflete-se nas suas composições. Não é fácil fazer música instrumental com guitarras e outras características de rock e não cair nos mesmos clichés de sempre ou numa repetição exagerada e repetitiva das mesmas ideias. Os ASIWYFA têm algumas músicas melhores que outras, mas geralmente conseguem captar-me a atenção com a sua sonoridade característica. Estão longe de ser uma das minhas bandas preferidas, mas têm sido desde o primeiro álbum consistentes na sua qualidade.



O álbum não traz nada de surpreendente ou inovador ao estilo da banda, mas deverá agradar os seus fãs. O som está excelente e muito claro, o equilíbrio entre os instrumentos é o ideal e mesmo nos momentos mais barulhentos e distorcidos é possível distinguir todos os ritmos e todas as melodias que estão a ser tocadas. O álbum é dinâmico e vai alternando entre momentos mais e menos calmos. Muitos destes últimos integram os melhores riffs da banda. “Mullally” é espetacular neste aspeto; diferentes melodias vão aparecendo e substituindo as anteriores e fazendo a música progredir com um ritmo constante que incentiva headbanging. "Dying Giants", um dos singles do álbum, captou-me a atenção imediatamente, também devido às suas melodias, mas não só. Tem diferentes secções que criam uma boa variedade dentro da música, mas sem nunca lhe tirar um foco, garantido pela repetição constante de certas ideias. É uma música forte, onde o baixo acentua os momentos certos com bastante poder, algo que deve resultar muito bem ao vivo. Quanto a momentos ritmicamente mais interessantes, “Terrors of Pleasure” é uma das faixas que os oferece. “All I Need is Space” é a música que menos me agradou e “Three Triangles” não me convenceu como faixa de abertura.

The Endless Shimmering não será um dos meus álbuns preferidos do ano, mas é uma boa audição para fãs do género. Tem poucos momoentos fracos e, no geral, aproveita os 44 minutos de duração. Não impressiona, mas satisfaz.

0 comentários:

Enviar um comentário