quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Reportagem: RAKTA [Mercado Negro, Aveiro]


As brasileiras RAKTA passaram ontem  (quarta-feira, 15 de novembro) pela Associação Cultural Mercado Negro, em Aveiro, para um concerto que foi uma injeção de fuzz, distorção e ruído numa sala quase imune de luz. As RAKTA querem-se na escuridão, e da escuridão nasce também o seu mais recente disco Oculto Pelos Seres que serviu de apresentação ao primeiro dos quatro concertos agendados em território nacional. 

Previsto para as 22h00 as RAKTA subiram a palco pelas 22h35, para uma casa quase cheia de público e de vontade para ouvir música. A abrir com uma introdução curiosa, três silhuetas femininas em palco e uma atitude muito rock, as RAKTA começaram a levantar os primeiros ânimos com "Raiz Forte", um dos grandes hits do longa-duração III, que também serviu para baixar ainda mais a luminosidade presente sala. Do mesmo disco ouviu-se ainda "Filhas do Fogo". 

RAKTA

Apesar dos decíbeis extremamente baixos do microfone, comparativamente à poderosa presença dos sintetizadores e bateria, o concerto das RAKTA foi pura distorção e muito noise-rock à volta das sonoridades post-punk e psychedelic-rock, como aliás já se esperava pelos discos editados.  Mesmo com o espaço apertado em palco, a teclista Paula Rebellato e baixista Carla Boregas juntaram-se no centro do palco para acompanharem a baterista Nathalia Viccari na percussão e deixar uma marca nos tímpanos de todos os presentes. 

Assim em resumo, RAKTA foi interessante mas ainda assim soube a pouco. Os cerca de 35 minutos que usaram na sua atuação foram intensos, mas não duraram para além do cenário pré-programado, mesmo apesar dos continuados pedidos do público para tal, após o concerto findar. Um shot de música ao vivo.

RAKTA [Mercado Negro, Aveiro]

Fotogaleria completa aqui.

Texto: Sónia Felizardo
Fotografia: David Madeira

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