quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Jenny Hval e Silver Apples com concertos em Portugal



Depois de dois excelentes e aclamados discos, Jenny Hval está de regresso ao nosso país para apresentar Blood Bitch, um disco frequente nos tops anuais do ano que passou incluindo o da nossa redação. A artista norueguesa tem duas datas marcadas para abril, sendo a primeira dia 29 no GNRation, em Braga, e no dia seguinte em Lisboa onde irá atuar no encerramento da Bienal BoCa, no Lux.

Quem também passará novamente pelo nosso país são os Silver Apples, o projeto de Simeon Coxe III que volta a visitar-nos depois da sua estreia no festival Reverence Valada em 2016. Com uma carreira a rondar os 50 anos, os Silver Apples passam por Lisboa e Braga para apresentar o mais recente disco Clinging to a Dream. O primeiro concerto decorre em Lisboa, no Musicbox, e no dia seguinte no GNRation, que comemora este ano 4 anos.




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8º aniversário BranMorrighan com First Breath After Coma


Pelo terceiro ano consecutivo, o Blog BranMorrighan,  projeto liderado por Sofia Teixeira, vai celebrar mais um aniversário no Musicbox Lisboa, desta vez o seu oitavo. A festa é já esta sexta-feira e conta com os leirienses First Breath After Coma, que se fazem acompanhar por Noiserv (colaborou no último disco na música "Umbrae"); com a eletrónica sonhadora e cinematográfica dos Daily Misconceptions e, por último, conta também com Mira, Un Lobo!, em estreia no nosso país.

Os concertos têm início às 21h e os bilhetes custam 7,5€.

As celebrações do Blog BranMorrighan prosseguem no Maus Hábitos, Porto, a 3 de Fevereiro. Fiquem atentos a mais novidades.

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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Dead Rabbits, Electric Eye e mais no Lisbon Psych Fest



O Lisbon Psych Fest (LPF 2017) está de volta entre os dias 7 e 8 de abril ao habitual Teatro do Bairro, em Lisboa. O psicadelismo regressa novamente em peso à cidade de Lisboa e promete um fim de semana intenso de música no Bairro Alto.

Além das datas a organiação do evento, Killer Mathilda, avançou a semana passada com os primeiros nomes a fazer certame no cartaz da sua terceira edição: Josefn Öhrn + The Liberation (SE/Rocket Recordings), Dead Rabbits (UK/Fuzz Club Records), Orval Carlos Sibelius (FR/Clapping Music), Electric Eye (NO/Fuzz Club Records) e ACID ACID (PT/Nariz Entupido).

Para já encontram-se disponíveis os passes Early-bird para os dois dias de festival que têm um preço de 20€.

Josefn Öhrn + The Liberation

Josefn Öhrn + The Liberation é a nova voz e promessa do rock alternativo da Suécia, país que não é alheio a uma longa tradição de música experimental e psicadélica. Em 2016, sai o segundo álbum do projeto, intitulado de Mirage, que vê a banda esculpir amontoados e hipnóticos atolamentos com uma abordagem hipnótica que tem vindo a assegurar cada vez mais terreno na Europa, e mais recentemente, numa tour a abrir para Goat. * Uma estreia em território nacional a não perder na terceira edição do LPF.




Os Dead Rabbits surgiram em 2011. Sedeados em Southampton, Inglaterra, Banda constituída por Thomas Hayes (guitarra /, vocais) Neil Atkinson Jr. (guitarra), Suzanne Sims (bateria), Paul Seymour (keys) e Colin Fox (baixo). A sua sonoridade vai buscar ao rock sónico, estético e psicadélico dos Brian Jonestown Massacre ao mesmo tempo que se inpira no simplismo dos riffs de Lou Reed, assim como, a absurda mas poética sonoridade de Jason Pierce dos Spacemen 3/ Spiritualized.*



Sob o pseudónimo enigmático Orval Carlos Sibelius está escondido Axel Monneau, um multi-instrumentista e compositor parisiense. Influenciado pelo prog-rock dos anos 70 (Pink Floyd, Popol Vuh), o pop assimétrico (Eno, Robert Wyatt), world-music espacial e pioneiros da música eletrónica (como Cluster e Terry Riley), Orval Carlos Sibelius lançou o aclamado álbum de estreia Super Forma em 2013 com a editora francesa Clapping Music. * Três anos mais tarde lança Ascension, o mais recente disco de estúdio que apresenta agora no Teatro do Bairro.



Electric Eye são um quarteto de psych-rock oriundos de Bergen, Noruega, que vão buscar inspiração tanto ao delta blues e às ragas Hindu como ao space rock com recurso a drones. Na sua sonoridade encontramos influências desde Pink Floyd a mais recentes projetos como Wooden Shjips e Flaming Lips particularmente com o LP Embryonic. Desde então têm contado com presenças assíduas em diversos festivais como SXSW, Eurosonic, Iceland Airwaves, além de terem percorrido toda a Europa em tours, incluindo um concerto memorável na segunda edição do Reverence Festival em Portugal. *



Acid Acid passou os últimos meses a esculpir um universo de sons, buscando melodias, repetições, ambientes, drones e até algum exotismo. E o resultado é um disco de grande beleza, cheio de harmonias e inúmeros detalhes, com o propósito de guiar quem ouve rumo a um lugar místico e longínquo. Enquanto o Lado A do álbum revela um rendilhar de melodias, o Lado B arranca com a exploração de drones, para depois evoluir para um mantra liderado pelas percussões do convidado Baltazar Molina. No fnal, o regresso à realidade, à noção da passagem de tempo e a constatação da mortalidade que nos é comum, com um órgão despido mas grandioso, a render-se por fim. *



Desde a sua estreia em 2015, o festival já trouxe ao país concertos de The Vacant Lots, Dreamweapon, Desert Mountain Tribe, Black Market Karma, GNOD, The Underground Youth, Chicos de Nazca e 10 000 Russos. A terceira edição vem confrmar a vontade de apostar no actual revivalismo psych e todas as suas vertentes, desde o shoegaze, spacerock, psych-folk, krautrock, synth-pop, ao neo-psychedelic rock, post-punk, rock experimental e noise.

* informação via press-release

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Os melhores álbuns de 2016


Com 2017 mesmo no seu início, o momento ideal para divulgarmos o nosso top chegou. Escolhemos 30 álbuns do melhor que ouvimos em 2016. 366 dias que ficaram eternamente marcados, devido à morte de alguns dos músicos que nos eram mais queridos. Mas nem tudo foi negro em 2016. Em termos de concertos e festivais, foi um dos melhores anos que podemos ter memória. Um marco que, muito provavelmente, pode já ser ultrapassado em 2017. David Bowie, cuja morte arrasou todos os amantes de música, levou o prémio de álbum do ano pela nossa redação. Vejam em baixo todos os outros álbuns que marcaram 2016.

30 - The Avalanches - Wildflower


29 - Ty Segall - Emotional Mugger


28 - Iggy Pop - Post Pop Depression


27 - Sensible Soccers - Villa Soledade


26 - Preoccupations - Preoccupations


25- And Also the Trees - Born Into the Waves


24 - Kendrick Lamar - untitled unmastered.


23 - DEAKIN - Sleep Cycle


22 - peixe : avião - Peso Morto


21 - the body - No One Deserves Happiness


20 - Thee Oh Sees - A Weird Exit 


19 - Run the Jewels - RTJ3


18 - Death Grips - Bottomless Pit


17 - Nicolas Jaar - Sirens


16 - Jenny Hval - Blood Bitch


15 - Frank Ocean - Blonde


14 - A Tribe Called Quest - We got it from Here... Thank You 4 Your Service


13 - King Gizzard and the Lizard Wizard - Nonagon Infinity


12 - Swans - The Glowing Man


11 - Radiohead - A Moon Shaped Pool


10 - Bruno PernadasThose who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them


Com Those who throw objects at crocodiles will be asked to retrieve them, successor de How can we be joyfull in a world full of knowledge?, um dos álbuns mais inovadores produzidos na última década e eleito como o melhor álbum nacional pela nossa redação em 2014, Bruno Pernadas voltou em força às edições discográficas em 2016. Neste trabalho está bem patente a sua space age pop, o seu freak folk, o seu jazz, o seu krautrock, o seu tudo. Seguindo um estilo semelhante ao álbum editado em 2014, Pernadas contou com a colaboração de vários músicos na composição deste novo trabalho, nomeadamente Afonso Cabral (You Can’t Win Charlie Brown) e Francisca Cortesão (Minta & the Brook Trout) na componente vocal. Os dotes impressionáveis de Pernadas na guitarra, esses continuam lá, a guiar harmoniosamente a sua “orquestra” no meio de tantas ideias sonoras.

9 - Xiu Xiu - Plays The Music of Twin Peaks



Um álbum de covers de uma soundtrack, Xiu Xiu Plays The Music of Twin Peaks. Uma parafernália de guitarras que gritam por entre melodias tão familiares e aconchegantes aos nossos ouvidos, todo o ar soturno que Xiu Xiu sempre entrega mas agora com uma viagem a um mundo quase psicadélico, com samples de monólogos assustadores retirados diretamente de Twin Peaks e a voz tão inigualável e cheia de ansiedade de Jamie Stewart. Uma obra-prima digna de desejarmos que os Xiu Xiu tivessem composto a soundtrack original.

8 - Niechęć - Niechęć


Niechęć é um álbum com uma abordagem que excede as expetativas daqueles que o vão ouvindo minuto a minuto, com atenção. Os polacos usam uma base de guitarra-baixo-bateria que utilizam em conjugação com a sobreposição do piano e saxofone. Esporadicamente utilizam outros instrumentos que conseguem denotar influências na música clássica, oiça-se por exemplo "Echotony", onde o violino serve de introdução obscura a um single com um desenvolvimento musicalmente alegre, e que volta a encerrar com o violino, a solo. Na essência de tudo está o jazz, o grande monstrinho da perfeição musical e os Niechęć aplicam-no na perfeição neste segundo disco de estúdio. Destaque ainda para singles como "Metanol", "Koniec" e "Atak".

Os Niechęć conseguem neste homónimo levar-nos aos extremos da música passando algumas vezes pelo desconforto, outras pelo puro êxtase. Há consistentemente uma mistura constante de compassos musicais e sonoridades que se refletem nas diferentes sensações provocadas no ouvinte.

7 - Nothing - Tired of Tomorrow


Os Nothing deixaram de ser APENAS aquela banda para “pessoal que curte Jesu, Godflesh, My Bloody Valentine e Slowdive”. Com Tired of Tomorrow, eles não só elevaram a fasquia do nu-gaze atual, como subiram a um novo patamar: o de bastiões do género. Os Nothing são a maçã que caiu mais perto de todas as raízes, os mais brilhantes intérpretes do género atualmente. Senão, vejam tudo aquilo que foi aqui escrito anteriormente. Senão, ouçam os violinos e o piano na "Tired of Tomorrow" e digam-me que não ouvem lá ao longe a "Glycerine" dos Bush. Ouçam as duas faixas de bónus — "The Heavenly Blue Flu" e a "Tic Tac Toe" — e digam-me que não ouvem lá o "fuzzed out guitar rock of the 90's" apregoado na press release do disco. Mas acima de tudo, façam um favor a vocês próprios: ouçam o disco. Várias vezes.

6- BADBADNOTGOOD - IV



Os BADBADNOTGOOD são uma banda muito consistente, em constante evolução e sempre capaz de alcançar novas maneiras de surpreender e satisfazer os seus fãs. Este ano, com IV, levaram o seu jazz para uma nova direção. Explorando diversos géneros sem nunca perder a sua sonoridade característica, criaram um conjunto de canções ao nível dos seus melhores trabalhos anteriores. Tecnicamente exímios e capazes de compor melodias viciantes e ambientes que nos agarram completamente, trouxeram-nos com este álbum músicas excelentes como "And That, Too", "Speaking Gently" e colaborações com, por exemplo, Sam Herring (Future Islands), em "Time Moves Slow", e Charlotte Day Wilson, em "In Your Eyes", outros dois destaques do disco. Ainda são uma banda jovem, mas já mostraram inúmeras vezes que não lhes falta talento. Os BADBADNOTGOOD deram este ano mais um passo em frente na sua carreira. Para o ano estreiam-se em Portugal, no Vodafone Paredes de Coura.

5 - Car Seat Headrest - Teens of Denial


2016 pode não ter sido o ano que nos apresentou Will Toledo, mas foi sem dúvida o ano em que o jovem artista norte americano se revelou como uma das figuras mais fulcrais da música indie atual. O seu trabalho já era notável pelo modo prolífero como editava música, com cerca de uma dezena de lançamentos via bandcamp num espaço de pouco mais de cinco anos. Teens of Denial, o seu segundo disco pela Matador Records, traz um Toledo acompanhado de uma banda super competente e com ainda mais energia e eficácia. Com uma lírica invejável, Teens Of Denial contém alguns dos temas mais orelhudos do ano como “Drunk Drivers/ Killer Whales” e “Fill In The Blank”, autênticos hinos para uma nova geração como foi comprovado na sua marcante passagem pelo NOS Primavera Sound, onde foi recebido de forma gloriosa pelo público português. Um ano inesquecível que faz dos Car Seat Headrest um dos projetos mais interessantes do momento, com um futuro muito promissor e uma carreira que teremos todo o gosto em continuar a acompanhar.

4 - Angel Olsen - My Woman


Não é à toa que Angel Olsen arrecada o quarto lugar na nossa lista. A americana finalmente deixou a depressão de lado e apresentou My Woman, álbum que nos deixou de coração aberto em 2016. No passado mês de março, Angel deu um concerto intimo e acústico na ZDB, onde tivemos oportunidade de ouvir algumas destas novas músicas. "Intern" abre o álbum em grande, e é a prova de que a depressão foi deixada para trás. “Still got to wake up and be someone”, uma lição de vida para todos os que ouvem My Woman, presente logo nesta primeira música. É escusado referir os destaques deste álbum, a qualidade de My Woman é homogénea com exceção em "Not Gonna Kill You", talvez a faixa menos conseguida neste registo. Em junho do próximo ano vamos ter a oportunidade de a ver ao vivo, no NOS Primavera Sound. Aproveitem bem esta chance para assistir a um dos melhores álbuns de 2016.

3 - Danny Brown - Atrocity Exhibition


Primeiro, surgiu XXX, um registo sonoro fruto da introspecção que Danny Brown fez aos recantos mais profundos da sua mente perturbada. XXX surge como uma espécie de troféu, um prémio resultante da conquista de uma difícil etapa, a qual precisa de ser comemorada. Essa etapa é a sua vida inteira —desde traficar droga a ver a cidade natal de Detroit a ser desmembrada aos poucos, com a crise económica a desferir duros golpes na paisagem, seja ela material e humana — até que Daniel Dewan Sewell se torna em Danny Brown. Depois dessa vitória, veio o amadurecimento da fórmula com Old, o álbum que sairia no ano seguinte. Segundo Danny, Old é, de certa forma, o seu Kid A, sendo que XXX é, pela mesma ordem de ideias, o seu OK Computer. E em muitos sentidos, quando comparamos o Old com XXX, vemos que o seu sucessor tem valores de produção mais elevados. Porém, é também um álbum menos coeso. 

Agora, em 2016, Brown regressou. Pediu emprestado o título da faixa de abertura do Closer — os Joy Division são uma das influências declaradas de Brown — e lançou o seu mais recente disco pela Warp Records, a label que pariu a IDM. E em Atrocity Exhibition, Brown continua a descer a espiral depressiva — a mesma que ele nos apresentou com XXX. Uma comédia decadente para a qual ele convidou oradores tais como Petite Noir, Kendrick Lamar, B-Real. Atrocity Exhibition é uma sequela digna de XXX e o melhor disco de hip hop de ano.

2 - Nick Cave & The Bad Seeds - Skeleton Tree


Nick Cave é um dos grandes na cena musical. Ao seu 16º álbum, Skeleton Tree, Nick Cave acompanhado pelos The Bad Seeds apresenta um álbum psicologicamente denso, com uma produção de topo e carregado de sentimentos nostálgicos resultado da perda de algo amado. Skeleton Tree reflete no ouvinte um estado depressivo e nas oito músicas que o compõem, constrói um enredo embebido em tristezas que nunca antes Nick Cave havia mostrado nos seus trabalhos em estúdio. Skeleton Tree é um álbum que retrata a fase que um pai vive após a perda de um filho, algo por o qual Nick Cave passou no verão de 2015. Os suspiros são sentidos em músicas como "Jesus Alone"  ("You fell from the sky and crash landed in a field"), "Anthrocene" ("All The Things We Love We Lose") e "Distant Sky" ("They told us our gods would outlive us (...) But they lied"), onde Nick Cave mostra como o filho era um deus para ele e sublinha o facto de ele ser um Jesus sozinho, num mundo onde só a tristeza pode perdurar. Um disco extremamente triste, mas belíssimo para embalar.

1 - David Bowie - Black Star


Bastaram apenas sete canções para David Bowie se despedir do mundo com Blackstar, um dos melhores trabalhos editados ao longo sua carreira de quase 50 anos. Bowie foi um dos maiores artistas de todos os tempos, influenciador das mais diversas vertentes do rock: glam rock, art rock, rock mais experimental e psicadélica; mas também responsável por alguma da melhor música pop dos anos 80 e 90. Morreu inesperadamente dias após ter lançado este último trabalho, onde se sobrepõem elementos de jazz, eletrónica, avant-garde e art rock. Fortemente influenciado por To Pimp A Butterfly, de Kendrick Lamar, Blackstar é um álbum triste mas belo, onde todos os momentos podem ser considerados de grande emoção. Tanto a produção como as letras e todos os instrumentos envolvidos se conjugam em harmonia perfeita, conferindo a este álbum um carácter quase metafísico, como se estivessemos numa nova dimensão.

Tanta coisa podia ser dita sobre Blackstar, mas o que interessa mesmo é ouvi-lo de uma ponta à outra, e sentir que lá no alto há um Ziggy Stardust, um Aladdin Sane e um Thin White Duke a olharem por nós.

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Bärlin e Selofan juntam-se ao cartaz do Entremuralhas

Ano novo, novas confirmações.



Os franceses Bärlin e os gregos Selofan são os dois novos nomes a ingressarem o cartaz da oitava edição do Entremuralhas. A revelação foi feita pela  organização do festival, a Fade In - Associação de Ação Cultural, na sua página oficial do facebook. As duas bandas juntam-se assim aos já confirmados Dear Deer e Vox Low.


Bärlin


Os Bärlin são um trio francês que explora diversas sonoridades post-rock e as conjuga num som fortemente influenciado pelo jazz fusion, incorporando o clarinete e algumas samples. Formados em 2007, os Bärlin editaram apenas dois discos - Bärlin (2012) e Emerald Sky (2015) - os quais trazem até ao Entremuralhas numa estreia em território nacional.

Para fãs de: Tuxedomoon, Morphine, Tom Waits, And Also The Trees, Nick Cave.




Selofan


Os Selofan são uma dupla grega de minimal wave/ darkwave e fundadores do selo Fabrika Records (Die Selektion, Lebanon Hanover, She Past Away). Formados por Dimitris Pavlidis e Joanna Badtrip, em 2011, a banda estreou-se em Portugal em 2014, na altura em apresentação do disco de estreia homónimo. Com três discos na bagagem, a dupla regressa ao país para atuar no Palco Igreja da Pena onde apresentará Στο Σκοτάδι (In The Darkness), o mais recente trabalho editado em fevereiro de 2016.

Para fãs de: Lebanon Hanover, Visage, The Cure, Xmal Deutschland.




A oitava edição do festival Entremuralhas toma lugar no fim-de-semana de 24, 25 e 26 de agosto no habitual e icónico Castelo de Leiria. Ainda não há informações relativas ao preço dos bilhetes nem às atuações das bandas por dia. 

Bandas Confirmadas: 
Bärlin
Dear Deer 
Vox Low
Selofan

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domingo, 1 de janeiro de 2017

Wavves anuncia novo álbum para abril


Nathan Williams, também conhecido como Wavves, anunciou nas redes sociais o seu 6º álbum de estúdio, ainda sem título divulgado. O nome do 'surfista' californiano já não é estranho por terras portuguesas. Passaram por cá quatro vezes, sendo que a última foi no Vodafone Mexefest, em 2013.

Mas apesar da sua bem sucedida discografia, o último registo, de nome V, foi talvez o mais fraco de Wavves. Não sendo propriamente mau, mas que ficou aquém das expectativas em 2015. 


O post de Nathan a anunciar este novo álbum, entretanto apagado, segue aqui.



"Dreams of Grandeur" já é conhecida do segundo split de Wavves com Best Coast, que foi lançado em 2016 via Ghost Ramp. Podem ouvir esta música em baixo.

Nathan Williams tem aqui a hipótese de se redimir com esta sonoridade mais lo-fi, que marca o melhor momento de Wavves como banda. O novo álbum vai ser editado em abril de 2017, e quem sabe os possamos ver em Portugal este ano.

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