sábado, 14 de janeiro de 2017

Dominus Mortalis e Dark Occvltation juntam-se a Principe Valiente, no Porto


Os portugueses Dominus Mortalis e Dark Occvltation tocam a 28 de janeiro, no Hard Club, Porto, onde abrirão para Principe Valiente. O evento é organizado pela promotora portuense Muzik Is My Oyster

Os concertos têm início previsto para as 21h30 e os bilhetes custam 12€. Todas as informações adicionais aqui.

Dominus Mortalis


Dark Occvltation


Principe Valiente

A banda sueca Principe Valiente, inspirada pelo minimalismo dos atos post-punk e shoegaze, formou-se em 2005 tendo editado o seu disco de estreia, homónimo, em 2011. O quarteto já abriu para Peter Murphy, em 2013, e vem até Portugal em função da tour do novo álbum, que segue ainda sem nome e data de edição



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Segunda edição do MONITOR acontece a 27 de maio


A Fade In anunciou esta semana o regresso do MONITOR - festival de Minimal Wave & Post-Punk International Rendez-Vous - cuja segunda edição acontece a 27 de maio, na Black Box do Teatro José Lúcio da Silva

Sem grandes informações envoltas ao cartaz e preço dos bilhetes, os nomes a confirmar  não serão desconhecidos àqueles que, aos domingos, acompanham a emissão do programa Unidade 304. Ainda não são conhecidos nomes nem o preço dos bilhetes, mas informações serão divulgadas brevemente, no site oficial da Fade In.

 A primeira edição do Monitor contou com Peine PerdueMadmoizel, Mensch, Tisiphone, Luminance e Xarah Dion.

© Marina Silva @ Ruído Sonoro

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ASTRODOME em digressão europeia durante fevereiro


Os ASTRODOME vão andar em digressão pela Europa já no próximo mês de feveiro a promover pela última vez o seu álbum homónimo de estreia editado em 2015. O quarteto portuense de Heavy Psych começa a tour a 7 de feveiro na Cave 45, Porto, atuando depois em países como Espanha, França, Itália, Áustria, Alemanha, Bélgica e Holanda. 


Em 2016 os ASTRODOME passaram por dezenas de palcos entre Portugal e Espanha e celebraram a primeira parte de bandas como Greenleaf ou Karma to Burn

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Vessel & Pedro Maia: ZDB e gnration


Vessel, pseudónimo de Sebastian Gainsborough, está de regresso ao nosso país, depois da sua passagem pelo SEMIBREVE em 2015. A Galeria Zé dos Bois (amanhã) e o gnration (sábado) foram os locais escolhidos para os concertos que vão contar com a colaboração do realizador português Pedro Maia na componente visual.

O artista oriundo de Bristol, uma das cidades mais ricas a nível cultural do Reino Unido, pertence à Tri Angle Records, editora onde estão inseridos nomes como Balam Acab, oOoOO, Holy Other, Clams Casino e The Haxan Cloak. Dono de uma sonoridade que vai desde o IDM, techno minimal até ao industrial, Vessel cria música excitante e é um dos produtores mais inovadores desta geração.

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Captain Boy lança álbum de estreia no final do mês


Captain Boy, cantautor de Guimarães, está a preparar o lançamento do seu álbum de estreia já no final do mês. O sucessor do EP homónimo editado em 2015 dá pelo nome de 1 e chega-nos a 27 de janeiro.

O primeiro single de 1, "Honey Bunny", foi apresentado em outubro do ano passado e pode ser escutado em baixo.


A tour de apresentação do primeiro álbum de originais começa no mesmo dia em que é ditado, 27 de janeiro, no Centro Cultural Vila Flor, Guimarães. Em baixo estão presentes os vários concertos que se inserem nesta tour.


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Death Valley Girls estreiam-se no Cool Trash Club #2


A segunda edição do Cool Trash Club está quase a chegar. E para marcar este acontecimento, as californianas Death Valley Girls vêm ao Sabotage Club para se estrearem em Portugal. 

O Cool Trash Club é o novo ciclo de festas que tem lugar no Sabotage, em Lisboa. O lema deste 'clube' é trazer as bandas mais promissoras na cena do puro rock n'roll, desde o garage rock e punk até ao blues. 

As Death Valley Girls vêm a Lisboa para apresentar o seu novo disco, Glow In The Dark, lançado no ano passado via Burger Records. Um poderoso disco desta banda maioritariamente feminina, quem disse que as raparigas não podiam ser punk? 


O concerto vai ter lugar no dia 25 de janeiro, por volta das 22h30. E apesar de ser uma quarta-feira, os DJs A Boy Named Sue e Nuno Rabino ainda vão continuar com a festa pela noite fora. Os bilhetes estão à venda por 6 euros até dia 24 de janeiro, custando 8 euros no próprio dia do evento.

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Slowdive apresentam novo single


Os Slowdive lançaram a sua primeira música em 22 anos. "Star Roving" é o primeiro single do sucessor de Pygmalion, de 1995. A banda acabou nesse ano e reuniu-se em 2014, tendo entretanto actuado no nosso país duas vezes.

O novo álbum irá sair este ano.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Reportagem: The Parrots + Modernos [Musicbox - Lisboa]


Numa altura em que as obrigações académicas se sobrepuseram à escrita desta reportagem, gostava de começar por pedir desculpa. Não só pela demora, mas também pelo imprevisto do nosso fotografo não poder ter ido ao evento. Mas apesar do tempo que passou, a memória continua bem viva quanto ao que aconteceu nesta noite de outubro.

O clima ainda era minimamente agradável, em comparação com o frio que entretanto se instalou. À porta do Musicbox iam se juntando pequenos aglomerados de pessoas, prontas e ansiosas para ver os garageiros The Parrots. Mas ainda antes da banda espanhola, os Modernos, trio português que conta com membros da banda do ‘Teresa’, ficaram encarregues de abrir este evento da Puro Fun. Já o Musicbox estava praticamente cheio quando os Modernos subiram ao palco, o aglomerado de pessoas já era bem considerável. “Só Se Te Parecer Bem II” foi a malha que abriu as festividades desta noite, que já se adivinhava mexida pela energia deste jovem público. A banda lisboeta passou por toda a sua pequena discografia, o ambiente foi sempre bom, mas foi no final deste concerto que a verdadeira combustão se deu. “Sexta-Feira” e “Casa a arder” rebentaram (quase literalmente) com o Cais. As pessoas que iam passando lá fora, se olhassem por aquela pequena janelinha na porta interior do Musicbox, provavelmente pensavam que ali se situava um hospício. O público estava completamente louco, o moshpit e o crowdsurfing vieram naturalmente, e quando os Modernos saíram do palco, deixaram o público bem quente para o que ainda se ia passar.



Poucos minutos depois, os The Parrots entraram em palco para dar seguimento a esta festa. O trio madrilense veio a Lisboa dar o penúltimo concerto da sua tour europeia, e é sabido que os ‘papagaios’ não ficam indiferentes quando passam por Portugal. O ambiente já estava ao rubro, e por isso, não foi difícil para os Parrots começarem o concerto na velocidade máxima. A banda espanhola veio ao Musicbox apresentar o seu primeiro longa-duração, Los Niños Sin Miedo, e por aqui passou a maioria da setlist. “Let’s do it again” e “No me gustas, te quiero” foram alguns dos destaques nesta noite, mas obviamente que também houve espaço para os clássicos. O público vibrou com “All My Loving”, a famosa cover dos The Almighty Defenders que o trio madrilense têm vindo a tocar pelo mundo fora, já desde o primeiro concerto em Portugal dos The Parrots, na Galeria Zé dos Bois. O público esteve sempre com o pé no acelerador, e não foi só nesta música. O moshpit e o crowdsurfing perduraram pelo concerto inteiro, com direito ainda a uma grande invasão de palco, o que já é habitual num concerto destes garageiros espanhóis. No final, houve até crowdsurfing pelos membros da banda, e via-se na cara dos presentes que a festa tinha sido completamente consumada. 

Até breve The Parrots? Esperemos que sim.


Texto: Tiago Farinha

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Alex Chinaskee lança EP acústico


O lisboeta Alex Chinaskee, alter-ego de Miguel Gomes, lançou no primeiro dia deste mês o seu mais recente trabalho discográfico. Trocadinhos ao Pôr-Do-Mi foi gravado e misturado inteiramente num 8-pistas, o que dá uma sonoridade lo-fi e agradável a este EP, apropriada para o tipo de música aqui presente. 

Este registo pode ser escutado em baixo, onde também podem verificar o video de "Llama Ama Lama", a terceira música da tracklist. 



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:papercutz apresenta novas canções no Eurosonic


Bruno Miguel é :papercutz. O produtor portuense que já partilhou palcos com Caribou, Blonde Redhead, Nicolas Jaar e Four Tet, está a preparar o lançamento de um novo álbum, King Ruiner. gravado ao longo dos últimos dois anos entre Nova Iorque e Porto. 

O sucessor de The Blur Between Us conta com a colaboração de Catarina Miranda, mais conhecida por Emmy Curl, na voz, sendo um dos elementos responsáveis por esta reformulação, evocando harmonias pop e motivos corais encontrados em geografias não ocidentais. 

Os novos temas serão apresentados já esta semana no festival Eurosonic na Holanda, onde fazem parte da comitiva que representa Portugal, o país foco na edição deste ano, e em Austin, no Texas, no South by Southwest (SXSW), onde retornam após terem participado na edição 2012. Ao vivo apresentam-se em formato trio com André Coelho na percussão. 

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Tremor anuncia primeiras confirmações


Vem aí a quarta edição do Tremor e já se conhecem os primeiros nomes que irão fazer parte do cartaz do festival açoreano. 2017 traz um cartaz mais uma vez de excelência e com uma aposta forte na música de vanguarda, onde estarão presentes nomes como Circuit des Yeux, que se apresenta agora como Jackie Lynn e que vem apresentar o disco com o mesmo nome, editado no ano passado. Yves Tumor é outro dos destaques, autor de um dos discos mais particulares e desafiantes de 2016, Serpent Feet, que irá apresentar novamente por terras lusas depois da sua estreia no festival Madeiradig em dezembro. Quem também passará pelo Tremor são os Beak>, a banda de Geoff Barrow dos Portishead que está de volta ao nosso país depois de uma passagem pelo NOS Primavera Sound. Como se isto não chegasse, estão também confirmados os incontornáveis Mão Morta de Adolfo Luxúria Canibal, Norberto Lobo, que irá apresentar o excelente Muxama, Conjunto Corona, Filipe Furtado, Morbid Death, PMDS, e os açoreanos WE SEA. E há mais, em breve.

Tremor decorre na ilha de São Miguel entre os dias 4 e 8 de abril e os bilhetes já podem ser adquiridos ao preço de chuva por apenas 25€. Os bilhetes têm lotação limitada e podem ser adquiridos aqui.


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Blanck Mass anuncia novo álbum


Benjamin John Power AKA Blanck Mass anunciou hoje o seu mais recente LP: World Eater. O vindouro álbum saí no dia 3 de março deste ano. Entretanto, deixamo-vos o link para escutarem "Please", uma das novas faixas desse trabalho. 

Em baixo, deixamo-vos algumas imagens da última (e única) visita de BJP a Portugal enquanto Blanck Mass.

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Steve Smyth atua esta semana em Lisboa, Guimarães e Barcelos

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Steve Smyth vem da Austrália, passou pela América do Norte, Europa e Ásia, mas não é do tipo de criar raízes. O cantor e compositor, cuja principal virtude é a intemporalidade, estreia-se no nosso país com três concertos acústicos já nos próximos dias 12, 13 e 14 de janeiro. Com Exits na bagagem, último álbum editado em 2014, Steve vem mostrar o seu rock e o seu blues. Vejam em baixo todas as informações da sua passagem por Portugal. 


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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Kero Kero Bonito vão ao Musicbox


Os Kero Kero Bonito, que estiveram presentes na última edição do Alive, vão regressar a Portugal para um concerto no Musicbox, em Lisboa. A primeira do evento está a cargo de Catxibi.

O evento ocorre na sexta-feira dia 27 de janeiro e começa às 00h30. Os bilhetes custam 8€ e incluem oferta de uma Heineken.

No dia seguinte tocam no mesmo espaço os portugueses The Poppers. Os bilhetes custam também 8€.

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Os melhores álbuns nacionais de 2016



Depois de divulgarmos o nosso top geral de 2016, onde a obra final da lenda David Bowie levou o prémio de melhor disco, chegou a altura de publicar os vinte cinco melhores álbuns nacionais que mais se destacaram no ano passado. Muitas foram as bandas portuguesas que lançaram discos em 2016. Villa Soledade dos Sensible Soccers, Peso Morto dos peixe: avião, e o novo álbum de Bruno Pernadas foram os registos nacionais que mais se destacaram para a nossa redação. 


25 – PAUSMitra


24 – The Miami FluToo Much Flu Will Kill You


23 – First Breath After ComaDrifter 


22 - Youthless - This Glorious No Age 


21 – 800 Gondomar - Circunvalação


20 – Joana GuerraCavalos Vapor


19 – Filho da MãeMergulho


18 - Sallimisula 


17 – Berlau & AM RamosRed Railbus Sessions


16 - Galgo - Pensar Faz Emagrecer


15 – The Sunflowers - The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy 


14 - Acid Acid - Acid Acid 


13 - Samuel Úria - Carga de Ombro 


12 - KESO - KSX 2016 


11 - Ghost Hunt - Ghost Hunt 


10 - Tomba LobosSenja 


9 - Memória de Peixe - Himiko Cloud 


8 - Indignu - Ophelia 


7 - dB - 4400 OG


6 - Norberto LoboMuxuma 


5 - Black Bombaim & Peter Brötzmann - Black Bombaim & Peter Brötzmann


Lembram-se daquelas publicidades da Optimus chamada “Duetos Improváveis” que costumava juntar bandas e artistas complemantes diferentes para cantar o “All Together Now”? Pois desta vez fomos honrados com a um disco formado pelo amor dos titans do stoner rock português, Black Bombaim, e por uma das personalidades vivas mais influentes do free jazz, Peter Brötzmann. Os Black Bombaim não são estranhos na arte de incluir forasteiros nos seus discos, tendo já colaborado com Adolfo Luxúria Canibal, Isaiah Mitchell dos Earthless ou o falecido Steve Mackay dos Stooges. Contudo nenhum álbum destes homens de Barcelos suou como este. As músicas fluem de forma selvagem liderada pelos constantes improvisos e devaneios, mas, apesar dos excessos, existe um sentimento de confiança transmitido pelos músicos que se traduz na frase “não te preocupes, eu sei o que estou a fazer”.

4 - Jonathan Uliel Saldanha - Tunnel Vision


Tunnel Vision é o segundo disco de Jonathan Uliel Saldanha, figura incontornável da cena avant-garde portuguesa e que integra diversos projetos como HHY & The Macumbas, SOOPA, Mecanosphère e Fujako. Seis anos após o seu primeiro disco em nome próprio, Jonathan regressou em 2016 com um dos lançamentos mais desafiantes do ano. Tunnel Vision nasceu da colaboração com o realizador japonês Raz Mesinai para a banda sonora do filme de ficção científica com o mesmo nome, e conta com uma produção fora do comum, cujas gravações foram efetuadas em diversos túneis e caves da cidade do Porto. O som é tenebroso, claustrofóbico e espelha um cenário igualmente assustador. Ouvem-se diversos samples retirados dessas mesmas gravações e não faltam as fanfarras típicas do seu trabalho como HHY & The Macumbas, que apesar do som distinto mantêm a dub como base central do seu som. Como resultado fica um dos trabalhos mais intrigantes e vanguardistas que pudemos ouvir este ano, um verdadeiro exercício de produção que coloca Jonathan Saldanha no patamar de um dos artistas mais desafiadores da cena experimental em Portugal.

3 - Sensible Soccers - Villa Soledade


A tarefa do segundo disco pode parecer, para muitos, como algo muito complicado, algo que não se refere, de todo, aos Sensible Soccers. Depois de um disco arrebatador como foi 8, um dos melhores lançamentos nacionais da última década e, quiçá, de sempre (porque não?), eis que os Sensible Soccers regressaram novamente com o seu segundo álbum Villa Soledade, quebrando o tabu da tarefa árdua que é lançar o sucessor de um bom primeiro disco. E a verdade é que Villa Soledade é, de facto, um excelente disco. Não vamos aqui demonstrar favoritismos entre os dois álbuns da banda. São dois excelentes discos, semelhantes na sua estrutura e duração, e que mantêm um registo relativamente próximo. Villa Soledade é um disco coeso e sem excessos, cheio de temas essenciais como “Nunca Mais Me Esquece”, “Villa Soledade” e “Shampom” (nova “AFG”?), e que não traz propriamente um novo som para os Sensible Soccers, mas antes uma afirmação como uma das bandas mais consistentes e eficazes do circuito musical português. 

2 - peixe: avião - Peso Morto 


Os peixe : avião mostraram na última década que são um dos projetos portugueses mais promissores no que diz respeito à experimentação. A prova disso são os últimos dois álbuns editados pela banda, homónimo (2013) e Peso Morto no início do ano. Peso Morto pode ser considerado como o melhor trabalho da banda que inicialmente era comparada a Radiohead. As abordagens sonoras seguidas neste trabalho tiverem origem na composição de música original para o clássico Ménilmontant de Dimitri Kirsanoff, filme de 1929, após encomenda do Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema. Influênciado por bandas como os Portishead e Swans, Peso Morto vive na escuridão, na percussão feroz e tribal, nos sintetizadores hipnotizantes e psicadélicos, nas guitarras ruidosas e na voz glacial de Ronaldo. Apesar dos singles "Quebra” e “Miragem” serem uma excelente introdução ao quarto disco de estúdio da banda, o maior destaque vai para a coesão sonora apresentada ao longo das oito faixas. Nenhum instrumento se sobrepõe estando todos intercalados de modo a criar uma atmosfera negra e densa. 

1 - Bruno PernadasThose Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them 


Bruno Pernadas comanda mais uma vez a lista dos melhores álbuns nacionais, depois de o ter feito em 2014 com o seu How can we be joyfull in a world full of knowledge?, um dos álbuns mais inovadores da última década. Seguindo a mesma linha estilística, Those who throw objects at crocodiles will be asked to retrieve them presenteia-nos com uma palete de géneros que vão desde o jazz, space age pop, freak folk e até algum krautrock. É a guitarra que guia harmoniosamente esta “orquestra” sonora, não fosse Pernadas um dos mais virtuosos guitarristas que já vimos atuar. Temas como “Spaceway 70”, “Anywhere in Spacetime” e “Ya Ya Breathe” são obrigatórios para aqueles que querem participar nesta viagem pelo Espaço Sideral.

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Position Parallèle confirmados no Entremuralhas


Os franceses Position Parallèle são o quinto nome a juntar-se ao cartaz da oitava edição do Entremuralhas e a quarta banda, das cinco confirmadas, a estrear-se em território nacional, na cidade de Leiria. A dupla francesa junta-se assim aos já confirmados BärlinDear DeerSelofan Vox Low.

Os Position Parallèle são formados por dois músicos de créditos firmados da cena alternativa europeia: Geoffroy Delacroix (voz, composição e mentor de Dernière Volonté - banda que se estreou em Portugal no Entremuralhas 2012) e pelo famoso fotógrafo gaulês Andy Julia (percussionista ao vivo de Dernière Volonté e vocalista dos Soror Dolorosa - banda que também já tem o seu nome inscrito na história do Entremuralhas, onde atuou em 2013).

Conhecidos pela sua sonoridade electro-minimal os franceses Position Parallèle apresentam no Entremuralhas o seu mais recente disco - Un Garde à Vue - a ser editado este ano (2017). A setlist do concerto reviverá ainda a restante discografia da banda, composta pelos ábuns Position Parallèle (2008) e Neons Blancs (2013).



A oitava edição do festival Entremuralhas toma lugar no fim-de-semana de 24, 25 e 26 de agosto no habitual e icónico Castelo de Leiria. Ainda não há informações relativas ao preço dos bilhetes nem às atuações das bandas por dia. 

Bandas já Confirmadas: 
Position Parallèle

* Fonte: Fade In 

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domingo, 8 de janeiro de 2017

Joana Guerra em entrevista: "Cavalos Vapor é um passeio de ambiente nublado, para se percorrer de uma margem à outra"

joana-guerra-entrevista

Cavalos Vapor é o novo longa-duração da violoncelista Joana Guerra, editado em novembro do ano passado com o selo da Revolve. O sucessor do belo Gralha é a prova indelével do talento da violoncelista junto das partituras. Este novo trabalho marca o assimilar de colaborações de violino e percussão na escrita da compositora. 

Threshold Magazine (TM) - O que podemos esperar de Cavalos Vapor?

Joana Guerra (JG) - É o segundo disco do projecto a solo homónimo, editado pela Revolve. Soma oito canções para violoncelo e voz que vim matutando desde o lançamento do meu primeiro disco saído em 2013. Conta ainda com as colaborações pontuais e preciosas do violinista Gil Dionísio e do percussionista Alix Sarrouy. 

É um passeio de ambiente nublado, para se percorrer de uma margem à outra. E mais não consigo dizer…deixo aos ouvidos terceiros tirarem as suas próprias ilações.

TM - O que te levou a optar por este formato trio tendo em conta que o antecessor, Gralha (2013), foi gravado a solo?

JG - No antecessor, contei igualmente com a colaboração de Ricardo Ribeiro, no clarinete, numa das músicas. Este formato surge em algumas das canções e não foi algo que eu tivesse conceptualizado enquanto as músicas iam nascendo. Senti que essas músicas precisavam de algo exterior a mim e foi um prazer partilhar estas criações com os músicos que nos são próximos e que admiro.

TM - Podes-nos falar de “O Cavalo Que Penteia a Crina”?

JG - O disco abre com esta canção que foi feita em homenagem ao amigo João Capela, músico, artista, escritor, activista e terapeuta do ruído, falecido em 2014, para integrar uma compilação organizada pela Associação terapêutica do Ruído. O Capela é este cavalo que desafia a suposta ordem natural das coisas.

O disco encerra com o tema “Carpideiras”, mulheres que choram a morte. Cantar à morte para celebrar esta vida.



TM - Como funciona o teu processo criativo? Apostas mais na improvisação?

JG - É a procura da resposta a uma ideia ou de algum conceito que se estabelece, é tentar viver os dias de olhos abertos. As músicas ou uma semente delas gera-se muito na improvisação, na procura de ideias sonoras ou imagens, da experimentação no violoncelo e voz. Depois, vão-se tecendo naturalmente, com trabalho e muita aposta.

TM - Quais são as tuas maiores influências?

JG - No universo dos violoncelos encantados: Tom Cora, Arthur Russell, Ernst Reijseger, Hildur Guðnadóttir, o indomável Mr. Marcaille. Noutros universos paralelos, teatros, outros sons (e tantos), danças, livros…é um grande “panelão”.

TM - Estás a pensar repetir a tour europeia que fizeste quando Gralha foi editado?

JG - Sim, quero. Desejos para 2017.

TM - Criaste a banda sonora de um dos documentários de João Botelho em 2015. É uma experiência que te vês a repetir no futuro?

JG - Gostaria muito. Também já trabalhei com dança, teatro, performance, e estes encontros aliciam-me muito. Gosto das contaminações que se criam, unir dois planos, duas linguagens ou códigos artísticos e criar um objecto singular.

TM - Qual é o realizador português que mais gostas?

JG - Creio que a minha maior colecção de visualizações de um realizador português irá para João César Monteiro, o qual gosto muito. Vi o último documentário da Cláudia Varejão, Ama-San, e foi das coisas mais belas que vi.

TM - Conta-nos como foi atuar na mesma noite que a canadiana Julia Kent no passado dia 16 de novembro de 2016.

JG - A Nariz Entupido promoveu este encontro entre duas violoncelistas, para mostrar diferentes abordagens ao instrumento. Foi uma noite muito agradável, num cenário fantástico, Igreja dos Ingleses, e as músicas fluíram num ambiente reconfortante. Foi um prazer partilhar o mesmo palco com a música de Julia Kent.

TM - O que tens ouvido ultimamente?

JG - Post Pop Depression do Iggy Pop; Moondog A Moon Shaped Pool dos RadioheadMaps and Mazes de Olga WojciechowskaToada dos Live Low; e Looking at Bird de Archie Shepp e Niels-Henning Orsted Pedersen.

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