sábado, 4 de março de 2017

Pascal Pinon encantam Portugal nos próximos dias


As Pascal Pinon vão fazer a sua estreia em Portugal na próxima semana. As gémeas islandesas Jófríður e Ásthildur Ákadóttir trazem consigo Sundur, álbum editado no ano passado que melhor define a sua identidade após um percurso de 7 anos. 

Donas de uma folk mágica e honesta, esta dupla começou quando ambas tinham 14 anos. Editaram o seu primeiro álbum homónimo em 2009, caracterizado pela adolescência das harmonias e a utilização de um vasto acervo de teclados, xilofones e mesmo caixas de música, que o situavam na geografia delicada da twee folk. 

Em 2013 decidiram seguir os caminhos da electrónica, com a ajuda do produtor Alex Somers (Sigur Rós, Julianna Barwick), e editaram Twosomeness, álbum que lhe valeu comparações os conterrâneos Björk e Sigur Rós. Em 2016, depois de uns anos separadas, as irmãs voltaram a reunir-se e regressaram à sua essência narrativa, de escrita de canções. Daí resultou Sundur

As gémeas vão iniciar a sua passagem por solo nacional a 9 de março, no Centro de Artes Visuais, Coimbra, subindo depois até Espinho no dia seguinte, onde vão atuar no Auditório de Espinho, finalizando com um concerto em Lisboa, na Casa Independente, a 11 de março

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Foto-Reportagem: OG Maco [Musicbox Lisboa]


No passado dia 2 de feveiro, o Musicbox Lisboa recebeu a atuação única do rapper de Atlanta OG Maco, inserido nas noites Gin & Juice. O concerto inserido na nova tour europeia do artista ficou marcado pela sua trap rap. A foto-reportagem da autoria de Daniel Pato pode ser vista abaixo.

OG Maco @ Musicbox Lisboa

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Stoned Jesus, os messias do stoner rock


Uma das principais queixas que costumo ouvir quando falo sobre o género Stoner (ou Doom) quando falo com terceiros, a que está sempre presente é o facto de as bandas serem todas Black Sabbath wannabes. 

“Soam todas ao mesmo”.

“É uma formula”. 

“Saíram todas do mesmo ninho”.

Embora tenha que concordar que muitas bandas, tenham um som genérico, riffs lentos, overdose de fuzzzzzz, repetição até à exaustão da mesma frase, existe uma banda que fãs religiosos de stoner ou adeptos de indie pop das 5 da tarde do palco principal do Paredes de Coura respeitam e acarinham com uma especial ternura. Obviamente que estou a falar dos Stoned Jesus (não seriam eles o tema deste artigo).

É uma questão interessante saber de onde surge este carinho todo. Será pela forma refrescante como tratam um género algo saturado? Pelos temas ligados à espiritualidade e ao misticismo? Simplesmente, pelo nome blasfemo invocando o santo nome de Deus em vão? Uma coisa é certa, a maior parte de nós começou esta viagem pelo mesmo caminho: com a audição da música “I’m The Mountain” do álbum Seven Thunders Roar.


A música mais famosa da banda e, discutivelmente, a que os lançou para a ribalta, para além da complexa composição, é composta pelo intercalar de elegantes dedilhadas e de riffs pesados como trovões. A letra repleta de metáforas ligadas à natureza desperta um animal dentro do corpo do ouvinte. O culminar da libertação da jaula que o retém acontece no climax da musica quando Igor (vocalista e guitarrista) pela ultima vez a plenos pulmões a frase “I’m the Mountain”.

Contudo o álbum não é só sobre montanhas, temos também “Indian”, ode aos nativo-americanos e ao seu espirito guerreiro, “Electric Mistress” para além de ter um dos melhores riffs do álbum, contem um dos melhores (e mais inspirados) versos do catálogo destes ucranianos: “On a silver unicorn/Rides that lady of the storm/Heaven's bliss from up above/She's the queen of all beloved”.

“Brigth Like the Mourning” e “Stormy Monday”, também ligadas à temática da natureza prometem deixar todos no Hard Club capazes de controlar tempestadas ou a sentirem-se como um Comanche numa manha de caçada.

Os Stoned Jesus não são uma banda estranha aos palcos portugueses tendo já passado em 2015 pelo Reverence Valada e em 2016 no Sonic Blast Moledo, desta vez vão ao Porto, ao Hard Club, dia 10 de Março, a primeira parte do concerto ficará encarregue de The Black Wizards. Os bilhetes já se encontram à venda por 12€, sendo que comprados na hora do concerto é 14€.

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Pontiak apresentam Dialetik of Ignorance a 24 de março


A banda norte americana neo-psicadélica Pontiak, composta pelos irmãos Jennings Carney (baixo e orgão), Van Carney (vocalista e guitarrista) e Lain Carney (bateria). está de regresso aos álbuns com Dialetik of Ignorance.

A banda que tão depressa é identificada como stoner rock descendente de Black Sabbath, Sleep ou Harvey Milk, mas que também acusa influências de um conjunto completamente diferente de bandas como My Morning Jacket ou Neil Young, promete que este álbum irá ser bastante mais agressivo que as incursões anteriores. 



Prometem também uma vibe com ares do deserto em algumas faixas como "Ignorance Makes Me High" e "Herb Is My Next Door Neighbor", fortemente inspirada nas "Desert Sessions". O álbum está disponível para audição no dia 24 de março e tem o selo da Thrill Jockey. A artwork de Dialetik of Ignorance foi disponbilizada (em cima).

Enquanto não há nenhum single de avanço, fiquem com um dos clássicos.

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Paraguaii e aquilo com que sempre sonhámos


Os Paraguaii estão de volta às edições de estúdio depois do seu EP homónimo (2015) e Scope (2016). No final de março chega-nos Dream About The Things You Never Do com o selo Sony/Blitz Records, num registo assumidamente mais pop. Ao todo são oito temas novos que propõem um jogo constante entre os universos mais dançantes da música electrónica característica dos anos 80 e a genética rock do colectivo.

Composto, gravado e produzido pela própria banda, o segundo registo de originais desconstrói a rotina dos dias, atacando o carácter mortífero do comodismo e do hábito ao mesmo tempo que se fala de mulheres fatais, sonhos e virgindades espirituais.

Fiquem com o primeiro avanço de Dream About The Things You Never Do, "Straight or Gay". 


Dream About The Things You Never Do será apresentado por todo o país ao longo dos próximos meses.

31 de Março . Casa Independente, Lisboa
13 Abril . Festival Walk & Dance, Freamunde
28 Abril . Casa das Artes, Vila Nova de Famalicão
5 Maio . Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
12 Maio . Roquivários, São Pedro do Sul
13 Maio . ACERT, Tondel

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Môno! voltam a Ribamar a 17 de março


Os Môno! são um quarteto de jovens que vem dos arredores de Lisboa. Com Pedro na guitarra e voz, Tomás no baixo, Bernardo também na guitarra e Duarte na bateria, editaram em 2015 o seu primeiro disco homónimo influenciado pelo movimento psych. Gravado, misturado e masterizado pelos próprios numa casa de férias em Ribamar, foi mais tarde editado pela French Sisters Experince.

Depois de vários concertos pelo centro do país, juntaram-se de novo no verão de 2016 em Ribamar para gravar o sucessor do primeiro disco. Ribamar chega-nos a 17 de março é formado por seis canções repletas de pop, rock, stoner, psicadelismo, experimentalismo. Tudo isto cantado em português.



Ribamar:
1. Espacial
2. Ribamar
3. Vinho Para Lembrar
4. Maratona
5. Ainda Nem Sei Bem
6. Caveira


A ilustração do artwork é por Katsushika Hokusai - Kōshū Kajikazawa e o design ficou a cargo de Miguel Gomes.

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quinta-feira, 2 de março de 2017

Dixon, Maceo Plex, Helena Hauff e Paco Osuna entre as novas confirmações do Neopop







Hoje passámos o dia a anunciar nomes nos mais diversos festivais de verão que se realizam no norte do país. E eis que chega a vez do Neopop anunciar DixonMaceo Plex e Helena Hauff

Juntam-se também à rave Paco Osuna, Loco Dice, Chris Liebning, Solar, Speedy J em formato live, DJ Bone, Jane Fitz, Svreca, Dr. Rubinstein, Zadig também em formato live e ainda Lewis Fautzi.

Esta 12.ª edição começa a ganhar dimensões astronómicas e a ter também um plantel de luxo do mundo da música electrónica mundial.

Dixon
O festival que se realiza nos dias 3, 4 e 5 de Agosto em Viana do Castelo conta com os grandes Kraftwerk, Moderat e Planetary Assault Systems. Os bilhetes já se encontram à venda por 75€ até ao dia 31 de março.





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Meatbodies, Janka Nabay & the Bubu Gang, Pixvae e Enablers no Milhões de Festa


Hoje o dia começou com confirmações a norte.

O festival de Barcelos, Milhões de Festa, confirmou hoje mais quatro nomes para o seu cartel neste décimo aniversário. Aos Meatbodies, que já são conhecidos e acarinhados pelo público português, juntam-se Janka Nabay & the Bubu Gang, que tem membros da banda Chairlift, e ainda Pixvae e Enablers. O Milhões de Festa regressa já nos dias 20 a 24 de julho.



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[Review] Arbouretum - Song of the Rose


Song of the Rose // Thrill Jockey // março de 2017
7.0/10

Experiência é algo que não se compra, adquire-se. Conseguir que uma pausa tenha um impacto maior que um riff monstruoso é de louvar. A entrada no álbum dos Arbouretrum, paciente, serve como uma analepse para analisar os últimos anos de vida da banda. Depois de um prolífico período (2007-2013) onde lançaram sete álbuns, seguiu-se um silêncio que durou quatro anos.

A pausa foi quebrada com a musica “Call Upon the Fire”, faixa introdutória que irrompe com uns belos acordes da guitarra acústica de Dave Heumann, que sem demora solta a sua sábia voz, com a calma de quem tem muitas histórias para contar e bastante tempo para o fazer (esta é a musica mais longa do álbum). Sem grandes pressas e com um melódico solo a acompanhar, apesar da distorção do fuzz, estes quatro homens de Baltimore lançam as cartas para cima da mesa.

Em “Comanche Moon”, “Absolution Song” ou “Dirt Trails” cresce a sensação de que nos sentamos em torno de uma fogueira enquanto Dave veste a capa de contador de histórias. A guitarra acústica, repleta de influências folk, apenas ajuda a este cenário. Contudo, a restante secção rítmica não é esquecida, complementando-se numa só incrível música. O galopar do baixo de Corey Allender é quase tão hipnotizante como um encantador de cobras, a bateria de Brian Carey, embora sem grandes alaridos, mantém a música unida e a fazer sentido e as teclas de Matthew Pierce ajudam a criar um ambiente mais profundo.



Esta viagem chega a um pique do seu clímax em “Fall From an Eyrie” naquela que foi a minha preferida do álbum. Com o ritmo a aumentar e a emotiva voz a invocar um sentimento de aventura, levando o leitor também à sensação de estar em queda livre (a tradução de Eyrie para português é ninho de águia ou falcão). Esta culmina com um avassalador solo de guitarra repleto de reverb e overdrive.

Depois da transição de “Mind Awake, Body Asleep”, chegamos à ultima faixa do álbum, “Woke Up on the Move”. Esta mais uma vez é movida pelo dedilhar da guitarra e pelo vocalista em modo narrador. Construída de forma paciente, camada por camada, até o fuzz ser ligado e a banda soltar uma espécie de “o nosso hiato acabou, estamos prontos para fazer barulho outra vez”.

Embora como álbum apenas a construção das músicas seja semelhante, estas funcionam melhor isoladas. Talvez seja por isso que algumas acabam por cair no esquecimento e, hipoteticamente, sejam deixadas de fora no alinhamento dos concertos futuros, pois existem músicas mais fortes na discografia da banda. No entanto, encontramos em Song of the Rose momentos muito fortes e ecléticos dentro do género, podendo-se afirmar que a espera de quatro anos valeu a pena e os Arbouretum estão de volta com mais grandes malhas.

Texto de Hugo Geada

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quarta-feira, 1 de março de 2017

The Drums de regresso aos discos

© Jacob Graham

Três anos depois da edição de Encyclopedia, os The Drums estão de regresso aos discos longa-duração com o recém anunciado Abysmal Thoughts, o quarto trabalho de estúdio a inserir a discografia do duo nova iorquino. O álbum marca a estreia da banda pelo selo Anti Records e o primeiro single de avanço, "Blood Under My Belt" já pode ser ouvido na íntegra. O tema volta a trazer a sonoridade característica da banda, essencialmente a apresentada nos dois primeiros discos de estúdio

Abysmal Thoughts tem data de lançamento prevista para 16 de junho via Anti Records.



Abysmal Thoughts:



01 - Mirror 
02 - I’ll Fight for Your Life 
03 - Blood Under My Belt 
04 - Heart Basel 
05 - Shoot the Sun Down 
06 - Head of the Horse 
07 - Under the Ice 
08 - Are U Fucked 
09 - Your Tenderness 
10 - Rich Kids 
11 - If All We Share (Means Nothing) 
12 - Abysmal Thoughts

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MagaSessions de regresso até maio em modo piano

© Vera Marmelo
As MagaSessions voltaram no passado mês de fevereiro com a atuação de Tiago Sousa, dando início a um ciclo de Piano que continuará até Maio. Sendo assim, em março teremos Marco Franco, baterista de Memória de Peixe, a mostrar-nos o seu novo projeto no piano. Em abril é a vez de Bruno Pernadas improvisar a solo e criar as mais diversas paisagens sonoras. Por fim, o ciclo termina em maio com Joana Gama e Ricardo Jacinto. A entrada é livre em todos os concertos.

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Soviet Soviet de regresso a Portugal


Os italianos Soviet Soviet estão de regresso a Portugal para dois concertos a ter lugar no Stairway Club, em Cascais, a 17 de abril e no Hard Club, Porto a 18 de abril. Os concertos encontram-se inseridos na Endless Tour da banda que teve início a 20 de janeiro. O trio vem até solo português apresentar o seu mais recente disco, Endless, que foi editado oficialmente a 2 de dezembro de 2016. 

A última passagem dos Soviet Soviet aconteceu em janeiro de 2015, na altura em promoção do disco Fate (2013). O concerto do Porto tem a assinatura da promotora portuense Muzik Is My Oyster. As novas datas da tour podem ser consultadas abaixo.



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