sexta-feira, 14 de abril de 2017

STREAM: Samsara Blues Experiment - One With Universe


Os Samsara Blues Experiment já disponibilizaram para escuta integral o seu quarto disco de estúdio, One With Universe. Formados em 2007 pelo guitarrista/vocalista Christian Peters, o trio alemão toca uma mistura entre stoner-rock, psychedelic blues, indian raga, thrash metal e traditional folk. Este novo trabalho apresenta-se como o culminar dos discos anteriores, funcionando como um convite cósmico para flutuar dentro do universo de progressões espirituais dos Samsara Blues Experiment.

Composto por cinco faixas, One With The Universe, oferece uma viagem exótica, deslumbrante e definitivamente progressiva na terra dos riffs. À semelhança  dos seus antereiores discos, One With The Universe é um álbum de heavy rock multifacetado com toneladas de alma, coragem e originalidade. Para comprovarem oiçam abaixo.

One With Universe foi disponilizado para audição na íntegra a 10 de abril, mas a edição física só chegará às lojas a 12 de maio, pelo selo Electric Magic Records. Em baixo seguem as datas da tour europeia.



Samsara Blues Experience European Tour 

22.04 - Barcelona (SP) Riff Ritual Festival 
29.04 - Berlin (DE) Desertfest 
30.04 - London (UK) Desertfest 
12.05 - Berlin (DE) Zukunft am Ostkreuz - Stummfilm Special 
13.05 - Berlin (DE) Zukunft am Ostkreuz - Official release party 
14.05 - Hamburg (DE) Hafenklang 
15.05 - Wiesbaden (DE) Schlachthof 
16.05 - Bielefeld (DE) Forum 
17.05 - Nijmegen (NL) Doornroosje 
18.05 - Nantes (FR) Le Ferrailleur 
19.05 - Paris (FR) Le Backstage 
20.05 - Köln (DE) Underground 
11.08 - Finkenbach (DE) Finki Festival

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Em Cada Esquina Um Amigo: Homenagem a José Afonso


A Produções Incêndio vai organizar no próximo dia 29 de abril um evento que pretende explorar as variantes musicais e poéticas de José Afonso e, acima de tudo, a sua intemporalidade. Em Cada Esquina Um Amigo vai decorrer no Salão d'A Voz do Operário, com começo marcado para as 21H30 e encerramento às 02H00.

Esta homenagem, que será no ano do 30º aniversário da sua morte e numa data tão próxima do 25 de Abril, conta com um variado leque de artistas e performers cujas influências e inspiração têm algum vínculo ou associação mais ou menos visível com o seu legado. O cartaz do evento conta com nomes como B FachadaJP SimõesAllen HalloweenBenjamimÉmePrimeira Dama, entre outros.

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Oiçam aqui o novo single dos PAWNS


Os norte-americanos PAWNS são uma excelente surpresa para todos os fãs de post-punk. Com os seus membros a cruzarem atmosferas divergentes na cena musical é dentro das linhas de baixo grave e das sonoridades anarcho-punk, características dos anos 80, que os PAWNS encontram a sua praia. O primeiro single de avanço, "The Cross" foi divulgado esta semana e apresenta uma aura retro post-punk de traços góticos, deixando as expectativas em altas relativamente ao que se poderá esperar deste disco de estreia. É o primeiro single de avanço oficial e pode ser reproduzido na íntegra, abaixo.

The Gallows foi gravado e produzido por Ben Greenberg (Uniform) e tem data de lançamento prevista para 18 de julho via Mass Media RecordsNothing but a Nightmare.


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BEAK> apresentam novo single


A banda inglesa Beak> divulgou esta semana um single exclusivo que vem dar sucessão ao seu EP BEAK KAEB(2015).  Este novo single, intitulado de "Sex Music" é editado em formato single de 7'' a 9 de junho via Invada Records, e  apresenta-se como uma música intensa e trancada com sintetizadores analógicos que fazem tecer comparações com as músicas de John Carpenter.

Este novo tema serve como o aperitivo para o novo álbum da banda inglesa, que segue ainda sem data de lançamento divulgada. Oiçam "Sex Music" na íntegra, abaixo. O último álbum oficial dos Beak> foi lançado em 2012 sob o nome >>.


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STREAM: This Penguin Can Fly - Caged Birds Think Flying is a Disease


Caged Birds Think Flying is a Disease é o primeiro disco longa-duração oficial dos This Penguin Can Fly, trio que une membros entre Guimarães/Braga. Este novo disco dá sucessão ao EP Broken Hears are for Assholes, Outer Space is for Heroes (2014) e apresenta-se como um "trabalho pujante, sujo, ritmado e orgânico, onde o trio reinventa o rock instrumental patente no primeiro EP, e traz vários elementos e novas sonoridades - como floreados orientais de guitarra ou ritmos sul-americanos-, sempre acompanhadas por um baixo groovesco e presente".

Este novo disco foi gravado e produzido nos Estúdios Lobo Mau, em Guimarães, por José Pedro Caldas. Com o lançamento deste novo trabalho os This Penguin Can Fly avançaram também com o tabalho audiovisual para o segundo tema de promoção do álbum, "Sangre". O vídeo foi filmado e editado por Daniel Fernandes.



Caged Birds Think Flying is a Disease foi editado a 7 de abril pelo selo Elephante MUSIK.

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Oiçam: Matushka-Gusynya

Fãs de psychedelic-rock? Então recomendamos que oiçam o trabalho do trio russo Matushka-Gusynya.


Os Matushka-Gusynya, mais conhecidos pelo seu diminutivo Matushka (que em português significa mãe), formaram-se por volta de 2010 em Saint-Petersburg quando o guitarrista Timofey Goryashin conheceu o baterista Konstantin Kotov na Universidade de Cultura e Artes. Inicialmente, os dois tinham gostos musicais um pouco diferentes, com Goryashin a apresentar-se como fã de bandas locais de punk e Kotov a expressar um entusiasmo anacrónico para a glam musicAtravés de um esforço lento e colaborativo os músicos encontraram um terreno comum na procura de qualidades que faltam à experiência quotidiana. Após umas demos o resultado surgiu com primeiro disco, Mestopolozhenie, que saiu para as lojas a 23 de novembro de 2013.



Composto por três canções, e com uma duração aproximada a 50 minutos, os Matushka-Gusynya, (já em formato trio) cumpriam os objetivos de mostrar a sua "perceção espacial da realidade", garantido uma viagem gratuita ao subconsciente do ouvinte. A sonoridade também reflete o caminho que os Matushka percorreram para alcançar uma maior compreensão sobre o tema, através de "uma conexão crescente com rituais antigos". A banda afirmou que a solução na unificação de um mundo aparentemente frustrado está nos arranjos e hipnose da herança "psych" (para não mencionar uma gama de substâncias psicoativas).




Após alguns covers editados e o lançamento de um single para a colectânea Psych Fest(2014), os   Matushka  lançaram em dezembro de 2014 o seu segundo disco de estúdio, II, que conta com o selo da editora Siyanie Records. Neste novo trabalho é aplicada à sua sonoridade base uma veia mais experimental. Imaginem Black Bombaim com muito reverb à mistura e com umas guitarradas à Thurston Moore e Slowdive inseridas casualmente. II é mais ou menos assim, mas para ficarem sem margem para dúvidas é só escutarem o disco na íntegra, abaixo.

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Holograms regressam aos discos este ano com 'Surrender'


Depois de quatro anos sem dar notícias, os suecos Holograms regressam este verão aos trabalhos de estúdio com Surrender. O anúncio deste terceiro disco de estúdio foi divulgado através da plataforma Facebook onde a banda disponibilizou um teaser sobre o vindouro trabalho. Através de um vídeo, com uma duração aproximada a 2m30 e acompanhado de uma sonoplastia enriquecida em sintetizadores, os Holograms apresentam uma aura mais nostálgica e electrónica. Agora é esperar para ver o que virá.

Surrender dá sucessão a Forever(2013) e segue ainda sem data de lançamento oficial, sendo esperado para o verão sob o selo Push My Buttons



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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Reportagem: King Khan & BBQ Show [Cool Trash Club #3, Sabotage - Lisboa]


No dia 8 de fevereiro, passou pelo Sabotage Club uma das grandes bandas na cena do garage rock. King Khan e Mark Sultan (BBQ Show) estão juntos desde 2003, e desde aí lançaram 4 álbuns de estúdio e uns quantos EPs. Quando comparamos a discografia desta banda com outras do seu estilo, reparamos que a quantidade de discos não é tanta como a maior parte no garage. Mas isso pouco importa, os King Khan & BBQ Show foram (e continuam a ser) uma das referencias na explosão do garage norte-americano. 

Apesar do concerto ter sido numa noite de quarta-feira, a casa ficou bem composta com o passar do tempo. Quem entrava no Sabotage dava com King Khan sentado numas escadas, à beira do merchandising, a interagir com as pessoas que compravam t-shirts e discos da banda. Pouco tempo depois da hora prevista, King Khan e Mark Sultan subiram ao palco, vestidos com as suas típicas fantasias bondage, para dar começo ao concerto. 




O ambiente era de festa e a banda ia respondendo na melhor maneira. Nos intervalos das músicas, os dois membros de King Khan & BBQ Show iam conversando com os presentes, de forma simpática e com muito bom humor à mistura. Apesar de terem ficado visivelmente irritados com o fumo de tabaco ali dentro, o andamento do concerto foi sempre excelente. Os presentes dançavam, e o Sabotage ia ao rubro quando King Khan se aventurava pelo público, a tocar dedicadamente na sua guitarra. A banda passou um pouco por toda a sua discografia, tocando músicas como “Love You So” e “I’ll Be Loving You”. Havendo espaço ainda para um cover de Johnny Thunders, “You Can’t Put Your Arms Around a Memory”, em tributo a um amigo da banda que falecera. 



No final do concerto, depois de um encore encorajado pelas pessoas presentes, a banda americana abandonou o palco decerto felizes pela festa ali realizada. Lisboa pediu, e os King Khan & BBQ Show responderam com um grande concerto nesta edição do Cool Trash Club.


Texto: Tiago Farinha
Fotografia: Joana Pardal

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Matt Elliott regressa a Portugal no início de maio


Matt Elliott, músico de Bristol, conhecido pelo seu folk de voz grave e quente e de letras pesarosas, está de regresso ao país no primeiro fim-de-semana do mês de maio para três concertos a decorrerem na zona norte. Os concertos têm início a 4 de maio, em Bragança, no Museu Abade do Baçal, seguindo-se Vila Real a 5 de maio com concerto no CLUB de Vila Real, e terminam a 6 de maio, em Espinho, no Auditório de Espinho - Academia.

O músico vem apresentar o seu mais recente e sétimo disco de estúdio, The Calm Before, editado o ano passado. Informações adicionais relativas ao concerto de Bragança aqui e ao de Espinho aqui. A primeira parte dos concertos é assegurada pelo espanhol Sacromonte.



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Três discos em três semanas por três artistas. O selo: Revolve


A editora vimaranense Revolve tem bons planos para abril: Lançar três discos, de três artistas "díspares", no prazo de três semanas. O objetivo é claro, ambicioso e já começa a dar frutos. Os artistas a envergar esta vaga de "abril álbuns mil" são os The Electronics, PAPAYA e BRUXAS/COBRAS e são o novo material da editora, após a edição de Mudra de Marco Franco. São três artistas separados, mas todos interligados pelos membros.

O primeiro álbum é já lançado esta sexta-feira, 14 de abril, e os também primeiros a dar a cara são os The Electronics, duo composto por Bruno Cardoso (XINOBI) e Bráulio Amado que lançaram no início desta semana o primeiro single de avanço de Tape #001, "High Tension Wires".




A 21 de abril espera-nos o quarto trabalho de estúdio dos PAPAYA  (Bráulio Amado, Óscar Silva, Ricardo Martins)  intitulado de QUATRO/IV, que contará com 10 singles inéditos além do já divulgado "Fun". O álbum foi gravado e misturado por Xinobi.




Já com o mês a acabar, sai a 28 de abril, o novo disco de BRUXAS/COBRAS, projeto da dupla Ricardo Martins e Pedro Lourenço, que contará com cinco faixas e segue, para já, com o single "Halomante" divulgado.


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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Kamasi Washington vai lançar um novo EP


O conceituado saxofonista Kamasi Washington anunciou hoje um novo EP, Harmony Of Difference, o primeiro trabalho oficial desde The Epic (2015). Juntamente com a notícia, o músico avançou também com o primeiro single de avanço extraído deste vindouro EP, "Truth", que segue acompanhado de um trabalho audiovisual produzido por AG Rojas. A curta-metragem, dividida em três partes, tem uma duração aproximada a 14 minutos e já se encontra disponível abaixo.

Harmony Of Difference ainda não tem uma data de lançamento oficial mas é esperado para sair no verão pelo selo Young Turks. O artwork do álbum tem a assinatura de Amani Washington, irmã de Kamasi.






Harmony Of Difference Artwork:


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Oiseaux-Têmpete:" Each album we made was a worthwhile human and artistic adventure"

oiseaux-têmpete-threshold-magazine-interview

Oiseaux-Tempête, french duo formed by Frédéric D. Oberland and Stéphane Pigneul (both members of Farewell Poetry and Le Réveil des Tropiques), will release their latest studio album with the label of Sub Rosa on April 14. Al-'An! الآن  (and your night is your shadow - the fairy tale of piece of land to make our dreams) was recorded in Beirut, with the help of local musicians, and also in France with the contribution of Mondkopf, well respected producer on the electronic scene.

Threshold Magazine (TM) - AL-'AN ! الآن is the third part of your journey through the Mediterranean. You were in Greece (2013), Istanbul and Sicily (2015), and lastly Beirut. Which of these sites did you enjoy the most?

Frédéric - All of them! The Mediterranean area is one of the most beautiful and fascinating parts of the world, a cradle of civilization for Europe, Middle-East and parts of Africa! Just to talk about Romans ruins, how would you choose between the immense chance you could have standing in front of Baalbek, the Acropolis and the Valley of Temples in Agrigento? No need to choose at all, just to embrace... More seriously, the last trip we made for AL-'AN! in Lebanon was a total warm blast in our minds and in our hearts. We felt home in Beirut.

Stéphane - I think the most important trip we’ve made all together was the last one in Lebanon. We stayed there for a month and more and we took the time to really feel the pulse of Beirut city, to meet its musicians, filmmakers, and a collection of different people, so brave and open minded. For an occidental citizen the place could seem a bit chaotic and fucked up for the first couple of days, but soon, if you embrace it and let it go, you discover the most generous city I've had the luck to visit. "This city could be a bitch" as they say overthere, but which big city is not ?

TM - Why did you name your album AL-'AN ! الآن (And your night is your shadow — a fairy-tale piece of land to make our dreams)?

Stéphane - Al-'An ! means "now!" in English, we wanted to highlight the eagerness, the hunger to live you can feel in this city and somehow within the world. A collective will to try to put the spotlight on the emergency to live in the present, to act right now, not tomorrow, till it’s possible. Everything can collapse or sink or die tomorrow. Even if the world is on fire, afraid and tempted to inward-looking attitudes, there’s hope.

Frédéric - The subtitle - a fairy-tale piece of land to make our dreams - is an extract from a poem by Palestinian Mahmoud Darwish whom words are very present in this album (his voice can be heard in the track "The Offering" and our friend G.W.Sok is reading a Darwish's poem in "Through The Speech Of Stars").

TM - How would you rate your record from 1 to 10? Is there any song you would like to highlight?

Stéphane - I don’t think that we’re the best judges to rate our own records, the listeners will do so, but there’s no doubt that we worked like never before on this last opus. We 'tempted the devil' and jumped into this record without any idea, it was only improvisation with all these musicians we met. It could have been a disaster, but that’s the way we do things, taking risks. "Through the Speech of Stars" is kind of a piece with its seventeen minutes of silence and growls but "Carnaval" is a track that completely overwhelmed us.

Frédéric - I hate so much grades, competition or separations... The only thing which is valuable for me is to do your best to make your friends and yourself proud of something - which is in this case to reflect the generosity of the musical guests from Middle-East to Europe we asked to play with us on this record: Sharif Sehnaoui, Charbel Haber, Abed & Ali from Two Or The Dragon, Youmna Saba, Tamer Abu Ghazaleh, G.W.Sok, Mondkopf, Stéphane Rives... We worked kind of hard for this during the editing and the mixing process in Paris. I am definitely thinking an album more as a whole experience than a collection of single tracks.


Artwork of Al-'An! الآن
TM - Your music embraces jazz characteristic instruments but also riffs from stoner rock, always combining an essentially experimental vein. Is your creative process based on improvisation? 

Stéphane - Totally. For the first record in 2013 we had a couple of ideas that came from the first rehearsals we did, but since, we always want to feel a bit of danger and spontaneity, like beginners. Our trick is to immerse ourselves into the sound, like in a warm bubble of noise. If it’s ok, then we can experiment, but most of the time we're just letting go what we have inside of us. Without any question. "Ca passe ou ça casse !" ( make-or-break) . It has to be free, fluent, evident. Every time we tried to "compose" we failed, we lost time in studio and lost ourselves in complex structures. A thing we hate!

Frédéric - I guess our music is just beside any genres. Not really because we choosed it, but because our languages are wide-opened, like sponges in a way. We're not specialists, we are lovers of music. In that sense we are trying to play ourselves several instruments not to become some virtuoso jacks-of-all-trades but rather to push our own musical boundaries. In the improvisation process you have to listen first! Then your background, what you like or want to experiment is coming back, this little noise or melody is jumping into your ears or your fingers, and something with the whole is maybe beginning to happen. Free-jazz, ambient, rockish, krautstuff directions or even a song, all is then possible if you're connected. Creation is like a deep well, you have to dig!

TM - Since the formation of the band to date, do you feel that the concept behind Oiseaux-Tempete has undergone changes? If so, what were the points / situations that marked these phases?

Frédéric - I don't think so, really. We just probably tried to go further, step by step. To stay aware about where this magical feeling we collectively touched sometimes in the improvisation would lead us - for the next walk, the next tour, the next idea or challenge. Each album we made was a worthwhile human and artistic adventure in itself

Stéphane - Maybe we endorsed and embraced the political statement of our music more easily now. Or maybe we just get older and accept that even waking up in a world as it is nowadays, is political. A kind of duty to hope and intelligence.

TM - What was it like working with Mondkopf?

Stéphane - Cool and easy. Frédéric has a band called FOUDRE! with him and the duo SAAAD. We just met Mondkopf a couple of years ago, and he quickly became a friend, a buddy and a mate. His musical approach is very instinctive, clever and free, so it was a "piece of cake" to work with him. We barely discussed about the process, we just trust each others and again, jumped into it. He got such talent for applying textures to sounds and strange noises, playing with its machines effortlessly, like breathing the air. It’s a bit disturbing ! ahahaha

Frédéric - Paul aka Mondkopf is just a brillant maestro and a great improviser. In AL-'AN! I love how his electronic chimeras were so easily intertwined in our global sound, with a great melodic and at a same time abstract feeling. The idea for this album was to go deeper into the electronic thing. By the past we already used analog synths sometimes, and Stéphane was digging into his modular thing since some months before going to Lebanon... The sound of Beirut's city itself was calling for this electronic stuff. When we were back in Paris to do some sessions in France, Mondkopf was our guy!

TM - Of the places where you played, which was the one that marked you the most? Do you have any specific episodes you would like to share?

Stéphane - We played in really strange places sometimes, like a train station, churches, a planetarium or psychedelic festival where people were stage diving on our slowcore songs ! One of the best gig we made was maybe in Belgium, in Brussels, the place where our label Sub Rosa is based. It was the first time they saw us live, and it was really really good, we were so happy for them. It was a kind of inconscient gift, to thank them for supporting us since the beginning of the band, I guess…

Frédéric - Ok, as straight-away highlights I would say the last two shows we made in Paris, as usually I don't like so much to play in our city... Too much pressure, maybe? But last January in FGO Barbara with G.W.Sok & Gareth Davis was a blast. I felt us ready for the next live chapter of the band. And last November in the church of St-Merry in Paris with Stéphane Rives & Mondkopf as guests, and our friends from the panarabic ensemble Karkhana playing before us: that was a moving moment to be able to listen to the music of Karkhana in a XVIth century old gothic church in Paris after dreaming with Sharif of this possible shared bill few months before in a Syrian restaurant in Beirut...


TM - With regard to digital media, do you feel that the existence of platforms such as the Bandcamp facilitated the dissemination of your music with a new audience? Are your listeners mostly French or international?

Frédéric - Probably half/half. Sub Rosa is a label from Belgium with international physical and digital distributors which are helping spreading the world here and there. Internet is an awesome tool in itself to discover and to share new music and Bandcamp is hundred times more fair than any Spotify or Deezer shit to give a bit of the money back to artists who are often paying from their own pocket their recording sessions. Even in 2017, I still personally prefer to buy vinyls of the music I like when I can than to buy digital informations or to listen to music -even rare gems- on youtube. Don't be afraid by grabbing yourself a physical copy when it does exist - that's the message and the only way to keep us alive!

Stéphane - Our listeners are coming from a bit everywhere and it’s really great, with tools like Soundcloud you can monitor the different countries. Since we released the second single "I Don't Know What Or Why (Mish Aaref Eish w Leish)" with Tamer Abu Ghazaleh a lot of listens are coming from Egypt and Middle East in general, we’re glad to reach such an audience. Our Bandcamp is barely new, so we can’t really say. We’re not really "for" digital companies such as Apple Music or Spotify… It’s not like you have to pay to like a music, but with such a flood, you can be quickly drowned, and for ten bucks you got anything, why would you care more for this band or another! I don’t know, it’s not like this but does the shrink cure you if you don’t pay ? Music needs an emotional implication to have density.

TM - What have you heard lately?

Frédéric - Some extracts from the upcoming Pools of Light by Jessica Moss, the reissue of Moshi by Barney Wilen, Killer Road by Soundwalk Collective featuring Patti Smith & Jess Paris Smith, Day to Day by Sarathy Korwar, Burj Al Imam by 'A' Trio & Alan Bishop, South From Here by Winter Family, Glitches & Drones by The Bunny Tylers, Tumblers from the Vault by Syrinx. And a lot of long and old tracks by Oum Kalthoum.

Stéphane - We’re big fans of Beak> or Raime but recently we discovered some crazy new Middle-East music like Alif, The Dwarfs Of East Agouza, Maurice Louca, Two Or The Dgraon and a lot of others. We just made an upcoming mixtape with this material called Wa Habibi - Middle-East Sonic Love - stay tuned!

TM - What songs / bands would you recommend to the people who will read this interview?

Frédéric - Yudaghdegh Al-ra3ey Wala Al-Ghanam and A Granular Buzuk by Jerusalem In My Heart, Sun City Girls, Liberation Music Orchestra by Charlie Haden, God is Good by OM, They Fall, But You Don't by Mondkopf, The Night by Morphine, Step across The Border by Fred Frith, Badawi, Johnny Kafta Anti-vegetarian Orchestra and Karkhana.

Stéphane - Bish Bosh from Scott Walker, the french and extraordinary band called Bästard and their Acoustic Machine triple LP, Dalëk , the cold trilogy of The Cure, Nisennenmondai, Master Musicians of Bukkake, Spirit of Eden by Talk Talk and maybe the best french band these days Headwar.

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Cinco Discos, Cinco Críticas #24



Em mais uma edição do Cinco Discos, Cinco Críticas falamos, desta feita, dos novos trabalhos de estúdio de HexenschussSpoonPrimitive ProgrammeBardo Pond PINS. Com datas de lançamento compreendidas entre março e abril do presente ano, fica abaixo uma opinião sobre os respetivos discos, bem como a sua disponibilização para audição na íntegra. 


Gobbledegock // self-released // abril de 2017
7.5/10

Os Hexenschuss são uma dupla composta por baixo-percussão que se encontra no ativo desde 2013. Com uma música tipicamente instrumental, rápida e por vezes "suja", o duo conjuga a sua base composicional com os elementos da EBM, acrescentando-lhe sons contemporâneos e bastante interessantes (Oiça-se, por exemplo, "Fakakt"). O primeiro disco, homónimo, saiu em 2014 e a banda regressa agora aos trabalhos com Gobbledegock, um disco que explora maioritariamente as sonoridades do krautpop e do post-rock eletrónico. Os ritmos deste segundo álbum são complexos por serem envolvidos em batidas simples, repetições de linhas de baixo e, posteriormente, transformados numa aura obscura e cinematográfica, que acaba por torná-las muito caracterísitcas. A título de exemplo oiçam-se singles como "Dampfnudel of Doom" "Krautrockpastiche" ou "Insert". Apesar da construção simplista das músicas, o ruído que os Hexenschuss fazem é geralmente hipnótico com efeitos psicadélicos e cuidadosamente estruturado, com esqueletos de músicas pequenos, comprimidos e minimais. A utilização da repetição nas frases musicais é essencialmente uma expressão que utilizam à semelhança de bandas como os Faust ou os The Fall
Gobbledegock é um disco facilmente assimilável, que ultrapassa as barreiras entre os diversos géneros e consegue atrair qualquer amante de música a escutá-lo na íntegra.




Sónia Felizardo



Hot Thoughts // Matador Records // março de 2017
6.0/10

O (atualmente) quarteto de indie rock Spoon tem vindo a lançar regularmente álbuns desde 1996. O 9º da sua discografia, Hot Thoughts, saiu o mês passado. Apesar de ter alguns momentos interessantes, este está longe do nível de álbuns como Girls Can Tell, ou o mais recente They Want My SoulÉ claramente um disco bem produzido e onde todos os instrumentos soam bem, mas a composição das canções deixa a desejar. Embora existam alguns pormenores, sons diferentes e variações interessantes em canções como "WhisperI'lllistentohearit", talvez a melhor do disco, grande parte das músicas não apresentam melodias, harmonias ou momentos especiais que consigam elevá-las a um nível superior ao de indie rock decente e pouco memorável, não se tornando no entanto desagradável. A longa “Pink Up” e o instrumental "Us" destacam-se pela diferença em relação à sonoridade mais comum da banda que se ouve no resto do álbum, mas a experimentação percetível nessas faixas não consegue torná-las especialmente cativantes. Em contrapartida, o single "Hot Thoughts" e a dançável "First Caress" merecem ser ouvidas. Não diria que os Spoon precisam de se reinventar ou alterar de maneira mais drástica o seu som, pois este está bem definido, funciona e vai mudando naturalmente de maneira subtil, mas este ano sente-se a falta de canções mais catchy e memoráveis, como "Do You" e "Inside Out", de há 3 anos atrás.

Rui Santos

Modern World EP // self-released // março de 2017
8.5/10

O revivalismo das sonoridades post-punk dos anos 80 nunca esteve tão em altas como nos últimos anos e os americanos Primitive Programme são mais um bom exemplo deste resgate. A justificação encontra-se no EP de estreia, Modern World, que traz um total de quatro canções extremamente interessantes para uma banda que só agora começa a dar as primeiras pisadas no mundo da música. Músicas como "Triangulate" fazem-nos viajar entre as praias dos The SoundRed Lorry Yellow Lorry, Bauhaus e Alien Sex Fiend, por sua vez, "Celebrate" junta a esta base um toque psicadélico, criando uma harmonia contemporânea, através de uma nova diretiva centrada no futuro incerto do homo sapiens. Descrevendo a sua música como retro futurista e de estética art-rock, os Primitive Programme apresentam em Modern World o enorme potencial e criatividade que têm e que não deve, de todo, ser ignorado. Um EP incrível para fazer uma viagem até aos passados anos 80, em menos de 15 minutos.


Sónia Felizardo

Under The Pines // Fire Records //março de 2017
7.0/10

Tal como um abraço num dia onde reina a melancolia, é assim que o ouvinte se sente a ouvir a música dos Bardo Pond. Estes experientes shoegazers, que têm vindo a partilhar a sua arte por mais de duas décadas, com Under the Pines contabilizam já 11 álbuns debaixo da sua alçada. 
Apesar de continuarem o som que tão bem dominam, e por isso não ser um álbum que apresente grandes surpresas para quem já conhece bem a banda, a consistência e qualidade tornam este uma forte adição à sua discografia. Os “slow burners” são um dos principais paradigmas na estrutura das músicas. Instrumentos mergulhados em fuzz, feedback e reverb abraçam-se em longas jams à la Neil Young e os Crazy Horse no seu auge psicadélico como "Cortez the Killer" ou "Down by the River", com a voz de Isobel Sollenberger (com ou sem efeitos de delay a embelezar) a criar uma imagem de deusa cósmica ou até a tocar flauta evocando figuras mais primitivas de mitos nativo americanos. Por vezes esta mescla de sons torna-se demasiado confusa, contudo esta experimentação exagerada torna a audição desta banda uma experiência muito interessante. A forma como conjugam todos estes elementos numa música relaxada com belas paisagens sónicas é o que torna esta uma banda única e a distingue do restante universo psicadélico.


Hugo Geada

Bad Thing EP // Haus of PINS // março de 2017
8.0/10


Após o lançamento de Wild Nights, em 2015, as PINS regressam com Bad Thing. O primeiro single do EP contou com a participação do gigante Iggy Pop resultando numa excelente canção num estilo quase spoken word onde a voz, do mesmo, encaixa perfeitamente. 
Bad Thing EP consegue ser bastante imprevisível em termos de sonoridade pois as suas faixas pouco ou nada são relacionadas, mas nunca transmite um sentimento de quebra de continuidade. A forma como são intercalados temas mais "leves" como "Bad Thing" e "All Hail" com temas mais densos como "Aggrophobe" e "In Nightmares" evita a monotonia tornando este EP de muito fácil audição. A terminar o disco e muito bem executado temos uma versão de "Dead Souls" dos, também de Manchester (talvez a banda mais conhecida desta cidade), Joy Division.
Apesar de, infelizmente, só uma das canções contar com a participação de Iggy Pop (fico à espera de um disco colaborativo) Bad Thing é um EP simples mas competente e com bastante valor de repetição e deverá figurar em algumas listas desta categoria, no final do ano.


Francisco Lobo de Ávila


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Moor Mother em Portugal


Falta menos de uma semana para termos entre nós Moor Mother. Camae Ayewa — o nome de baptismo de Moor Mother — é uma fotógrafa/artista/activista inconformada com o status quo dos EUA contemporâneos. Em particular, Ayewa  abomina a segregação racial que continua a afetar diariamente a comunidade negra. Fetish Bones — o último disco de Moor Mother — é um testemunho cru desta realidade e é este o disco que a artista nos irá apresentar nesta vindoura digressão.

Abaixo deixamo-vos as datas da sua tour pelo território nacional.

19 de abril . Moor Mother +  Mada Treku _ Café Au Lait
20 de abril . Moor Mother +  Joana da Conceição _ ZDB
21 de abril . Moor Mother _ Salão Brazil 

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Ninos du Brasil encerram Festa do Cinema Italiano com concerto em Lisboa


A 10ª Festa do Cinema Italiano, em Lisboa, termina esta quinta-feira, dia 13 de abril, com um concerto dos italianos Ninos du Brasil, que tem início previsto para às 22h30, na Sala Manoel de Oliveira, do cinema São Jorge. Quem tem a sorte de ver Ninos Du Brasil ao vivo, fica marcado por experiências de outro mundo, celebrações electrónicas com percussões e auras de desfile de Carnaval unificadas com a intensidade física de concertos punk da velha escola.

O duo italiano composto por Nico e Nicolò estrearam-se em 2012 com Muito NDB, uma guerra declarada contra a estupidez e superficialidade da música pop, bem como a atual reticência e inibição comportamental das salas de dança e locais públicos. Já em 2014, lançaram mais dois trabalhos, pela DFA e pela Hospital Productions, que volta a editar o mais recente trabalho da banda, em 2016, Para Araras EP, que serve de apresentação no concerto de encerramento da Festa do Cinema Italiano.

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Igorrr mostram primeiro avanço de 'Savage Sinusoid'


Depois de terem revelado a cover-art e tracklist de Savage Sinusoid, os Igorrr regressam agora com "ieuD", o primeiro single oficial extraído daquele que será o quinto álbum de estúdio da banda e que recebe igualmente um trabalho audiovisual. Com uma abertura a incluir sintetizadores com a afinação típica do cravo, um elemento característico nas composições dos membros dos Igorrr, o vídeo vem mostrar os elementos dos Igorrr em ambientes díspares e a interpretar diferentes personas. Um componente em destaque neste trabalho é a cor azul, que pela forma como é aplicada, traz à mente a cover-art de Nämïdäë dos Öxxö Xööx. O vídeo pode ser visto na íntegra, abaixo.

Savage Sinusoid dá sucessão a Hallelujah(2012) e Maigre EP(2014) e tem lançamento prevista para 16 de junho, pelo selo Metal Blade Records. Podem fazer o pre-order do álbum aqui.




Savage Sinusoid Tracklist: 

01 - Viande 
02 - ieuD 
03 - Houmous 
04 - Opus Brain 
05 - Problème d'émotion 
06 - Spaghetti Forever 
07 - Cheval 
08 - Apopathodiaphulatophobie 
09 - Va te foutre 
10 - Robert 
11 - Au Revoir

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