quinta-feira, 20 de abril de 2017

STREAM: Babyfather - Cypher (Mixtape)


As últimas semanas têm sido ricas em lançamentos por parte de Dean Blunt. Depois de na semana passada nos ter mostrado nova música em nome próprio e como Blue Iverson (mais um dos muitos alias do artista britânico), Dean Blunt regressa agora com uma nova mixtape com o seu projeto Babyfather, que lançou o excelente BBF Hosted by DJ Escrow em 2016.

Cypher é o nome da nova mixtape de Babyfather e podem escutá-la integralmente em baixo. Também é possível descarregá-la gratuitamente aqui.


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Laurel Halo anuncia novo álbum, Dust, com a participação de Julia Holter


Laurel Halo regressa este ano às edições. Um ano após In Situ, a produtora norte-americana (que atuou na última edição do festival Semibreve) lança o seu terceiro longa duração no dia 23 de junho, via Hyperdub. Dust conta com uma extensa lista de colaboradores, entre os quais se encontram Eli Keszler e Julia Holter. "Jelly" é o primeiro avanço do disco, cujo vídeo poderão encontrar em baixo, juntamente com a capa e respetiva tracklist do álbum.




Dust

01. Sun to Solar
02. Jelly
03. Koinos
04. Arschkriecher
05. Moontalk
06. Nicht Ohne Risiko
07. Who Won
08. Like an L
09. Syzygy
10. Do U Ever Happen
11. Buh

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Planalto Records edita compilação no Record Store Day


A Planalto Records está a preparar a edição de uma compilação com as seis bandas que dela fazem parte (Ana, Criatura Azul, Davide Lobão, Gobi Bear, O Doido e a Morte e Quinta-Feira 12), anunciando também a entrada de dois novos projetos na editora: Fosco e Salmão.

O disco será a edição 007 da Planalto Records e será lançado no Record Store Day (22 de Abril). O lançamento será acompanhado por alguns concertos gratuitos no centro do Porto. 


Davide Lobão e Gobi Bear vão juntar forças para estrear temas novos dos dois a duas vozes e duas guitarras na Louie Louie (na Rua do Almada). No final deste concerto, basta subir até à Praça de Carlos Alberto, onde o Mercado Porto Belo terá palco montado para três actuações: Homem em Catarse (que é também um dos elementos da nova banda Salmão) , Criatura Azul e Ana

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quarta-feira, 19 de abril de 2017

David Maranha Ensemble, Calcutá, entre outros, atuam este sábado na ADAO, Barreiro


A OUT.RA vai organizar este sábado (22 de abril) mais uma noite de música especialmente plural e diversa, em estilos, abordagens e gerações. Os artistas convidados são David Maranha, um dos mais reconhecidos e consistentes aventureiros sonoros nacionais, acompanhado do seu Ensemble formado por Manuel Mota, Margarida Garcia e Miguel Abras; o trio barreirense Estranhas Entranha com a sua verdadeira música working class no wave, DJ Problemas da editora Príncipe e Calcutá, guitarrista dos Mighty Sands.

O evento vai decorrer na ADAO – Associação Desenvolvimento Artes & Ofícios e tem o custo de 5€.

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Panado lançam "Preguiça", primeiro single do álbum de estreia


O power trio lisboeta Panado formado por Diogo Vítor (voz e guitarra), Lourenço Dias (voz e baixo) e Bernardo Moniz Moreira (bateria) mostrou na semana o seu novo single. "Preguiça" serve de avanço para o álbum de estreia banda, Juventude Coxa, trabalho realizado ao longo dos últimos meses com a cumplicidade e produção de Claudio Fernandes (PISTA). 

Ao longo das oito faixas de Juventude Coxa podemos ouvir kraut, psicadelismo e riffs influenciados pelo garage rock, sem que em nenhum momento a música perca espontaneidade.

Este novo single traz consigo um teledisco realizado por Pedro Tavares e assume-se como canção tour de force do rock mais puro e electrizante, contando com uma ilustração visual que incide no carácter vibrante e enérgico do trio.


Os Panado dão um concerto no próximo dia 22 de Abril, no Musicbox, em Lisboa, na companhia dos nortenhos The Lazy Faithful.

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Lotus Fever atuam no Sabotage este sábado


Os Lotus Fever são Pedro Zuzarte, Diogo Teixeira de Abreu, Manuel Siqueira e Bernardo Afonso. Em Novembro passado, o quarteto lisboeta lançou o seu segundo registo de originais, Still Alive for the Growth, que tem sido amplamente elogiado pela crítica com os aplausos do público.

Este sábadom a banda actua em Lisboa no Sabotage Club pelas 22h30 e os bilhetes têm o custo de 5€.

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Emma Ruth Rundle estreia-se esta semana em Portugal com três datas em abril


A aguardada estreia da cantautora norte-americana em Portugal decorrerá em abril e conta com três datas de apresentação do seu mais recente disco Marked For Death. Depois de cancelar a sua presença no festival Amplifest em 2015, a estreia nacional de Emma Ruth Rundle dar-se-há em três locais diferentes, com o primeiro concerto a decorrer no Sabotage Club, em Lisboa, no dia 20 de abril, dia 21 no Porto para mais uma sessão Understage no Teatro Rivoli, e dia 22 no Club de Vila Real, em Vila Real.

Marked For Death é o terceiro disco de Emma Ruth Rundle e traz de volta a sua folk de sonoridades negras e pesadas, agora num registo mais firme e confiante onde a voz taciturna de Rundle é acompanhada por densas camadas de guitarras distorcidas que destacam a emoção crua e sem artifício das suas composições.

Os bilhetes para os concertos já se encontram disponíveis e podem ser adquiridos pelo valor de 6 euros em Lisboa e Vila Real, e 5 euros para o concerto a decorrer no Porto.

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Milhões de Festa com mais seis nomes confirmados


O festival minhoto Milhões de Festa anunciou hoje mais uma dúzia de nomes para o seu festão. São eles Faust & GNOD, numa participação especial e única, pigs pigs pigs pigs pigs pigs pigs, Brutal Blues, Chupame El Dedo, Rizan Said Music e ainda os portugueses Stone Dead, que andam na estrada com o seu novo álbum Good Boys.

A estes juntam-se os já confirmados Graveyard, DJ Katapila, Meatbodies e The Gaslamp Killer que actuarão dos dias 20 a 25 de julho.



Os bilhetes já se encontram desde dia 16 de abril à venda nos locais habituais por apenas  55 euros







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terça-feira, 18 de abril de 2017

Há nova música de James Ferraro



Depois de no ano passado regressar às sonoridades mais vaporwave reminiscentes de Far Side Virtual com disco Human Story 3, James Ferraro voltou este ano com um novo trabalho de 12 minutos intitulado Fanfare For The Boston Marathon 2017, lançado no mesmo dia em que decorreu a 121ª maratona em Boston. Fanfare For The Boston Marathon 2017 vai no seguimento das orientações mais clássicas do seu último disco editado no ano passado e pode ser escutado na sua página de Bandcamp, e pode ser adquirido ao curioso preço de 9,11 euros, aparentemente um valor que simboliza a importância da maratona como um "complexo sociopolítico conhecido como a Guerra Global Contra o Terror depois de 2013" (citando as palavras do próprio artista à Pitchfork).

James Ferraro irá visitar-nos já no próximo mês de maio com duas datas no Porto e Lisboa, juntamente com Matt Mondanile (Ducktails) e Typhonian Highlife.





Fanfare for the Boston Marathon 2017:
 Prelude
 Marathon
 Crisis
 Desolation
Inherent Resolve
 Reflection




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Soviet Soviet hoje no Hard Club - informações e horário


Os italianos Soviet Soviet vão tocar hoje no Hard Club, no Porto, num concerto organizado pela Muzik Is My Oyster. A banda vai apresentar o seu 2º álbum, Useless.

O horário do evento é o seguinte:

21h00 - Abertura de bilheteira;

21h30 - Abertura de portas;
22h00 - Concerto.

Os bilhetes custam 12€. Para os portadores do bilhete para o concerto de ChameleonsVox + Belgrado custa apenas 8€. Quem estiver interessado nesta promoção deverá enviar o nome completo, nº do bilhete (digitalizado) e local onde foi adquirido para o email muzikismyoyster@gmail.com.


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Sophie Hutchings vai andar por Portugal


A australiana Sophie Hutchings vai estar por Portugal no final do mês de abril, mais especificamente nos dias 29 e 30 de abril. Os concertos tomam lugar na Ler Devagar - LX Factory, em Lisboa e no Museu de Leiria, respetivamente, e contam com a organização da Nariz Entupido e da Fade In. A pianista apresenta em solo português o seu mais recente disco, Yonder.

Desde os seus primeiros anos a tocar piano, Sophie Hutchings tornou-se numa compositora e intérprete reconhecida mundialmente. Frequentemente comparada a Michael Nyman, Max Richter ou Nils Frahm, as suas composições são emotivas, de uma certa ingenuidade até, mas simultaneamente cheias de ironia, convidando-nos a uma escuta atenta e absorvente.

O concerto de Lisboa conta ainda com a presença de /Lucas, incursão a solo de Pedro Lucas com a sua guitarra, responsável pela primeira parte do concerto. Todas as informações adicionais do concerto em Lisboa, aqui e em Leiria, aqui,



Preços:
Lisboa - 8€. Início dos concertos: 19h00
Leiria -  7€. Início dos concertos: 17h00

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Shamir partilha álbum surpresa "Hope"


Hope é o segundo disco de Shamir Bailey e sucede a Ratchet, o excelente álbum de estreia do jovem artista americano lançado em 2015. Depois de uma semana turbulenta em que quase desistiu da sua carreira musical, Shamir regressou antes com um inesperado novo disco produzido pelo próprio no seu quarto e que traz uma sonoridade mais rock e lo-fi que o seu antecessor. O álbum encontra-se disponível para audição integral na sua conta de Soudcloud e podem descarregá-lo gratuitamente aqui. Em baixo, fiquem também com as palavras de Shamir sobre Hope e sobre o seu ainda curto percurso pela indústria musical.

I was gonna quit music this weekend. From day 1 it was clear i was an accidental pop star. I loved the idea of it, i mean who doesn't? Still the wear of staying polished with how im presented and how my music was presented took a huge toll on me mentally. I started to hate music, the thing i loved the most! When i would listen to immaculate recordings with my friends their praise over the quality of the art as opposed to the art itself made me feel really sad for music as a medium in general. My music only feels exciting for me if its in the moment, and thats what this album is. I made this album this past weekend stuck in my room with just a 4 track feeling hopeless about my love for music. ... I played, wrote, produced, and mixed everything and big thanks to Kieran Ferris for Mastering an album with an hours notice! its free! Enjoy! Love Yall! Still more 2 come!!!!!!!

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Oiçam: GNU VAI NU


Se procuram por novos projetos no panorama português e por acaso até são fãs de música eletrónica, então experimentem ingressar pelas ondas sonoras de Platronic, o disco de estreia do trio lisboeta GNU VAI NU. Através de uma filosofia muito Do It Yourself, que engloba desde a composição até ao mix final, a banda apresenta um disco completamente instrumental e dotado de uma electrónica com certos traços minimalistas.

Composto por seis faixas, nesta estreia sobressaem ao ouvido sobretudo os singles "Tangerine Tree" e "Skeletons in the 5th Floor". Platronic foi editado oficialmente a 7 de fevereiro e encontra-se disponível para download gratuito via bandcamp ou aqui. Oiçam o disco completo ali em baixo.

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domingo, 16 de abril de 2017

[Review] The Moonlandingz - Interplanetary Class Classics

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Interplanetary Class Classics // Transgressive Records // março de 2017
8.0/10

Uma banda com cantigas sobre estrangular a Anna, glory holes. Um vocalista que atua de tanga, com rodelas de chouriço como brincos e fatias de pão a servir de pulseiras. Um álbum que conta com a participação de Yoko Ono e de Randy Jones (o cowboy dos Village People), entre outros. Pode parecer algo de outro universo, mas (felizmente) fomos prendados com a existência deste brilhante conjunto. Esta receita tinha tudo para dar errado, contudo, o resultado final é tão brilhante quanto surreal.

Tudo começou quando Lias Saoudi e Saul Adamczewski foram convidados pelos Eccentronic Research Council para colaborar no seu álbum Johnny Rocket, Narcissist & Music Machine... I'm Your Biggest Fan. Este era um álbum conceptual que pretendia explorar a vida da banda (fictícia) The Moonlandingz e o seu controverso vocalista, Johnny Rocket, interpretado por Lias. Esta brincadeira revelou tanto sucesso que a barreira realidade/ficção teve de ser quebrada para conceber a génese de uma das mais interessantes bandas da atualidade.

O trabalho do conjunto resultou em dois curtos EPs (quatro músicas cada). Estes serviram para despertar o interesse de Sean Lennon (que já tinha anteriormente trabalhado com os Fat White Family), que se ofereceu para produzir o primeiro longa duração deste supergrupo inglês.

A batida de “Vessels”, que marca o ponto de partida do álbum, acompanhada por um sintetizador roubado de uma loja de segunda mão em Marte, indica o percurso alucinante que o álbum nos vai levar. O ritmo embriagado empurra o ouvinte para o centro da pista de dança mais imunda de Inglaterra e este apenas tem licença para a abandonar quando Johnny Rocket quiser.



Músicas como “Sweet Saturn Mine” e “Black Hanz” não são estranhas para quem já era fã desta banda, uma vez que foram os primeiros dois singles e as faixas titulares dos EPs lançados. Quem torce o nariz com a descrição psych-pop, que experimente ouvir os refrões de ambas as músicas e confessem a involuntária vontade de os berrar a plenos pulmões. O incansável ritmo kraut banhado em eletrónica teima em não parar e chega ao seu ponto mais imundo em “I.D.S.” (dedicada a Ian Duncan Smith, politico conservador inglês que nunca terminou os seus estudos), revelando que estes não deixaram de parte a crítica e sátira política.

Na história da música existem muitos duetos memoráveis entre artistas do sexo oposto, por exemplo Freddie Mercury e Montserrat Caballé, mas nenhum será tão alienígena como a colaboração de Johnny Rocket e Rebecca Lucy Taylor, dos Slow Club, na faixa “The Strangle of Anna”, que aborda… o estrangulamento de Anna. Um dos maiores destaques deste álbum. A curta música “Theme for Valhalla Dale” é um piscar do olho ao álbum dos ERC que começou toda esta proeza, sendo este também uma personagem desse mesmo álbum.



Depois desta pausa para respirar de pouco mais de um minuto, os ingleses voltam a atirar-nos vulgaridades para a cara com a música “The Rabies are Back”. Com um esquizofrénico teclado a acompanhar, esta música, que bem podia servir de descrição de um filme de classe B esquecido, conta a história de um lobisomem inglês a atacar jovens francesas inocentes em Paris a um ritmo de new-wave eletrónica dos anos 80.

“Neuf du Pape” é um vinho produzido em França e agora é uma música dos Moonlandingz. Contudo, o ritmo aparentemente leve e despreocupado revela uma crítica mais profunda: Descortinando uma guerra civil na Europa, referem-se aos acontecimentos no Bataclan e aos controversos comentários de Jesse Hughes, defendo o uso de armas. Johnny Rocket, à sua maneira educada, pede para este calar a sua boca, por favor.

A vida sexual inglesa continua a ser explorada pela banda na música “Glory Hole”, com a ajuda Randy Jones dos Village People. O deboche não fica por aqui, e se a letra de “Lufthansa Man” continua a desafiar a moralidade do ouvinte pelo menos, o instrumental chega naquele que é provavelmente o seu auge, sentindo ao máximo o espirito do krautrock.

Para acabar o álbum, os Moonlandingz decidiram terminar com a música mais excessiva do seu reportório, “This Cities Undone”. Como se não bastassem as irreverentes personagens que constituem este supergrupo, ainda incluíram Yoko Ono e Philip Oakey dos Human League. Esta jam psicadélica serve para libertação das frustrações que incomodam o cerne dos intervenientes desta produção musical. Não é muito claro o que a poesia livre que estes recitam significa, mas é uma bela maneira de terminar este recital de extravagância.

Se tivesse que me queixar de alguma coisa, apenas tenho a apontar o facto de terem deixado de fora algumas músicas como “Lay Yer Head Down in the Road”, “Man in me Lyfe” ou “Drop it Fauntleroy”, que muito podiam acrescentar ao álbum. Além disto, pessoalmente, a versão da “Sweet Saturn Mine” que continha o solo do Sean Lennon dava uma dinâmica diferente à musica e teria, provavelmente, muito mais a oferecer que a versão final que acabou no álbum, a qual deixa um sabor de pobreza.

É complicado de explicar como este álbum consegue terminar com uma nota positiva dado os temas sensíveis que aborda e a maneira amarga como o faz, contudo todas as peças encaixam e tornam-no num caso de estudo interessante. Agora, que passem por Portugal e tragam a sua contagiante energia para um palco perto de nós.


Texto por: Hugo Geada

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Silent Runners anunciam disco de estreia


Os Silent Runners, quinteto holandês cuja sonoridade resulta de uma mistura entre a synthwave e dark wave com um toque post-punk, anunciou, ainda no decorrer desta semana, os pormenores do lançamento de The Directory, o primeiro disco oficial da banda  holandesa que tem dado que falar na cena underground desde o lançamento de Silent Runners EP (2015).

Com o avanço da data de edição, os Silent Runners divulgaram também o primeiro single oficial que integrará o alinhamento do álbum - "Dark Mountain" - e que dá sucessão a "Cavemen", single que serviu como teaser deste novo trabalho. Além de single, "Dark Mountain" segue também apresentado num trabalho audiovisual que comunica essencialmente através de uma palete cromática neutra. O vídeo pode ser visto integralmente, abaixo. A banda disponibilizou ainda a letra e o download da música via bandcamp.

The Directory tem data de lançamento agendada para 1 de outubro.




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