sexta-feira, 19 de maio de 2017

Indie Music Fest 2017 - Primeiras Confirmações


O Indie Music Fest está de volta e Conjunto Corona, Them Flying Monkeys, Twin TransistorsHeavy Cross of Flowers e Paraguaii são os primeiros nomes confirmados para a próxima edição do festival. Este volta ao Bosque do Choupal, em Baltar, nos dias 31 de Agosto, 1 e 2 de Setembro de 2017.



Esta será a 5ª edição do festival, cujos passes gerais já estão à venda por 25 euros.

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Road to: NOS Primavera Sound #2

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A menos de um mês de começar um dos principais festivais de música alternativa de Portugal, o NOS Primavera Sound, deixamos aqui algumas escolhas (pessoais) dos editores para o que podem escolher ver nos ecléticos palcos durante os três dias que são esta celebração que junta alguns dos melhores artistas e bandas da atualidade.

8 de junho

Cigarettes After Sex - Cigarettes After Sex (2012)


Uma das bandas mais incitadoras ao fecho das pálpebras está de volta aos terrenos lusos, reencaminhada de Brooklyn para um pavimento ainda verde e numa época primaveril já madura, comparando à sua passagem no Festival Paredes de Coura no último ano. Foi de forma gradual e propícia ao eco instrumental e vocal caraterístico desde 2008 que experimentaram os tímpanos humanos, normalmente habituados a volumes mais altos que o suposto. 

Depois do lançamento de uma demo (2011), do EP I (2012) e de alguns singles, destacando "Apocalypse" como o mais recente, seguido de “K.” e os substanciais “Affection” e “Nothing’s Gonna Hurt You Baby”, passam ao lançamento do seu primeiro álbum intitulado de forma homónima. Será alvo de promoção no festival dado o conciliar de alguns temas nele já conhecidos pelo público e que não conseguem fugir ao padrão levitacional que está sempre subentendido, estrategicamente produzido de forma a passar bem a perna aos hipotálamos dos caros ouvintes.

- Rita Alves




Justice – Woman (2016)


Apontados como um dos cabeças de cartaz do primeiro dia da edição deste ano do Nos Primavera Sound estão os Justice. A dupla francesa está de regresso a Portugal depois de um jejum de meia década. Recorde-se que a última passagem por terras lusas deu-se na edição de 2012 do Optimus Alive.  Depois do revolucionário e inovador Crosses lançado em 2007, que serviu de alavanca para a ribalta de música eletrónica e de um quase discreto Audio, Video, Disco lançado em 2011, 2016 foi sinónimo de regresso. E que regresso! Woman nasceu o ano passado e foi recebido com pompa e circunstância pela crítica, que o coloca ao nível do seu primeiro álbum.

De volta estão os ritmos altamente dançáveis, pautados por uma poderosa e sensual linha de baixo conjugada com um vocal que não desilude. São dez faixas que nos traduzem a razão que nos fez apaixonar por estes dois franceses que pintam com cores bem vivas a tela da música eletrónica.

Clássicos como “D.A.N.C.E”, “Civilization” ou “Genesis” não vão faltar num alinhamento que se prevê que incidirá essencialmente no seu último trabalho. Os Justice, através da sua energia e capacidade de pôr qualquer miúdo sedentário a dançar, serão o melhor aperitivo para aquilo que os festivaleiros vão ouvir nos restantes dias no Parque da Cidade, no Porto.

- Edgar Simões




9 de junho

Pond – The Weather (2017)


No segundo dia do Primavera, vamos com certeza assistir a uma das maiores enchentes do festival no palco onde vão atuar os acarinhados australianos Pond que partilham vários membros da mesma génese dos Tame Impala. Apesar de há dois anos ter sido um dos melhores concertos realizados em território português, em Paredes de Coura, pecou apenas por ser curto e só agora é que nos presentearam com o lançamento do seu novo e sétimo álbum The Weather.

Espera-se um concerto cheio de energia vindo do irrequieto Nick Albrook (Frontman) e da sua banda que vai promover o seu último trabalho discográfico, onde se dá um novo rumo para sonoridades mais dançantes, com synths a relembrar os estrondosos êxitos característicos do Disco-Funk, dos anos 80. Em “Colder Than Ice”, denota-se essa mesma faceta disco de um teclado supersónico, juntamente com o groove do baixo a ecoar nas nossas cabeças, à medida, que somos engolidos pela constante repetição do refrão “C-c-c Colder Than Ice”.

Depois desta mudança algo radical de registo, em que largaram o psych/garage rock dos primeiros álbuns, estamos expetantes de como irá ser a receção do público português, perante a lembrança que ficou do pandemónio de mosh-pit e crowdsurfing que restou na nossa memória, da sua última aparição em palcos portugueses.

- Eduardo Coelho



10 de junho 

Metronomy- Summer 08 (2016)


Para o último dia do festival ficou reservado a irreverente indie dos Metronomy. A banda britânica regressa aos palcos nacionais depois de em 2015 terem abrilhantado o palco secundário do NOS Alive. E que saudades deixaram.

Passados dois anos, a banda encabeçada por Joseph Mount adicionou à sua discografia mais um trabalho. Intitulado de Summer 08, o seu quinto álbum de originais, foi lançado em 2016 sucedendo ao Love Letters de 2014. No seu alinhamento temos dez faixas que comprovam a genialidade criativa do seu frontman. Continuam melodicamente irrepreensíveis, com uma linha de baixo que transborda sensualidade e uma componente eletrónica que nos faz hesitar quando colocamos os Metronomy na gaveta indie. É um álbum que facilmente fazia parte da banda sonora daquelas noites de verão em que ficamos junto ao bar da piscina a beber cocktails e a conversar com os nossos amigos.

No palco do Parque da Cidade podemos esperar uma banda com um comportamento irrepreensível, sempre esforçados e exímios no manejamento de cada instrumento. “The Bay”, “The Look” ou “I’m Aquarius” são obrigatórias no alinhamento do concerto mas também as fresquinhas “Old Skool” ou “Night Owl” irão fazer mexer os esqueletos de todos os fãs.

- Edgar Simões



Mitski - Puberty 2 (2016)


Nascida no Japão, filha de mãe japonesa e pai americano, Mitski passou grande parte da sua vida entre viagens e mudanças por países como Japão, Turquia, República do Congo, fixando-se por fim em Nova Iorque em 2010, onde estudou e terminou o seu curso. Editou quatro álbuns desde 2012, e foi com Bury Me At Makeout Creek que começou a criar algum burburinho na crítica mais especializada. Puberty 2 é o quarto e mais recente disco de Mitski, editado em 2016 e que receberá mais atenção na sua estreia em Portugal.

Novamente aclamado pela crítica, Puberty 2 marca um pulo na carreira de Mitski e traz uma sonoridade refrescante e poderosa, de guitarras explosivas e uma lírica extremamente íntima e tocante, onde reflete honestamente sobre o seu passado atribulado e as suas dificuldades de integração. As expectativas são altas para esta estreia aguardada e poderão ser comprovadas no dia 10 de junho.

-Filipe Costa

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Já conhecem o MIL?


O MIL - Lisbon International Music Network - acontece pela primeira vez este ano, e vai invadir o Cais do Sodré, em Lisboa, nos dias 1 e 2 de junho, para acolher um total de 54 concertos, 12 debates e inúmeros encontros profissionais proporcionando também ao público não profissional um desafiante programa cultural, através de uma interação aberta entre toda a comunidade participante.

→ Porque é que o MIL é importante?

Porque estamos a viver em Portugal uma época muito boa para a indústria musical e, consequentemente cultural, e o MIL vem aumentar a rede e a possibilidade de contactos entre a comunidade que consome o trabalho dos artistas, agentes culturais, jornalistas, editoras e publishers e estas próprias entidades, abrindo espaço ao debate e as portas a várias salas de concertos da cidade. Fernando Ladeiro-Marques, co-produtor do MIL, em entrevista à Marketeer, explicou a sua importância, de forma resumida, ao afirmar que "Portugal era um dos poucos países europeus a não organizar um evento como este, que abordasse os dois lados da música". 

→ Qual é o conceito do MIL?

As duas vertentes do MIL – de festival e convenção – estão divididas, tal como o dia, em dois programas com localizações e preços diferentes. O programa pro destina-se a profissionais do mundo da música. O programa artístico, ao público em geral, mas todos podem participar nas duas vertentes através da adquisição dos respetivos passes. O principal objetivo do festival é a promoção de ligações e colaborações entre os profissionais portugueses, lusófonos, e internacionais.

→ Quem vão ser os conferencistas desta primeira edição?

Nomes como Fruzsina Szep (Lollapalooza), Martin Elbourne (The Great Escape), Virginia Dias Caron (SACEM - França) ou Clementine Bunel (ATC Artists) estão já confirmados numa delegação internacional que reúne algumas dezenas de profissionais interessados no mercado da língua portuguesa.

→ E relativamente aos concertos que artistas poderemos ver, e em que salas?

Os concertos vão ter lugar no Musicbox, B'Leza, Sabotage, Lounge, Tokyo e Roterdão e apresentam como principais atrações Riding Pânico, Linda Martini, Theo Lawrence & the Hearts (FR), Selma Uamusse (MOZ), Luca Argel (BR), Aamar (LUX), Motta (IT), Jibóia, Quelle Dead Gazelle, Mirror People, The Sunflowers, entre outros. Os horários de atuação também já estão disponíveis aqui, sendo que os concertos começam sempre depois das 21h00.

Se ainda sobram dúvidas, consultem o programa completo em millisboa.com. Os passes gerais para os 54 concertos têm um preço de 20€. Já os passes pro - que dão acesso a todo o programa do festival, com acesso prioritário na entrada das salas de espetáculos podem ser adquiridos por 40€.



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Continuam a chover nomes em Moledo

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Apesar de já ter um cartaz recheado de grandes nomes, o festival Sonic Blast Moledo continua a dar que falar, desta vez ao acrescentar bandas como Colour Haze, Acid King, Black Bombaim, Stone Dead, It Was the Elf, Ana Paris e Bar de Monjas.

O festival que decorre na praia de Caminha consegue assim pela primeira vez em território nacional trazer uma das bandas mais acarinhadas do stoner rock, os alemães Colour Haze, responsáveis por álbuns como Tempel ou To The Highest Gods We Know. Apesar de serem uma banda instrumental, este vai ser um concerto em que ninguém vai-se queixar da falta de um vocalista.

Os Acid King, gigantes do Stoner Doom, marcam o regresso a Portugal que já estava com saudades do talento deste trio americano. Para quem nunca viu a banda, não podem perder a oportunidade de estar diante da carismática Lori S., vocalista e guitarrista da banda.

Depois de no ano passado terem de cancelar o seu concerto devido a um problema de saúde do guitarrista, a “banda da casa” regressa a Moledo, obviamente estou a falar dos Reis do Stoner portugueses, os Black Bombaim.



O festival vai decorrer nos dias 11 e 12 de agosto e os organizadores prometem que as surpresas ainda não acabaram. Os bilhetes podem ser adquiridos nos locais habituais, estando o passe geral disponível por 55€ e o bilhete diário por 28€.

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

The Jesus And Mary Chain e Primal Scream em Vilar de Mouros

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Depois de regressar com enorme sucesso em 2016, com bandas como OMD, Peter Murphy, Echo & The Bunnyman e The Waterboys, o Festival Vilar de Mouros apresentou hoje grande parte do seu cartaz assim como a mudança de nome para EDP Vilar de Mouros.

O EDP Vilar de Mouros, que este ano se realiza nos dias 24, 25 e 26 de agosto, não baixa a fasquia e para a sua ediçao de 2017 traz Primal Scream, The Jesus And Mary Chain, Boomtown Rats, Psychedelic Furs, Dandy Warhols, Young Gods, The Mission, Morcheeba, The Veils, Avec e 2ManyDJs (em DJ set) e os portugueses Capitão Fausto. Com este incrível conjunto de bandas o festival mantém a identidade que cimentou no ano passado trazendo bandas icónicas das decadas de 80 e 90.

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Foto-reportagem: O melhor 13 de maio do país [Sabotage Club, Lisboa]

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No dia em que tudo aconteceu nós fizemos também a festa. O Sabotage Club recebeu a 13 de maio a primeira festa da Threshold Magazine que contou com os Môno!, Sun Blossoms e Rolando Bruno. A foto-reportagem do evento segue abaixo, pela lente da Mafalda Vilela.

Môno!

















Sun Blossoms














Rolando Bruno

















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