quinta-feira, 1 de junho de 2017

O nosso guia musical para o MIL


O recém-nascido MIL - Lisbon International Music Network tem começo marcado para hoje. Por aqui vão passar mais de 50 nomes em 6 salas distintas do Cais de Sodré, e como (infelizmente) não é possível ir a todos os concertos, há escolhas que terão de ser feitas. É claro que isto depende das preferências pessoais de cada um, afinal de contas, gostos são gostos.

Em baixo podem ver as escolhas da nossa redação para os dias 1 e 2 de junho.


Dia 1

Galgo (21h30, Sabotage)


Depois de um ano em cheio para os Galgo, com a edição do seu primeiro longa-duração e inúmeros concertos, a banda lisboeta joga em casa esta quinta-feira. Pensar Faz Emagrecer, o nome desse álbum, foi muito bem recebid pelo público português, e também pela imprensa. Um álbum coeso e com uma sonoridade muito própria, que ainda é melhor ao vivo (e não é pouco). Venham ver Galgo. Confiem em nós, a sério.


BISPO (22h45, Sabotage)


Os BISPO são mais um side-project dos Capitão Fausto, um que se distingue pela sonoridade completamente diferente de todas as suas bandas. Um projeto baseado em músicas de jogos 8-bit, o que não é difícil de adivinhar ao ver os videoclips dos BISPO. Apesar de ainda não terem nenhum álbum, concertos não têm faltado a este "conjunto aúdio" lisboeta. Nós já vimos BISPO ao vivo, e podemos confirmar que não vão ficar desapontados se escolherem este caminho.


Capitão Fausto (00h30, Musicbox)



Os Capitão Fausto não precisam de qualquer introdução. Amados por uns e odiados por outros, a verdade é que a banda lisboeta viu a sua base de fãs crescer exponencialmente no último ano. E isto foi obviamente por Capitão Fausto Têm Os Dias Contados, um dos álbuns mais ouvidos em 2016. O que era antes uma banda de culto é agora, com este álbum, conhecida por grande parte dos portugueses de outras ondas (o que pode desagradar a alguns "patrícios"). Uma coisa que os Capitão Fausto nunca perderam foi a capacidade de dar concertos, e por isso, estão todos convocados para o Musicbox nesta quinta-feira.


DJ Firmeza (01h30, B'Leza)



O DJ Firmeza tem o selo de qualidade da Príncipe, uma das editoras mais promissoras de Portugal. Esta família tem sido a incubadora de talentos como DJ Marfox, DJ Nigga Fox e muitos outros. Cilio Manuel (a.k.a. DJ Firmeza) encaixa-se aqui como uma luva, ritmos africanos aliados à electrónica, a sonoridade característica da Príncipe que tem invadido a Europa. Venham ao B'Leza dançar pela madrugada fora, o DJ Firmeza de certeza que não vai deixar ninguém quieto.


Dia 2

The Sunflowers (21h30, Sabotage)



Os The Sunflowers são Carlos de Jesus e Carolina Brandão, o casal mais garageiro de Portugal. Nos últimos tempos andaram a espalhar a sua destruição pela Europa, o que reflecte a atitude trabalhadora da banda portuense. The Intergalactic Guide to Find the Red Cowboy foi o álbum de estreia dos Sunflowers, editado no ano passado pelo Cão da Garagem. Um álbum poderoso que fala sobre erva, aliens e pizza. Um álbum que se sobressai principalmente ao vivo, o que poderão confirmar na próxima sexta-feira.


Éme (22h15, Tokyo)



João Marcelo, mais conhecido por Éme, é um musico lisboeta que faz parte do elenco da Cafetra Records. Foi há quase um mês que Éme lançou o seu terceiro disco, de nome Domingo à Tarde, o segundo em formato de banda. Uma sonoridade já quase típica de Lisboa, com Luis Severo a ser o perfeito exemplar disto. João Marcelo aplica da melhor maneira esta sonoridade à sua música, com coração, e ao vivo é sempre tudo melhor. Venham ver.


Sun Blossoms (23h45, Roterdão)



Sun Blossoms é o projecto de Alexandre Fernandes, guitarrista lisboeta que gosta de aplicar uma boa dose de fuzz à sua música. Com um elenco de luxo para o ajudar ao vivo, Sun Blossoms é toda uma experiência ascendente ao vivo. Quando as principais influencias de uma banda são Tomorrows Tulips e White Fence, já se sabe o poder sonoro que espera. Aproveitem para vir ver uma das bandas mais promissoras do momento, com algumas músicas novas no seu arsenal. Prometemos que não vão ficar desapontados.


Jibóia (01h15, Sabotage)



Oscar Silva é o homem que dá vida a Jibóia, um projeto de sonoridade oriental com muitas especiarias electrónicas. Agora com Ricardo Martins na bateria, os concertos são uma experiência completamente diferente. Uma experiência mais completa, quase espiritual, é o que podem esperar de Jibóia. Na bagagem levam as músicas do seu último disco, Masala, um álbum consistente e que ganha ainda mais poder ao vivo. Com a Cobra, não há maneira melhor de fechar um festival.

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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Road to: NOS Primavera Sound #3

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A pouco mais de uma semana para começar um dos principais festivais de música alternativa de Portugal, o NOS Primavera Sound, deixamos aqui algumas escolhas (pessoais) dos editores para o que podem escolher ver nos ecléticos palcos durante os três dias que são esta celebração que junta alguns dos melhores artistas e bandas da atualidade.


9 de junho 

Angel Olsen - My Woman


O nome Angel Olsen não necessita de grandes apresentações neste artigo, especialmente depois do último ano da artista norte-americana. O álbum My Woman foi um dos destaques para a nossa redação em 2016, ficando em quarto lugar na lista de melhores álbuns deste ano. Embora a sonoridade neste registo seja menos deprimente (num bom sentido) que Half Way Home e Burn Your Fire for No Witness, músicas como “Intern” e “Shut Up Kiss Me” mostram claramente uma nova fase de Angel Olsen. Uma Angel que quer deixar as emoções negativas para trás e embarcar num novo rumo, o que pode funcionar tanto pessoal como musicalmente.

No ano passado, Angel Olsen esteve em residência artística na Galeria Zé dos Bois, onde deu um concerto a solo que ainda não nos esquecemos, nem tão depressa vamos esquecer. Este ano ela vem com banda ao segundo dia do NOS Primavera Sound, onde vai apresentar-nos músicas de My Woman. Este vai ser, definitivamente, um concerto a não perder na próxima edição do festival portuense.

-Tiago Farinha




Skepta - Konninchiwa


Quer seja em Tottenham, de onde é “natural à força”, em Chelas onde poderia ter actuado em 2015 ou no Porto, este ano no Primavera Sound, Skepta tem bagagem musical para dar e vender. Com uma língua afiada, lírica que é como a picada duma abelha, escorreita e límpida, sem rodeios, surge-nos Konninchiwa, o seu mais recente álbum que nos leva até ao verão de 2016.

Um álbum cru, extremamente crítico e introspectivo que nos faz pensar que cada vez mais o rap pretende mostrar muito mais do que o bairro de onde se é oriundo ou a que gangue se pertence. Konninchwa pode ficar guardado como álbum que nos mostra  uma mensagem, tal como To Pimp A Butterfly de Kendrick Lamar. Uma mensagem pessoal, uma viagem ao interior da célula de Skepta para mostrar aos que o ouvem como é a realidade, que não é só putas e vinhos verde e que também temos de focinhar para chegar onde queremos. Cativante e consistente em cada faixa, é um álbum que se consegue ouvir de uma ponta à outra sem se ficar entediado.

Espera-se um dos concertos de rap que marcará o ano de 2017, após o ano passado termos tido a agradável passagem de Kendrick Lamar em solo luso, reforçando a crescente aposta no rap pela organização do Primavera Sound.

-Duarte Fortuna



10 de junho

Wand - 1000 Days


Wand é a banda de Cory Hanson (Ty Segall and the Muggers), um nome em “letras pequenas” no cartaz do NOS Primavera Sound. Mas isto pouco importa, ao associarmos o nome de Cory Hanson a Ty Segall já sabemos o que havemos de esperar. Acordes mergulhados em fuzz e aquela agressividade que está bem ao nível da cena no garage rock californiano. Uma sonoridade com aquela jarda característica de Los Angeles, apadrinhada por John Dwyer dos Thee Oh Sees, que aos poucos vai chegando ao estatuto de lenda. 

Os dois últimos álbuns de Wand, Golem e 1000 Days, foram lançados quase de seguida em 2015. “Self Hypnosis in 3 Days”, “Floating Head” e “Lower Order” são algumas das músicas que verificam o que já foi dito em cima, uma sonoridade potente com extra fuzz. Depois da estreia de Wand em Portugal, no Lux em 2015, está na altura de eles voltarem para rebentar com alguns ouvidos. Desta vez vão passar pelo Parque da Cidade, no último dia do NOS Primavera SoundTragam proteção.

-Tiago Farinha






Sampha - Process


Um dos principais destaques do ultimo dia da edição de 2017 do NOS Primavera Sound é Sampha Sisay ou apenas Sampha, um músico britânico conhecido pela sua colaboração com SBTRKT (tanto em estúdio e ao vivo), Drake e mais recentemente Kanye West e Solange.

Process é o nome do seu álbum de estreia e tem o papel importantissimo de afirmar Sampha como músico a solo, retirando-lhe a fama de "músico de colaborações". Com principal foco na voz e nos teclados, quase como estamos habituados de SBTRKT, Sampha consegue um disco fascinante e uniforme do qual é muito dificil escolher a melhor faixa e ainda mais complicado escolher a pior. Para além de encantar em estúdio, Sampha, também irá, certamente, ser mágico e emotivo vivo

-Francisco Lobo de Ávila



Death Grips - Exmilitary


Um dos concertos mais esperados do festival é certamente o dos Death Grips. O trio vai estrear-se em Portugal, após terem cancelado a sua presença no Primavera de 2012. A sua sonoridade é marcada por um hip hop agressivo, várias vezes com um lado experimental e/ou industrial.

Ainda não deram concertos este ano, portanto a setlist é desconhecida, mas devemos ouvir músicas de quase todos os seus discos incluindo, de preferência, algumas de Exmilitary, mixtape com a qual se mostraram ao mundo em 2011 e que é possivelmente seu disco mais bem conseguido. Desta fazem parte músicas como “Culture Shock”, “Spread Eagle Across the Block” e “Takyon (Death Yon)”, que estão entre as melhores do grupo.

Os Death Grips têm tudo para dar um dos melhores concertos do festival, onde toda a gente vai dar tudo dentro e fora do palco.

-Rui Santos




Preparámos também umas playlists para a ocasião.


8 de junho



9 de junho




10 de junho


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Primeira fornada de nomes para Reverence Santarém 2017




A nova cara do festival Reverence Valada, o Reverence Santarém, acabou de anunciar, tal como tinha prometido os primeiros nomes da edição de 2017, que conta com bandas como Träd Gräs och Stenar, Hills, Desert Mountain Tribe e The Underground Youth.



A nível internacional, podemos ainda contar com os ingleses Is Bliss, Dr. Space dos Øresund Space Collective e dos espanhóis Quentin Gas & Los Zingaros.
Uma das novidades desta quarta edição é a residência Fuzz Club, uma das principais editoras de rock psicadélico da europa, que está a comemorar o seu quinto aniversário. Estes vão trazer, não só os acima mencionados The Underground Youth, mas ainda Throw Down Bones, Nonn, The Gluts e os nacionais 10 000 russos.



Como é costume, o festival conta também com um enorme arsenal de bandas nacionais sendo que este ano podemos contar com Löbo, Névoa, Wildnorthe, Conjunto!Evite, Cows Caos, Pás De Problème, Zarco, Asimov & The Hidden Circus, Gossamers, Chinaskee & Os Camponeses, The Melancholic Youth Of Jesus, Cut, Tren Go! Sound System, Royal Bermuda, Two Pirates And A Dead Ship, I Am The Ghost Of Mars, Iguana, Groal e Frrugem.



O festival decorre de 8 a 9 de setembro no Parque da Ribeira de Santarém e já tem disponível para venda os bilhetes para esta edição, sendo que o passe geral está já à venda por 45€. Contudo, depois do dia 16 de junho passa para 55€ e depois de 1 de setembro fica marcado em 65€. Os bilhetes diários até 15 de junho estão disponíveis por 30€, uma vez que a partir de 16 de junho custam 35€ e depois do 1 de setembro passam a ser 40€.

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terça-feira, 30 de maio de 2017

NOS Primavera Sound revela horários e distribuição por palcos



Uma semana antes do inicio da sexta edição do NOS Primavera Sound, no Porto, foram disponibilizados ao público os horários e a distribuição por palcos das bandas e artistas que irão atuar no Parque da Cidade do Porto entre os dias 8 a 10 de junho. Os horários completos podem ser consultados abaixo.

A edição deste ano do festival conta com Bon Iver, Aphex Twin, Justice, Death Grips, Elza Soares e Rodrigo Leão como principais atrações. Os passes gerais para o evento já estão esgotados, contudo é ainda possível aquirir os bilhetes diários, para cada um dos três dias do evento, ao preço de 55€. Todas as informações adiconais podem ser consultadas aqui.



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Moor Mother e Yves Tumor entre as novas confirmações do Milhões de Festa


Com julho a chegar e o festival Milhões de Festa também, anunciam-se os últimos nomes a dar entrada no cartaz desta edição que conta para já com Faust, Gaslamp Killer, Rizan Said, Gnod e Graveyard.

Nas últimas confirmações do festival surgem Yves Tumor, que lançou em 2016 o álbum Serpent Music e ainda Moor Mother que vem apresentar, entre outras músicas, o seu mais recente Fetish Bones.




A estes nomes juntam-se ainda Cocaine Piss, que já passaram por Lisboa e pelo Porto este ano, Duquesa com o seu novo álbum, Cave Story, Bad Breeding, Blown Out, Ra-Fa-El, Mette Rasmussen, Ifriqiyaa Électrique, DJ Fitz, Cigarra & Birdzie, Ratere e Bala. O cartaz contará ainda com uma curadoria da Sinsal com a banda Mweslee BFlecha e com uma curadoria SWR que contará com VAI TE FODER, Systemik Violence e Nightman e ainda mais uma curadoria da MDQB que trará Diola, Iguana Garcia, Galgo e Italia 90.

Estes nomes serão dos últimos a ser anunciados visto ainda faltarem alguns a serem apresentados pelo festival que decorrerá de 20 a 23 de julho em Barcelos. Os passes gerais encontram-se à venda por 55 euros até dia 2 de julho, sendo que a partir de 3 de julho os preços fixam-se nos 60 euros.






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O MIL começa na quinta. A que conferências assistir?


A primeira edição do MIL - Lisbon International Music Network acontece já esta semana, entre os dias 1 e 2 de junho. Centenas de profissionais reúnem-se em Lisboa para debater ideias e projectos e realizar encontros de negócios, tendo como enquadramento o mercado dos países de língua portuguesa e a sua produção artística ao nível da música popular contemporânea. Com um programa muito enriquecido a contemplar nomes como Fruzsina Szep (Lollapalooza), Martin Elbourne (The Great Escape), Virginia Dias Caron (SACEM - França) ou Clementine Bunel (ATC Artists), seguem abaixo os principais destaques para quem adquirir o PRO Ticket e não souber a que conferências assistir.

QUINTA-FEIRA, 1 DE JUNHO

14h00-15h00 | Espaço Atmosferas 

Build a Brand
Muitos artistas constroem as suas carreiras num lugar particular, mas, ao mesmo tempo, têm a ambição de ir mais longe e ganhar reconhecimento internacional. Como planear então uma campanha internacional de forma a atingir os principais mercados europeus e internacionais? Esta palestra reune um painel de especialistas internacionais e profissionais de diferentes setores da indústria musical (Clotaire Buche (FR), co-fundador da Junzi Arts, eleito melhor agente europeu em 2016 e representante de vários artistas internacionais, entre eles Woodkid; Allan Mcgowan (UK), além de editor da conceituada IQ Magazine; e Clementine Bunel (UK), agente na londrina ATC Live cujo rooster inclui, por exemplo, La Roux, Benjamin Clementine, José James e Bebel Gilberto), para apresentar e falar sobre os vários tipos de campanhas e estratégias-chave para promover os artistas e o seu trabalho internacionalmente.


16h00-17h00 | Espaço Atmosferas

The Creative Force of Independent Labels on The Music Market
O advento da tecnologia digital trouxe mudanças radicais na relação entre os diferentes elementos dentro da indústria da música. Neste debate, será discutido o papel dos selos independentes e sua relação com a indústria fonográfica. Com a crise económica, as principais gravadoras renunciaram parcialmente ao seu papel de monitorar artistas que representavam. Esses desenvolvimentos beneficiaram ou paralisaram o progresso dos rótulos independentes? De que forma esses órgãos independentes contribuem para o processo criativo? Além disso, como eles vêem o seu futuro na era digital?

18h30-19h30 | Espaço Atmosferas

Artist's Rights In The Digital Era
Durante anos, foram imaginadas opções para o futuro da indústria musical. Mas a revolução digital interrompeu a paisagem musical. Fluxos comerciais mudaram e agora estão em mãos diferentes. A transparência e a distribuição igualitária dos recursos e receitas da indústria fonográfica são algumas das preocupações que afetam a indústria na era digital e serão debatidas nesta sessão.

SEXTA-FEIRA, 2 DE JUNHO

11h00-12h00 | Fundação Arpad Szenes/ Vieira da Silva

Keynote: Martin Elbourne 

Profissional com 40 anos de experiência na indústria musical, é um dos principais programadores do Festival Glastonbury, director criativo to Great Escape, co-fundador do Womad com Peter Gabriel, foi agente dos Smiths e dos New Order e é consultor de diversas instituições políticas e culturais ligadas ao sector musical. 


12h30-13h30 | Fundação Arpad Szenes / Vieira da Silva

The Art Of Programming
Quais são os principais critérios para "reservar" um artista para um festival? Quais são os cenários possíveis? Que problemas e abordagens podemos antecipar? Das vendas à interação dos social media e cobertura da imprensa, quais são os indicadores de audiência mais relevantes? Como a relação entre o programador de música e os outros profissionais do setor afeta seu trabalho? Estas e outras questões serão debatidas por um grupo de programadores europeus (Fruzsina Szep (DE/HU) Directora Artística do Lollapalooza Berlin; Aziliz Benech (FR) do congénere parisiense MaMa Event; e Steve Zapp (UK), agente na ITB – International Talent Booking, casa de Editors, Biffy Clyro, Courteeners, etc) que se reunirão para falar sobre o seu trabalho e partilharem a sua visão sobre os principais desafios da arte da programação musical.

Além destes destaques, serão ainda abordados no MIL a temática da relação entre a política e a e a música pop contemporânea, os mecanismos para uma cidade se tornar mais atrativa ao público e turistas do ponto de vista criativo e cultural, o mercado português, o seu estado de arte, e a relação entre artistas e managers. Todas as informações adicionais podem ser consultadas aqui.



O Pro-Ticket, que dá acesso a todo o programa do festival (conferências, debates e concertos), já se encontra à venda, na bilheteira online, e pode ser adquirido por 40€. Para quem apenas for aos concertos dos dois dias pode adquirir bilhetes por 20€. 

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[Review] Carlo Barbagallo - 9


9 // Noja Recordings/Wild Love Records // maio de 2017
8.0/10

O músico e engenheiro siciliano Carlo Barbagallo tem produzido a sua própria música desde a juventude. Uma parte do seu trabalho está disponível na web através do selo criado e fundado pelo próprio, a Noja Recordings, outras demos e trabalhos ficaram-se pelas gravações físicas. Além dos projetos a solo Carlo Barbagallo também é membro de Suzanne'Silver (EUA), LBB (Canadá), Les Dix-Huit Secondes, Albanopower, La Moncada, E <-> CB, e CoMET. 9 foi editado no início do mês de maio, vem dar sucessão a Blue Record(2013), e é o resultado de três anos de trabalho do artista, tendo sido escrito arranjado e produzido pelo próprio nos intervalos das tours que tem tido como músico em projetos paralelos. O músico italiano juntou-se a vinte músicos espalhados pelo mundo (Siracusa, Torino, Paris e Montreal) para produzir um trabalho musical sem limites de género: desde a soul até a improvisação eletroacústica, do funk ao rock do sul, do jazz ao blues. 


Barbagallo afirmou em press release que "o significado do título 9 poderia ser considerado como uma medida do tempo a passar, mas qualquer um poderia encontrar muitos outros significados e associações. A sua forma é como um "loop estranho", não um loop como um 0, nem um ilimitado como o ∞, mas um que se apresente como um escape e, portanto, não permaneça dentro de seu ciclo". Contudo, a palavra final fica totalmente a cargo do ouvinte, pois é ele que o vai ouvir e interpretar consoante as suas realidades de vida.

Carlo Barbagallo apresenta em 9 um disco candidato a integrar as listas do ano 2017. Com uma predominância acentuada nos campos do blues, soul e rock, 9 é essencialmente um álbum de influências clássicas com arranjos contemporâneos. Quase todos os singles que incorporam a tracklist deste álbum têm algo de intenso, em algum ponto do seu desenvolvimento, e isso consegue prender o ouvinte e levá-lo a gerar associações positivas. A título de exemplo cite-se os temas "11 Dreams", "9 Years" e obviamente o single de abertura "Any Girls Eyes", que já foi estreado aqui, e tem incutida uma aura apaixonante capaz de envolver qualquer um.



Um dos singles que também chama muito à atenção neste 9 é "Nothing". No início deste tema a voz de Carlo Barbagallo assume um trago de whisky e soa tal como King Dude; a folk também é predominante e os acordes da guitarra convidam-nos a viajar por entre um mundo nostálgico e fantasioso. Com o passar do tempo a música ganha uma concepção completamente díspar, afirmando a imagem que o músico pretende transmitir aos ouvintes - esta medida do tempo a passar. "Her King" e o single de encerramento, "Clowns", também merecem uma atenção redobrada.

9 é, em suma, um disco com um conceito musical muito bem definido onde as nove canções que o compõem apresentam um início e fim delimitados apetrechados de um desenvolvimento enriquecido instrumentalmente, com tonalidades acústicas, desreguladas e embebidas em traços experimentais. O resultado de uma discussão, planeamento e execução com 20 músicos de diversas realidades culturais permite que 9 consiga explorar diversos géneros sem nunca perder a sua coesão e propósito. Um disco dos bons, para descobrir, na íntegra, ali dentro.



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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Surf Curse e Mute Swimmer tocam amanhã em Bragança


Surf Curse e Mute Swimmer tocam amanhã, terça-feira dia 30 de maio no Bô Bar, em Bragança. Os concertos têm início marcado paras as 22h30 e os bilhetes já se encontram à venda por 6€, sendo a entrada limitada a 60 pessoas. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.

Oriundos de Reno (Nevada) os Surf Curse são compostos por Jacob Rubeck (guitarra e voz) e Nicholas Rattigan (bateria e voz) e já estão por Portugal a apresentar o disco Nothing Yet, editado em janeiro de 2017. Hoje tocam no Lounge em Lisboa e amanhã, no concerto de despedida do país, a banda toca no Bô Ba, em Bragança.


Mute Swimmer é o principal projeto musical do artista britânico Guy Dale, que atualmente vive e trabalha em Berlim. A sua música é uma fusão entre a música melódica tradicional com a arte da performance, spoken word e folk. O artista apresenta em Bragança o seu mais recente disco de estúdio, Air Itself, editado este mês.


Além do concerto em Bragança, Mute Swimmer estará por Portugal até 3 de junho onde tocará a 31 de maio em Vila Real, 2 de junho no Porto e 3 de junho no Festival Confluências.


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STREAM: Melt Mountain - Superfetish


O quarteto grego Melt Mountain disponibilizou hoje para escuta integral o seu primeiro disco de estúdio, Superfetish, que dá sucessão ao EP homónimo que lançaram em 2014. Este novo disco explorou a maioria das profundidades a que a banda estava disposta a mergulhar. Liricamente é um trabalho muito influenciado pela cultura urbana, vida e conduta, tão complexo e implacável quanto possível. 

O álbum foi escrito e produzido pelos  Melt Mountain, projetado por John Vulgaris (Bazooka) e a maioria das músicas foram gravadas ao vivo durante quatro dias, no Urban Studios (Atenas) em fevereiro de 2016. O disco pode ser escutado abaico

Superfetish é lançado oficialmente hoje, 29 de maio, pelo selo Inner Ear.

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Festival A Porta arranca amanhã em Leiria


A terceira edição do Festival A Porta arranca já amanhã, dia 30 de maio, em Leiria, prolongando-se até ao dia 4 de junho, com a oferta de uma programação variada e multidisciplinar que vai de jantares temáticos em casas privadas, com sabores do mundo e sempre com músicos a acompanhar, a um extenso programa musical, incluindo uma exposição colectiva de artes visuais com mais de 30 artistas de todas as disciplinas, vindos de Portugal inteiro. 

Durante os 5 dias do festival, a música ocupa a Villa Portela, o Jardim Luís de Camões, a Rua Direita e o Parque do Avião. Do cartaz constam nomes como Sean Riley & The Slowriders, em parceria com a Fade In, para um concerto exclusivo na ressuscitada e histórica Villa Portela; uma parceria com a Ya Ya Yeah que traz os israelistas Ouzo Bazooka, o one man show de Mr Gallini, o rock dos PALMIERS e o stoner abrasivo de Solar Corona; uma parceria com a Omnichord Records apresenta Jerónimo! e 2 por 3; e o programa completa-se com os premiados Them Flying Monkeys, Stone Dead, mARCIANO, Senhor Doutor, Lavoisier, o virtuoso José Valente, Rodrigo Cavalheiro, o açoriano King John, The Twist Connection, Galgo e The Poppers


O Festival A Porta faz ainda ocupação de espaços icónicos da cidade e tem propostas para públicos de todas as idades. A PORTINHA oferece um conjunto de workshops infanto-juvenis, desenhado em conjunto com a InPulsar- Associação para o Desenvolvimento Comunitário, que inclui oficinas de teatro, argumento para cinema, desenho, ilustração, artes plásticas, música, estórias e massagens em família, construção de barcos de papel, paddle no rio, skate, jogos de tabuleiro e contos para crianças. Além disso, o Festival cria a secção 1001 PORTAS que inclui a já mítica Feira Bandida onde cada um vende o que quer e bem entende, a 3 e 4 de junho, na Rua Direita e no Parque do Avião. A Feira Independente é um espaço de venda e exposição dos trabalhos de criadores de publicações, zines e ilustração; um programa de exibição de Curtas – Metragens em colaboração com o Shortcutz Lisboa e Leiria Film Fest; performances inusitadas de Teatro e Dança, bem como diversas atividades de rua e mostras de ofícios que revelarão novos espaços, tradições e fazeres em pleno coração de Leiria.




Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.

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O LISB-ON #JardimSonoro regressa a Lisboa em setembro

O-LISBON-JARDIM-SONORO-REGRESSA-A-LISBOA-EM-SETEMBRO

Nos dias 1, 2 e 3 de setembro, o Parque Eduardo VII volta a ganhar vida ao som de dezenas de artistas naquela que será a quarta edição do LISB-ON #JardimSonoro. Depois de no ano passado o festival se ter estendido a três dias, este ano a organização mantém os três dias de festa com o conceito e a cultura que lhe estão associadas. O cartaz completo também já é conhecido e há uma série de atrações imperdíveis no primeiro fim-de-semana do mês de setembro.


A programação do primeiro dia fica assegurada pela Red Bull Music Academy com vários nomes de primeira linha no panorama internacional da música electrónica: A verdadeira lenda viva que é Sven Väth, encabeça um cartaz ambicioso que conta ainda com as presenças de Etienne Jaumet e da dupla Kiasmos além, como não podia deixar de ser, de uma forte presença nacional numa inédita apresentação em formato ensemble de vários ex-participantes portugueses das múltiplas edições internacionais da Red Bull Music Academy – o colectivo Space Machine




No segundo juntam-se nomes chave como Nina Kraviz, uma das mais significantes artistas mundiais, conhecida pela sua energética performance como DJ, CassyTony Allen, que tornou possível que os ritmos africanos começassem a alterar o percurso da musica Pop ocidental. Neste segundo dia fazem também parte do palco principal: Amp Fiddler, Francisco Coelho e Ramboiage




O domingo, dia 3 de setembro assegura no lineup DJ Koze, aventureiro e consistente produto da música techno e com habilidades excepcionais como DJ e ainda o produtor Motor City Drum Ensemble, que tem influenciado a música house durante os últimos anos. Neste terceiro dia passam ainda pelo palco principal Move D, Nick Craddock e Mike Stellar.




O cartaz completo pode ser consultado aqui. O passe para os três dias de festival tem um preço de 55€. Os bilhetes diários custam 25€. O bilhete combinado para os dias 2 e 3 de setembro custa 45€. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.

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