sábado, 17 de junho de 2017

STREAM: Institute - Subordination


Os Institute regressaram este ano aos discos com Subordination que dá sucessão ao disco de estreia Catharsis(2015). Este novo trabalho vê a banda de Austin a empurrar-se para fora da sua zona de conforto ao incorporar também elementos do hard e glam rock à sua sonoridade punk característica. O álbum foi escrito nos dias que antecederam a primeira tour europeia da banda e gravado durante o verão de 2016. 

As canções de Subordination abordam a farsa solitária de seguir as regras da sociedade, a procura incessante por dinheiro e poder, a aniquilação de uma verdadeira personalidade e os padrões da normalidade que, desde a infância, nos fazem sentir abjetos. 

Subordination foi editado a 2 de junho pelo selo Sacred Bones.

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"Chariot" dos Beach House já tem vídeo


Os Beach House lançam no próximo dia 30 de junho o álbum B-Sides and Rarities uma compilação composta por 14 temas, 12 deles retirados dos discos editados pela banda, e outros dois singles inéditos, "Baseball Diamond" e a já divulgada "Chariot" que é apresentada agora em formato audiovisual. 


B-Sides and Rarities tem data de lançamento previsto para 30 de junho pelo selo Bella Union.

B-Sides and Rarities Tracklist: 

1. Chariot 
2. Baby 
3. Equal Mind 
4. Used To Be (2008 single version) 
5. White Moon (iTunes session remix) 
6. Baseball Diamond 
7. Norway (iTunes session remix) 
8. Play The Game 
9. The Arrangement 
10. Saturn Song 
11. Rain In Numbers 
12. I Do Not Care For the Winter Sun 
13. 10 Mile Stereo (Cough Syrup Remix) 
14. Wherever You Go

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Os Holograms têm novo single, "Shame"


Os suecos Holograms confirmaram esta semana os detalhes do seu novo disco de estúdio em quatro anos, Surrender. O álbum que dá sucessão a Forever(2013) vê também disponibilizado o primeiro single de avanço, "Shame", que vem acompanhado de vídeo. Este novo single repesca a toada energética de riffs do disco de estreia homónimo e faz crescer as expectativas relativamente a este terceiro disco. O punk nunca esteve tão vivo.

Surrender tem data de lançamento previsto para 21 de julho pelo selo Push My Buttons.


Surrender Artwork:


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Saccades é o novo projeto a solo de Nicholas Wood (The KVB)


Nicholas Wood, músico integrante duo de pop/post-punk The KVB, passou o último verão a trabalhar no seu primeiro álbum a solo sob o nome de Saccades que é editado este verão pela editora londrina Fuzz Club Records. Gravado num Tascam e produzido pelo próprio Nick, o álbum é composto por um total de 12 singles que mostram uma abordagem muito mais melódica, com base em guitarras. Numa dose vívida e imersiva de pop psicadélico e sintetizadores vintage dos anos 60, o álbum Saccades é cantado em tonalidades dream-pop. 

Juntamente com o anúncio do novo disco Nicholas Wood avançou com o primeiro single, "Distant Sea", pintado de um lo-fi psych-pop nostálgico, que segue com direito a trabalho audiovisual abaixo. Sobre o projeto Wood escreve em press-release: “the solo stuff I was making for the last couple of years had mainly been dark, experimental electronic stuff, but I started to grow tired of making that kind of music and I just had this urge to make something more song-based and ‘classic’ sounding”.

Saccades tem data de lançamento prevista para 28 de julho pelo selo Fuzz Club Records.



Saccades Tracklist:

1 - Distant Sea
2 - Bleeding Colours 
3 - Elusive Dream 
4 - Crying Land
5 - Gone Too Soon
6 - In And Out 
7 - Know My Name
8 - Running Wild
9 - Red
10 - Cigales
11 - Early Rise Again
12 - High Drift

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Oiçam: QUADRA


Os QUADRA, projeto instrumental oriundo de Braga, nasceram no final de 2016 sendo compostos por 4 elementos: Sérgio Alves (baixo); Sílvio Ren (guitarra); Filipe Vasconcelos (teclas) e Hugo Couto (bateria). Por não procurarem por um tipo de som ou atmosfera específicos, os QUADRA são o resultado das suas próprias influências, partilhadas pelas experiências comuns sonoras como banda. Em termos de bandas e artistas a banda bracarense aponta Tortoise, Battles, Jojo Mayer/Nerve e a criatividade livre, como principais inspirações.



Cerca de seis meses após a formação os QUADRA editaram este ano o EP de estreia homónimo que os vem reafirmar como uma das bandas nacionais a marcar este 2017 nos registos em estúdio. As cinco canções que o compõem são intensas, diversas e representam a luta do ser humano em encontrar uma meta, aceitando a impossibilidade de obter a total concretização dos seus desejos como ser humano e músico. Esta sonoridade resultante mostra, a nível musical, quase todos os ambientes onde os QUADRA tocaram e/ou marcaram presença. De uma forma geral a fórmula aplicada pelos QUADRA nas suas composições passa pelo electronic post-rock e math rock aplicados à improvisação e criatividade musical. Singles como "Vendetta" e "Memória Futura" - uma malhão de rock progressivo - destacam-se logo numa primeira audição e fazem-se querer ser ouvidos, revelando o potencial que os QUADRA  têm incutido.


Apesar de já estarem ligados ao panorama musical há alguns anos, nenhum dos elementos da banda afirma ter estado num projeto relevante. QUADRA é portanto o primeiro trabalho do quarteto bracarence e a primeira aventura dos membros em formato banda. A banda aponta a possibilidade do álbum de estreia estar cá fora no início de 2018. Aproveitem para ouvir QUADRA, na íntegra, abaixo.


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Cinco Discos, Cinco Críticas #26


À 26ª edição destacamos cinco trabalhos no panorama da música underground editados entre o período de março e junho de 2017. A liderar o ranking destaca-se Golden Flora, dos Funcionário, seguido de Like Lovers in the Dark (Black Fluo), (Dreamdecay), The Home Electrical (Ed Wood Jr.) e Quantum Porn (The Somnambulist). As respetivas críticas podem ser lidas, abaixo.

Like Lovers in the Dark // Pulver Und Asche Records // junho de 2017
8.0/10

Like Lovers in the Dark é o segundo disco de estúdio da banda italiana de avant-folk Black Fluo, que vem dar sucessão a Billions Sands(2014), e que se destaca especialmente pela viagem proporcionada entre os territórios de Explosions in the Sky (p.ex. "Red Star"), Marching Church (p.ex. "Ho sentito le tue mani") Nick Cave (p.ex. "Alchemia"), Bauhaus (p.ex. "Lips", "Like Lovers in the Dark"), King Dude (p.ex. "Distance") e Dead Can Dance assim introduzido ao stoner-rock (p.ex. "Whest Ghost").
A escuridão fluorescente inicialmente notada na voz grave e masculina de Alan Alpenfelt - que facilmente consegue mudar de uma assombração vulnerável à fúria estridente quase bíblica é a textura primitiva a partir da qual este quarteto constrói as suas ressonâncias e melodias. Como narrativa Lovers In The Dark escolhe a dialética dolorosa da mãe/mulher nascimento/desolação e vai sugerindo respostas ao longo da sua evolução. O disco é em suma, uma viagem longa que revela os lugares onde os amantes consomem sua paixão, seja ao final da noite, bêbados e sem escrúpulos, magoados e melancólicos. As últimas faíscas de uma supernova. 


Sónia Felizardo

The Home Electrical // Black Basset Records // abril de 2017
7.0/10


Os franceses Ed Wood Jr. lançaram em abril deste ano o seu novo disco de estúdio The Home Electrical, que dá sucessão ao EP de quatro faixas Lost, Water, Drive, Exit (2015), um registo cuja sonância se refeltia em experiências post-rock, eletrónicas e com um toque de house. Neste novo disco os Ed Wood Jr. não alteram muito o seu método composicional e a eletrónica continua a ser abordada pela banda, contudo, numa movimentação denotada essencialmente ao nível dos campos math-rock.
Apesar de não ser um álbum propriamente inovador/inventivo The Home Electrical possui uma série de faixas cuja audição se apetece fazer repetir. A título de exemplo oiça-se o psych exploratório de "Temporary Moving In" e as repetições harmónicas e rítmicas de "Norman Bates". Há ainda o dream-space de "r/t" que também fica  compreensivelmente entranhado no ouvido.
Em suma, The Home Electrical é um disco produzido numa linguagem de rock escuro, sóbrio e mecânico mas preenchido de sonoridades electrónicas com reminiscências de Battles, Fuck Buttons ou PVT. É também o disco da banda com melhor produção e um trabalho facilmente assimilável para os ouvintes que anseiam um pouco de diversão musical.


Sónia Felizardo



// Iron Lung Records // março de 2017
7.0/10

A banda de Seattle Dreamdecay, para o titulo do seu novo álbum, decidiu misturar o pronome pessoal inglês "You" com o pronome espanhol "Tú", resultando em . Esta mescla simboliza a sensação de estar preso entre duas culturas e a luta que é para encontrar uma identidade legítima e verdadeira. Estes navegam em espaços de tensão onde existe um sentimento de ser-se puxado em direções diferentes: passado/futuro, otimismo/pessimismo, aceitação/negação, confusão/clareza. Este álbum navega várias realidades à procura de um novo ponto de vista. 
Neste terceiro álbum os Dreamdecay continuam a divagar em territórios repletos de noise rock furioso chegando por vezes a roçar o hardcore dada a voz arranhada e sem pudor do vocalista. Em Yú também se denotam momentos bem mais psicadélicos repletos de interlúdios melódicos, como é o caso de "Ian", ou de drones hipnóticos, encontrado no final de "F.R.A.N.K.", e de influencias kraut, toda a secção rítmica de "Bass Jam" que se destaca como um dos melhores momentos do álbum. 
Apesar de não ser o disco mais revolucionário do ano, este é uma forte entrada no género que, mais do que o inovar, pretende prestar tributo aos seus ascendentes. Para ser ouvido com o volume no máximo e com vontade de partir os vidros da casa da vizinha.




Hugo Geada


Golden Flora // Alienação // maio de 2017
8.2/10


De Setúbal para o mundo surge Funcionário com o seu mais recente Golden Flora. Um álbum que irá despertar curiosidade até ao menos curioso visto que a capacidade exploratória a nível musical de Funcionário é enorme, com influências na IDM de Aphex Twin até a um acid techno que nos poderá levar até Detroit ou mesmo aos primeiros trabalhos de Panda Bear. O álbum tem início com "Welcome to GF" uma pequena introdução que nos remete para os sons da infância, um som nostálgico, como se dos nossos brinquedos se tratasse. Contudo, isso não acontece sempre, fazendo de Golden Flora um álbum com quebras e subidas, como a tensão ou a respiração humana, e com uma banda sonora muito semelhante aos jogos de consola.
Será sempre assim durante as 10 faixas que dão a conhecer o mundo que é a Golden Flora que passam pelas sonoridades asiáticas até ao afrobeat e mesmo synthwave, muito sublinhado também neste álbum.
Merece destaque neste "Cinco Discos, Cinco Críticas" pelas faixas "Earthmundo on Why They Are Here" e "Angel and Friendship" que nos levam para um mundo distante, utópico, graças ao som do sintetizador e às vozes longínquas que nos fazem imaginar um novo lugar para civilizar.


Duarte Fortuna


Quantum Porn // Slowing Records // maio de 2017
7.0/10
Sediados em Berlim e formados por volta de 2009, os The Somnambulist lançaram dois LPs - "Moda Borderline" (2010) e "Sophia Verloren" (2012) - e trazem agora na calha o novo disco Quantum Porn. Este título é propositado e reflete o interesse da banda nas questões da física fundamental, a natureza última da realidade e os limites da compreensão humana - até um ponto em que a contemplação da existência faz o ouvinte sentir algo ao longo dos 70 minutos de duração do disco. As influências dos The Somnambulist têm origem essencialmente nas sonoridades de artistas como Tool, Nirvana, David Bowie e Talking Heads. E a estas influências acrescentam-lhe uma construção math-rock muito característica pela voz rouca do vocalista Marco Bianciardi. Apesar de ser um álbum bastante extenso, composto por um total de 16 faixas, Quantum Porn consegue explorar paisagens de som onde o passado, o presente e o futuro do rock coexistem, sem criar ruído, com camadas do punk ao progressivo, psychedelic ao jazz e, por vezes, do goth ao afrobeat. Um disco interessante mas para ouvir com paciência.


Sónia Felizardo

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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Casa Ardente em dose dupla: 17 e 24 de junho

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Produções Incêndio está com a chama toda. Dias 17 e 24 de Junho, a Casa Independente, Lisboa, recebe mais duas edições da Casa Ardente, evento que une a ilustração (exposição da artista Carolina Gil Lourenço - Cara Trancada) à música (os concertos e DjSet que serão Inauguração e Encerramento da Exposição).

A 17 de junho há festança rock pura com Cave Story, NOOJ. A fechar a noite há Luís Melo com DJ set dançante para terminar o dia de inauguração da exposição

A 24 de junho a eletrónica toma conta com MIGAS (Xita Records), Iguanas (Cafetra Records) e João Melgueira (Alienação), elenco que encerra a exposição de Carolina Gil Lourenço.

A entrada têm o custo de 5€ para cada dia.

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STREAM: Igorrr - Savage Sinusoid

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Os Igorrr lançam hoje o seu novo disco de estúdio, Savage Sinusoid. Depois de terem insistido numa campanha promocional enriquecida em conteúdos audiovisuais - que contou com o lançamento prévio das faixas "ieuD", "Opus Brain" e "Cheval" e três vídeos que retratam o processo de gravação deste novo disco a banda lança agora para audição na íntegra e compra física o grandioso disco Savage Sinusoid.

Este novo disco dá sucessão a Hallelujah(2012) e Maigre EP(2014) e mostra uma evolução e progresso ao nível da composição, produção e obviamente promoção. Um dos discos do ano. 

Savage Sinusoid é edtado hoje, 16 de junho, pelo selo Metal Blade Records.

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Nosaj Thing anuncia novo álbum 'Parallels'

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Jason Chung, produtor de Los Angeles mais conhecido por Nosaj Thing, vai este ano editar o sucessor de Fated (2015). Parallels é o nome do novo álbum do produtor e chega às lojas a 8 de setembro, com o selo da Innovative Leisure.

O primeiro avanço deste trabalho é o single “All Points Back to U,” o qual conta com a participação de Steve Spacek.


Em Parallels, Chung decidiu afastar-se da ansiedade de viver na sua própria imaginação e procurou novas coisas e novos mundos. Consultem em baixo a tracklist e artwork de Parallels.



Parallels:

01 Nowhere
02 All Points Back To U [ft. Steve Spacek]
03 Form
04 How We Do [ft. Kazu Makino]
05 U G
06 Get Like
07 TM
08 Way We Were [ft. Zuri Marley]
09 IGYC
10 Sister


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Queens of the Stone Age anunciam novo álbum 'Villains'


Depois de tanto mistério à volta, está confirmado. Os californianos Queens of the Stone Age estão de volta às edições, 4 anos após Like Clockwork. Este novo álbum chama-se Villains e foi produzido por Mark Ronson, que aparece no video em baixo. Neste trailer vem também uma amostra do novo single dos QOTSA, "Feet Don't Fail Me", no minuto 1:57 do video.


Agora só falta confirmarem uma data em Portugal para apresentar Villains. Estamos à espera Josh Homme.

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Chelsea Wolfe anuncia novo álbum 'Hiss Spun'


Chelsea Wolfe volta às edições em setembro com Hiss Spun. O sucessor do excelente Abyss sai dia 22 de setembro via Sargent House, e traz uma Chelsea Wolfe de volta às sonoridades mais doom e abrasivas do seu disco anterior. Hiss Spun foi produzido por Kurt Ballou (Converge), e conta com a participação do guitarrista Troy Van Leeuwen (Queens of The Stone Age). "16 Psyche" é o poderoso primeiro avanço do novo disco da artista americana, que poderão ouvir em baixo.




      
Hiss Spun

Spun
16 Psyche
Vex
Strain
The Culling
Particle Flux
Twin Fawn
Offering
Static Hum
Welt
Two Spirit
Scrape

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