sábado, 24 de junho de 2017

VNV Nation com concerto exclusivo no Porto


Os VNV Nation, dupla de electronic body music/futurepop, vão passar pelo Porto a 7 de dezembro de 2017 para um concerto único no país inserido na tour Automatic Empire, que serve de promoção aos discos Empires (1999) e Automatic (2011). O concerto tem lugar no Hard Club, Porto e conta com o selo Muzik Is My Oyster.

A banda começou a gravar os seus primeiros temas em 1990, mas o primeiro disco só chegaria às prateleiras cinco anos mais tarde sob o nome Advance and Follow (1995), álbum que trazia batidas da eletrónica industrial, semelhantes a nomes como Front 242 e Nitzer Ebb, juntamente com melodias synth dançáveis e elementos orquestrais. Contudo foi com Empires (1999) que a banda alcançou reconhecimento a nível internacional. O álbum, considerado o mais inovador da banda, tem incutida uma construção musical complexa e desenvolvida em várias camadas só com recurso a um sintetizador e dois samplers.


Além de Empires também as músicas de Automatic integrarão a setlist do concerto no Porto, sendo portanto uma oportunidade única de ver a banda a tocar músicas de dois discos relevantes na sua discografia. A abertura das portas está prevista para as 21h30 e as entradas têm um preço de 20€. Todas as informações adicionais aqui.

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Reportagem: MIL - Lisbon International Music Network [Cais do Sodré, Lisboa]


No principio deste mês de junho, o Cais do Sodré recebeu a primeira edição do MIL – Lisbon International Music Network. Por aqui passaram mais de 50 nomes da música portuguesa, e várias conferências para os profissionais desta área cultural em Portugal. Em relação ao festival propriamente dito, estivemos presentes nos concertos para relatar o que se passou.

O dia de abertura do MIL chegou depois de uma tarde cheia de conferências, com a noite a abarrotar completamente de concertos. Fomos abençoados pelo bom tempo, a temperatura era ideal para se passear pelo Cais. Os grupos de amigos conviviam, felizes e a sorrir, o que nos faz lembrar de todas as coisas que a música traz de bom a este mundo perdido.


Dia 1



Começamos as festividades desta noite no Sabotage Club. Quando chegamos lá, o recinto ainda estava vazio, isto porque os concertos começavam cedo. Mas às 21h30 da noite, hora a que os Galgo subiram ao palco, a casa já estava praticamente lotada. Esta banda lisboeta estreou-se nos álbuns há quase um ano, com Pensar Faz Emagrecer, editado pela Blitz Records. Um disco enorme e consistente, que soa ainda melhor (muito melhor) ao vivo. Foi por aqui que a sua setlist passou, com destaque para os singles “Pivot” e “Skela”, que estiveram na origem de um moshpit pelo público mais jovem. Desde cedo que o ambiente no MIL foi, como podem ver, de grande festa. 



Logo de seguida a Galgo, vieram os também lisboetas BISPO, que mais tarde iriam tocar no Musicbox como Capitão Fausto. O que saltava logo à vista, mesmo antes do concerto começar, era o palco do Sabotage parecer demasiado pequeno para tantos instrumentos e membros desta banda. Quando eles começaram a tocar, o Cais foi inundado com a electrónica 8-bit dos BISPO, e o público respondeu o melhor que pode. Apesar deles não terem nenhum álbum, a banda lisboeta foi lançando várias músicas soltas. Como por exemplo “Cancun”, “Timeless Neon” e “Mamluks”, que foram tocadas ao vivo neste concerto. Destaques a fazer não existem nenhuns, foi tudo muito bom. Apesar de Capitão Fausto ser mais conhecido pelos portugueses, BISPO é um projeto muito especial que merece ser mais reconhecido pelas pessoas. Um grande concerto que esta banda deu no Sabotage. Enorme mesmo.



Minutos antes de BISPO acabar, tivemos de sair para ir para a fila do Musicbox, em espírito de Vodafone Mexefest. Apesar da imprensa poder entrar livremente (agora falando na primeira pessoa), eu estava com pessoas que tinham passe normal. E como não abandono os meus amigos, ou entravamos todos ou não entravamos de todo. A lotação do Musicbox já é pequena para uma banda como os Capitão Fausto, houve muitas pessoas que infelizmente perderam este concerto. Mas como nós fomos para a fila cedo, lá conseguimos entrar antes deles começarem. 

Foi às 00h30 da noite, num Musicbox completamente esgotado, que os Capitão Fausto subiram ao palco. “Morro na Praia” foi a primeira música que tocaram, como já é habitual desde que lançaram Capitão Fausto tem os Dias Contados. O público ia cantando as partes que sabia, alguns sabiam a letra toda, os outros tentavam acompanhar com sons meio estranhos. O concerto foi um bocado monótono durante os próximos minutos, para ser honesto, um bocado secante. Mas isso mudou quando tocaram “Amanha Tou Melhor”, e de seguida, a explosiva “Celebre Batalha de Formariz. Nesta última malha o ambiente mudou completamente de humor. Um moshpit naturalmente rebentou no Musicbox, com os seguranças a fazer de tudo para o impedir, o que de nada serviu. As próximas músicas foram todas neste espírito, como os antigos Capitão Fausto nos habituaram. “Verdade” e “Tem De Ser” foram as últimas músicas de um concerto que começou monótono, e acabou num crescendo.



Depois disto a maior parte das pessoas foi para casa, devido a ser tarde e no próximo dia ainda haver mais. Como eu sou da Margem Sul, tive de ficar à espera às 5h40 pelo primeiro cacilheiro. Mas tanto eu como a minha companhia não fomos obrigados, podíamos ter ido embora depois de Capitão Fausto, mas havia uma última coisa a fazer. Não íamos embora sem ver o DJ Firmeza.

O B’Leza estava quase vazio infelizmente. A maior parte dos resistentes deixaram-se estar pelo Musicbox depois de Capitão Fausto, nem sabiam eles o que estavam prestes a perder. O DJ Firmeza faz parte do império electrónico da Príncipe, um império cada vez maior não só em Portugal como na Europa inteira, onde produtores como DJ Marfox, DJ Nigga Fox e DJ Nervoso têm vindo a crescer exponencialmente. Quando este set começou, as poucas pessoas que estavam no B’Leza levantaram-se para dançar intensivamente. Os ritmos africanos electrónicos a que a Príncipe nos habituou, aqui pelas mãos do DJ Firmeza, a ser um exemplo do que um perfeito after pode ser. Um dos pontos altos do festival foi o remix de Zeca Afonso pelo Camarada Firmeza, a nossa “Grândola Vila Morena”, um momento inesperado mas muitíssimo festejado. A noite que acabou em grande no B’Leza. Depois disto, foi esperar pelo primeiro cacilheiro.




Dia 2



A tarde deste segundo dia decorreu de forma semelhante ao primeiro. À noite tudo estava igual, a temperatura e as mesmas pessoas sorridentes juntas para mais um dia de festa. A nossa noite começou novamente no Sabotage Club, às 21h30, desta vez para ver The Sunflowers. O duo portuense andou pela Europa a apresentar o seu primeiro LP, The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy, editado no ano passado pelo Cão da Garagem. O concerto foi como costumam ser os Sunflowers, uma explosão de distorção e reverb, que de certeza fez mexer os pratos no restaurante acima do Sabotage. A setlist andou por volta do álbum, “Charlie Don’t Surf” e “Mountain” foram algumas das músicas que eles nos apresentaram aqui. O ambiente neste segundo dia do MIL era um bocado mais cansado, por causa da noite anterior, mas ainda assim o Sabotage esteve bem composto para ver os "girassóis".



Depois deste concerto fomos para a fila do Musicbox, Linda Martini era o que se seguia nesta noite. Mas infelizmente, e falando outra vez na primeira pessoa, os meus amigos não conseguiram entrar. E como também não ia ver o concerto sozinho, fomos passear pelo Bairro Alto. Ficou assim concluída esta primeira edição do MIL para nós. Uma estreia bem-sucedida para a dimensão que foi este festival. Agora é esperar pelo próximo ano. Adeus e até abril de 2018.


Texto: Tiago Farinha
Fotografias cedidas pelo MIL

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

The Fall têm concerto único no país marcado para novembro


Com 41 anos de carreira os britânicos The Fall estão de regresso aos discos com New Facts Emerge - a chegar às prateleiras em julho - e, também, aos concertos cuja tour promocional garante um espétaculo no nosso país. Agenciado pela Muzik Is My Oyster e Rollercoaster o concerto único em solo nacional tem lugar no Hard Club, Porto a 18 de novembro.

A discografia dos The Fall é uma coisa assustadora. Fora dos mais de 30 discos de estúdio, há dezenas de ótimos singles e EPs, bem como vários álbuns ao vivo de qualidade variável. New Facts Emerge é o 32º disco de estúdio da banda e chega às lojas a 28 de julho, seguindo ainda sem nenhuma faixa de avanço. O disco servirá como base à setlist do concerto de dia 18.  A abertura do concerto fica a cargo dos portugueses 10.000 Russos.
Os bilhetes custam 22€ e podem ser adquiridos no Hard Club, Piranha e Bunkerstore . As portas abrem às 21h00. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.


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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Galeria Zé dos Bois: Programação de julho

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A Galeria Zé dos Bois preparou uma excelente programação para o mês festivaleiro e quente de julho. Os maiores destaques vão para o country folk de Bonnie 'Prince' Billy, a música dançante do serra-leonês Janka Nabay and The Bubu Gang, que também vai atuar no Milhões de Festa, e o veterano brasileiro do samba Jards Macalé.


5 de julho (Quarta) às 22h - Gizzle | Genes - 8€

11 de julho (Terça) às 22h - Rodrigo Amado Northern Liberties - 8€

12 de julho (Quarta) às 22h - Hand Habits | Cyrus Gengras - 8€

21 de julho (Sexta) às 22h -  Janka Nabay and The Bubu Gang - 8€

25 de julho (Terça) às 22h - Jards Macalé | Ricardo Dias Gomes - 8€

26 de julho (Quinta) às 21h30 - Bonnie 'Prince' Billy | Matt Kivel  - Teatro da Trindade - 15€




Fiquem já também com alguns dos destaques para o final do ano: 

29 de outubro (Domingo) - Mark Eitzel - 12€

30 de novembro (Quinta) - Forest Swords - 12€

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Mono, Gang of Four e Oathbreaker nas últimas confirmações do Reverence Santarém

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Mono, Gang Of Four, Oathbreaker, Bo Ningen e Siena Root, entre outros, são assim os últimos grandes nomes a serem adicionados ao festival Reverence Santarém que decorre a 8 e 9 de Setembro. Ainda, graças à parceria com a editora londrina Fuzz Club, bandas como The Janitors, Dead Rabbits e Pretty Lightning entram também no cartaz.

Os Mono são uma banda japonesa de post-rock formada em 1999 em Tóquio, Kanto, Honshu. Esta é constituída por Takaakira Goto (guitarra eléctrica), Yoda (guitarra eléctrica), Tamaki Kunishi (baixo, guitarra, piano, glockenspiel), e Yasunori Takada (bateria, xilofone, sintetizador). A sua música é influênciada por géneros como o rock experimental e shoegaze, noise e minimalista, mas também pela música clássica. A última vez que estiveram em território nacional foi no ano passado no Amplifest, onde se destacaram com um dos concertos mais emotivos e fortes da edição. Desta vez, mais a sul de Portugal, estes prometem continuar a senda de bons concertos.

Os Mono são responsáveis por álbuns bastante importantes no género post-rock como You are There, Hymm to the Immortal Wind e o seu mais recente Requiem For Hell

Se a ultima edição do Reverence Valada viu uma forte aposta em bandas de post-punk como The Damned, Sisters of Mercy e Killing Joke (mesmo que esta última tenha cancelado o concerto), este ano a aposta parece manter-se com a inclusão de Gang of Four. Depois de muitas mudanças no line-up da banda o único membro original que se mantém é Andy Gil, mas apesar destes anos todo continua com a garganta afinada para acusar os políticos e todas as injustiças que eles cometem.

Gang of Four são uma banda com bastante influência no panorama musical atual sendo citados como uma das principais referencias de bandas como Franz Ferdinand e Bloc Party

Assim, a estas bandas juntam-se a Moonspell, Amenra, Esben and the Witch, Sinistro, Träd, Gräs Och Stenar, Hills, Desert Mountain Tribe, The Underground Youth, Is Bliss, Dr. Space, Groal e Quentin Gas & Los Zingaros


Para além dos nomes internacionais podemos ainda encontrar uma enorme diversidade de nomes nacionais: LÖBO, 10 000 Russos, Névoa, Wildnorthe, CONJUNTO!EVITE, Cows Caos, Pás De Problème, Zarco, Asimov & The Hidden Circus, Gossamers, Chinaskee & os Camponeses, The Melancholic Youth Of Jesus, Cut, Tren Go! Sound System, Royal Bermuda, Two Pirates and a Dead Ship, I am the Ghost of Mars, Iguana e F’rrugem.



Os passes gerias podem ser adquiridos por 45€ e os diários por 30€ até dia 15 de julho na Bilheteira Online.

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Lorenzo Masotto e Primeira Dama atuam amanhã no Teatro Ibérico

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Na próxima quinta-feira, 22 de junho, a Nariz Entupido apresenta Lorenzo Masotto e Primeira Dama no Teatro Ibérico. À volta do piano de cauda do Teatro Ibérico, o italiano e o português apresentarão ao auditório, os seus últimos álbuns, Mountain Paths e Primeira Dama, respectivamente. 



Os bilhetes custam 6€ se forem adquiridos até hoje através de - https://ticketline.sapo.pt/evento/nariz-entupido-lorenzzo-masotto-primeira-da-20441 - ou 8€ no próprio dia.

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Swans regressam a Lisboa e ao Porto em outubro

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© Jens Wassmuth
Afinal o concerto titânico dos Swans no NOS Primavera Sound não foi a despedida da banda de Michael Gira e companhia de territórios lusos. 

Os Swans, uma das bandas mais respeitadas e influentes no campo da música experimental, vêm ao nosso país dizer adeus uma vez mais, depois de em 2010 se terem reunido após treze anos de ausência.

A banda nova-iorquina, que percorreu ao longo da sua carreira os caminhos abrasivos do noise, da folk sombria e, por fim, do rock mais hipnótico e experimental de The Seer, To Be Kind e The Glowing Man, vai atuar a 8 de outubro no Porto, Hard Club, e a 9 de outubro em Lisboa, no Lisboa ao vivo

As primeiras partes de ambos os concertos ficam a cargo de Baby Dee, artista e performer norte-americana, que já colaborou com nomes como Antony Hegarty, Current 93, Will Oldham ou Andrew W.K..

Os bilhetes têm o custo de 25€ e podem ser adquiridos em amplificasom.com/amplistore e na Ticketline. Os eventos têm assinatura da Amplificasom.



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terça-feira, 20 de junho de 2017

ZDB apresenta este sábado os novos álbuns de Garcia da Selva e João Lobo

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No próximo sábado, 24 de junho, a Galeria Zé dos Bois vai apresentar em primeira mão os novos trabalhos de Garcia da Selva e João Lobo

Garcia da Selva é o heterónimo de Manuel Mesquita, artista multifacetado que se destaca no panorama artístico nacional tanto na música como no cinema ou nas artes performativas, tendo contribuído com diversas trilhas sonoras ou instalações artísticas. A sua atuação na ZDB é especial e marca o lançamento de um muito aguardado novo disco. Radical Savage é mais uma peça no seu puzzle biográfico – e igualmente na produção musical deste ano feita por cá.


Após uma década de outras vidas e outras estórias, João Lobo vai apresentar também pela primeira vez o seu primeiro trabalho a solo. Norwuz foi gravado sem recurso a overdubs ou amplificação acústica, e o seu título surge de uma referência cultural ao  Fim de Ano iraniano cujo significado poderá ser traduzido de "novo dia". Nesta atuação o baterista vai tocar precisamente no centro da sala, alterando assim a disposição habitual do espaço, criando uma atmosfera acolhedora e uma experiência distinta.


Os bilhetes têm o custo de 6€ e podem ser adquiridos na Flur Discos, Tabacaria Martins e ZDB (quarta a sábado 18h-02h). Reservas em reservas@zedosbois.org.

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Cloakroom anunciam segundo disco 'Time Well', partilham novo single


Os Cloakroom estão de regresso às edições e preparam-se para lançar o seu segundo disco. Depois de se estrearem com o primeiro longa-duração Further Out pela Run For Cover Records, a banda de Doyle Martin, que nos visitou recentemente em suporte dos Russian Circles, regressa agora com o mais recente disco Time Well. 

Time Well marca a estreia dos Cloakroom pela mítica Relapse Records, e tem data prevista para dia 18 de agosto. "Seedless Star" é o seu mais recente avanço, cujo vídeo dirigido por Alex Henery poderão ver mais em baixo, assim como a respetiva tracklist do disco.




Time Well

Gone But Not Entirely
Big World

Concrete Gallery
Seedless Star
Sickle Moon Blues
Hymnal
The Sun Won’t Less Us Go
Time Well
52Hz Whale
The Passenger




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White Wine - Killer Brilliance (video) [Threshold Premiere]


White Wine começou como o projeto a solo de Joe Haege, na altura sob o nome Vin Blanc, que passou a ser um dupla, em 2013, após o lançamento do segundo disco In Every Way But One, quando Haege convidou Fritz Brückner para se juntar a ele numa tour pela Europa. Depois de algumas mudanças Chistian Kühr juntou-se à banda para criarem o seu próprio estúdio, nomeado Haunted Hous, e formar a banda atual.

Killer Brilliance é o novo disco da banda e o resultado de 18 meses juntos, em tour e Joe Haege descreve-o, em press release da seguinte forma: "Killer Brilliance emerged from the trio’s need to get something dark and sinister out of our systems, and this is reflected, too, in the album’s title. We're all killers in some way or another. Some kill hope. Some kill honesty. Some kill fear. Some kill greed. Some kill out of greed.  All kill, in some ways, for our sheer survival. However, the underlying fact is that so many ways of killing are simply amazing in their complexity. When you really dig into the details, one can see how there is no escaping a little bit of blood on everybody’s hands".

Com o anúncio do novo trabalho a banda disponibiliza agora o primeiro single de avanço, o homónimo "Killer Brilliance", através de um vídeo 


Killer Brilliance tem data de lançamento prevista para 23 de setembro pelo selo Altin Village & Mine.

Killer Brilliance Tracklist:

1. Vignette Corrina 
2. Broken Letter Hour 
3. Hurry Home 
4. Killer Brillinace 
5. Abundance 
6. Vignette Junko 
7. I’d Run 
8. Falling From The Same Place 
9. Vignette Friederike 
10. 7 Letters 
11. Vignette Amelie 
12. Art Of Not Knowing 
13. Bird In Hand 
14. Vignette Katya

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Milhões de Festa: Viagem até ao Festão #1


Em 2017 o Milhões de Festa regressa para mais uma edição, o seu décimo primeiro ano desde o começo em Barcelos. Este ano teremos um cartaz com alguns regressos como na história do filho pródigo, como é exemplo dos suecos Graveyard, que regressaram à estrada e por sua vez a Portugal para aquecerem o seu público. Podemos também contar com o retorno dos Sarathy Korwar e GNOD que, nas lides barcelenses, já são veteranos visto já terem passado num total quatro vezes, acompanhando este ano a lendária banda alemã de krautrock Faust.

A juntar-se a isto surgem muitos nomes do mundo da música electrónica como Switchdance, da world music como Janka Nabay e Pixvae, e até mesmo nomes da música mais exploratória como o caso do conhecido Powell.

Ainda alguns casos a ter em conta como Rizan Said e The Enablers que prometem não ficar para trás de grandes nomes e dar grandes espetáculos sob a mote adoptada pelo festival: Festão Mínimo Garantido.

Nunca mais é julho, malta!


The Gaslamp Killer



Depois de ser tocado nos DJ sets surge o belo ano de 2017 para trazer ao baile The Gaslamp KillerCom sonoridades que se estendem desde a Arábia à Alemanha dos anos do kraut, o DJ e produtor de L.A. traz-nos algo já há muito esperado: “musica à milhões”, uma música que dá para dançar, dá para nos perdermos no meio da parede de som que este constrói diante dos nossos olhos. É ao ouvir álbuns como Breakthrough de 2012 que nos apercebermos dessa realidade. Como se duma viagem num tapete voador se tratasse, uma viagem alucinante pelo deserto arábico espera-nos em Julho com o cicerone The Gaslamp Killer.



Sarathy Korwar



Um londrino nascido nos Estados Unidos que nos traz o cheiro a caril e demais especiarias, não tivesse Sarathy Korwar sido criado na Índia para nos trazer os sons da sua infância muito influenciado por homens do jazz como John Coltrane ou mesmo pelo mestre da cítara, o grande Ravi Shankar.

Dele vêm trabalhos excelentes com o já conhecido por terras de Barcelos, Shabaka Hutchings, o multi-instrumentalista e compositor em conjuntos como Sons of Kemet e The Comet is Coming e ainda com Hieroglyphic Being, artista que também estará presente nesta próxima edição do festival. 

O seu trabalho Day to Day foi considerado pelo The Guardian como um dos melhores trabalhos do ano que acaba de passar, no que toca a world music, explorando os sons do quotidiano com os ritmos de percussão e de outros tantos instrumentos indianos. Sente-se bem o multiculturalismo latente das vivências de Sarathy. Apesar de não ser a primeira vez que actua em Barcelos, é de facto uma experiência a não perder nesta próxima edição do festival barcelense.




Janka Nabay & The Bubu Gang


E sob o signo de #festãomínimogarantido surge o serra-leonês Janka Nabay para agitar tudo. Numa mistura de reggae com a sua música local a bubu music, Janka Nabay costuma pôr todos a dançar, até mesmo os que são “pés de chumbo”! Com batidas vincadamente africanas e guitarra sempre a par de um sintetizador que nos leva para uma pista de dança, Nabay faz as delícias do povo e faz com que se precise de respirar depois de um momento de dança festiva que será sem dúvida o seu concerto.




Uma banda francesa que canta em espanhol? Sim, porque não?

Com influências rock que nos poderá trazer um pouco de cumbia a acompanhar, estes franceses de Lyon fazem boa música com pouco. O seu álbum homónimo confirma mesmo isso, uma ginga constante, bons riffs de guitarra, sintetizador sempre apurado, com instrumentos de sopro como o saxofone a dar um toque de imponência e a voz sempre também afinada para dar a mote às danças que se fazem durante a audição desta música.

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Punch Sessions levam Eugene, Jonny Abbey e muitos mais ao Musicbox

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O Musicbox vai receber na próxima quinta-feira, 22 de junho, uma nova festa da movida lisboeta com curadoria da Punch Magazine. As Punch Sessions apostam tanto na música tocada ao vivo como na música oriunda cabine de som. Nesta edição as bandas que irão atuar no palco do clube do Cais do Sodré são Eugene e Jonny Abbey, sendo que depois a noite prossegue com Lewis M. e Rui Maia nos discos não pedidos até a sola ficar gasta.

Eugene são cinco amigos que se juntaram em 2014 para fazer música relaxada, e relaxadamente foram gravando um álbum. Os interesses musicais em comum e a fresca amizade fizeram com que estes rapazes de diferentes regiões do país se juntassem para explorar o seu fascínio por fazer música, tornando o processo de composição natural e genuíno. Prestes a lançarem um álbum de oito músicas suaves, avançam com o primeiro single chamado “The Swim”.


João Abrantes em palco é Jonny Abbey, um projecto electro-indie-pop que conta com a participação também de Cecília Costa. A electrónica crepuscular faz-se ouvir através dos sintetizadores analógicos que entre cabos emaranhados tropeçam em notas provocadoras de uma guitarra eléctrica. A voz sussurrada de João mantém um hipnotismo no ar até sentirmos os pés a moverem-se ao ritmo de batidas a meio termo que nos fazem balançar o corpo involuntariamente. O duo vai apresentar no Musicbox o seu disco de estreia Unwinding.


O evento está marcado para as 22h e os bilhetes custam 8€.

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

LCD Soundsystem anunciam novo álbum 'American Dream'


Depois de regressarem ao ativo em 2016 com uma série de concertos, incluindo uma passagem pelo Vodafone Paredes de Coura, eis que a banda de James Murphy anuncia, finalmente, o seu primeiro longa-duração em sete anos. American Dream é o nome do disco que sucede a This Is Happening, cuja data de lançamento está prevista para dia 1 de setembro, via Columbia/DFA. "Call The Police" e "American Dream" são, por enquanto, os únicos temas conhecidos deste quarto disco dos LCD Soundsystem. A restante tracklist de American Dream poderá ser vista mais adiante. A banda anunciou ainda uma tour mundial, não possuindo ainda datas marcadas pelo nosso país.

Em baixo, fiquem com os dois temas já conhecidos de American Dream.




American Dream

oh baby
other voices
i used to
change yr mind
how do you sleep?
tonite
call the police
american dream
emotional haircut
black screen

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Reportagem: NOS Primavera Sound 2017 - 7 e 8 de junho [Parque da Cidade, Porto]

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As portas do recinto abrem-se e os festivaleiros correm para as filas para trocarem os bilhetes pelas pulseiras e entrarem no Parque da Cidade do Porto. Procuram-se os melhores lugares possíveis na relva para verem os seus concertos preferidos ou, pelo menos, para colecionarem o máximo possível de brindes oferecidos.

Mesmo após já ter adquirido a reputação de ser um dos maiores festivais nacionais, o NOS Primavera Sound tem várias particularidades que o separa o de todos os outros. Em primeiro lugar, podemos referenciar que, apesar do estatuto e da fama que possui, consegue manter um cartaz relevante, com apostas inovadoras, de qualidade e com bandas que, mesmo não sendo o dito mainstream, conseguem chamar um número incrível de pessoas.

Não é só o cartaz que o difere dos outros festivais, também a audiência que o compõe é provavelmente a que varia mais em termos de grupos etários. Tão depressa observamos hippies urbanos a correr para o “Palco. (ponto)” para desfrutarem de uma banda recente que descobriram no canal de Youtube do Anthony Fantano, como é o exemplo dos Death Grips ou os King Gizzard and the Lizard Wizard, como quarentões com um igual sorriso, que caminham na direção oposta para desfrutarem de bandas que ouviam na sua adolescência e que hoje em dia é consideradas de culto, como é o caso de Teenage Fanclub ou de The Make Up.


Outro pormenor que reparo enquanto derreto ao sol e desespero pela fila que não desenvolve, é o olhar maravilhado que os festivaleiros de Lisboa tem pela bela cidade que é o Porto. Muda-se o paradigma de que o pessoal do Norte é que precisa de se deslocar para Lisboa se quer ver concertos, para retirar os lisboetas da sua zona de conforto e desafiá-los a uma aventura numa cidade diferente.

Entretanto no meio desta deambulação uma rapariga do balcão chama-me e pergunta-me o que é que estou ali a fazer. Identifico-me e digo que venho por parte da Threshold Magazine, “venho fazer uma reportagem”, ela entrega-me a pulseira e eu não lhe peço o número porque estava com pressa de ver o Samuel Úria

Mas antes de começarmos a dissertar sobre o que se passou no Parque da Cidade nos dias 8, 9 e 10 de junho, fica aqui um pequeno resumo do que se passou na Invicta no dia 7 de junho. 


7 de junho

Pelo quarto ano seguido, o NOS Primavera Sound estendeu-se ao centro do Porto, tomando de assalto espaços míticos da cidade como o Hard Club, Maus Hábitos, Café Au Lait, Plano B, Passos Manuel e Galeria, dando as boas-vindas a todos o que se deslocaram para assistir à sexta edição do festival. Nós estivemos presentes em algumas das salas de espétaculos e assistimos às atuações de Jessy Lanza e dos Mueran Humanos. Saímos de lá já bem "quentinhos" para o que aí vinha e ainda vimos Richard D. James em pessoa, a lenda da eletrónica que responde pelo nome de Aphex Twin

Jessy Lanza



Jessy Lanza pôs o Hard Club a dançar com o seu R&B alternativo eletrónico marcado por sons de baixo fortes e composições minimalistas. Músicas como “It Means I Love You” e “Never Enough” foram algumas das mais envolventes e cativantes, devido aos seus instrumentais atmosféricos com ritmos dançáveis, que contrastam com a muito boa voz de Jessy. A meio do concerto pode-se ter sentido, em certas canções, alguma repetição, mas a verdade é que foi tudo bem interpretado e nenhuma música conseguiu impedir o público de sair da sala satisfeito.
Rui Santos


Mueran Humanos



Tendo integrado o cartaz do festival no ano passado e actuado a uma hora que pouco ou nada os favoreceu (meio da tarde), os Mueran Humanos regressaram ao Porto a uma hora na qual a música deles é mais aconselhada. A sala do Maus Hábitos estava completamente preparada para o concerto desta banda cujo sonoridade flutua entre darkwave e o industrial. Do início ao fim do concerto a banda argentina sediada em Berlim pôs todos a dançar com, na sua maioria, temas do disco Miseress de 2015 mas também um ou dois novos temas. Depois de cerca de uma hora de concerto, Carmen Burguess e Tomás Nochteff abandonaram o palco para regressar num encore com "Un Lugar Ideal". Ainda que o concerto de 2016 tenha sido uma enorme surpresa para os presentes, o deste ano foi quase incomparável em termos de qualidade tendo este reunido todos os elementos necessários à favorização da sua música.
Francisco Lobo de Ávila



8 de junho

Samuel Úria



O primeiro concerto do festival ficou encarregue a um dos mais influentes músicos da nova geração portuguesa, Samuel Úria. No público era notável ainda aquele ambiente de embasbacamento típico de alguém mais preocupado em reencontrar velhas amizades e por a conversa em dia, beber umas cervejas ou procurar um lugar confortável no relvado para poder apreciar os concertos durante o resto do dia.

Samuel de tudo fez para evitar que o seu concerto fosse apenas uma nota de rodapé e ficasse apenas conhecido “por ter sido o primeiro concerto da edição 2017”. Por isso, puxou das melhores músicas da sua discografia, passeando pelos êxitos do seu mais recente disco, Carga de Ombro, obrigando alguns membros da audiência a trautearam não só a música que partilha o nome do álbum mas também temas como “Dou-me Corda” ou “Repressão”. Houve também oportunidade para revisitar algumas canções mais antigas como “Lenço Enxuto” ou “Teimoso”, e ainda uma versão (a roçar o desconfortável) de uma cover dos Nirvana, da música "Molly’s Lips" dos The Vaselines, interpretada em português e com o título de “Os Lábios da Amália”.


Cigarettes After Sex



O concerto que se seguiu foi altamente criticado pelo horário que lhe foi atribuído. A banda do Texas, conhecida pela sua imagem misteriosa e pelos seus concertos envoltos em fumo de modo a que a audiência não consiga ver a banda, foi colocada a tocar ao final da tarde perante os olhares de todos.

Apesar de a imagem de marca da banda ter saído algo furada, houve muitos olhos a lacrimejar e corações tocados pela atuação, que se inclinou não só para os dois primeiros EPs, mas ainda pelas músicas do álbum de estreia que editado no passado dia 9 de junho.

Na sua grande maioria o som esteve sempre no ponto certo para reproduzir o trabalho em estúdio da banda, contudo quando o vocalista e guitarrista, Greg Gonzalez, ligava o pedal de distorção, o som da guitarra tornava-se excessivamente pesado e cortava um pouco o ambiente intimista.


Miguel



Um dos concertos mais polarizantes do festival. Se a mistura de hip-hop com glam metal foi recebida com o nariz torcido por muitos que consideraram a sua música demasiado cheesy, outros receberam de braços abertos a energia e o sorriso gigantesco do vocalista que nem por um segundo esteve estático em cima de palco. Miguel foi o artista mais feliz em cima de qualquer palco montado no Porto neste dia.

A banda apresentava o mesmo comportamento genuíno que o seu vocalista e interpretava as músicas de forma competente, com uma batida ritmada que deixava todos os corpos em movimento e um guitarrista que ouviu demasiado Bon Jovi e Motley Crue e procura executar os solos da maneira mais orgásmica possível. 

Pode não ter sido o melhor ou o mais desafiante concerto da edição mas certamente foi um dos mais divertidos.


Arab Strap



Com a difícil tarefa de substituir Grandaddy, a organização do festival optou por trazer uma banda que nada tem a ver com os anteriores mencionados. Entram em cena os escoceses Arab Strap, que após terem acabado pela segunda vez em 2011, voltaram a juntar-se novamente no ano passado e andam a dar concertos desde então.

Estes foram recebidos no Palco Super Bock Super Rock com uma receção calorosa de festivaleiros curiosos para perceberem o que se ia passar naquele palco. O sotaque escocês carregado, as guitarradas indie saídas dos anos 90 misturadas uma dose saudável e atual de eletrónica não deixou baixar os ânimos dos fãs que dançavam freneticamente ao som destes homens que apesar da sua influência na musica alternativa escocesa nunca viram a fama verdadeiramente chegar ao seu colo.

Contudo enquanto o concerto se aproximava do final a maior parte dos festivaleiros com pulseira à volta do pulso já só tinham Run the Jewels na cabeça.


Run the Jewels


  
O regresso ao palco NOS é marcado pela presença de duas mãos enormes em cima de palco a imitar o famoso gesto fist and gun que simboliza a banda e está presente em todas as capas de álbuns do duo.

O duo norte americano conseguiu assim um upgrade, sendo que a última vez que estiveram neste festival em 2014, atuaram no Palco. (antigamente, Palco ATP) e agora sobem para o principal. Merecida evolução notada pela legião de fãs que enchem a colina do Parque da Cidade até se perder a vista. Depois da triunfal entrada acompanhada pela icónica "We Are The Champions" dos Queen, segue-se "Talk to Me", do mais recente álbum do conjunto, Run the Jewels 3, e a fasquia do concerto apenas seria baixada quando os dois homens abandonassem o palco.

Para quem tem dúvidas de como o hip-hop tem vindo a adquirir cada vez mais influência na cena musical contemporânea, este palco mostrou como milhares de pessoas deliram com este género e o sentem na pele. Durante a totalidade do concerto pôde-se observar moches, crowdsurfs, cantorias. O público estava incansável e os Run the Jewels decidiram parabenizá-los com uma das melhores performances do festival.


Entre as músicas, Killer Mike e El-P aproveitavam para mandar umas piadas para animar o ambiente e criar mais intimidade com os fãs. Contudo, houve também momentos para discursos mais sérios em que o duo elogiou a atitude de camaradagem do público, ao ajudar um jovem que tinha caído no crowdsurf, avisando-o também para não assediar as raparigas que se aventuravam neste modo de celebração festivaleira.

No final do concerto houve um encore onde o duo teve oportunidade de revisitar a musica homónima que partilha nome com o primeiro álbum e o conjunto, levando o público aos últimos moches e crowdsurfs da noite. Esta despedida foi dolorosa para alguns fãs que confessam ter presenciados um dos melhores concertos da edição, mas a noite ainda estava longe de ter acabado.


Flying Lotus




Flying Lotus apresentou um set repleto de beats e de visuais elaborados. Diferentes animações carregadas de formas abstratas e efeitos espetaculares foram projetadas ao longo da sua performance. No entanto, todo este aparato visual não foi o suficiente para manter o set interessante. Apesar de produzir álbuns de grande qualidade, FlyLo não impressionou ao vivo.

Os beats soaram repetitivos e não beneficiaram de uma mistura tão bem equilibrada como em estúdio. Se isto terá sido influenciado pelas colunas ou pelas alterações feitas por Steven Ellison, não sabemos, mas a verdade é que apenas os visuais  nos cativaram a atenção. Entre as músicas que integraram a setlist estiveram “Do the Astral Plane”, uma das mais dançáveis e viciantes, que infelizmente foi um pouco arruinada pelo som e pelos comentários de FlyLo no microfone, e “Never Catch Me”, a última e provavelmente melhor música do concerto, distinguindo-se do resto do alinhamento.
Rui Santos


Justice



Com o último concerto da noite a aproximar-se, está na hora de abrir a maior dancefloor do Porto. Os Justice estavam prontos para subirem para cima de palco e meterem todos os corpos do Parque da Cidade a dançarem. A entrada foi logo feita a pés juntos com “Safe and Sound” e “D.A.N.C.E.”, os dois maiores êxitos do duo, a serem as primeiras músicas a serem ouvidas do palco adornado por torres de colunas da Marshall, bem ao estilo de bandas como Megadeth.

Se a qualidade da música não bastasse para captar o interesse da audiência, os franceses vieram munidos do seu jogo de luzes incrível que deixaram todos estupefatos com a espetacularidade dos efeitos. O baile prolongou-se durante o resto da noite com os franceses a explorarem músicas dos seus três álbuns, como "Genesis" ou "Fire". No entanto, estes não podiam ficar a noite toda a partilhar música com os seus fãs e eventualmente tiveram que abandonar o palco. Os pés cansados precisavam de recuperar energia para os dois dias que se iam seguir. Sob uma chuva de palmas, estes retiraram-se com o sentimento que tinham feito o seu trabalho. E foi assim, com esta nota alta, que o primeiro dia do festival se encerrou.



Reportagem por: Hugo Geada
Fotografia por: Hugo Lima

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