sábado, 15 de julho de 2017

This Is Not This Heat e Pere Ubu anunciados no OUT.FEST

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This Is Not This Heat
O OUT.FEST anunciou ontem as primeiras novidades da sua 14ª edição. O Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro vai decorrer de 4 a 7 de outubro e conta com nomes como This Is Not This HeatBookwormsJonathan Uliel Saldanha HHY & Coral TAB + Be Voice, Pere UbuNocturnal EmissionsJejunoSimon Crab e Casa Futuro (Pedro Sousa, Johan Berthling & Gabriel Ferrandini).


O passe geral já se encontra à venda em quantidade limitada ao preço especial de 25€ em https://outfest.bol.pt/.

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Steve Hauschildt, Visible Cloaks, Karen Gwyer e Blessed Initiative são as últimas confirmações do festival Semibreve


O Semibreve anunciou hoje os nomes que encerram o cartaz da sétima edição do festival bracarense dedicado à música eletrónica e arte digital. Steve Hauschildt, Visible Cloaks, Karen Gwyer e Blessed Initiative são os nomes que completam o certame que contava já com nomes como Gas, Laurie Spiegel, Fis, Deathprod, entre outros. 

Steve Hauschildt (na foto), membro da seminal banda Emeralds entre 2006 e 2013, conta já com mais de uma dezena de discos em nome próprio por editoras aclamadas como a Kranky e Edition Mego. Strands, o mais recente longa duração de Steve editado em 2016, servirá como mote de apresentação para o concerto a decorrer em Braga.

Visible Cloacks é a dupla composta por Spencer Doran e Ryan Charlile. Oriundos de Portland, Oregon, editaram o mais recente Ressemblage via RVNG em fevereiro de 2017, disco que incorpora diversos instrumentos virtuais de modo a criar uma ideia de pan-globalismo através da simulação digital, formando um organismo vivo de experiência sensorial através de cores e sons. Ao vivo estarão acompanhados pela artista digital Blenna Murphy, autora dos vídeos de Reassamblage.


Karen Gwyer nasceu no sul dos Estados Unidos, e encontra-se agora sediada em Londres. As suas performances ao vivo caraterizam-se pelo uso predominante do analógico e por vibrações hipnóticas e melódicas, carregadas de baixos techno e uma psicadélia ácida e diversificada. A Braga irá apresentar Rembo, disco com selo Don´t Be Afraid.


Blessed Initiative é um projeto de Yair Elazar Glotman, músico e artista sonoro sediado em Berlim que apresentará em Braga o mais recente disco homónimo, cujas peças foram formadas por sons gerados gerados no sistema KYMA, gravações pessoais foley, assim como técnicas de manipulação de fita, inseridos em estruturas rítmicas idiossincráticas, por vezes integrando reverb e câmaras de eco aumentadas.


O festival Semibreve decorre em Braga durante os dias 27, 28 e 29 de Outubro no Theatro Circo, Casa Rolão e Gnration. Relembra-se ainda que estão a decorrer as candidaturas ao EDIGMA SEMIBREVE AWARD, prémio internacional para trabalhos no domínio da arte digital. As candidaturas terminam a 31 de julho. O vencedor garantirá um prémio monetário de 2500 euros e apresentará o seu trabalho no festival.


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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Nine Inch Nails anunciam novo EP 'Add Violence', partilham vídeo para o primeiro single


Inserido na trilogia de EP's iniciada no final do ano passado com Not The Actual Events, os Nine Inch Nails anunciaram agora o lançamento de Add Violence, o segundo EP a editar dia 21 de julho que traz uns NIN "mais acessíveis e impenetráveis ao mesmo tempo", segundo os próprios. "LESS THAN" é o primeiro avanço deste novo trabalho e vem acompanhado pelo vídeo dirigido por Brook Linder, que poderão ver em baixo. Capa e tracklist do respetivo EP também poderão ser encontradas mais adiante.





Add Violence


Less Than
The Lovers
This Isn't The Place
Not Anymore
The Background World

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Entremuralhas anuncia (em formato surpresa) Ramos Dual ao cartaz


Hoje foi um dia surpresa para toda a comunidade que rumará entre muralhas entre os dias 24 a 26 de agosto no Castelo de Leiria. A Fade In, organização responsável pelo evento adicionou hoje ao cartaz do Entremuralhas o projeto espanhol Ramos Dual, mais um dos projetos a estrear-se em território português, em apresentação do seu mais recente disco de estúdio, Drum Solo que explora um mundo de sons que sobrepõem camadas de fúria à destreza maquinal com que toca a sua artilhada bateria.

A oitava edição do festival Entremuralhas toma lugar no fim-de-semana de 24, 25 e 26 de agosto no habitual e icónico Castelo de Leiria. Os bilhetes gerais já se encontram à venda tendo um preço de 85€ e podem ser adquiridos aqui. Também se encontra à venda o passe combinado para os dias 25 e 26 agosto, podendo ser adquirido por 65€. O bilhete para o primeiro dia custa 25€, para o segundo, 35€ e para o terceiro, 40€. O alinhamento das bandas divulgadas por dia já é conhecido e pode ser consultado abaixo.

Line Up

24 AGOSTO
POP DELL’ARTE – 00h00 – palco corpo
POSITION PARALLÈLE – 23h00 – palco corpo
BESTIAL MOUTHS – 22h00 – palco corpo
RAMOS DUAL – 21h00 – palco corpo 

25 AGOSTO
PERTURBATOR – 01h30 – palco corpo
VOX LOW – 00h00 – palco corpo
IN THE NURSERY – 22h30 – palco alma
BÄRLIN – 21h00 – palco alma
DEAR DEER – 19h00 – igreja da pena
TWA CORBIES – 18h00 – igreja da pena

26 AGOSTO
FRONT LINE ASSEMBLY – 01h30 – palco corpo
NICOLE SABOUNÉ – 00h00 – palco corpo
TUXEDOMOON – 22h30 – palco alma
DARKHER – 21h00 – palco alma
SELOFAN – 19h00 – igreja da pena
ÀRNICA – 18h00 – igreja da pena

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Agora Aqui, está quase aí



Guimarães 2017.

O Agora Aqui vai voltar a invadir o Centro Histórico da cidade no final deste mês, mais precisamente entre os dias 28 e 29 de julho, mas como uma nova reestruturação no programa. Ao invés do ciclo de concertos espalhados ao longo do mês a programação do evento comprime-se num único fim-de-semana trazendo um total de seis concertos à Alameda S. Dâmaso.

Com organização da promotora Revolve em parceria com a Câmara Municipal de Guimarães, quem passar pela cidade onde nasceu Portugal poderá ver Mourn, Memória de Peixe, Pega Monstro, Duquesa, Ra-Fa-El e Éme.

O evento tem entrada gratuita. Todas as informações adicionais podem ser consultadas aqui

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Cinco Discos, Cinco Críticas #27


Laurel Halo, Lorde, The Babe Rainbow, Bruce Harper e Animal Youth foram os artistas escolhidos para mais uma edição do "Cinco Discos, Cinco Críticas". As opiniões relativamente aos seus mais recentes trabalhos seguem abaixo argumentadas.


Dust // Hyperdub Records // junho de 2017

8.5/10

Dust é o terceiro longa-duração de Laurel Halo. Depois de se estrear nas bocas do mundo com o aclamado Quarantine, e de editar uma séria de EP’s e colaborações com artistas como Daniel Lopatin e James Ferraro, Halo regressa este ano com um disco difícil de decifrar, uma fusão entre o humano e o digital, as batidas e as melodias. Dust conta com a colaboração de artistas como Julia Holter, Klein e Max D, e é descrito pela própria produtora como o "álbum mais feliz que já compôs". Se no tema título "Dust" encontramos um dos registos mais acessíveis do repertório da produtora, nos restantes temas encontramos uma colagem de diversos estilos e sonoridades de difícil categorização, por vezes incompreensíveis e impenetráveis, mas que se verificam muito recompensadores ao fim de algumas audições, aliando de modo muito interessante a complexidade aos ritmos mais dançáveis do jazz e R&B.
Entre as quebras e pausas abstratas encontram-se também os ritmos quentes e com muito groove de "Moontalk" e "Syzygy", dois exemplos que demonstram esta procura de Halo por uma pop futurista e visionária que tem tanto de robótica como de humana, situada entre a frieza das batidas e vocoders e o calor humano da sua própria voz.
A procura de Halo por uma sonoridade mais acessível e pop é notória, mas sem nunca o fazer completamente. No entanto, é aqui que encontramos alguns dos melhores temas da produtora, como é o caso da já referida faixa título e o tema de abertura "Sun To Solar", que fazem deste disco um dos melhores registos de Laurel Halo e uma das audições obrigatórias deste ano.


Filipe Costa


Bruce Harper // self-released // maio de 2017

7.5/10

Os italianos Bruce Harper formaram-se em 2016 tendo lançado até à data uma demo e, mais recentemente, o seu novo disco homónimo Bruce Harper, apresentando uma banda a posicionar-se nos campos da nova música eletrónica. O trio, que envolve membros de outros projetos da cena post-rock/psychedelic como Floss, Teich e Beech, decidiu criar em Bruce Harper o resultado das suas ideias e fascínio pelas sonoridades eletrónicas, através de uma abordagem completamente analógica, modulada em padrões físicos e tribais e suspensa em espaços etéreos e reverberados. Como principais inspirações no processo de composição a banda aponta a paisagem sombria de Vessel e o serialismo matemático dos Battles.
O resultado surge agora em formato 9 canções através de loops vigorosos prontos para ativar sensações inesperadas. Singles como o relaxante/dreamy "Landscape", o intenso "Blind" ou a miscelânea excêntrica de "Fluo rites" são bons exemplos da divergente exploração que os Bruce Harper aplicam como fórmula nesta estreia nos longa-duração, numa sonoridade que tão depressa soa a orgânica como a mecanizada. Bruce Harper é um disco muito coeso no que toca ao seu processo de composição - resultado de uma harmonia entre os samples e loops construídos e a percussão incutida - e um disco facilmente assimilável a qualquer ouvinte. Vale a pena carregar no play.


Sónia Felizardo

The Babe Rainbow // Flightless Records // junho de 2017
7.5/10

Para algumas bandas o Woodstock nunca acabou. Algumas mantêm-se coladas às influências psicadélicas e folk e não passam de grupos que gostam de prestar homenagem às suas bandas preferidas como Jefferson Airplane, Buffalo Springfield ou a Donovan. Contudo, após o lançamento de inúmeros Ep's e singles, os The Babe Rainbow, neste seu álbum de estreia, com a ajuda dos King Gizzard & The Lizard Wizard, responsáveis pela editora Flightless que lançou este álbum, tentam inovar o conceito da música hippie.
O pop psicadélico otimista misturado com umas influências de surf rock ou blues, pode ser encontrado nas primeiras duas faixas do álbum, respetivamente "Losing Something" e "Peace Blossom Boogy", contudo nas faixas seguintes são introduzidos elementos funk, dance e disco, a música "Monky Disco", é uma agradável e inesperada mudança no álbum. Mais imprevisto ainda, é quando entram as vozes femininas francesas, oferecendo uma dinâmica diferente e um espírito mais próprio à banda.
Apesar da inocência das músicas e da sua fácil digestão, este é um álbum que não deve ser rapidamente posto de parte. Não sendo uma experiência transcendental, oferece uma boa oportunidade para relaxar e aproveitar as belas tardes solarengas que as férias de verão tem para oferecer.


Hugo Geada  

Melodrama // Republic Records // junho de 2017

4.0/10
4 anos após o lançamento do seu álbum de estreia, Lorde regressa aos discos com Melodrama. Após o bom trabalho de outros artistas pop mainstream nos últimos tempos, como os Paramore com After Laughter e Carly Rae Jepsen com E·MO·TION e E·MO·TION: Side B, e todo o hype criado à volta de Melodrama, as expectativas para o disco tornaram-se altas. Infelizmente, fiquei desapontado. "Green Light" abre o álbum e, apesar de ter um pré-refrão onde a percussão, o piano e a voz resultam muito bem, não consegue manter a qualidade em mais nenhuma secção. "Homemade Dynamite" é a primeira música que não passa muito despercebida, pois incorpora alguns sons de sintetizadores interessantes, mas isso não é o suficiente. "The Louvre" tem um par de secções atmosféricas que podiam levar a algo bastante interessante e diferente das outras canções, mas o resto da música é um synth pop genérico que deixa a desejar. "Liability" é uma balada com piano e voz que tenta ser mais emocional, mas não resulta. O que resulta é "Hard Feelings/Loveless", especialmente a primeira metade. Podiam ser duas músicas diferentes, mas estão na mesma faixa. "Writing in the Dark" é outra música de qualidade, cujo refrão, onde a performance vocal de Lorde é excelente, é o melhor momento do álbum. A seguir a ela está "Supercut", uma das mais fracas e compridas músicas de Melodrama. “Liability (Reprise)” seria um final apropriado para o álbum, mas quando parece que este está a acabar começa “Perfect Places”, mais uma dose de synth pop. Melodrama não é um passo em frente para Lorde. É aborrecido, repetitivo e demasiado seguro e longo. Era preciso arriscar um pouco, trazer algo de novo em vez de uma sonoridade banal que não é o suficiente quando a composição das músicas também não é muito boa.


Rui Santos

Animal // Weyrd Son Records // maio de 2017

6.5/10

Os Animal Youth são um trio belga cuja sonoridade base pode ser definida como um encontro entre noise-punk e o post-rock. Pelo meio misturam sintetizadores, traços da dream pop, muito fuzz e uma voz tipicamente suja. Obcecados pelas histórias de amor tristes e o eco frio do romantismo dos anos 80, os Animal Youth apresentam no seu primeiro disco longa-duração, Animal, uma sonoridade que vai buscar influências a nomes como Cocteau Twins, The Jesus And Mary Chain, The Cure, My Bloody Valentine e A Place to Bury Strangers. Este disco, que integra as músicas do EP Youth, apresenta uma nova banda a posicionar-se entre os campos do underground, na vertente música reverberada e fuzz trazendo ainda uma aura post-punk. Apesar do som assimilável, Animal é um disco que consegue passar facilmente despercebido entre a inúmera quantidade de álbuns que se vai ouvindo ano fora, talvez um pouco pela voz que se demora a entranhar de Guy Tournay. Apesar de, como um todo, Animal não apresentar um grande impacto no ouvinte, músicas como "Darkest Place", "Love You (When You're Dead)" e "The Burn Is The Next Big Thing", por exemplo, conseguem destacar-se e, quando projetadas em formato ao vivo, parecem ser do tipo de colocar o pessoal todo a dançar. De uma forma geral é daquele tipo de discos ok, mas sem um carácter distintivo denotado.


Sónia Felizardo

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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Quintanilha Rock regressa a 13, 14 e 15 de julho

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É já amanha e nos próximos dia 14 e 15 de Julho que o Quintanilha Rock volta a a agitar as águas do Rio Maçãs na aldeia raiana de Quintanilha, no Nordeste Transmontano em Bragança.


O cartaz da edição deste ano conta tanto com bandas nacionais como espanholas, afirmando definitivamente o Quintanilha Rock enquanto evento ibérico. O contigenten português encabeçado pelos First Breath After Coma conta com nomes como Xinobi, Marvel Lima, The Twist Connection, ou Alek Rein. Do outro lado da fronteira chega o stoner psicadélico dos galegos Guerrera, que vêm acompanhados pelo kraut-rock dos Jupiter Lion e ainda os Melange, Zulu Zulu e Mohama Saz.

Os passes gerais para os três dias do festival custam uns simbólicos 15€ e os diários 6€. O festival dispõe de camping para portadores da pulseira do festival, gastronomia local e transporte gratuito entre Bragança e Quintanilha.

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Avey Tare a solo em Lisboa em novembro


Avey Tare está de regresso a Portugal para um concerto a solo em Lisboa. O membro dos Animal Collective prepara-se para lançar o seu segundo longa-duração Eucalyptus pela Domino Records, e traz de volta as sonoridades dos primeiros discos da banda que partilha com Panda Bear, Deakin (com quem colabora no mais recente disco) e Geologist. Eucalyptus é o sucessor de Down There, de 2010, e do mais recente Enter The Slasher House, que produziu ao lado dos Slasher Flicks juntamente com Angel Deradoorian (ex-Dirty Projectors) e o baterista Jeremy Hyman (Ponytail). 

O concerto, com data ainda por anunciar, foi organizado pela Galeria Zé dos Bois. Os bilhetes, disponíveis a partir de hoje, têm o preço único de 15€.


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terça-feira, 11 de julho de 2017

METZ anunciam novo álbum 'Strange Peace'

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Os METZ, coletivo de noise rock canadiano, vão editar o seu terceiro LP, Strange Peace. Este novo trabalho foi produzido pelo mítico Steve Albini e tem o selo da Sub Pop. Chega às lojas a 22 de setembro e vem na sequência do LP homónimo de 2012 — METZ — e do seu sucessor, METZ II (2015).

A banda divulgou o single de avanço "Cellophane", assim como a capa e o alinhamento de Strange Peace.




Strange Peace:
Mess of Wires
Drained Lake
Cellophane
Caterpillar
Lost in the Blank City
Mr. Plague
Sink
Common Trash
Escalator Teeth
Dig a Hole
Raw Materials

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Whales apresentam novo single "How Long"

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Os Whales anunciaram hoje o seu segundo single "How Long". Depois de todo o burburinho gerado em torno de mais um bebé da Omnichord Records após o lançamento do primeiro single “Big Pulse Waves”, a banda leiriense está a preparar o seu disco de estreia.

"How Long" une mais uma vez o rock à eletrónica e mostra uns Whales cada vez mais maturos e com uma sonoridade bem definida. O vídeo resulta da produção da Casota Collective, a qual nos tem brindado com os excelentes vídeos de Surma, First Breath After Coma e Nice Weather For Ducks.


Esta Sexta-feira, dia 14, os Whales juntam-se aos Nice Weather For Ducks e aos Few Fingers para uma noite Omnichord Records no Sabotage Club, em Lisboa. Daqui a umas semanas poderão vê-los na próxima edição do Bons Sons.

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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Milhões de Festa: Viagem até ao Festão #3


Terceira e penúltima parte antes de arrancarmos na nossa transportadora favorita (sim, CP, és tu) até à casa que em julho nos abre a porta para 4 dias de "festão mínimo garantido". Nessa temática lançamos mais 4 nomes que vão levar o conceito de "festão" para outros níveis.

Esses 4 nomes cheios de intensidade são então: Moor Mother, Yves Tumor, Rizan Said e ainda o londrino Powell.


Moor Mother



Com uma mensagem de crítica social presente, surge-nos Moor Mother também conhecida por Moor Mother Goddess. De Filadéfia para Barcelos surge-nos uma poeta dos nossos tempos, como Saul Williams que tivemos oportunidade de ver o seu concerto o ano passado.

Às rimas aguçadas e cortantes junta-se uma electrónica hardcore e um afrofuturism fortes que prometem rebentar muitos tímpanos nesta edição do festival barcelense. A destacar de Moor Mother temos álbuns como Fetish Bones, lançado o ano passado, que contem um noise pesado e lírica forte em músicas como "Deadbeat Protest" e "Creation Myth", parecendo a recriação moderna do poema "Howl" de Allen Ginsberg.

 


Yves Tumor


Na primeira experiência que temos com Yves, parece-nos estar à nossa frente Dean Blunt graças ao teor experimental de cada sample e cada faixa que nos deixa para ouvir no seu mais recente álbum, Serpent Music. Mas qual a diferença de Yves Tumor para Dean Blunt ou para qualquer outro artista semelhante a este senhor que faz com que muitos enveredem por caminhos mais experimentais?

Em Yves Tumor temos uma exploração intensa e uma criação de texturas tão ou mais ricas como Dean Blunt. Yves Tumor explora a mente humana e traz-nos em Serpent Music, o que poderá ser o álbum do Estado do Mundo, do corropio em que o Universo vive 24 sobre 24 horas non stop.

Para isso, traz-nos um psych mais lo-fi numa mistura com várias gravações de música electrónica e ambient que culminam num noise que queima e nos persegue durante todo o espetáculo que é ver Yves Tumor. Apesar de ter falhado o Tremor em Ponta Delgada promete então fazer tremer Barcelos.



Rizan Said


Após a passagem de príncipes do teclado e da música de casamento egípcio, com a presença em várias edições de Islam Chipsy, vem este ano o homem que se intitula o "King of Keyboard". Nada mais nada menos que Rizan Said, homem que conta já com participações com Acid Arab e nos faz recordar Omar Souleyman com muito carinho.

Este sírio promete pôr todos a dançar logo no primeiro dia de festival, com o seu álbum de 2015, King Of Keyboard, que tem as faixas "High Tension Zimmer", entre outras, que fazem com que todos dancem até não sentir mais os pés.



Powell


The last but not the least: Powell.

Um londrino que explora a música underground, post-punk dos anos 80 e o acid techno da maneira mais experimental que já observamos. Tem álbuns, como Sport, de 2016, ou Club Music, de 2014, que contam com vários mixs, cortam a respiração e fazem lembrar Varg ou mesmo Aphex Twin. Poderá e deverá ser um dos concertos que ficará marcado na cabeça de todos os que marcarem presença este ano no festival Milhões de Festa.

Eleva o conceito de "festão" para uma categoria mais sombria, mais arrepiante e mais "club scene", lembrando-nos de grandes casas da música electrónica como a Fabric ou mesmo o Lux Frágil. É o nome que promete trazer o after mais cedo até Barcelos e trazer aquela energia necessária para se dançar pela noite fora.

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Reportagem: Ricardo Remédio + Ricardo Martins + BØDE [Sabotage Club, Lisboa]

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Na passada sexta-feira, 30 de junho, o Sabotage Club recebeu mais uma noite de concertos com a curadoria da Nariz Entupido. Apesar de estarmos mesmo às portas de julho, a noite pelo lados do Cais do Sodré era ventosa e fria.



Chegados à sala de rock por volta das 23h30, já estava em palco BØDE, projeto one-man band de Bøde Rice, que esta noite se apresentou com duas cabeças. O BØDE aventurou-se pel'O Altar das Almas, K7 editada no final do ano passado com o selo da Cabbra Records, mostrando a escuridão e a potência que bem o caracteriza. O drone metal e o doom tão presentes em estúdio dão lugar ao vivo a riffs mais distorcidos e psicadélicos, mas não tão pesados, e a baterial ganha todo um novo destaque com a sua violência e tribalidade. Ao todo foram 30 minutos de caos e satanismo proporcionados pelo BØDE.


Pouco passava da meia noite quando Ricardo Martins chegou ao palco. O mestre da bateria, que já colaborou com inúmero projetos nacionais (Jibóia, Filha da Mãe, Pop Dell'Arte, Adorno, Lobster, Cangarra, Papaya), trouxe na bagagem o seu primeiro projeto a solo, onde ao longo de 2016 revelou digitalmente uma canção por mês, em colaboração com a editora londrina Jeff. Esses meses formam agora o seu primeiro longa duração a editar em 2017. O Sabotage parecia o laboratório de Martins, em que este ia experimentando a sua bateria, gravava sons nos pedais e voltava a inserir uma nova batida na paisagem sonora. Não faltaram também sintetizadores e outros elementos eletrónicos de samplagem. Apesar de "pouco ritmado", o concerto funcionou quase na base do improviso , explorando aquilo que lhe despontava na mente. Estamos perante um projeto arriscado mas sem dúvida recompensador.



Por fim, já era quase uma da manhã quando Ricardo Remédio entrou em palco acompanhado por João Vairinhos na bateria, algo não habitual nos anteriores concertos que tinha visto do produtor no passado. Ricardo Remédio (LÖBO RA) veio apresentar Natureza Morta, o seu álbum de estreia editado em março pela Regulator Records. Dono de uma sonoridade emocionalmente densa, o concerto dividiu-se entre paisagens mais negras e industriais, influenciadas por Ben Frost e Nine Inch Nails, e explorações sonoras mais calmas provocadas pelos devaneios dos sintetizadores. A bateria, essa, veio dar uma nova intensidade e experimentalismo às performances do artistas, conferindo-lhe o título de melhor atuação da noite.


Reportagem por: Rui Gameiro

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Protomartyr anunciam novo álbum 'Relatives In Descent', partilham vídeo para o primeiro single


Os Protomartyr anunciaram hoje o seu quarto longa duração. Relatives In Descent é o primeiro disco dos norte-americanos pela Domino Records, e sucede o excelente Agent Intelect, de 2015. "A Private Understanding" é o primeiro single deste novo disco, cuja data de lançamento está prevista para dia 29 de setembro. O vídeo, que poderá ser encontrado em baixo, é da autoria de Tony Wolski e Trevor Naud. Sobre Relatives In Descent, o guitarrista Greg Ahee acrescenta ainda que o disco Odyshape, das The Raincoats, e as composições orquestrais de Mica Levi (Micachu) serviram como inspirações para a produção do novo disco.




Relatives In Descent

A Private Understanding
Here Is The Thing
My Children
Caitriona
The Chuckler
Windsor Hum
Don´t Go To Anacita
Up The Tower
Night-Blooming Cereus
Male Plague
Corpses In Regalia
Half Sister





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