sábado, 29 de julho de 2017

Ty Segall edita EP surpresa


Antes de passar pela próxima edição do Vodafone Paredes de Coura, o californiano Ty Segall surpreende os seus fãs com Fried Shallots. Este novo registo surge para apoiar a ACLU (American Civil Liberties Union), que recentemente abriu um processo contra o presidente Donald Trump pela expulsão dos cidadãos transgénero do exercito americano.

Depois de um álbum abaixo das expectativas, Ty Segall parece voltar às boas andanças com Fried Shallots. 6 músicas com aquele poder "a la Ty" foram novamente encontradas neste EP, o qual podem ouvir em baixo.

Este registo está à venda no Bandcamp (aqui) por um custo simbólico de 5 dollars, sendo que todos os lucros serão doados à instituição referida em cima.


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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Road to Vodafone Paredes de Coura #1



Já falta pouco para o Vodafone Paredes de Coura, que vai celebrar os seus 25 anos na próxima edição. Enquanto não começa a festa, sugerimos alguns dos concertos a ver entre 16 e 19 de agosto.

17 de agosto

Car Seat Headrest



Os Car Seat Headrest vão regressar a Portugal e com eles vão trazer novamente Teens of Denial, um dos melhores álbuns de 2016. Liderados por Will Toledo, são autores de algumas das músicas mais marcantes do indie rock dos últimos anos, incluindo “Drunk Drivers/Killer Whales”, “Fill in the Blank” e “Unforgiving Girl (She’s Not An)”. No mínimo algumas destas serão ouvidas dia 17 de Agosto no Palco Vodafone do festival.

Will Toledo é um cantautor muito talentoso, que consegue tirar o melhor das suas influências sem perder a personalidade própria da sua sonoridade. A banda que o acompanha mantém toda a sua qualidade ao vivo. O concerto dos Car Seat Headrest tem tudo para ser um dos mais especiais do festival. Refrões orelhudos, letras cativantes, composições dinâmicas e muita energia não vão faltar. 

- Rui Santos


18 de agosto

Bruno Pernadas



Bruno Pernadas é um dos melhores compositores e guitarristas portugueses, autor de dois dos mais criativos álbuns nacionais dos últimos tempos: How can we be joyful in a world full of knowledge e Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them. As suas músicas integram uma grande variedade de instrumentos e passam por diversos géneros, como jazz, pop e folk.

A acompanhá-lo estão excelentes músicos, incluindo Afonso Cabral, vocalista dos You Can’t Win, Charlie Brown, Francisca Cortesão, de Minta & the Brook Trout, o baixista Nuno Lucas e João Correia na bateria, entre outros. Os seus concertos, com a presença de uma grande e muito competente banda, mantém a complexidade das composições originais, que são executadas de maneira exímia. É um daqueles concertos em que é especialmente interessante ver os artistas a tocar. Será certamente uma agradável surpresa para quem não o conhecer.

- Rui Santos



Beach House


Um dos maiores nomes do dream pop, com concertos constantes em Portugal, vai voltar e certamente não vai desapontar. O alinhamento deverá conter canções de vários álbuns, incluindo Teen Dream, Bloom e Depression Cherry, sendo que possivelmente se irá ouvir também uma ou duas canções da mais recente compilação B-Sides and Rarities.

As canções do duo são melancólicas, suaves e etéreas. Estas são marcadas pela voz extremamente bonita de Victoria Legrand, sempre acompanhada por melodias e harmonias de guitarra e teclado muito atmosféricas.

Os Beach House são uma banda que não tem nada a provar, estabelecida como uma das melhores do género. Os seus concertos são como a maior parte dos seus álbuns: simples, sem grandes surpresas, mas repletos de momentos bonitos e envolventes. Um concerto a não perder em Paredes de Coura, mesmo que já os tenham visto anteriormente.

- Rui Santos



19 de agosto

Ty Segall



O californiano Ty Segall está de volta a Portugal pelo 4º ano consecutivo. Sim, 4 anos de seguida. Em 2015 ele veio ao Paredes de Coura com os Fuzz, num concerto memorável dessa edição do festival nortenho. Este ano o set vai ser a “solo”, acompanhado pelo conjunto de músicos que o seguem desta vez, a Freedom Band. O último álbum de Ty Segall, produzido pelo Steve Albini dos Shellac, foi já gravado com esta banda.

Um disco de nome homónimo que talvez seja o mais fraco do Ty, com a exceção de uma ou duas músicas, o que não nos impressiona. Quem lança álbuns ao ritmo destas bandas eventualmente irá ter uma fase pior, é inevitável, acontece aos melhores e aos piores.

Talvez esta opinião mude depois de o vermos no palco principal do Paredes de Coura. Ty Segall ao vivo não falha, disso temos a certeza.

PS: Levem um pano para a cara, vai-se levantar muito pó aqui.

- Tiago Farinha



Foxygen



No último concerto que os Foxygen deram em Portugal houve quase tanta diversão e confusão em palco como fora dele. Houve coreografias de dança, lutas de espadas, flores e mais. Talvez este ano se repita a dose.

Independentemente da existência ou não de todo esse aspeto teatral, o que está quase garantido é uma setlist ainda melhor. Da última vez vieram apresentar o fraco …And Star Power, enquanto que desta vez trazem-nos Hang, caracterizado por um pop progressivo com momentos orquestrais e mais épicos que devem funcionar muito bem ao vivo. Podia ser a banda sonora de um teatro musical. Devemos também ouvir algumas canções de We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, um disco mais psicadélico e também influenciado pelo glam rock dos anos 70.

Os Foxygen vão-nos levar umas décadas atrás e transportar-nos para os Estados Unidos. Que seja uma boa viagem.

- Rui Santos

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Manel Cruz regressa com nova música


Manel Cruz está de volta. O cantautor português lançou uma nova música, "Ainda Não Acabei", primeiro sinal do projeto Extensão de Serviço.

"Ainda Não Acabei", como o ex-líder da banda de culto Ornatos Violeta avisa, é uma nova etapa da vida musical de Manel Cruz, a sucessora de Estação de Serviço. Assim, Extensão de Serviço faz-se acompanhar dos suspeitos do costume: Nico Tricot, Edu Silva e António Serginho.

Dia 12 de Agosto, a Extensão de Serviço vai ao Sol da Caparica. Dia 19 passa pelo festival Paredes de Coura.

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Arrows Of Love mostram novo single "Parts That Make The (W)hole"


Os art-rockers londrinos Arrows of Love editam o segundo disco de estúdio, Product, no próximo mês e apresentaram esta semana o novo single "Parts That Make The (W)hole". Composto por denotadas guitarras metálicas à la Sonic Youth e vocais Bauhausianos, "Parts That Make The (W)hole" pode ser ouvido na íntegra abaixo. Product terá um total de 11 canções que funcionam como um retrato da sociedade moderna, politica e filosoficamente.

O disco, que dá sucessão a Everything's Fucked (2014), foi produzido por Mikko Gordon (Thom Yorke, Gaz Combes), no estúdio que ele construiu na Goldsmiths University, e masterizado por Bob Weston dos Shellac. O já conhecido single, "Signal" foi misturada pelo engenheiro Margo Broom (Fat White Family).


Product tem data de lançamento previsto para 11 de agosto pelo selo I'm Not From London / PledgeMusic.

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STREAM: unhappybirthday - Kraken


Os alemães unhappybirthday lançaram em 2013 o EP Kraken que foi reeditado esta semana pela novíssimo selo Wave Tension Records. Este registo traz os temas já conhecidos cuidadosamente remasterizados, incluindo duas músicas inéditas e uma nova capa com assinatura de Liz Pavlovic.

O trio, formado em 2011, oferece algo muito agradável na sua abordagem synth-pop minimalista / post-punk melódico fazendo lembrar Motorama em singles como  "Kraken", "Himitsu" e "Centauri". Já os singles "Fluorid" e "Smileys" trazem uma sonoridade mais Ariel Pink. Simples na sua estrutura, mas ressonante no escopo, as poucas músicas deste EP capturam o equilíbrio perfeito de um estado espírito triste e solitário, mas sempre contemplativo. A ouvir na íntegra, abaixo.

Kraken foi editado oficialmente a 25 de julho pelo selo Wave Tension Records

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Holygram passam por Portugal em novembro


A banda de post-punk/synthwave alemã, Holygram, vai marcar presença em Portugal em novembro para apresentar o seu EP de estreia Holygram (2016), num concerto único e em estreia nacional. O evento, que conta com a assinatura da Rollercoaster/Muzik Is My Oyster, toma lugar a 4 de novembro no Hard Club, Porto.

Os Holygram formaram-se em 2015 e descrevem a sua sonoridade como "condutora e sombria, mas enriquecida por momentos cativantes". O único trabalho editado oficialmente pelo quinteto é o EP homónimo Holygram, que foi gravado e misturado no estúdio AMEN da banda, ao longo de vários meses. O disco, muito bem recebido pela crítica, poderá ser ouvido na íntegra no concerto do Porto.

Ainda não são conhecidos os preços nem bilhetes. Para já, as informações disponibilizadas, podem ser encontradas aqui

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Entremuralhas: o meu primeiro festival verdadeiramente alternativo

O Entremuralhas foi claramente o meu primeiro festival alternativo a sério. E um dos mais underground, sem dúvida.



E também um dos meus grandes amores cultivados todos os Verões, desde a nossa primeira vez. 

Situando os factos pela altura em que descobri o festival, vou então explicar. Eu sou aquele perfil de miúda revolucionária que descobriu a Internet na adolescência e deixou de saber fazer amigos na vida real. Também sou o tipo de miúda que não teve um guia parental no panorama musical e que, portanto, a emancipação, neste campo, chegou tarde. Sempre fui uma existencialista pura, pelo menos desde que tenho consciência, e por isso, com os recursos atuais, não foi difícil chegar a um festival altamente de nicho. E ainda bem.

Estávamos em 2013 (eu com os meus 18 anos) quando vi que os Lebanon Hanover tinham anunciado a sua estreia em Portugal, no Entremuralhas. Apesar de até gostar de música mais obscura, na altura vivia a vida do meu alter-ego de miúda happy lo-fi, e portanto não estava psicologicamente preparada para ingressar num festival onde o lineup não me era assim tão familiar e o ambiente incógnito. Esse medo do desconhecido, que continuou de alguma forma implícito até 2014, fez-me perder a oportunidade de ver bandas que me deixavam maluquinha, como os Holograms ou Kap Bambino, Iceage (sim, ainda não consegui ver), The Legendary Pink Dots, entre outras tantas que acabei por descobrir que também eram incríveis.


Em 2015 decidi aventurar-me. Foi sem dúvida uma edição memorável na história do festival, a única onde foi disponibilizada uma estadia low-cost no Estádio de Leiria para quem fosse portador de bilhete e também a única vez que mais do que 737 pessoas tiveram a oportunidade de partilhar um recinto tão icónico como o Castelo de Leiria, no último dia de festival. Foi também a primeira vez que eu estive num festival verdadeiramente alternativo, com um conceito inovador, um ambiente super familiar e histórico, uma organização extremamente acessível e um público incrível. Além disso ir para a front-line é peanuts e falar com os músicos/artistas é como encontrar aquele amigo conhecido no recinto e trocarem-se as últimas novidades. Ah, e depois é possível ver todas as bandas que compõem o cartaz, uma vez que não há sobreposição entre palcos e existe efetivamente uma pausa para jantar.


Então para mim o Entremuralhas foi aquela paixão que eu precisava de sentir nos festivais de verão, aquela necessidade de não ser apenas um número, da minha presença ser de extremo valor para a organização e da oportunidade, muitas vezes única, de ver bandas de excelente qualidade, apesar da sua pouca projeção mediática. Lene Lovich, And Also The Trees, Corpo-Mente, Igorrr, Tying Tiffany, Grausame Töchter, são alguns dos nomes que dificilmente hoje conheceria não fosse o Entremuralhas.

Outra das coisas que adoro no Entremuralhas é a forma como anunciam as bandas que vão marcar presença na edição mais recente do festival. O Carlos Matos, presidente da Fade In, entidade que organiza o Entremuralhas (entre outros tantos eventos que fazem a cidade do Lis  perpetuar a cultura underground), tem um programa de rádio semanal - a Unidade 304 - onde, todos os domingos, partilha de forma pública uma playlist com a duração aproximada a uma hora. Quem acompanha o programa, na época em que os nomes do festival começam a ser divulgados, sabe que pelo menos uma das bandas escolhidas nessa playlist integrará o alinhamento do festival. 

Em 2016 voltei a repetir a dose de festival gótico e, embora considerasse que o cartaz da edição de 2015 fosse pessoalmente mais atrativo, eu ia ter ali a oportunidade de ver o concerto de estreia da melhor banda do mundo (na minha perceção distorcida), os Corpo-Mente. Desta vez fui sozinha (como vou quase sempre) e percebi que até à data o Entremuralhas é o melhor festival para se fazer amigos. Juro! O facto de no recinto não poderem estar mais que 737 pessoas faz com que, ao longo dos três dias, se vá criando uma relação interpessoal, porque já se começam a identificar vários dos rostos presentes. Ao longo das edições, como estas caras vão sendo parcialmente as mesmas, torna-se fácil criar empatia e trocar novas experiências para quem é meio fóbico social. Ah, e nunca esquecer de referir que os seguranças do Castelo também são altamente. Ao terceiro dia já te perguntam como estás, cumprimentando-te com a habitual simpatia contagiante. Como não adorar?

© Helena Granjo

De uma forma geral, o impacto do Entremuralhas é mesmo muito positivo ao público que passa por lá regularmente, ou que já passou outrora, pelo menos. O facto de se ter de subir e subir e voltar a subir para assistir aos primeiros concertos no palco Igreja da Pena é tão recompensado na vista magnífica e singular que se consegue ter de toda a Leiria e, obviamente, pelos artistas que tocam numa Igreja a céu aberto e pelo manto negro que a cobre para assistir aos concertos. Ainda no topo acontecem performances, e encontram-se exposições de fotografia nos dois últimos dias de festival. Depois é sempre a descer até ao palco Alma e Corpo, onde atuam artistas prestigiados e de renome.

Em retrospetiva posso garantir que o Entremuralhas é definitivamente um excelente festival para todos aqueles que gostam/sentem a necessidade de viver experiências divergentes da oferta comercial. É um festival livre de preconceitos e completamente acolhedor para todas as faixas etárias e dirigido a todas as almas curiosas. É completamente único e enriquecido de um valor indeterminado. Para mim é o melhor festival de verão, mas eu sou só uma apaixonada. 

Para repetir a dose este ano, de 24 a 26 de agosto lá "estaremos", na linha da frente em Darkher e Nicole Sabouné e mais discretos (mas sempre a dar tudo) em Bärlin, Perturbator, Vox Low, In The Nursery, Atari Teenage Riot, e bem, é consultar os restantes nomes em baixo. Já sabem que também podem encontrar todas as informações adicionais disponíveis no site da Fade In.



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Ben Frost partilha EP surpresa 'Threshold of Faith' produzido por Steve Albini


Ben Frost juntou forças com Steve Albini para um inesperado EP. Threshold of Faith é o mais recente trabalho do produtor australiano sediado em Reykjavìk, na Islândia, e sucede o excelente A U R O R A, de 2014. O EP composto por sete temas foi produzido juntamente com Steve Albini, figura incontornável da música alternativa que escusa apresentações, e recebe o selo da Mute Records.

Threshold of Faith é o resultado de duas semanas de trabalho durante o verão de 2016. Das mais de duas horas de música gravadas durante essas sessões nasceu uma obra cortante e visceral que ronda os 27 minutos e que se encontra agora disponível nas diversas plataformas de streaming e em vinil na próxima sexta-feira.

O EP conta ainda com duas versões do tema "All That You Love Will Be Eviscerated", uma "Albini Swing Version" e ainda um remix de Lotic.

Em baixo, fiquem com o tema título de Threshold of Faith, assim como a capa e respetiva tracklist do EP.






Threshold of Pain

Threshold of Faith
Eurydice's Hell (Hades)
Threshold of Faith (Your Own Blood)
All That You Love Will Be Eviscerated (Albini Swing Version)
The Beat Don't Die In Bingo Town
All That You Love Will Be Eviscerated (Lotic Remix)
Mere Anarchy


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Shabazz Palaces de regresso a Portugal com passagem dupla


Os Shabazz Palaces estão de volta ao nosso país. Depois de nos terem visitado em 2015 aquando da apresentação do excelente Lese Majesty, os Shabazz Palaces regressam novamente com duas datas marcadas para outubro e novembro. A primeira, a realizar-se dia 31 de outubro no Lux Frágil (Lisboa), e a segunda no dia 2 de novembro no gnration (Braga). 

A dupla formada por Ishmael Butler (também conhecido por Palaceer Lazaro ou Butterfly, por alturas do coletivo de jazz rap Digable Planets) e Tendai "Baba" Maraire regressou este ano às edições não com um, mas com dois novos discos: Quazarz: Born on a Gangster Star e Quazarz vs. The Jealous Machines, discos estes que trazem de volta as sonoridades ecléticas e jazzísticas de um grupo que desde o final da década anterior tem vindo a transcender as barreiras da música hip hop. 

O concerto a decorrer em Lisboa recebe a curadoria da ZDB e os bilhetes possuem o custo de 15 euros. Já os bilhetes para o concerto em Braga possuem o custo de 7 euros, e a primeira parte estará ao cargo de Ângela Polícia


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quarta-feira, 26 de julho de 2017

STREAM: Saccades - Saccades LP


Saccades é o projeto a solo de Nicholas Wood, músico integrante duo de pop/post-punk The KVB. O primeiro resultado deste novo projeto surge agora em formato LP de doze canções que mostram uma abordagem muito mais melódica, com base em guitarras. Numa dose vívida e imersiva de pop psicadélico e sintetizadores vintage dos anos 60, o álbum Saccades é cantado em tonalidades dream-pop.

Do disco já tinha sido divulgado o single "Distant Sea", apresentado em formato audiovisual.  O álbum pode ser ouvido na íntegra, abaixo.

Saccades é editado oficialmente a 28 de julho pelo selo Fuzz Club Records.

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Há novo single de Chelsea Wolfe


Chelsea Wolfe regressa aos discos em setembro e, depois de "16 Psyche" a cantautora regressa agora com novo single, "Vex", extraído do antecipado novo trabalho de estúdio, Hiss Spun, e que vem denotar a sua já afirmada veia dark do doom metal. Este novo single conta também com a colaboração do vocalista Aaron Turner.

Sobre o processo de composição do single a artista revelou, em entrevista à The Fader, que "Vex" começou por ser uma música tipicamente black metal, mas em colaboração com Ben Chisholm acabou por adquirir alguns traços de uma eletrónica pré-industrial.

Hiss Spun tem data de lançamento prevista para 22 de setembro via Sargent House.


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terça-feira, 25 de julho de 2017

Road to Moledo #1

sonicblast-moledo-elder-monolord-kikagaku-moyo-black-bombaim-yuri-gagarin

Já não falta muito tempo para o início de mais uma edição do SonicBlast Moledo, referência nacional para todos os fãs de stoner e de festivais com piscina que não ficam em Barcelos.

Esta será a sua sétima edição, o qual tem apresentado um impressionante crescimento desde a sua primeira edição, contando no ano passado com nomes impressionantes como Uncle Acid and the Deadbeats, Truckfighters, All Them Witches ou Stoned Jesus e, em passadas edições com nomes de peso dentro do género como os icónicos Pentagram, os japoneses Church of Misery ou My Sleeping Karma.

A edição de 2017 apresenta um cartaz mais diversificado, uma vez que se por um lado apresentam bandas pesadonas para os ouvidos como Monolord ou Acid King, assim como bandas que se afastam deste peso e compensam com uma dose extra de psicadelismo, como é o caso dos Kikagaku Moyo.

Neste artigo vou deixar algumas recomendações que espero que sirvam como guia para a ementa musical que vai ser servida na praia de Moledo.


11 de agosto

Elder - Reflections of a Floating World



Naturais de Boston, os Elder são uma das bandas que provavelmente irão constar em inúmeras listas de álbuns do ano após terem lançado um dos mais curiosos álbuns onde misturam o rock progressivo com stoner, uma espécie de elo que liga a delicadeza melódica dos Baroness à agressividade técnica dos Mastodon.

Apesar de não serem a primeira banda a seguir este percurso em 2017, tendo já os Pallbearer lançado um álbum onde são notáveis as influências pinkfloydianas mas com uma sensibilidade mais virada para o doom metal, os Elder apresentam uma vertente com influências mais blues, típicas do stoner rock.

A crítica tem sido muito simpática em relação à polição do som da banda, com o destaque de músicas como "The Falling Veil" ou "Sanctuary" a serem louvadas pela lufada de ar fresco que trazem ao género.

Contudo, certamente que a banda não se vai esquecer de tocar em Moledo a memorável "Dead Roots Stirring", do álbum que partilha nome com esta faixa, ou de mostrarem ainda algumas malhas do igualmente louvável álbum Lore, lançado em 2015. 



Monolord – Vaenir


Aquela que é, discutivelmente, a banda que mais decibéis vai alcançar nesta edição do Sonic Blast, os suecos Monolord tocam um Stoner Doom monolítico e hipnotizante dada as repetições capazes de deixar qualquer um em transe.

Vaenir foi lançado em 2015 e é o segundo álbum da banda. Neste podemos encontrar muitos dos clichés que imaginamos quando ouvimos a descrição da banda, contudo são uns bons clichés executados com um volume capaz de fazer os ouvidos expelirem sangue e com uma técnica irrepreensível.

Contudo, quanto mais pesada a banda é, a sensação psicadélica acompanha-a proporcionalmente, não só com as repetições infinitas acima referidas, mas também com faixas como "The Cosmic Silence", onde é visível uma coroa de flores na sua cabeça e a inspiração de faixas como “Solitude” ou “Planet Caravan” dos Black Sabbath, traduzidos num momento acústico que permite o disco respirar até voltar à carga com os instrumentos ensurdecedores.

É recomendado um aquecimento ao pescoço antes do começo do concerto para evitar as lesões e as dores durante as próximas semanas associadas ao constante headbang.



Kikagaku Moyo - House in the Tall Grass


Uma das apostas mais interessantes desta edição do SonicBlast, onde se afastam da típica sonoridade stoner e convocam os japoneses Kikagaku Moyo para exibirem o seu folk psicadélico com pinceladas orientais.

Apesar da barreira linguística poder criar alguns obstáculos na hora de apreciar a música, os instrumentos falam uma língua universal e estes japoneses prometem algumas das melhores jams desta edição do festival.

O mais recente longa duração House in the Tall Grass é uma viagem psicadélica inspirada nos elementos da música clássica indiana, do Krautrock alemão e de bandas de folk e de rock psicadélico americanas e inglesas dos anos 60 e 70. Uma verdadeira experiência daquilo que melhor a globalização tem para oferecer.

É de esperar que o headbang seja substituído por pés descalços em danças durante músicas como “Green Sugar” ou “Silver Owl” ou então os olhos a brilhar com as trips psicadélicas de jams lindíssimas, caso de “Cardigan Song”.



Black Bombaim - Far Out


A sua ausência foi sentida na edição passada devido à lesão no pulso de Ricardo Miranda, mas agora os Black Bombaim estão de volta para se redimirem e para mostrar o porque de serem do stoner português.

O trio composto por Ricardo Miranda na guitarra eléctrica, Paulo Gonçalves na bateria e Tojo Rodrigues no baixo não são novatos nenhuns nestas andanças tendo já atuado em grandes festivais nacionais como Paredes de Coura ou, mais recentemente, o Super Bock Super Rock, e já marcaram presença internacional em festivais como o Roadburn. Estes pretendem mostrar o porquê de estarem a disputar o estatuto de cabeças de cartaz com as restantes bandas internacionais.

A escolha para álbum a ouvir desta banda recai em Far Out, que conta com duas faixas inteiramente instrumentais, sendo a primeira "África II" (com 16 minutos) e a segunda "Arábia" (18 minutos). Os nomes da músicas são bastante explícitos naquilo que estes pretendem interpretar, sendo que cada uma pretende ilustrar, à sua maneira especial, uma viagem por cada uma destas terras.

Em Moledo, certamente que o trio vai revisitar alguns destes momentos que prometem umas boas viagens introspetivas.



Yuri Gagarin - At The Center of All Infinity


Esta banda sueca, que rouba o nome do cosmonauta russo e primeiro homem a viajar pelo espaço, é um dos melhores exemplos do que o stoner rock tem para oferecer e, apesar de contar apenas com dois álbuns de longa duração na sua discografia e de existirem há consideravelmente pouco tempo, já alcançaram o estatuto de banda de culto com uma legião de fãs fiéis.

A mistura de stoner com os elementos ambientais que tão bem caraterizam o space rock conferem a esta banda um sentimento de singularidade que a torna tão especial. Um bom concerto para fechar os olhos e divagar pelo vasto cosmos ao ritmo de um meditativo headbang.



Texto por Hugo Geada

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Oiçam: YAGMAR


Os YAGMAR tiveram início em 2014 quando Daniel Sallberg (Suécia) e Luís Fernandes (Portugal) decidiram montar um estúdio numa casa abandonada (antiga serralharia em ruínas), para umas sessões descomprometidas de improviso, onde o objectivo era criar composições que misturassem as influências de cada um, sem barreiras na escolha do género. Essa liberdade desde cedo cultivada permitiu que o processo de composição se tornasse criativo e rapidamente consolidaram o seu género, no primeiro tema oficial "Fugaz", um ensaio sobre sexualidade e identidade, dependência e decadência, explorado em vídeo, abaixo.

De uma forma resumida, "Fugaz" conta a história de um anti-herói e o seu quotidiano, cheio na agenda, e vazio no interior. Sem norte, sem medo e sem vergonha. O género é a vida que leva com a banda sonora sempre no ouvido. Vem de longe e fugaz, mas vai a lado nenhum.


Para uma banda que só agora está a dar os primeiros passos no panorama musical os YAGMAR destacam-se logo em "Fugaz" pelo seu baixo ritmado e dominante que os caracteriza numa sonoridade poderosa mas igualmente relaxante. Além desta conjugação de diferentes instrumentos, a introdução de sonoridades improvisadas e quebras de compasso, que os YAGMAR vão utilizando ao longo da sua música, fazem o ouvinte sentir várias emoções e criar uma espécie de ligação. O resultado da experimentação musical do quinteto lisboeta é apresentado agora no EP Dez Fruta, que ao longo das suas cinco músicas consegue entreter o ouvinte de forma muito eficiente. A título de exemplo oiçam-se singles como "Dizer" e "Oito", que facilmente ficam presos à memória de qualquer pessoa que carregar no play.

Como principais referências  nacionais a banda aponta Heróis do Mar, Os Golpes, Linda Martini, PAUS e Octa Push. Já a nível internacional destacam Foals e Two Door Cinema Club, sem deixar descurar a grande influência de música étnica Zairense e Cabo Verdiana presente na sua sonoridade.
 

Oriundos de Lisboa os YAGMAR são um quarteto composto por Luís Fernandes - baixista e vocalista, Daniel Sallberg - guitarrista e teclista, Gastão Beaumont - guitarrista e Cristovão Monteiro - bateria. O EP Dez Fruta foi editado oficialmente a 3 de julho e a banda encontra-se presentemente em ensaios para concertos ao vivo em setembro, podendo é ir.

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Rubyfruit - "Ivory Tower" (video) [Threshold Premiere]


As Rubyfruit, duo indie-pop americano que une Jenny Posnak e Kate Hamilton, começam agora a dar os primeiros passos na carreira musical e lançam hoje o vídeo para o single "Ivory Tower" retirado do seu EP de estreia Half Moon, a sair para as prateleiras em agosto. Com uma sonoridade semelhante a bandas como Girlpool e Beirut este novo vídeo para o mais recente single tem a direção e fotografia assinadas por  Mia Cioffi Henry, e produção de  Annie Bernstein, tendo sido gravado numa colaboração com a Box Art Films.

O novo EP, por sua vez, sintetiza instrumentação popular e ritmo, percussão de jazz, guitarra rock e baixo com conteúdo lírico. Half Moon contou com a colaboração de  Marc Lacuesta (produção, mixes e baixo) Justin Amaral (percussão), Nick Lerangis (guitarra) Chuck Burns (baixo) and Ruby Amanfu (vozes de fundo). O vídeo para "Ivory Tower" pode ser visto abaixo.


Half Moon tem data de lançamento oficial prevista para 5 de agosto.
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Half Moon EP Tracklist:

1. Ivory Tower
2. Aberdeen7
3. Daddy Long Legs
4. Red Dog
5. HalfMoon

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Novas confirmações para o Indie Music Fest


O Indie Music Fest apresenta mais cinco nomes para se juntarem ao Bosque do Choupal, em Baltar, nos dias 31 de Agosto, 1 e 2 de Setembro de 2017. Estes são Manuel Fúria, Marvel LimaJonny Abbey, Phantom Trio e Los LuchosA estes nomes juntam-se os já anunciados Conjunto Corona, Them Flying Monkeys, Twins Transistors, Heavy Cross of Flowers, Paraguaii, The Miami Flu, Lucky Who, Moon Preachers, Killadelphia e El Señor.

Esta será a 5ª edição do festival, cujos passes gerais estão à venda por 30 euros com oferta da t-shirt do festival (limitado a 150 unidades).

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domingo, 23 de julho de 2017

Homem em Catarse está de regresso com "Portalegre"


Homem em Catarse, projeto a solo de Afonso Dorido, está de regresso aos trabalhos de estúdio e avançou este mês com o primeiro single, "Portalegre", retirado do anunciado novo disco, Viagem Interior, que vem dar sucessão ao conceituado Guarda-Rios(2015). Este novo disco conceptual visita 17 locais do interior de Portugal e a primeira homenagem vai para a cidade Portalegre. O novo single é apresentado em formato audiovisual e o resultado pode ser visto/ouvido, em baixo.

Segundo o músico, "Portalegre é um local de luz, a sul de onde o Tejo é selvagem, e porta de entrada de uma região icónica e símbolo primordial do interior e da ruralidade de Portugal, o Alentejo" e este novo single "aborda precisamente isso - um casal que larga a cidade no litoral, a correria, a azáfama e decide viver mais calmamente às portas de Portalegre numa casa típica e com espaço para as crianças que aí virão, poderem crescer. Uma mudança de vida, o início de algo, a busca reflexiva de que viver mais, é viver melhor".

Viagem Interior tem data de lançamento prevista para setembro.



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Laura Carbone lança vídeo para "Cellophane Skin"


Sediada em Berlim, a artista Laura Carbone andou recentemente em tour pela Europa com os lendários Jesus and Mary Chain e está a preparar agora um novo disco que dá sucessão ao álbum de estreia Sirens, editado em 2015.

O novo single, "Cellophane Skin", que antecede  este novo disco, já circula por aí desde junho mas só agora a artista lançou o trabalho audiovisual respetivo. A artista nomeia Sonic Youth e PJ Harvey como principais referências na composição de "Cellophane Skin", admitindo que este que funciona como um jogo de ruído, feedbacks e caos. O single foi editado oficialmente pela Duchess Box Records e o vídeo está disponível em baixo.

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