sábado, 12 de agosto de 2017

Entremuralhas: como conquistar as muralhas em agosto


Faltam pouco menos de duas semanas para o Entremuralhas voltar a invadir o Castelo de Leiria no último fim-de-semana de agosto. O obscuro festival de nicho que perpetua uma filosofia e valores associados a movimentos como post-punk, industrial, darkwave, neofolk (entre outros subgéneros da coldwave) regressa à oitava edição com um cartaz estendido a 16 nomes, num total de 3 dias e a ocorrer em três palcos distintos. Ao todo são onze as bandas/artistas que fazem a sua estreia em território nacional, sendo portanto um evento imperdível.

À semelhança das edições anteriores, o primeiro dia de festival dá apenas acesso ao Palco Corpo e desta vez conta que mais uma banda, tendo por isso início às 21h00. Além do cartaz, quem passar pelos guardas revisores do Castelo pode desfrutar de uma festa de acolhimento (com exposições de colagem digital e analógica e escultura nos Paços Novos), antes dos concertos, e ainda de um manjar de seleção, pela hora de jantar, junto ao Palco Corpo. Conquistar um castelo, sem artilharias nem rei, nunca foi tão fácil. 
 
Primeiro dia - 24 de agosto
 
Palco Corpo

21h00 - Ramos Dual

Os fãs do industrial têm neste primeiro dia um presente exclusivo. Não é costume o primeiro artista a abrir palco ser adepto das máquinas de percussão, mas se há dia marcado pela eletrónica é este primeiro. Às 21h00 o projeto a solo do multi-instrumentalista Ramos Dual abre o Palco Corpo e o Entremuralhas para apresentar o seu registo de estreia DrumSolo (2017), onde existe inclusivamente um single de amor à cidade que acolhe o festival, "Leiria Saudade".


 
22h00 - Bestial Mouths

O espaço reservado às provocações, ao agitar de emoções e consciências, ao inesperado e, por vezes, ao bizarro, é encabeçado este ano pelos californianos Bestial Mouths. A sua música de difícil audição e os vídeos elaboradamente excêntricos que lhe dão vida são argumentos que fazem aumentar a curiosidade de ver a performance de Lynette Cerezo, cujo timbre remete para os territórios uma Diamanda Galás. Heartless (2016) servirá como mote de apresentação da sua estreia em Portugal.


 
23h00 - Position Parallèle

Os também franceses Position Parallèle, liderados por Geoffroy Delacroix (Dernière Volonté), são mais uma das estreias em território nacional. Já com três álbuns na bagagem (Position Parallèle de 2008; Neons Blancs de 2013; Un Garde à Vue de 2017) a dupla vem até Leiria apresentar a sua aventura de synthpop surrealista, prometendo meter o público a dançar de início ao fim.


 
00h00 - Pop Dell'Arte

A fechar o primeiro dia encontra-se a única banda portuguesa do cartaz, os históricos Pop Dell'Arte, que revisitam 32 anos de carreira, num concerto de antologia. Formados em 1985, os Pop Dell'Arte lançaram dois anos depois, em 1987, o seu primeiro disco de estreia, Free Pop, que apesar de ter sido maioritariamente incompreendido quando lançado, levou a que se tornassem numa das bandas de culto portuguesas da cena underground. A banda, liderada por João Peste encerra o primeiro dia do Entremuralhas com Panoptical Days, o mais recente disco de estúdio.
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Segundo dia - 25 de agosto

Palco Igreja da Pena
18h00 - TWA Corbies

A primeira banda de neofolk do Entremuralhas costuma ser responsável pela abertura do palco Igreja da Pena, um dos mais bonitos palcos para contemplar ao vivo. Este ano os germânicos TWA Corbies são os responsáveis pela sua inauguração e, ao segundo dia de festival, a dupla apresenta o seu universo melancólico e nostálgico mas igualmente sonhador e repleto de amor à liberdade. Formados em 2011, na bagagem trazem The Clamouring (2015).


 
19h00 - Dear Deer 

O encerramento do majestoso Igreja da Pena está a cargo dos franceses Dear Deer, mais uma das bandas que se estreia em território nacional. Com novo disco na manga, Oh my ... (2016), a dupla formada por Papoi Sdioh e Cheshire Cat faz uma bombástica mistura sonora onde se deslindam elementos da música industrial, do noise, do post-punk e da no-wave nova-iorquina. É definitivamente um concerto que promete descarregar todas as energias reservadas.


Palco Alma
21h00 - Bärlin

Os gauleses Bärlin abrem o palco Alma para mais um dos concertos que promete ser marcante. O trio, cuja sonoridade explora os campos do post-rock e do jazz fusion, destaca-se pelo clarinete incorporado em determinadas sequências temporais, acabando por trazer semelhanças inegáveis aos trabalhos de bandas como Morphine. A somar a isto as vozes que revestem Bärlin (2012) e Emerald Sky (2015), situadas entre os timbres de Wild Beasts e de Antony “Anohni” Hegarty, prometem abrir o Alma de forma mágica.


 
22h30 - In The Nursery 

Os In The Nursery vão regressar a Leiria dez anos depois de terem atuado no FadeInFestival 2007 para apresentar o seu mais recente disco 1961. Com cerca de 36 anos de carreira e perto de 30 discos editados, a banda compôs ainda bandas sonoras para filmes como Interview with the Vampire, Street Fighter II: The Animated Movie e The Rainmaker. O resultado é uma soberba sonoridade intemporal, sublime, evocativa e cinemática a não perder, neste segundo dia.


Palco Corpo
00h00 - Vox Low 

Os franceses Vox Low são mais uma das bandas que vêm fazer a sua estreia em território nacional. Se há por aí fãs do krautrock fundido à eletrónica, o concerto dos gauleses é obrigatório. A apresentar o disco de estreia The Hunt (2016) e uma série de EP's, os Vox Low vão trazer, muito possivelmente, um dos concertos memoráveis desta oitava edição. Formados em 2014 e a apontar como principais influências Bauhaus, Joy Division, The Cure, Can ou Neu é ainda possível sentir o minimalismo de uns Suicide ou o psicadelismo electro de uns Zombie Zombie. Podem também ver a performance da banda no festival Yeah! deste ano (aqui) para ganhar uma ideia do que poderá ser o concerto no Entremuralhas.



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01h30 - Perturbator 

James Kent, o "metade homem, metade sintetizador" que se apresenta sobre o nome Perturbator, vai fechar o segundo dia de festival com um show de cyber-punk que promete fazer história. Ao palco Corpo apresenta o seu novo álbum e sucesso de vendas, The Uncanny Valley, que foi editado o ano passado pelo selo Blood Music. O salto na carreira de Perturbator deu-se a partir de 2012, quando vários dos seus temas integraram a soundtrack do jogo de computador "Hotline Miami", desde então, os seus espetáculos ao vivo têm frequentemente lotação esgotada. Uma estreia a não perder.


Terceiro dia - 26 de agosto

Palco Igreja da Pena
18h00 - Àrnica

Os catalães Àrnica abrem o último dia de festival para apresentar o seu ritual folk de reminiscências tribalistas. Tendo-se formado por volta de 2008, a maioria dos instrumentos utilizados são acústicos e incluem guitarra, acordeão, harpa de boca, tambores bodhran, tamborim, chifres e flauta, interpretados de diversas maneiras por Dani, Saul e Carles. Ao Entremuralhas a banda traz o seu mais recente disco, ainda sem data de lançamento divulgada, que receberá o selo Equilibrium Music.


 
19h00 - Selofan

Os Selofan estão de regresso ao país para fechar a Igreja da Pena no último dia do festival. A dupla grega formada por Dimitris Pavlidis e Joanna Badtrip em 2011, e que também é responsável pelo selo Fabrika Records (Die Selektion, Lebanon Hanover, She Past Away), traz a palco a sua sonoridade darkwave, apresentando o novo disco Ciné Romance (2017).  Temas como "Microwave Lovers", "Tristesse", "Love Is A Mental Suicide" ou "Romance" pintarão as ruínas da igreja de um retro-futurismo revivalista.



Palco Alma
21h00 - Darkher

Darkher, projeto encabeçado por Jayn H. Wissenberg (voz e guitarra), lançou o ano passado o seu muito aclamado disco de estreia Realms. A música cativante de Darkher é caracterizada por construir lentamente "nuvens de tempestade" através da conjugação da pesada percussão lenta com os riffs obscuros e intensos da guitarra elétrica. Através de uma imagem gótica e com um toque "xamânico", Darkher promete abrir o palco alma com um dos grandes concertos desta edição.


 
22h30 - Nicole Sabouné 

Nicole Sabouné vem fazer a sua estreia em Portugal acompanhada por banda completa para apresentar a sua música pop de toada pós-gótica. Depois de ter invadido a music scene sueca em 2014, a artista, de ascendência libanesa, reeditou este ano o disco Miman, o seu segundo trabalho longa-duração, pela Century Media, o qual servirá de mote à sua apresentação no Entremuralhas. Além do disco, destaque ainda para a voz de timbre camaleónico, que promete fazer o público cantar até mais não.


Palco Corpo
00h00 - Atari Teenage Riot

E se o cancelamento dos históricos Tuxedomoon abalou os fãs do post-punk e da música avant-garde, certamente encheu os corações dos fãs do industrial e da música techno, assim que se percebeu que a substituição estava a cargo dos alemães Atari Teenage Riot. Formados em 1992, os Atari Teenage Riot desde cedo se destacaram pelas suas marcantes prestações ao vivo. Percursores do chamado digital-hardcore, a banda traz ao Entremuralhas 25 anos de trabalho, o disco Reset (2015) e muito provavelmente novas canções.


 
01h30 - Front Line Assembly

A fechar o festival, os canadianos e cabeças de cartaz Front Line Assembly. A banda, considerada uma das maiores e mais influentes no campo electro-industrial, vem estrear-se em território nacional 31 anos depois do seu início da carreira, em 1986, para apresentar álbuns como Caustic Grip (1990), Millenium (1994), Hard Wired (1995), Flavour Of The Week (1997), Implode (1999) ou Epitaph (2001), que delinearam tendências e foram responsáveis pelo aparecimento de centenas de bandas em todo o mundo. Um concerto certamente memorável e perfeito para fechar uma edição de um festival tão especial como o Entremuralhas.




Além da programação de cariz musical, este ano volta a repetir-se mais um Muralhartes, entre os dias 25 e 26 de agosto no Palácio (Paços Novos), com os artistas João Pombeiro, Maria João Faustino, Simão Matos e Batjoy. O passe geral já se encontra à venda por 85€. Também se encontra à venda o passe combinado para os dias 25 e 26 agosto, podendo ser adquirido por 65€. O bilhete para o primeiro dia custa 25€, para o segundo, 35€ e para o terceiro, 40€. Podem comprar os bilhetes aqui.

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Passatempo: Ganha bilhetes para o Indie Music Fest 2017


A quinta edição do Indie Music Fest acontece este ano nos dias 31 de agosto e 1 e 2 de setembro, no Bosque do Choupal, em Baltar, e conta com variadíssimo nomes no panorama da música independente. Em destaque, Manuel Fúria & Os Náufragos, Conjunto Corona, Nice Weather For Ducks, The Poppers, Stone Dead, The Lazy Faithful e muitos mais a tocar nos três dias do festival.


Em parceria com o Indie Music Fest estamos a oferecer 3 bilhetes, um para cada dia do festival. Se querem fazer parte dos contemplados só têm de participar neste passatempo, seguindo as instruções em baixo:

1 - Gostar da página Threshold Magazine e Indie Music Fest no Facebook.



2 - Partilhar este passatempo no facebook em MODO PÚBLICO e identificar pelo menos 2 amigos.



3 - Preencher o seguinte formulário: 


O passatempo termina às 22h59 do dia 22 de agosto e os bilhetes serão sorteados de forma aleatória através da plataforma www.random.org. Os vencedores serão contactados por email. Boa sorte.



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Atualizado às 21h30 de 23 de agosto de 2017

Os vencedores do passatempo são:
Dia 31 de agosto - Tânia Roque
Dia 1 de setembro - Vânia Barbosa
Dia 2 de setembro - Maria José Quintas

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Lydia Ainsworth, Noiserv, Dead Combo e Lula Pena na 11ª edição do Manta


O Festival Manta chega aos 11 anos de existência, no primeiro fim de semana de setembro (entre os dias 01 e 02) e, como já é habitual, celebra a festa nos jardins do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, para vivenciar arte e cultura. Ao todo são quatro os concertos que em duas noites darão música de acesso gratuito a todos os visitante: Lydia Ainsworth, Noiserv, Dead Combo e Lula Pena

Antes dos consagrados, voz aos novos protagonistas: Noiserv e Lydia Ainsworth que atuam no primeiro dia de festival para nos apresentar a música pop na sua forma mais contemplativa. E se o encantatório universo de David Santos já nos é um pouco familiar, a canadiana Lydia Ainsworth, que tocará em trio, poderá desvendar porque razão a sua carreira vai ganhando um fulgor internacional cada vez maior.



Os Dead Combo regressam ao Manta 10 anos depois de atuarem na primeira edição, para encerrar o fim-de-semana do CCVF trazendo consigo o baterista Alexandre Frazão para, juntos, interpretarem os temas do último álbum de Pedro Gonçalves e Tó Trips, A Bunch of Meninos. A abertura da noite do dia 2 fica a cargo da guitarrista e cantora Lula Pena – artista inconfundível e de escassa aparição no país.



Como já é habitual, o Manta tem entrada livre. É assim que (re)começa a celebração cultural que assinala uma nova temporada em Guimarães, num mês igualmente marcado pelo 12º aniversário do Centro Cultural Vila Flor. Os espetáculos têm hora marcada para as 21h30. Todas as informações adicionais aqui.

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Novo álbum dos SAVAK chega em outubro


Os SAVAK formaram-se em 2015 por membros de bandas como The Make-Up, Obits, Holy Fuck and The Cops e as suas principais referências vão da exploração da música psicadélica dos anos 60 ao pub-rock britânico e o harcore americano dos anos 80. Depois de Best of Luck in Future Endeavors (2016), a banda regressa agora com o já anunciado Cut-Ups, segundo disco de estúdio que sairá no final do mês de outubro.

Ainda sem nenhum single de avanço, a banda sugere Neu!, The Gun Club, Agent Orange, The Fall, Magazine, Love, Mission of Burma, Gang of Four, The Byrds, Television e dub music como principais influências da sua sonoridade. Fica em baixo "Reaction" e "Drop The Pieces", para recordar.


Cut-Ups tem data de lançamento prevista para 27 de outubro pelo selo Ernest Jenning Record Co.

Cut-Ups Tracklist:

1. Sick Of War
2. Like Gary Wilson Said
3. I Wanna Exist
4. Christo's Peers (Soon We'll Be Floating)
5. Natural Light
6. They Are Bones
7. Loma Prieta
8. I Don’t Want To Be Defended
9. Keys To The City
10. I Left America

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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Napalm Death com data dupla em Portugal


Os Napalm Death estão de regresso ao nosso país e a visita faz-se em dose dupla, com dois concertos a decorrer no Porto e em Lisboa, respetivamente. Os concertos encontram-se inseridos na tour ibérica dos gigantes do grindcore que conta com várias datas em Espanha e apenas duas em Portugal. A primeira, a decorrer na sala 2 do Hard Club (Porto), realiza-se no dia 10 de dezembro, seguindo-se o concerto no RCA (Lisboa) no dia 11 de dezembro. 

Autores de alguns dos álbuns mais importantes e influentes da música extrema, os Napalm Death apresentam-se novamente no nosso país para apresentar Apex Predator, o último disco da banda britânica editado em 2015 e que recebeu críticas bastante positivas por parte da imprensa especializada. Relembra-se ainda que este ano se comemoram os 30 anos de Scum, o mítico primeiro disco dos Napalm Death

Os bilhetes para ambos os concertos podem ser adquiridos no site da Unkind e possuem o preço promocional de 15 euros, limitado às primeiras 100 entradas. As bandas convidadas serão anunciadas brevemente.


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Mucho Flow anuncia primeiras confirmações


O Mucho Flow está de volta e já são conhecidos os primeiros nomes do melhor evento vimaranense. Ao longo de 4 edições, este pequeno festival já contou com nomes tão variados como Bitchin Bajas, Amen Dunes, Circuit Des Yeux, Girl Band, Blanck Mass, Nite Jewel, entre muitos outros, o que demonstra a natureza eclética deste festival que este ano irá regressar com Horse Lords, Nadia Tehran (na foto), God Colony, Chinaskee & Os Camponeses e Scúru Fitchádu.

O principal destaque desta primeira senda de confirmações vai para Nadia Tehran, jovem artista sueca de raízes iranianas que junta os beats eletrónicos influenciados nas suas origens ao caráter político e revolucionário das suas letras e rimas. Nadia Tehran é protesto em forma de hip-hop produzido em tempos perturbados que o exigem, e a sua atuação será, com certeza, imperdível.

Imperdível será também o concerto dos God Colony, que à semelhança de Nadia Tehran trazem a frieza dos beats industriais e atmosféricos à rima desenfreada de Flohio e StashMarina, com quem colaboram regularmente. Proveniente de Londres, este duo que tanto oscila entre o ambient mais atmosférico e as batidas hip-hop traz a Guimarães o mais recente EP Where We Were.

Os Horse Lords são um quarteto de Baltimore que irá apresentar em Guimarães a sua fusão eclética de estilos como a música jazz, rock, minimalismo clássico e as suas influências da música tradicional árabe e indiana, sempre assente num experimentalismo inerente e fascinante de se explorar. Ao Mucho Flow vêm apresentar os mais recentes discos Interventions, de 2016, e Mixtape IV, editado neste mês de maio.

Chinaskee & Os Camponeses e Scúru Fitchádu são os responsáveis por trazer a música nacional aos palcos do Much Flow. Os primeiros são o projeto de Miguel Gomes, que traz nas suas canções uma sonoridade dream-pop de produção lo-fi e letras instrospetivas e melancólicas. Malmequeres é o seu disco de estreia, agendado para meados de setembro com o selo da Revolve. Já Scúru Fitchádu irá trazer a sua música de difícil categorização. As suas influências vão da música dos Bad Brains e Discharge ao speedcore dos Atari Teenage Riot, pelo que se espera uma fusão caótica de estilos musicais. Linhas de baixo distorcidas, baterias aceleradas, noise e estética punk são algumas das caraterísticas apontadas à sua sonoridade, que poderá ser comprovada em outubro em Guimarães.

O Mucho Flow realiza-se novamente no CAAA - Centro para os Assuntos de Arte e Arquitetura - no dia 7 de outubro e a organização volta a estar a cargo da Revolve. As informações relativas aos bilhetes estarão disponíveis em breve.


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Somos todos Cem Soldos #2

© Rafaela Suzano 
Cem Soldos, aldeia onde já fomos felizes e vamos, com certeza, continuar a ser felizes por muitos e bons anos, vai receber a oitava edição do Bons Sons. De a 11 a 14 de Agosto, a melhor música nacional vai tomar conta da aldeia. 

Com mais de 40 actuações divididas por oito palcos, as ruas, praças e largos de Cem Soldos vão ser animadas por feira de artesãos, exposições de arte, espaço para crianças, comida tradicional e muito mais. Durante estes dias, qualquer festivaleiro se sente integrado e é convidado a conhecer as suas tradições. São os habitantes que acolhem e servem os visitantes, numa partilha especial entre quem recebe e quem visita, proporcionando a vivência ímpar de um evento musical.

Em 2017 o cartaz volta a apostar em projetos emergentes, indo também de encontro aos músicos mais consagrados do panorama musical português. Compilando sonoridades que vão desde o fado ao indie rock acústico ao electrónico, do rural ao urbano, das influências tradicionais às contemporâneas, fiquem com a nossa sugestão do itinerário ideal para este Bons Sons.

Já aqui falámos dos dias 11 e 12 de agosto.


Dia 13 de agosto


Com dois de festival já nas pernas, há que continuar a celebrar o que de melhor a aldeia tem para  nos oferecer. Começando pelo palco MPAGDP, temos os Moços da Vila às 15h com o seu cante alentejano bem jovem. Segue-se Joana Barra Vaz no Giacometti por voltas das 16h15. Que melhor coreto para Joana apresentar Mergulho em Loba, álbum editado no ano passado, que não este? 
Esperam-se temas que nos levem a viajar pelo mar, principal inspiração deste último trabalho da artista. 



Quando a tarde já for a meio (17h30), visitem o palco Tarde ao Sol e assistam à apresentação de Phobos, orquestra robótica disfuncional pela Sonoscopia. Esta performance é constituída por um conjunto de pequenas máquinas e dispositivos de geração automática de música que formam uma orquestra de estranhos instrumentos com defeitos, mutações genéticas e comportamentos errantes. Representa uma crítica da sobreposição tecnológica ao pensamento humano, da função do trabalho e das modernas formas de escravidão, fazendo também uma retrospetiva histórica das várias tentativas de libertação humana.

Às 18h45 há Captain Boy no Giacometti. Alter ego de Pedro Ribeiro, editou no início do ano o seu álbum de estreia, 1, onde o tema “Sailorman” é o principal destaque. Antes de irem jantar passem uma vez mais pelo Tarde ao Sol para assistirem aos Sampladélicos. Duo formado por Sílvio Rosado, músico, e Tiago Pereira, documentarista, cujo processo criativo consiste na recolha de sons e imagens de um determinado local. Estes sons e imagens (samples, daí o nome do projeto) são misturados de modo a criar músicas. Cada música propõe que descubramos de onde vêm tais sons e permite recriar historias passadas nos tais locais.



Com o jantar já na barriga, podem dirigir-se até ao Lopes-Graça para assistir ao concerto de Paulo Bragança, que começa às 21h. O fadista está de regresso aos palcos portugueses depois de largos anos a viver na Irlanda. Artista irreverente dentro do género, sempre apostou na renovação do fado, tendo até editado álbuns pela editora de David Byrne (Talking Heads), Luaka Bop. Depois deste concerto, há que seguir rapidamente para o Eira. Afinal de contas, é do Tio Samuel que estamos a falar. Com um dos melhores registos de 2016, Carga de Ombro, Samuel Úria vem até Cem Soldos contar as suas belas histórias que tanto gosto dão ouvir. É preciso que ele não diminua pois o Bons Sons precisa de um Samuel à maneira. 

O embarque está agendado para as 23h30 no Lopes-Graça. Capitão Cid aos comandos da nave que nos vai levar ao mundo cósmico de 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte. É sempre um privilégio poder assistir ao vivo a todos os sons que compõe esta obra prima editada em 1978 e todos os que vão estar em Cem Soldos podem considerar-se uns felizardos. Agarrem-se bem aos vossos lugares!



E para terminar a noite nada melhor que deixarmos as energias que restam num concerto de Orelha Negra. É as 00h45 que o Eira se vai tornar numa enorme pista de dança e emoções. Depois de terem regressados aos concertos no ano passado com a mítica atuação com lotação esgotada no grande auditório do CCB, os Orelha Negra estão mais coesos e destemidos. Com álbum novo a caminho, esperam-se músicas novas guarnecidas coma já habitual fusão de hip-hop, funk, soul, jazz e até rock.




14 de agosto


Chegámos ao último dia de Bons Sons e o cansaço vai ser o nosso maior inimigo. Na verdade, ninguém vai a Cem Soldos para descansar, mas sim para celebrar a música e a cultura portuguesa. Começando pelo MPAGDP, há Sanct’Irene e Moçoilas a partir das 14h. Às 16h45 chega Marco Luz ao Giacometti com a sua guitarra para apresentar o seu álbum de estreia, Cores.

Seguindo para o Tarde ao Sol, já LST – Lisboa String Trio às 18h. Este trio formado por José Peixoto na guitarra clássica, Bernardo Couto na guitarra portuguesa e Carlos Barretto no contrabaixo, editou no ano passado Lisboa, trabalho que conta com composições de José Peixoto, Paulo Paz, e temas do universo da guitarra de Lisboa, assinados por Jaime Santos, José Nunes e Domingos Camarinha. Voltando ao coreto do Giacometti, há Valter Lobo para assistir quando passarem 15 minutos das 19h. Espera-se uma aventura de grande intimidade pelo Mediterrâneo, primeiro disco do guitarrista, dotado de uma sonoridade intensa e de uma componente lírica muito rica.



Agora com a sandocha na mão, está na hora (20h45) de visitar o one man band que habita no Lopes-Graça. Frankie Chavez é o homem banda, guitarrista de blues e folk que gosta de fazer incursões em ambientes mais crus e psicadélicos. Na bagagem traz Double or Nothing, álbum editado em abril deste ano e influenciado pelo contexto social dos nossos dias. 

Prontos para o rock’n’roll? Venham até ao Eira quando forem 22h mexer esse pezinho ao som dos The Poppers. Experientes, intensos, mas acima de tudo provocadores, a banda lisboeta vem apresentar Lucifer, álbum que editaram no início do ano e que foi produzido por Paulo Furtado (The Legendary Tigerman/ WrayGunn). 

De volta ao Lopes-Graça, temos Rodrigo Leão em palco às 23h15, um dos mais versáteis e reconhecidos músicas e compositores portugueses, não tivesse sido ele parte integrante dos Sétima Legião e Madredeus. Em 2017, os concertos do artista abordam a sua faceta mais pop, enérgica e leve, sendo acompanhado pela voz de Ana Vieira e pela “trindade básica” de guitarra, bateria e baixo. Ao todo, serão oito elementos a interpretar uma mão-cheia de canções dos tempos de Cinema, A Montanha Mágica, entre outros. 


Ok, só mais um bocadinho e já podem ir descansar. É para deixar a pele no Eira. A ocasião? 

Octa Push à 0h45. A dupla composta pelos irmãos Bruno e Leonardo Guichon lançou em 2016 novo álbum de estúdio, Língua. Com a sua sonoridade que funde a eletrónica com a música lusófona, os Octa Push prestam homenagem às ligações entre Portugal e os PALOP. Este novo trabalho conta com a participação de Tó Trips (Dead Combo), Batida, José Braima Galissá, Ary ou Cachupa Psicadélica, João Gomes (Orelha Negra), entre outros.


Os bilhetes estão à venda nos locais habituais. 
Passe 4 dias: 45€ 
Bilhete diário: 22€

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Festival Croka's Rock - 11 e 12 de Agosto


Esta sexta feira e sábado o Croka’s Rock regressa às margens do Rio Arda. A programação musical, distribuída por dois palcos, o Palco Croka's e o Palco Arda já está definida. Mas não é só de música que o Croka's Rock vive. Há também espaço para uma exposição de pintura por Grator e ainda atividades radicais.

Consultem a programação aqui:

Sexta, 11 Agosto

Palco Croka's
malcontent
Marc Daniels & Squeaky Crib
Slimmy

Palco Arda | Curadoria “UM AO MOLHE”
Rapaz Improvisado
O Manipulador
Baleia Baleia Baleia


Sábado, 12 Agosto

Palco Croka's
Madrepaz
Serushio
The Twist Connection

Palco Arda
Pete Marquis
The Town Bar

O Croka’s Rock decorre em Oliveira do Arda, no Lugar da Croca, Castelo de Paiva e a entrada é livre.

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Somos todos Cem Soldos #1

© Rafaela Suzano
Cem Soldos, aldeia onde já fomos felizes e vamos, com certeza, continuar a ser felizes por muitos e bons anos, vai receber a oitava edição do Bons Sons. De a 11 a 14 de Agosto, a melhor música nacional vai tomar conta da aldeia. 

Com mais de 40 actuações divididas por oito palcos, as ruas, praças e largos de Cem Soldos vão ser animadas por feira de artesãos, exposições de arte, espaço para crianças, comida tradicional e muito mais. Durante estes dias, qualquer festivaleiro se sente integrado e é convidado a conhecer as suas tradições. São os habitantes que acolhem e servem os visitantes, numa partilha especial entre quem recebe e quem visita, proporcionando a vivência ímpar de um evento musical.

Em 2017 o cartaz volta a apostar em projetos emergentes, indo também de encontro aos músicos mais consagrados do panorama musical português. Compilando sonoridades que vão desde o fado ao indie rock acústico ao electrónico, do rural ao urbano, das influências tradicionais às contemporâneas, fiquem com a nossa sugestão do itinerário ideal para este Bons Sons.

Dia 11 de agosto

Para aqueles que gostam de chegar bem cedo a Cem Soldos e não têm medo do calor, o melhor a fazer é chegarem à aldeia depois de almoço. Comecem pelo Palco da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP), situado na intimidade da Igreja de S. Sebastião, com Band’Olim e singularlugar. Quando forem quase 17 horas, façam a primeira de muitas viagens até ao Palco Giacometti, no Largo de S.Pedro, para assistirem ao concertos dos leirienses Whales, representantes da Omnichord Records. A banda traz-nos o seu rock eletrónico bem contagioso, levando a que todos batam alegremente o pé ao som de “How Long” e “Big Pulse Waves”.


Segue-se Manuel Fúria e os Náufragos às 18h, junto à fachada da Igreja de São Sebastião, no Palco Tarde ao Sol. O grupo vem apresentar o mais recente disco Viva Fúria, transportando-nos para a década de 80. Quando passarem 15 minutos das 19h, há Surma para ver no Giacometti. O projeto de Débora Umbelino, outra representante da Omnichord Records em Cem Soldos, promete proporcionar-nos um fim de tarde bem calmo e sonhadora, cheio de texturas minimalistas influenciadas por Björk e muitos mais. Com álbum a sair no outono, esperam-se novos temas ao vivo.


Aproveitem a seguir para jantar porque o que vem a seguir é uma das bandas portuguesas que mais nos fizeram dançar num concerto. São os portuenses Holy Nothing, trio que editou em abril o single “Speed of Sound” e está a preparar o sucessor de Hypertext (2015). O palco Lopes-Graça vai ser uma autêntica pista de dança impregnada em sintetizadores espaciais. Às 22h é a vez dos barcelenses Glockenwise apresentarem o seu rock de garagem descontraído, com o álbum Heat em maior destaque.


O comboio não para e os Virgem Suta são a próxima paragem no Lopes-Graça às 23h15. O Palco Eira é passagem obrigatória quando passarem 30 minutos das 12 badaladas para assistirem à atuaçãode  um quinteto de rapazes que tem causado grande furor com o seu último álbum, Capitão Fausto Tem os Dias Contados. São os Capitão Fausto, banda que todos já conhecemos as letras e cantamos a plenos pulmões. Como é habitual, haverá tempo para os três álbuns de estúdio já editados até agora e não vão faltar temas como “Amanhã Tou Melhor” e “Celebre Batalha de Formariz”. quem sabe, talvez toquem a “Teresa”.



Pensavam que ia já para casa ou para a tenda? Ainda não. Primeiro ainda está Thunder & CO no Palco Aguardela. Só depois é que podem ir dormir


Dia 12 de agosto

© Rafaela Suzano
Se já descansaram tudo e não foram explorar as praias fluviais em torno de Cem Soldos, há Lucía Vives + João Raposo e Filipe Valentim no MPAGDP depois de almoço. ÀS 16h45 Filipe Sambado dá início às hostes no Giacometti e traz-nos Vida Salgada, álbum editado em 2016 pela Spring Toast Records.


Têm nome francês, mas compõem, escrevem e cantam em português. São os Les Saint Armand e vêm do Porto apresentar o seu primeiro EP, , editado em novembro do ano passado, no Palco Tarde ao Sol pelas 18h. Em 2015 criaram as Senõritas e em 2017 (às 19h45) visitam o Giacometti para apresentar Acho que é meu deve não gostar. Estamos a falar do projeto de formado por Mitó Mendes (A Naifa) e Sandra Baptisata (A Naifa /Sitiados), marcado pelo universo feminino, onde se canta a vida de forma crua e direta.

Às 20h45 há MEDEIROS/LUCAS no Lopes Graça. A dupla açoriana formada por Pedro Lucas e Carlos Medeiros traz na bagagem Terra do Corpo (2016), álbum que aborda diversos temas da condição humana que chegam a ser maiores do que eles próprios e de quem os ouve, explorando um novo território sonoro, do blues ao jazz e à eletrónica.


Um dos grandes atrativos desta edição do Bons Sons é o concerto dos históricos Mão Morta. A banda bracarense liderada por Adolfo Luxúria Canibal vai celebrar o 25º aniversário do álbum Mutantes S.21 num espetáculo que não se limita a interpretar integralmente o disco, apresentando também uma forte componente visual. O concerto é às 22h no Eira.


Às 23h15 é a vez de Né Ladeiras atuar no Lopes-Graça. Por fim, há Throes + The Shine no Eira com o seu característico rock kuduro. Donos de uma energia explosiva em palco e habituado a andar pela Europa fora, o grupo oriundo de Porto e Luanda vem apresentar o seu trabalho mais recente produzido por Moullinex, Wanga


Os bilhetes estão à venda nos locais habituais.
Passe 4 DIAS: 45€
Bilhete diário: 22€

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