sábado, 25 de novembro de 2017

Black Bombaim preparam novo álbum em três residências artísticas

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Os barcelenses Black Bombaim já estão a preparar o seu novo álbum e desta vez farão as coisa de maneira diferente. O processo criativo tem início já neste mês de dezembro e contará com o contributo de Pedro Augusto, Jonathan Saldanha e Luís Fernandese. A edição está prevista para o segundo semestre de 2018, com o selo da Lovers & Lollypops, um ano após a edição do longa duração colaborativo com Peter Brötzmann.

De maneira a poder reinventar o processo criativo da banda, o trio decidiu juntar-se a três músicos e produtores nacionais num ciclo de residências artísticas. São eles Jonathan Saldanha (HHY & The Macumbas), Pedro Augusto (Ghuna X e Live Low) e Luís Fernandes (Peixe:Avião). O objetivo é a composição musical ficar a cargo das três figuras da música exploratória portuguesa, desconstruindo o habitual processo de criação, algo que já não é estranho a Jonathan Saldanha e Pedro Augusto, que participaram na composição de Titans (2012).



A composição a três tempos arranca já em Dezembro, com o encontro entre os Black Bombaim e o universo de Pedro Augusto, onde os timbres adquirem tonalidades e formas novas assim revelando novas perspectivas em motivos dadaísta e texturas estimulantes. Músico e compositor nos projectos Ghuna X e Live Low, Pedro Augusto tem também conduzido um largo percurso na composição de bandas sonoras nas áreas de dança contemporânea, teatro e cinema, colaborando com nomes como Ana Rocha, André Gil Mata, Ana Borralho, João Galante, entre outros. Esta residência culminará com uma apresentação pública do trabalho, em formato ensaio aberto, a 16 de Dezembro no Círculo Católico e Operário do Porto (CCOP). A entrada será livre. As sessões com Jonathan Saldanha e Luís Fernandes terão lugar em Janeiro e Fevereiro, respectivamente, e ocuparão outros espaços icónicos da cidade Invicta. 

O projecto será documentado por um filme-ensaio sobre a criação musical e a sua relação com a paisagem enquanto espaço de criação de mitologias e de somatização de fantasmas.  Esta operação fílmica e sonora, realizada por Miguel Filgueiras com argumento de Manuel Neto, responderá à forma de uma trilogia, que será também a trilogia musical composta pela banda Black Bombaim em processo de trabalho com três compositores distintos: Ruína e Memória | Espaço Sideral | Mundo.

O projecto conta com o financiamento do Criatório, uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto destinada ao apoio à criação artística contemporânea.

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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Silent Runners lançam "Roadkill", o novo single de 'The Directory'


Os holandeses Silent Runners estão quase a lançar cá para fora o seu primeiro trabalho longa-duração e continuam a dar tudo na promoção deste novo disco que funciona como uma ode aos saudosos anos 80 e apresentam agora o quarto tema, dos onze, que compõem The Directory - "Roadkill", apresentado em formato audiovisual. A décima música de The Directory traz uns Silent Runners a apostarem forte nos sintetizadores, misturando os beats da EBM com as guitarras nostálgicas do post-punk. A música aproxima-se da abordagem já anteriormente apresentada em "Cavemen" e pode ser reproduzida abaixo.

O disco de estreia dos Silent Runners começou a ser gravado ainda em 2016, ano em que o quinteto se estreou em Portugal no festival Entremuralhas e foi produzido e editado de forma independente por Dolf​ ​Smolenaers​ ​(voz), Jan​ ​Meulendijks​ ​(​baixo) Joep​ ​Gerrits​ (sintetizadores)​, Stanley​ ​op​ ​‘t​ ​Root​ ​(guitarra) e Frank​ ​Smolenaers​ (​percussão). 


The Directory tem data de lançamento prevista para 8 de dezembro e vem dar sucessão ao homónimo Silent Runners EP editado em 2015.

The Directory Tracklist: 

1. Dark Mountain 
2. Wilderness 
3. Make It Right 
4. Drawing 
5. The Knife 
6. Forgotten 
7. Nobody Here 
8. Cavemen 
9. The Road Of Gold 
10. Roadkill 
11. The Directory

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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Festival Para Gente Sentada - Dia 2

©Mariana Prata / comUM
O segundo e último dia do Festival Para Gente Sentada começou no centro com um concerto aberto ao público. Se no dia anterior recebemos os bracarenses Máquina del Amor, neste último dia foi a vez de receber os conterrâneos Ermo, o acarinhado duo da casa composto por António Costa e Bernardo Barbosa que nos trouxe uma apresentação integral do excelente e mais recente disco Lo Fi Moda. Despojado de identidade e humanidade, Lo Fi Moda traz um novo e revolucionário capítulo aos Ermo, onde a vaidade e a presunção dos portuguesas é trazida ao de cima numa atitude de crítica inteligente. A voz abafada pelo auto-tune e as faces ocultas com que se apresentam ao vivo contribuem para este organismo alienígena e viciante que é Lo Fi Moda, executando cada um dos nove temas num registo que não varia muito do estúdio e que se apresenta algo autómato e robotizado na sua performance. O momento mais off the record será talvez a transição entre "Circle J" e "raicevic.als", dando lugar a um curto interlúdio que explora o campo das batidas techno de um modo melodioso e quase ambiente. A euforia de "Frito Futuro" encerrou o set com o seu delicioso crescendo, intenso e poderoso.


Iniciávamos, então, os concertos no Theatro Circo com um concerto especial dos Capitão Fausto, que apresentaram Ponta Soltas em registo filme-concerto. Depois da apresentação no Curtas Vila do Conde, a banda lisboeta tocou os temas do mais recente disco Capitão Fausto Têm os Dias Contados acompanhado do documentário de Ricardo Oliveira, que nos demonstra de modo inteligente e bem humorado o processo de produção do referido disco. Desacatos e bloqueios criativos eram aqui conjugados de um modo subtil e cómico com explicações científicas, comparando o processo musical dos rapazes de Alvalade a conceitos complexos de mecânica quântica. A música, essa, surgia-nos em temas como "Corazón", "Amanhã Tou Melhor" e "Morro na Praia", com a banda em constante sair e entrar do palco. "Alvalade Chama Por Mim", por outro lado, foi-nos introduzida com a história da batalha de Alvalade no século XIV, aqui enfatizada e narrada por Catarina Wallenstein, irmã do vocalista da banda. A intercalação entre filme e concerto foi uma abordagem feliz que se adequou ao conceito "sentado" do evento e deu resultado a uma das atuações mais interessantes da edição.


Julien Baker apresentava-se de seguida, assumindo o estatuto de cabeça de cartaz e grande destaque da noite. Com um Theatro Circo notoriamente menos lotado que a noite anterior, Julien Baker apresentou-se pela segunda vez no nosso país, desta vez com o belíssimo Turn Out The Lights na bagagem. Sozinha em palco e com apenas um piano e uma guitarra, Baker iniciou o concerto com "Appointments", single de avanço do seu mais recente disco. A delicadeza dos seus temas ganhou vida na sua performance, com a voz de Baker a apresentar-se surpreendentemente firme e confiante, opondo-se à personagem tímida que nos abordava esporadicamente com envergonhados "obrigados". Quando um membro do público manifestou o seu entusiasmo pela cantautora americana com um "amo-te", esta de imediato referiu o peso que a palavra carrega consigo, considerando a expressão como algo demasiado forte. Considerações como estas podem ser observadas em temas como "Televangelist", "Shadowboxing" e "Sour Breath", que não escaparam ao alinhamento. As frustrações e os fantasmas de Baker foram trazidos ao de cima com "Claws On Your Back", uma bonita peça tocada em piano que manifesta os santos e demónios que a cantautora, cristã e queer convicta, já não consegue diferenciar. "Something" terminou o concerto com mais um momento de grande emoção, e não será difícil imaginar alguns olhos lacrimejantes entre o público do Theatro Circo.


O serão emocional e intimista continuaria mais ao lado no gnration com Luís Severo e os temas do seu mais recente disco homónimo. Tal como Julien Baker, também Severo se apresentou a solo, acompanhado apenas por um piano em temas como "Amor Verdade" e ainda "Canto Diferente", tema que integra o seu primeiro disco Cara d'Anjo. "Cabanas do Bonfim" foi uma agradável surpresa no alinhamento, com o cantautor a interpretar um dos temas que deu a conhecer Flamingos, o seu projeto colaborativo com Coelho Radioactivo. "Boa Companhia", agora de guitarra ao peito, trouxe a boa disposição à Blackbox e o maior sing-along por parte do público que conhece já os seus mais recentes temas de cor. "Ainda é Cedo" terminou o concerto da melhor maneira, com o cantautor a pedir um palco sem luzes nem som, explorando o lado mais íntimo das suas canções com a contribuição fulcral do público, que voltou a acompanhar em uníssono as palavras de Luís Severo.


Para os mais bravos e sedentos por um pouco de dança e animação, a noite continuou com a house festiva de Moullinex. Da minha parte, decidi optar pelo conceito original do festival: o do conforto e da intimidade, partindo, assim, após duas belíssimas e delicadas atuações.

Fotografia: Mariana Prata (comUM)

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Bruno Pernadas Ensemble e Ricardo Toscano em concerto único no encerramento do CCBeat

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O multi-instrumentista e compositor Bruno Pernadas e o saxofonista Ricardo Toscano vão estar no palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, no próximo dia 15 de Dezembro, para encerrar o ciclo CCBeat 2017, num concerto preparado em exclusivo para a ocasião. 

Com um alinhamento maioritariamente inédito executado por um ensemble de luxo que reúne uma secção rítmica, secção de cordas e naipe de sopros e ainda dois cantores convidados, pretende-se abordar diversos estilos tais como o jazz, o rock, a música exótica, cinematográfica e erudita, sendo o principal solista Ricardo Toscano no saxofone alto.

Segundo Bruno Pernadas, responsável pela direcção musical, "na conjunção deste ensemble procura-se aquilo que se assume como identitário de cada instrumento, combinando as diferentes linguagens harmónicas, rítmicas, texturais nos vários momentos que integram o espectáculo”.

Consultem o alinhamento do ensemble em baixo:

Bruno Pernadas - composição, guitarra e teclados
Ricardo Toscano - saxofone alto, solista
Afonso Cabral - voz (convidado)
Francisca Cortesão - voz (convidada)
Margarida Campelo - piano, teclados e voz
João Correia - bateria
Nuno Lucas - baixo eléctrico
Diogo Duque - trompete
João Capinha - saxofone
Raimundo Semedo - saxofone
Raquel Merrelho - violoncelo
João de Andrade – violino

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Festival Para Gente Sentada - Dia 1


©Mariana Prata / comUM
Festival Para Gente Sentada regressou nos dias 17 e 18 de novembro para a sua 13ª edição, a terceira desde que se mudou para a cidade de Braga e onde encontrou o espaço ideal para a propagação de um evento cuja aposta se foca desde cedo na música de cantautor. Depois de 10 míticas edições realizadas em Santa Maria da Feira, por onde passaram nomes como Sufjan StevensDevandra BanhartBill Callahan e Sparklehorse, o festival mudou de casa para o centro minhoto, abrangendo o conceito do festival a mais salas e a uma maior variedade de estilos musicais, sem nunca perder o lado íntimo e reconfortante que o distinguiu desde a primeira edição em 2004.

A abrir as hostes do Theatro Circo esteve Noiserv, o projeto de David Santos que nos trouxe uma atuação diferente do habitual. À semelhança de Kaitlyn Aurelia Smith na sua estreia no festival Semibreve em 2016, também Noiserv registou em tempo real e com o auxílio de uma câmara no topo do palco todo o processo de execução das suas canções, transmitindo ao público uma perspetiva mais próxima e realista do que é tocar em palco envolto em toda a parafernália do multi-instrumentalista português. Verdadeiro craftman musical, Noiserv constrói os seus temas fragmento por fragmento, abordando uma diversificada escolha de instrumentos e sons que se vão juntando peça por peça até formarem uma composição completa. No final, a boa disposição de David foi vencedora e conquistou o público do Theatro, que lhe retribuiu com uma grande ovação.



Aguardávamos, então, lugar para o grande destaque da noite com o aguardado regresso de Perfume Genius a Portugal. No Shape foi o disco que serviu de mote para a tour de Mike Hadreas com passagem única na maior sala bracarense, e a ocasião era de grande expectativa já que esta primeira noite se apresentou como a mais lotada de duas. Acompanhado por três companheiros de banda, Hadreas entrou em palco em vestimentas vistosas e brilhantes, numa espécie de veludo dourado e sapatos com purpurina que não deixaram ninguém indiferente. Sem grandes palavras mas com uma presença enorme, o artista norte-americano deslizava pelo palco em movimentos que transpiravam suavidade, delicadeza, liberdade e muita sensualidade, percorrendo temas da sua ainda curta mas inovadora discografia. Iniciando o concerto com o tema de abertura do seu mais recente disco, seguiram-se de imediato “Longpig” e “Fool”, dois dos temas que integram o antecessor Too Bright, de 2014. “Normal Song” e “All Waters”, singles que o colocaram nas bocas do mundo aquando do lançamento de Put Your Back N 2 It, em 2012, trouxeram o lado mais íntimo e frágil da performance que até lá se apresentara maioritariamente agitada e energética. “Grid” e “My Body”, por outro lado, foram os temas responsáveis por trazer o lado mais industrial e estridente da performance, com apontamentos de sintetizador e samples caóticos que nos remetem para os experimentalismos dos Throbbing Gristle, de Genesis P-Orridge.

Com “Slip Away”, single de avanço de No Shape, chegávamos ao fim da atuação, que retornaria de imediato para o previsível encore, iniciado com duas bonitas rendições a solo tocadas em piano. Seguiram-se mais dois temas ao lado de Alan, o teclista e namorado de Mike Hadreas que contribuiu aqui para um dos momentos mais enternecedores do concerto. Já com a banda toda em palco, houve lugar ainda para ouvir “Hood” e a inevitável “Queen”, um dos mais célebres e aclamados temas de Perfume Genius, culminando assim um concerto arrepiante onde o corpo e a sexualidade foram celebrados de modo gracioso e belo, merecendo uma enorme ovação de pé por parte de um público extremamente satisfeito.



A noite não se ficaria por aqui, já que a música prosseguia no gnration com os leirienses First Breath After Coma. Influenciados por bandas como M83Sigur Rós e Explosions In The Sky, a banda de post-rock apresentou os temas do seu mais recente disco Drift, passando por “Salty Eyes” e ainda “Umbrae” que, assim como no disco, contou com a presença de David Santos (Noiserv). Melodias bonitas e as alternâncias entre silêncios e clímax intensos típicos do género foram alguns dos pontos que marcaram esta atuação para uma Blackbox totalmente lotada.

A noite só ficaria completa depois dos efusivos Holy Nothing nos apresentarem as suas composições de sintetizador e batidas pujantes, presentes em temas como “Cumbia” e a o mais recente single “Speed of Sound”.


Fotografia: Mariana Prata (comUM)

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STREAM: Nadia Schilling - Above The Trees


A cantautora Nadia Schilling lançou em junho "Kite", o primeiro tema oficial de Above The Trees, disco que assinala a estreia da artista nos longa-duração. Gravado ao longo de dois anos o álbum contou com a participação de vários músicos e convidados e reflete o período tumultuoso vivido por Nádia após a morte da sua mãe. Com referências da folk, rock e jazz as melodias de Above The Trees trazem como influências artistas como Beck, Nico, Elliott Smith, Cat Power, Fiona Apple, Nick Cave, Chet Baker entre outros.

Natural das Caldas da Rainha, Nádia Schilling fez parte de um quinteto de jazz e da banda loopooloo, em 2012. Deste novo disco destaque para singles como "Gloom Song",  onde a artista mostra claramente  ao som de violinos gritantes o poder das saudades, "Autumn Storm" e o cute e macabro "Old Carousel", além do já referido "Kite" e também já apresentado "Sure Thing". Above The Trees é sem dúvida um disco especial, um daqueles para marcar os últimos lançamentos de 2017. O álbum pode ser ouvido na íntegra abaixo.

Above The Trees é editado oficialmente hoje (terça-feira), 21 de novembro, 


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Superalma Project anuncia tour europeia

© Marco Pereira

O Superalma Project - projeto de música drone/ambient/experimental do brasileiro Igor Almeida, atualmente sediado no Porto - anunciou a Winter Tour de apresentação do seu mais recente e sétimo disco de estúdio Non_Genesis que conta para já com um total de seis datas anunciadas por seis países diferentes, durante o mês de janeiro. Além das músicas de Non_Genesis Igor Almeida promete ainda apresentar novos temas que integrarão o oitavo disco do músico previsto para 2018. 

Non_Genesis, o sétimo álbum de estúdio na carreira do produtor explora a ideia de interligação musical e substancial entre as 13 faixas que o compõem, criando uma narrativa intensa que varia entre partes soturnas e melancólicas, mas igualmente ruidosas e vigorosas. Em Portugal o músico apresenta-se a 14 de janeiro numa performance em Lisboa na Zaratan - Arte ContemporâneaAs datas da tour podem ser consultadas abaixo.



14.01 [DOM] - Lisboa/Portugal - Zaratan - Arte Contemporânea - 07PM 
17.01 [QUA] - Helsinki/Finlândia - Akusmata - 08PM 
19.01 [SEX] - Tallinn/Estônia - Kultuuriklubi Kelm - 10PM 
20.01 [SAB] - Riga/Letônia - Aleponija - 09PM 
24.01 [QUA] - Vilnius/Lituânia - Yucatan Extensión - 07PM 
25.01 [QUI] - Berlin/Alemanha - Liquid Sky Berlin at Maze - 09PM


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STREAM: Gobi Bear - Our Homes & Our Hearts


Gobi Bear, o projeto a solo de Diogo Alves Pinto, lançou recentemente o seu oitavo trabalho de originais que ganha destaque pelas colaborações com artistas como Surma no tema "Sealion" - que também serviu como primeira faixa de apresentação do disco - emmy Curl no tema "Unloved" e Helena Silva (Indignu) em "Fall". O universo de Our Homes & Our Hearts é, à imagem dos anteriores trabalhos, um álbum muito singular que explora o live-looping e o folk como o Gobi Bear nos tem apresentado nos últimos trabalhos. 

Our Homes & Our Hearts vem dar sucessão ao homónimo Gobi Bear (2016) e além dos já referidos temas destacam-se ainda "About You" e "About Time" que voltam a denotar a voz meiga do cantautor vimaranense. O disco pode ser reproduzido na íntegra abaixo.

Our Homes & Our Hearts foi editado oficialmente a 19 de novembro pelo selo Planalto Records.


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Pinkshinyultrablast anunciam novo disco


Os russos Pinkshinyultrablast estão de regresso às edições com o longa-duração In The Hanging Gardens que vem dar sucessão a Grandfeathered editado em fevereiro do ano passado. Além de uma sonoridade electrónica com novos elementos sonoros, o novo álbum traz também um novo line-up à banda que agora passa a ser composta por apenas três membros. Com a notícia do novo disco foi divulgado também o primeiro single de avanço, o homónimo "In The Hanging Gardens" que vem carregado de camadas de sintetizadores.

Originalmente provenientes de uma cidade mais "conservatório de estado" do que um gangue de adeptos de shoegaze, os Pinkshinyultrablast tiveram um grande sucesso crítico e comercial desde o álbum de estréia Everything Else Matters (2015) que os levou a serem comparados com bandas como Lush e Cocteau Twins. Em "In The Hanging Gardens" a voz de Lyubov soa delicada por cima de um ambiente assustador e de efeitos etéreos.


In The Hanging Gardens tem data de lançamento prevista para 23 de fevereiro pelo selo Club AC30.

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Iguana Death Cult arrasam hoje o Musicbox


Os Iguana Death Cult vêm da Holanda e são Jeroen Reek, Tobias Opschoor, Justin Boer e Arjen van Opstal. Este quarteto tem garage nas veias e a prova disso é o album de estreia editado este ano, The First Stirrings Of Hideous Insect Life. Uns verdadeiros animais de palco, os Iguana Death Cult percorrem também os caminhos do surf rock, do pop dos anos 60, assim como do rhythm & blues, e vão estar hoje (20 de novembro) presentes no Musicbox, Lisboa, depois da suas atuações no Black Bass Évora Fest 2017 e no Espaço A, Freamunde, no passado sábado e domingo.


A primeira parte do concerto fica a cargo dos Moon Preachers. Os bilhetes custam 4€ e as portas abrem às 22h00.

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Fotogaleria: Apostles of the Eternal Fire II [Cave 45, Porto]


No passado sábado, dia 18 de novembro, aconteceu um dos últimos eventos da história do Cave 45, que infelizmente encerrará portas no final do ano. De nome Apostles of the Eternal Fire II, este evento contou com os portugueses Névoa, Lucifer's Ensemble, The Ominous Circle e ASCETIC, que pintaram a noite de sábado com peso e música psicologicamente densa.

A foto-reportagem do evento, organizado pelos The Ominous Circle, segue abaixo (e/ou pode ser consultada aqui), pela lente do David Madeira.

Apostles of the Eternal Fire II [Cave 45, Porto]

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