sábado, 2 de dezembro de 2017

Está quase aí a Automatic Empire Tour dos VNV Nation


Falta menos de uma semana para os VNV Nation subirem ao palco do Hard Club - Porto, num concerto único, inserido na tour Automatic Empire. A dupla de electronic body music / futurepop irá apresentar os discos Empires (1999) - considerado o mais inovador na discografia da banda - e Automatic (2011). Formados em 1990 e com um total de 9 álbuns de estúdio, os VNV Nation sempre contaram com Ronan Harris e Mark Jackson. Contudo o percussionista acabaria por deixar a banda, muito recentemente, em novembro de 2017. O concerto do Porto contará com Ronan Harris e mais dois músicos convidados.


A primeira parte do concerto está assegurada pelos portugueses NU:N, trio que explora sonoridades negras inseridas no universo do rock gótico e traz a placo naked until noemaAs portas abrem às 20h30 e as entradas têm um preço de 20€. Todas as informações adicionais aqui.


HORÁRIOS

20H30 - Abertura das portas
21H00 - NU:N
22H00 - VNV NATION
00H00 - Fim

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"encoded" é o novo single dos Giant Gutter From Outer Space

© Cesinha Marin
Hernan Oliveira e Johnny Rosa, a dupla por trás de Giant Gutter From Outer Space, estão de regresso aos trabalhos de estúdio com o novíssimo single "encoded" que volta a afirmar a banda nos territórios da música heavy metal e stoner rock com tons noisy, numa conjugação entre baixo e bateria. O tema surge um ano depois do EP the edge within e do disco black bile (2016) e é a primeira amostra do quarto disco de estúdio charred memories, a chegar às prateleiras no próximo ano.

"encoded" foi gravado e masterizado por Murillo da Rós e mixado por ele e pelos Giant Gutter From Outer Space. O músico Fernando Nataivel ficou responsável pelo sintetizador modular. O single pode ser ouvido na íntegra abaixo.

"encoded" foi editado oficialmente a 1 de dezembro.


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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

STREAM: Silent Runners - The Directory [Threshold Premiere]


Silent Runners, the five piece Amesterdam based band are extremely good at making 80's-style post-punk with dark synthwave tones and deep compelling beats. The proof of this is shown through the brand-new debut album The Directory, which is out next week. Released two years after the debut EP Silent Runners (2015), The Directory consolidates the quintet as a new band to watch, from the underground scene, on a record with a production clearly superior to the EP.

After releasing the early tracks "Cavemen", "Dark Mountain", "Nobody Here" and most recently "Roadkill", Silent Runners now feature exclusively, and one week before the official release date, The Directory - a record of pretty, full-bodied synth and dark music - for full streaming. In addition to the already released singles, it is also recommended to listen to "Make It Right" - a great mesh that besides the base sound has a very deep lyrics - the powerful and dancing "Forgotten" and yet the dreamy "The Road Of Gold". You can stream it below.


The Directory is out on december, 8 in self-release format and you can pre-order it here.

The Directory Tracklist: 

1. Dark Mountain 
2. Wilderness 
3. Make It Right 
4. Drawing 
5. The Knife 
6. Forgotten 
7. Nobody Here 
8. Cavemen 
9. The Road Of Gold 
10. Roadkill 
11. The Directory

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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Rotten // Fresh festeja a chegada de Pioneer 11 a Jupiter


A sonda espacial Pioneer 11 foi uma das primeiras sondas do programa de exploração espacial da NASA. Foi lançada do Cabo Canaveral, Estados Unidos da América, a 6 de abril de 1973. Depois de atravessar com êxito o cinturão de asteróides, chega a 2 de Dezembro de 1974 a Jupiter, onde permitiu estudar de modo mais detalhado o seu ambiente e tirar as primeiras fotografias de curta distância do planeta, ajudando assim à descoberta de novas luas e, posteriormente, ao estudo das partículas energéticas do vento solar. A comunicação com a nave foi interrompida a 24 de Novembro de 1995, estando esta perdida no espaço interestelar desde então.

Para celebrar a chegada da Pioneer 11 a Jupitar, a Rotten // Fresh está a organziar um evento cujo objetivo é manter a memória colectiva acesa no que toca à importância das sondas Pioneer relativamente à conquista espacial, promovendo uma boa oferta sónica durante os dois dias de festa - 1 e 2 de dezembro, no Banco, Lisboa. A entrada é livre.

Consultem em baixo a programação completa do evento.

Dia 1
00h Diogo Oliveira b2b João Rochinha

Dia 2
00h Oströl

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Bob Dylan em Portugal


Bob Dylan vai tocar em Portugal pela sétima vez em 2018, para um concerto na Altice Arena. Este ocorre no dia 22 de março e os bilhetes serão vendidos a partir de 1 de dezembro, por preços entre os 39 e os 240 euros.

O seu mais recente álbum, Triplicate, saiu este ano e é composto por 3 discos de versões de músicas americanas clássicas.

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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Scott Kelly (Neurosis) regressa a Portugal em dose dupla ao lado de John Judkins


2016 foi um ano marcante para a Amplificasom e para o seu acarinhado Amplifest. Numa edição marcante e totalmente esgotada, nomes como Anna Von Hausswolf, MONO, Kayo Dot e Prurient apresentaram-se no Hard Club para a sexta edição do festival de culto, mas foi a estreia dos colossais Neurosis que mais se destacou, com a banda a comemorar nesse mesmo ano os 30 anos de uma carreira cheia de marcos incontornáveis. 

Em janeiro, o fundador, vocalista e guitarrista dos Neurosis, Scott Kelly, regressa a Portugal para duas performances imperdíveis ao lado do multi-instrumentalista John Judkins, membro de projetos como Rwake ou Today Is The Day. O trabalho de Scott Kelly divide-se ainda em projetos como Corrections House, Mirrors for Psychic Warfare, Tribes of Neuro, e ainda na sua produção a solo, onde apresenta uma folk soturna e minimalista que tem tanto de belo como de desconcertante.

Nos dias 26 e 27 de janeiro, Scott Kelly e John Judkins apresentam os temas de The Wake ou The Forgiven Ghost In Me no Sabotage (Lisboa) e no sub-palco do Rivoli (Porto), respetivamente. Os horários e preço dos bilhetes são ainda desconhecidos.


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GOLD + Soul Of Anubis esta sexta no Cave 45


Os holandeses GOLD vão marcar um dos últimos concertos do Cave 45 e é aquela oportunidade para poderem dizer aos vossos amigos que são fixes e que passaram pela sala (pelo menos uma vez) nos últimos três anos. Os GOLD têm a música adequada (uma banda de post-everything dark nunca desilude) e se forem mesmo darkwavers ainda podem ver os Soul Of Anubis que trazem metal progressivo à mistura. É assim uma noite dark underground mas toda a gente sabe que essas são as melhores noites.

É o seguinte, os GOLD trazem na bagagem o mais recente disco Optimist (2017) que é excelente para todos aqueles que procuram motivação para encarar a vida de uma forma mais positiva (lol, mas é verdade). Já os Soul Of Anubis trazem na bagagem o LP The Monsters Among Us e prometem quel momento de purga. A festa vai ser bonita pá. Venham todos.

O evento oficial é este aqui e os bilhetes custam 8€. Os concertos têm início às 22h30 com abertura de portas às 22h00.




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[Review] The Horrors - V


V // Wolf Tone/Caroline International // setembro de 2017
7.0/10

The Horrors vêm do Reino Unido, mais precisamente de Essex, e tiveram início em 2005. Da sua formação fazem parte o vocalista Faris Badwan, o guitarista Joshua Hayward, o teclista Tom Furse, o baixista Rhys Webb e o baterista Joe Spurgeon. Influenciados tanto por bandas do garage rock dos 1960s – The Sonics - como do post-punk – Bauhaus e The Birthday Party - lançaram o seu álbum de estreia em 2007, Strange House, em que as sonoridades góticas e punk garage estão bem patentes. Temas como “Sheena Is a Parasite” e “Jack The Ripper” colocaram a banda nos radares da música alternativa britânica, tendo aparecido na capa da NME em agosto de 2006. 

Em 2009 chega-nos Primary Colours. Sob a produção de Craig Silvey e Geoff Barrow (Portishead e Beak), abandonam a sonoridade mais rebelde e irreverente de 2007 e editam a sua obra-prima discográfica. Adotam um som distorcido, revestido de escuridão inquieta e agoniante, na vertente do shoegaze e post-punk, com várias inclusões de eletrónica e sintetizadores. Este disco valeu à banda a nomeação de melhor disco de 2009 para a NME e daqui saiu a sua melhor música (pelo menos para o autor desta crítica), "Sea Within a Sea", não desfazendo da também malhona “Who Can Say”, primeiro contacto que tive com a banda em 2009 quando assistia ao extinto canal MTV Two.



A banda ganhou bastante notoriedade com este último disco e em 2011 surgiu Skying, tal como as primeiras incursões pelo neo-psicadelismo. Produzido pela própria banda, as guitarras ruidosas passaram para segundo plano, dando lugar aos sintetizadores e a algum reverb excessivo. De Skying surgiram hinos como “Still Life”, que se enquadraria perfeitamente na cena musical dos anos 80 como uma música dos Simple Minds.

Continuado o seu caminho, em 2014 a banda edita Luminous, aquele que é discutivelmente o seu álbum mais fraco. Não se nota evolução face a Skying, voltando a aposta a cair nos sintetizadores e a jogar pelo seguro. Luminous apresenta-nos uns Horrors mais “luminosos”, como diz o próprio título, alegres e dançáveis. Ainda assim, os singles não são de todo memoráveis, sendo “Jealous Sun” das poucas músicas que nos despertam qualquer interesse. 

Em junho deste ano, o quinteto anunciou que o seu quinto álbum de estúdio, V, chegaria a 22 de setembro, com produção de Paul Epworth, responsável por trabalhos de artistas como FKA Twigs, Lorde, Rihanna, Adele, Coldplay ou U2, entre outros. Foi a primeira vez desde que Primary Colours que a banda chamou um produtor externo.

O primeiro single de V a ser apresentado foi “Machine”, tema de sonoridades industriais, noise e shoegaze. Parecia um regresso às sensações de Primary Colours, aquela negridão sufocante. No entanto, o surpreendente single “Something to Remember Me By” mostrou que essa não era a direção que a banda iria tomar. Este single mostrou-nos uns Horrors a enveredar pelos campos do synthpop, com pitadas de balearic beat que se dança nas pistas de Ibiza. Uma aposta ambiciosa a relembrar-nos os míticos New Order. Apesar de às primeiras audições ter estranhado bastante o tema que encerra V, este resulta extraordinariamente bem quando vamos sair à noite, tornando-se um autêntico malhão nas pistas de dança. 



O tema que abre V, “Hologram”, é um bom indicador da mescla de sons que a banda procura neste novo álbum – industrial, algum psicadelismo, sintetizadores e percussão a lembrar os saudosos anos 80. A faixa que se segue, “Press Enter to Exit”, surge num contexto completamente isolado, uma espécie de dub rock que soa ao fenómeno Madchester, que assolou o UK nos anos 90. O tema “Ghost” segue o mesmo caminho que a faixa introdutória de V, sendo um dos temas que melhor resulta neste álbum. Por sua vez, “Weighed Down”, terceiro single de V, traz-nos mais uma vez as memórias de Primary Colours, com tonalidades mais sombrias do post-punk e alguma distorção à mistura a partir dos 4 minutos, totalmente adaptadas a esta fase mais eletrónica do grupo. 

Em “Gathering” ouvimos pela primeira vez na discografia da banda uma guitarra acústica, embebida em reverb, com influências do britpop dos 90s. Em V há também espaço para baladas, como é o exemplo de “It’s a Good Life”, tema que se destaca mais pelo facto de ter sido escrito sobre Peaches Geldof, socialite e modelo inglesa que faleceu em 2014 devido a uma overdose de opióides, com quem Badwan namorou brevemente. Tanto “Point Of No Reply” e “World Below” foram as músicas mais facilmente esquecíveis no conjunto das dez faixas que compõem V.



A fórmula da banda compor canções não mudou em V, no entanto arriscaram num som mais comercial ao jeito dos Depeche Mode e Human League e deram-se bem. As melodias são fortes e exploram vários territórios, desde o industrial, ao psicadelismo e synthpop, sem nunca perder a essência dos Horrors. Ao contrário dos outros trabalhos, em V a voz de Badwan está mais forte e audível que nunca, mas as letras continuam vagas e com pouco conteúdo, ofuscando o verdadeiro potencial da banda. 

A tour que a banda fez com New Order em novembro de 2015 parece ter influenciado estas novas sonoridades de V. Apesar de Webb ter dito que banda quis compor neste novo trabalho “something that sounded quite horrible and quite unsettling again”, uma espécie de regresso às raízes que parecia ser verdade com o single “Machine”, os Horrors prosseguiram nas suas aventuras mais eletrónicas, deixando mais uma vez para segundo plano as guitarras distorcidas de Primary Colours que tanta euforia nos despoletaram ao longo destes anos.

Os Horrors tem dois concertos agendados para Porto e Lisboa, primeiro no Hard Club, a 9 de dezembro, e depois no Lisboa Ao Vivo, a 10.


Texto por: Rui Gameiro

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

STREAM: James Ferraro - Troll


Sem qualquer tipo de aviso prévio, eis que o sempre enigmático e imprevisível James Ferraro disponibiliza mais uma nova coleção de músicas. Com um título sugestivo e apropriado, Troll traz-nos cinco novas faixas partilhadas nesta segunda-feira cibernética pós Black Friday que se encontram disponíveis para audição integral na sua página bandcamp. Troll não marca, no entanto, o primeiro lançamento de Ferraro no presente ano, com o produtor a manter-se bastante ativo ao longo do ano através de registos como Fanfare For The Boston Marathon 2017, editado em abril, e ainda Anthrospray: Music for Extinction Renaissance, um curioso conjunto de músicas editado em cartões de crédito USB que se encontraram disponíveis numa das suas exibições a solo na Loyal Gallery, em Estocolmo no mês de julho.


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Ducking Punches e We Bless This Mess juntos em Portugal


A digressão em formato acústico dos projetos Ducking Punches e We Bless This Mess começou no passado dia 15 de novembro em Bristol e vai terminar entre os dias 29 e 30 de novembro a 1 de dezembro no Porto, Cascais e Loulé, respetivamente. Ambos com próximos álbuns na bagagem, estas datas vão também servir de mote para apresentar vários temas novos, em primeira mão. Ducking Punches vem de uma digressão em formato banda nos EUA, no mês passado, enquanto que We Bless This Mess andou na região da Galiza ao lado de Tim Vanto.

O concerto do Porto, no Café au Lait, tem entrada gratuita. Todas as informações adicionais aqui. As entradas para o concerto de Cascais, no Stairway Club custam 7,5 € com informações adicionais aqui e o concerto de Loulé, no Bafo de Baco tem entrada a 5€ com as informações adicionais aqui.




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domingo, 26 de novembro de 2017

seteoitocinco agencia The Miami Flu + Jesus the Snake no Plano B


A associação seteoitocinco traz a palco portuense, mais especificamente ao Plano B, o seu segundo evento que contará com as bandas portuguesas The Miami Flu e Jesus The Snake e acontece no próximo dia 1 de dezembro. Os concertos estão agendados para as 22h00 e todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.

The Miami Flu


Baseados em Vale de Cambra os The Miami Flu entram num território minado por algum psicadelismo dos anos 60 e 70, género muito apreciado pela banda e que é inevitável referenciar. Mas a coisa não se fica por aqui no que toca a referências. As muitas horas gastas a jogar videojogos retro, e as respetivas bandas sonoras influenciaram o processo criativo final. Esta influência confere às canções uma componente pop que nos remete para gloriosos palcos e estúdios dos anos 80 e 90.


Jesus the Snake


Jesus the Snake são um quarteto de Vizela e integram na sua composição o Jorge Lopes (guitarra), o João Alves (teclas), o Rui Silva (baixo) e o João Costa (bateria). Nasceu em maio de 2016 e a sua sonoridade assenta no stoner\rock e lançaram em abril o single "Floyds I" e, em junho, o seu sucessor, "Karma", daquele que será o seu auto intitulado primeiro álbum Jes​us the Snake. Este verão passaram por festivais como o Sonicblast Moledo e o Festival Ecos do Lima.


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Festival Termómetro arranca a 1 de dezembro


O Festival Termómetro vai voltar a invadir algumas das cidades portuguesas com projectos emergentes no panorama nacional para aquela que vem a ser a sua 23ª edição, a decorrer ao longo dos dois primeiros fins-de-semana do mês de dezembro. O festival arranca já na próxima sexta-feira, dia 1 de dezembro e traz um total de 20 artistas distribuídas por quatro cidades - Fundão, Porto, Aveiro e Lisboa. À semelhança das edições anteriores a final volta a decorrer na capital, a 13 de janeiro, no Cinema São Jorge.

Os vencedores da 23ª edição do Termómetro terão lugar assegurado na edição 2018 do NOS Alive e do BONS SONS. Todas as informações podem ser encontradas aqui. O programa completo segue abaixo:

PROGRAMA

1 de dezembro  - A Moagem - Cidade do Engenho e das Artes, Fundão 

CAIO 
MAFIA 73 

7 de dezembro - Maus Hábitos, Porto


8 de dezembro - Teatro Aveirense, Aveiro


9 de dezembro - Sabotage Club, Lisboa


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