sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Reportagem: IAMTHESHADOW + Lur Lur [Sons Na Aldeia, Sociedade Musical 5 de Outubro]


Na noite de 09 de dezembro de 2017, as sonoridades diferenciadas passaram novamente pela Aldeia de Paio Pires. Com organização da CoopA - Associação Aldeia Cooperativa de Artes, a terceira edição do Sons Na Aldeia trouxe à Sociedade Musical 5 de Outubro, duas bandas distintas, os Lur Lur e os IAMTHESHADOW

Os primeiros a subir ao palco do Salão Nobre da Sociedade Musical 5 de Outubro foram os IAMTHESHADOW, que abriram as ostes com o excelente "The Winter's Long". Ao longo de quase uma hora ecoaram as sonoridades alicerçadas numa electrónica bem vincada, com uns laivos de dark wave, assentes nos seus dois álbuns, Everything in This Nothingness (2016) e All Our Demons (2017). IAMTHESHADOW é um projecto criado em 2015 por Pedro Code ao qual se juntaram, no final de 2016, Vitor Moreira e Herr G e que curiosamente tem tocado mais vezes fora de Portugal. 

IAMTHESHADOW

Lur Lur

A segunda banda da noite, da Edição III do Sons Na Aldeia, também tem ligações ao estrangeiro, pelo menos na parte editorial - o seu EP Love Will Keep Us Together, saiu pela brasileira The Blog That Celebrates Itself Records em versão digital em 2015 - e também porque foi em Espanha que no ano passado lhes foi atribuído nos prémios Pop Eye o de Grupo Revelação Português 2016.

Lur Lur

Lur Lur, banda de Peter Peter, Lucinda Sebastião, João Simões, João Fininho e Nuno Camilo, subiram ao palco já passava das 23h00, para uma actuação, de mais de uma hora, intensa e de grande entrega. "Soul Queen" abriu para um set fantástico, onde desde cedo Peter e a sua banda soube "agarrar" a audiência. Com dedicatórias e muita emoção, o pop e o rock estiveram entrelaçados em mais uma noite de Sons na Aldeia. Este concerto ficou ainda marcado pela estreia em palco do novo tema da banda intitulado "The River". 

Lur Lur

O Sons Na Aldeia - evento produzido e organizado com a chancela da CoopA - contou nestas três edições com o apoio da União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, da Sociedade Musical 5 de Outubro e ainda o apoio logístico da Câmara Municipal do Seixal. A fotogaleria do evento pode ser consultada aqui.

IAMTHESHADOW + LUR LUR [Sons na Aldeia, Aldeia de Paio Pires]

Texto: António Caeiro
Fotografia: Virgílio Santos

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[Review] Brockhampton - trilogia SATURATION


SATURATION // Empire Distribution // junho de 2017 // 7.3
SATURATION II // Empire Distribution // agosto de 2017 // 8.0
SATURATION III // Empire Distribution // dezembro de 2017 // 8.5

Nesta crítica, vai-se fazer algo um pouco incomum. Falemos dos Brockhampton, um grupo de vários jovens formado em Los Angeles que anda a causar sensação no mundo do hip-hop e r&b, muito devido ao facto de apresentarem uma abordagem bastante ecléctica e espontânea ao género, e de se terem proposto a lançar três álbuns - a chamada trilogia SATURATION - ao longo deste ano. E regra geral, lançar mais que um álbum num único ano e manter a mesma qualidade geral ao mesmo tempo costuma ser algo complicado de se cumprir.

Apesar de se descreverem como "a primeira boy band da internet", os Brockhampton são um exemplo peculiar de tal categoria. Reza a lenda de que Kevin Abstract, o líder do grupo, tinha acabado de dissolver outro grupo (AliveSinceForever) e das cinzas desse grupo, acabou por formar os Brockhampton com vários novos membros - rappers, cantores, produtores e até criativos que trabalham noutras frentes - alguns deles recrutados em fóruns de fãs do Kanye West. Quanto ao ADN do grupo em si... pense-se em West e em Odd Future, ou mais especificamente, no espírito aventureiro de experimentação DIY com o género, o ocasional flirt com sensibilidades pop, e o facto de nunca perderem a alma e divertirem-se a fazer o que bem sabem fazer.

Antes de fazer um breakdown das faixas mais fortes do alinhamento de cada álbum, é bom estipular o facto de eles terem uma espécie de template em comum, em que parte do alinhamento é composta de um lado mais enérgico e a outra parte é composta por um lado mais emotivo - ambas as facetas também se interligam em certas faixas - além de terem um punhado de interlúdios para dar azo à natureza conceptual da trilogia, abordando temas de camaradagem, jornadas de desenvolvimento pessoal, e assuntos sociais como o racismo, a xenofobia, etc., proferidos em versos com uma confiança de gente grande e o coração no lado certo. Outra coisa a estipular é a habilidade por detrás da produção, pois mesmo as faixas que deviam colidir em termos de dinâmica, mood, etc.., arranjam maneira de soar coesas. Posto isto...

Comecemos pelo primeiro álbum, lançado em Junho. SATURATION começa com "HEAT", uma faixa harsh q.b., em termos de produção e letra, e um dos claros destaques. "GOLD" é bem vivaço, a usar imagery habitual do hip-hop (imensas referências a gold chains para representar a confiança e a procura pelo respeito merecido por parte de Kevin). Outra faixa forte é "FAKE", que é das faixas mais chillout deste alinhamento. "BUMP" é uma faixa que contrasta consigo mesma com uns beats fortes a dar lugar a um trabalho de guitarra sombria breve de vez a vez pela faixa toda. "SWIM" é um tune R&B com o cliché habitual do uso de autotune a funcionar a favor do grupo, tornando a faixa aprazível. "CASH" tem um instrumental meio gritty, batendo certo com a letra a abordar a vida nos guetos; "BANK" dá ênfase à fase de transição do grupo para a Califórnia com um instrumental mais rítmico. É um bom esforço no geral, mas salvo uma ou outra exceção, os pontos fortes deste álbum empalidecem em comparação com o resto da trilogia, revelando ser o elo mais fraco.



A seguir, há a segunda parte da trilogia, lançada em Agosto. Tal como no primeiro álbum, SATURATION II tem um início sólido em "GUMMY". "JUNKY" é também meritório de desfilar entre os pontos fortes, com todos os membros a descreverem o seu background, as suas agruras a enfrentar a vida. "QUEER" pega no significado original da palavra (i.e.: "estranho") e refere às peculiaridades de cada membro. "SWAMP" aborda temas desde a ascensão da banda até a mais uns dissabores que alguns no grupo sofreram (insucesso escolar, relações mal amanhadas). "TOKYO", que retrata os vários arrependimentos e preocupações que perseguem o grupo, começa com um falseto bonitinho e dá lugar a uns versos impecáveis. "SUNNY" reflete algumas das dificuldades porque o grupo passou com uma guitarra de fundo mais animadora a servir de contraste, dando a entender que, apesar de tudo, valeu a pena. "SUMMER" é um final satisfatório, com uma aura melancólica, dando primazia à tendência para o espectro R&B que a banda revela aqui e ali. Aqui já se revelam algumas melhorias em comparação com o primeiro álbum, o que é impressionante tendo em conta o espaço de tempo entre os dois registos.


Por fim, SATURATION III, lançado agora em Dezembro. "BOOGIE" é um tremendo início de álbum, com o instrumental impetuoso e festivo; "ZIPPER" continua essa onda mais enérgica, se bem que mais controlada em comparação; "BLEACH" deve ser das melhores faixas do grupo, com o feature do amigo da banda Ryan Beatty a dar um bocado da sua alma ao refrão; "JOHNNY" é bem smooth no geral, a abordar mais sobre a vida do grupo em conjunto; "ALASKA" aborda mudanças da vida, mais especificamente circunstâncias em que andaram em trabalhos mundanos e eventualmente deixaram isso para trás e tornaram-se célebres de certa maneira; "HOTTIE" aborda a azáfama de viver no geral, e de como é bom ter amizades para esquecer a tal azáfama por uns instantes; "SISTER/NATION" é qualquer coisa também, com a primeira parte da faixa a ser frenética e a fazer uma transição para a segunda parte, com traços mais cloudy. "RENTAL" é ainda outra faixa a revelar a costela mais R&B do grupo. "TEAM" é a faixa que fecha o alinhamento, começando com um registo mais sappy - se bem que ainda aprazível - sobre um amor não correspondido... que eventualmente faz uma transição a uma mão cheia de críticas sociais com mudança radical de instrumental a acompanhar, e que acaba com os primeiros segundos de "HEAT", formando um loop entre a trilogia toda. Este álbum revela-se como o ponto alto entre os três álbuns todos, em que o grupo já usa melhor os seus pontos fortes individuais.


Apesar de haver algum desgaste devido à quantidade de faixas (quarenta e oito faixas ao todo!) e de revelarem ter um hábito ocasional de abordarem dois ou mais temas, estes álbuns são uma prova irrefutável da versatilidade e da autenticidade destes marmanjos. Já com uma legião de fãs considerável, estes rapazes terão então uma clara margem de crescimento dentro da cena do género, portanto é esperar e ver o que eles terão em mente para o futuro. Provavelmente a espera não irá durar muito, uma vez que eles já têm um registo agendado para o próximo ano, intitulado Team Effort.

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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Mais dois nomes confirmados para Paredes de Coura


O cantor soul Curtis Harding e os norte-americanos ...And You Will Know Us by the Trail of Dead são os dois novos nomes a juntar-se ao cartaz do Vodafone Paredes de Coura 2018. Ambos tocam no dia 17 de agosto, dia para o qual também já foi confirmado Skepta.

O festival decorre entre 15 e 18 de agosto. Os passes gerais custam 85€ e o fã pack Fnac, que inclui uma t-shirt natalícia, está à venda por 90€.

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Skepta em Paredes de Coura



Após o anúncio da presença de Björk no Vodafone Paredes de Coura 2018, foi confirmado agora que Skepta também irá regressar a Portugal para integrar o cartaz do festival. O britânico actua dia 17 de agosto.

O festival decorre entre 15 e 18 de agosto. Os passes gerais custam 85€ e o fã pack Fnac, que inclui uma t-shirt natalícia, está à venda por 90€.

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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Amanhã há Merry Psychmas no Mercado Negro, Aveiro


Amanhã a Associação Cultural Mercado Negro, em Aveiro, recebe concertos dos espanhóis Acid Mess e dos portugueses Amaterazu para uma celebração de natal pintada em tonalidades psicadélicas. O concerto está inserido na rota psych-natalícia produzida pela Ya Ya Yeah - o Merry Psychmas - e chega a Aveiro pelas mãos da Covil e da Tago Mago. Festão prometido e pronto para arrasar a cave do Mercado, ora leiam/oiçam.

"Residentes habituais do SonicBlast Moledo, como fãs e como mestres do palco, os Acid Mess descem das Astúrias apenas para escalar outra cadeia montanhosa em formato de riff. Com 2 EP's e igual número de longa durações, o trio espanhol navega entre o psych e o prog, numa viagem com meia dúzia de alucinogénios na bagagem."


"Os Amaterazu carregam nos riffs a natividade e transcendência de todos os povos do espaço-tempo, numa abordagem pouco conservadora do post-metal e derivados. Arrasam-te os miolos que nem Adamastor, num oceano onde o trio de Viseu tem tudo para ser senhor dos mares."


O concerto tem início previsto para as 22h00 e as entradas têm um custo de 5€. Todas as informações adicionais aqui.

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Mdou Moctar regressa a Portugal para dois concertos


O guitarrista tuareg Mdou Moctar vai estar de volta a Portugal em 2018, dois anos depois de ter passado pela última vez nas nossas terras. Sousome Tamacheck é o nome do mais recente trabalho de Mdou, um trabalho composto por riffs tradicionais do Sahara adaptados à guitarra eléctrica.

No regresso para apresentar este álbum, Mdou Moctar vai passar pelo Musicbox (Lisboa) a 20 de março e pelo gnration (Braga) a 22 de março. Na capital, os bilhetes para este concerto vão ter o custo de 10 euros. Em Braga, a primeira parte do respectivo evento vai ser dos bracarenses Bed Legs, sendo que aqui o bilhete custará 5 euros.


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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

L'An2000 e Fragrance confirmados no MONITOR 2018


Antes de fechar 2017 a Fade In acaba de anunciar dois novos nomes e igualmente duas estreias absolutas em Portugal que vêm inaugurar o cartaz da edição de 2018 do MONITOR - o minimal wave & post-punk international rendez-vous: L'An2000 e Fragrance.

Os franceses L'An2000, trio constituído por Wandy Giraud (voz, guitarras e teclas), Benoît Aubert (bateria) e por Tom Foucaud (baixo e treclas) apresentam no MONITOR a sua "pop retrofuturista com doses equitivas de coldwave, new wave  e post-punk". A banda dividida entre Nantes, Paris e Les Sables d’Olonne apresentará em Leiria o seu mais recente Illusions EP e o LP de estreia Strangers (2015).




Fragrance é o projecto a solo de Matthieu Roche, sediado em Paris, cuja música synthpop tem um universo conquistador pela escolha de sons suaves mas incisivos e do timbre vocal de Matthieu que de alguma forma faz relembrar a sonoridade dos canadianos TR/ST. O seu EP de estreia, Dust & Disorders e o novo trabalho a sair em 2018 serão a bagagem de apresentação no MONITOR.



O MONITOR acontece a 26 de maio ainda com espaço por revelar, em Leiria. Todas as informações adicionais podem ser enontradas aqui.

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domingo, 17 de dezembro de 2017

Os discos e 'trips' que este ano ofereceu ao Pedro


Como fãs incondicionais do rock psicadélico não conseguimos compreender se a "moda" passou ou não. Certo é que 2017 foi um ano cheio de discos de nível, pelo que pedimos ao Pedro Figueiredo Guerra para te facilitar a vida: escolher os 5 melhores. 

PAPIR - V


Os Papir são das melhores prendas que a cena psicadélica europeia nos ofereceu na última década. Filhos prodígios da El Paraíso Records, editora criada pelos membros de Causa Sui, a banda de Copenhaga chegou a 2017 com um disco diferente. Numa abordagem mais espacial do que rockeira, o 5º LP da banda é um cruzeiro experimental com paragem obrigatória nos tops deste ano.


Mother Engine - Hangar



Os Mother Engine são uma daquelas bandas alemãs que conhecemos desde que rebentou o ‘boom’ do stoner-rock, cerca de 2010. Na altura, de tão fanáticos que éramos, buscávamos qualquer disco que qualquer blog nos oferecia, numa práctica que se manteve ao longo dos anos e que nos permitiu uma boa triagem às bandas da cena. Os Mother Engine eram uma delas, e apesar da memória nos resgatar boas indicações, eram tipo "os campeões da 2ª divisão". Em 2017 mandaram a nossa opinião à bardamerda com Hangar enquanto se iam em direção à "Liga dos Campeões", com direito a um dos concertos do ano, ali no Cave 45. Disco Top!


Minami Deutsch - New Pastoral Life


Apesar deste disco nascer em 2016, foi este ano que os Minami Deutsch se deram a conhecer em Portugal, aproveitando o embalo nipónico concedido pelos Kikagayo Moyo, com quem partilham membros e a Guruguru Brain, editora por eles fundada. Mal ouvimos o disco pela primeira vez, chamamos-lhes logo de "Föllakzoid do Japão", numa mescla de kraut-rock com sons tipicamente orientais que encaixam que nem um mimo. Imperdível, tipo Oliver Tsubasa do rock psicadélico.


Kungens Män - Dag and Natt



Chegados da Suécia, os Kungens Män tocam desde 2012 e são das pérolas mais bem guardadas da blogosfera. Com fome de improviso e experimentação, este é o disco mais versátil da lista, tamanhos são os quadrantes a que chegam com o kraut como camada principal. O colectivo escandinavo vai do noise ao free-jazz, passando pelo shoegaze e por onde bem entenderem, sem uma linha pré-definida do caminho a percorrer. O que importa é que esteja a gravar, e neste disco agradecemos por cada um dos 80 minutos.


Radar Men From the Moon - Fuzz Club Sessions // Subversive III: Spelende De Mensa


Conhecemos os Radar Men From the Moon aos tempos, e os dois primeiros discos foram absolutamente incríveis e de boa digestão. Algures por aqui, no meio do terceiro lançamento e de umas quantas colaborações fomos perdendo o interesse, talvez porque a abordagem mais electrónica que assumiram não funcionasse tão bem em disco como em concerto. Isto porque nesta live session, gravada para a Fuzz Club (senhora editora), recolhem malhas que em disco nunca nos puxaram muito mas parecem resultar bem aqui. Entretanto lançaram um álbum no início deste mês, mas esta lista já estava fechada. Fica para o ano, mas fica o link.



Texto por: Pedro F. Guerra e Luís D. Masquete 
Ilustração: Inês Dixe

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Os melhores concertos de 2017


Em 2017 o nosso país recebeu a visita tão ansiada de Death Grips, a estreia de BadBadNotGood e o recital techno de Aphex Twin, como se de uma boa rave dos anos 90 se tratasse. Um ano para todos os gostos, com grandes bandas e projetos musicais a proporcionarem-nos excelentes concertos.

A nossa redação elegeu aqui os concertos com os quais mais vibrou ao longo de 2017.

David Madeira 
1. Amenra - Reverence Santarém
2. Swans - Hard Club, Porto
3. Lubomyr Melnyk - TAGV, Coimbra
4. Terry Riley & Gyan Riley - Serralves em Festa
5. Angel Olsen - NOS Primavera Sound
6. Oathbreaker - Reverence Santarém
7. The Gaslamp Killer - Milhões de Festa
8. Julien Baker - NOS Primavera Sound
9. And So I Watch You From Afar - Hard Club, Porto
10. Bo Ningen - Reverence Santarém

Duarte Fortuna
1. Ifriqiya Electrique - Milhões de Festa
2. Bitchin Bajas - Passo dos Condes, Barcelos
3. Ondness e Pedro Sousa - Irreal, Lisboa
4. Filipe Felizardo - Casa da Cultura, Setúbal
5. FaUSt & Gnod - Milhões de Festa
6. Yves Tumor - Milhões de Festa
7. Solar Corona - Barcelos
8. José Cid apresenta "10.000 anos entre vénus e marte"- Aula Magna, Lisboa
9. Dotorado Pro - Pinhal Novo
10. Vive Les Cônes - Damas, Lisboa

Edu Silva
1. Arab Strap - NOS Primavera Sound
2. John Maus - Maus Hábitos, Porto
3. Aphex Twin - NOS Primavera Sound
4. Death Grips - NOS Primavera Sound
5. Run The Jewels - NOS Primavera Sound
6. Angel Olsen - NOS Primavera Sound
7. Soviet Soviet - Hard Club, Porto
8. Royal Trux - NOS Primavera Sound
9. Black Bombaim + Peter Brotzmann - Passos Manuel, Porto
10. James Ferraro - Passos Manuel, Porto

Filipe Costa 
1. Aphex Twin - NOS Primavera Sound
2. William Basinski - Jardins Efémeros, Viseu
3. Kraftwerk - Neopop
4. Swans - Hard Club, Porto
5. Lawrence English - Semibreve, Braga
6. Lightning Bolt - Vodafone Paredes de Coura
7. John Maus - Maus Hábitos, Porto
8. Hungtai, Ferrandini e Maranha - Passos Manuel
9. Perfume Genius - Festival Para Gente Sentada, Braga
10. Croatian Amor - Jardins Efémeros, Viseu

Francisco Lobo de Ávila 
1. !!! - Hard Club
2. The Make Up - NOS Primavera Sound
3. Alex Cameron - Vodafone Paredes de Coura
4. Escape-Ism - Cave 45, Porto
5. The Jesus And Mary Chain - Vilar de Mouros
6. Benjamin Clementine Vodafone Paredes de Coura
7. Herbie Hancock - Mimo
8. Psychedelic Furs - Vilar de Mouros
9. Richie Hawtin - NOS Primavera Sound
10. Jung An Tagen - Favela Au Lait, Café Au Lait)

Hugo Geada
1. Colour Haze - Sonic Blast Moledo
2. King Gizzard and the Lizard Wizard - NOS Primavera Sound
3. Black Angels - NOS Primavera Sound
4. Ty Segall - Vodafone Paredes de Coura
5. Swans - NOS Primavera Sound
6. Monolord - Sonic Blast Moledo
7. BadBadNotGood - Vodafone Paredes de Coura
8. Mono - Reverence Portugal
9. Stoned Jesus - Hard Club, Porto
10. Angel Olsen - NOS Primavera Sound

João Barata
1. Death Grips - NOS Primavera Sound
2. Aphex Twin - NOS Primavera Sound
3. BadBadNotGood - Vodafone Paredes de Coura
4. Lightning Bolt - Vodafone Paredes de Coura
5. Lubomyr Melnyk - TAGV, Coimbra
6. Angel Olsen - NOS Primavera Sound
7. Sex Swing - Milhões de Festa
8. Flying Lotus - NOS Primavera Sound
9. Sacred Paws - Milhões de Festa
10. King Gizzard and the Lizard Wizard - NOS Primavera Sound

Rui Gameiro
1. Rolando Bruno - Sabotage Club, Lisboa
2. BadBadNotGood - Vodafone Paredes de Coura
3. Thurston Moore - Lux Frágil, Lisboa
4. GAS - Teatro Maria Matos
5. Aphex Twin - NOS Primavera Sound
6. Angel Olsen - NOS Primavera Sound
7. Jenny Hval - Lux Frágil, Lisboa
8. Death Grips - NOS Primavera Sound
9. Emma Ruth Rundle - Sabotage Club, Lisboa
10. Father John Misty - Coliseu dos Recreios

Rui Santos
1. Swans - NOS Primavera Sound/ Hard Club, Porto
2. Death Grips - NOS Primavera Sound
3. The Make-Up - NOS Primavera Sound
4. King Krule - Vodafone Paredes de Coura
5. BadBadNotGood - Vodafone Paredes de Coura
6. Lightning Bolt - Vodafone Paredes de Coura
7. King Gizzard and the Lizard Wizard - NOS Primavera Sound
8. Los Pirañas - Serralves em Festa
9. At the Drive-In - Vodafone Paredes de Coura
10. And So I Watch You From Afar - Hard Club, Porto

Sónia Felizardo
1. Bärlin - Entremuralhas
2. Holygram - Hard Club, Porto
3. Nicole Sabouné - Entremuralhas
4. Tisiphone - Post-Punk Strikes Back Again
5. Atari Teenage Riot - Entremuralhas
6. Bleib Modern - Post-Punk Strikes Back Again
7. GOLD - Cave 45
8. Perturbator - Entremuralhas
9. Rolando Bruno - Sabotage Club, Lisboa
10.Front Line Assembly - Entremuralhas

Tiago Farinha 
1. Death Grips - NOS Primavera Sound
2. Aphex Twin - NOS Primavera Sound
3. Ho99o9 - Vodafone Paredes de Coura
4. Angel Olsen - NOS Primavera Sound
5. DJ Firmeza - B'Leza
6. Thurston Moore - Lux Frágil
7. King Krule - Vodafone Paredes de Coura
8. BADBADNOTGOOD - Vodafone Paredes de Coura
9. King Gizzard and the Lizard Wizard - NOS Primavera Sound
10. Allen Halloween - FCSH

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