sábado, 30 de junho de 2018

[Review] SOPHIE - Oil of Every Pearl's Un-Insides


Oil of Every Pearl's Un-Insides // Transgressive Records // junho de 2018
8.0/10


Produtora de algumas das músicas de bubblegum bass mais marcantes dos últimos anos, como “Lemonade”, “Hard”, “Hey QT” (de QT) e “Vroom Vroom” (Charli XCX), SOPHIE lançou este ano o seu álbum de estreia, Oil of Every Pearl’s Un-Insides. Este enquadra-se no mesmo género musical, mas aborda-o de diversas formas diferentes, tornando-se mais dinâmico e variado.

A primeira faixa, “It’s Okay to Cry” é imediatamente algo novo na discografia de SOPHIE, uma balada. Uma canção agradável, apesar de bastante convencional, que acaba por funcionar bem no contexto do álbum, onde contrasta com as outras faixas e serve como uma introdução leve ao que se segue: duas músicas densas e bem mais pesadas e barulhentas, influenciadas pela música industrial. “Ponyboy” e “Faceshopping” demonstram todo o talento de SOPHIE como produtora, com o seu uso de uma variedade de sons espetaculares muito bem misturados. A primeira destas duas é mais imediatamente dançável, mas a segunda é no mínimo igualmente boa e recompensa qualquer ouvinte especialmente atento, com todos os seus detalhes e texturas. Estas músicas fluem perfeitamente entre elas, e juntam sintetizadores e vozes que podiam integrar uma música pop a sons mais pesados, metálicos, desconfortáveis e distorcidos.



Após este pico de intensidade, esta diminui até ao início de “Immaterial”, uma das melhores e mais divertidas canções pop deste ano. No fim está “Whole New World/Pretend World”, que nos seus primeiros minutos volta aos sons desconfortáveis e caóticos da 2ª e 3ª faixa, antes de se transformar em música ambiente. Este último tipo de sonoridade também se encontra na bastante aborrecida e desinteressante “Pretending” e em menos abundância em “Is it Cold Water?” e até “Infatuation”. Estas duas canções são calmas e contêm bonitas melodias de voz e diferentes sons de sintetizador a preencher os fundos de maneira muito eficaz e interessante.

O álbum não é perfeito, mas mostra uma artista em crescimento, a explorar diferentes sons e a demonstrar muito talento. É muito original e bem produzido, com melodias que ficam na cabeça, arranjos bem conseguidos e boas performances vocais da colaboradora Cecile Believe.

0 comentários:

Enviar um comentário