domingo, 12 de agosto de 2018

7 ao mês com Dead Astropilots


Formados por Rachel Biggs e Simon Dak, os Dead Astropilots são a primeira banda internacional a participar na nossa rubrica "7 ao mês", cujo objetivo é o de apresentar bandas/artistas ou promotores através dos seus gostos musicais. Para o mês de agosto convidámos a dupla francesa - que editou em janeiro deste ano pela Manic Depression Records, o sucessor de ... And Reach Palm Springs (2012), intitulado New Control - desafiando-os a escolherem sete artistas/bandas ou álbuns/músicas que os influenciaram como artistas ou pessoas.

As sete escolhas da dupla eletrónica de post-punk sediada em Lille, que combina os elementos da new-wave monocromática à energia orgânica do punk e ao rigor hipnótico da música retrowave, podem ler-se e escutar-se abaixo.


Ciccone Youth: The Whitey Album 

Sonic Youth e Madonna numa tremenda colisão lo-fi! Máquinas barulhentas, guitarras estridentes e pop mainstream todos misturados! 
Este é o caminho que adoptamos desde o início dos Dead Astropilots. Electro muito reles e distorcido, com riffs de guitarra e estruturas pop. É também uma grande representação do mundo onde temos vivido.



Kraftwerk 

Esta banda é provavelmente a mais importante de todas para nós. Eles são a definição de música electrónica clássica. Enquanto músicos, temos backgrounds muito diferentes (Rachel estudou música clássica primeiro, e Simon é um produtor de música eletrónica autodidata) e os Kraftwerk foram a banda perfeita para reunir as nossas influências e gostos musicais. 
Para o Simon, eles também fazem parte das suas primeiras experiências musicais, tendo ouvido Radio-Activity na rádio quando era novo. 



The Doors 

Os The Doors eram "os nossos Beatles" por muitas razões. Eles eram músicos brilhantes que escreveram belas canções com atmosferas obscuras. Eles também levaram-nos a apreciar poesia e rock de cariz literário. É também graças a eles que descobrimos os escritores da Beat Generation que foram muito influentes na hora de escrever letras.



The Cure: Seventeen Seconds 

O som do Inverno! Nós ouvimos The Cure desde a adolescência. Mas este álbum em particular é-nos mais marcante devido ao seu minimalismo e à sua energia obscura. O Robert Smith também é um dos nossos guitarristas preferidos.



Igor Stravinsky: The Rite Of Spring 

Temos ouvido imensas bandas sonoras de filmes, e para nós, "Le Sacre du Printemps" é a raíz do que é considerado moderno na música clássica. É sempre uma aventura ouvir esta peça. Ouvimos uma versão do ballet em Paris há uns anos sob a direção de Romeo Castellucci. Não havia músicos nem bailarinos em palco. Tinha tudo sido substituído por colunas e máquinas gigantes. Foi uma experiência inesquecível! 



Dead Can Dance 


Esta banda é a influência mais importante para a Rachel. Não há cantores que se assemelham à Lisa Gerrard. A música deles inspira-nos bastante por causa do cruzamento entre partes tradicionais e arranjos tecnológicos. Foi também uma maneira de descobrir o universo da world music que nos era estranho.
 


Suicide: Suicide 

Este álbum é tão importante para nós, porque mostra o quão punk a música electrónica consegue ser. Por causa dos Suicide, entrámos num universo de música industrial e electrónica obscura. Também adoramos as letras do Alan Vega. São bruscas e poderosas e ao mesmo tempo poéticas. 


Se quiserem saber mais sobre os Dead Astropilots garantam que os seguem através da página do Facebook e do Bandcamp, onde podem encontrar a sua discografia completa.





-------------------- ENGLISH VERSION --------------------



Formed by Rachel Biggs and Simon DakDead Astropilots is the first international band to be part of our rubric "7 ao mês", whose objective is to present bands/artists or promoters by revealing their musical tastes. This month, we invited the French duo - who released last January, through the Manic Depression Records label, the successor of ... And Reach Palm Springs (2012), titled New Control - challenging them to choose seven artists/bands or albums/tracks that have influenced them as artists or people. 

The seven choices of post-punk/electronic duo placed in Lille, that combine elements of monochromatic new-wave to the organic energy from punk and the hypnotic rigor from retro wave music, can be read and listened to below.


Ciccone Youth:The Whitey Album

Sonic Youth and Madonna in the great lo-fi collider! Noisey machines, screaming guitars and mainstream pop hits mixed together! 
This is the path we've chosen to take at the very beginning of Dead Astropilots. Very cheap and distorted electro, with guitar riffs and pop structures. It is also a great portrait of the world we've grown up into. 



Kraftwerk 

This band is probably the most important one for us. It's a definition of electronic classical music. As musicians, we have very different backgrounds (Rachel first studied classical music, and Simon is a self- educated electro producer) and Kraftwerk was the perfect band to reunite all of our influences and tastes in music. 
For Simon, it's also the first musical memories of his life, when he heard Radio-Activity on the radio as a little child. 



The Doors 

The Doors are "our Beatles" for many reasons. They were brilliant musicians who wrote songs with beautiful dark atmospheres. They also led us to poetry and literary rock. It's also thanks to them that we discovered the Beat Generation's writers that are a huge influence in our process of writing the lyrics. 



The Cure: Seventeen Seconds 

The sound of the winter! Both of us are listening to The Cure since we were teenagers. But this particular album is the most important for us because of its minimalism and dark beauty. Robert Smith is also one of our favorite guitar players.



Igor Stravinsky: The Rite of Spring 

We're listening to a lot of original movie soundtracks, and for us, "The Rite of The Spring" is the root of everything modern in classical music. It's always a trip listening to this piece. We've seen a version of the ballet in Paris a few years ago directed by Romeo Castellucci. There were no musicians or dancers on the stage. Everything had been replaced by gigantic speakers and machines. It's been an unforgettable experience!



Dead Can Dance 

This band is Rachel most important influence. Lisa Gerrard has no equivalent among the other singer. Their music is very inspiring for us because it mixes traditional parts with a very technological arrangement. It's also been a way to discover the universe of world music that we didn't know.



Suicide: Suicide 

This album is so important for us because it shows how punk electronic music can be! Because of Suicide, we entered the universe of industrial music and dark electronic. We also love Alan Vega's writing. It's rough and powerful, and so poetic.


If you want to know more about Dead Astropilots make sure you follow them on Facebook or Bandcamp, where you can buy their work.

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