sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

de Turquoise apresenta 'Camomila' pela França


de Turquoise, o projeto a solo de André Júlio Teixeira, lançou em novembro de 2017 o seu EP Camomila que serve agora de bilhete de apresentação para a tour francesa que arranca já este sábado (13 de janeiro) em Clermont Ferrand, no À La Maison e termina a 1 de fevereiro em Toulouse no La Maison Blanche. As datas da tour podem ser consultadas abaixo.

Em Camomila de Turquoise explora o potencial da simplicidade e elasticidade da guitarra e da voz numa tentativa de encontrar na música, eventualmente, a mesma frequência harmónica do azul que pinta o seu nome. Essa harmonia é projetada, visualmente, num lugar sempre novo, reconfortante e vibrante e audível em Camomila. O EP pode ser ouvido na íntegra, via bandcamp.



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Os melhores EP's de 2017


Para finalizar as listas dos melhores de 2017 - mais um ano repleto em edições de luxo - apresentamos abaixo um resumo dos trabalhos curta-duração (EP's) que mais se destacaram no passado ano para os redatores da Threshold Magazine. Com Kamasi Washington, Death Grips e Perturbator  a liderar o top, aqui fica a lista dos nossos EP's preferidos de 2017.


16 - Orquesta XibalbáOnirófago




15 - Animal Collective - Meeting of the Waters




14 - Kill Your BoyfriendUlrich [VOX 36 EP]




13 - Dedekind CutThe Expanding Domain




12 - YaejiEP2




11 - Schwefelgelb - Dahinter das Gesicht




10 - Croatian Amor Finding People




9 - The Garden - U Want the Scoop?




8 - Ben Frost - Threshold of Faith




7 - Converge - I Can Tell You About Pain




6 - Nine Inch Nails - Add Violence






5 - Carla Dal FornoThe Garden




The Garden vem dar sucessão a You Know What It’s Like (2016), o disco de estreia da australiana Carla Dal Forno, sendo composto por um total de quatro faixas que apresentam uma sonoridade sombria com vocais etéreos e de toada gótica. Com nome a prestar tributo ao single "The Garden" dos Einstürzende Neubauten, este novo EP volta a assinalar uma produção com assinatura da própria artista trazendo iminente a sua formação clássica nas melodias que pinta de negro. Esta técnica é observada logo com o tema de abertura "We Shouldn’t Have To Wait" que, de uma forma automática, é associado às composições de artistas como Darkher e Chelsea Wolfe nos primeiros trabalhos. Já em "Clusters", numa abordagem mais synthpop/dreamwave, e "Make Up Talk" – em ambiente post-punk - são as batidas e os elementos adicionais que mostram que The Garden é uma excelente sucessão ao já muito bem recebido disco de estreia You Know What It’s Like. Uma viagem intrigante às paredes da darkwave.






4 - David Bowie - No Plan 




É inegável a influência que David Bowie deixou no espectro musical, com a sua ambição musical que tanto implicou sonoridades excêntricas e luxuriosas (Hunky Dory, Ziggy Stardust) como ambientes mais atmosféricos e melancólicos (a trilogia de Berlin). Foi um artista que inspirou muitos, constantemente a desafiar as barreiras da música pop/rock como a conhecemos, e que deixou esta Terra pouco depois de lançar o seu último álbum BLACKSTAR★. No mesmo dia em que celebraria 70 anos, é lançado um registo em regime póstumo, No Plan EP, contendo as últimas gravações de Bowie que seguem a mesma linha de BLACKSTAR★: sonoridades jazzy, com uma aura sombria, como que a anteceder a fatalidade e a preparar o ouvinte para tal acontecimento. Fatídica, electrificante e apaixonante, é uma bonita coleção de b-sides de um dos mais icónicos músicos da história.




3 - Perturbator - New Model



Perturbator, o projeto a solo do francês James Kent, regressou em 2017 aos trabalhos com o curta-duração New Model que veio dar sucessão ao muito aclamado The Uncanny Valley (2016) e que em termos sonoros lhe seguiu as pisadas, ao explorar os circuitos sombrios e deslizantes no cerne da vida moderna através dos seus sintetizadores retro-futuristas. O EP, lançado digitalmente em setembro e que chegou às lojas físicas em outubro, é composto por um total de seis faixas, funcionando como uma viagem distópica à medida que a percussão e as linhas de baixo vão sendo sobrepostas em ritmos e caminhos sonoros divergentes. É também em New Model EP que Perturbator mostra a sua ainda pouco explorada faceta industrial, afirmando o seu potencial como produtor. Prova disso são as faixas "Tactical Precision Disarray" – um dos temas que serviu de apresentação de New Model - e "Corrupted By Design". A fechar em grande com o enorme malhão "God Complex", New Model EP é uma das grandes edições curta-duração de 2017 e mais um trabalho marcante na discografia de Perturbator.



2 - Death Grips - Steroids (Crouching Tiger Hidden Gabber Megamix)




É talvez uma constatação ambiciosa, mas nunca nenhum álbum se ficou tão bem pelo título - entre esteróides, referências a um dos mais icónicos filmes de artes marciais de sempre e um dos géneros musicais mais desligados do tecido da realidade-do-colarinho-branco, os Death Grips trazem este compêndio de noise/hip-hop/crueza humana numa dose para cavalos mutantes de 3 toneladas. Apesar de ter sido editado como um só tema, este "Megamix" - uma forma simpática de dizer pastiche de tudo-um-pouco - é uma lufada de ar fresco na forma de 7 temas-furacão de categoria 5. Enquanto artistas continuam a editar álbuns de "hip hop experimental", os Death Grips preenchem a falta de álbuns que sejam verdadeiramente "experimentais" dentro de uma das subculturas mais marcantes da década. Apesar de conseguir enquadrar com facilidade alguns breves momentos calmos, o EP bebe muito da cena rave britânica por entre batidas de - pasme-se! - gabber até house demoníaco com umas paragens por drum'n'bass depois de um fim de semana de a pão, água e - como não podia deixar de ser - esteróides




1 - Kamasi Washington - Harmony of Difference


Apenas dois anos após o lançamento do colossal The Epic, o saxofonista e compositor americano Kamasi Washington e restante companhia (novamente com a participação de Thundercat) voltam às edições com o EP Harmony of Difference, composto por peças escritas para uma exibição no Whitney Museum of American Art. Ao longo dos seus 32 minutos, Harmony of Difference aborda com sucesso vários estilos dentro do jazz com uma espiritualidade enorme, com a sua menor duração quando comparado com The Epic (com três discos e quase 3h de duração) a tornar a sua escuta bastante mais fácil de digerir. Destaque para a última faixa do EP e uma das melhores composições do ano, "Truth", onde a inclusão do coro que também fez parte de The Epic e de vários momentos dos restantes temas, como a melodia de "Integrity" ou o riff de saxofone de "Desire", levam a uma apoteose épica que fecha esta obra com chave de ouro, consolidando Kamasi Washington como um dos maiores nomes do jazz contemporâneo.




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Fugly em entrevista: "O garage é um bocado esse espírito, é tentares fazer por ti próprio"


Depois de terem andado 2 anos na estrada com o EP Morning After na bagagem, os nortenhos Fugly preparam-se finalmente para editar o seu disco de estreia, Millennial Shit, no dia 19 de janeiro via O Cão da Garagem, nas plataformas digitais e em CD. Em baixo podem ler a nossa conversa com Pedro Feio (guitarra e voz) e Rafael Silver (baixo), que aconteceu num final de tarde chuvosa no Teatro São Jorge.

Threshold Magazine (TM): De certeza que vocês já ouviram esta pergunta mais vezes, mas qual é a origem do vosso nome? Tem algo a ver com o teu apelido (Pedro Feio), não é?

Pedro Feio (Pedro) - Sim sim, o nome veio de eu me chamar Pedro Feio, traduzimos para Ugly e depois eu creio que foi o Gil que atirou para o ar "Ah, Fugly!". Na altura não gostei nada da ideia mas depois ficou. Um gajo feio como a merda, "fucking ugly".

TM - Como é que os vossos amigos d'O Cão da Garagem vos ajudaram a arrancar com este projecto?

Pedro - Eles tinham começado a editora mesmo há pouco tempo, tinham lançado só uma cassete dos 800 Gondomar e uma dos Sunflowers, e disseram "Epá, estamos a pensar fazer uma editora, uma cena nossa, lançar projectos e o caraças". Como nós também estávamos na Pointlist, fazia sentido por causa da proximidade. Dissemos então "Siga, vamos para isso". Na altura nem sequer tínhamos ideia de como é que íamos fazer uma edição física do EP nem nada. Pensámos em pôr na net, aí no Spotify. Ou mesmo no YouTube já era fixe. Mas eles disseram "Não pá, nós conhecemos aí uma fábrica que faz cassetes, querem fazer umas cassetes?". Nós concordámos com a ideia e correu mesmo bem, foi fixe. Houve bué malta que ficou muito curiosa com a cena da cassete, porque não é um formato normal.

TM - Sim a cassete "explodiu" nos últimos anos.

Pedro - Sim, e foi uma surpresa. Agora para este novo álbum também estamos com eles e estamos confiantes. Gostamos muito do trabalho do Carlos e da Carolina (Sunflowers).

TM - Nós já ouvimos o vosso álbum e nota-se claramente uma evolução do EP para aqui. Houve algumas diferenças no processo de gravação e composição dos dois registos?

Pedro - Houve. Na captação houve muitas diferenças, tentámos explorar um bocadinho mais outras formas de gravar os instrumentos, com captações diferentes de microfones. Até as guitarras do Nuno ficaram com dois amplificadores, gravámos com dois amplificadores e depois fizemos a mistura de acordo com isso. Alias o Rafael é que fez a mistura (risos). E mesmo na parte composicional, deixámos de ter músicas mais baseadas em riffs como tínhamos no EP e começámos a introduzir mais a voz, até mais formato de canção. Tentámos ser um bocadinho mais curto e grosso em algumas músicas, principalmente no início do disco.

Rafael - Sim, a segunda metade do disco já é um bocadinho voltar às raízes.

Pedro - Exacto, a puxar um bocado para trás.

TM - Porquê dar o nome Millennial Shit ao álbum? Qual é o conceito?

Pedro - Epá, somos todos uma merda (risos). Tem os dois lados. É dizer que somos uma geração que está um bocado na merda e que somos uma merda de geração. E depois também dizer que nós é que somos a cena, nós é que somos a "shit".

Rafael - We are the millenial shit (risos).

Pedro - No fundo é porque o disco todo fala desse tema, intrinsecamente. Dos problemas da nossa geração, dos problemas juvenis da revista Bravo. Será que o Brad Pitt gosta de mim? (risos).


TM - Na "Take You Home Tonight" vocês falam de saudades por uma pessoa. Quem é ela?

Pedro - Epá saudades... não é especificamente saudades.

TM - "I don't miss you, I miss you again".

Pedro - No fundo acho que toda a gente da nossa geração já passou por essa fase da negação, da não-negação, do não-saber. Depois estou bêbado e não sei o que é que decidi.

Rafael - Dos amores espontâneos.

Pedro - E depois ligar às 5 da manhã a dizer "Olha queres voltar?", e responder "Não, não dá" (risos). Pronto essas merdas que constantemente acontecem nas nossas saídas, na nossa maluqueira toda. Por isso acho que é dirigido a toda a gente que passa por uma fase destas, basicamente.


TM - Tenho muitos amigos que já vos viram e dizem que vocês "partem a loiça toda" em palco.

Pedro - Por acaso nós nunca trouxemos loiça para o palco, é uma coisa que temos de começar a fazer (risos). Eu acho que se arranja um Vista Alegre ou alguma coisa assim.

TM - Os Black Lips também levam papel higiénico para o palco, vocês podem podiam levar loiça para partir.

Pedro - Olha loiça era fixe (risos). Epá obrigado, nós tentamos sempre dar tudo no máximo. Às vezes temos dias em que estamos mesmo todos rotos, mas tem mesmo que ser. Temos que tentar extrair a nossa energia ao máximo.

Rafael - Tocar como se fosse o último concerto.

TM - Têm alguma banda que viram ao vivo (ou em video) que vos inspirou para dar concertos assim?

Pedro - Muitas muitas, tantas bandas... Desde os Clash nos anos 70 tinham concertos que eram uma loucura.

Rafael - Os MC5.

Pedro - Sim os MC5 tinham cenas mesmo de loucos. Cenas mais recentes também, tipo Ty Segall, FIDLAR e merdas assim.

TM - Oh Sees talvez.

Pedro - Oh Sees também claro, essa malta toda nesta onda de agora.

TM - Há uma frase que eu digo muito com os meus amigos na brincadeira, que é "O garage está morto". O que vocês têm a dizer sobre isto?

Pedro - Eu acho que o garage já não é o garage que era o garage no inicio do garage. Percebes? Grande volta que eu dei (risos). Acho que já evoluiu para outro estatuto, já não é bem...

Rafael - ...uma moda vá.

Pedro - É uma coisa que ainda vive nas ruas e nas garagens de Portugal e do mundo inteiro (risos).

Rafael - É um nicho.

Pedro - Sim, no fundo é um nicho.

TM - Uma coisa que começou na garagem mas agora já é uma coisa mais profissional.

Pedro - Sim, agora já não é tão na garagem. Apesar de mantermos ainda aquela estética do Do It Yourself. Nós temos que arranjar os nossos microfones, os nossos cabos e as nossas merdas para ligar e gravar. Por isso acho que o garage é um bocado esse espírito, é tentares fazer por ti próprio.

Rafael - O espírito não está morto.

Pedro - Sim, acho que o espírito está lá, é isso.



TM - E como é que acham que as bandas portuguesas se podem expandir no mercado internacional?

Pedro - Pagas a alguém e esperas pelo melhor (risos). Existem muitas plataformas da União Europeia que estão a tentar fazer com que a música portuguesa seja exportada, nomeadamente festivais como o Eurosonic. Hoje em dia também há aquela cena de haver muitos eventos como esse, simplesmente corporativos, profissionais, para tentar extrapolar a música e mandá-la para todos os lados. Temos também uma facilidade enorme de entrar em contacto com pessoas de todo o mundo. Acho que facilmente se consegue fazer uma ponte de ligação com outro país e tentar marcar um concerto.

Rafael - Acho que há uma fase inicial numa banda que é um investimento, é como se estivesses a começar uma empresa. Não podes esperar fazer fortunas, tens que arriscar um bocadinho e se calhar uma vez ou outra ficar a perder.

TM - É que há pessoas que dizem "Ah e tal se tiverem talento depois as coisas vêm naturalmente" mas não é bem assim.

Pedro - Não funciona bem assim, isso é o que era bom (risos).

TM - Num mundo perfeito...

Rafael - Depende do espectro musical que estás a abranger.

Pedro - Era o que seria justo, mas não é bem assim que funciona.

Rafael - É conseguir ter essa paciência e insistir.

Pedro - É ter perseverança acima de tudo e trabalhar muito, é por aí.

TM - Se pudessem escolher um artista qualquer à vossa escolha para participar no vosso álbum quem seria?

Pedro - Qualquer um que esteja morto (risos). É verdade. Um gajo que esteja vivo que eu queira que participasse... não sei. Gostava muito que fosse o John Lennon ou o Jimi Hendrix. O John Bonham, gostava que ele estivesse no nosso projecto. Temos muitas influencias de coisas muito antigas, e infelizmente já não está cá muita dessa malta.

Rafael - Joe Strummer.

Pedro - Mas se fosse um de agora, deixa-me pensar...

Rafael - Epá, eu gostava de trabalhar com os King Gizzard and the Lizard Wizard. Podia ser uma coisa nova, fazer um novo projecto. Mas gostava de trabalhar com essa malta.

Pedro - Epa não sei... Fernando Madureira.

TM - Um dos grandes.

Pedro - Era divertido. Já viste o que era a claque dos Super Dragões a cantar as nossas músicas?

TM - Acho que é uma boa escolha o Fernando Madureira.

Pedro - Ele impõe respeito, tu até tens medo de lhe cumprimentar ou dizer olá porque o gajo até parece que te vai virar ao contrário ou qualquer merda (risos).

TM - E para terminar, quais são os vossos planos para o futuro?

Pedro - Temos concertos variados, um sortido de concertos. Temos Porto e Lisboa. Porto no Maus Hábitos dia 9 de fevereiro e dia 10 de fevereiro no Damas aqui.

Rafael - Será o lançamento oficial do disco.

Pedro - Exactamente. E depois vamos andar por aí. Évora, Braga, Coimbra, Leiria... Depois vamos ter uma tourzita de 3 semanas com os Whales, que são uma banda da Omnichord de Leiria.

Rafael - 3 semanitas a partir de 15 de março?

Pedro - 14 de março a 7 de abril acho eu, são para aí 18 concertos pela Europa fora. Vamos ver o que é que acontece.

TM - Então pronto, é tudo!

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Orbits: Vem aí um novo festival para os amantes do techno


Está a chegar Orbits, o novo festival dedicado à música techno nas suas mais variadas vertentes que irá decorrer de 22 a 24 de junho no Parque de Campismo S. Gião, em Oliveira do Hospital. 

Centrado numa programação musical direcionada para o techno, o evento abrangerá ainda a electrónica ambiental e experimental, artes visuais, instalações, performances, cenografia, e outras áreas artísticas, numa experiência integrada entre público, comunidade local e natureza. 

A primeira edição do festival dá seguimento ao trabalho realizado ao longo do último ano no Gare Club [Porto] através das sessões Gare Orbits, que contou com alguns dos nomes mais conceituados da música de dança como Jeff Mils, Helena Hauff, Ben Sims e Kangding Ray. Da primeira vaga de nomes fazem parte: A Sacred Geometry, Aurora Halal, Blind Observatory, Burnt Friedman, Dj Deep, Evigt Mörker, Fjäder, Hydrangea, Jane Fitz, Peter Van Hoesen, re:ni, Retina.it e Wata Igarashi

Orbits tem 2000 passes disponíveis, prolongando-se a primeira fase de pré-venda até 31 de Janeiro, com a compra a poder ser efectuada no site orbits.pt, por 60€

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Fleet Foxes e Big Thief no Vodafone Paredes de Coura Paredes de Coura


Já são conhecidos mais dois nomes do cartaz da próxima edição do festival Vodafone Paredes de Coura, e que belas confirmações estas! Fleet Foxes e Big Thief juntam-se ao cardápio aliciante que conta já com a presença de Björk, Skepta, ...And You Will Know Us By The Traild of Dead e Curtis Harding.

Os Fleet Foxes, que nos voltaram a surpreender em 2017 com mais um magistral disco, apresentam-se pela primeira vez na praia fluvial do Taboão no dia 16 de agosto. Crack Up, o disco em questão, marcou o fim de um hiatus que durou cerca de 6 anos, regressando em março do ano passado com o o épico "Third Of May / Ōdaigahara", tema que introduziu a banda de Robin Pecknold aos terrenos da pop mais progressiva.


 
Os Big Thief são a nova sensação da Saddle Creek, casa de nomes como Bright Eyes, Cursive, Conor Oberst e Hop Along. Depois de se estrearem nos longa-duração com o adorável Masterpiece em 2016, a banda da carismática vocalista Adrainne Lenker editou o segundo e aclamado disco Capacity, confirmando assim o legado de um dos mais entusiasmantes grupos do panorama indie atual. 



O Vodafone Paredes de Coura decorre de 15 a 18 de agosto na praia fluvial do Taboão e os passes gerais encontram-se disponíveis aos preços de 80 e 85 euros.

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Bardino atua este sábado no GrETUA com Mendiratta DJ set


O GrETUA arranca a temporada de concertos de 2018 já no próximo sábado (13 de janeiro) com os Bardino a apresentar o seu EP de estreia homónimo que lhe valeu uma distinção na nossa lista de aritstas nacionais revelação 2017. A música do quarteto mergulha na rara tranquilidade introspectiva e escapista do psicadelismo antigo sendo alicerçada na herança do rock progressivo e suas variantes tingidas a funk e jazz-fusion. O EP foi editado pela Zigur Artists e pode ser ouvido abaixo.


O resto da noite fica a cargo do Mendiratta DJ Set, "onde o 'techno’ relaxa, como estando numa relação, e o 'house’ emancipa-se, como buscando outras roupagens, a pista de dança acaba apenas no bar."

As entradas para o evento (disponíveis neste link) têm um preço de 4€ em pré-reserva e custam 5€ no próprio dia. O concerto está agendado para as 22h00 e as informações adicionais podem ser encontradas aqui.

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Descolagem 2018 no Sabotage Club a 12 e 13 de janeiro


A Colado e o Sabotage Club unem forças para fazer Lisboa acordar para o novo ano, nos dias 12 e 13 de janeiro. É a Descolagem 2018, com Môno!, Qer Dier, NOOJ, na sexta-feira, dia 12, e Lourenço Crespo, JANICE e Chinaskee & Os Camponeses no sábado, dia 13.

A entrada para 1 dia tem o custo de 6€ e 10€ para os 2 dias. Bilhetes à venda no Sabotage Club, loja Vinil Experience e através de filipe@coladomusic.com ou mensagem privada para a página de Facebook da Colado.



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Rotten \ Fresh em dose dupla a 13 e 20 de janeiro

Francisco Marujo ©
A Rotten \ Fresheditora discográfica DIY que se foca em promover novos projectos dentro da música alternativa portuguesa, está a promover dois eventos neste mês de Janeiro. É já nos próximos fins-de-semana, a 13 e 20 de janeiro, na Zaratan e no Traça, respetivamente.

Na primeira data temos Carga Aérea e Buhnnun, com as suas sonoridades mais ambiente. A entrada é livre para sócios ou tem o custo de 3€ de quota anual para não-sócios.


A segunda data é mais para quem aprecia ruído, contando como nomes como salary plot sex, CANary Buh e Jaguar. A entrada tem o custo de 3€.







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Slowdive regressam a Portugal em março


Os shoegazers Slowdive vão regressar ao país este ano pelas mãos da irreverente At The Rollercoaster em promoção do mais recente e bastante aclamado disco homónimo que marcou o regresso da banda aos discos de estúdio após um hiatus de 22 anos. A mítica banda de shoegaze e dream-pop inglesa, que marcou o início dos anos 90, tem agendados em solo nacional dois concertos: o primeiro em Lisboa, a 8 de março no Lisboa Ao Vivo (LAV); e o segundo no Hard Club, Porto, a 9 de março.

Segundo as setlists dos últimos concertos da banda, além de Slowdive (2017), deverão também ser ouvidos temas como "Crazy For You" de Pygmalion (1995), "Avalyn", "When The Sun Hits" e "Alison" de Souvlaki (1993), bem como "Catch The Breeze" de Just For a Day (1991).


A banda atuou pela última vez em Portugal em 2015 no Vodafone Paredes de Coura. Os bilhetes para ambos os concerto terão um custo de 30€. Informações adicionais deverão ser reveladas na página de Facebook da promotora ou aqui.


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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Os melhores álbuns de 2017


Todos os anos surgem no mercado milhares de discos de vários artistas ao redor de todo o mundo, o que significa que fazer listas é completamente baseado numa pequena amostra do que se ouviu num universo de discos que não se ouviram. Com 2018 mesmo no seu início, chegou o momento ideal para divulgarmos o nosso top de discos internacionais de 2017 que, como todas as outras listas de melhores álbuns, é enviezado pelos discos ouvidos pelos 11 redatores da Threshold. De um levantamento geral ficam abaixo os 25 mais votados.


25. Lapalux - Ruinism 



24. Idles - Brutalism 



23. Elder - Reflections of a Floating World 



22. Blanck Mass - World Eater 



21. Vince Staples - Big Fish Theory 



20. Kendrick Lamar - DAMN 




19. Milo - Who Told You To Think??!!?!?!?! 



18. Brand New - Science Fiction 




17. King Gizzard and the Lizard Wizard - Murder of the Universe 




16. BROCKHAMPTON - Saturation III 




15. Fleet Foxes - Crack-up




14. Amenra - Mass VI 



13. Protomartyr - Relatives in Descent




12. Bibio - Phantom Brickworks




11. GAS - Narkopop 



10. Kelly Lee Owens - Kelly Lee Owens 




9. Alex Cameron - Forced Witness



8. Converge - The Dusk In Us 




7. LCD Soundsystem - American Dream 



6. Igorrr – Savage Sinusoid 







5. Mount Eerie - A Crow Looked at Me 

A Crow Looked at Me é o oitavo álbum de estúdio de Mount Eerie, projeto a solo de Phil Elverum (The Microphones), e retrata, quase em formato documental, a morte da sua mulher, Geneviève Castrée, em junho de 2016. Não é um álbum fácil de se ouvir, mesmo para aqueles que são fãs dos trabalhos anteriores do artista, tanta é a mágoa e o desespero sufocante em que Phil se encontra. Musicalmente bastante simples, apenas com simples acordes de guitarra e algumas incursões de piano, A Crow Looked at Me destaca-se pela sua lírica crua e autêntica. Não há metáforas na voz de Phil, apenas emoções literais e o verdadeiro significado da dor que é perder alguém tão querido. Composto para ele próprio, este álbum é o modo de Phil prestar o seu luto, a única maneira de dar sentido à sua perda. Músicas como "Real Death", "Ravens" e "Swims" são as que mais se destacam. Ora vejam um comovente excerto da última mencionada: "Today our daughter asked me if mama swims/ I told her, "Yes, she does/ And that's probably all she does now". 





4. Slowdive - Slowdive 

Reunidos desde 2014, os Slowdive voltaram finalmente a brindar-nos com um novo disco, que sucede a Pygmalion, editado em 1995. Neste disco homónimo, os britânicos não esquecem o seu legado mas deixam também fortes indicações para o futuro, ao contrário de vários grupos da cena shoegaze que também se reuniram e editaram obras recentemente, como os Ride ou os Swervedriver. As composições do guitarrista Neil Halstead surgem ainda mais maduras, e a voz de Rachel Goswell e as guitarras etéreas continuam a ser capazes de nos envolver de forma calorosa. Destaca-se de igual forma a exímia produção, que é fundamental para que cada tema transmita a sua aura própria, como na mais acelerada “Go Get It” ou na soturna “Falling Ashes”. Uma espera que sem dúvida valeu a pena e que demonstra que o shoegaze não estagnou por completo, cimentando os Slowdive como um dos seus pilares. 





3. Varg - Nordic Flora Series Pt.3: Gore-Tex City 

Podemos considerar Varg um caso à parte da esfera techno. O produtor de nome Jonas Rönnberg possui tanto de excêntrico como de visionário, percorrendo ao longo da sua promissora carreira um espectro variadíssimo de estilos que vai das ambiências mais atmosféricas de Ursviken ao minimalismo das faixas que compõem as suas Nordic Flora Series. É também um dos fundadores da entusiasmante Posh Isolation e um dos nomes charneira da Northern Electronics, por onde lançou Nordic Flora Series Pt. 3: Gore-Tex City. Ao terceiro volume da respetiva série, Varg consegue o disco mais completo da sua carreira ao conjugar um techno apurado e de atmosferas industriais com estratégias fora da caixa e ecléticas que nos surpreendem frequentemente ao longo das suas 13 faixas. Narrativas em spoken word (Chloe Wise), vocais downtempo com boas doses de auto-tune (por Anna Melina), experimentalismos industriais de Drew Mcdowell e Alessandro Cortini e ainda a inesperada colaboração com o conterrâneo e sensação cloud rap Yung Lean fizeram de Gore-Tex City um dos discos mais ambiciosos de 2017. 




2. Chelsea Wolfe - Hiss Spun 

No sexto álbum da sempre consistente Chelsea Wolfe podemos constatar que esta continua onde Abyss ficou, sendo que nesta nova aventura musical deixou as suas influências industriais e eletrónicas mais de lado e deu até agora o mais forte abraço ao Doom Metal na sua discografia. Com convidados especiais como Aaron Turner dos Isis, o guitarrista dos Converge, Kurt Ballou e Troy Van Leeuwen, guitarrista dos Queens of the Stone Age e de A Perfect Circle, estes ajudaram Wolfe a juntar as suas influências góticas e folk numa parede sonora agressiva que consegue preservar a delicadeza emocional da voz da cantora. Músicas como “Spun” ou “16 Psyche” são exemplos perfeitos daquilo que a música desta mulher consegue alcançar, com letras exorcistas que tendem a enfrentar o passado complicado da cantora, tocando em temas sensíveis como o seu passado familiar ou antigos romances. Nestes 48 minutos, Chelsea Wolfe consegue através de grandes contrastes criar um dos álbuns mais fortes e emocionais do ano, provando que continua a ser uma das mais talentosas adições do mundo da música. 





1. Tyler the Creator - Flower Boy 

Resumamos isto nestes termos: Tyler the Creator tem feito por justificar o seu nome artístico. Desde o fim do seu conjunto, os marcantes Odd Future, que Tyler tem criado um burburinho ao seu redor, moldando o seu estilo irreverente desde que lançou Bastard há já quase dez anos, como aliás se nota na evolução em termos líricos e de produção. Munido de features como A$AP Rocky, Estelle e o seu camarada Frank Ocean, e rico em doses substanciais de experimentalismo com psicadélia, neo-soul e funk, Flower Boy mostra-nos um Tyler mais amadurecido, numa faceta mais fulgurante e ecléctica, abordando temas como solidão, depressão e amor, adotando até uma perspectiva mais íntima (incluído com referências à sua própria sexualidade) e apresentando uma experiência muito coesa e louvável do início ao fim.


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