sábado, 10 de fevereiro de 2018

Oiçam: Moon Hooch

© Kenneth Kearney


Ativos desde 2010, os norte-americanos Moon Hooch, compostos por James Muschler (bateria e percussão), Mike Wilbur (vocais, saxofone tenor, clarinete e flauta) e Wenzl McGowen (saxofone tenor e barítono, clarinete contrabaixo e EWI), apresentam uma vertente extremamente enérgica de nu jazz repleta de influências da cena eletrónica e que deverá agradar a fãs de Snarky Puppy, Pink Freud, Jaga Jazzist ou Too Many Zooz.

Após se conhecerem na The New School for Jazz and Contemporary Music de Nova Iorque em 2010, os elementos que viriam a dar origem ao grupo começaram a realizar apresentações improvisadas em frente do Metropolitan Musem of Art e em estações do metro de Nova Iorque. A energia das suas atuações levou a que fossem proibidos de tocar na estação de Bedford pela NYPD, devido à enorme afluência de pessoas que acabavam por entupir a zona de espera e também pelo risco associado a imensas pessoas a dançar junto às linhas das carruagens.


A banda acaba por conseguir lançar o seu primeiro disco em 2013, sendo esta obra homónima uma bela demonstração da vontade do grupo em se distanciar do jazz mais convencional, com uma sonoridade baseada no saxofone e a percussão muito orientada para a dança. Ainda assim, apenas no ano seguinte, com a edição do seu segundo disco This Is Cave Music, é que vemos o grupo a verdadeiramente criar o seu nicho estilístico, com a adição de sintetizadores, vocais e trabalho de pós-produção às suas composições, conseguindo ainda distinguir-se leves influências de metal e hip-hop. Em 2016, o seu terceiro disco intitulado Red Sky continuou a desenvolver esta fórmula única.

No ano passado a banda lançou o seu primeiro registo gravado ao vivo (Live At The Cathedral) e ainda um EP (The Joshua Tree) que pode ser descarregado gratuitamente no site do grupo, sendo uma introdução apropriada à sua sonoridade. De destacar também o trabalho dos seus membros relacionado com causas ambientais, como o seu blogue Cooking in the Cave ou os seus esforços para serem uma banda carbon neutral aquando das suas viagens em tour.

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STREAM: Holy Motors - Slow Sundown


O quinteto escocês Holy Motors estreia-se agora nos discos longa-duração com Slow Sundown, um álbum que tem como recurso uma paleta sónica similar que varia desde a pop psicodélica nostálgica à música ocidental limitada pelo shoegaze e muito reverb. Este novo trabalho vem dar sucessão aos EP's Heavenly Creatures (2016) e Sleeprydr (2017) e foi produzido por Carson Cox (Merchandise). Tematicamente, o disco é composto principalmente por músicas de amor tristes, do tipo Beast Coast,  centradas em torno da ideia de movimento.

Do disco recomendam-se a audição de temas como a balada cowboy-ish "Honeymooning", os hinos rítmicos e distópicos de "Signs" e a folk negra de "I Will Try". Slow Sundown pode ser ouvido na íntegra abaixo.

Slow Sundown foi editado oficialmente exta sexta-feira, 9 de fevereiro, via Wharf Cat Records.


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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

ENTREMURALHAS agora é EXTRAMURALHAS e já há 7 nomes


O ENTREMURALHAS morreu, pelo menos durante o ano de 2018. Este ano o conceituado evento da Fade In passa a ser cunhado de EXTRAMURALHAS, pelo que não acontecerá, como habitual, no Castelo de Leiria. Juntamente com o anúncio foi também hoje divulgado na edição do Jornal de Leiria que o Castelo de Leiria vai iniciar obras de requalificação para acolher futuros espectáculos, pelo que este será o motivo para o icónico ENTREMURALHAS sofrer este ano um encurtamento no line-up total, modificação do espaço de concertos e consequentemente do nome e formato. 

Além das mudanças a Fade In, entidade promotora do evento, avançou com sete nomes de um total de 10 artistas que no fim-de-semana de 23, 24 e 25 de agosto marcarão presença na cidade do Lis. O EXTRAMURALHAS passa assim a ter concertos gratuitos e abertos a toda a comunidade a decorrerem nos espaços Igreja da Misericórdia e Jardim Luís de Camões. Os concertos pagos decorrerão no Teatro José Lúcio da Silva. Haverá ainda uma banda por revelar a estrear a nova sala Stereogun

Em destaque nesta edição estão para já os concertos de CURRENT 93 e ULVER. Também confirmados estão os franceses HORSKH, os russos SHORTPARIS, os suecos PRIEST, os espanhóis CAPTAINS e o alemão CHRISTIAN WOLZ. Todas as informações adicionais podem ser acompanhadas no site da Fade In. O line-up pode ser consultado abaixo.



EXTRAMURALHAS 2018 Line-Up

23 AGOSTO

00h00 - Stereogun
BANDA A ANUNCIAR / TO BE ANNOUNCED 
21h30 – Teatro José Lúcio da Silva
BANDA A ANUNCIAR / TO BE ANNOUNCED

24 AGOSTO

18h00 – Igreja da Misericórdia
CHRISTIAN WOLZ (Entrada Gratuita)
21h00 – Teatro José Lúcio da Silva
ULVER
23h00 - Jardim Luís de Camões
CAPTAINS (Entrada Gratuita)
00h00 - Jardim Luís de Camões
PRIEST (Entrada Gratuita)


25 AGOSTO

18H00 - Igreja da Misericórdia
BANDA A ANUNCIAR / TO BE ANNOUNCED
21h00 - Teatro José Lúcio da Silva
CURRENT 93
23h00 - Jardim Luís de Camões
SHORTPARIS (Entrada Gratuita)
00h00 – Jardim Luís de Camões 
HORSKH (Entrada Gratuita)

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Jungfrau lançam novo single, "Omnivore". Oiçam aqui


Os britânicos Jungfrau estão de regresso com novo single. Intitulado de "Omnivore" este tema vem dar sucessão ao EP Glass Neck (2017) e apresenta uma toada monocromática de post-rock enlançada com a voz camaleónica de Hannah Grasskamp que, como habitual, soa a mágica. O tema está inserido no EP TRIIPTYCH: Three lançado pela editora inglesa Love Thy Neighbour e é mais uma amostra de que os Jungfrau merecem passar pelo vosso posto de escuta. 

"Omnivore" foi editado oficialmente a 27 de janeiro via Love Thy Neighbour e pode ser ouvido na íntegra abaixo. 



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Novos nomes para o SonicBlast Moledo


A manhã desta sexta-feira trouxe boas notícias relativas à edição do SonicBlast Moledo deste ano. Depois de serem confirmados nomes como Kadavar, Conan, Nebula e Naxatras, juntam-se agora Earthless, UFOMAMMUT, Purple Hill Witch, Ruff Majik e Atavismo.

Os bilhetes podem ser comprados nos locais habituais e os preços variam entre 40 € (até 28 de fevereiro) até 60 € (depois de 31 de julho).




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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Já saiu o cartaz do NOS Primavera Sound


Aí está o cartaz do NOS Primavera Sound. Depois dos já nomes já conhecidos, juntam-se agora outros nomes como Lorde, Tyler, The Creator, The War on Drugs, Arca, Father John Misty, Vince StaplesUnknown Mortal Orchestra, Fever Ray, Mogwai, Nils Frahm, Shellac (não podia faltar), A$AP ROCKY, entre muitos outros.

No cartaz existe ainda a já normal presença portuguesa, contando com alguns nomes bem conhecidos como Black Bombaim, Luís Severo, Dj Lycox, Solar Corona, Fogo Fogo, Moullinex, Tiago e Caroline Lethô.

Os passes gerais estão agora à venda por 105 euros e os passes diários custam 55 euros. O NOS Primavera Sound acontece de 7 a 9 de junho no Parque da Cidade, Porto.





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Unknown Mortal Orchestra lançam novo disco em abril


Os Unknown Mortal Orchestra lançaram recentemente o novo tema "American Guilt" sem no entanto dar nenhumas informações relativas a um esperado álbum. A banda anunciou hoje (quinta-feira, 8 de fevereiro), através da sua página de Facebook, que o sucessor Multi-Love (2015), intitulado de Sex&Food, chegará às lojas no início de abril, tendo divulgado juntamente a capa do disco e a tracklist.

Além das referidas informações também está disponível um novo trabalho oficial para o tema "American Guilt", que pode ser visto em baixo.


Sex & Food tem data de lançamento prevista para 6 de abril pelo selo Jagjaguwar.

Sex & Food Tracklist:

01. A God Called Hubris
02. Major League Chemicals
03. Ministry of Alienation
04. Hunnybee
05. Chronos Feasts on His Children
06. American Guilt
07. The Internet of Love That Way
08. Everyone Acts Crazy Nowadays
09. This Doomsday
10. How Many Zeroes
11. Not in Love We’re Just High
12. If You’re Going to Break Yourself

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QUAL mostra mais um single de The Ultimate Climax

© Martin Erik Lennartsson
QUAL anunciou o seu novo disco de estúdio, The Ultimate Climax, no passado mês de janeiro tendo divulgado juntamente com a notícia a capa do disco e o primeiro single de avanço o industrial-ish "Black Crown". Hoje (quinta-feira, 8 de fevereiro) William Maybelline - mentor do projeto e metade dos Lebanon Hanover - avançou com uma nova faixa "How Many Graves?" que é apresentada em formato audiovisual e um show de dança para todos os que clicarem no play.

Este novo disco será o segundo longa-duração de QUAL e vem dar sucessão a Cupio Dissolvi, editado o ano passado pela italiana AVANT! Records"How Many Graves?" pode ouvir-se abaixo.


The Ultimate Climax tem data de lançamento prevista para 28 de fevereiro pelo selo AVANT! Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.

The Ultimate Climax Tracklist:

01. Black Crown 
02. Sea Of Agony 
03. Take Me Higher 
04. Disease X 
05. How Many Graves? 
06. Above Thee Below Thee 
07. On My Death Bed 
08. Existential Nihilism

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Midas Fall anunciam novo disco, Evaporate


Midas Fall, a dupla escocesa formada por Elizabeth Heaton e Rowan Burn, regressam em abril aos discos com Evaporate, o quarto trabalho de estúdio que vê agora ser divulgada faixa homónima "Evaporate". Este novo tema destaca-se pelo seu instrumental poderosíssimo em tornos do post-rock progressivo em conjugação com a voz celestial de Heaton. Uma exibição impressionante de beleza feroz, a ouvir abaixo.


Evaporate tem data de lançamento prevista para 27 de abril pelo selo Monotreme Records.

Evaporate Tracklist:

01. Bruise Pusher 
02. Evaporate 
03. Soveraine 
04. Glue 
05. Sword To Shield 
06. Dust And Bone 
07. Awake 
08. In Sunny Landscapes 
09. Lapsing 
10. Howling At The Clouds

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Novo single dos Obaa Sima já pode ser ouvido


Os Obaa Sima, duo que une Luís Jerónimo a Hugo Domingues - ambos membros Nice Weather For Ducks - lançaram esta semana o primeiro trabalho da sua exploração inebriante de synths, pedais de guitarra e máquinas: o single de estreia "1", produzido pela Casota Collective

Tudo começou com um desafio do Festival A Porta para criarem uma banda sonora para um jantar temático. Agora, aparece o primeiro tema que começa a desvendar a verdadeira essência dos Obaa Sima. "1" apresenta um aura electrónico-espacial que conduz o ouvinte a uma viagem sem regras nem paisagens certas. O single pode ser ouvido na íntegra abaixo.

"1" foi editado a 7 de fevereiro (quarta-feira) pelo selo Omnichord Records.


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Novo disco de Medeiros/Lucas chega às prateleiras em março


Medeiros/Lucas regressam este ano aos dicos com Sol de Março, disco que encerra a trilogia iniciada com Mar Aberto (2015) e Terra do Corpo (2016). O disco será composto por doze canções que brincam com as relações entre a luz e a sombra, mantendo o tom melancólico e de balada em temas como "Podre Poder", o primeiro avanço do disco lançado em final do ano passado.


Neste novo trabalho os caminhos fazem-se conduzidos pela voz de Medeiros que nos mostra agora novas facetas, com melodias mais vincadas e com maior alcance. As letras, essas, continuam a ter como autor o escritor açoriano João Pedro Porto. No final do mês de fevereiro será lançado o novo tema "Elena Poena".

Sol de Março tem data de lançamento prevista para 16 de março via Lovers & Lollypops.

Sol de Março Tracklist:

01 - Lampejo 
02 - Podre Poder 
03 - Obscurantismo 
04 - Clarificação 
05 - Os Pássaros 
06 - Elena Poena 
07 - Em Condicional 
08 - O Trapezista 
09 - Galgar 
10 - Sol de Março 
11 - As Calendas 
12 - Fado do Salto

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STREAM: Berlau - Oito Madrigais e uma Natureza Morta


Berlau, o projecto sonoro do guitarrista Fernando Ramalho, lançou esta semana o seu novo disco de originais intitulado de Oito Madrigais e uma Natureza Morta, uma coleção de nove exercícios sonoros que tomam por inspiração um conjunto de poemas de Inês Lourençocom o mesmo título -, incluído no volume A Disfunção Lírica (Lisboa: &etc, 2007). O novo trabalho do guitarrista experimental, que explora géneros desde o drone aos field recordings e/ou improvisação livre, vem dar sucessão a Berlau III (2016) e meta​-​sonorização. em diálogo com ana hatherlyeditado o ano passado.

Em Oito Madrigais e uma Natureza Morta, mais do que um diálogo entre as composições sonoras e os poemas, Berlau coloca em destaque continuidades e quebras, sobreposições e disjunções, entre o som e as palavras, explorando o modo como, entre si, ecoam, se repetem e divergem. Do disco, que pode ser ouvido na íntegra abaixo, recomendam-se a audição de temas como "O amante obeso", "O amante atlético" e "O melhor amante".

Oito Madrigais e uma Natureza Morta foi editado no passado dia 5 de fevereiro (segunda-feira).


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Riding Pânico, Earth Drive e NU confirmados no Woodrock Festival


O Woodrock regressa este ano à Praia de Quiaios na Figuira da Foz para a sua sexta edição e esta semana avançou com mais três nomes a integrarem o alinhamento nos dias 19, 20 e 21 de julho. A longevidade militante dos Riding Pânico, a afirmação segura dos Earth Drive e a descoberta refrescante dos NU, juntam-se agora aos já confirmados Planet Of Jesus (Suécia), Fast Eddie Nelson (Portugal), Huanastone (Suécia) e Niña Coyote Eta Chico Tornado (Espanha). Num total serão 14 os artistas que se constituirão o line-up desta sexta edição de Festival Woodrock.

Os passes gerais têm até dia 31 de março, o valor de 21€00, data a partir da qual se fixam nos 24€ e podem ser adquiridos nos locais habituais e online em https://woodrock.bol.pt. Estes passes também garantem o acesso gratuito ao Parque de Campismo de Quiaios e a um desconto no acesso à Piscina de Quiaios.


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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

gnration celebra 5 anos com concertos de Kelly Lee Owens, Powell e Ermo

Kim Hiorthoy
O gnration, espaço multidisciplinar bracarense orientado para a promoção de atividades artísticas e para a exploração e disseminação das artes digitais, celebra o seu quinto aniversário em abril através de uma sessão livre e gratuita rica em concertos, performances, instalações e workshops. 

O evento decorre dia 28 desse mês e conta com um elenco de luxo, do qual se destaca a estreia nacional da música e produtora galesa Kelly Lee Owens (na foto), que em 2017 se estreou com o seu primeiro e prestigiado longa-duração homónimo. Aclamado pela crítica internacional, Kelly Lee Owens integrou diversas listas dos melhores discos do ano com a sua aprimorada eletrónica de apontamentos dream-pop, R&B e  ambient techno. No dia anterior, 27 de maio, Owens atua na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa.



Quem também preencherá a noite será Powell, que fará a sua redenção em Braga depois de um cancelamento no festival Milhões de Festa. Com trabalhos editados pelas conceituadas editoras Mute, XL e a própria Diagonal, Powell apresenta nas suas composições um techno visceral de paisagens industriais e nervosismo post-punk, numa espécie de ode que tem tanto de Suicide como de Front Row 242. Sport, o seu primeiro LP editado em 2016, conta com a participação de Jonnine Standish, vocalista dos HTRK, e deverá receber maior atenção na sua atuação.

Ainda nos concertos encontram-se os autores dos dois melhores discos para a nossa redação (Surma com Antwerpen e Ermo com Lo Fi Moda), Lavoisier, Osso (coletivo hip-hop bracarense), Sinø e ainda o londrino DJ Fitz, que prometem manter o gnration acordado até às 4 da manhã.

O gnration contará ainda com algumas propostas dedicadas à multimédia e audiovisual com as instalação de AGF (Antye-Greie-Ripatti), escultora alemã cujo Language Hack se encontrará exposto na galeria INL. Na galeria gnration, o artista sonoro canadiano Nicolas Bernier apresentará frequencies (light quanta). Na entrada do edifício, o duo vimaranense Elsa Duas, composto por Cláudia Oliveira e Isabel Bourbon, terá exposto o baloiço musical Baloica.


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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Quelle Dead Gazelle e Calcutá em mais uma noite Colado no Musicbox


A parceria Colado/Musicbox chega a 2018 já no dia 15 de fevereiro, debruçando-se desta vez sobre a exploração de duas sonoridades contrastantes em rota de colisão: o deserto psicadélico de Calcutá, que na bagagem traz o aclamado EP Over Night, abre alas para a selva instrumental dos Quelle Dead Gazelle, que com o seu Maus Lençóis transformam o Musicbox em pista de dança com o volume no máximo.


Os concertos têm início às 22h30 e os bilhetes o custo de 6€. 


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[Review] Summoning - With Doom We Come

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With Doom We Come // Napalm Records // janeiro de 2018
7.5/10

Há mais de duas décadas atrás e, sob o olhar desaprovador dos fundadores do género, os austríacos Summoning conseguiram praticamente criar um novo sub-género dentro do black metal com o lançamento do seu segundo disco, Minas Morgul. Desde aí, o duo constituído por Protector e Silenius tem refinado a sua fórmula a cada obra, mas com a base a manter-se praticamente inalterada: peças maioritariamente longas, produção lo fi, vocais maioritariamente ríspidos, teclados épicos (e por vezes cheesy), riffs melódicos, e uma drum machine com um ritmo quase militar.

Embora cada um dos seus álbuns anteriores tenha uma identidade própria, devido maioritariamente ao nível de protagonismo dado às guitarras e aos teclados na produção, em With Doom We Come temos uma continuação da sonoridade explorada no seu antecessor, Old Mornings Dawn, o que acaba por não surpreender pois a maioria das composições aqui incluídas tiveram origem nas sessões deste último. Os teclados voltam a ter maior destaque, com a guitarra a servir mais como suporte, mas um dos pontos fracos do disco acaba por ser a sua produção, principalmente pelo desequilíbrio na mistura destes dois instrumentos, e levando a que a parede de som criada nunca tenha a textura sublime que encontramos nas suas obras anteriores.


Maioritariamente com base nas obras de J. R. R. Tolkien, as composições transmitem um ambiente mais soturno e primordial em comparação com a sonoridade triunfante de discos como Stronghold ou Let Mortal Heroes Sing Your Fame. A primeira faixa, "Tar-Calion", nunca chega a construir uma dinâmica apropriada e acaba por não justificar a sua longa duração, em muito devido à menor presença da guitarra e à fraca produção. Imediatamente a seguir, "Silvertine" corrige este erro com teclados bem apoiados por riffs em tremolo, juntando-se a voz distorcida de Silenius e uma excelente melodia de piano, que facilmente nos transportam para a Terra Média. O miolo do disco acaba por conter os temas mais medíocres que nunca derivam o suficiente da fórmula típica da banda para terem um impacto notório, destacando-se ainda assim o poderoso riff central de "Carcharoth".

"Night Fell Behind" dá início à fantástica reta final do álbum, com os seus vocais tenebrosos e dando novamente maior destaque à guitarra, sendo seguida de "Mirklands", tema com ambiente mais soturno e uma construção bastante lenta bem sustentada pelos seus teclados. Para terminar com chave de ouro, "With Doom I Come", o single e primeira canção revelada do álbum, contém um pouco de todos os ingredientes já utilizados pela banda na sua história, como um coro e uma voz feminina, algo já habitual no fecho dos seus álbuns. As vozes ficam a cargo de Protector, apresentando-se limpas e suaves (tal como em "Earthshine" do disco anterior), e servindo para dar ainda mais ênfase ao sentimento de melancolia que percorre todo o álbum.

Ainda que a produção seja defeituosa em certos momentos e que a solidez de algumas composições fique um pouco aquém daquilo que a banda já demonstrou ser capaz, With Doom We Come consegue saciar a sede dos fãs do grupo após cinco anos de espera com uma boa dose de temas robustos que poderiam perfeitamente ser inseridos na banda sonora da trilogia O Senhor dos Anéis, realizada por Peter Jackson.

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BLYPKEN - "Sentient" (teaser) [Threshold Premiere]

© Q pop

BLYPKEN is the solo project of the producer and sound designer George Stanciulescu, formerly known under the moniker of LeVant, that explores contemporary sounds and avant-garde aesthetics in what he calls "post-clubbing neurowave". After his debut release 0102:Transcend|Transfigure (The Sublunar Society, 2017) BLYPKEN is now back with a new teaser of the forthcoming release that will be premiered live as an AV show at Digital Spring Festival in Salzburg, Austria in March.

In this teaser, that precedes the spring release of a 16 minutes long experimental composition called HylemorphBLYPKEN presents us with a unique blend of images that transmits a schizophrenic aura just like the 2 minutes and 42 seconds of the entitled "Sentient". This teaser is definitively a great small sample of the unconscious sound exercise that will be Hylemorph. Just watch it below.


Hylemorph will be released at the end of March as a single track of 16 minutes, composed in different parts.

Hylemorph Cover-Art:




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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

[Review] Mr Gallini - Lovely Demos


Lovely Demos // Lovers & Lollypops // janeiro de 2017
7.0/10

Mr. Gallini é o projeto a solo do prolífico Bruno Monteiro, mais conhecido por se sentar atrás da bateria dos Stone Dead, onde se chega à frente para oferecer a sua voz e algumas guitarradas, sem qualquer tipo de inibição. Depois de ter dado concertos um pouco por todo o pais, com apenas o single “Bad Mood” e o seu cómico videoclip, o músico de Alcobaça finalmente gravou o seu primeiro álbum, composto por seis músicas que sonoramente se aproximam bastante do single (música de abertura do mesmo).

Lovely Demos é o primeiro volume de uma trilogia que Mr. Gallini irá lançar no presente ano de 2018, sendo que cada um representa uma mudança em termos de som e conteúdo dos anteriores, contando assim uma história diferente. Este primeiro volume carateriza-se pelas canções acústicas descontraídas e com letras carregadas de ironia e imagens divertidas, como nas faixas “Rainbow Cow” ou “Fink the Alien”. Estas faixas, que se situam entre o folk psicadélico e um espírito de lutador lo-fi do rock n' roll, contam diversas histórias e abordam determinados sentimentos profundos que ocupam a mente do cantautor.

Em “Bad Mood”, Mr. Gallini aprende a conviver com a sua má disposição diária. “It Seems To Be” é provavelmente a música mais séria do EP onde se divaga um pouco acerca da morte e outras cenas sérias. A curiosa “Fink the Alien”, cujo videoclip mora no limiar do “fofinho” e do “javardola”, fala-nos um pouco da vida de Fink, um alien bem disposto que aterrou no planeta Terra e de como este se adoptou ao dia a dia humano e a visão que este tem dos problemas que o nosso planeta enfrenta, como a guerra e a violência.



“The Show” foi escrita quando Bruno estava com uma grave gripe, daquelas que trazem alucinações e tudo, e é sobre essa experiência. Contudo não é de esperar uma "Cowgirl in the Sand" do álbum Everybody Knows This is Nowhere de Neil Young, sendo uma das faixas menos memoráveis do conjunto. Tal como a faixa anterior, “Busy”, questionavelmente a mais selvagem das seis faixas, acaba também um pouco por se perder quando comparada com as restantes músicas, uma vez que pouco ou nada trás de novo ao universo que Mr. Gallini está a começar a formar.

Estes 21 minutos proporcionados por Bruno Monteiro oferecem músicas descontraídas e divertidas, para se ouvir com os amigos enquanto são acompanhados pelos caricatos videoclips. Apesar de nem todas as musicas serem brilhantes, Lovely Demos abre o apetite para as músicas que Mr. Gallini tem para oferecer e mostra como irão soar os restantes volumes da trilogia que cozinhou para nós.


Texto por: Hugo Geada

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Vem aí um novo álbum de A Perfect Circle


Os A Perfect Circle anunciaram um novo álbum após 14 anos de hiato (o último álbum foi lançado em 2004). A banda de Maynard James Keenan indicou que 20 de Abril será a data escolhida para esse regresso, que terá como nome Eat the Elephant. As novidades não ficam por aí, pois além do lançamento do novo álbum, estes também irão entrar em tour pelos E.U.A.


O novo álbum terá singles antigos como "The Doomed" e "Disillusioned" e também contará com o novo single "TalkTalk", que pode ser ouvido em baixo.


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domingo, 4 de fevereiro de 2018

Fotogaleria: O Salgado Faz Anos...Fest! [Maus Hábitos, Porto]


No passado dia 27 de janeiro passámos pelo Maus Hábitos, Porto, para assistir à sexta edição d'O Salgado faz anos...FEST!. A noite contou com Surma, Ermo, Killimanjaro, Stone Dead e muitos mais.

A foto-reportagem do evento segue abaixo, pela lente de Ana Carvalho dos Santos.

O Salgado Faz Anos...Fest! 2018 [Maus Hábitos, Porto]

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