sábado, 31 de março de 2018

Oiçam: UNITEDSTATESOF


UNITEDSTATESOF é o moniker de João Rochinha (Monkey Flag, PURGA), produtor proveniente do Seixal, que se aventura pelos campos da eletrónica ambiente. Nos últimos dois anos, UNITEDSTATESOF tem estado ativo nas suas composições com vários temas como “CHAPTER III”, “arrival”, “Jazz After Midnight”, “Polyphasis Sleep” e “Fatigue” (os dois últimos incluídos no EP Pour Vous). 



O seu álbum de estreia, Selections 0, chega hoje às bocas do mundo e tem o selo da Rotten \ Fresh, emergente editora lisboeta dedicada à musica eletrónica mais exploratória, por onde já lançaram nomes como funcionário e carga áerea.  Em Selections 0, UNITEDSTATESOF reúne 5 temas produzidos nos últimos anos que se estendem ao longo de 37 minutos e nos colocam perante um conjunto de paisagens sonoras de caráter minimal e atmosférico, um lugar onde as nossas experiências sensoriais vêm ao de cima. Selections 0 bebe de vários campos da eletrónica mais espacial que se tem feito na última década (Biosphere, Emeralds, Oneohtrix Point Never, compilação "mono no aware" da editora PAN) e garante o seu cunho muito próprio e quase único na música portuguesa. 

O álbum está disponível no bandcamp do produtor e da Rotten // Fresh, podendo ser ouvido na íntegra abaixo. Recomenda-se a audição de todos os temas presentes, especialmente em momentos em que há tempo para respirar. O disco poderá ser adquirido em edição física no concerto de apresentação de Selections 0, na Disgraça, a 6 de abril (sexta-feira), e em concertos futuros do produtor.

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Oiçam: O Lendário Homem do Trigo


O Lendário Homem do Trigo é o projeto fruto da mente irrequieta de Hugo Correia, multi-instrumentalista nascido em Trás os Montes e com carreira firmada com passagens como compositor em vários nomes como Fadomorse e Só Vicente. No seu portefólio também se contam uma parceria com a Orquestra das Beiras, e colaborações com a companhia de Teatro de Aveiro Efémero e com o GrETUA - Grupo Experimental de Teatro Universitário de Aveiro, como compositor de bandas sonoras de vários espectáculos.

No papel d'O Lendário Homem do Trigo, Hugo Correia pega numa palete com várias influências, da Música Académica ao Folclore passando pela Música Popular Urbana e Jazz, e faz uma fusão interessante com música ambient e eletrónica, tendo vários instrumentos tradicionais e eléctricos que são então usados em conjunto com sintetizadores e samplers para criar texturas sonoras que se sobrepõem gradualmente, até formarem um som uno e coeso. Tudo isso em prol de uma atmosfera muito própria que, no geral, tem tanto de campestre como de espacial.



Neste momento, o projeto conta com dois registos: Ninho, de 2015, e O Futuro Tem Mais de Cem Anos, editado este ano e o pretexto para uma série de concertos. Em jeito de cartão de visita, deixamo-vos com a faixa vencedora do concurso Carlos Paredes Revisitado 2015 em cima, assim como as canções do primeiro álbum.


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sexta-feira, 30 de março de 2018

STREAM: The Star Pillow - Symphony for an Intergalactic Brotherhood


The Star Pillow é o projeto de drone-ambient do guitarrista italiano Paolo Monti que começou em dezembro de 2007 com o objetivo de pesquisar expressões e relações entre o som, o espaço e as emoções humanas. Desde 2009, ele lançou vários álbuns e agora regressa com Symphony for an Intergalactic Brotherhood, uma série envolvente pelos campos da improvisação dividido em três partes.

De Symphony for an Intergalactic Brotherhood já tinha anteriormente sido divulgada a faixa "An Interstellar Handshake", um tema de duração aproximada a cinco minutos pronto para fazer colocar o ouvinte em relaxamento. Agora "My Dear Elohim" e "From Dust to Stars", podem ser escutadas, na íntegra, abaixo.

Symphony for an Intergalactic Brotherhood é editado esta sexta-feira (30 de março) pelo selo Boring Machines. Podem comprar o disco aqui.


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STREAM: Amen Dunes - Freedom


Amen Dunes, o projeto a solo do cantautor Damon McMahon, lança hoje o seu quinto disco de estúdio Freedom, uma composição nebulosa de onze canções que refletem sobre o crescimento, identidade masculina, amigos de infância que acabam na prisão entre outros temas, onde os personagens que povoam o mundo do álbum são uma mistura colorida de realidade e fantasia. Este novo trabalho vem dar sucessão ao bastante aclamado Love (Sacred Bones, 2014).

De Freedom - o primeiro trabalho de Amen Dunes que recorda as influências eletrónicas da juventude de McMahon - tinham já sido anteriormente divulgadas as faixas "Blue Rose", "Miki Dora" e "Believe". O disco encontra-se agora disponível para reprodução na íntegra (abaixo) e além das faixas já referidas recomenda-se ainda a audição de temas como "Time", "Skipping School", "Dracula" e o tema de encerramento "L.A.".

Freedom é editado esta sexta-feira (30 de março) pelo selo Sacred Bones Records. Podem comprar o disco físico e em vinil aqui.


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TRAITRS lançam novo disco em maio


Sean-Patrick NolanShawn Tucker, os rostos por trás do projecto post-punk TRAITRS regressam este ano às edições com Butcher's Coin, o novo disco de estúdio que vem dar sucessão ao EP Speak in Tongues (2017) e aos discos Rites and Ritual (2016) e Heretic (2017). Juntamente com o anúncio de Butcher's Coin a dupla de Toronto avançou com o primeiro tema do disco, "The Suffering Of Spiders", que volta a cultivar as atmosferas da música monocromática presentes nos anteriores trabalhos, abrindo-lhe comparações a bandas como The Cure, essencialmente ao nível da tonalidade da voz. O single pode ouvir-se abaixo.


Butcher's Coin tem data de lançamento prevista para 19 de maio pelos selos Manic Depression, Pleasence Records e Alchera Visions. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Butcher's Coin Tracklist:

01. Pale 
02. Thin Flesh 
03. The Suffering Of Spiders 
04. Skinning 
05. Omen 
06. The Lovely Wounded 
07. I Sit And Watch The Worm Beneath My Nails 
08. Still From Her Sores 
09. Window From The Old House

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STREAM: PTTRNS - Material und Geschichte


Os alemães PTTRNS editam hoje Material und Geschichte, um disco de oito cações que ao longo dos 47 minutos de duração, apresenta liricamente e conceptualmente, o esboço de um futuro penetrante. A banda incopora na sua sonoridade elementos da música pop, free-jazz (verificado no primeiro single de avanço "Armado"), psych-rock, minimal-wave, entre outros e cria uma espécie de weird pop que ora traz momentos de tensão, ora promove ambientes mais chill.

De Material und Geschichte, um disco que combina baixo, grooves, poliritmia e repetições, já tinham anteriormente sido divulgados os singles "Armado" e "High". Os restantes seis temas podem ouvir-se abaixo.

Material und Geschichte é editado esta sexta-feira (30 de março) via Altin Village & Mine. Podem comprar a edição física do disco aqui.


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quinta-feira, 29 de março de 2018

Jessica Moss estreia-se em Portugal no Barreiro


Jessica Moss, violinista canadiana e membro dos A Silver Mt. Zion, vai passar pelo Barreiro em estreia nacional e data única no país, a 30 de abril para um concerto a realizar na Biblioteca Municipal do Barreiro. Tida como uma das figuras notáveis da celebrada cena musical de Montreal, Jessica Moss tem ao longo de quase duas décadas trabalhado num ecossistema artístico que gravita à volta dos incontornáveis Godspeed You! Black Emperor e da editora Constellation.

A Portugal Jessica Moss traz Pools Of Light (2017), o seu primeiro álbum a solo, centrado à volta do violino e da sua voz omnipresente, a fazer lembrar Nico, que garantirá um ambiente intimista e igualmente sinistro. Os bilhetes para o concerto terão um preço de 5€. Reservas para o mail: info@outra.pt.


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Reportagem: Tremor - Um Admirável Mundo Novo

© Renato Cruz Santos

Primeiro ano a ir ao Festival Tremor, apesar deste já fazer a Ilha de São Miguel tremer desde 2013, numa parceria entre a nossa conhecida e amiga Lovers & Lollypops, a Yuzin e ainda António Pedro Lopes.

Foi uma experiência de cinco dias, dos quais ficam imagens gravadas na nossa memória. Lugares idílicos, mágicos e fascinantes a manter, espaços incríveis onde decorreram os concertos de um repertório de artistas muito bem escolhido, quase escolhido como se de um scouting futebolístico se tratasse e, ainda, algumas palavras a dizer, as quais passamos agora para este formato, após a reflexão que nos é dada.


Dia 1

Os grandes acontecimentos trazem muitas vezes grandes viagens, quer sejam elas viagens introspectivas quer sejam viagens de avião, como foi o caso. O dia começa com a viagem até à Ilha, com a expectativa de conhecer tudo o que havia sido como obrigatório visitar em apenas 5 dias que me detinham em Ponta Delgada. Chegado após uma turbulenta viagem comecei à descoberta de um novo espaço, como um Diogo Silves em 1427 mas com mais facilidades, com mais informações, com algum jetlag e muito mais urbano, não fosse Ponta Delgada a cidade mais habitada das ilhas.

Muitas vezes pensei estar num filme sem legendas graças ao sotaque arranhado dos nossos camaradas insulares e senti a necessidade de existirem legendas neste filme que foi criado ao longo de 5 dias, no final dos quais até eu já dominava o sotaque açoriano. Muito campo, muito mar e muita praia contribuíram para relaxar e distribuir alguma calma a esta alma que vos escreve, que sofreu logo assim que pôs os pés na rua do aeroporto.

Joana Camilo ©
O primeiro dia fica marcado pelo concerto de abertura da banda Três Tristes Tigres, trava línguas difícil da nossa língua portuguesa. A banda composta por 5 tigres, da afamada música "Mundo a Meus Pés", que todos esperavam ouvir e não foi tocada, não fazem jus ao nome. Não são tristes, são feras fora da jaula, com sonoridades que arranham e confundem o público que encheu o Auditório Luís de Camões. Fazem lembrar música de outros tempos, não surgisse a banda na geração em que surgiu, no final dos anos 80 início dos anos 90. Junta-se o punk ao soul, o rock psicadélico ao punk, dando uma sonoridade ácida e cósmica, que acontece nas bridges proporcionadas por "guitar hero", baterista e teclista, tendo a dar coerência a isso os grafismos que pairavam por detrás da banda. 

A música é alta, forte, e as letras de Regina Guimarães, outrora membro integrante da banda, rasgam-nos a pele, destacando-se "Noite Branca" e "Olho da Rua", onde se atinge o auge do concerto. Nada melhor do que conhecer uma banda que, apesar de já conhecida para muitos, se dá a conhecer e faz logo com o concerto de abertura a ilha tremer com a voz de Ana Deus, vocalista da banda, que atuou ora de costas para o público ora de perfil para nós, vestindo-se de negro, como a noite. É algo característico da Lovers & Lollypops, que quando confirmaram este nome me fizeram recordar Pop Dell'Arte em Barcelos no ano passado.



Dia 2

Choque Eléctrico ou TAS(SSE) BEM AÇOURÉS?

A segunda noite a tremer começou no Solar da Graça, casa típica da cidade de Ponta Delgada, onde actuou o artista Mykki Blanco. Existiu como sempre a habitual espera antes do concerto, que deu tempo para matar a sede, em noites insulares quentes, com uma modesta cerveja ou algo até mais forte. Como introduzido, o Solar da Graça, perto do mercado, é um dos espaços mais antigos da ilha e preparou-se para receber algo muito moderno que é o fenómeno Blanco. O DJ que acompanha Blanco entrou pela sala, repleta de fumo e luzes néon, a lembrar os espaços de diversão nocturna menos utilizados, e tratou de arrefecer o espaço para o artista começar o seu show, que teve direito a tudo, desde acapella até a representação por parte do artista.

Mykki Blanco é mordaz, e arrojado, é pura interpretação e pura música sem preconceitos e estigmas, muitas vezes abordados nas suas letras, que fizeram o repertório do espetáculo musical. O concerto teve ainda direito ao deambular de Mykki pelo Solar Da Graça, completamente descalço, até que algo insólito se sucede deixando todos atentos: um choque eléctrico que faz parar o concerto e com que o artista se volte a calçar, apesar de surpreso, e retomasse o concerto, continuando com a sua catch phrase: "LETS GO TREMOR FESTIVAL! TAS BEM AÇOURES?".

Algo diferente do costume, apesar de já ter actuado em Lisboa, um mix de hip hop com grime, com rap e trap, sempre com letras acutilantes, sejam elas acerca de aceitação, acerca de namoros e namorados em tempos em que ninguém aceitava.

Paulo Prata ©
Seguimos depois para o Arco 8, espaço que já tinha recebido na noite anterior o DJ Milhafre, para abrir as hostes deste que foi palco secundário e palco after-hours do festival. A noite prolongava-se e seguia-se o concerto de Altın Gün, a banda de Amsterdão inspirada pelos sons arábicos dos anos 60 e 70, sempre cheios de psicadelismo. A sala estava, como se costuma dizer na gíria, "à pinha" e era impossível ficar indiferente ao som de ritmos quentes e áridos da banda holandesa. Tocaram-se "Goca Dunya", "Kirsehirin Gulleri", "Sad Olup", até mesmo "Tatil Diller Yuze", fazendo a noite ao público que assistia.

Carlos Brum Melo ©
O seu estado de graça diante da audiência faz apostar que, estando em ascensão, mais tarde ou mais cedo voltarão a Portugal, para festivais de dimensão maior ou concertos em nome próprio em casas maiores do Continente. A banda apostou também no seu poder de improviso, que garantiu que quem andava pelo espaço apenas desfrutando a noite e pondo a conversa em dia, fosse ver o que estava a acontecer lá dentro graças à também forte batida.

Carlos Brum Melo ©
Texto: Duarte Fortuna

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Indignu anunciam novo disco, Umbra


Os Indignu estão de regresso com Umbra, que sucede ao soberbo Ophelia, editado em 2016. O projeto barcelense explora sonoridades firmemente baseadas no post-rock, tendo conseguido suscitar bastante interesse além-fronteiras desde o lançamento do seu segundo disco, Odyssea.

Umbra será o quarto álbum do grupo português e terá seis novas composições, tendo lançamento marcado para o dia 11 de maio (pre-order já disponível aqui). A primeira amostra do disco, "Marcha Sob Marte", pode ser escutada em baixo.

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quarta-feira, 28 de março de 2018

Second Still e Whispering Sons também passam por Lisboa

Second Still
Além do já confirmado concerto no Hard Club, Porto, a 12 de maio, os norte-americanos Second Still e os belgas Whispering Sons também tocam na capital, a 11 de maio, num concerto que tem lugar no Sabotage Club. Ambas as bandas - dois nomes que têm vindo a ganhar um certo renome dentro da comunidade underground - vêm presentear as cidades com as suas sonoridades dentro dos espectros do post-punk / darkwave / coldwave para dois concertos que prometem ser grandes.

A combinar os sons da coldwave francesa com as assinaturas de tempo não convencionais da no-wave, os Second Still produzem uma sonoridade tingida de nostalgia, mas que avança rumo ao futuro. Linhas de baixo infecciosas, guitarras deslizantes, feedback e caixas de ritmo poderosas são alguns dos elementos que descrevem a sonoridade do trio. A banda de Los Angeles traz a Portugal os temas do disco de estreia homónimo (distinguido como o melhor disco post-punk de 2017 pela revista Post-Punk) e ainda o EP Equals, que é editado a 20 de abril pelo selo Weyrd Son Records.


Os belgas Whispering Sons formaram-se em 2013 e desde então têm focado o seu trabalho nos campos da música post-punk apresentando uma sonoridade escura de atmosfera sinistra que agradará a fãs de nomes como Ritual Howls ou Bleib Modern. A banda regressa à capital dois anos depois de ter passado pelo Post-Punk Strikes Again para apresentar o EP de estreia Endless Party e os mais recentes singles "Performance", "Strange Identities" e "White Noise".


Em Lisboa as entradas têm o preço único de 8€ e os concertos início previsto para as 22h30. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui. Quanto ao concerto no Porto as informações disponíveis até à data encontram-se aqui.

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Protomartyr – eles só nos estão a tentar alcançar


Protomartyr – primeira figura a morrer por uma causa, geralmente religiosa ou política. 

Ou...

Quarteto americano que se formou em Detroit no ano de 2008. Antes de serem conhecidos por Protomartyr, Greg Ahee (guitarra) e Alex Leonard (bateria) já existiam como Butt Babies. Só mais tarde, quando Joey Casey (voz) e Scott Davidson (baixista) se juntaram aos Butt Babies é que os Protomartyr passaram para o plano existencial. 

Aplicar rótulos a bandas é algo completamente banal nos dias de hoje e os Protomartyr já foram muitas vezes associados à sonoridade post-punk dos Wire, The Fall ou Pere Ubu. Associações à parte, este quarteto é dono e senhor de um rock de cariz passivo-agressivo, cheio de identidade. Joey Casey é um verdadeiro contador de estórias, dotado de uma voz estranhamente cativante, e as letras, essas, arrastam o ouvinte para um árduo e sombrio mundo de ansiedade e injustiça. 


Editaram em 2012 o seu álbum de estreia, No Passion All Technique, seguindo-se dois anos depois Under Color of Official Right. Foi com este trabalho que os Protomartyr começaram a despontar por essas zines fora, com o malhão "Scum Rise". Com The Agent Intellect (2015) reafirmaram o seu estatuto de uma das bandas rock mais interessantes dos últimos anos e para isso muito contribuíram temas como "The Devil In His Youth", "Why Does It Shake?" e "Pontiac 87". Em 2017 juntaram-se à família da Domino Records e editaram o seu quarto álbum de estúdio e o mais aclamado até à data, Relatives In Descent.

Gravado em Los Angeles com o produtor Sonny DiPerri (Avey Tare, Dirty Projectors), Relatives In Descent foi escrito na sequência das eleições de 2016 e, segundo Casey, aborda de modo apreensivo a desilusão e frustração que é viver nos EUA, o desconhecimento da verdade e o sentimento constante de desconforto perante o mundo e o futuro. A nível sonoro, foi influenciado pelo disco Odyshape, das The Raincoats e ainda pelas composições orquestrais de Mica Levi

Ao todo são doze canções repletas de momentos, ora densos ora frenéticos, que vivem em equilíbrio. A identidade da banda fica, uma vez mais, bem patente em Relatives In Descent, o qual se apresenta bastante coeso e com uma maior diversidade sonora que em trabalhos anteriores. Os principais destaques de Relatives In Descent vão para o single "Private Understanding", "My Children" e o início marcado pelos ritmos alucinantes de baixo e guitarra, "The Chuckler", com os riffs fortemente distorcidos, e "Night-Blooming Cereus", com a introdução rara de teclados na sonoridade da banda. De destacar também o excelente trabalho da percussão neste disco. 


Os Protomartyr já têm regresso agendado ao nosso país este ano. A banda norte-americana que atuou na edição de 2016 do NOS Primavera Sound, vai desta vez rumar ao Musicbox, Lisboa, a 12 de abril, num concerto inserido na sua tour europeia.


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Lucy Dacus e Marlon Williams em Paredes de Coura


Continuam as confirmações para o Vodafone Paredes de Coura. Foram agora anunciadas as presenças de Lucy Dacus e Marlon Williams, dois artistas que já lançaram um álbum cada este ano, na próxima edição do festival.

O cartaz conta também com artistas como Arcade Fire, Slowdive, King Gizzard & the Lizard Wizard, Frankie Cosmos, Fleet Foxes e Big Thief. A 26ª edição do festival decorre de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros.

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Afinal há dose dupla de Sleaford Mods


Descritos por Iggy Pop como "a maior banda de rock dos nossos tempos", em cinco anos, os Sleaford Mods assumiram-se como uma presença inquestionável nos tops de edições e uma das caras mais visíveis da atitude DiY do punk, rock e derivados. A banda que passou em 2017 pelo NOS Primavera Sound regressa este ano ao país, em abril, para dois concertos a 16 de abril no Hard Club, Porto e no dia seguinte, a 17 de abril, na Galeria Zé dos Bois em Lisboa.

Jason Williamson e Andrew Fearn editaram uma dezena de álbuns, três EP’s e uma colaboração com Prodigy no disco, The Day Is My Enemy de onde resultou a faixa "Ibiza". Foram dez anos de revolta e um pub que anunciava tapas espanholas à inglesa, que culminam em English Tapas (Rough Trade Records, 2017), o mais recente disco da banda, que servirá de apresentação nos concertos.


O concerto no Porto, a 16 de abril, está marcado para as 21h00 e contará com a abertura de O Gringo Sou Eu. Os bilhetes custam 12€ em pré-venda e 15€ no dia. Todas as informações adicionais seguem aqui. O concerto de Lisboa, na Galeria Zé dos Bois, a 17 de abril tem início marcado para as 22h00 e o bilhete tem o preço único de 15€. Todas as informações adicionais seguem aqui.


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Reportagem: CAIO + Jorge Barata [Sabotage Club, Lisboa]


A noite era chuvosa, mas isso não impediu os mais resistentes de se deslocarem até ao Sabotage na passada sexta-feira, 23 de março, para celebrar o lançamento de Mundo Incerto, novo álbum de CAIO, projeto a que João Santos dá voz.

Faltava meia hora para a meia noite quando Jorge Barata subiu sozinho ao palco. O artista veio apresentar Pelo Peito Morre o Jorge, o álbum de estreia que editou no final do ano passado com o selo da Watermelon Records, e que, segundo o próprio, era bom para cortar os pulsos, tal como indica o título. Antes de iniciar o concerto propriamente dito, houve um momento caricato em que Jorge perdeu a sua palheta de vista e pediu ao público se alguém lhe podia emprestar uma. 

Começou o concerto apenas com a voz e um leve bater de palmas, interpretando um tema de José Afonso, “Menino do Bairro Negro”. Pegou depois na guitarra elétrica e interpretou “Será Pedir Muito”, música onde as influências do Bossa Nova são notórias. Como só um tema de José Afonso não basta, atirou-se a “Saudadinha” antes de mergulhar em “Gabriela”, tema cantado em brasileiro. “Peito Sobre o Tejo” levou-nos até ao piano num momento mais intimista. Por fim, Jorge Barata presenteou o público com uma música alentejana sobre traição, “Laurinda”. Foram sensivelmente 30 minutos em que Jorge nos mostrou do que é feito. 

Passavam dez minutos da meia noite quando CAIO subiu ao palco do Sabotage, apenas acompanhado da sua guitarra acústica. Começou a atuação com “Partida” do seu álbum Viagem (2017), sendo acompanhado pelo público, que entoava a letra. Seguiu-se depois o tema que dá nome a este último trabalho. Ao fim de duas músicas juntaram-se a CAIO no palco Jorge Reis, na bateria, e Bernardo Manteigas, no baixo. Agora com a guitarra elétrica nas mãos de CAIO, o trio tocou “Pedrógão”, aproveitando para mostrar a lado mais ruidoso e improvisado, numa espécie de jam“Benedita”, single de apresentação de Mundo Incerto, foi o tema que deu continuidade a esta atitude mais enérgica por parte da banda. 



Foi após terem interpretado “Só mais um adeus”, tema instrumental que apresenta um excelente ritmo percussivo, que CAIO desabafou que não estava habituado a tanto rock. “Vinho” e “Procura” vieram fechar o ciclo de Mundo Incerto. “Chegada” de Viagem, trouxe-nos de novo um CAIO sozinho em palco e veio anunciar o fim do concerto. O artista ainda voltou ao palco para interpretar “M”, com ajuda das back vocals de Chinaskee e Jorge Barata. 

Foi um serão bem passado, com uma casa bem composta. As músicas de CAIO respiram bem ao vivo e as suas letras são simples, mas carregadas de significado, sendo fácil identificarmo-nos com os seres do planeta CAIOEsperamos ver estes dois artistas com tanto potencial mais vezes por aí, nesses festivais de verão que há aos montes.


Fotografia:Filipe Coelho

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terça-feira, 27 de março de 2018

Quatro confirmações nacionais para o Vodafone Paredes de Coura


Linda Martini, The Legendary Tigerman, Surma, Keep Razors Sharp. São estes os 4 nomes nacionais agora confirmados para o Vodafone Paredes de Coura.

Os restantes nomes já anunciados são JungleSlowdiveKing Gizzard & The Lizard WizardThe Mystery LightsJapanese BreakfastShameConfidence ManBig ThiefFleet Foxes…And You Will Know Us By The Trail of DeadCurtis HardingSkeptaArcade FireDead Combo com Mark LaneganFrankie Cosmos e The Blaze. A 26ª edição do Festival Vodafone Paredes de Coura decorre  de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e os bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros.



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The KVB no 5º aniversário do Sabotage Club


Nicholas Wood e Kat Day, os nomes por trás da dupla The KVB, e também os obreiros da reinvenção do uso dos sintetizadores vão regressar ao país em maio naquele que é, até à data, concerto único pelo país inserido nas celebrações de aniversário do Sabotage Club e agendado para 4 de maio. A banda regressa assim à capital dois anos depois de ter tocado no 10º aniversário do MusicBox, em Lisboa.

Depois de se estrearem em 2012 com Always Then, um primeiro olhar sobre o seu shoegaze pintado de electrónica minimal, com ponte imediata para referências como os Jesus & Mary Chain ou Ian Curtis, a banda traz agora na bagagem Of Desire (2016), o seu último trabalho de originais que desbravara o universo mais negro e pensativo do post-punk e será apresentado em Lisboa, em maio.


Ainda não são conhecidas informações adicionais relativas ao preço dos bilhetes e horários de atuação. Além dos The KVB também Jibóia, Debut! e Talea Jacta se encontram confirmados para a celebração dos 5 anos do club do rock lisboeta que decorre entre os dias 2 a 5 de maio.

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segunda-feira, 26 de março de 2018

Novo álbum de Girls Names chega às prateleiras em junho


Os Girls Names regressam às edições este ano com nova formação novamente na casa Tough Love com o sucessor de Arms Around a Vision (2015) que se chamará Stains On Silence e se econtra marcado por baterias eletrónicas e muita programação. Além dos pormenores adicionais, os Girls Names também avançaram com o primeiro single extraído deste novo trabalho, "25", que se encontra disponível para escuta abaixo. Sobre o novo disco e estes três anos de pausa o frontman da banda Cathal Cully avança que: 
"We then took a break from all music and went back to full-time work. We chilled out from the stress of rushing the record and not being happy with it, as well as being skint with no impending touring on the cards and constantly having to worry about rent".

Stains On Silence tem data de lançamento prevista para 15 de junho pelo selo Tough Love Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Stains On Silence Tracklist:

01. 25 
02. Haus Proud 
03. The Process 
04. The Impaled Mystique 
05. Fragments of a Portrait 
06. A Moment and a Year 
07. Stains on Silence 
08. Karoline

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Twin Tribes juntam-se à casa Manic Depression

© Apnea Media

Os norte-americanos Twin Tribes são o mais recente nome a juntar-se à casa da editora independente Manic Depression Records depois de terem lançado em janeiro de 2018 o seu disco de estreia, Shadows, cuja edição física em cassete (limitada a 50 unidades) já se encontra esgotada. Formados em 2017 por Luis Navarro (voz, guitarra, sintetizador, percussão) e Joel Niño, Jr. (baixo, sintetizador e voz) a dupla explora essencialmente as atmosferas sonoras dos anos 80 dentro de movimentos como a darkwave, post-punk e coldwave

A dupla do Texas junta-se assim à casa francesa de nomes como Winter Severity Index, M!R!M, Schonwald, Second Still, Bleib Modern, L'An2000, entre outros. De Shadows o primeiro tema que se conheceu foi o homónimo "Shadows". Além deste, a introdução "The Path to Antares" ou "Talisman" são também duas recomendações a ouvir.

Shadows foi editado digitalmente pelo selo Manic Depression Records no passado dia 24 de março. Podem comprar o álbum aqui, a edição em CD estará disponível em abril (pre-order aqui).


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Human Tetris tocam no Sabotage Club em maio


Depois de se terem estreado em Portugal em fevereiro de 2017, no Porto e Lisboa, os russos Human Tetris vão voltar à capital a 10 de maio (quinta-feira) para um concerto que para já é único em território nacional e acontece no Sabotage Club.

A banda de Moscovo, que, em 2012, tinha abruptamente posto fim a uma carreira que contava com dois EPs e um álbum, apresenta canções melodiosas com arranjos minimalistas de guitarra. Em 2016 e com nova formação - Kriger (voz/guitarra), Maxim Zaytsev (baixo), Maxim Keller (guitarra) e Sasha Kondyr (bateria) - regressaram aos trabalhos com River Pt. 1, o último disco da banda que será apresentado no concerto em Lisboa juntamente com os temas do mais recente EP Pictures/Ruins (2017).

O evento tem início previsto para as 22h30 e os bilhetes já estão à venda, tendo um custo de 10€ em pré-venda e 12€ no dia. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.


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Stephen Malkmus and The Jicks anunciam novo álbum, partilham novo single

O antigo membro dos Pavement e Silver Jews regressa com o primeiro disco em 4 anos via Matador. "Shiggy" é o novo avanço de Sparkle Hard.


James Rexroad
O regresso de Stephen Malkmus já tinha sido anunciado através de "Middle America", a balada country do líder dos saudosos Pavement revelada no mês de fevereiro. Agora, juntamente com os The Jicks, está anunciado o regresso da banda às edições com Sparkle Hard. O sucessor de Wig Out The JagBags, de 2014, chega-nos dia 18 de maio via Matador e vem acompanhado de mais um tema, "Shiggy", cuja sonoridade fará jus aos fãs de Pavement. O tema poderá ser encontrado em baixo, juntamente com a capa e respetiva tracklist do disco.

O alinhamento deste novo registo contará ainda com a participação de Kim Gordon para um tema, "Refute", assim como a já conhecida "Middle America".





Sparkle Hard

Cast Off 
Future Suite
Solid Silk 
Bike Lane 
Middle America 
Rattler 
Shiggy 
Kite 
Brethren 
Refute (ft. Kim Gordon) 
Difficulties / Let Them Eat  Vowels

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