sábado, 21 de abril de 2018

Foie Gras tem novo single, "Red Moon"


Foie Gras não lançava nada desde janeiro de 2017, quando ediotu o single "Devotee". As boas notícias são que a cantora e compositora norte-americana está de regresso e, embora sem nenhum disco de estúdio anunciado, está cá fora um novo single que vai integrar um EP ainda sem pormenores de lançamento avançados. Editado na passada sexta-feira (20 de abril) o tema "Red Moon", que certamente será do agrado de ouvintes de nomes como Chelsea Wolfe ou Darkher, fará parte do alinhamento do nova curta-duração, a trazer o selo Yellow Year Records.

Com trabalhos nas linhas da música drone, doom, noise e um quê de shoegaze, Foie Gras compõe música invariavelmente lenta, triste e multidimensional. Neste novo tema, "Red Moon", vemos isso em pormenor na letra "Blood red moon, I would kill for you"; "You're you're the only one that I need You're the only thing that I see" e no vídeo disponibilizado para o tema, a ver abaixo.


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STREAM: Girls Names - Primitive Desire


Os Girls Names lançam em junho Stains On Silence, o novo disco de estúdio que conta com uma nova formação e chega três anos depois de Arms Around a Vision (2015). Para encurtar o tempo de espera por material novo, a banda lançou este sábado (21 de abril) uma compilação das primeiras sessões em estúdio da banda de sempre à qual chamou Primitive Desire. Composta por 11 faixas esta compilação foi graavada em 2009 e compila o EP de estreia originalmente lançado pelo selo Captured Tracks, as oito músicas que originalmente apareceram no mini-EP You Should Know By Now (Tough Love) e ainda uma faixa bónus.

Primitive Desire foi editado hoje, dia 21 de abril. O disco vai ter uma impressão de 1.000 unidades num vinil de cor verde e para já podem comparar a versão digital aqui


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Reportagem: Tremor : "6000 Dias não chegam para digerir este festival"

© Carlos Brum Melo

Último dia, última voltinha pela ilha que acolheu o magnânimo Tremor que, nas próximas 24 horas que faziam o festival, tinha muito para dar, concertos, talks, exposições, entre muitas outras atividades que fizeram da cidade de Ponta Delgada o epicentro de um sismo cultural e artístico que demorou 5 dias a terminar.

O último dia começa no Raíz Bar, com a atuação, ainda bem cedo, da banda catalã Zulu Zulu, que abriram as hostes trazendo um pop psicadélico misturado com música africana na batida e na indumentária empenhada pelos membros do grupo. Dançou-se, sentiu-se o abanão, começou a sentir-se a ilha a tremer com nuestros hermanos que, como o seu Estado, parecem ter uma música independente mas com raízes em vários locais do hemisfério sul, de África a Colômbia.

Com o final do concerto dirigimo-nos para o Hostel Out Of The Blue para assistir, ao espetáculo que encerrou a tarde e iniciou a noite - que foi longa na cidade açoriana - Gonçalo. O músico que pertenceu aos Long Way To Alaska, lançou no ano transato Boavista, um EP que poderia muito bem pertencer à banda sonora de um filme, cheio de cor e feito de melodias instrumentais únicas que culminam em 9 músicas excelentes.
A banda tocou no espaço exterior do Hostel, dando uma vibe muito calma e fazendo com que a tarde caísse de forma amena e tranquila.

© Carlos Brum Melo

Todos acompanharam o concerto com muita atenção, aproveitando para beber um copo ou para manter as conversa em dia ou mesmo para dançar de forma mais pacata.

Setlist Gonçalo:
Bonanza
Lorosae
Bravo!
Tuga
Champagna
Carrosséis

Depois fomos até ao Auditório Luís De Camões, onde já tínhamos visto Três Tristes Tigres e onde fomos surpreendidos uma primeira vez para, desta vez, assistir ao espectáculo musical de Baby Dee.

Para quem não sabe, Baby Dee é um artista transgénero americano que participou em projetos com Antony Hegerty, da já conhecida banda Antony And The Johnsons, daí a sua música não escapar muito a esse género, melancólica, ora triste, ora feliz, ora lamuriosa, ora extasiante.

Um espectáculo que começa com uma pequena conversa para quebrar o gelo entre os poucos que ainda ocupavam os lugares do Auditório e artista, que recorda uma vez que tocou num local já há algum tempo perante três pessoas, sendo uma delas Deus. O gelo foi quebrado com o riso, com a ironia do que é fazer parte duma sociedade exclusiva, com raízes religiosas fortes, tentando Dee entrosar-se, como muitos outros, na sociedade de hoje que parece permitir a diferença apesar da resistência. Deus é personagem forte na poesia da artista americana, que apesar de ser redentor parece mais castrador das liberdades individuais dos individuos.

Tremor foi isto, inclusão, diversidade e interactividade, vejamos os concertos de Mykki Blanco, também autor de canções acerca de exclusão e preconceito e agora Baby Dee que traz a parte mais melancólica, acompanhada a piano, como se estivéssemos num bar a ouvir as suas lamúrias. Fica marcado como um dos melhores concertos desta edição pelo à vontade e pela acutilância do espectáculo a que fomos sujeitos, por retratar a realidade crua como ela é e como o preconceito ocupa um lugar forte ainda nos dias de hoje.

Findado o concerto rumámos ao Ateneu para o concerto de Mdou Moctar, os tuaregs com um rock que só Ali Farka Touré e Bombino conseguem acompanhar, quente e árido mas com um ritmo e um cheiro alucinante a festa.

© Carlos Brum Melo

Um concerto indomável, com solos e jams incansáveis, com a banda a puxar pelo público e com o público a puxar pela banda que se entusiasmava e puxava os seus galões para dar o seu melhor. 
O chão parecia oscilar tal era o tremor que se fazia sentir naquela sala, que já tinha recebido Sheer Mag. Todos estavam na mesma sintonia e o calor fazia com que o deserto se sentisse na ilha. Houve tempo até para o guitarrista da banda tocar no meio da multidão que assistia frenética ao concerto tanto na rua, que acolhia já imensa gente que tentava entrar, como na sala de concertos.

Mais tarde tivemos oportunidade de assistir a Dead Combo, no Coliseu Micaelense que iria ser o grande palco de grandes concertos da noite, que contaram com a presença do baterista Alexandre Frazão, integrante da banda Ala dos Namorados e oriundo do Brasil, que acompanhou Tó Trips e Pedro Gonçalves que tocaram desde "Lisboa Mulata" a "Quando a Alma Não é Pequena" ou "Lusitânia Boys", concretizando o desejo dos muitos que assistiram. Mas este concerto fica marcado pela apresentação de temas do novo álbum, que a banda irá apresentar ainda este ano, Odeon Hotel, que se perspetiva de grande calibre, acompanhando os seus antecessores de 2011 ou mesmo de 2008 ou 2006.

Um novo espaço surgiu para um concerto que se aguardava já há algum tempo, o de Ermo, a banda do norte de Portugal apresentou o seu álbum Lo-Fi Moda na cidade de Ponta Delgada mais especificamente na Garagem Antiga do Varela, um espaço que se enquadrou perfeitamente no tipo de concerto a que se assistiu. Criou-se uma espécie de barreira de som entre "ctrl+Ctrl C+V", "Circle J" ou "raicevic.als" que fizeram com que a atuação da banda nortenha fosse agressiva e aguerrida, sem medo de enfrentar um público ainda embebido da melancolia de Baby Dee e da "saudade" que os Dead Combo incutiram com o seu "fado rock" ou "blues fado".

© Carlos Brum Melo

Após este concerto assistimos a uma verdadeira enchente ao Coliseu, faltava assistir à banda dos brasileiros Boogarins, que já se encontravam na ilha e já tinham tocado em Santa Maria, num concerto exclusivo para apenas 50 sortudos do festival.

Aí a noite fez-se dia e o dia fez-se noite num ápice, após este concerto, 6000 dias não chegam para digerir este festival. Escrevendo agora as linhas finais encontramo-nos numa tentativa de reflexão final falhada, pois vamos sempre guardar o Tremor com especial carinho, como se de um souvenir se tratasse, mas um souvenir valioso, que faz história e cria histórias e laços entre pessoas e espaços magníficos, a ilha nunca pareceu tão pequena como neste concerto.

© Your Dance Insane

Boogarins são todo o Brasil, desde Raul Seixas a Novos Baianos, de Caetano Veloso aos Mutantes ou mesmo Chico Buarque, todas as músicas carregam uma carga emocional tremenda que foi transmitida num concerto único ao público que recebeu de braços abertos.
Pareceu uma eternidade, mas das boas, teve tempo para todas as músicas, um repertório excelente vindo de uma banda excelente, de boa onda e de psicadelismo profundo dos anos 60 e 70,com bossa nova e samba dentro de um rock que não deixa ninguém indiferente.
Veja-se "Onda Negra", "Auchma" ou mesmo "Doce", veja-se "Benzin" ou "Folha de Rosto" e cisme-se se não se despertam sentimentos logo aos primeiros acordes ou à primeira nota entoa pela voz do vocalista da banda.

© Carlos Brum Melo

Tocou-se a banda sonora dos dias que se passaram na ilha, tocou-se a banda sonora desta edição do Festival Tremor, que faz vibrar os corações com este festival que junta um pouco de tudo desde a fotografia ao cinema e claro a música de todos os géneros e feitios, que mostra que é inovador e traz gente de todas as partes do mundo porque é cativante e atrativo.

O mundo encolheu após este concerto, as caras estavam com sorrisos de orelha a orelha, ouviam-se gargalhadas e a festa seguiu ainda mais forte e noite dentro depois deste concerto que fica para sempre na memória dos que assistiram.

"Deus perdoe essas pessoas ruins" como empenhava orgulhosamente o vocalista da banda oriunda de Goiana, que se viva a música, que se espalhe a cultura como se disseminou num espaço como a ilha de São Miguel, que se mostre novos mundos ao Mundo como outrora fizemos e como actualmente fez e faz a Lovers & Lollypops com este tipo de eventos, com concertos, com CD's ou mesmo cassetes, que se mostre o que de bom se faz por toda a parte e que se faça tremer como se tremeu neste ano de 2018 nos Açores.

Que para o ano aconteça e seja ainda mais forte.

Texto: Duarte Fortuna

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sexta-feira, 20 de abril de 2018

STREAM: Acid Acid & Vítor Rua - Acid Acid & Vítor Rua


O concerto de Acid Acid & Vítor Rua realizado a 21 de outubro de 2016, inspirou-se num dos temas do álbum homónimo de Acid Acid e permitiu criar espaço para o mesmo evoluir e para assumir outros rumos sónicos. Apesar da autoria ser de Acid Acid, Vítor Rua tomou-a como sua e transformou-a com a sua bem característica marca autoral durante o concerto, culminando numa exploração das possibilidades sónicas da guitarra, num momento apoteótico no meio do público.

Acid Acid & Vítor Rua,  disco gravado ao vivo e composto pela faixa "Acid Acid Pt. II", é editado esta sexta-feira (20 de abril) pelo selo Nariz Entupido. Podem ouvir o tema na íntegra abaixo.


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Continuam as confirmações para Paredes de Coura


O continua a confirmar novos nomes para o cartaz da sua próxima edição. Desta vez foi marcada a presença de Yasmine Hamdan, Dear Telephone, FUGLY e GrandFather's House.

O cartaz conta também com artistas como Arcade FireSlowdiveKing Gizzard & the Lizard WizardFrankie CosmosFleet Foxes e Big Thief. A 26ª edição do festival decorre de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros.

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Fee Reega no primeiro episódio do Fade In Festival 2018


A alemã Fee Reega, conhecida pelo seu trabalho no projeto paralelo Captains (que vão marcar presença em Portugal, numa estreia inserida no Extramuralhas), fará parte do primeiro episódio do Fade In Festival 2018 marcado para o próximo dia 19 de maio na sala Stereogun, em Leiria. 

A artista, atualmente sediada em Espanha, apresenta-se em nome próprio para um concerto único no país para apresentar o seu mais recente disco de estúdio, Sonamnulancia, de onde se pode ouvir este bonito "Tequila".


O concerto tem início marcado para as 23h00. Os bilhetes já se encontram à venda por um preço de 7€ com consumo de uma bebida. Podem encontrar todas as informações adicionais aqui.

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Semibreve revela primeira vaga de confirmações

O festival de música eletrónica e artes digitais regressa a Braga com William Basinski, Jlin e Caterina Barbieri entre as primeiras confirmações.


© Ben Millar Cole
O Semibreve tem regresso confirmado. A oitava edição do festival dedicado ao melhor da música eletrónica e artes digitais decorrerá em Braga, de 26 a 28 de outubro de 2017, repartindo-se novamente entre o Theatro Circo, o gnration e a Casa Rolão

William Basinski (na foto), Jlin, Caterina Barbieri, Keith Fullerton Whitman & Pierce Warnecke, SØS Gunver Ryberg e Telectu integram esta ilustre primeira vaga de confirmações. 

Mestre do drone e da tape music, William Basinski destaca-se como uma das grandes propostas desta oitava edição. O músico e produtor norte-americano regressa a Portugal depois de uma passagem pelos Jardins Efémeros, onde efetuou uma majestosa performance em plena Sé de Viseu. Na sua primeira visita a Braga, William Basinski traz o mais recente A Shadow In Time, disco onde podemos encontrar "For David Robert Jones", a bonita homenagem ao malogrado David Bowie


Jlin é a nova sensação da footwork. A produtora norte-americana traz consigo o poderoso Black Origami, editado em 2017 sob o selo seguro da Planet Mu que conta, curiosamente, com a participação de William Basinski em "Holy Child". Cerebral e intensa, Jlin tem trazido uma abordagem refrescante ao longo dos seus últimos dois discos, cruzando o footwork mais frenético com melodias esparsas e sombrias. Ao lado da dinamarquesa SØS Gunver Ryberg, que se prepara para uma autêntica descarga elétrica techno na sua estreia em Portugal, as duas produtoras prometem aquecer as pistas de dança do festival.



Os Telectu são o duo composto por Vítor Rua (ex-GNR) e Jorge Lima Barreto, que se apresentam em Braga para uma atuação muito especial de comemoração dos 35 anos de Belzebu, o segundo álbum do duo. Ainda nas colaborações estão Keith Fullerton Whitman e Pierce Warnecke, que se apresentam no Semibreve para uma "colaboração audiovisual inédita". Por fim, a italiana Caterini Barbieri irá apresentar Patterns of Consciousness, um disco de temas esparsos e hipnotizantes que juntam a beleza do drone à eletrónica de cariz progressivo. 

Os bilhetes para o Semibreve encontram-se disponíveis ao preço de 39 euros.



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STREAM: MASTER BOOT RECORD - Direct Memory Access


Master Boot Record edita hoje o seu sétimo disco de estúdio, intitulado Direct Memory Access, cujo nome vem de um método que serve para transferir dados de um dispositivo diretamente para a memória principal do sistema (RAM). Master Boot Record dá-se a conhecer por "a 486DX-33MHz-64MB processing avant-garde chiptune, synthesized heavy metal & classical symphonic music. 100% Synthesized, 100% Dehumanized", e o seu trabalho é exatamente isso, uma viagem aos cumes e planícies a que os sintetizadores nos conduzem.

Este novo disco contou ainda com a colaboração de Laurent Lunoir (Öxxö Xööx, Igorrr) na voz, em xxx das sete faixas, como foi o caso do primeiro single de avanço "DMA 3 LPT1 ECP MODE" e ainda nos temas "DMA 1 SOUND CARD 8-BIT", "DMA 2 FDD CONTROLLER" e "DMA 4 CASCADE".

Direct Memory Access tem data de lançamento prevista para esta sexta-feira (19 de abril) pela filandesa Blood Music.


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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Fotogaleria: Sleaford Mods [Hard Club, Porto]


No passado dia 16 de abril fomos até ao Hard Club, Porto assistir ao primeiro dos dois concertos dos Sleaford Mods em nome próprio, no nosso país (o segundo aconteceu no dia seguinte na ZDB), que contou com o agenciamento da promotora Lovers & Lollypop's. Não chegámos a tempo de assistir à performance d'O Gringo Sou EU, que contou a participação especial das Tukbatuk, mas tirámos umas pics ao concerto da dupla britânica que vinha em apresentação de English Tapas (Rough Trade Records, 2017).

A foto-reportagem do evento, na lente de Francisca Campos, pode ser consultada aqui ou em baixo.

Sleaford Mods [Hard Club, Porto]

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Reportagem: Protomartyr [Musicbox, Lisboa]


Na passada quinta-feira, 12 de abril, visitámos o Musicbox, Lisboa,  para assistir à atuação dos Protomartyr, dois anos após a passagem pela edição de 2016 do NOS Primavera Sound. O quarteto norte-americano de Detroit visitou o nosso país numa data única inserida na sua tour europeia, trazendo consigo o aclamado Relatives In Descent, editado em setembro do ano passado pela Domino Records.

O relógio marcava 22h45 quando a banda subiu ao palco - Joey Casey na voz, Greg Ahee na guitarra, Scott Davidson no baixo e Alex Leonard na bateria. Perante uma sala esgotada, a eletrizante “My Children” abriu as hostes. Joey, muito quieto, parecia um contabilista de cerveja na mão (tinha ao seu lado uma mesinha com 4 médias de Sagres) a declamar estrofes agressivas para o microfone, muito ao jeito de Mark E. Smith, como se pôde também verificar em “I Forgive You” de The Agent Intellect (2015).

Muitas vezes comparados com as bandas mais clássicas do post-punk como os Wire, The Fall e Pere Ubu, os Protomartyr são donos e senhores de uma sonoridade muito própria, que assenta num rock “passivo-agressivo”, embelezado pelas estórias ansiosas e zangadas contadas por Joey. “Wait” e “Win, Always” foram dois temas novos que a banda apresentou nessa noite, sugerindo uma direção mais agressiva e ruidosa no próximo trabalho.


Com “I Stare at Floors”, de Under Color of Official Right (2014), surgiram os momentos mais dançáveis do concerto, numa malha à moda dos Bloc Party (oiçam a guitarra). “Windsor Hum e “Up the Tower” trouxeram-nos de volta os ritmos mais frenéticos e punk de Relatives In Descent, com principal destaque para a percussão, e em “Male Plague” ouviu-se o refrão niilista “Everybody knows it's gonna kill you some day”. 

Foi com a enérgica “The Devil In His Youth” que o público se soltou verdadeiramente numa dança desenfreada. Afinal, estamos perante umas das melhores músicas compostas pela banda. No Passion All Technique (2012), primeiro álbum dos norte-americanos, não ficou esquecido nesta celebração musical, sendo interpretado o tema “3 Swallows”.


Até agora o concerto estava a ser bastante agradável e competente, mas os singles “A Private Understanding” e “Don’t Go To Anacita” elevaram os padrões de epicidade da atuação. Dotados de uma ligeira sensibilidade pop de facetas mais sombrias, estes temas cativaram o público a entoar os seus refrões: “She’s just trying to reach you”. Antes do concerto finalizar, problemas técnicos no pedal da bateria proporcionaram alguns momentos de humor em que Joey aproveitou para conversar com o público e apresentar a banda (algo que disse ter feito pela primeira e última vez). O quarteto terminou o concerto com “Half Sister”, tema que finaliza Relatives In Descent.

No meio de várias palmas e assobios, a banda voltou ao palco para interpretar “two shittiest old songs”. As malhonas “Why Does It Shake”? e “Scum, Rise!” foram os presentes extra que os Protomartyr decidiram oferecer ao público, prometendo voltar em breve, quem sabe já para o ano que vem. Foram 75 minutos a ouvir Joey Casey contar as suas estórias ao som de um rock bem estruturado e cheio de identidade.

Ah, as 4 médias Sagres foram todas bebidas.




Setlist:
My Children
I Forgive You
Corpses In Regalia
Wait
Win, Always
Windsor Hum
I Stare at Floors
Up the Tower
Male Plague
What the Wall Said
The Devil in His Youth
3 Swallows
A Private Understanding
Here Is The Thing
Don't Go To Anacita
Come & See
Half Sister

Why Does It Shake?
Scum, Rise!


Texto: Rui Gameiro
Fotografia: Ana Viotti

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Hoje. CCA nas Damas com Aires e Luís Pestana

Pedro Jafuno

O Colectivo Casa Amarela está de regresso às Damas para dois concertos de apresentação dos mais recentes trabalhos de Aires e Luís Pestana

O evento decorre esta noite e contará com a performance ao vivo de Naturalismo, o mais recente álbum de Vítor Bruno Pereira,  um dos fundadores da editora madeirense que se apresenta sob o seu nome favorito - Aires - nas suas explorações sónicas dos campos mais experimentais da música eletrónica. Entre o drone, o noise e a ambient, Naturalismo aborda uma vertente assumidamente mais onírica que os seus antecessores, naquele que pode ser considerado o primeiro disco otimista do músico sediado em Lisboa.



Luís Pestana partiu dos LÖBO para o seu quarto, de onde surgiram relíquias em forma de pequenos ficheiros wav. Temas como "Sobre Névoa" e "Adormecida" marcam um afastamento do passado doom de Pestana para as composições atmosféricas e cristalinas da ambient e do drone. O seu trabalho demonstra uma aproximação a nomes como Tim Hecker e Ben Frost, mas com um cunho muito próprio e caraterístico. Com um repertório ainda em crescimento, esta será a oportunidade de assistir ao vivo a algum material inédito do produtor lisboeta.


O evento decorre pelas 23:00 nas Damas, em Lisboa, e a entrada é gratuita.

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EDP Vilar de Mouros com novas confirmações



A organização do EDP Vilar de Mouros avançou nesta manhã de quinta-feira com duas novas confirmações, Peter Murphy e David J, num concerto de celebração dos 40 anos de Bauhaus, e John Cale. Estes dois novos nomes juntam-se assim a The Human League, Los Lobos, PIL e Pretenders, na edição de 2018 do festival que decorre entre os dias 23, 24 e 25 de agosto, em Caminha.


Peter Murphy regressa ao festival de Caminha passados dois anos, desta vez, não para apresentar o seu mais recente disco mas para um regresso ao passado. Contando com David J, baixista original de Bauhaus, vai ser possível assistir a um espectáculo único na Península Ibérica onde serão celebrados os 40 anos de Bauhaus. Esperam-se, então, temas como “Bela Lugosi’s Dead”, “In The Flat Field” ou “She’s In Parties”, alguns clássicos dos considerados "pais do rock gótico".


Também histórico é John Cale, co-fundador de The Velvet Underground, que conta com uma longa carreira a solo. Regressa a Portugal 6 anos após o seu ultimo concerto por terras lusitanas, período durante o qual lançou o disco "M-FANS". Durante os seus mais de 50 anos de carreira John Cale colaborou com inúmeros artistas como por exemplo Nick Drake, Brian Eno, Happy Mondays e Terry Riley.


Os passes gerais para o EDP Vilar de Mouros já estão à venda por 70€ e os bilhetes diários custam 35€ para cada dia.

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STREAM: Second Still - Equals EP [Threshold Premiere]


California-based band Second Still is back this year with two EP's that follow their so much acclaimed debut Second Still (2017) that combined the definitive sounds of French coldwave with the unconventional time signatures of no wave layering with hauntingly beautiful vocal melodies. The first one is Equals, a five-track EP (which includes a bonus track called "Walls", if you buy the digital version) that you can now listen below in an exclusive Portuguese premiere. 

This new EP marks an evolution in the band’s sonority, with progressions towards a sonically uncharted territory. The four main components of the band’s signature sound are still there, but it has been added a couple analog synthesizers into the arsenal that brings an approach to more pop-oriented songs. Previously, three singles from the album were released, them being "Opening", "Automata" and "In Order". 

Equals EP is out on April, 20th via Weyrd Son Records. The EP will be released on three different types of vinyl – black (300), silver (200), and silver with white/black splatter (100) – and can be pre-ordered here.



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Paredes de Coura com mais quatro nomes


Continuam as confirmações para o Vodafone Paredes de Coura, tendo sido anunciado ontem mais um conjunto de nomes que irão integrar o cartaz do festival. Estes são Myles Sanko, X-Wife, Ermo e Smartini.

O cartaz conta também com artistas como Arcade FireSlowdiveKing Gizzard & the Lizard WizardFrankie CosmosFleet Foxes e Big Thief. A 26ª edição do festival decorre de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros.

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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Mazzy Star anunciam novo EP


Os Mazzy Star estão de regresso aos discos com o novo EP Still que vem dar sucessão ao disco Seasons of Your Day (2013), o primeiro lançamento da banda em 17 anos. Em 2014, a banda lançou ainda um single para o Record Store Day, "I'm Less Here". Este novo EP, composto por quatro faixas, incluirá ainda uma versão alternativa do clássico single "So Tonight That I Might See" (1993) e para já pode-se ouvir o single "Quiet, The Winter Harbor", abaixo. 

Além deste single, o tema "That Way Again", que fará parte deste novo EP, tem uma versão unreleased disponível para ouvir aqui.


Still tem data de lançamento prevista para 1 de junho pelo selo Rhymes of an Hour.


Still Tracklist:

01. Quiet, the Winter Harbor
02. That Way Again
03. Still
04. So Tonight That I Might See (Ascension Version)

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terça-feira, 17 de abril de 2018

Kevin Morby e Imarhan em Paredes de Coura


Mais duas confirmações para o Vodafone Paredes de Coura: Kevin Morby, nome conhecido no nosso país, e os argelinos Imarhan.

O cartaz conta também com artistas como Arcade FireSlowdiveKing Gizzard & the Lizard WizardFrankie CosmosFleet Foxes e Big Thief. A 26ª edição do festival decorre de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros.

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Deafheaven regressam com "Honeycomb", o primeiro avanço de 'Ordinary Corrupt Human Love'

Corinne Schiavone
Os Deafheaven estão de regresso às edições e "Honeycomb" marca o regresso dos enfant terribles da música extrema desde New Bermuda, de 2015. O tema que serve de avanço para o próximo álbum da banda de George Clarke estava especulado para esta semana segundo fóruns do Reddit. Os indícios confirmam-se agora com o lançamento oficial do tema, cujo trabalho audiovisual da autoria de Sean Stout poderão averiguar em baixo, juntamente com a capa e tracklist do respetivo disco.

Ordinary Corrupt Human Love recebe novamente o selo ANTI- e tem data de lançamento prevista para o dia 13 de julho. 




Ordinary Corrupt Human Love

1. You Without End 
2. Honeycomb 
3. Canary Yellow 
4. Near 
5. Glint 
6. Night People 
7. Worthless Animal

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