sábado, 28 de abril de 2018

Fotogaleria: Party Sleep Repeat 2018 [Oliva Creative Factory]


No passado dia 21 de abril fomos até à Oliva Creative Factory, em S. João da Madeira, assistir à sexta edição do Party Sleep Repeat, por onde passaram projetos como Manel Cruz, Stone Dead, Solar Corona, Zulu Zulu, FUGLY, El Senõr, Throes + The Shine, entre outros.

A foto-reportagem do evento, na lente de Pedro Campos Pereira, pode ser consultada aqui ou em baixo.

Party Sleep Repeat 2018 [Oliva Creative Factory, S. João da Madeira]

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Alva Noto e Planetary Assault Systems no Festival Forte


O Festival Forte está de regresso ao castelo de Montemor-o-Velho para a sua  5.ª edição. O evento dedicado ao melhor da música eletrónica e de dança anunciou esta semana mais um apanhado de nomes, com Alva Noto em posição cimeira nesta segunda vaga de confirmações. O projeto de Carsten Nicolai apresenta-se pela primeira vez no festival para um concerto de apresentação do seu mais recente disco, Uniegav, marcando assim o regresso do frequente colaborador de Ryuichi Sakamoto a Portugal.

Nas restantes confirmações destaca-se ainda Planetary Assault Systems, projeto do britânico Luke Slater que regressa ao castelo com o artista visual Jaygo Bloom (curador do Jardim Generativo do Festival) para uma performance audiovisual única e exclusiva. 

Adam X, ShlØmoRobert Lippok,  e os portugueses Enko e Marum completam esta segunda vaga de nomes, juntando-se assim a Anastasia Kristensen, Antigone vs Francois X, Blush Response, Donato Dozzy, Electric Indigo, Extrawelt, Function, Hedonic 2, Helena Hauff, I Hate Models, Lena Willikens, Monolake Surround, Mumdance, Neel, Oscar Mulero, Stanislav Tolkatchev, Surgeon, Svreca, The Hacker e Umwelt.


Festival Forte decorre durante os dias 30 e 31 de agosto e 1 e 2 de setembro no castelo de Montemor-o-Velho, e os passes encontram-se disponíveis online ao preço de 100 euros.

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As noites mais emocionantes do Sabotage Club


O Sabotage Club vai celebrar o seu quinto aniversário como uma das salas de concertos mais relevantes de Lisboa e que mais contribuíram para a passagem de bandas internacionais pelo nosso país. É também um espaço que sabe muito bem acolher as melhores bandas nacionais, tanto as mais novas, que apenas editaram um álbum/EP ou lançaram algumas músicas no Bandcamp, como as bandas mais experientes, que despertam sempre uma nostalgia no público dito mais velho, como são exemplos os Mão Morta e Pop Dell’Arte. Foram 5 anos que passaram a correr, e nós, como espectadores assíduos, decidimos coleccionar alguns dos momentos que mais nos marcaram neste clube lisboeta.

Messer Chups

Messer Chups + The Japanese Girl [Sabotage Club, Lisboa]

Curiosamente, um dos melhores concertos que vi nesta casa foi também inserido no cartaz de um aniversário do Sabotage, mais propriamente em 2016. Os Messer Chups vieram na altura inseridos na tour europeia de Spooky Hook, tendo ainda passado por Porto e Faro além desta paragem em Lisboa. Acompanhados por um filme com zombies e raparigas nuas projectado na parede, os Messer Chups tocaram algumas das músicas dos seus dois últimos álbuns, Spooky Hook e The Incredible Crocotiger, ambos editados em 2015. Esta festa de aniversário atingiu o auge neste concerto, numa noite que ainda contou com a abertura dos portuenses The Japanese Girl antes. O público mais solto juntava-se à frente do palco para dar uns bons passos de dança, alguns já com uns copos em cima, o que é completamente recomendado e compreensível. Faz tudo parte de uma festa normal nesta casa do Cais, que tão bem nos tem tratado nos seus 5 anos de existência. Foi neste ambiente enérgico que o concerto rumou ao fim. A banda multinacional ainda tocou "Magnet", do álbum The Incredible Crocotiger, onde houve espaço para um pequeno moshpit. E depois de um encore que sucedeu devido aos pedidos do público, os Messer Chups encerraram aqui mais um excelente concerto no Sabotage Club.

Tiago Farinha

King Khan & BBQ Show


Já perdi a conta dos concertos que vi no Sabotage Club, e na verdade foi difícil escolher os meus concertos favoritos neste espaço. Mas um deles sem dúvida nenhuma, foi o último concerto dos King Khan & BBQ Show em Lisboa. Foi há mais de um ano que King Khan e Mark Sultan entraram em palco, com as suas típicas fantasias bondage, para dar começo a uma noite de puro rock n’roll. O ambiente era de festa e a banda ia respondendo na melhor maneira. Nos intervalos das músicas, os dois membros de King Khan & BBQ Show iam conversando com os presentes, sempre simpáticos e com muito bom humor à mistura. Os presentes dançavam, e o Sabotage ia ao rubro quando King Khan se aventurava pelo público, a tocar na sua guitarra com toda a dedicação possível. A banda passou um pouco por toda a sua discografia, tocando músicas como “Love You So” e “I’ll Be Loving You”. Havendo espaço ainda para um cover de Johnny Thunders, “You Can’t Put Your Arms Around a Memory”, em tributo a um amigo da banda que falecera. No final do concerto, depois de um encore encorajado pelo público, a banda americana abandonou o palco decerto felizes pela festa ali realizada. 

Tiago Farinha


Emma Ruth Rundle


O Sabotage Club é sempre associado ao rock n’ roll e não é à toa que nestes cincos anos atuaram lá as bandas mais ruidosas e entusiasmantes do rock. No entanto, há alturas em que a eletricidade é vencida pela acalmia e introspeção do acústico. Falando dos melhores momentos que passei neste clube do Cais do Sodré, recuemos até abril de 2017, quando Emma Ruth Rundle visitou a sala lisboeta para apresentar Marked for Death (2016) e Some Heavy Oceans (2014), tendo também passado pelo Porto e Vila Real. Completamente sozinha em palco, proporcionou-nos ao longo de uma hora momentos prazerosos nos domínios da folk e do etéreo, sendo inevitáveis as comparações com Chelsea Wolfe. Numa sala completamente lotada, o público soube estar em silêncio (algo raro nos dias que correm) e isso ajudou a que se ouvisse a sua voz perfeita. Delicada, tímida, mas muito simpática, Emma encheu os corações de quem se deslocou ao Sabotage nessa noite.

Rui Gameiro

Rolando Bruno

Threshold Magazine - "O Melhor 13 de maio do país"

Vou ao Sabotage Club esporadicamente, porque não sou de Lisboa, mas nenhum concerto me marcou tanto como aquela aparição do Rolando Bruno no dia 13 de maio de 2017, quando Portugal se fez grande, num dia de festejos um pouco por todo o país. Essa foi uma daquelas noites de coração ao peito e, na altura, aconteceu do voo do Rolando Bruno se ter atrasado por causa do mau tempo, pelo que, até à hora da sua entrada pela porta principal foi aquele momento do “será que vai mesmo acontecer?” E aconteceu! Mesmo em cima da hora e num soundcheck de cinco minutos feito em cima do joelho o Rolando Bruno deu um daqueles concertos que vai ficar para sempre na memória dos que festejaram o futebol, a eurovisão e a vinda do papa dentro do espaço Sabotage Club. Houve comboinhos, danças entre público, grandes risos, abraços e sei lá, ouviram-se muitos aplausos e foi um ambiente de festa com o público altamente pronto para dar tudo e suar até a festa acabar. Para uma pessoa fora da cena musical que é abordada pelo Rolando Bruno, como é o meu caso, foi definitivamente o melhor 13 de maio do país e um dos melhores concertos que lá vi(vi).

Sónia Felizardo

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sexta-feira, 27 de abril de 2018

STREAM: Basset Hounds - II


O quarteto lisboeta Basset Hounds - que deu os primeiros passos em 2012 com Afonso Homem de Matos na bateria e como voz secundária, António Vieira na guitarra e também como voz secundária, José Martins no baixo e Miguel Nunes na guitarra e como voz principal - está de regresso aos trabalhos de estúdio com IIo seu segundo registo de originais disponível nas lojas físicas a partir de hoje, 27 de abril, que vem suceder o homónimo Basset Hounds, editado em 2015. Do disco já tinha sido divulgado o tema "Ouroboros", em março, sendo que as restantes oito canções, de um total de nove, também já podem ser escutadas.

O álbum foi gravado nos Blacksheep Studios por Guilherme Gonçalves e Bruno Xisto e masterizado na Arda Recording Company por Miguel Marques, contando ainda com a participação de convidados como André Isidro (teclados), David Alves (violino), Francisco Menezes (saxofone) e Luís Grade Ferreira (trompete). Para quem ouviu o disco anterior este II marca definitivamente uma nova fase da banda que, sem se dispersar dos estilos abordados na estreia, acrescenta-lhes novas tonalidades como elementos jazzísticos e da música clássica, como é o caso dos temas "Condor", "Limbo", "Ahab", "Velvet", para citar alguns. Oiçam e comprem o disco ali abaixo.

II é editado esta sexta-feira (27 de abril) pelo selo lisboeta Pontiaq.


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BEAT K - "Teen" (video) [Threshold Premiere]


Beat K, the new and fresh electronic project that combines drums, electronics, and synths with fast and complex beats, released in February their debut self-titled album via Riff Records, a record enriched with drum machines and colorful keyboards, beats and smooth vocals moving between sweety Dionysus worlds and winter fairytales. Their first single, "Home", came out in 2015 and was included in this debut along with seven new more songs. Beat K is the project of two people who like to be called "the beat Beatles", and the two souls are currently based in London.

In order to promote this new record, Beat K is now releasing the new music video for "Teen", a track that talks about love, youth, and melancholy. The video was directed by BodyNo and it approaches the fusion between humans and nature in a virtual path, from love to memories. They recognize Boards Of Canada as one of their favorite bands, where they drink their influences in music and music videos. You can watch the audiovisual work for "Teen" below.

Beat K LP was released on 23rd February via Riff Records.


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Amanhã há Zigur nas Damas #3


Amanhã a Zigur regressa às DAMAS - Bar / Sala de Concertos para nos oferecer mais uma noite bem passada. Este regresso tem como ponto alto a ansiada estreia lisboeta do inigualável David Bruno, que apresenta o seu apaixonante O Último Tango em Mafamude. Nesta noite também é possível ver Dragão Inkomodo e os ritmos incendiários de Puto Nelo (dj-set).

Por motivos que são alheios da ZigurArtists e das Damas - Bar / Sala de Concertos, o dj-set de Doraemon foi cancelado (em sua substituição irá tocar Puto Nelo).

Os concertos começam às 23h15 e a entrada é livre.


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Sunflowers em entrevista: "Já não há músicas sobre pizzas e coisas assim"


Em 2014 estávamos a anunciar os Sunflowers (f.k.a. The Sunflowers) como uma das revelações nacionais do ano por causa do EP homónimo. Na altura a banda estava a emergir dentro do panorama e a imprensa ainda não estava muito dentro do rock garageiro proveniente da bateria ritmada de Carolina Brandão e da guitarra estridente de Carlos de JesusDepois dessa primeira edição foi sempre a subir com tours internacionais e mais incontáveis edições, festivais e bem, o sonho para qualquer banda. 

Em mote da edição do novo disco Castle Spell, editado em fevereiro deste ano, trocámos uns emails com os Sunflowers para ficar a conhecer a nova vida do sempre simpático duo portuense.

Ainda leem a Threshold? 

Sunflowers - Lemos, sim. São a única webzine portuguesa que leio com regularidade, até. Pelo menos, não me lembro de ler outra tantas vezes nos últimos tempos. 

O que é que sentem quando vos fazem entrevistas nas quais já sabem aquilo que vos vão perguntar (Esperemos que este não seja o caso lol ☹ )? 

Sunflowers - Já temos tudo ensaiado quando isso acontece. Só acho pena que o pessoal que faz as perguntas não investigue melhor a banda antes da entrevista. Ninguém quer saber o porquê de nos chamarmos Sunflowers, como nos conhecemos, como definimos o nosso som… Isso são coisas que se pode ler noutras entrevistas que fizemos. Compreendo que o pessoal não queira ter trabalho com a entrevista, mas se nos fazem perguntas de merda vão receber respostas de merda. 

Quando estiveram lá fora a dar tudo no rock'n'roll quais foram as histórias que mais vos marcaram? 

Sunflowers - Bem, esta vai ser a resposta mais longa de todas. Mas vamos por pontos, para abreviar: 
• As duas visitas a África do Sul por tudo o que envolveu (fomos super bem recebidos) e, especialmente, quando o público cantou as nossas músicas connosco; 
• Quando nós e o Rui dos 800 Gondomar tivemos que dormir na carrinha à porta de um hotel em Ravenna porque nos cancelaram o concerto desse dia e não queríamos ter que pagar por dois quartos. Foi uma noite engraçada; 
• A festa no Horst Klub que só acabou às 6h da manhã quando expulsamos as pessoas do sótão escuro onde íamos ficar para podermos dormir 2 horas e acordar com chuva a cair-nos na cara; 
• Quando ficamos presos no parque de estacionamento da venue de Frankfurt e quem nos salvou foram dois emigrantes portugueses que tinham ido ver o concerto; 
• Quando dormimos os 6 num quarto minúsculo em Frankfurt, na sala do Ciryl em Paris (os laços da amizade ficam bem fortes quando dormem 4 pessoas em conchinha num sofá cama) ou naquela divisão forrada de colchões insufláveis furados em Den Helder (onde o colchão manchado caiu em cima do Fred); 
• A sério, há muitas boas histórias só nos alojamentos; 
• Quando tivemos casa cheia em Paris na nossa segunda vez lá; 
• Quando as pessoas vinham ter connosco depois do concerto a dizer o quanto tinham gostado e a querer comprar vinis ou wtv ou quando vinham ter connosco antes do concerto a perguntar se íamos tocar alguma música específica; 




Vocês já são do tipo aquela banda que pode pedir o que quer quando dá um concerto ou é tudo à moda antiga, promotores D.I.Y? 

Sunflowers - Nós temos uns pedidos no nosso rider mas nunca esperamos que os cumpram. Aliás, está lá escrito "Rider de alojamento (quando aplicável)". A coisa mais complicada que pedimos e insistimos para que se cumpra até está mais na parte técnica do concerto. Somos bastante chatos nisso. Tornamo-nos naquelas bandas com quem gozávamos quando não percebíamos patavina do meio e, sim, vamos insistir para usar o nosso backline e para ter a disposição no palco como queremos. Acho que ainda não estamos no ponto do "se não for à minha maneira não toco" mas já nem digo nada. Nunca se sabe as voltas que a vida dá. 

Pois é, já agora, quando dão um concerto quais são aquelas coisas indispensáveis que exigem aos promotores além do cachet

Sunflowers - Acima de tudo, respeito pelo nosso trabalho. Se nós respeitamos horários, limitações e o trabalho dos outros, então pedimos que façam o mesmo connosco. Não há nada pior que parecer que te estão a fazer um favor enorme por estares a tocar no bar/venue/fest quando foram eles que te contrataram. Ou um técnico de som que não respeita o som da banda e a quer meter a soar como as 232 bandas a quem já fez som ou que antes de começar o soundcheck te pergunta "olha e já agora, que tipo de música tocam?". Se contrataram a banda então não nos tratem como miúdos que estão a brincar aos rockstars e façam o mínimo de trabalho de casa. E também pedimos toalhas. Mas isso raramente dão. 

Dariam um concerto num sítio random (tipo uma casa na floresta) se alguém vos pedisse? 

Sunflowers - Nós damos concertos em todo o lado. Não somos esquisitos. Já fomos ao Sumol Summer Fest, querem mais random que isso? 

Olhando em retrospetiva, o que eu sinto é que o EP era uma jam session e agora vocês querem ser mais profissionais. Sentem-se mais profissionais? 

Sunflowers - Os EPs foram feitos a correr para termos algo para as pessoas ouvirem. Agora percebemos que temos que fazer as coisas com calma para soar àquilo que queremos. Isso é ser profissional? 

Continuam a gostar desse primeiro EP, ou é mais do género: "ya, gostamos porque fizemos a música, mas está super ultrapassada agora?" 

Sunflowers - Adoro o primeiro EP. O segundo, de vez em quando apetece-me apagá-lo da existência. Mas ya, trouxe-nos até aqui por isso tenho que lidar com ele. Acho que ambos os EP's foram muito focados no "estamos aqui, gostem de nós". Até o primeiro disco me deixa com esse sentimento em algumas músicas. Com o Castle Spell entramos num ponto que estamos a fazer música para nós, a experimentar coisas, a escrever sobre o que andamos a ler e a pensar. Já não há músicas sobre pizzas e coisas assim. Agora é sobre a paranoia e a ansiedade que nos consomem o dia-a-dia. Mas mascarada de ficção científica, castelos e cigarros. 



Eu ainda me lembro de ir ao Cão da Garagem na altura em que os 800 Gondomar ainda não existiam na press e vocês ainda eram os The Sunflowers. Como é que está o Cão da Garagem hoje? Ainda me abriam as portas se eu quisesse assistir a uns ensaios? 

Sunflowers -  Está mais arranjadinho, acho. Fizemos uma montanha de obras na sala de ensaio, que mudou lá para trás, já temos a nossa coleção de discos lá e até já arranjamos maneira de podermos fazer música a qualquer altura do dia (ou noite). Nós abrimos as portas ao pessoal que quiser ir, na boa. Tragam umas cervejas que ficámos lá a ouvir discos e a falar de jardinagem e bricolage. E, claro, da inevitável insignificância da condição humana. 

Aposto que já vos perguntaram isto, mas e esse desaparecimento do The antes dos Sunflowers? 

Sunflowers - Para além de nunca termos gostado do "the", já ninguém dizia The Sunflowers. O The estava a ficar mudo e decidimos que estava na altura de o fazer desaparecer. 

Vocês vivem da música? Assim mesmo só da música, música a dar dinheiro para pagar contas e para exibir aos paizinhos naquelas saídas que envolvem dinheiro? 

Sunflowers - Era bom, mas não. Entre a banda, a editora e a faculdade temos que ir arranjando emprego onde conseguimos. A fazer biscates, a lavar loiça, a limpar chãos, etc. Já aconteceu muitas vezes termos concerto e ser uma espécie de maratona de 12h: chegar, montar, esperar, soundcheck, esperar, esperar, jantar, esperar, tocar, arrumar, beber uma cerveja (só para a parte social da cena), bazar, dormir 2/3 horitas, acordar, ir trabalhar mais 8h. A nossa vida não é tão glamorosa como muita gente pensa. 

Há alguma coisa que queiram acrescentar para os leitores desta entrevista? 

Sunflowers - Lutem contra o sistema que vos falha ou fazem parte dele. Respeitem as outras pessoas da mesma maneira que gostavam de ser respeitados. E ajudem-se uns aos outros, não custa nada e todos ficam a ganhar. A vida só é uma competição se a tornarem numa. Mandem drogas. Comecem a beber para afogar as mágoas. Fumem mais. Morram cedo. Comprem merch.



Entrevista por: Sónia Felizardo

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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Bruxas/Cobras e Alacrau tocam este sábado no Sabotage Club


É mais uma iniciativa com selo Nariz Entupido e acontece já no próximo sábado, dia 28 de março no Sabotage Club, em Lisboa, contando com o prato principal Bruxas/Cobras - um baixo ora em potência ora em cuidadas pausas proporcionadas por Pedro Lourenço e pela bateria de Ricardo Martins, ora criando novos padrões e estruturas que absorvem a dualidade instrumental inerente. O seu mais recente trabalho, Azul, editado a 13 de abril, não só expande o que tinham iniciado com o seu primeiro EP, como aprofunda matérias que lhe são caras - a plasticidade sonora, a duração e tacteabilidade das combinações. O disco será mote de apresentação deste concerto.


A entrada é servida por Alacrau, projeto musical de Mestre André, num regresso à origem plástica do ruído elétrico, circuito fechado, retro-alimentação, no-input, através do material utilizado performaticamente em Älforjs e Jibóia, desafiando a vida no fogo e dança a dança macabra dentro do círculo de chamas.

Os concertos têm início marcado para as 22h30 e os bilhetes para o concerto têm um preço único de 6€ (vendidos à porta na noite do concerto). Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.

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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Novo álbum dos Ash Code chega em maio

 © Francesca Parità
Depois da edição de Posthuman, os Ash Code juntam-se agora ao catálogo da francesa Manic Depression Records para editar Perspektive, aquele que vem a ser o terceiro disco do trio italiano. Formados em Nápoles, em janeiro de 2014, a banda rapidamente se tornou numa banda revelação dentro da cena coldwave/darkwave-postpunk europeia, com a edição do disco de estreia Oblivion (2014). Perspektive chega às prateleiras em maio e já se podem ouvir quatro canções, "Icy Cold", "Perspektive". "If You Were Here" e "Rivers", ali abaixo. 

Este novo trabalho apresenta um total de onze faixas, mixadas por Doruk Ozturkcan (She Past Away), e ainda seis remixes das canções originais, um deles, "If You Were Here", feito pela banda portuguesa She Pleasures Herself. O álbum está disponível numa edição limitada de 2000 CDs e 500 cópias em vinil, além dos formatos digitais. As pre-orders deste disco incluiem ainda itens especiais e raridades disponíveis somente até a data de lançamento, 18 de maio. As informações adicionais seguem abaixo.


Perspektive tem data de lançamento agendada para o dia 18 de maio pelos selos Manic Depression Records (pre-order aqui) e Swiss Dark Nights (pre-order aqui).

Perspektive Tracklist:

01. Glow 
02. Icy Cold 
03. Betrayed 
04. Flesh And Words 
05. Disease 
06. Perspektive 
07. If You Were Here 
08. Rivers 
09. Black Gloves 
10. Redeem Yourself 
11. Lie 12. Disease (Hante Remix) 
13. Perspektive (We Are Temporary Remix) 
14. If You Were Here (She Pleasures Herself Remix) 
15. Glow (Agent Side Grinder Remix) 
16. Perspektive (The Ne-21 Remix) 
17. Icy Cold (Selfishadows Remix)

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Passatempo: Ganha bilhetes para o filme-concerto de John Parish, Screenplay [IndieLisboa 2018]


John Parish compõe para cinema, teatro e dança contemporânea desde o final dos anos 90. Foi o autor da música de inúmeros filmes, entre os quais Rosie (Patrice Toye, 1998), pelo qual recebeu o Prémio Especial do Júri na Bienal de Bona de Música para Cinema e Televisão. Compôs ainda a música de L’enfant d’en haut (Ursula Meier), filme vencedor do Urso de Prata da Berlinale em 2012. O músico e produtor é também conhecido pelas habituais colaborações com PJ Harvey, tendo também trabalhado com Eels, Giant Sand, Rokia Traoré ou Aldous Harding (de quem produziu o seu álbum de estreia Party, considerado um dos melhores de 2017), entre outros.

No início de maio vem pela primeira vez ao nosso país apresentar Screenplay, álbum e concerto do aclamado compositor, numa iniciativa do IndieLisboa, em colaboração com a Culturgest, e do Hard Club. O concerto apresenta Parish, juntamente com os músicos Marta Collica, Giorgia Poli, Jean-Marc Butty e Jeremy Hogg, e uma projecção de excertos de filmes, alguns deles com uma íntima ligação à história da programação do IndieLisboa.


Durante o concerto, são apresentados os filmes:

L’enfant d’en haut (Ursula Meier, 2012)
Little Black Spiders (Patrice Toye, 2012)
The Farmer’s Wife (Francis Lee, 2012)
She, a Chinese (Xiaolu Guo, 2009)
Plein sud (Sebastien Lifshitz, 2009)
Nowhere Man (Patrice Toye, 2008)
Waltz (Norbert Ter Hall, 2006)
Water (Jennifer Houlton, 2004)
Rosie (Patrice Toye, 1998)

O filme-concerto acontece no Hard Club, no Porto, dia 3 de Maio, às 21h30 e em Lisboa no Grande Auditório da Culturgest, no dia 4 de Maio, às 21h30, integrado na programação do IndieLisboa. Os bilhetes (15€) estão à venda a partir de hoje, nas salas e na Ticketline.

Em parceria com o IndieLisboa, estamos a oferecer 2 entradas duplas para o filme-concerto de John Parish, Screenplay. Se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:

1. Seguir a Threshold Magazine no facebook.


2. Partilhar este passatempo no facebook em MODO PÚBLICO e identificar pelos menos 2 amigos.



3. Preencher o seguinte formulário:



O passatempo termina no dia 2 de maio às 23:59, e os bilhetes serão sorteados de forma aleatória através da plataforma www.random.org. 


Boa sorte!


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Atualizado às 11h00 de 3 de maio de 2018

Os vencedores do passatempo são:
Alberto Martins
Graziela da Costa

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Oiçam: Hüll

oicam-hull


Hoje apresentamo-vos os Hüll, uma banda rock formada por Pedro Carvalho, Tiago Correia e Rui Oliveira, que surgiu da sempre irrequieta cena musical de Braga. A banda lançou recentemente o primeiro álbum Constantinopla pela label B-House, que conta com o feature de Graça Carvalho dos indignu no violino, com a esperança de poderem singrar no rico panorama musical made in Portugal.

A identidade sonora dos Hüll pode ser caracterizada como sendo um estilo de rock instrumental de cariz psicadélico e etéreo, com uma apreciação bastante vincada pelo imaginário do Médio Oriente, graças em parte ao uso de vias menos convencionais como o instrumento de percussão tradicional árabe darbuka. Ao longo das cinco faixas do álbum, o ouvinte é convidado a absorver os cenários mágicos e longínquos de desertos áridos e exóticos a que a sonoridade da banda remete, rematados com um toque de jazz - especialmente na parte rítmica - lá pelo meio para avolumar o resultado final.

Constantinopla foi disponibilizado pela banda a partir do seu Bandcamp, e pode ser ouvido na íntegra em baixo:

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STREAM: PinioL - Bran Coucou [Threshold Premiere]


The French band PinioL, which leads an extreme musicality to ecstasy through their atypical rhythmic structures and angular melodies, is going to release, this Friday, their debut studio album, titled Bran Coucou, that features seven new tracks amazingly digestible. PinioL is the lustful and strapping meeting of seven musicians and this new album, besides all the experience provided in its audio format, is definitely something that will make you desire to listen to it in the live format.

The first single of this new record came in January when the band released "Pilon Bran Coucou", an intense and energetic jazzcore painted with some elements of noise and math-rock music. Now you can hear the whole piece in an exclusive Portuguese premiere, below.

Bran Coucou is out on 27th April via Dur et Doux.


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terça-feira, 24 de abril de 2018

Três labels recentes para fãs de música profundamente underground


Há muitas editoras novas dentro do panorama underground que merecem destaque, nós sabemos, mas estas três chamaram-nos particularmente a atenção nestes primeiros meses do ano pelo facto de, além de bastante recentes, apresentarem sonoridades interessantes e artistas que outrora nos passariam ao lado. Esta vai ser uma viagem breve, mas que desafia os ouvintes a acompanharem as sonoridades ambientais e eletrónicas dos selos Hedonic Reversal (Espanha) e Kaczynski Editions (Itália) e a chegarem, inclusive, à synth-pop / coldwave francesa, do recém-nascido selo Solange Endormie Records (França)Consideramos pertinente falar brevemente destes selos não só do ponto de vista dos ouvintes mas também dos artistas, que poderão encontrar nas mesmas oportunidades futuras. 

Antes de entrar nos picos extremos da música exploratória vamos iniciar isto de forma mais ténue e começamos com o selo francês Solange Endormie Records, que ainda nem tem sequer um mês de atuação no mercado, mas que sabemos que os fãs das promotoras portuguesas At The Rollercoaster e Fade In certamente irão gostar. O disco, que assinala a estreia da editora apresentada como uma "Independent record label from France" a abordar estilos como a "Cold Wave, Synth-Pop, Minimal, Shoegaze, Darkwave" é o EP Candélabre, dos franceses Candélabre que se formaram em 2017. 

Este EP foi editado em fevereiro pela Blwbck numa edição em cassete e em março saiu em CD pela Solange Endormie Records, projeto de Renaud Batisse. Se por acaso são fãs dos catálogos como a Manic Depression, Weyrd Son ou Fabrika Records este é um selo que também é capaz de interessar. Podem consumir o disco ou comprá-lo ali em baixo.



Pronto agora preparem-se que as coisas vão-se tornar bem mais complexas. Para os seguidores do trabalho da promotora portuguesa Nariz Entupido, do festival Semibreve ou do selo italiano Boring Machines, acreditamos que isto vai ser tarefa fácil, mas para os que não estão familiarizados está aqui uma hipótese interessante de navegar em novos campos musicais. 

Vamos começar por Espanha, e falamos da Hedonic Reversal, selo com foco na música eletrónica e experimental, com sede em Barcelona. O primeiro lançamento deu-se em 2016 com a edição do EP de 12'' de Huma intitulado Las tres fases del movimento. Este EP baseia-se em duas ideias, por um lado, as três fases do movimento da biomecânica de Meyerhold e, por outro lado, as três fases do movimento no fisiculturismo. Ao juntar estas duas ideias o disco gera uma viagem muito física, visceral e emocionante.



Este ano a editora voltou ao ativo com o lançamento do segundo EP de Huma, que passamos a referir ser o projeto a solo de Andrés Satué, o owner deste selo. Podem encontrar todas as informações relativas à Hedonic Reversal aqui, bem como ouvir este novo EP na íntegra, editado em março deste ano, abaixo.


Pronto e estamos quase a finalizar, com uma prendinha para os amantes de música não convencional, com a novíssima Kaczynski Editions, sediada em Tuscany, na Itália. O selo tem cerca de um mês mas já conta com três edições em catálogo, todas editadas em março de 2018: uma compilação em cassete, um vinil de 7" e um CD com o primeiro LP oficial da editora.



Para fechar, em destaque fica o mais recente disco de Ranter's GrooveMusica per camaleonti, uma destilação de experiências sonoras ao estilo do minimalismo executivo. O duo apresenta uma sonoridade que na composição integra como base um PC a tocar instâncias da vida pontuadas pela guitarra e ocasionalmente cercadas por violoncelos, trompetes, piano e voz. Podem ouvir este Musica per camaleonti abaixo e saber mais sobre a Kaczynski Editions aqui.




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Primeiras confirmações para a 6ª edição do Under The Doom


O Under The Doom vai estar de volta a Lisboa nos dias 7 e 8 de dezembro. A sexta edição do festival, organizado pela Notredame Productions e que tem como especial foco as várias vertentes do doom metal, decorrerá no Lisboa ao Vivo e tem como primeiras confirmações os titãs noruegueses Arcturus, os portugueses Sinistro (que editaram no início do ano o soberbo Sangue Cássia), os americanos While Heaven Wept e ainda os finlandeses OceanwakeMais nomes serão anunciados no próximo dia 15 de maio. Edições passadas contaram com nomes como os AhabIn The Woods...DraconianNovembers Doom e Lacuna Coil.

Os primeiros 50 bilhetes para ambos os dias do festival estão à venda por 50€, passando depois a custar 68€. A partir de 1 de maio será possível adquirir bilhetes diários por 35€. As compras podem ser realizadas aqui ou por e-mail para Notredame.promo@gmail.com. 

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