sábado, 19 de maio de 2018

STREAM: TRAITRS - Butcher's Coin


Os TRAITRS regressaram este ano às edições com o novíssimo Butcher's Coin, disco que vem dar sucessão ao EP Speak in Tongues (2017) e aos discos Rites and Ritual (2016) e Heretic (2017). A dupla composta por Sean-Patrick Nolan e Shawn Tucker, e sediada em Toronto, formou-se em 2015 e apresenta uma sonoridade textural, profunda, que recorre a arranjos e secções rítmicas do post-punk e é indubitavelmente influenciada por bandas como os The Cure (na era do álbum Pornography) e Sisters of Mercy.

Do disco já tinham anteriormente sido revelados os temas "The Suffering Of Spiders" , uma bela canção monocromática que junta o melhor dos anos oitenta com a onda de revivalismo do post-punk atual e, mais recentemente, "Thin Flesh". Além destes recomenda-se ainda a audição de temas como "Omen", "The Lovely Wounded" e "I Sit And Watch The Worm Beneath My Nails".

Butcher's Coin foi editado a 18 de maio pelo selo francês Manic Derpression e ainda Pleasence Records e Alchera Visions. Podem comprar o disco aqui.


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STREAM: Ash Code - Perspektive


Os Ash Code estão de regresso aos discos, com o terceiro trabalho de estúdio - intitulado de Perspektive - disco de onze canções originais que integra ainda mais seis singles remixados por artistas como Hante, We Are Temporary, Agent Side Grinder, She Pleasures Herself, The Ne-21 e Selfishadows, apresentando assim um total de 17 faixas. Formados em Nápoles, em janeiro de 2014, os Ash Code tornaram-se rapidamente uma banda revelação dentro da cena coldwave / darkwave / post-punk europeia, com a edição do disco de estreia Oblivion (2014) e mais tarde com Posthuman (2016).

Este terceiro trabalho foi mixado por Doruk Ozturkcan (She Past Awaye de Perspektive já tinham sido anteriormente  divulgados os temas "Icy Cold", "Perspektive", "If You Were Here" e "Rivers". Além destes recomenda-se ainda a audição de "Betrayed", o industrial-ish "Disease" e ainda "Redeem Yourself". O disco pode agora ser ouvido na íntegra abaixo.

Perspektive foi editado esta sexta-feira (18 de maio) pelo selo francês Manic Depression Records e Swiss Dark Records. Podem comprar o disco aqui.


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Imploding Stars dão vida ao novo disco, Riverine

Gonçalo Delgado ©
Os Imploding Stars estão de regresso às edições de estúdio com Riverine. Após o lançamento de A Mountain and a Tree (2014), a banda sonora Mizar & Alcor (2016) para a versão portuguesa do documentário From Earth to Universe e a participação com Treeless prairie na coletânea T(h)ree - Vol. 5 - Portugal - Cazaquistão - Uzbequistão (2017), chegou a vez do quinteto nacional de post-rock editar ontem o seu segundo álbum de estúdio.

Riverine aborda o princípio da compreensão dos diferentes estágios de desenvolvimento da vida humana, desde o momento que nascemos até o momento que morremos. A ideia foi transpor em melodias e ritmos as experiências, sentimentos, movimentos e ações que estão relacionados com esses estágios de vida. Correndo de montante para a jusante, desde a nascente até gigantesco oceano, Riverine é o modo como os Imploding Stars sentem que a vida deveria soar.

"Demise" de Riverine corresponde ao 7º momento/fase da vida humana, a morte. O videoclip de "Demise", realizado por Diogo Louro e com participação de Teresa Arcanjo, Afonso Santos e Catarina Costa, aborda o desaguar na imensidão do mar. 


Riverine será apresentado ao vivo no dia 19 de Maio no gnration em Braga, 25 de Maio no Plano B no Porto e 30 de Junho no Sabotage em Lisboa. 

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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Hoje. Klein apresenta-se no Understage do Rivoli


Klein é Zoe Bell, a mais recente "coqueluche" da sempre incansável Hyperdub. De origem nigeriana radicada no sul de Londres, Klein traz uma abordagem refrescante e visionária nas sua produções sombrias de uma post-R&B sedutora e fracturante. No seu repertório verificam-se colaborações com artistas como Laurel Halo e Jacob Samuel, assim como a participação numa das mais recentes compilações da editora NON Worldwide.

Tommy é o seu mais recente trabalho, um EP composto por 8 temas crípticos e enigmáticos que sucede os seus anteriores registos, Only e Lagata (ambos de 2016). Dia 24 deste mês, a artista nigeriana edita cc, o Ep que dará sucessão a Tommy e do qual se conhece apenas o seu primeiro vanço, "Last Chance".

Esta noite, Klein apresenta-se pela primeira vez no norte do país com um set imperdível no sub-palco do Teatro Municipal Rivoli, pelo preço único de 5 euros.


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Eis o cartaz do Festival Coca'in Festa



Todos os anos se realiza em Monção a Festa da Coca (no Minho, a palavra coca pode ser sinónimo de raiva ou ódio / coca é também uma máscara que se faz com a casca de uma abóbora (que no Minho designada por coco)). Esta é uma das mais importantes festas da região e é no embalo dessas festividades que o Festival Coca'in Festa se integra. Afirmando-se cada vez mais enquanto uma iniciativa dinamizadora município de Monção, o Festival Coca'in Festa (que este ano completará a sua quarta edição) atribui a estas festas solenes uma nova dimensão – mais informal e contemporânea – oferecendo aos seus espectadores uma montra de música nacional contemporânea. Entre o reputado Xinobi e os emergentes Fugly, todos irão atuar na Rua da Independência, no Centro Histórico de Monção, no dia 2 de junho. 

Resta apenas dizer que o Festival Coca'in Festa tem a assinatura da Porta Onze e a entrada é gratuita.


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Reportagem: Whispering Sons + Second Still [Hard Club, Porto]


No passado sábado (dia 12 de maio) o Hard Club, no Porto, recebeu mais uma noite memorável onde o post-punk incorporou a personagem principal. No cartaz os norte-americanos Second Still e os belgas Whispering Sons, ambos dois nomes que têm vindo a ganhar um certo renome dentro da comunidade underground, pela sua sonoridade dentro dos espectros do post-punk darkwave e coldwave. Ambas as bandas tocaram no dia anterior em Lisboa, no Sabotage Club, e no Porto as expectativas estavam bem altas. 

Second Still

Second Still

Previsto para as 22h00, o concerto dos Second Still teve arranque pelas 22h16 com os três membros a subirem a placo para tocar um já considerado "hit", o tema "Recover", retirado do muitíssimo aclamado disco de estreia homónimo editado o ano passado pela Weyrd Son Records e Manic Depression Records. Foi o suficiente para arrancar os primeiros passos de dança do público, que começava a desinibir-se com o volver da música. Os Second Still estavam em Portugal pela primeira vez e assim que acabaram de tocar a primeira música era notório que o público presente estava ali para ver aquelas bandas específicas e não só porque agora ver concertos até está na moda. Ouvimos muitas palmas e até um "kawaii" dirigido para a vocalista Suki, de ascendência asiática. 

Second Still

Ainda em mote de apresentação do disco de estreia o público do Porto pôde ouvir "You Two So Alike" e "Try Not To Hide", grandes temas que fizeram da noite um bom macro e que voltaram novamente a afirmar a At The Rollercoaster como uma das melhores promotoras da atualidade. Além das poucas palavras entre banda e público e dos habituais "thank you", foi notório que estávamos ali perante uma das grandes bandas da nova geração underground, com Suki a mostrar uma voz de tonalidades muito semelhantes às de Siouxsie Sioux

Second Still

Apesar de algumas pausas um bocadinho longas entre as músicas este foi um concerto super aplaudido onde houve tempo para ouvir algunas das músicas do disco de estreia, mas também as do mais recente EP Equals onde se destacaram "Ashes", "Opening", "Altar" e "Walls", para dançar até mais não. Antes de acabarem, a vocalista disse que a próxima música iria ser a última, para infortúnio dos presentes, num concerto que terminou pelas 22h57 com o público a pedir mais e mais, mas sem direito a nada. Mesmo sem encore o concerto foi uma excelente surpresa e a prova de que os Second Still são definitivamente uma aposta em consideração nos próximos tempos. 

Whispering Sons

Whispering Sons

Os Whispering Sons subiram a palco por volta das 23h10 para aparentemente fazerem um novo soundcheck, enquanto o público ia ouvindo a música de fundo. Isto começou por ser um bocado estranho porque não se percebia se a banda estava efetivamente a tentar começar o concerto e não os deixavam (porque a música de fundo continuava a ouvir-se enquanto eles tentavam tocar), ou se estava a fazer um novo soundcheck, que foi a opção que nos pareceu mais correta uma vez que abandonaram o palco de seguida. Formados em 2013, o quinteto belga estava de regresso ao país, dois anos depois de terem tocado no Post-Punk Strikes Again, para apresentar os mais recentres singles editados entre 2016 e 2017 pela Weyrd Son Records, além de novos temas que integrarão o muito aguardado disco de estreia da banda, que segue ainda sem informações adicionais avançadas. 

Whispering Sons

Pelas 23h17, a banda volta a subir a palco com Fenne a dizer "Hello" e "Stalemate" a fazer-se ouvir como a primeira música do concerto e a mostrar-se como uma novidade na discografia da banda. Para quem já tinha visto a performance dos Whispering Sons em 2016 já esperava que o concerto ia ser bem louco, pelas características de Fenne Kuppens em palco, e a verdade é que foi. Os Whispering Sons começaram por tocar três músicas novas e, logo com a performance da segunda "Got a Light", Fenne mostrou o seu verdadeiro modus operandi, tendo atirando o microfone para o chão aqui ali (e acabado inclusivé por o estragar) numa performance em que tentava expressae a sua ira/raiva em palco. 

Whispering Sons

Do concerto, além dos novos temas ouviram-se ainda "Performance", "Strange Identities", "White Noise" e, obviamente o tema mais aclamado de carreira, "Time". Apesar de ter provocado menos dança, ao nível do público do que o concerto dos Second Still, foi notório que de uma forma geral a prestação dos Whispering Sons surpreendeu quem estava presente, pela quantidade de palmas que se ouviu. Obviamente que quem teve maior destaque na performance do quinteto belga foi a vocalista, com uma voz característica e acima de tudo com uma performance que poderia ser descrita pelos Joy Division como literalmente "She's Lost Control"

A performance dos Whispering Sons acabou às 00h05 com o público a pedir por mais músicas, à semelhança do que já tinham feito com os Second Still, mas desta vez com êxito. A banda voltou a palco cerca de um minuto depois de o ter abandonado para tocar o novo tema "Insight".

Whispering Sons + Second Still [Hard Club, Porto]

Texto: Sónia Felizardo
Fotografias: Francisca Campos

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Segunda edição do FEM FEST arranca na primeira semana de junho


Num mundo governado por homens, há ainda esperança de ver representação feminina - o FEM FEST 2 volta com um cartaz cheio de talentos femininos para todos os gostos nos dias 6, 7, 8 e 9 de junho, pelas 21:30, na Sociedade Musical União Paredense (SMUP).

Ao longo de 4 dias vão poder ver mulheres da música portuguesa a recriarem e a falarem sobre a sua arte. A começar no dia 6 (3€, sócios 2€) temos Maria Radich com Maria do Mar a apresentarem Booking Point, uma performance experimental entre a voz, o violino e o movimento, que abre alas para que o tempo - no espaço, dos textos, desenhos e rascunhos - encontre e vá de encontro às performers e ao público. Para encerrar o dia, uma conversa entre as artistas e Camila Reis, moderada por Sara Aires sobre Música no Feminino espera o público que procura, tal como os organizadores e artistas, perturbar o panorama demasiado masculino da música.

No segundo dia, 7 de junho (7€, sócios 6€), há outras forças a moverem o FEM FEST 2 - a abrir as hostes, Lucia Vives, uma das mentes por detrás da Xita Records e artista multifacetada, fará uso de guitarra e voz para aquecer os humores, abrindo lugar para Joana Guerra, violoncelista, vocalista e artista electrónica que protagonizou um dos álbuns do ano de 2016, Cavalos a Vapor. Deixando tranquilidades para trás, entra Pássaro Macaco, projeto a solo de Patrícia Guerra, membro do grupo panelas depressão, em teclados, trompete, bateria electrónica, guitarra e voz.


Quase a abrir alas para o dia derradeiro, o penúltimo (7€, sócios 6€) começa com Calcutá, de Teresa Castro, cantautora que já acompanhou Filipe Sambado e Luís Severo, com o seu ghost folk, em banhos de reverberação dignos de trilhas sonoras para um bom filme de David Lynch. Não se ficando por aí, o FEM FEST 2 recria um acidente da sua primeira edição que levou a que Shelley Barradas atuasse com Ana Farinha - uma fusão de Les Batôns Rouge com Clementine que promete deixar os ouvidos que as receberem desejosos por mais. Ainda sem dar descanso e a seduzir o experimental para o palco, Aurora Pinho traz a multidisplinaridade para a sua performance, combinando canto, dança e música electrónica para colocar em prática o sua ideia da intimidade como forma de fazer política. O dia não acaba por aqui - ainda há lugar para Candy Diaz, o alter-ego dos discos de Ana Farinha, que levará os resistentes pelas paragens musicais da sua vida, desde a pop subversiva dos anos 60 até ao rock de garagem contemporâneo.




Como tudo de bom tem um fim, o FEM FEST 2 acaba no dia 9 de junho (7€, sócios 6€), não sem antes se despedir com mais uma rajada de concertos e atuações. April Marmara invoca a escuridão nas suas canções de amor que não se apegam ao desnecessário e mostram a crueza na música folk que a Beatriz Diniz invoca. Callaz, projeto de Maria Soromenho, traz despreocupações ao palco do FEM FEST 2 com canções soalheiras lo-fi, escolhendo a alma mais contemplativa do sol e aquecendo corpo e espírito em simultâneo. Savage Ohms, que acaba por funcionar como um sumário improvisado deste festival, junta Beatriz Diniz (April Marmara), Teresa Castro (Calcutá), Joana Figueiroa e Violeta Azevedo enquanto quarteto puramente feminino de música livre e ruidosa, para encerrar o tempo para concertos. Não deixando que a festa acabe, será Odete a ficar encarregue dos discos e a garantir que a festa não acaba antes do suposto.



Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.


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Reportagem: Cova da Iria Psych Fest [Woodstock 69, Porto]


Precisamente um ano após a celebração do 13 de maio da Threshold Magazine com Rolando Bruno realizou-se o Cova da Iria Psych Fest, organizado pela Lovers & Lollypops, no Woodstock 69 que marcou o regresso dos Minami Deutsch ao Porto, sendo o Mr. Gallini responsável pela primeira parte.

Mr. Gallini, também conhecido por Bruno Monteiro ou apenas “o baterista dos Stone Dead”, teve uma atuação bastante mais curta que o esperado (cerca de 20 minutos) o que permitiu manter a atenção do público no concerto e evitar que se tornasse repetitivo. Foi possível ouvir temas como “Rainbow Cow”, do seu disco lançado no mês de janeiro, Lovely Demos, Vol 1, e ainda algumas canções novas. Apresentou-se em formato one man band quase como um contador de histórias ao estilo do Blues e Rock n’ Roll, sendo muito bem recebido e acolhido por um dos públicos mais simpáticos que me lembro de ter presenciado recentemente.



Por volta das 19 subiram ao palco os tão esperados japoneses Minami Deutsch preparados para nos apresentar o seu segundo longa duração With Dim Light, lançado no passado mês de abril. Ainda que seja conhecida e bastante perceptível a influência do krautrock e de bandas como os Can e NEU! na música da banda, nenhum dos presentes estava preparado para a explosão de som e de energia que se seguiria. O primeiro tema tocado não teve tempo para apresentações e cedo colocou o público em estado de quase hipnose e êxtase e, chegado o seu final, despertou, mais uma vez, toda a simpatia da sala com um longo aplauso. No fim desta música todos os elementos trocaram de instrumentos entre si, aquando isto eram soltadas várias palavras de aprovação por parte dos presentes correspondidas com os sorrisos dos japoneses. Após esta troca de instrumentos, a única pausa mais longa foi quando um dos vocalistas trocou a sua guitarra por um pequeno sintetizador apenas para um tema. 

Durante cerca de uma hora celebrou-se a música e o que esta representa, sendo que era impossível ficar indiferente ao espectáculo que estava a acontecer e a felicidade era algo vastamente sentido no Woodstock 69. À falta de melhor comparação poderá ser dito que os temas que nos foram apresentados soariam a uns Follakzoid que partilharam algumas das suas características com os Kikagaku Moyo, uma vez que o kraut e até o space rock, com loops deliciosos e hipnotizantes, se aliavam a sons distintamente orientais fazendo com que não soasse a “mais do mesmo”. No final fica a memória do concerto, que certamente perdurará, e o pedido de encore que não chegou a ser correspondido.

Resta apenas deixar uma nota de agradecimento e apoio a este tipo de matinés que primam pela qualidade da banda e do espaço e pelo preço bastante acessível.

Minami Deutsch + Mr. Gallini [Woodstock 69 Rock Bar, Porto]

Texto: Francisco Lobo de Ávila
Fotografia: Eduardo Silva

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Fragrance. apresenta novo single, "So Typical"

© Marie Rouge

Fragrance., o projeto a solo do francês Matthieu Roche, vai dar no próximo dia 26 de maio o primeiro concerto da carreira, em Portugal, na terceira edição do festival MONITOR que acontece na sala Stereogun, em Leiria. Para antecipar a sua apresentação o produtor lançou hoje um novíssimo tema, intitulado de "So Typical", que integrará o disco de estreia previsto para este ano. Também no MONITOR podem esperar por ouvir temas novos em primeira mão de um artista que ainda virá a dar que falar dentro da cena synth-pop dos próximos tempos.

O tema "So Typical" vem também acompanhado por um videoclip que traz frames do filme de ficção científica Cat-Women Of The Moon (1953) de Arthur Hilton e apresenta um Fragrance. mais poderoso e pronto para fazer as pistas de dança bombar até não haver amanhã. 


Se quiserem vê-lo no MONITOR aproveitem para apanhar um dos últimos bilhetes aqui. Todas as informações adicionais aqui.

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Falta uma semana para o FAUP FEST 4.0


Próxima quinta-feira, dia 24 de maio, tem lugar na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto entre as 16h até às 5h da manhã do dia seguinte o FAUP FEST 4.0Haverão várias actividades, projecções visuais, instalações artísticas, um Mercadinho, uma Feira do Livro e três palcos ao longo dos quais se irá desenrolar a paisagem sonora de todo o certame. Névoa, Duds, Equations, Sereias e Terebentina são alguns dos nomes que poderão encontrar por lá. 


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She Pleasures Herself e The Manchesters na 4ª edição do Sons na Aldeia


É dia 23 de junho, na Aldeia de Paio Pires, a 4ª edição do Sons na Aldeia, evento a decorrer no Salão Nobre da Sociedade Musical 5 de Outubro. Esta edição vai contar com as bandas portuguesas She Pleasures Herself e The Manchesters.

Os concertos começam às 21:30. Mais informações estão disponíveis aqui.



She Pleasures HerSelf

Os She Pleasures Herself são uma banda oriunda de Lisboa, formados em 2016. A música dos SPHS é difícil de englobar num único género ou som, rementendo para os sons darkwave, electro, goth e post-punk da década de 70's e 80's. Tudo isso misturado com uma moderna e luxuosa imagem entre a decadência punk e o mundo fetichista. Os SPHS praticam um som que mexe com todos os sentidos entre a onda de prazer sonoro para as pistas de dança e uma vontade imensa de praticar sexo. Os SPHS são formados por Nuno Varudo (vocalista), David Francisco (guitarra/ sintetizadores), Nuno Francisco (Bateria) e Leticia Contreiras (sintetizadores).


The Manchesters 

Da gravação de uma cover dos Joy Division para uma colectânea, nasceram, em meados de 2016, os Manchesters. A colaboração pontual tornou-se frequente e hoje pairam entre o Madchester dos Happy Mondays, Stone Roses ou dos Inspiral Carpets e o Brit-Pop dos Blur, sempre com um sarcasmo à Smiths. O melhor que a Velha Albion tem para oferecer.



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Alex Zhang Hungtai anuncia novo álbum, 'Divine Weight'


Alex Zhang Hungtai anunciou hoje novo disco. O outrora homem por trás de projetos como Dirty Beaches e Last Lizard lança-se novamente nas edições em nome próprio com o seu primeiro álbum pela NON Worldiwide, o colectivo encabeçado por Chino Amobi, Angel-Ho e Nkisi

Divine Weight é o título do novo trabalho do artista natural do Taiwan, agora residente em Lisboa, que nos chega dia 29 de junho. Composto por 5 temas, Divine Weight é o resultado de três anos de composições de saxofone falhadas, aglomeradas e compiladas num disco inspirado nas reflexões de Alejandro Jodorowski (autor e realizador de 'Holy Mountain') no seu livro Psicomagia.

Em baixo, fiquem com o vídeo de Kevin Luna e Brian Echon para "Pierrot", o primeiro avanço de Divine Weight.


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Souto Rock anuncia cartaz da próxima edição


O Souto Rock 2018, que irá decorrer nos dias 5 a 7 de julho em Barcelos, já revelou o seu cartaz. 

A primeira noite realiza-se no Largo do Apoio, em pleno centro histórico da cidade, com a actuação da banda Hüll e o dj set de SpeedyBosxhNa sexta-feira, o festival regressa ao “Largo do Souto”, em Roriz. Há concertos de This Penguin Can Fly, Baleia Baleia Baleia, Paraguaii e Black Bombaim. No sábado tocam O Gringo Sou Eu (este durante a tarde), El Señor, 800 Gondomar, Doutor Assério e os franceses J.C. SàtanAs noites de sexta-feira e sábado contam animação da Lovers & Lollypops Soundsystem.

O Souto Rock acontece desde 2005 e é uma iniciativa da Associação Cultural e Recreativa de Roriz. A entrada e o campismo são gratuitos.

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Peter Broderick regressa a Portugal em dose tripla já na próxima semana

© Declan Kelly


Peter Broderick, agora agenciado pela Amplificasom, estará de volta a Portugal já na próxima semana. O americano passará por Lisboa, Braga e Espinho para apresentar All Together Again, lançado no ano passado. O seu novo trabalho surge cerca de 10 anos após o início da sua carreira a solo (participando também em grupos como Efterklang e Horse Feather) e é descrito pelo compositor como “um corpo coeso” de peças com base no piano, e com ou sem voz, que foram sendo comissionadas ao longo da última década. Poderão ver as informações relativas a cada uma das datas em baixo.



24 de maio – Teatro Tivoli BBVA, Lisboa | Bilhetes: 15 a 25€
25 de maio – GNRation, Braga | Bilhetes: 9€

De notar que poderão existir descontos em cada um destes espaços mediante certas condições. O compositor italiano Federico Albanese, que se estreia em território nacional, irá abrir os concertos em Lisboa e Espinho, apresentando o seu novo trabalho The Deep Sea.

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STREAM: Mothers Dearest - Mothers Dearest


Depois de terem lançado em novembro de 2016 o EP Golden Sun's Finest, que foi considerado uma das edições desse ano nos curta-duração, os neozelandeses Mothers Dearest estão agora de regresso aos holofotes como o novíssimo LP de estreia homónimo que apresenta um total de cinco faixas espelhadas em cerca de 40 minutos de duração. A banda volta a apostar neste registo numa produção lo-fi, mas bem mais agressiva do que a que apresentaram anteriormente. Deste modo, o noise, o punk, o post-hardcore e o grunge passam a incorporar agora a sonoridade da banda, posicionando-a em territórios novos, mas nem tanto expectáveis.

Este é definitivamente o trabalho mais agressivo da banda e se quiserem referências eu arriscaria a dizer que este Mothers Dearest é uma mistura caótica das sonoridades de bandas como Institute, METZ, USA Nails e eventualmente uns Blacklisters. O disco pode ser ouvido na íntegra abaixo.

Mothers Dearest foi editado em formato digital no passado domingo, dia 13 de maio. A versão física, em cassete, chega a 1 de junho.




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Fotogaleria: Whispering Sons + Second Still [Sabotage Club, Lisboa]


Na passada sexta-feira (dia 11 de maio) fomos até ao Sabotage Club, Lisboa assitir aos concertos dos belgas Whispering Sons - que regressavam à capital dois anos depois de terem atuado no Post-Punk Strikes Again - e dos norte-americanos Second Still, que faziam ali o primeiro concerto da carreira em território nacional.

A fotogaleria dos Whispering Sons e dos Second Still, na lente de Virgílio Santos, pode ser visita abaixo, ou aqui e aqui.

Whispering Sons

Whispering Sons [Sabotage Club, Lisboa]

Second Still

Second Still [Sabotage Club, Lisboa]

Fotografia: Virgílio Santos

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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Reportagem: Human Tetris [Sabotage Club, Lisboa]


Os Human Tetris são uns tipos russos com imensa energia e vontade de tocar, são de poucas palavras e praticantes de um post-punk radiante e melancólico em simultâneo. Depois de um interregno entre 2013 a 2016, voltam cheios de vigor e bem alinhados. No Sabotage Club apresentaram-se reforçados com a presença feminina da teclista Tonia Minaeva que vem dar uma maior elegância e complexidade à banda. 

A meu ver esta banda tem feito um trajecto incrível e tomado o rumo certo, prova disso foi o alinhamento apresentado, que previligiaou claramente o seu novo trabalho, o novo disco Memorabilia com canções como "Another day", "Ugly Night" ou "Melancholly". Mas mantendo sempre presente grades temas como "Things I Dont Need", por exemplo.

Human Tetris

Maxim Zaytsev é um baixista hiperativo, e necessita de bom espaço em palco para dar largas à sua forma expansiva com que se move e salta durante todo o e concerto. O baterista Ramil Mubinov, brindou-nos com energia para este e outro espetáculo com um ritmo frenético que foi imparável. Já Arvid Kriger, para além de boa voz e valente desempenho, demosntrou ainda mestria com as quatro cordas, uma boa surpresa. 

Em suma, a passagem dos Human Tetris por Lisboa foi um espetáculo intimista com reportório longo onde nem se sentiu a necessidade encore...a repetir sem dúvida.

Human Tetris [Sabotage Club, Lisboa]

Texto: Luis Felipe Almeida
Fotografia: Gil Simão

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Festival A Porta confirma FUGLY, Filho da Mãe e não só


O festival A Porta, que irá decorrer em Leiria nos dias 16 a 24 de junho, adicionou novos nomes ao seu cartaz. As últimas confirmações são FUGLY, Filho da MãeMarco Franco, Lovers & Lollypops Soundsystem e A Portinha, uma secção de workshops, actividades e experiências para público de todas as idades.

Os outros nomes que já integram o cartaz do festival são Dead Combo, BongaConan OsirisThe ParkinsonsMemória de PeixeEmperor X,  Nice Weather for Ducks, Primeira Dama, Urso Bardo e Blue Crime.

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STREAM: The Black Archer - A New Dawn


The Black Archer, projeto a solo de Pedro Oliveira, está de regresso aos trabalhos de estúdio com o longa duração A New Dawn, trabalho que demorou cerca de um ano a ser desenvolvido e que vem dar sucessão a Memories (2017). O disco é composto por um total de 12 canções que expressam a personalidade individualista e independente do músico sediado no Porto.

Deste novo A New Dawn  já tinham anteriormente sido divulgadas as faixas "A New Dawn" e "Dreaming Of You", que conjugavam uma abordagem entre os beats da chillwave e os sintetizadores dreammy, carregadas em emoções. Além destas recomenda-se ainda a audição de temas como "Golden Heart", "State Lights" e "Echoes Of Love". O disco pode agora ser ouvido na íntegra abaixo.

A New Dawn foi editado no pássado sábado (12 de maio) pelo selo Z22.


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Primeiras confirmações do ZigurFest 2018


Depois de sete edições, o ZigurFest está de regresso em 2018. Para já foram anunciados três nomes: David Bruno, herói do kitsch, versejador fabuloso e beatmaker elástico; os Bardino, com a fusão elétrica a traçar os pontos comuns entre o jazz, prog e funk e os Moon Preachers, com o seu garage-rock musculado oriundo do Barreiro/Seixal.

O ZigurFest irá regressar à cidade de Lamego de 29 de Agosto a 1 de Setembro e mais nomes serão anunciados em breve.











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