sábado, 16 de junho de 2018

Draconian encerram cartaz do Under The Doom


Os Draconian são a última confirmação para a sexta edição do Under The Doom. O grupo sueco de doom metal regressa a Portugal dois anos após ter atuado no RCA Club em Lisboa e fará parte do primeiro dia do festival (7 de dezembro), juntamente com os Arcturus, While Heaven Wept, The Wounded, D E S I R E e ainda Wyatt E.. Sovran é o último disco da banda, lançado já em 2015, mas até ao final do ano poderão ainda haver novidades relativamente a um novo trabalho.

O segundo dia do festival, 8 de dezembro, contará com os islandeses Sólstafir como cabeças de cartaz e ainda os Shining, Antimatter, Sinistro, Collapse of Light e Oceanwake. O festival irá decorrer no Lisboa Ao Vivo e os bilhetes podem já ser adquiridos online aqui, com o bilhete diário a custar 35€ e o geral 65€. No próximo dia 20 de junho serão também colocados à venda nos seguintes espaços: Fnac (Almada, Colombo, Chiado, Cascais), Glam-o-Rama (Lisboa), Carbono (Amadora), Side B Rocks (Alenquer), Loja Piranha (Porto) e Loja Bunker (Porto).


Em adição ao Under The Doom, a Notredame Productions anunciou também a realização de sessões warm up no próximo mês de setembro e que contarão com a presença dos Primordial, que deverão apresentar o seu novo trabalho Exile Amongst the Ruins. Os irlandeses irão atuar no Hard Club (Porto) no dia 21 de setembro juntamente com os AURA e os Basalto e no dia seguinte no RCA Club (Lisboa) também com os AURA  e ainda com os DECAYED. Os bilhetes custam 23€ em pré-venda ou 25€ no próprio dia.




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sexta-feira, 15 de junho de 2018

The Fresh & Onlys finalmente ao vivo em Portugal


É verdade, finalmente teremos os Fresh & Onlys de Tim Cohen em Portugal. Depois do cancelamento da sua tour europeia de 2014 que incluia a passagem pelo Vodafone Mexefest e pelo Centro Cultural Vila Flor, eis que a banda nos visita no ano do seu décimo aniversário. Tendo editado conteúdo com a assinatura de grandes labels tais como a Mexican Summer, a Castle Face e a Sacred Bones (apenas para referir algumas) os norte-americanos fazem parte da cena de garage rock de São Francisco, incorporando não só o referencial sonoro do garage na sua sonoridade mas também o psicadelismo lo-fi. 

No dia 12 de setembro os Fresh & Onlys tocam no Texas Bar em Leiria e sobem ao Porto no dia seguinte para tocarem nos Maus Hábitos. É de referir ainda que os californianos vão apresentar ao vivo Wolf Lie Down, o seu mais recente disco, editado via Sinderlyn no ano transacto. Ambos os concertos são organizados pela Ya Ya Yeah.

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Nuno Lopes e Conan Osiris em Paredes de Coura


Após de dois meses sem anúncios para o cartaz do Vodafone Paredes de Coura, chegam quatro novas confirmações: Conan Osiris, Nuno Lopes, Ninos Du Brasil e SILVA.

O cartaz conta também com artistas como Arcade FireSlowdiveKing Gizzard & the Lizard WizardFrankie CosmosFleet Foxes e Big Thief. A 26ª edição do festival decorre de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros.


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Chinaskee & Os Camponeses com novo EP


Sai no próximo dia 22 de junho o novo EP de Chinaskee & Os Camponeses, Metro e Meio. Este é editado pela Revolve.

No mesmo dia há concerto de apresentação no Anjos70. A entrada custa 4€ e o evento conta também com concertos de Co$tanza e Sun Blossoms e DJ sets de BRONZE, Colado e dos próprios Chinaskee & Os Camponeses.

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STREAM: Girls Names - Stains on Silence


Três anos depois de Arms Around a Vision (2015) e com nova formação, depois da trágica perda da baterista Gib Cassidy, os Girls Names estão de regresso aos discos com Stains On Silence, o trabalho mais vanguardista da banda até a data que explora sonoridades bastante diferentes de discos como Dead To Me (2011) ou The New Life (2013), sem no entanto perder a identidade original. 

Durante a transmutação de dois anos, o frontman Cathal Cully, a baixista Claire Miskimmin e o guitarrista Philip Quinn tiveram um único objetivo para seu quarto álbum: fazer um disco que soasse a antigo com uma duração de 30 a 35 minutos e que desafiasse o ouvinte a alcançar a repetição de sonoridades, tão aplicada neste Stains On Silence. Do disco já tinham sido anteriormente divulgadas as faixas "Karoline" e "25". Além destas recomenda-se ainda a audição de temas como "Haus Proud", "A Moment and a Year" e "The Process".

Stains On Silence é editado esta sexta-feira ,15 de junho, pelo selo Tough Love Records.


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HOPE lançam vídeo para "Drop Your Knives"


Os HOPE lançaram em outubro do ano passado o seu disco de estreia homónimo que os apresentou ao mundo numa tonalidade mais obscura visível desde as letras das canções, fotografias, vídeos, até à própria capa do álbum. De regresso em promoção deste HOPE, o quarteto alemão apresenta agora um novo trabalho visual para o tema "Drop Your Knives" que combina filmagens da banda em performance conjugadas com recortes de planos mais próximos e com as cores branco e vermelho em destaque. 

O disco de estreia dos HOPE foi gravado por Olaf Opal (The Notwist) e mostra a escuridão pop da banda que vai beber influências a nomes como Portishead e Talk TalkO vídeo para "Drop Your Kniives" conta com a direção de Riccardo Bernardi e pode ser visto abaixo.


HOPE LIVE: 
jun 27 Fusion Festival 
jul 7 MACH Festival 
jull 21 Freundetreffen Festival 
aug 10 Haldern Pop Festival 
aug 17 Pop-Kultur Berlin 
sep 22 Wiltz, Luxembourg 
oct 10 Manufaktur, Schorndorf 
oct 20 London, Sebright Arms

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STREAM: A.D. MANA - First Life


O artista a solo e produtor natural do Reino Unido, atualmente a residir em Berlim, A.D. Mana edita hoje o seu disco de estreia, First Life, disco que apresenta linhas de guitarra densas e enredadas pelos campos da música eletrónica, post-punk, shoegaze, synthpop e eventualmente, alguma EBM. Por baixo desta tensão inconstante existe uma iridescência subjacente ao som que A.D. Mana tão bem nos vai apresentando ao longo das oito canções que o compõem.

Em First Life, disco que contou com a colaboração de Alex Akers of Forces (Fleisch Records), sem se prender a um único género A.D. Mana consegue ser conciso e coerente, conduzindo o ouvinte a uma viagem entre os sons mais obscuros e vanguardistas. Do disco - que já está disponível para escuta integral abaixo - já tinham anteriormente sido apresentadas as faixas "Blue Romeo" e "Body Of Grass". Além destas recomendam-se também "Wealth", "Aggregates" e "Just for Now".

First Life é editado esta sexta-feira (15 de junho) pelos selos Manic Depression (vinil) e Sentimental Records (cassete).


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A Place To Bury Strangers de regresso a Portugal

© Ebru Yildiz

2018 marca o ano em que os A Place To Bury Strangers mudaram de alinhamento mas também a data do regresso da banda norte-americana ao país, em apresentação do seu mais recente disco de estúdio Pinned, editado em abril. O trio que conta com Oliver Ackermann (guitarra/vocal), Dion Lunadon (baixo) e mais recentemente com Lia Simone Braswell (bateria) regressa ao país para duas datas que acontecem no Hard Club (Porto) a 31 de agosto e no RCA Lisboa a 1 de setembro. A última vez que a banda atuou pelo país foi no Reverence Valada, em 2016.

A banda de noise-rock - que se tornou muito aclamada entre a comunidade internacional por mostrar que escavacar guitarras, partir cordas e ensurdecer os nossos e os seus ouvidos são das poucas liberdades que a sua existência ainda lhes permite - apresentará os temas de Pinned, disco que veio dar sucessão ao muito aclamado Transfixiation (2015), e que já se pode ouvir nas plataformas digitais de streaming. 

Os bilhetes para ambos os concertos têm um custo de 15€. Todas as informações adicionais podem ser acompanhadas na página de Facebook da promotora At The Rollercoaster, responsável pelo seu regresso ao país.




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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Já sabemos com quem vamos dançar no Rodellus

© Joana Rita / Shootsounds

Quando falta pouco mais de um mês para celebrarmos o casamento do campo com a música em Ruílhe, Braga, o Rodellus anunciou os últimos oito nomes que irão compor o cartaz da sua edição de 2018. O festival de música urbana em cenário campestre, que se realiza este ano entre 19 e 21 de julho, confirmou a presença de Filho da Mãe, guitarrista que editou em maio o novo álbum Água Má, os alemães do stoner e psicadelismo Mother Engine e os jovens do garage nacional FUGLY. As restantes confirmações são Tresor&Bosxh, D/F/S, Funkdilla (Funkamente b2b DJ Quesadilla), EL SEÑOR e de Turquoise.

A estes nomes juntam-se os franceses SLIFT, os escoceses The Cosmic Dead, os neozelandeses The Cavemen e os espanhóis Kings Of The Beach. No contingente nacional há Grandfather's House, Baleia Baleia Baleia, The Lazy Faithful, Ecstatic Vision, Omie Wise, O Gringo Sou EU, Sunhui, Imploding Stars, , Astrodome e os Madrepaz.

Os passes para o Rodellus têm neste momento e até 30 de junho o preço de 15€. A partir de 1 de julhoe até ao dia do evento os passes custarão 20€.

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7 ao mês com The Twist Connection


Na 5ª edição do 7 ao mês vamos até Coimbra ouvir as escolhas de Carlos “Kaló” Mendes, Samuel Silva e Sérgio Cardoso. De regresso às edições discográficas com um novo álbum homónimo editado pela também conimbricense Lux Records no passado dia 8 de Junho, os The Twist Connection iniciam amanhã (15 de junho) a sua tour nacional no Sabotage Club, Lisboa.

Shannon and The Clams - The Boy


Meninos que andam há alguns anos a misturar rock'n'roll com doo wop, garage com o som das girl groups dos 60s e que alcançaram agora, em 2018, um nível de mestria notável. De um dos melhores álbuns deste ano - Onion - uma pérola pop como poucas.


Reigning Sound - Never Coming Home


Toda a gente sabe (ou se não sabe devia saber) que o Greg Cartwright é o maior de todos a escrever e cantar sobre as "dores de corno". Ponto final. Aqui, no último álbum dos Reigning Sound, a qualidade da composição encontra paralelo na perfeição da produção resultando num álbum de rock'n'roll maduro (no bom sentido da palavra) sobre amores falhados e relações perdidas. Companhia habitual nas nossas viagens. 


Iggy Pop - Gardenia


Uma inspiração. Pela fome de viver, pela fome de criar, pela vida dedicada e marcada de forma indelével pelo rock'n'roll. E editar um dos melhores álbuns da carreira aos 70 anos? 


Weird War - Girls Like That


Todas as pessoas fazem esta pergunta pelo menos uma vez na vida. Além disso, que música e que banda...


The Cramps - Tear it Up (Urgh - A musical war)


Rock´n´Roll em estado puro. A partir dum tema ou do Johnny Burnette ou do Charlie Feathers. Esta "aparição" pode mudar a vida de uma pessoa.


The Dirtbombs - Get It While You Can


Que enorme verdade. Nada dura para sempre, o fim está a chegar, aproveita enquanto podes. Power from Detroit. 


Terry & The Chain Reaction - Keep your cool


Uma lição comportamental !!!

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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Reportagem: Actress + London Contemporary Orchestra (com Duval Timothy, Silvia Kastel e Toxe)

© 2018 Barbican Centre, Silk Street, London, EC2Y 8DS
Ver mundos a cruzarem caminhos na arte será sempre, enquanto conceito, um esforço tremendamente admirável. Contudo, atingir este objectivo pode ser complicado - como é que racionalizamos a expressão simultânea de Pollock e Da Vinci? Faz sentido combinar Kazumoto Endo com Beethoven? Será que podemos sequer imaginar como é que os encantos de Elvis Costello se misturariam com Iannis Xenakis? Actress e a London Comtemporary Orchestra (LCO) aceitaram este desafio pela segunda vez no Barbican Centre pela segunda vez, no passado dia 26 de Maio. O resultado? De cortar a respiração.
O espaço foi mais do que adequado para este cruzamento - o Barbican Centre (e onde se enquadra) parecem um Éden urbano no meio de Londres, a estender-se com a sua arquitectura moderna kitsch e uma aparente isolação da confusão da cidade. Assim que assentámos os pés nesta agradável solidão, a mente e a audição purificaram-se para uma noite repleta de atuações hipnóticas e viciantes.
O início foi protagonizado por Duval Timoth, que aqueceu o palco enquanto artista de piano solo/electrónica. A mistura de jazz com melodias orelhudas e contagiantes, sem descurar da ocasional incursão pelo território mais experimental, fizeram de Duval uma entrada idal - frases estáveis deslocaram-se na direção de um público de melómanos, cativando-os para o belíssimo teatro. Depois desta breve caminhada por um cenário electro-acústico, Silvia Kastel mudou a paisagem (sonora) para um enquadramento 100% electrónico, dando origem a temas que captivavam pela estranheza, penetrantes e repetitivos. O passado da produtora italiana em improvisação é simbiótico com os ritmos mântricos que cria, adicionando as camadas necessárias para tornar a segunda atuação da noite numa agradável experiência para os fãs da música electrónica experimental.
Actress + LCO em 2017 no Barbican Centre.

O que se seguiu foi o grande momento do evento: Actress e a LCO subiram ao palco no meio de uma nuvem de fumo e luzes ténues, ambas a requererem que todos os membros tivessem a sua pequena lâmpada logisticamente requerida - todos os 8 membros da LCO formavam um ciclo irregular, rodeando um Darren Cunningham rodeado de teclados e electrónica. O ambiente estava pronto para esta reimaginação única do clássico contemporâneo e da música electrónica. Em vez de desconstruir esta atuação música por música (o que não encapsularia a sua total magnitude), uma apreciação mais ampla e completo é a única coisa correta a fazer - a Noite Estrelada de Van Gogh não é tão impressionante se considerarmos apenas detalhes.
Enquanto que podíamos esperar - eu esperava, pelo menos - uma mistura imperfeita de Actress com a LCO, o grupo inteiro atuou como uma reinterpretação coesiva e finamente afinada da orquestra para o século XXI. Os elementos electrónicos eram sublimes, mas flutuavem com e através do enquadrameno clássico, criando momentos de beleza avassaladora, deslocados da vida real, como se se tratasse da banda sonora para uma obra de arte a ser sintetizada diante de uma plateia cativada e silenciosa. Cunningham foi um alquimista com os ingredientes que a LCO lhe dava, numa buscaconjunta por algo mais rico e delicado do que a pedra filosofal. Com apenas 3 curtas pausas para aplausos, não houve mais nenhuma interação. Durante aproximadamente 50 minutos, o público fundiu-se com os artistas e com a sala.
Os padrões estavam elevados, e Toxe foi escolhida para fechar a noite. A produtora sueca mudou o andamento para um (mais do que adequado) cenário de UK Bass, que era o necessário para “começar” a noite. Esta foi o seu primeiro live act e seria uma pena que fosse o último - enquanto que a transição da combinação esotérica de Actress com LCO para Toxe foi um pouco dura, a mudança do teatro para o Barbican Hall e os ritmos wonky rapidamente adaptaram o público a este cenário. Uma atuação poderosa de uma produtora vinda das paisagens geladas da suécias foi uma maneira maravilhosa de acabar a noite com a alegre - e por vezes constrangedora - de amantes de música electrónica e/ou clássica.
“Eclético” é mais um termo vago do que uma descrição concreta - na verdade, é muitas vezes a escapatória preguiçosa da árdua tarefa de encontrar a palavra certa - mas mais nenhuma palavra faria honra a esta noite. Desde música clássica/jazz até wonky/UK Bass, o Barbican Centre foi palco de um conjunto de atuações originais e memoráveis, criando uma cadência que, podendo ser por vezes inconvencional, nunca pareceu errada.

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Actress + London Contemporary Orchestra (with Duval Timothy, Silvia Kastel and Toxe)

© 2018 Barbican Centre, Silk Street, London, EC2Y 8DS
Watching worlds cross paths in art will always be, as a concept, a tremendous and admirable effort. However, accomplishing this can prove itself troublesome - how can we rationalize a simultaneous expression of Pollock and Da Vinci? Does it make sense to combine Kazumoto Endo with Beethoven? Are we even allowed to imagine how the musings of Elvis Costello would blend with Iannis Xenakis? Actress and the London Contemporary Orchestra (LCO) took this challenge for the second time in the Barbican Centre on the 26th of May. The result? Nothing short of breathtaking.
The venue was more than adequate for this crossing - the Barbican Centre (and its surroundings) feel like an urban Eden in the middle of London, standing tall with its kitsch-y modern architecture and an apparent isolation from the busy city turmoil. Setting foot in this pleasent loneliness cleared the mind and the ears for a wonderful night filled with hypnotic and addictive performances.
The start of the evening was headed by Duval Timothy, who warmed up the stage as a solo pianist/electronic artist. The blend of jazz and catchy and easy-going melodies, with occasional incursions into more experimental territory, made this an ideal starter - steady phrases made their way into a growing audience of music aficionados, captivating them to the beautiful concert hall. Following this brief walk through an electro-acoustic scenery, Silvia Kastel changed the sound and landscape to a fully electronic setting, giving rise to piercing and repetitive unorthodox tunes. The italian producer’s background in improvisation is symbiotic with the drone-like rhythms she creates, adding the necessary layers to make the second performance of the evening a real treat to fans of experimental electronic music.
Actress + LCO in 2017 in the Barbican Centre.

The next act was the grand moment of the event: Actress and the LCO got up on stage amidst a cloud of smoke and dim lights, which required each of the members to have its own logistically-required small lamp - all the 8 members of the LCO formed an irregular cycle, surrounding a keyboard and electronics-enclosed Daniel Cunningham. The ambience was ready for this unique reimagining of contemporary classical and electronic music. Rather than a song-by-song deconstruction of the performance (which would not comprehend its full magnitude), a more broad and complete appreciation is the only fair thing to do - the Van Gogh’s Starry Night is not as impressive if we consider only isolated details.
While one could expect - I certainly did - a coarse-grained mixture of Actress and the LCO, the whole group acted as a cohesive and finely-tuned reinterpretation of the orchestra for the 21st century. The electronic elements were sublime, but fluctuated with and through the more classical setting, rendering moments of mesmerizing beauty that felt out of place for real life - the soundtrack for an artwork was being synthesized before a silent and captivated audience. Cunningham acted as an alchemist with the finest quality ingredients the LCO carefully provided him, in their quest for something much more rich and delicate than the philosopher’s stone. With only 3 short breaks for applauses, there were no other direct interactions. For about 50 minutes, the audience become one with the performers and the venue.
The standards were high, and Toxe was chosen as the closing act. The swedish producer changed gears into a (more than adequate) UK bass setting, which was the necessary jump to kickstart the night. This was her first live act and it would be a shame if it were to be the last - while the transition from the esoteric pairing of Actress with the LCO to Toxe might have been a bit rough, the change from the theater hall to the Barbican Hall and the wonky rhythms quickly addapted the crowd to this new scenario. A powerful performance by a producer hailing from the chilling landscapes of Sweden was a terrific way of ending the night with the joyful - and sometimes awkward - dancing of electronic and classical music lovers alike.
“Ecletic” might be more of an umbrella term than an actual description - in fact, it often is the lazy man’s way out of finding the right word - but no other word would fit this evening. From classical/jazz solo piano to wonky/UK bass, the Barbican Centre housed a set of original and wonderful performances, creating a cadence that, while at times unconventional, never felt wrong.

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Laurel Halo anuncia mini-álbum via Latency, 'Raw Silk Uncut Wood'


Laurel Halo anunciou hoje a sua estreia nas edições pela editora parisiense Latency. Um ano após o excelente e aclamado disco Dust, a produtora norte-amaricana "abandona" temporariamente a casa Hyperdub para um mini-álbum de seis faixas a editar dia 13 de julho. Raw Silk Uncut Wood é o título do novo de trabalho de Halo, que conta com contribuições de Oliver Coates no violoncelo e Eli Keszler na percussão.


Sobre o disco sabe-se que terá sido inspirado pelas gravações que a produtora cedeu para a banda-sonora de 'Possessed', um documentário do estúdio de design alemão Metahaven, e ainda pelas traduções da malograda romancista Ursula Le Guin do manuscristo taoista 'Tao Te Ching'. 



A faixa-título de Raw Silk Uncut Wood é  seu primeiro avanço e pode ser escutado em baixo, onde encontrarão também a capa e respetiva tracklist do disco.






Raw Silk Uncut Wood

01. Raw Silk Uncut Wood feat. Oliver Coates 
02. Mercury feat. Eli Keszler 
03. Quietude 
04. The Sick Mind 
05. Supine 
06. Nahbarkeit feat. Oliver Coates and Eli Keszler

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terça-feira, 12 de junho de 2018

Emperor X em mini-digressão por Portugal na próxima semana


É já na próxima semana que Emperor X, projeto de Chad Matheny, regressa a Portugal para quatro datas. O cantautor retorna ao nosso país quatro anos depois para apresentar Oversleepers International, o seu novo disco editado no ano passado que continua a explorar paisagens folk lo-fi mas sempre com a sua energia e irreverência muito próprias. 


A acompanhar o americano em três das quatro datas estará We Bless This Mess (Nelson Graf Reis), que irá lançar o seu novo trabalho Awareness Songs and Side Stories no próximo dia 14 de Setembro. 

Em baixo seguem as informações relativas às quatro datas, todas elas com entrada livre, organizadas pela Oh Lee Music e também com o apoio da Infected Records, Planalto Records e da Flix Agency:

20 de junho | Café Au Lait - Porto* 
21 de junho | Livraria Mavy - Braga* 
22 de junho | Lounge - Lisboa* 
23 de junho | Festival A Porta - Leiria
*com We Bless This Mess 

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Conjunto África Negra com data única em Lisboa

Icónica banda são-tomense da década de 70 regressa a Portugal para concerto único em Lisboa, dia 22 de junho no B.Leza Clube.


O Conjunto África Negra são um nome histórico na música de São Tomé e Príncipe. Formados em 1974, o Conjunto África Negra tornou-se num dos mais amados e conhecidos grupos da música são-tomense. A presença regular nos "fundões" (bailes informais ao ar livre que agregavam diferentes comunidades locais) da capital são Tomé durante a década de 70, assim como a solidificação de uma sonoridade única levou o grupo às primeiras gravações na Rádio Nacional de São Tomé, no início dos anos 80.

Emídio Vaz, na guitarra solo, Leonildo Barros, na guitarra ritmo, e João Seria, na voz, formavam o núcleo duro criador de um repertório de quase meia centena de canções. “Angélica”, “Alice” e “África Negra 83” são três dos discos mais emblemáticos do conjunto, que nos dias que correm atingem valores exorbitantes nas plataformas de compra e venda de discos em formato vinil. Consequentemente, a banda está a viver um viver um enorme revivalismo e a chegar aos ouvidos mais novos, que os começam a idolatrar.


Atualmente, os África Negra são seis pessoas (voz, duas guitarras, bateria, baixo e percussão), sendo que três dos membros fazem parte da formação original: o vocalista João Seria, o guitarrista Leonildo Barros e o baixista Albertino. Este será o grupo que se apresentará em concerto no B.Leza Clube, em Lisboa. 

Os bilhetes custam 10 euros e estão já à venda na Ticketline, B.Leza Clube e locais habituais.

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Unknown Mortal Orchestra regressam para dois concertos

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Depois da passagem recente no Porto como parte do cartaz do NOS Primavera Sound, os Unknown Mortal Orchestra regressam a Portugal em outubro para dois concertos, no âmbito da promoção do seu mais recente álbum "Sex & Food". Dia 29 de outubro o trio toca na sala de concertos do Hard Club, no Porto, e no dia a seguir, irá a Lisboa tocar na Aula Magna.

Acarinhada entre o público como um dos nomes mais aclamados do rock psicadélico atual, a banda neozelandesa tem-se demonstrado consistente em termos de registos de originais, com o "Sex & Food" a revelar ser um sucessor à altura da restante discografia, que contém ainda "Multi-Love", o álbum homónimo e "II".

Os bilhetes estarão à venda a partir de dia 15 de junho.

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