sexta-feira, 6 de julho de 2018

Sui Generis Madrid: o "novo" festival gótico low-cost


O Sui Generis Madrid, anteriormente conhecido como Semana Gótica de Madrid, recebeu uma transformação para esta edição de 2018 passando a acontecer agora num Castelo - Castillo de Manzanares el Real -, à semelhança do nosso português Entremuralhas, com a principal atração de ser um festival absolutamente low-cost e apresentar uma programação que vai além dos concertos. Num total são oito as bandas que poderemos ver ali no país vizinho por apenas 15€, mas despachem-se porque os concertos estão limitados a 150 ou 300 pessoas, no máximo.

Entre as principais atrações no cardápio musical deste ano frisamos essencialmente as performances de 1919 - banda histórica de post-punk, formada em 1980 no Reino Unido,  Ritual Howls - banda de Michigan que tem ganho destaque entre os nomes do catálogo da Felte - e  ainda o trio austríaco The Devil And The Universe - que o ano passado lançou um dos grandes discos do ano, Folk Horror. Ambas as bandas nunca passaram por Portugal e aparentam garantir concertos inesquecíveis.



Também para quem não chegou a ver em Leiria e pretende desviar a rota até Madrid, há ainda concertos de Soror Dolorosa e Ataraxia para espreitar dentro do Castillo de Manzanares el Real. Para fãs da folk de destacar ainda o concerto do espanhol Neønymus. A fechar a vaga de nomes dentro do post-punk está a dupla francesa VARSOVIE, com Coups Et Blessures na bagagem, e no electro-goth Then Comes Silence.




Marcado para os dias 19, 20 e 21 de outubro o Sui Generis Madrid tem tudo para se afirmar como um dos novos melhores festivais "góticos" da nova geração, apresentando um conceito totalmente renovado, a atuação de oito nomes relevantes no panorama da música underground de vanguarda, exposições e ainda debates. Podem consultar a programação completa e comprar os bilhetes para o evento aqui.


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Rodellus em entrevista: "Ruílhe é Rock!"

© Joana Rita / Shootsounds

A propósito da quarta edição do festival de música urbana em cenário campestre - o Rodellus - que este ano toma lugar entre os dias 19, 20 e 21 de julho na habitual aldeia de Ruílhe, em Braga, falámos com Jorge Alexandre Dias, uma das figuras maiores por trás da organização desta odisseia no campo. Num total são 22 os artistas e bandas que vão marcar presença em Ruílhe e nós quisémos saber, além da história, principais atrações entre outros assuntos, o que faz do Rodellus um festival tão especial.

A festa minhota mais aguardada do verão está mesmo à mão de semear e se precisam de mais motivos para ingressarem nesta experiência completamente fora de série que é o Rodellus, então esta entrevista é para vocês.

Como e quando é que surgiu a ideia de organizar um festival urbano em meio campestre? E já agora porque é que o decidiram fazer? 

Jorge Dias: A ideia já marinava há algum tempo mas só em 2015 é que decidimos arregaçar as mangas e fazer algo que conseguisse mudar e por a mexer a freguesia. Nascia assim o Rodellus Music Fest, com a duração de um dia e que contou desde logo com 16 projetos musicais. Esta semente cresceu, perdeu o Music Fest, pois é bem mais do que isso, e vai já para a sua 4ª edição. A ideia era trazer a festa ao campo. Sempre bebemos um pouco de vários estilos musicais, estilos que estavam reservados a meios urbanos. A ideia passou por descentralizar estas subculturas de maneira a que se quebre preconceitos para com a ruralidade e felizmente, estamos bastante satisfeitos com os resultados que temos atingido. 

Porquê em Ruílhe? 

Jorge DiasGrande parte da organização é de Ruílhe. O Rodellus é um esforço comunitário para revitalizar a região, gerar ruído suficiente e contribuir direta e indiretamente para o seu desenvolvimento. Não faria sentido em outro lado. 

Entre 2014 e 2015 (ano em que nasceu o Rodellus) Portugal viu um boom nos festivais em Portugal. O Rodellus foi nomeado e ganhou, entretanto, alguns prémios de renome. Olhando em retrospetiva como se conseguiram manter no ativo?

Jorge DiasFazemos o Rodellus com muito gosto e dedicação. Como todos os festivais, passamos por momentos menos bons mas sempre conseguimos dar a volta à situação e com alguma consistência e apresentar cartazes refrescantes. Aguentamos bem as "dores de crescimento" e para já, queremos sempre melhorar e inovar de ano para ano. 



Por quantos elementos é constituída a organização do Rodellus? 

Jorge DiasSomos sensivelmente 20 pessoas na organização mas claro, não o conseguiríamos fazer sem a ajuda da comunidade e de todos os voluntários. O festival torna-se bonito pela partilha e companheirismo que existe em todos os momentos da construção do Rodellus

Quanto tempo que demora o planeamento de um festival como o Rodellus? 

Jorge DiasTentamos que o planeamento seja contínuo. Pretendemos sempre melhorar de ano para ano e isso obriga a que, após o final de uma edição, comecemos desde logo a trabalhar na próxima. Há sempre um período de descanso e de estabilização mas digamos que diminui a intensidade. Queremos sempre elevar a expectativas e julgo que da edição 2017 para esta, em 2018, conseguimos de facto fazê-lo. 

Como é que fazem as escolhas das bandas que irão tocar no campo? Não pode ser assim qualquer uma suponho ;)

Jorge DiasNão, de facto. Ouvimos muita coisa, pesquisamos e tentamos estar atualizados de maneira a não cair no erro de repetir line ups ou de não ter nada disruptivo face a outros cartazes. Acho que aí temos feito um bom trabalho. Nos últimos 4 anos já conseguimos trazer mais de 85 projetos musicais, de várias latitudes geográficas e musicais, sem que a repetição fosse um problema. Julgo que só repetimos duas bandas no total e sempre em anos intercalados. Quando a saudade aperta lá tem de ser. 

Como caracterizam a persona/festivaleiro que vai ao Rodellus? 

Jorge DiasÉ uma pessoa cansada dos conceitos pop up que vão surgindo. Todos os anos temos novos festivais, com os mesmos nomes de sempre, por vezes com valores desproporcionais para a realidade atual. O Rodellus é a antítese disso quer na programação quer na maneira como acolhe as pessoas e até mesmo no preço. É um festival low cost, intimista e comunitário. Nos dias que correm, é quase um luxo encontrar algo com estas características. 

O Rodellus tem a capacidade de acolher quantas pessoas por dia? 

Jorge DiasTemos capacidade para 5000 pessoas mas ainda não as registamos. Estamos a gostar deste nosso registo de "pequeno grande festival" e o crescimento não tem que ser sempre quantitativo. Como te disse, temos que aguentar as dores de crescimento. 

Se eu quiser fazer um festival tão "fora de série" como é o Rodellus quais os principais conselhos que me dão? 

Jorge DiasOra bem; tem que ter um propósito, caso contrário é só mais um evento avulso. Tem que ter várias mensagens subliminares que abordem temas como a sustentabilidade, a inclusividade, a partilha e descentralização. Tem que gerar conversas e criar discussões que vão muito para lá das propostas artísticas. Essas serão o culminar de algo bem mais importante do ponto de vista social caso contrário perde força e importância. Não são conselhos cobertos de verdade absoluta mas é um bom ponto de partida. De resto é mãos à obra e fazer com que as coisas sejam feitas da melhor maneira possível. 

Quais são aquelas bandas deste ano que não dá mesmo para perder? 

Jorge DiasFilho da Mãe no Palco Cunha é um sonho tornado realidade mas, destaco os SLIFT ou Ecstatic Vision como bandas a ter debaixo de olho. Já sabemos que The Cosmic Dead nos vão levar na viagem mas temos tanto mais; Astrodome com álbum novo, Imploding Stars com o poderoso Riverine, os The Cavemen em tour mundial, os Omie Wise que vão surpreender. Até nos pratos temos surpresas com Funkadilla em estreia absoluta numa colaboração mais que provável entre Midnight e Dj Quesadilla, o terror dos dancefloors suados. E ainda faltam tantas outras... Vai ser bom vai. 



Há novidades para a edição de 2018, além do programa musical, que ainda não foram reveladas? (Além de ainda podermos comprar o bilhete geral a 12€ se reunirmos 10 amigos prontos para cultivar o amor à terra) 

Jorge DiasO programa ambiental do festival, os transfers a ligar campismo e recinto e mais uma serie de surpresas que temos a certeza que vão marcar as pessoas. É ficar atento.

Onde é que os festivaleiros do Rodellus podem ficar alojados, além do tradicional campismo que é gratuito? 

Jorge DiasExistem algumas casas particulares que podem ser alugadas pela altura do festival mas julgo que é tarde demais. O pessoal já está cheio de pica há bastante tempo... 

Olhando em retrospetiva para as últimas edições quais foram os momentos mais marcantes deste tão português Rodellus? 

Jorge DiasAo longo destes 4 anos acumulamos vários episódios, vários momentos e até firmamos tradições... A pergunta é difícil porque não existe espaço para todas as histórias mas destaco os Plus Ultra em 2016, com o seu "Soundcheck is for the weak", os The Vintage Caravan que deixaram tudo e todos de boca aberta com o seu espetáculo, os Los Wilds a trepar o palco deixando todos em sobressalto... Existem mais, muitas mais. Em 2018 iremos ter mais umas quantas de certeza.



Estamos quase a terminar. O que é que tem rodado na vossa playlist ultimamente? 

Jorge DiasYamantaka//Sonic Titan, Mother Engine, The Lazys, GHOUL, Steak, Puta Volcano, Mr. Elevator & The Brain Hotel, Serpent With Feet...


Alguma mensagem final para os leitores desta entrevista? 

RodellusRuílhe é Rock! Apareçam e venham conhecer um dos festivais mais bonitos do país!

Os bilhetes para os três dias de festival podem ser adquiridos por 20€ na bilheteira online, aqui, ou então fisicamente nos locais habituais. Todas as informações podem ser encontradas aqui.

Entrevista por: Sónia Felizardo

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Divugaldos os primeiros nomes do OUT.FEST 2018


O OUT.FEST - Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro - regressa este ano entre os dias 5 e 6 de outubro para aquela que virá a ser a sua 15ª edição. Além da divulgação das datas, o festival co-programado pelas associações culturais OUT.RA e Filho Único, avançou esta sexta-feira (6 de julho) com a primeira vaga de nomes que irá marcar presença no primeiro fim-de-semana de outubro no Barreiro.

Esta primeira dose de confirmações inclui o baterista dos Napalm Death, Extreme Noise Terror e Godflesh, Fret (aka Mick Harris); o duo feminino japonês transgressor de ortodoxias estilística Group A; os portugueses HHY & The Macumbas, Ricardo Rocha e João Pais Filipe; a compositora e performer norte-americana emergente Lea Bertucci;  a atriz, cantora, compositora e ativista transexual brasileira Linn da Quebrada e ainda o DJ e produtor J’Kerian Morgan mais conhecido por Lotic.


Os primeiros 100 passes gerais já se encontram disponíveis para venda ao preço de 15€ via bilheteira online e lojas associadas (Worten, Fnac, Ctt, etc). Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.

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Nils Frahm no Festival Para Gente Sentada


Festival Para Gente Sentada está de regresso a Braga dias 16 e 17 de Novembro. A primeira confirmação é o alemão Nils Frahm, que deu um belo concerto na última edição do NOS Primavera Sound. Os bilhetes estarão disponíveis em breve.

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STREAM: Resina - Traces


Dois anos depois da edição do bastante aclamado disco de estreia homónimo, a violoncelista Karolina Rec - mentora do projeto Resina - lança hoje o seu novo trabalho de estúdio, Traces, onde explora uma sonoridade essencialmente clássica, ousada, dinâmica e celestial num disco que merece a pena ser escutado especialmente se são fãs de nomes como Rïcïnn ou Jessica Moss. Construído à volta de loops processados em camadas e texturizados com voz não verbal, Traces apresenta uma beleza delicada que explora ambientes ora cintilantes, ora assombrosos, num disco absolutamente incrível.

Este novo disco foi gravado em dezembro de 2017 no renomado estúdio do produtor/músico polaco Maciej Cieslak, em Varsóvia, contando ainda na sua paleta de contribuições com o percussionista Mateusz Rychlicki, em várias faixas. De Traces já tinham anteriormente sido divulgados os temas "Procession", "Resin" e "Surface", estando a restante obra disponível para audição na íntegra, abaixo.

Traces é editado esta sexta-feira (6 de julho) pelo selo FatCat Records.



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STREAM: Schwefelgelb - Aus den Falten EP


Os Schwefelgelb, a dupla alemã de Techno Body Music formada por Jonas Förster (DSX & Sid Lamar, Keluar) e Philipp Graf,  está de regresso às edições de estúdio com mais um novo EP, Aus Den Falten, disco que vem dar sucessão ao último EP Den Umgekehrten Atem, editado o ano passado. Deste novo curta-duração já tinha sido revelado um trailer bem como o primeiro tema de avanço "Obwohl es so aussieht", sendo que as restantes três faixas estão agora disponíveis para audição na íntegra, ali abaixo.

Aus Den Falten é editado esta sexta-feira (6 de julho) pelo selo aufnahme + wiedergabe, com uma edição limitada a 1.000 unidades.



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quinta-feira, 5 de julho de 2018

The Cosmic Dead em Portugal com nova formação


Os escoceses The Cosmic Dead atuam no Musicbox no próximo dia 25 de Julho, data que encerra uma mini-tour por Portugal com paragem nos festivais Rodellus, no dia 20, Woodrock, no dia 21 e Boom no dia 23O quarteto de space rock foi formado em 2010 e conta com seis álbuns de estúdio, o mais recente lançado em Abril de 2017, Psych is Dead. Conhecidos pela improvação e caos cósmico, cada álbum é uma viagem meditativa por um determinado tempo e espaço. 


A mini-tour por Portugal é a primeira de Cosmic Dead com nova formação, após a saída de Lewis Cook e Julian Dicken. A Omar Aborida e James T Mckay juntam-se Tommy Duffin e Russel Andrew Gray.  Os bilhetes para o concerto Lisboeta têm um custo de 6€ e já se encontram à venda em bol.pt e nos locais habituais. Os Cosmic Dead estiveram no ano passado no festival Sonic Blast Moledo, relembrem aqui como foi.

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Os golpes e as lesões dos VARSOVIE


Formados em Grenoble no ano de 2005 por Arnault Destal (bateria) e Grégory Cathérina (voz, guitarra), os franceses VARSOVIE lançaram este ano o seu terceiro disco de estúdio e o primeiro trabalho em quatro anos, Coups Et BlessuresNeste novo disco, que vem dar sucessão L'Heure et la Trajectoire (2014), os VARSOVIE apresentam uma base melancólica, dinâmica e estreita em tonalidades sonoras tradicionalmente obscuras, num total de nove novas músicas cantadas inteiramente em francês.

Para quem ainda não os conhece, de forma resumida, a banda começou por lançar no ano de formação o primeiro EP de carreira, Neuf Millimètres que os conduziu às primeiras performances ao vivo. Em 2010 editam o primeiro disco da carreira, État Civil, pelo selo Infrastition Records, criando rapidamente um posicionamento diferenciado pela sua abordagem sonora que pode ser descrita pelo forte encontro entre o post-punk, alguma spoken-word e o rock do anos 2000. Quatro anos mais tarde chega às prateleiras L'Heure et la Trajectoire e uma banda pronta para se assumir como uma das referências entre a nova vaga e o revivalismo do post-punk.



Agora, com Coups Et Blessures os VARSOVIE amuderecem a sua sonoridade e apresentam um álbum que explora as diversas estruturas da música dark-rock, post-punk, punk, goth-rock e algum goth-metal q.b., conjugando-as, em diferentes abordagens, numa viagem de duração aproximada a 46 minutos. Os VARSOVIE afinam as guitarras mais poderosas e a bateria mais potente declamando uma lírica poética que conduz o ouvinte a um ritmo dinâmico situado em diferentes estados e fases. A título de exemplo oiçam-se as faixas "Killing Anna" e "Le Lac", esta última a receber um trabalho audiovisual com cenário filmado em Portugal. 



Coups Et Blessures foi editado a 11 de maio e conta com o selo Sundust Records na edição de vinil e CD. Se ainda não tiveram a oportunidade de ouvir este disco na íntegra, segue abaixo. Além do vídeo para o tema "Le Lac", também podem ver a abordagem visual destinada à promoção do tema homónimo "Coups et Blessures", aqui.

Para fãs de: InterpolThe Birthday Party, Sex Gang ChildrenWieże FabrykRaskolnikov.


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Reportagem: Efrim Manuel Menuck [Passos Manuel, Porto]


Foi no passado dia 1 de julho que Efrim Manel Menuck, membro dos lendários Godspeed You! Black Emperor, subiu ao palco do Passos Manuel para um concerto em nome próprio onde esteve acompanhado por Kevin Doria, dos Growing.

Utilizando diversos sintetizadores, pedais e outros equipamentos, ambos criaram drones que começavam calmos e simples e que chegavam a tornar-se mais ruidosos e intensos. Foi em alguns desses momentos que se ouviram os sons e texturas mais interessantes do concerto, pois nos mais sossegados houve pouca variação, o que fez com que as músicas se tornassem semelhantes umas às outras e demasiado repetitivas. Isto sentiu-se, infelizmente, ao longo de quase todas elas. O que no início era interessante tornou-se cansativo após algumas dezenas de minutos. No entanto, a sobreposição da voz de Efrim a estes instrumentais que evoluíam lentamente foi sempre eficaz, criando um bom contraste e acrescentando algo de mais pessoal e orgânico às músicas.



Por vezes ouviram-se sons estranhos que apareceram durante breves segundos para nunca mais surgirem, o que me deu a entender que foram pequenos erros. Nada de grave, mas aconteceu três ou quatro vezes durante a hora que durou o concerto.

O que se ouviu foi diferente da sonoridade do álbum lançado este ano, Pissing Stars, mas não foi uma surpresa especialmente boa. Houve alguns bons drones, mas não o suficiente para não serem prejudicados pela pouca variedade que existiu em tanto tempo. Foi uma oportunidade de ver um dos maiores nomes do pós-rock ao vivo num contexto diferente, apesar de decepcionante. Não fico arrependido, mas para a próxima espero vê-lo a apostar em sons e instrumentos diferentes ou em ambientes mais variados e desenvolvidos.

Efrim Manuel Menuck [Passos Manuel, Porto]

Texto: Rui Santos
Fotografia: Ana Carvalho dos Santos

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Femme Fete com Lucrecia Dalt e não só


O festival feminino Femme Fete vai contar hoje com um concerto de Lucrecia Dalt, às 21h30. Este festival envolve quatro eventos diferentes, um dos quais já decorreu. O próximo é dia 12 e contará com Albertine Sarges & The Sticky Fingers. Dia 20 há uma Conversa Afiada, um Serão Troca-Tintas, com Micaela Jacinto, e um DJ Set de Natalie White

Tudo isto decorre na seda da Associação Filho Sarilho em Pisões, Alcobaça. Lá está em exposição o projeto "Luanda 4026", de Micaela Jacinto, que tem como base técnicas de colagem. Podem encontrar mais informações na página da Filho Sarilho.

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Já é possível ouvir o novo álbum dos Deafheaven



O novo álbum dos Deafheaven, Ordinary Corrupt Human Love, foi hoje disponibilizado no site da NPR e podem ouvi-lo aqui.

O álbum sai no dia 13 de Julho pela ANTI- Records e sucede ao muito aclamado New Bermuda. Como o álbum anterior, é produzido por Jack Shirley (Jeff Rosenstock, Joyce Manor). Também na próxima semana é anunciado uma tour norte americana.


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Maiorga Indie 2018 é já este sábado


O Maiorga Indie vai para a sua 3ª edição já no próximo dia 7 de julho e a aposta em nomes do panorama musical alternativo continua forte. O grande destaque vai para a atuação de Fast Eddie Nelson em formato quarteto, com elementos dos Peste & Sida e Quartet of Woah

As restantes bandas que compõe o cartaz do Maiorga Indie são os The Brooms, projeto que conta com elementos dos Lulu Blind, Act-Ups e Gasoleene e vai apresentar o álbum Here They Come em formato vinil, Conjunto!Evite e as suas inflûencias de rock progressivo, tendo atuado na edição de 2017 do Festival Reverence, e os Democrash, banda do eixo Lisboa-Caldas da Rainha que vai apresentar o disco 909democrashdrug.

A passar discos vamos ter os Feiticeiros do Rock. O evento realiza-se no Pavilhão Salão CBES em Maiorga, na rua Professor Bernardo Almeida. As portas abrem às 21 horas e os concertos começam às 22 horas. A entrada tem o custo de 3€.

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quarta-feira, 4 de julho de 2018

The KVB regressam aos discos em outubro

© George Katsanakis

Os The KVB anunciaram esta terça-feira (3 de julho) o lançamento do seu sexto disco de estúdio, Only Now Forever, que vem dar sucessão a Of Desire (2016) e que chega às prateleiras em outubro. Juntamente com o anúncio a dupla formada por Nicholas Wood e Kat Day revelou também um vídeo para o tema "Above Us", que já tinha sido lançado em maio como aperitivo de entrada para este novo disco, e que pode ser visualizado abaixo.


Sobre Only Now Forever, gravado pelos próprios no seu apartamento, os The KVB avançam:
"On our new album we wanted to take everything we had learned in the studio recording our last album and apply it to self-producing this album. In the past, we had always tried to restrict ourselves productions wise, to what was possible to play live as a duo, but this time we wanted to expand our compositions and instrumentation, and let the atmosphere dictate the layers of sound. This freedom allowed for exploring and refining new ideas and gave us time to delve into endless experimentations at any time of day or night. We tried to focus on creating melodies and hooks that would stay with the listener long after the album ends. For us it is an album of contrasts: light yet dark, uplifting yet melancholic, romantic yet unsettling".
Only Now Forever tem data de lançamento prevista para 12 de outubro pelo selo Invada Records.

Only Now Forever Tracklist:

01. Above Us 
02. On My Skin 
03. Only Now Forever 
04. Afterglow 
05. Violet Noon 
06. Into Life 
07. Live In Fiction 
08. Tides 
09. No Shelter 
10. Cerulean

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dEUS e Editors no EDP Vilar de Mouros


A cerca de um mês e meio do início da edição de 2018 EDP Vilar de Mouros o seu cartaz continua a receber confirmações de peso. Desta vez foi anunciado o regresso de Editors e de dEUS a terras lusitanas.

Os Editors, autores de êxitos como “Munich”, "An End Has A Start" e  "Papillon", farão a sua atuação no dia 24 de agosto onde é esperado um foco maior no seu novo disco "Violence" lançado em março do presente ano. Para além da nova confirmação, o dia 24 de agosto conta com a presença de Incobus e GNR.



No dia 25 de agosto terá lugar a estreia de dEUS no festival minhoto, conhecidos sobretudo por "Suds And Soda", "Quatre Mains" e "Nothing Really Ends", é esperada uma viagem pela longa discografia da banda que conta com quase 30 anos de carreira. No mesmo dia está marcada a atuação de John Cale, Crystal Fighters, Los Lobos e David Fonseca.



Relembramos que o dia 23 de agosto conta com a atuação de Human League, PILPeter Murphy 40 years of Bauhaus celebration featuring David J, Pretenders e Plastic People. O cartaz ainda não se encontra encerrado e os bilhetes estão à venda nos locais habituais 35€ o bilhete diário e 70€ o passe geral.


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Carmão Festão com Donny Benét e mais a caminho do GrETUA


Aveiro está diferente e não é preciso residir na cidade dos canais para perceber isto. Basta ter uma ligeira conexão web com o underground do rock para saber que os concertos não têm faltado e, razões para ir de excursão à capital da Beira Litoral também não. Ora, os méritos desta transformação do panorama cultural são das últimas coisas que importam salientar, embora o GrETUA seja o claro epicentro da agitação que Aveiro vive no presente. E sabendo que o AVEIROSHIMA2027 foi a força motriz destas "GrETUA NIGHTS" onde a descoberta e diversidade musical marcaram os serões e as memórias do público, a Carmina Festana chegou enquanto 1ª produção de média escala da casa desde que o Grupo Teatral decidiu abrir as suas portas aos concertos e dinamização musical. 

Depois de uma 1ª edição marcada por um efeito ping-pong entre géneros e artistas e onde pudemos ver o power-metal dos Cruelist antes do math-rock fofinho dos P A L M I E R S, a Carmina Festana regressa de novo no próximo mÊs de agosto com a particularidade de o cartaz ainda ser uma incógnita. Mas a julgar pelo warm-up - o Carmão Festão -, talvez o 4 de agosto seja o melhor dia do ano para ir a Aveiro pela 1ª vez desde que fomos em crianças.


A quinta-feira, 26 de julho, marca a estreia de Donny Benét em Portugal e do equivalente masculino da Carmina Festana no GrETUA. Carmão, batizaram eles, é o warm-up perfeito para começarem a conhecer o universo da Cármen e a sua abordagem em relação à música (ou mesmo o universo de Donny Benét). Filho de italianos emigrados na Austrália, Donny cedo que começou a apaixonar-se pela aura melódica dos sintetizadores e da disco-fever que engoliu as décadas em que os nossos pais eram fixes. Irreverente, expressivo e estranhamente sexy, Donny transpira a estética dos 70's, transborda a musicalidade dos 80's enquanto relembra os galãs de cinema dos 90's. Por galãs entenda-se os verdadeiros, e não os Ken's de olhos azuis que parecem condenados ao papel principal.



Apesar deste prato delicioso, a noite de aquecimento marca ainda a aparição de alguns dos projetos mais interessantes do panorama "garageiro" em Portugal. Filhos da casa, os Mendiratta são o power-trio a dar o mote da noite com um Kuduro-Punk que demora a lançar exemplos numa Internet onde os possamos ouvir. Kuduro Punk? A imaginação na hora de batizar o género não ultrapassa a imaginação do o materializar, com os ritmos africanos a marcarem o passo da viagem que nunca deixa o psicadelismo sair pela janela. Baixo voluptuoso a segurar uma guitarra anarca que vagueia entre solos e riffs antes de chegar à savana. Um autêntico safari por entre as diferentes abordagens do rock psicadélico, e mais não podemos dizer. 

Na saga da descoberta e amostra dos projetos que não conheces, mas que podes agradecer no final, FOQUE é o senhor que se segue. Oriundo do Porto, Luís Leitão decidiu criar o seu próprio universo a solo, numa vertente onde as samples dão aso a uma veia composicional demasiado madura para a precocidade do projeto. Como uma amostra fiel da ambiência criada, o concerto nas NEON Sessions é mais do que suficiente para dar todas as impressões precisas.



E depois, para os "eternos resistentes", para os "esganados da noite" ou para "quem não trabalha na manhã seguinte"... independentemente da expressão, tem de haver "after", não é? Mantendo a tradição da 1ª edição. o warm-up torna a importar o melhor das madrugadas da Invicta com 2 DJ set's de abanar com a pista. DJ Segurança e DJ Karpet? Vocês não sabem quem são, mas de certa forma, sabem. Basta marcar presença nesta noite poliamorosa e deixar as ancas falar ao som do melhor techno e world-music pela modesta quantia de 3€. Sim, tudo isto e muito mais por apenas 3 euros se adquirirem o bilhete em pré-reserva, aqui. Todas as informações adicionais sobre o Carmão Festão seguem aqui.


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Mouca está a preparar um verão em grande


A Mouca é uma editora DIY de música, vídeo e poesia, com raízes algures entre o Porto, Berlin e Vilnius, e estão a promover uma série de concertos um pouco por todo o país. Entre julho e setembro, oito projectos oriundos da Tailândia, Lituânia, Japão, Alemanha e EUA vão tocar nos mais diversos sítios, desde bares, hotéis, piscinas, campos de golf, quintas, jardins e salas de concertos.

Apostando em projetos de cariz mais underground mas que nos tocam de forma muita intensa, Alright Gandhi repetem a sua passagem por Portugal, vindo desta vez com o propósito de apresenta o seu álbum mais recente editado em junho deste ano, Somewhere Else. Quem também repete a sua presença no nosso país é Emperor X, que ainda este ano nos presenteou como uma mini tour no mês de junho.





Falando de novidades, Halletsu é um trio de japoneses, criado de propósito para esta estreia europeia por membros de incontáveis projetos nipônicos. Os Stylish Nonsense são de Bangkok e andam nisto há muitos anos, tendo sido responsáveis por grande parte do underground musical na Tailândia como promotores e editores à frente da Panda Records.



De Vilnius vem a presença feminina de Kotori, com quem a Mouca já trabalhou numa bem conseguida tour em Berlim há um par de anos. Continuando pela Lituânia, os Kamaniu Silelis vão fazer a enorme loucura de conduzir e atravessar 5 países para poderem tocar com os seus instrumentos numa mini-tour mesmo improvável!



Telesonic 9000 é o projecto pessoal de Dominick, um baterista exímio (Alright Gandhi) e que, depois de um grande concerto em Kuala Lumpur em outubro passado, a Mouca ficou bastante convencida e preparou a sua estreia em Portugal. E finalmente, também em estreia absoluta, Albertine Sarges vem com as suas Sticky Fingers de Berlim, um power trio com um sem fim de influências e um som extremamente viciante.
Podem consultar em baixo as datas das digressões veranis de todos os artistas acima mencionados.

Albertine Sarges & The Sticky Fingers
07 julho - Dona Emília, Viana Castelo
08 julho - Quinta do Fojo, Gaia
11 julho - Candelabro, Porto
12 julho - Filho Sarilho, Pegões
14 julho - Casa da Música, Porto
15 julho - Bragança (Spiritfest)

Telesonic 9000
13 julho - Casa da Música, Porto
22 julho - Quinta do Fojo, Gaia

Stylish Nonsense
13 julho - Casa da Música, Porto
14 julho - Candelabro, Porto
15 julho - Spiritfest, Bragança
31 julho - Donau 115, Berlin

Alright Gandhi
14 julho - Casa da Música, Porto
15 julho - Spiritfest, Bragança
18 julho - La Salvaje, Oviedo
20 julho - Atlas Hostel, Leiria
21 julho - D. Emilia, V. Castelo
22 julho - Quinta do Fojo, Gaia
25 julho - Candelabro, Porto

Kotori
15 julho - Donau 115, Berlim
18 julho - VIC, Aveiro Arts House, Aveiro
19 julho - Candelabro, Porto
20 julho - D Emília, V. Castelo
21 julho - Casa da Música, Porto

Halletsu
18 julho - Candelabro, Porto
19 julho - Pandora Pátio Café, Porto (workshop + show)
20 julho - D. Emilia, V. Castelo
21 julho - Casa da Música, Porto (*como Arisa Yokote, Kota Arai & Tetsutarou)
22 julho - Museu Abade do Baçal, Bragança
25 julho - Cais do rio Lima, Ponte de Lima
27 julho - Quinta do Tedo, Douro
28 julho - Vadia Brewpub - Oliveira de Azeméis
29 julho - Quinta do Fojo, Gaia
01 agosto - Atlas Hostel, Leiria
04 agosto - Festival, Berlin
05 agosto - Donau 115, Berlin

Kamaniu Silelis
09 agosto - Quinta do Fojo, Gaia
10 agosto - Casa da Música, Porto
12 agosto - Donau 115, Berlim 

Emperor X
25 agosto - Soundville, Barroselas
26 agosto - Quinta do Fojo, Gaia
28 agosto - Filho Sarilho. Pegões
29 agosto - Cais do Rio Lima, Ponte de Lima
30 agosto - D Emília, V. Castelo
31 agosto - Casa da Música, Porto

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