sábado, 14 de julho de 2018

Terebentina abrem para Iceage no Porto

© Raquel Pinheiro
Os portuenses Terebentina, coletivo formado em 2017 que explora as vertentes do no wave e noise rock, vão ser os responsáveis pela abertura do concerto dos Iceage no Porto, no próximo dia 26 de outubro. A banda portuense apresentará na Invicta as músicas do álbum de estreia que segue ainda sem data de lançamento divulgada. Deste novo disco, que resulta da colaboração entre Guilherme Oliveira, Bruno Duarte, Francisco Oliveira, Luís Gigante, Ana Salt e André Pereira, os Terebentina já divulgaram o primeiro single de avanço, "O outro", que pode escutar-se abaixo.

Os bilhetes para o concerto dos Iceage e Terebentina no Porto já estão à venda, custando 17€. Podem adquiri-los em bol.pt, Fnac, Worten, CTT, e El Corte Inglês.



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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Eis os horários do Elétrico


A uma semana do início do Elétrico, eis os horários do festival. O certame começa na próxima sexta-feira, às 14h, no Parque da Pasteleira, no Porto. João Semedo, DJ residente no Plano B, é quem abre as hostilidades do certame que, na sexta-feira e no sábado, se prolonga para além do Parque da Pasteleira e têm também lugar no Indústria Club. No dia 20, a festa que começa à meia-noite contará com Nicolas Lutz, Serginho e Leo Cruz e termina às 7 da manhã. No dia 21 o horário é o mesmo o programa da festa inclui DeWalta, Magazino e Tiago Carvalho. É de referir que os detentores de bilhete geral têm entrada gratuita nas festas a realizar-se no Indústria Club (caso contrário, a entrada custa 10 euros).

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Semibreve encerra cartaz. Grouper e Sara Davachi entre as confirmações

Grouper, Sarah Davachi + Laetitia Morais, Robin Fox, DJ Stingray, RP Boo, Qasim Naqvi e Alfredo Costa Monteiro completam o cartaz do programa.


O Semibreve está de regresso para a sua oitava edição. De 26 a 28 de outubro, o festival dedicado ao melhor da música eletrónica e artes digitais reencontra-se com o Theatro Circo, o gnration e a Casa Rolão para 3 dias imperdíveis a ter lugar em Braga.

Depois de confirmada a primeira vaga de nomes, a organização do festival divulgou hoje a segunda e última vaga de confirmações que dá por terminado o cartaz desta oitava edição. Entre os nomes anunciados encontra-se a música e compositora Liz Harris, que se identifica na indústria musical como Grouper e que trará ao Theatro Circo os temas íntimos e bucólicos dos seus últimos dois longa-duração, Ruins (2014) e Grid of Points (2018).  O primeiro, editado pela britânica 4AD, resultou de uma residência em Aljezur a convite da Galeria Zé dos Bois. O segundo e mais recente álbum foi fruto de uma residência em Ucross, Wyoming, do qual nasceram os sete temas que compõem o curto e reconfortante Grid of Points, editado pelo selo habitual da Kranky.

Sara Davachi é mais um dos destaques desta segunda vaga. A compositora canadiana apresenta-se ao lado da artista visual portuguesa Laetitia Morais para uma estreia mundial exclusiva de um novo espetáculo audiovisual. Let Night Come On Bells End The Day é o mais recente álbum da canadiana e recebe o selo Recital Programs.

No campo da música de dança estará a lenda do footwork RP Boo, que se prepara para apresentar I'll Tell You What!, o seu primeiro álbum totalmente composto por temas inéditos editado sob a chancela da Planet Mu (casa da nova promessa do género Jlin que fará companhia ao norte-americano nesta edição do festival). Quem também promete incendiar as pistas de dança será DJ Stingray, que se apresentará em Braga com o seu electro contagiante.


O artista audiovisual Robin Fox, o baterista e compositor Qasim Naqvi e o poeta e artista sonoro português Alfredo Costa Monteiro completam esta segunda e última vaga de confirmações. Os bilhetes para o evento encontram-se disponíveis para compra aqui.

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Numb.er estreiam-se em Portugal na abertura para A Place To Bury Strangers


Os Numb.er - projeto liderado pelo criativo Jeff Fribourg (fotógrafo, designer e ex-membro dos Froth) e uma das novas bandas promissoras dentro do neo post-punk - vão estrear-se em Portugal poucos meses depois de terem editado o bastante aclamado LP de estreia, Goodbye, para dois concertos que farão as honras de abertura à passagem dos A Place To Bury Strangers (APTBS) no país, dia 31 de agosto no Hard Club (Porto) e no dia 1 de setembro no RCA Club (Lisboa).

Através deste novo projeto Fribourg explora completamente as suas inclinações musicais ecléticas incutindo-lhes, juntamente com três companheiros, elementos do punk, shoegaze e post-punk, sem se comprometer com uma visão singular do mundo. Com o lançamento de Goodbye, o primeiro LP da banda lançado em maio pela aclamada Felte Records, os Numb.er oferecem-nos um documento sonoro desafiador e dinâmico que poderá ser disfrutado ao vivo em dois concertos absolutamente imperdíveis.

Os concertos dos A Place To Bury Strangers e dos Numb.er contam com o carimbo At The Rollercoaster e já se encontram à venda nos locais habituais pelo preço único de 15€. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.



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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Eis a programação diária do Rodellus


A uma semana do início do Rodellus, a organização divulgou a programação diária do festival. O primeiro dia do certame contará apenas com atuações nacionais, mas o segundo e o terceiro dia serão uma mistura da prata da casa com bandas da cena internacional do rock. E tudo isto terá lugar em Ruílhe, uma aldeia no distrito de Braga e a casa do Rodellus (e de grande parte dos seus organizadores). Pode parecer contra-intuitivo nos dias de hoje pensar em fazer um festival num cenário rural, onde pura e simplesmente não existe tanta massa crítica como na urbe onde habitam mais pessoas e existem mais meios. Mas é nesta escolha que os seus organizadores se demarcam da demais competição.

A ideia passou por descentralizar estas subculturas de maneira a que se quebre preconceitos para com a ruralidade e felizmente, estamos bastante satisfeitos com os resultados que temos atingido. (...)Todos os anos temos novos festivais, com os mesmos nomes de sempre, por vezes com valores desproporcionais para a realidade atual. O Rodellus é a antítese disso quer na programação quer na maneira como acolhe as pessoas e até mesmo no preço. É um festival low cost, intimista e comunitário. Nos dias que correm, é quase um luxo encontrar algo com estas características. 

Tudo caminha para a centralização e urbanização. E é triste pensarmos que encontros mais pequenos e de natureza independente serão cada vez mais raros e ficarão sempre à sombra dos grandes festivais. E por isso mesmo é que, enquanto comunidade, é nosso dever de apoiarmos esforços independentes como o Rodellus, porque eles são a antítese à "indústria" dos concertos e festivais. E o Rodellus demarca-se dos demais festivais porque continua a fomentar o espírito de comunidade e intimidade que estão na sua origem. E por isso é que ir ao Rodellus é também uma forma de protesto. É escolher ter pretensões humildes, mas ser gigante nos ideais que nos guiam. Fica aqui o apelo: se querem que continue a haver espaço para a diferença, cabe a nos todos fazermos dessa luta a nossa luta. 

Vemo-nos em Ruílhe? 

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Estão aí os primeiros nomes do Milhões de Festa 2018


O dia de hoje trouxe novidades do Milhões de Festa. O festival de Barcelos, que tem como novo lema "A tradição já não é o que era" devido à alteração da data (6 a 9 de Setembro) e possivelmente de novidades do festival, lançou hoje os primeiros nomes.

As primeiras bandas confirmadas para o festival da editora Lovers & Lollypops são Gazelle Twin, Os TubarõesGonçalo, The Mauskovic Dance Band, Warmduscher, Kink Gong e Tajak.

Em breve serão anunciados mais nomes, tal como o preço do bilhete do festival.




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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Noite Rotten \ Fresh no Sabotage com Animal Hospital


A Rotten \ Fresh, label DIY de Lisboa, está a promover no Sabotage Club, Lisboa, uma noite de concertos que contará com a atuação de Animal Hospital, projeto a solo de Kevin Micka, assim como de UNITEDSTATESOF, moniker pelo qual João Rochinha lançou um dos melhores álbuns do ano, Selections 0, e Sal Grosso. Apontem aí nas vossas agendas, 17 de julho (terça-feira), com as entradas a terem o custo de 6€.

Falando um pouco mais em Animal Hospital, Micka funde elementos eletrónicos com consolas de mistura, amplificadores e unidades de delay, enquanto constrói pacientemente várias camadas de loops constituídas por batidas de bateria, acordes de guitarra, sinos e outras melodias resultantes de qualquer coisa, desde canções mais convencionais até texturas ambientais improvisadas.

Recordem aqui Memory, álbum editado por Animal Hospital em 2009.







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ZigurFest no Maus Hábitos e nas Damas


Cada vez menos uma miragem, e cada vez mais uma realidade palpável. Falamos do ZigurFest 2018, claro, autêntico oásis no interior do país e um ecossistema fértil em diversidade musical que acontece de 29 de Agosto a 1 de Setembro.

Mas antes de mergulharmos em Lamego para descobrir a música mais entusiasmante que cá se faz, a Zigur dá um salto ao Porto e a Lisboa para começar a desfiar este novelo de festa no 
Maus Hábitos - Espaço de Intervenção Cultural, no dia 27 de Julho, e nas Damas, no dia 18 de Agosto.

No Porto vamos poder contar com as canções sonhadoras de Joana Guerra, os grooves chillados de LYFE (Pedro Eira), o regresso do psicadelismo dos dreamweapon (com o seu excelente Sol, editado pela Fuzz Club) e o dj-set de Moreno Ácido. No mês seguinte, um pouco mais a sul, irá ser possível sentir a energia contagiante dos Baleia Baleia Baleia e o acid-house dos 2Jack4U

Dois eventos imperdíveis que a ZigurArtists nos disponibiliza como aperitivo para o fantástico ZigurFest, que se aproxima a passos largos.








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Os Luna regressam este verão a Portugal

Os Luna – a mítica banda de indie pop que se formou depois da separação dos Galaxie 500 – são atualmente compostos por Dean Wareham, Britta Phillips, Sean Eden e Lee Wall. A última vez que o quarteto nos visitou foi em 2015, para um concerto em nome próprio na Casa da Música. 3 anos depois, os Luna visitam-nos mais uma vez, para um concerto inserido no Festival Lux Interior, que tem lugar em Coimbra. Espera-se que os Luna aproveitem a ocasião para apresentar ao vivo A Sentimental Education (um LP só com covers) e o EP A Place Of Greater Safety (composto apenas por temas instrumentais). Ambos estes trabalhos foram editados no ano transacto e são os primeiros lançados pela banda desde a sua separação em 2005.

O regresso dos Luna a Portugal tem lugar no dia 3 de setembro, no Salão Brazil, em Coimbra. Os bilhetes custam 18€ e esta é uma data única em Portugal. 

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terça-feira, 10 de julho de 2018

Oneohtrix Point Never anuncia novo EP, The Station

Atiba Jefferson
Daniel Lopatin está de volta às edições com novo EP. O trabalho que dá sucessão ao mais recente álbum Age Of, editado em junho pela Warp, é composto por 4 temas, 3 deles inéditos, e está previsto para dia 27 de julho pela editora britânica. "The Station" serve de mote para o trabalho do mesmo nome, anunciado hoje como segundo single a ser retirado de Age Of e que nasceu de uma demo originalmente encomendada por Usher (podem ouvir o tema original aqui). 

The Station coincide com o lançamento de um 12'', de seu nome We'll Take It, composto pelos mesmos três temas inéditos, assim como a faixa-título que integra também o seu último longa-duração. 

"Trance 1", um dos três novos temas, já circula pela net e pode ser escutado em baixo. 





The Station EP 
01. The Station 
02. Monody 
03. Blow By Blow 
04. Trance 1 

We'll Take It EP 
01. We'll Take It 
02. Monody 
03. Blow By Blow 
04. Trance 1

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A contar os dias para Blind Delon


Blind Delon, projeto a solo de Mathis Kolkoz, ao qual se juntam ao vivo Théo Fantuz e Coco Thiburs, tem passagem por Portugal agendada para a próxima semana, num concerto único no país a ter lugar na sala Stereogun, em Leiria, a 20 de julho. Formados em 2016 em Toulouse, os Blind Delon ganharam algum destaque entre a comunidade underground com o lançamento do primeiro EP de carreira, Edouard pelo selo espanhol Oráculo Records, no qual oferecem um som que combina elementos da synthwave, do post-punk e do techno de afluências alemãs.

Dois anos depois Mathis Kolkoz e companhia estreiam-se em solo nacional num concerto inserido em mais um episódio relâmpago do FadeInFestival para apresentar o seu mais recente EP de estúdio, Assassin, editado em março deste ano pela Bordello A Parigi.

Os bilhetes para este evento estão já à venda pelo preço de 7€ mais o consumo de uma bebida e podem ser adquiridos aqui. Além do concerto, a noite de 20 de julho incluirá ainda as festas Plastic Shades com os dJ sets de Broto Verbo e David Arruda. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.


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Marlon Williams no cartaz do Festival para Gente Sentada

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O cantautor neozelandês Marlon Williams é a mais recente confirmação no cartaz do Festival para Gente Sentada, tendo concerto marcado nesse evento para o dia 17 de novembro em Braga. Este concerto será certamente pretexto para promover o seu álbum mais recente, Make Way For Love, lançado em fevereiro e tido em grande consideração pela imprensa especializada internacional.

Destacado pela sua sonoridade de cunho folk e country com alta carga emocional, que passa por temáticas como angústias amorosas e possui uma aptidão para letras com um inesperado humor fatalista, a presença do artista será certamente um dos pontos altos a ter em conta durante o decorrer do evento, cujos bilhetes estarão à venda a partir do dia 13 de julho.




Festival para Gente Sentada acontece em Braga nos dias 16 e 17 de novembro.

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Patrick Watson com mini-tour no nosso país em dezembro

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© Pedro Pires
O canadiano que tanto gosta de Portugal está de regresso. Patrick Watson vem apresentar o seu mais recente álbum de estúdio, Melody Noir, com edição prevista para este ano. Três anos após a sua última passagem pelo nosso país, o artista vai dar um total de quatro concertos, de 2 a 5 de dezembro, passando por Lisboa, Coimbra, Guimarães e Porto.

Podem ouvir em baixo o single de avanço do seu sétimo álbum.


Consultem aqui todas as datas e locais dos concertos desta mini-tour de apresentação de Melody Noir, promovida pela Lemon Live Entertainment. Os bilhetes estarão à venda a partir de 13 de julho e os preços variam entre os 23 e os 35€.

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Mais uma mão cheia de nomes para o Indie Music Fest


Indie Music Fest tem ainda uma mão cheia de nomes e renomes para o cartaz deste ano. Pouco a pouco, alguns deles se revelam, e estas são as novas confirmações dos artistas que marcarão presença no Bosque Mágico, em Baltar, de 30 de agosto a 1 de setembro.

O funk/kuduro/rock dos Throes + The Shine, o rock experimental dos NU, os acordes folk de Pé Grande, o rock psicadélico dos Travo e a revelação do hip-hop português YUZI são mais algumas novidades do melhor micro-festival do país.

Os passes-gerais para os dias mais encantados do ano estão à venda por 20 € até dia 15 de julho e podem ser adquiridos  nos locais habituais. 








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No Age em Portugal

Foto de Aaron Farley

Os No Age regressam a Portugal ainda este verão, tendo lançado no início deste ano o longa-duração Snares Like a Haircut. No ano em que o duo composto por Randy Randall e Dean Allen Spunt completa 13 anos de carreira dedicados à prática do rock (umas vezes mais ruidoso, outras vezes mais próximo da pop), a Drag City – label pela qual os No Age lançaram o seu mais recente trabalho – confirma no seu website a passagem da banda pela Zé dos Bois no dia 11 de setembro e pelo Hard Club no dia seguinte. De momento, ainda não foi divulgado qual será o preço dos bilhetes nem quem é a promotora que está por trás da passagem da banda por terras lusas.

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segunda-feira, 9 de julho de 2018

As 'Noites de Verão' estão de regresso a Lisboa


Pelo 9º ano consecutivo, a Filho Único apresenta o ciclo de concertos ‘Noites de Verão’, uma co-produção com a EGEAC, Galerias Municipais de Lisboa e o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado. De julho a agosto, a promotora lisboeta propõe uma programação de luxo a ter lugar no Jardim dos Coruchéus (em julho) e no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (em agosto).

O primeiro concerto decorreu no passado dia 6 de julho, com uma colaboração entre o virtuoso guitarrista Norberto Lobo, Ricardo Jacinto (violoncelo) e Marco Franco (bateria). A programação de julho conta ainda com o coletivo jamaicano Equiknoxx, que se apresentarão como DJs ao lado da vocalista Shanique Marie, Lena D'água e Banda Xita (formados por Primeira Dama, Inês Matos, António Queiroz, João Raposo e Martim Brito), e a estreia nacional de Mark Ernestus' Ndagga Rhythm Force. Em agosto, o ciclo de concertos inicia com a cantautora britânica Brigid Mae Power, que se estreia em território nacional para apresentar o belíssimo e mais recente disco The Two Worlds, seguindo-se  Rafael Toral (na foto) com a revisitação de Wave Fields, um dos dois seminais discos do artista sonoro português a receber reedição pela norte-americana Drag City em 2018, a jovem e graciosa cantautora Sallim e o octogenário Barre Philips, contrabaixista natural de São Francisco que conta no seu histórico colaborações com Keiji Haino, Peter Kowald, Derek Bailey e Evan Parker.

Os concertos decorrem às sextas-feiras pelas 19:30 e a entrada é livre.



06 de Julho - Norberto Lobo com Ricardo Jacinto e Marco Franco (PT) 
13 de Julho - Equiknoxx feat. Shanique Marie (JM) 
20 de Julho - Lena d’Água e a Banda Xita (PT) 
27 de Julho - Mark Ernestus' Ndagga Rhythm Force (DE/SN) 
03 de Agosto - Brigid Mae Power (IE) 
10 de Agosto - Rafael Toral revisita "Wave Field” Versão Surround (PT) 
17 de Agosto - Sallim (PT) 24 de Agosto - Barre Philips (US)

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Festival Paredes de Coura Sobe à Vila


Como é habitual, o Vodafone Paredes de Coura vai ter concertos gratuitos na vila nos dias anteriores à abertura do recinto. Este ano o cartaz inclui nomes como 10 000 Russos, The Black Wizards, The Lemon Lovers e Deixem o Pimba Em Paz.

O cartaz para o recinto conta com artistas como Arcade FireSlowdiveKing Gizzard & the Lizard WizardFrankie CosmosFleet Foxes e Big Thief. A 26ª edição do festival decorre de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros, enquanto que os diários custam 50 euros.

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Os melhores álbuns do primeiro semestre de 2018


Os primeiros seis meses do ano trouxeram-nos uma abundância no que toca a registos de estúdio de qualidade, dentro dos mais diversos géneros. Com o segundo semestre posto, chegou também aquela altura do ano de filtrar os álbuns que mais rodaram na playlist e que reúnem todas as condições para serem considerados uma das melhores edições do ano até à data. Desde a darkwave, eletrónica, free jazz industrial, hip-hop, stoner rock, estes são os melhores álbuns do primeiro semestre de 2018. 


Anna von Hausswolff - Dead Magic

Três anos após o lançamento de The Miraculous, Anna von Hausswolff volta a surgir com a sua mistura de neoclassical darkwave, drone e rock experimental, e com o órgão a ser novamente o instrumento em destaque. Em Dead Magic, a jovem sueca parece finalmente aperfeiçoar esta fórmula, combinando de forma sublime os elementos clássicos da sua sonoridade com as suas influências mais tenebrosas em cinco composições bastante coesas que abordam principalmente a temática da mortalidade.
A misteriosa odisseia inicia-se em “The Truth, The Glow, The Fall”, com os vocais de Anna a serem o nosso guia no crescendo inicial. O órgão acaba por surgir, tendo de imediato uma presença colossal. Os vocais da sueca, ora etéreos ora assombrosos, são perfeitamente acompanhados pela sua banda e conseguem envolver a composição numa aura noturna. Segue-se “The Mysterious Vanishing of Electra”, com uma estrutura rítmica que facilmente leva a comparações com alguns dos trabalhos mais recentes dos Swans e um dos pontos altos do disco, com Anna a proferir “My love is not enough to save me” através de uivos agoniantes. “Ugly and Vengeful” fecha a parte mais obscura e tensa do álbum, com uma secção inicial talvez demasiado longa mas que é compensada por vocais ferozes e esotéricos que parecem conjurar um ritual primitivo, e que evoluem para berros arrepiantes e uma jam maníaca. A peça instrumental “The Marble Eye” e a mais drony “Källans återuppståndelse” transportam-nos para ambientes mais esperançosos e solenes, onde os elementos clássicos e góticos se destacam, mas ainda que confiram maior diversidade ao disco poderão ser uma travagem demasiado brusca após a intensidade dos temas anteriores.
Embora Ceremony e The Miraculous já fossem obras sólidas e com ideias interessantes, Dead Magic é indubitavelmente o disco que eleva Anna Von Hausswolff a um patamar superior e que continuará certamente a ser visitado nos próximos anos.

João Barata





Blume Attempt - Just Like You EP

Blume Attempt, projeto a solo do produtor Javier Vivancos, é um caso de um jovem prodígio a que as publicações influentes no meio musical ainda não tiveram a oportunidade de dar destaque, mas daqueles projetos prontos para influenciar uma geração dentro da música eletrónica/industrial. Foi apenas com este seu segundo EP que o descobrimos, mas ainda muito a tempo de o destacar como uma das grandes edições e revelações do ano. Em quatro músicas, com uma duração aproximada a 17 minutos, Blume Attempt conduz-nos ao seu mundo sombrio onde a música experimental eletrónica moderna se entrelaça com fortes influências da música industrial dos anos 80, criando uma experiência sonora imersiva, sinistra e igualmente poderosa.
Além do desenvolvimento conciso que o disco apresenta, Blume Attempt eleva ainda mais a fasquia pela introdução inesperada do saxofone logo no primeiro tema de avanço, “(Seed D.D.)”, criando um ritmo desenfreado e encerrando a faixa de forma seminal.  Aliás Just Like You apresenta uma estética sonora muito singular. Sem nunca se prender num ritmo ou base, o EP vai conduzindo, progressivamente, a novos pequenos mundos dentro do mundo industrial que lhes deu vida, todos eles desenvolvidos ao pormenor, todos eles com uma produção de excelência.
Não esqueçamos nunca que é do underground que nascem as grandes estrelas. Just Like You EP, sonicamente, tem todo o potencial para fazer de Blume Attempt uma delas. Fãs de Nine Inch Nails, Trent Rezor e/ou The Soft Moon: tudo a clicar no play.

Sónia Felizardo





Fire! - The Hands

Os Fire! são por Mats Gustafsson (saxofone), Johan Berthling (baixo) e Andreas Werliin (percussão). Três músicos da cena exploratória escandinava que alcançaram o estatuto de lendas: Gustafsson é um teórico do jazz e elencou colaborações com grandes como os Sonic Youth, Merzbow,  Barry Guy, Peter Brötzmann, o Ken Vandermark, entre outros; Berthling é uma das caras da editora Häpna, já fez bandas sonoras para filmes e trabalhou com o Paal Nilssen-Love, a El Perro del Mar, o Steve Noble, entre outros; Werliin integra os Wildbirds & Peacedrums e também compõe músicas para filmes. Em atividade desde 2009, os Fire! já assumiram diversas formas: em 2010 andaram em digressão com o Jim O’Rourke, resultando dessa colaboração o LP Unreleased, lançado no ano seguinte; em 2012 colaboraram com Oren Ambarchi, resultando dessa colaboração o LP In The Mouth - A Hand; em 2013, expandiram-se para 31 membros, formando a Fire! Orchestra e editando o álbum Exit. Atualmente, os Fire! atuam em formato trio (com o alinhamento original dos 3 membros fundadores da banda) e lançaram este ano The Hands, o primeiro álbum em três anos composto apenas pelo trio original. Dada a escolha formal dos Fire! em gravar The Hands em formato trio, não é possível estabelecer um termo de comparação entre este trabalho e as anteriores colaborações. Porém, há um claro sentimento de continuidade entre The Hands e os seus último álbuns editados enquanto trio. A veia explosiva dos Fire! continua a dar lugar a momentos de tensão sonora, tudo interligado pela linguagem do free jazz (esperem ainda encontrar algumas semelhanças com o baixo do Cisneros e o sax de Mackay na era Stooges). Em suma, The Hands é uma refinada amostra daquilo que os Fire! se propuseram começar a fazer há 9 anos atrás: explorar as fronteiras do free jazz e as suas intersecções com os domínios do rock.

Edu Silva






Johnny Jewel - Digital Rain

Johnny Jewel é um produtor norte-americano mais conhecido pelos seus aclamados projetos Chromatics, Glass Candy, Desire (lembram-se de “Under Your Spell”, tema que teve o seu reconhecimento em Drive?) e Symmetry. Assentou que nem uma luva nos universos surreais e insólitos da última temporada de Twins Peaks de David Lynch, tendo composto alguns dos temas da sua banda sonora, como é exemplo a enigmática "Windswept", e ainda atuado em dois episódios da série com os Chromatics.
Dono da editora Italians Do It Better, editou em janeiro o seu terceiro álbum de originais, Digital Rain, e sucessor de Windswept (2017). Digital Rain transporta-nos para uma atmosfera futurista e misteriosa, ao jeito de Blade Runner, onde a chuva está tão presente. Nostalgia foi o que motivou Jewel a compor este trabalho. Estando a viver em Los Angeles com um clima mais árido, a nostalgia da presença constante da precipitação em todos as cidades (Houston, Portland, Montreal) em que o artista viveu veio ao de cima. De cariz gélido e suave, Digital Rain é um álbum que não apresenta vocais, guitarras ou bateria, sendo meramente composto por texturas sintéticas e ambientes. Transmite-nos sensações confortáveis, em que conseguimos ouvir e sentir a água, como se a chuva estivesse a cair numa janela à nossa frente. Os maiores destaques de Digital Rain vão para o tema homónimo (por favor vejam o vídeo), “Air Museum”, “What If” e “Houston”.

Rui Gameiro






Organ Tapes - Into One Name

Organ Tapes é o projeto do rapper e produtor Tim Zha, figura prolífica do cenário underground londrino cujo mais recente álbum, Into One Name, marcou a sua estreia pela Genome 666 Bpm, editora sediada em Xangai com o qual Zha mantém boas relações.  O seu percurso na indústria musical apresenta-se bastante ativo desde 2015, ano em que editou o seu primeiro trabalho como Organ Tapes, editando ainda um EP no ano transacto e figurando em diversas compilações por parte de algumas das mais urgentes editoras do momento (Bala Club, Posh Isolation, NON). Into One Name volta a trazer as atmosferas ricas e texturadas dos seus anteriores trabalhos, mas com um progresso notório em termos de hooks e refrões orelhudos propícios para as pistas de dança. Inspirado pelos conceitos da poesia oculta do poeta espanhol Juan Ramón Jimenez, Tim Zha explora um universo envolto em mistério onde os versos servem como veículo para algo que é transcendente ao seu significado, que se intensifica com o uso exacerbado de autotune.  Aplicando um jogo de samples que vai desde os Clipse (“New”) ao crunk (“Seedling”),  Zha apresenta um conjunto de dez canções viciantes que revelam o imaginário fascinante de um autor com muito por desvendar. 
Filipe Costa






serpentwithfeet - soil

Estamos continuamente a ouvir que o hip-hop é o novo rock pela inovação e consistência que oferece nos dias de hoje. No entanto, o R&B alternativo e contemporâneo começa a merecer com alguma facilidade este cunho - facilmente nos lembramos de Anderson .Paak, Frank Ocean e FKA Twigs como boas razões para ter esta opinião. serpentwithfeet, nascido em Baltimore, e agora baseado em Brooklyn, NY, é mais uma das fortes razões que tornam este raciocínio evidente. Sem entrar ainda na produção, soil oferece-nos um alcance vocal admirável, com laivos de Nina Simone com ANOHNI e reinvenções/“alternativersões” das harmonizações vocais que tornaram muitos grupos de R&B populares nos anos 90 e que continuam a ser um hallmark forte deste género. As letras são um historial de tristeza e perda que apanham boleia dos contornos e cornucópias da voz de Josiah Wise. A criar o ambiente ideal para que a voz brilhe sem esforço, temos a produção de Clams Casino, Paul Epworth, mmph e Katie Gately, a oferecer uma recriação do instrumental típico de R&B: continuamos a ter ritmos suaves com a ocasional síncope e secções instrumentais sublimes e sensuais, mas não tão frontais - é a voz de Josiah Wise que brilha em soil, contando com o brilho escondido de uma das produções mais interessantes de 2018.

José Guilherme Almeida






Sleep - The Sciences

Duas décadas depois do lançamento de Dopesmoker, os titãs do Stoner, Sleep, voltaram aos lançamentos e deram uma lição com um álbum que é uma lufada de ar fresco, num género algo saturado por bandas, que por vezes, são demasiado fieis aos seus ídolos.
Com quase 30 anos de carreira, as ideias aplicadas podem não ser novas (riffs pesados e repetitivos, ode às drogas recreativas), mas a sua execução mostra uma banda rejuvenescida e com as arestas bem limadas em termos de trabalho de estúdio, conferido pelo selo da Third Man Records de Jack White, que permite que todos os músicos se façam ouvir na mistura sem perder qualquer tipo de qualidade. A primeira faixa “The Sciences” é um rugido em forma de feedback da guitarra de Matt Pike que dura três minutos, e não poderia imaginar um álbum começar de uma forma tão gloriosa.
As faixas dividem-se essencialmente em dois “moods”: um mais contemplativo, reminiscente ao trabalho de Al Cisneros (baixista e vocalista) na sua banda OM, com linhas de baixo meditativas e arrastadas com cânticos atonais e hipnotizantes, como é o caso de “Antarcticans Thawed” ou a faixa tributo ao baixista dos Black Sabbath “Giza Butler”. Também é evidente a forte presença da guitarra de Matt Pike e do trabalho que tem vindo a desenvolver com os seus High on Fire, sendo que este álbum é onde apresenta a sua guitarra com um som mais selvagem e alguns dos seus melhores solos da carreira, destacando “The Botanist”, que encerra o álbum.
Mesmo sem ter nada a provar, o terceiro LP dos californianos não se limita a cimentar a herança da banda, mas faz crescer o seu legado. The Sciences tem autorização para sentar-se orgulhosamente, lado a lado, com os restantes álbuns icónicos do conjunto.

Hugo Geada





TWINS - That Which Is Not Said

Matthew Weiner, o produtor norte-americano e codiretor e diretor dos selos DKA e CGI, regressou este ano aos discos com a sua obra-prima de carreira com That Which Is Not Said, registo que chega três anos depois de Nothing Left (2015) e dois depois de Music From The Insider II (2016), com um conceito baseado na aprendizagem da aceitação do eu e da realidade de tudo o que vem de fora. 
Influenciado por incontáveis nomes relevantes da época dos anos 80, este novo álbum afirma a sinceridade sinistra e auspiciosamente engenhosa de TWINS nos sintetizadores, num total de oito canções que espelham uma eletrónica contemporânea conjugada com as influências de bandas revolucionárias como Suicide e Kraftwerk, por exemplo. Este disco foi também o resultado de uma escolha criteriosa entre várias demos que Matthew Weiner foi produzindo ao longo de dois anos e é por isso que não existe uma única música má neste longa-duração. Temas como “Glass Breaks Glass”, “Stuck” ou “What We All Sing” são daquelas malhas que rapidamente ficam coladas na cabeça e que não dá para ouvir de início ao fim sem voltar a ter aquela vontade instantânea de clicar novamente no play. 
Em That Which Is Not Said, Weiner afirma-se, mais que nunca, como um produtor exímio ao abordar subtis flagelos de som de forma ousada, numa eletrónica rítmica e sonicamente expansiva, explorando tão depressa uma darkwave como logo a seguir a posicionar-se em territórios da synth-pop, do kraut-rock e do post-punk. Indiscutivelmente uma das grandes edições do ano.

Sónia Felizardo



Yamantaka // Sonic Titan - Dirt

O conjunto de música pesada experimental/colectivo artístico Yamantaka // Sonic Titan impulsa o seu imenso emaranhado sonoro para novos patamares com o seu terceiro álbum, de seu nome Dirt. O estilo musical ‘patenteado’ pela banda, de seu nome Noh-Wave, revela-se assombroso, estimulante, complexo e versátil, revelando influências de géneros como o rock progressivo, o heavy metal, música industrial e até mesmo pop japonesa e chinesa, além de outros mediums como teatro Noh e Kabuki, os estilos anime e manga, e as temáticas de cultura indígena americana e filosofia budista. Quanto aos espectáculos ao vivo em si podem tanto ser num formato de concerto normal como numa performance artística mais teatral. Dirt demonstra uns Yamantaka // Sonic Titan em topo de forma, mais afinados e imprevisíveis que nunca. Se palavras não chegarem, então é deixarem os tímpanos serem conquistados pelo caos de “Hungry Ghosts”, o ambiente atmosférico de “Somewhere”, o teor arrepiante de “Tawine” e o frenesim do tema homónimo. Em suma, apontou-se este álbum como um dos destaques da primeira metade deste ano entre a redação devido ao turbilhão sonoro que o invade e à crença de que há algo para todos neste rock opera imponente.

Ruben Leite

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