sábado, 4 de agosto de 2018

Carmina Festana regressa hoje a Aveiro

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A cidade de Aveiro vai hoje receber o regresso de um evento muito especial: o regresso da Carmina Festana, que traz consigo mais um ciclo de música poliamorosa. Após a grande adesão à primeira edição do evento em finais de novembro passado, e ao warm-up Carmão Festão no passado dia 26 de julho (de quem fez parte Donny Benet, por exemplo), a Carmina volta hoje ao GrETUA, para trazer mais uma mão-cheia de concertos.




No cartaz, vai-se contar com as performances do duo garage rock de Setúbal Moon Preachers, a banda stoner/doom de Viseu Amaterazu, o cantautor de Cabo Verde Claiana, a banda de psych rock de Aveiro Cosmic Mass, o produtor e beatmaker de Gaia David Bruno, e acaba com DJ set de DJ Lynce.




De momento, as reservas estão esgotadas, mas haverão 50 bilhetes à venda no local a partir das 21h30, ao preço de 7€.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

[Review] QUAL - The Ultimate Climax


The Ultimate Climax // Avant! Records // fevereiro de 2018
8.5/10

The Ultimate Climax é a segunda marca do enigmático projeto (QUAL) de William Maybelline dos Lebanon Hanover, disponível ao público desde 28 de fevereiro sobre a mão da Avant! Records. A mesma que tem ganhado uma enorme influência nas sonoridades vanguardistas como diz bem o seu moto "Record Label for the Last Vanguard” e a responsável por outras gemas, como: H ø R D, Semiotics Department of HeteronymsRendez-Vous entre outros. 

Ao contrário de Lebanon Hanover neste registo temos o privilégio de conhecer, na minha opinião, a verdadeira parte obscura de William que o mesmo faz questão de nos mostrar em músicas como "Above Thee Below Thee" ou até "How Many Graves", mostrando que a sua crueldade sonora e sua catatónica emocional veio até nós para deixar a pista de dança em ruínas, na forma de New Age Brutalism, como o mesmo, autointitula. 


QUAL começa de um jeito ritualista com "Black Crown", como eu esperaria de William. Neste prelúdio, um cântico omino preenche o silêncio e o vazio, com uma evocação ou talvez, eu diria, uma ode, às profundezas de um ser. "Sea of Agony" narra a tortura existencial humana e é, no meio desta batida monocromática sem ideias de ir a algum lado, que sentimos o lado confuso e talvez desolado de William, que se revela em sequências rítmicas estranhas e naufrágios emocionais, num mar agoniante. Mas, depois da tempestade vem a bonança. Reminiscente de batidas de 80's, New Wave, chega a prece "Take Me Higher". Nesta malha, um senso de descontração, invade o clima, com uma linha de baixo bem slick e um ritmo contagiante, que tem o poder para puxar até mesmo as velhas guardas.



Depois de "Disease X", o lado mais experimental desta viagem. Seguem-se "How Many Graves" e "Above Thee Below Thee". Em "How Many Graves" - um hino obrigatório das mentes mais necromânticas - William deixa o seu existencialismo tomar parte da cena, insurgindo-se nesta tempestade sonora, onde elementos EBM, Industrial e Eletrónica convergem num só. QUAL mantém assim a tocha acesa de projetos tais como: Skinny Puppy, Das Ich e até SPK. Em "Above Thee Below Thee", o Homem sentimental que conhecemos de William é totalmente assimilado pelo seu alter ego, pelo seu animal interior. E é segurando carne crua, adagas e um grande senso de humor e sarcasmo que o mesmo deixa a sua máscara da sanidade cair. Aqui William dá tenebrosidade à sua voz com distorção e efeitos na voz. Rugindo como um demónio, finalmente solto. 

Para terminar "On My Death Bed" e "Existential Nihilism". Na primeira conseguimos sentir ainda a vibe de um espírito de rave que desvanece lentamente, sendo substituída por uma vontade de desaparecer, notada pelos seus suspiros e lamentos. Existe um provérbio antigo que fala bem desta situação "Na cama que farás, nela te deitarás". Concluindo com "Existenctial Nihilism", despedimo-nos desta viagem que é The Ultimate Climax, com desdém que vai desde experimentalismo com filtros, com loops, samples vocais da poesia da autoria de William. Dar uma amostra desta última música, seria fugir totalmente da visão niilista que o mesmo quer projetar, seria limitar a nossa visão e abandonar a minha e a vossa liberdade de interpretar por vocês mesmos. 

Quase duma forma pagã, William fecha o seu set, distorcendo a experiência completa...

Texto: Milton




-------------------- ENGLISH VERSION --------------------




The Ultimate Climax // Avant! Records // February 2018

8.5/10

The Ultimate Climax is the second release from the enigmatic project (QUAL) from Lebanon Hannover member William Maybelline, available since February, 28th under the label Avant! Records. That same label has garnered a lot of influence when it comes to avant-garde sounds, just like its motto says - "Record Label for the Last Vanguard” - and it’s also responsible for other gems, such as: H ø R D, Semiotics Department of Heteronyms, Rendez-Vous, among others. 

Unlike the case of Lebanon Hanover, in this record we have the privilege of getting to know, in my opinion, the true obscure side of William, and that same side reveals itself in tracks such as "Above Thee Below Thee" or even "How Many Graves", proving that his sonic cruelty and his emotional catatonia came to us to turn the dancefloor in ruins, in the form of New Age Brutalism, as the same entitles. 

QUAL begins performing in a ritualistic way with "Black Crown", as I would have expected from William. In this prelude, an ominous chant fills the silence and the void, with an evocation, or dare I say, an ode, to the depths of a being. "Sea of Agony" narrates the human existential torture and is, in the middle of this monochromatic beat with no intentions of going anywhere, that we feel the confused, maybe even desolate side of William, which reveals itself in weird rhythmical sequences and emotional wrecks, in an agonizing sea. However, soon enough the storm eventually fades. Next up, reminiscent of the sounds from New Wave and 80’s, comes "Take Me Higher". In this wonder of a track, a sense of relaxation invades the climate, with a pretty slick bassline and a contagious rhythm, that even has the power to pull the old-school crowd. 

After "Disease X", the most experimental side of this journey kicks in. Next up, there’s "How Many Graves" and "Above Thee Below Thee". In "How Many Graves" - a mandatory hymn for the necromantic minds - William lets his existentialism take part of the scene, rebelling in this sonorous storm, where elements from EBM, Industrial and Electronic converge into a single entity. QUAL keeps the torch previously lighted by projects such as Skinny Puppy, Das Ich and even SPK. In "Above Thee Below Thee", the sentimental Man that we know as William is totally assimilated by his alter ego, by his inner beast. And it is by holding raw meat, daggers and a great sense of humor and sarcasm that said Man lets his mask of sanity fall down. Here, William gives tenebrosity to his voice with distortion and voice effects. Roaring as a demon, finally let loose. 

To top it off "On My Death Bed" and "Existential Nihilism". In the former, we can still feel the vibe of a rave spirit that slowly faints, being replaced by a will to disappear, noted by his sighs and laments. There is an ancient saying that quite fits this situation: "You reap what you sow". Lastly, this journey that is The Ultimate Climax concludes with "Existential Nihilism", that shows disdain in the form of experimentalism with filters, loops, vocal samples of poetry written by William himself. Giving a sample of this last song would be to run away totally from the nihilistic vision that he wants to project, limiting your vision and abandoning my freedom of interpreting it, as well as yours. 

In an almost paganistic way, William closes his set, distorting the whole experience...

Words by: Milton

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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Kikagaku Moyo editam novo disco em outubro produzido por Bruno Pernadas


Os japoneses Kikagaku Moyo vão lançar em outubro o seu quarto álbum de estúdio. O quinteto de rock psicadélico de Tóquio editou o seu aclamado álbum de estreia homónimo em 2013 e a partir daí resultaram mais dois trabalhos, bastante apreciados pela crítica, Forest of Lost Children (2014) e House In The Tall Grass (2016).

Influenciados pelas experiências da banda e pelas suas viagens, o novo disco terá o nome de Masana Temples, tendo sido gravado em Lisboa com a ajuda de Bruno Pernadas. Chega às lojas em outubro e já é possível escutar o primeiro avanço, "Gatherings".


Eis o que o baterista e vocalista Go Kurosawa afirmou sobre o novo single:
“Gatherings” is the oldest song on this record. With this song, we’re expressing our journey in the world. We’ve gathered everyone in the band’s ideas in this song along with the ideas and influences of the places we’ve visited throughout our travels.
Foram também disponibilizados a artwork e a tracklist de Masana Temples. A banda vai passar, uma vez mais, pela Galeria Zé dos Bois a 3 de dezembro.

Masana Temples tracklist:
01 Entrance
02 Dripping Sun
03 Nazo Nazo
04 Fluffy Kosmich
05 Majupose
06 Nana
07 Orange Peel
08 Amayadori
09 Gatherings
10 Blanket Song

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Behemoth regressam com I Loved You At Your Darkest


Após imensos teasers, os Behemoth anunciaram o lançamento do sucessor de The Satanist. I Loved You At Your Darkest será lançado no próximo mês de outubro e o grupo polaco parece querer continuar a suscitar controvérsia, ainda que talvez com pouca inspiração, com a sua nova música "God = Dog", que poderão ouvir em baixo. O grupo também anunciou uma tour europeia para o início de 2019, com os At The Gates e Wolves in the Throne Room, mas sem qualquer data em Portugal, onde Nergal e companhia não passam desde 2016.



I Loved You At Your Darkest tem edição marcada na Europa para 5 de outubro pela Nuclear Blast com a seguinte artwork e tracklist.


I Loved You At Your Darkest tracklist:
1. Solve
2. Wolves Ov Siberia
3. God = Dog
4. Ecclesia Diabolica Catholica
5. Bartzabel
6. If Crucifixion Was Not Enough
7. Angelvs XIII
8. Sabbath Mater
9. Havohej Pantocrator
10. ROM 5:8
11. We Are The Next 1000 years
12. Coagvla

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Sumac revelam primeira amostra de Love in Shadow


Os Sumac irão editar o seu novo disco Love in Shadow já no próximo mês, tendo agora lançado "Attis' Blade" como primeira amostra. Os americanos, compostos por Aaron Turner (Isis, Old Man Gloom, Mamiffer), Nick Yacyshyn (Baptists, Erosion) e Brian Cook (Russian Circles, Botch), parecem regressar à sonoridade sludge metal mais atmosférica presente nos seus primeiros dois discos após terem editado no passado mês de fevereiro uma colaboração (American Dollar Bill - Keep Looking Sideways, You're Too Hideous to Look at Face On) com o lendário Keiji Haino, onde o noise e o experimentalismo típicos do japonês dominaram. Esta colaboração pode ser escutada aqui e em baixo poderão ouvir a monumental "Attis' Blade".



Love in Shadow será lançado a 21 de setembro pela Thrill Jockey mas já podem pre-order aqui. Em baixo poderão ver a incrível artwork, com autoria do próprio Aaron Turner.




Love in Shadow tracklist:
1. The Task
2. Attis' Blade
3. Arcing Silver
4. Ecstasy of Unbecoming

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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Mais 9 nomes juntam-se à edição de 2018 do Milhões de Festa


A tradição já não é o que era, mas o Milhões de Festa mantém a tradição de trazer boas novas. Juntam-se ao cartaz deste ano Squarepusher, Nubya Garcia, BALA, WWWater, Krake Ensemble, Cacilhas, Afrodeutsche, Suave Geração e os já habituais Ensemble Insano.

O Milhões de Festa acontece de 6 a 9 de Setembro, em Barcelos. Já são conhecidos também os preços dos bilhetes (60€ passe geral e 20€ passe diário).


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terça-feira, 31 de julho de 2018

Reportagem: Animal Hospital + UNITEDSTATESOF + Sal Grosso [Sabotage Club, Lisboa]

Animal Hospital

Numa noite fria de julho (17), daquelas onde o vento nos aborda pelas ruas do Cais do Sodré, fomos até ao Sabotage Club assistir uma noite de música exploratória preparada pela
Rotten \ Fresh, label DIY de Lisboa. No cartaz estevam presentes os projetos nacionais Sal Grosso e UNITEDSTATESOF, sendo que o grande destaque ia para Kevin Micka e o seu projeto a solo, Animal Hospital.

Passavam 15 minutos das 23h quando António M. Silva subiu ao palco com o seu projeto Sal Grosso. O produtor apresentou-nos um set composto por um conjunto de texturas sonoras, que ora percorriam caminhos mais ambientais e minimalistas, ora puxavam pelos graves intensos e ruidosos. Ao todo, foram aproximadamente 35 minutos de uma atuação agradável, mas pouco memorável para os presentes na sala lisboeta. Aguardemos por mais notícias de Sal Grosso, que, ao que parece, irá revelar em breve Lets all just go wild and put our hands in the air a bit, pelas mãos da recém-nascida combustão lenta records


UNITEDSTATESOF

Por volta da meia noite, foi a vez de João Rochinha entrar em cena com o seu projeto UNITEDSTATESOF. Dono de um dos álbuns nacionais mais interessantes a ser editado este ano pela Rotten \ FreshSelections 0, o artista deixou de lado este trabalho e surpreendeu-nos com um set de maior variedade de elementos sonoros que nos concertos a que assistimos anteriormente. Apostando no improviso, construíu um conjunto de paisagens sonoras a partir da sua guitarra, de alguns pedais e um controlador midi. Foi a melhor atuação que vimos até agora de UNITEDTATESOF, sendo bem notória a evolução do artista. 

Faltavam pouco de menos de 10 minutos para a 1h da manhã quando Kevin Micka, técnico de guitarra dos Yo La Tengo, banda que atuou este ano no NOS Alive,  se apresentou no palco do Sabotage. Em Animal Hospital, Micka assume a função de um "engenheiro de som", fundindo elementos eletrónicos com consolas de mistura, amplificadores e unidades de delay, enquanto constrói pacientemente várias camadas de loops formadas pela sons de bateria ao vivo, acordes de guitarra, entre outras melodias. 

Durante a atuação a sua sonoridade oscilou entre as texturas mais ambientais e as mais ruidosas, onde a percussão, resultante de uma pequena caixa metálica com microfones implantados, assumiu completamente o comando. O concerto, que teve uma duração de 45 minutos, apresentou como maior destaque a interpretação do tema "...And Ever", do álbum editado em 2009, Memory, bastante fiel ao reproduzido em estúdio. Em suma, tratou-se de uma confusão sonora estranhamente organizada, bem ritmada para os nossos ouvidos. 

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Tim Hecker anuncia novo álbum 'Konoyo' via Kranky


Tim Hecker anunciou hoje o seu regresso às edições. O músico e produtor canadiano regressa com o seu primeiro trabalho longa-duração em dois anos, dando sucessão a Love Streams, o disco de estreia pela britânica 4AD. Konoyo, o nono álbum de Hecker, volta a receber o selo da habitual Kranky (em maio, a editora norte-americana anunciou a reedição dos primeiros dois registos de Hecker: Haunt Me, Haunt Me Do It Again, de 2001, e Radio Amore, de 2003), e chega às prateleiras dia 28 de setembro.

Segundo a editora, Konoyo foi produzido na sua grande parte dentro de um templo japonês com o auxílio de membros do ensemble gagaku Tokyo Gakusu, "inspirado por conversas com um amigo recentemente defunto sobre o espaço negativo e uma sensação de densidade cada vez mais banal na música". "This Life", o single de avanço de Konoyo pode ser escutado em baixo, onde encontrarão ainda a capa e respetiva tracklist do disco.


Konoyo

01. This life
02. In Death Valley
03. Is a rose petal of the dying crimson light
04. Keyed out
05. In mother earth phase
06. A sodium codec haze
07. Across to Anoyo


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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Mucho Flow 2018 desvenda os primeiros nomes do seu cartaz


O Mucho Flow é um evento organizado pela Revolve que todos os anos se realiza no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura (CAAA) em Guimarães (a cidade onde nasceu esta promotora). Esta será a sexta edição do certame que todos os anos (e ao longo de um único dia) oferece à sua audiência uma amostra da música que se anda a produzir nas esferas do experimentalismo contemporâneo. E a julgar pelas primeiras confirmações, parece que o foco da programação não se alterou: GAIKAblack midiFire! e SKY H1.



GAIKA é já um conhecido nosso, tendo-nos visitado há dois anos atrás por ocasião do Milhões de Festa e ainda este ano veio à Zé dos Bois. O londrino que lançou a semana passada o LP Basic Volume via Warp Records tem redefinido a paisagem sonora da música negra, transportando o som das ruas para um novo plano que é simultaneamente mecânico, escuro, experimental e melódico. Num diálogo constante entre as raízes jamaicanas e a infância passada em Brixton, a música que faz é síntese electrónica com partículas vindas do grime, dance hall, garage, hip hop ou R&B, que transporta “o verdadeiro som de Londres” para um universo digital e alienígena e, por isso mesmo, único.



A partilhar o voo vindo de Londres com o Gaika teremos os black midi. O quarteto é caracterizado pela sua sonoridade frenética, inventiva e elástica, que atravessa vários limites: do math, ao prog e até do post-punk. Com apenas um single editado, gravado num par de horas em estúdio, o colectivo, que se estreia agora em Portugal, tem vindo a deixar um rasto de actuações memoráveis um pouco por toda a Inglaterra, país que fervilha debaixo das crescentes tensões raciais e económicas. Hot topics que marcam o seu contemporâneo mas acima de tudo, problemáticas palpáveis que são indiscutíveis catalisadores para a força motriz dos black midi.


© Johan Bergmark
Os Fire! são por Mats Gustafsson (saxofone), Johan Berthling (baixo) e Andreas Werliin (percussão). Três músicos da cena exploratória da Escandinávia que alcançaram o estatuto de lendas e que atuam juntos sobre o pseudónimo Fire! desde o ano de 2009. OFire! já assumiram diversas formas: em 2010 andaram em digressão com o Jim O’Rourke, resultando dessa colaboração o LP Unreleased, lançado no ano seguinte; em 2012 colaboraram com Oren Ambarchi, resultando dessa colaboração o LP In The Mouth - A Hand; em 2013, expandiram-se para 31 membros, formando a Fire! Orchestra e editando o álbum Exit. Atualmente, os Fire! atuam em formato trio (com o alinhamento original dos 3 membros fundadores da banda) e lançaram este ano The Hands, um LP que nós consideramos ser um dos melhores álbuns do primeiro semestre deste ano.



A última aquisição deste leque de confirmações do Mucho Flow é SKY H1, uma produtora belga que se dedica à construção de paisagens sonoras etéreas. Lançou em 2016 o EP Motion com o selo de qualidade da prestigiada PAN e garantiu um lugar no belíssimo Mono No Aware, uma das melhores compilações de IDM editadas no ano transacto (podem ler a crítica ao mesmo aqui).

O Mucho Flow tem lugar no dia 6 de outubro, no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura (CAAA) em Guimarães, e os bilhetes custam 10 euros.

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Conjunto!Evite - Controla a Paranóia [Threshold Premiere]

Liliana Plácido ©
Os Conjunto!Evite são quinteto lisboeta formado por José Deveza, Manuel Belo, Sebastião Santos, Fábio Neves e Vicente Santos. Gostam de viajar pelas nuance do rock progressivo, conferindo-lhe um caráter de modernidade. Já é assim desde 2014, altura em que editaram o seu primeiro álbum homónimo e participaram na primeira edição do Reverence Valada, depois de ganharem alguns concursos. Em 2016 mostraram-nos o EP Ondas e Marés, altura em que os irmãos Sebastião e Vincente Santos e um grande grupo de amigos começaram a construir em Lisboa o estúdio BKK. Foi neste estúdio que a banda gravou o seu novo álbum a ser editado em outubro, do qual já conhecemos o tema "Fauno". 

Hoje apresentamos, em estreia nacional, o novo single "Controla a Paranóia", um instrumental fantasmagórico que surgiu de uma melodia de quatro notas e de um arranjo imaginado de raíz para duas guitarras. Produzido pela banda, gravado por Sebastião Santos e Bernardo Centeno, misturado por Rodrigo Alexandre e masterizado por Cajó, a segunda música a ser revelada do antecipado novo disco vem acompanhada por um vídeoclip inteiramente filmado em Stop Motion por Miguel Ângelo, onde os pedais de guitarra e os vários instrumentos musicais ganham vida. 

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Fotogaleria: The Cosmic Dead + Greengo [Woodstock 69 Rock Bar, Porto]



Depois de terem passado pela edição do ano passado do SonicBlast, eis que os Cosmic Dead regressaram ao nosso país para uma tour durante a qual atuaram tanto em festivais como em salas fechadas. No Woodstock 69 (noite na qual os portuenses Greengo tiveram as honras de inaugurar o palco) os escoceses apresentaram-se com uma nova formação após terem editado no ano transacto o LP Psych is Dead. Porém, renegando todo o seu passado, os Cosmic Dead recusaram-se explicitamente a tocar músicas antigas e apresentaram ao vivo todo um elenco de músicas novas (as quais esperamos que sejam editadas em breve). E essa quebra é perceptível ao compararmos a sua sonoridade atual com álbuns anteriores. O psicadelismo e as aproximações ao space-rock que marcaram discos como o seu LP de estreia homónimo e The Exalted King deu lugar a uma sonoridade de cadência mais lenta, mais pesada e mais doom do que qualquer um dos seus registos anteriores. Uma mudança de paradigma para os escoceses atualmente conhecidos como Cosmic Dead. Fará sentido manter o nome da banda, sendo que há um claro distanciamento entre o seu passado e o presente? Só os Cosmic Dead vos poderão responder a isso. A verdade é que esta formação partilha algumas semelhanças com a original: conservam dois dos seus membros fundadores (Omar Aborida e James T Mckay) e continuam verdadeiros animais de palco. A sonoridade é que mudou. Ou digamos, evoluiu. 

O psych está morto, os Cosmic Dead tal como os conhecíamos morreram. Longa vida aos Cosmic Dead

The Cosmic Dead + Greengo [Woodstock 69 Rock Bar, Porto]

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