sexta-feira, 17 de agosto de 2018

LINCE faz-nos olhar para as esculturas


Sofia Ribeiro está a preparar para o outono o lançamento do seu álbum de estreia com o projeto LINCE. Depois de nos apresentar em 2017 o seu EP Drops, LINCE apresentou recentemente o seu novo single "It Feels Like Looking at Sculptures".

"Quando pensava num título para a música, a dificuldade em encontrá-lo estava em como definir um sentimento de felicidade que nos provoca uma libertação interior, num corpo absorto, desprendido, levado, que tudo o que contempla faz crescer esse sentimento” refere Sofia Ribeiro e prossegue “houve uma acção que me lembrou esse estado - ele assemelhava-se à contemplação de esculturas. Das grandes esculturas que eu observara recentemente." 

"It Feels Like Looking at Sculptures", tal como todo o álbum, contou com a produção da CASOTA Collective e foi gravado ao longo dos últimos meses no estúdio do colectivo criativo leiriense.

Para o videoclip de “It Feels Like Looking at Sculptures”, contou com André Tentúgal, colaborador desde o seu início e companheiro de Sofia na banda We Trust. Uma viagem quase que fotográfica com as tonalidades do final dos anos 70 e que tem na expressividade de Sofia o grande trunfo.


A artista que passou este ano pelo Festival Bons Sons atua amanhã (18 de agosto) na Covilhã, no Largo da Nossa Sra. do Rosário.

+

Connan Mockasin anuncia novo álbum, Jassbusters


Longo ia o silêncio no que toca a Connan Mockasin.

O música neozelandês responsável por uma das obras-primas da neo-psicadelia, Forever Dolphin Love (2010), já não edita um trabalho em nome próprio desde Caramel (2013). Entretanto, colaborou com Devonté Hynes (Blood Orange) no EP Myths 001, em 2015, e formou com Sam Dust (LA Priest) os Soft Hair, com o quais editou um álbum homónimo (2016).

Esta semana esse silêncio foi quebrado e Mockasin anunciou Jassbusters, álbum conceptual que gira em torno de uma banda fictícia de professores de música. O anúncio de Jassbusters vem acompanhado por um filme que Mockasin realizou sobre essa tal banda e que dá pelo nome de Bostyn 'n Dobsyn. Projetado para ser ouvido após assistir o filme, onde Connan interpreta o instrutor Bostyn e o seu vizinho de infância Blake Pryor interpreta o aprendiz Dobsyn, Jassbusters é o terceiro álbum do artista, o primeiro com banda completa, e chega às lojas a 12 de outubro com o selo da Mexican Summer.

Tanto o filme como o álbum foram gravados no verão de 2016, o primeiro em Los Angeles e o segundo no estúdio Ferber em Paris. "Con Conn Was Impatient" é o primeiro avanço de Jassbusters e contem filmagens de Bostyn ’n Dobsyn. A artwork e a tracklist foram também anunciadas (em baixo).




Jassbusters Tracklist:
01. Charlotte’s Thong
02. Momo’s
03. Last Night
04. You Can Do Anything
05. Con Conn Was Impatient
06. B’nD
07. Sexy Man
08. Les Be Honest

+

ZigurFest nas Damas com Baleia Baleia Baleia e 2JACK4U


O ZigurFest é um autêntico oásis no interior do país e um ecossistema fértil em diversidade musical que acontece de 29 de Agosto a 1 de Setembro, indo este ano para a sua oitava edição. A menos de duas semanas para as ruas de Lamegos experienciarem o "caos" musical, as Damas vão receber amanhã (18 de agosto) mais uma sessão de aquecimento para o ZigurFest, tendo sido a primeira no Maus Hábitos, no final do mês de julho. 

Nesta sala lisboeta vamos poder assistir à energia contagiante dos Baleia Baleia Baleia e ao acid-house dos 2Jack4U. A entrada é livre e os concertos têm início às 23h. 

+

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Glasir anunciam álbum de estreia New Dark Age


Os americanos Glasir irão finalmente editar o seu disco de estreia New Dark Age no final deste mês. O trio texano, formado por Conner McKibbin (guitarra), Nate Ferguson (baixo) e Austin Vanbebber (bateria), concebeu esta obra durante os últimos dois anos e pretende continuar a expandir a sua densa fórmula de post-rock, post-metal e até ambient doom já bem patente no seu EP Unborn de 2015, o primeiro lançamento da editora Elusive Sound e que podem escutar aqui

Gravado, produzido e misturado por Sam Striker e masterizado por Randy CordnerNew Dark Age transporta-nos para um mundo obscurecido e repleto de cidades em decadência onde a humanidade finalmente triunfou sobre a natureza. O tema de abertura, "Into The Sun", pode já ser ouvido em baixo:



A versão digital de New Dark Age tem lançamento marcado para o dia 31 de agosto pela Elusive Sound, seguindo-se uma edição em vinil numa data ainda por anunciar. Em baixo poderão ver a capa do álbum, a cargo de Alex CF, e respetiva tracklist.


New Dark Age tracklist:
1. Into The Sun
2. Holy Chemistry
3. Dissolution
4. The Last Firmament
5. Black Seas Of Eternity
6. Hurt Us Again

+

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Vai-m'à Banda encerra cartaz

vai-ma-banda-encerra-cartaz


O evento Vai-m'à Banda, a tomar lugar em Guimarães dia 25 de agosto, dá por encerrado o cartaz da edição deste ano. O festival, que conta então com The Legendary Tiger Man, Tó Trips e João Doce, Toulouse, Mathilda, o colectivo Suave Geração DJ Fitz, tem como intenção fazer as pessoas dirigirem-se às tabernas, lugares com forte tradição e importante papel na génese da identidade de Guimarães, de forma a tomarem contacto com a nova música nacional, cada vez mais comprometida com a vontade de explorar novos terrenos sonoros.

Em baixo segue o alinhamento:

15h00 - Mathilda | Tasca Expresso
17h30 - Tó Trips e João Doce | Adega do Ermitão
19h30 - Suave Geração | Tio Júlio e Taberna do Trovador
22h00 - Toulouse | Largo do Trovador
23h00 - Legendary Tiger Man | Largo do Trovador
00h00 - DJ Fitz | Largo do Trovador

+

O festival Les Siestes Électroniques chega a Portugal com M.E.S.H., Varg, Zaltan, DJ Nigga Fox, entre outros nomes

De 24 a 26 de agosto, o festival que começou em Toulouse e se estendeu pelo mundo vê a sua primeira adaptação em contexto português com a primeira edição a realizar-se no coração de Coimbra.


Com uma narrativa longa, o Les Siestes Électroniques é um dos festivais franceses mais exportados, contando com vinte e uma edições organizadas em catorze diferentes países - distribuídas por quatro continentes distintos.

Em 2018, e num país com uma programação cultural cada vez mais sonora, o Les Siestes Électroniques chega a Portugal pela primeira vez por via da Casa das Artes Bissaya Barreto, que partilha curadoria com a organização e recebe o evento no seu jardim. Durante três dias de entrada totalmente livre e em formato matinée, passarão pelo jardim da Casa das Artes Bissaya Barreto em Coimbra alguns dos nomes mais interessantes da música eletrónica exploratória nacional e internacional.

O cartaz, já completo, junta em estreia nacional o produtor berlinense M.E.S.H., a música e produtora russa Kate NV (cuja crítica ao mais recente disco pode ser encontrada aqui) e o duo britânico Giant Swan aos mais familiares Varg, que regressa a Portugal com o quinto volume da série Nordic Flora (editado em junho via Posh Isolation), os parisienses Zaltan e a prata da casa com DJ Nigga Fox (cujo EP de estreia pela Warp foi editado no passado mês de março), Ghost Hunt, João Pais Filipe (Paisiel, HHY & The Macumbas) e The Lions.

Em baixo, fiquem com a distribuição por dias do cartaz :



+

domingo, 12 de agosto de 2018

7 ao mês com Dead Astropilots


Formados por Rachel Biggs e Simon Dak, os Dead Astropilots são a primeira banda internacional a participar na nossa rubrica "7 ao mês", cujo objetivo é o de apresentar bandas/artistas ou promotores através dos seus gostos musicais. Para o mês de agosto convidámos a dupla francesa - que editou em janeiro deste ano pela Manic Depression Records, o sucessor de ... And Reach Palm Springs (2012), intitulado New Control - desafiando-os a escolherem sete artistas/bandas ou álbuns/músicas que os influenciaram como artistas ou pessoas.

As sete escolhas da dupla eletrónica de post-punk sediada em Lille, que combina os elementos da new-wave monocromática à energia orgânica do punk e ao rigor hipnótico da música retrowave, podem ler-se e escutar-se abaixo.


Ciccone Youth: The Whitey Album 

Sonic Youth e Madonna numa tremenda colisão lo-fi! Máquinas barulhentas, guitarras estridentes e pop mainstream todos misturados! 
Este é o caminho que adoptamos desde o início dos Dead Astropilots. Electro muito reles e distorcido, com riffs de guitarra e estruturas pop. É também uma grande representação do mundo onde temos vivido.



Kraftwerk 

Esta banda é provavelmente a mais importante de todas para nós. Eles são a definição de música electrónica clássica. Enquanto músicos, temos backgrounds muito diferentes (Rachel estudou música clássica primeiro, e Simon é um produtor de música eletrónica autodidata) e os Kraftwerk foram a banda perfeita para reunir as nossas influências e gostos musicais. 
Para o Simon, eles também fazem parte das suas primeiras experiências musicais, tendo ouvido Radio-Activity na rádio quando era novo. 



The Doors 

Os The Doors eram "os nossos Beatles" por muitas razões. Eles eram músicos brilhantes que escreveram belas canções com atmosferas obscuras. Eles também levaram-nos a apreciar poesia e rock de cariz literário. É também graças a eles que descobrimos os escritores da Beat Generation que foram muito influentes na hora de escrever letras.



The Cure: Seventeen Seconds 

O som do Inverno! Nós ouvimos The Cure desde a adolescência. Mas este álbum em particular é-nos mais marcante devido ao seu minimalismo e à sua energia obscura. O Robert Smith também é um dos nossos guitarristas preferidos.



Igor Stravinsky: The Rite Of Spring 

Temos ouvido imensas bandas sonoras de filmes, e para nós, "Le Sacre du Printemps" é a raíz do que é considerado moderno na música clássica. É sempre uma aventura ouvir esta peça. Ouvimos uma versão do ballet em Paris há uns anos sob a direção de Romeo Castellucci. Não havia músicos nem bailarinos em palco. Tinha tudo sido substituído por colunas e máquinas gigantes. Foi uma experiência inesquecível! 



Dead Can Dance 


Esta banda é a influência mais importante para a Rachel. Não há cantores que se assemelham à Lisa Gerrard. A música deles inspira-nos bastante por causa do cruzamento entre partes tradicionais e arranjos tecnológicos. Foi também uma maneira de descobrir o universo da world music que nos era estranho.
 


Suicide: Suicide 

Este álbum é tão importante para nós, porque mostra o quão punk a música electrónica consegue ser. Por causa dos Suicide, entrámos num universo de música industrial e electrónica obscura. Também adoramos as letras do Alan Vega. São bruscas e poderosas e ao mesmo tempo poéticas. 


Se quiserem saber mais sobre os Dead Astropilots garantam que os seguem através da página do Facebook e do Bandcamp, onde podem encontrar a sua discografia completa.





-------------------- ENGLISH VERSION --------------------



Formed by Rachel Biggs and Simon DakDead Astropilots is the first international band to be part of our rubric "7 ao mês", whose objective is to present bands/artists or promoters by revealing their musical tastes. This month, we invited the French duo - who released last January, through the Manic Depression Records label, the successor of ... And Reach Palm Springs (2012), titled New Control - challenging them to choose seven artists/bands or albums/tracks that have influenced them as artists or people. 

The seven choices of post-punk/electronic duo placed in Lille, that combine elements of monochromatic new-wave to the organic energy from punk and the hypnotic rigor from retro wave music, can be read and listened to below.


Ciccone Youth:The Whitey Album

Sonic Youth and Madonna in the great lo-fi collider! Noisey machines, screaming guitars and mainstream pop hits mixed together! 
This is the path we've chosen to take at the very beginning of Dead Astropilots. Very cheap and distorted electro, with guitar riffs and pop structures. It is also a great portrait of the world we've grown up into. 



Kraftwerk 

This band is probably the most important one for us. It's a definition of electronic classical music. As musicians, we have very different backgrounds (Rachel first studied classical music, and Simon is a self- educated electro producer) and Kraftwerk was the perfect band to reunite all of our influences and tastes in music. 
For Simon, it's also the first musical memories of his life, when he heard Radio-Activity on the radio as a little child. 



The Doors 

The Doors are "our Beatles" for many reasons. They were brilliant musicians who wrote songs with beautiful dark atmospheres. They also led us to poetry and literary rock. It's also thanks to them that we discovered the Beat Generation's writers that are a huge influence in our process of writing the lyrics. 



The Cure: Seventeen Seconds 

The sound of the winter! Both of us are listening to The Cure since we were teenagers. But this particular album is the most important for us because of its minimalism and dark beauty. Robert Smith is also one of our favorite guitar players.



Igor Stravinsky: The Rite of Spring 

We're listening to a lot of original movie soundtracks, and for us, "The Rite of The Spring" is the root of everything modern in classical music. It's always a trip listening to this piece. We've seen a version of the ballet in Paris a few years ago directed by Romeo Castellucci. There were no musicians or dancers on the stage. Everything had been replaced by gigantic speakers and machines. It's been an unforgettable experience!



Dead Can Dance 

This band is Rachel most important influence. Lisa Gerrard has no equivalent among the other singer. Their music is very inspiring for us because it mixes traditional parts with a very technological arrangement. It's also been a way to discover the universe of world music that we didn't know.



Suicide: Suicide 

This album is so important for us because it shows how punk electronic music can be! Because of Suicide, we entered the universe of industrial music and dark electronic. We also love Alan Vega's writing. It's rough and powerful, and so poetic.


If you want to know more about Dead Astropilots make sure you follow them on Facebook or Bandcamp, where you can buy their work.

+