sábado, 25 de agosto de 2018

Reportagem: Vodafone Paredes de Coura - 17 de agosto

Slowdive

Sexta-feira contou com o regresso dos Slowdive ao festival, a vinda dos muito aguardados DIIV e um concerto em que os …And You Will Know Us by the Trail of Dead tocaram na íntegra o seu álbum Source Tags & Codes. Um dos dias com concertos mais interessantes. No entanto, antes da abertura do recinto, as primeiras bandas que se fizeram ouvir foram, no palco Jazz na Relva (este ano sem nenhum artista de jazz, curiosamente), QUADRA e Vaarwel.

Aquando da minha chegada ao recinto tocavam os portugueses smartini., que apresentaram o seu rock alternativo e noise rock no palco secundário do festival. Não houve muito tempo para assistir à sua performance pois Lucy Dacus estava prestes a subir ao outro palco no que foi o primeiro concerto da sua tour europeia. A cantautora americana tem uma sonoridade que passa pelo indie rock, mas conta com algumas canções mais longas do que se costuma encontrar no género, como por exemplo "Night Shift", uma das melhores. A sua atuação contou com crescendos bem conseguidos, bonitos pormenores em frases de guitarra e boas transições entre partes mais calmas e mais barulhentas, como acontece em "Timefighter". "Yours & Mine" e "Pillar of Truth" estiveram também entre as melhores canções que integraram a setlist. O concerto foi melhorando ao longo da sua duração e acabou por me surpreender pela positiva, deixando-me curioso por ouvir o mais recente álbum da artista, Historian.

Lucy Dacus

Assisti depois a parte do concerto dos tuaregues Imarhan. A banda da Argélia deu um bom concerto, mas não tem uma sonoridade que me agrade especialmente. Esta é comparável à de outros artistas que já passaram pelo nosso país, nomeadamente Tinariwen e Bombino. Uma cara ainda mais conhecida em Portugal deu o concerto a seguir: Kevin Morby. Sem a camisola do FC Porto que tinha prometido no Instagram usar durante o concerto, o autor de "City Music", "Crybaby" e "Dry Your Eyes" apresentou essas e outras canções e demonstrou o seu amor pela cidade do Porto. Aproximou-se do público, contribuiu para um bom ambiente e ainda segurou num cartaz em que um fã tinha escrito "<3 Kevin Normie". As melhores músicas foram aquelas que beneficiaram de arranjos mais trabalhados, enquanto que as que os tinham mais simples mais rapidamente se tornaram desinteressantes. Foi, no geral, um bom concerto. Ficamos à espera do seu regresso a Portugal, não deve faltar muito.

Quem nunca tinha vindo cá era Frankie Cosmos, que contou com um baterista que sabe falar português, tendo ido ao microfone agradecer ao público e ao festival. Este, aparentemente por estar doente, não tocou em todas as músicas, com Frankie a ser acompanhada apenas pela teclista em várias delas. O público tratou da percussão, batendo palmas em todas ou quase todas elas. Foi um concerto agradável, marcado negativamente apenas pelas repentinas mudanças de tempo que aconteceram em muitas das músicas. Estas nem sempre funcionavam bem, interrompendo demasiadas vezes o ritmo que se instalava anteriormente em cada canção.

DIIV

Os DIIV de Zachary Cole Smith, uma banda certamente influenciada pelo shoegaze e dream pop dos Slowdive, cabeças de cartaz deste dia, tocaram músicas dos seus dois álbuns e estrearam também uma canção nova. Infelizmente, sofreram de um equilíbrio de som que deixou um bocado a desejar, mas foram muito divertidos e competentes. Foram sem dúvida a banda que esteve melhor nas pausas entre músicas, tendo demonstrado um excelente sentido de humor. Entre as músicas tocadas estiveram "Doused", "Under the Sun", "Bent (Roi's Song)" e "Wait".

Os …And You Will Know Us by the Trail of Dead vieram apresentar o seu álbum mais conceituado, Source Tags & Codes, de 2002. A banda tocou-o de uma ponta à outra antes de se ouvir "Will You Smile Again?", de Worlds Apart. Com malhas como "How Near How Far", "Relative Ways" e "Source Tags & Codes", a banda deu um dos concertos mais energéticos do festival. O público fez mosh e crowdsurfing e o baixista elogiou o festival. Ao longo do concerto, Conrad Keely e Jason Reece alternaram inúmeras vezes entre o papel de vocalista e guitarrista e o papel de baterista. Infelizmente, a performance vocal de Conrad foi decepcionante e impediu que algumas das melhores músicas estivessem ao nível das versões de estúdio. Tirando isso, a banda fez um bom trabalho e deve ter saído de palco com mais fãs do que anteriormente.

…And You Will Know Us by the Trail of Dead

Após um concerto excelente na edição de 2015, os Slowdive regressaram a Coura. Desta vez com um novo álbum, a banda deu um concerto estranhamente fraco para os seus standards. Esteve longe de ser mau, mas foi a primeira vez que não sai espantado de um concerto da banda britânica. Houve alguns feedbacks muito agudos ao longo do concerto, algo que não tinha visto acontecer, foi tocada a pior versão ao vivo que ouvi de "Souvlaki Space Station", houve alguns erros (o baterista, por exemplo, atrasou-se várias vezes) e as músicas novas "Slomo" e "No Longer Making Time" não mostram a banda no seu melhor. "Alison", como é habitual, também não foi tão boa como em Souvlaki. No entanto, "Golden Hair" soou quase tão bem como sempre (foi pena os feedbacks terem acontecido ainda nesta música) e "Star Roving" (a fazer lembrar DIIV), "Sugar for the Pill" e "When the Sun Hits" tiveram os seus bons momentos.

Após este concerto as primeiras filas ficaram livres, antes de encherem de novo com os fãs de Skepta. Bastante desenquadrado do resto do cartaz do festival, o artista de grime conquistou parte do público com a sua energia, os beats frenéticos e rítmicos das suas músicas e alguns hooks bastante catchy. Tudo corria normalmente até, a certa altura, sair do palco por o público estar a atirar objetos para cima do palco. Acabou por regressar após um aviso e lá ficar até ao fim da setlist. Entre os destaques estiveram "It Ain't Safe" e a icónica "Shutdown". Pela negativa, foi notável o exagero do uso de alguns samples (o DJ Maximum muito gosta do som de air horn) e a interrupção de várias músicas alguns segundos após o seu início para depois serem começadas de novo, o que não faz sentido nenhum.

Pussy Riot

Após este razoável concerto começou o after no palco secundário com Pussy Riot. Introduziram-se com um (exageradamente) longo vídeo a criticar o capitalismo e Putin antes de passarem uma música de hardbass. Já estava a ser uma performance muito confusa por esta altura, mas ao menos era também engraçada e divertida. O pior estava para vir, quando se começou a ouvir rap e pop extremamente fraco e banal. Não fiquei até ao fim. Para uma banda com uma personalidade tão forte, as Pussy Riot fazem música mesmo genérica. 

Texto: Rui Santos
Fotografia: Hugo Lima

+

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Cave Story editam "Punk Academics" dia 28 de setembro


Cave Story banda das Caldas da Rainha que se tornou um quarteto durante a tour de lançamento do seu primeiro LP, West (2016), voltam às edições. O segundo longa duração tem o título Punk Academics. Depois do primeiro single "Special Diners", é apresentada a faixa título de oito minutos "Punk Academics".

Punk Academics foi gravado pelos numa pequena casa no Oeste, dos Cave Story. Nasceu da materialização simbólica da "Punk Rock Academy" de que nos falou Atom & His Package no disco A Society of People Named Elihu
Ao longo do disco percorremos as lições do DIY, do punk, do hardcore. A sua edição está apontada para o final de Setembro pela Lovers & Lollypops

A apresentação ao vivo acontece dia 28 de setembro no Maus Hábitos, no Porto, concerto integrado no circuito Super Nova, que percorrerá o país, e na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, dia 29 do mesmo mês. Aqui estão listados todos os concertos da digressão:

28 de setembro – Maus Hábitos – Porto
29 de setembro - Galeria Zé dos Bois - Lisboa
13 de outubro – Arco 8 – São Miguel, Ponta Delgada
20 de outubro – Club Vila Real – Vila Real
10 de novembro – Carmo 81 – Viseu
24 de novembro – Salão Brazil – Coimbra
8 de dezembro – Stereogun – Leiria


+

Reportagem: Vodafone Paredes de Coura - 16 de agosto

Fleet Foxes

O segundo dia do festival contou com a primeira sessão Vozes na Escrita e os primeiros concertos no palco Jazz na Relva, localizado perto do rio e do campismo. A sessão de leitura esteve a cargo de António Zambujo, Manuela Azevedo e Sara Carinhas, enquanto que os concertos foram do duo viseense Galo Cant’às Duas e de S. Pedro. Todos eles contribuíram para uma agradável tarde soalheira.

Algum tempo depois, o recinto abriu e o primeiro concerto esteve a cargo dos portuenses Fugly. A banda levou ao palco secundário do festival as suas malhas garage e punk rock e o público já presente começou a dar tudo logo de tarde, chegando a haver um pequeno mosh pit e crowdsurfing. A banda, bem disposta e feliz por ter passado do lado do público para cima do palco, esteve em boa forma, mas desapontou-me com uma setlist na qual a maior parte das músicas eram bastante esquecíveis. Não os conhecia muito bem e não fiquei muito curioso em ouvir mais, apesar de terem acabado em grande com "Inside My Head". Foram prejudicados por um som de baixo muito mau, que tornava muito difícil perceber as notas que estavam a ser tocadas.


The Mystery Lights

Vi durante poucos minutos os também portugueses X-Wife antes de regressar ao palco secundário para o concerto de The Mystery Lights. Mais problemas, desta vez não com o som do baixo especificamente, fizeram o concerto começar mais de 10 minutos atrasado, mas este acabou por correr bem, tirando uma curta interrupção após as primeiras duas músicas devido aos referidos problemas técnicos. Foi mais uma dose de garage rock energético, desta vez com psicadelismos à mistura, com a banda a puxar pelo público e um som melhor equilibrado do que em Fugly. A banda americana tocou músicas novas e convidou a subir ao palco um boneco de um sapo de um membro do público, para o qual tocaram uma canção.


Shame

Ouviu-se depois o pós-punk dos britânicos Shame. Os autores de “Concrete” e “One Rizla” apresentaram estas e outras boas músicas do seu álbum de estreia Songs of Praise, para além de “Human for a Minute”, música nova que não desapontou. A banda elogiou Portugal e referiu a sua vinda ao Milhões de Festa, que caracterizaram como uma “pool party”. O vocalista fez crowdsurfing, a banda enganou-se um par de vezes e os fãs cantaram no que foi o primeiro concerto a destacar do dia.

De volta ao palco secundário, assisti ao concerto de Japanese Breakfast, o projeto da coreana Michelle Zauner. Os seus álbuns são preenchidos por um dream pop pouco original que nunca me cativou muito, mas fiquei surpreendido pela positiva com a sua atuação, que me entreteve mais do que esperava. Entre as melhores músicas estiveram “Till Death”, após a qual Michelle agradeceu ao público por “um perfeito primeiro concerto em Portugal”, “Dreams” (original dos Cranberries), e, a fechar o concerto, “Machinist”, com uma sonoridade synth pop que a diferenciou das canções anteriores. Pelo meio algumas músicas foram melhores e outras demasiado iguais entre elas, criando alguns momentos mais chatos. Houve tempo também para um bom momento onde Michelle falou sobre os seus poucos conhecimentos sobre a língua portuguesa. Aprendeu apenas três palavras, “batata” e outras duas que não chegaram a ser referidas. Certamente nenhuma delas tão importante como a que foi nomeada.


Surma

Já não tenho paciência para The Legendary Tigerman, portanto garanti que o seu concerto coincidia com a hora de jantar, após a qual foi possível ver um pouco da atuação de Surma. Foram poucas as músicas que pude ouvir, mas fiquei com pena porque os bonitos sintetizadores e voz da artista portuguesa, sozinha em palco e muito feliz e nervosa por estar a tocar em Paredes de Coura, conquistaram-me rapidamente. Não estava com grandes expetativas, mas saí do concerto com vontade de ver e ouvir mais, muito mais impressionado do que quando assisti a um concerto dela em 2016. Foi uma bonita sessão de pop eletrónico calmo e descontraído.

O melhor do dia (e do festival) chegou logo a seguir. Os Fleet Foxes subiram ao palco principal do festival e deram um concerto imaculado que nem os problemas de som conseguiram estragar. O som dos instrumentos estava muito melhor do que na maior parte dos outros concertos, no entanto o volume estava estranhamente baixo, algo que deve ter sido chato para quem estava nas filas mais atrás. O microfone de Robin Pecknold não pareceu ser o mais adequado ao timbre da sua voz, mas após duas músicas já estava habituado à sua sonoridade. Para além disso, o som falhou durante fracções de um segundo em duas ocasiões, mas após estes incidentes não houve novos problemas e o volume do som foi aumentado. A performance da banda foi excelente, a setlist igualmente boa. Foi um dos concertos mais bonitos que tive oportunidade de assistir neste festival e foi simplesmente incrível ouvir canções como “Ragged Wood”, "White Winter Hymnal", "Third of May / Ōdaigahara" e “Helplessness Blues”, esta última a marcar um grande final de concerto. A banda passou pelos seus vários discos e deu, na minha opinião, o melhor concerto do festival.


Jungle

Não é nada fácil suceder um concerto como o dos Fleet Foxes, mas os Jungle surpreenderam-me e fizeram um bom trabalho. Com um som muito bom, músicas dançáveis cheias de groove e um público conquistado pela sua sonoridade, a banda tocou “Time”, “Busy Earnin’” e outras canções bastante catchy de Jungle e For Ever (álbum que irá sair em setembro) numa atuação divertida e muito competente. Por vezes houve uma repetição exagerada entre a sonoridade e estrutura das canções, mas isso não impediu o concerto de ser bastante bom e uma excelente aposta para encerrar o palco principal neste segundo dia de festival. No entanto, para quem não foi embora após este concerto, o melhor do género ainda estava para vir.


Confidence Man

Os Jungle puseram muita gente a dançar, mas não me conquistaram da mesma forma que os Confidence Man. Deram sem dúvida o concerto mais divertido do festival. Ouviram-se inúmeras malhas de alternative dance e nu-disco sem interrupções, todas elas marcadas pelo excelente trabalho do baterista Clarence McGuffie, acompanhado por Reggie Goodchild nos sintetizadores. No entanto, as estrelas foram Janet Planet e Sugar Bones, o duo que cantou e dançou durante a maior parte do concerto e que não deixou o público parar. Com uma atitude espetacular, coreografias muito engraçadas, várias mudanças de vestuário, champagne e imensa energia, fizeram da sua performance a melhor num after deste festival. "Don't You Know I'm In a Band", "Boyfriend (Repeat)", "C.O.O.L. Party", "Bubblegum”, todas estas músicas são boas em estúdio, mas ao vivo não podiam resultar melhor. Um dos concertos mais marcantes a que assisti este ano, quem me dera que todas as noites acabassem assim.
Texto: Rui Santos
Fotografia: Hugo Lima

+

Acid Mothers Temple, James Holden e Midori Takada no último trimestre do gnration

O músico e produtor britânico James Holden, a redescoberta compositora e percussionista japonesa Midori Takada e os magos do rock psicadélico Acid Mothers Temple são alguns dos destaques para o último trimestre de 2018. Prodigioso artista visual francês Joanie Lemercier apresentará também uma nova instalação. 


Foi hoje divulgada a programação para o último trimestre do ano do gnration. A 4 de outubro, o programa para os últimos três meses de 2018 do centro cultural bracarense arrancará com os rock psicadélico dos japoneses Acid Mothers Temple. Com mais de duas décadas dedicadas ao improviso e uma discografia composta por mais de 100 edições, os Acid Mothers Temple foram fundados em 1995 pelo guitarrista Kawabata Makaboto. O regresso a Portugal marcará também uma nova formação no coletivo, com a estreia do vocalista Jyonson Tsu. Na mesma noite sobem também ao palco os bracarenses The Nancy Spungen X

O compositor alemão de música contemporânea Karlheinz Stockhausen será relembrado a 12 de outubro com a interpretação de algumas das suas peças. Telemusik e Kontakte vão ser levadas a palco pelo piano de Patrícia Martins, a percussão de Michael Pattmann e a eletrónica de Ricardo Guerreiro

Convidado a integrar o programa Scale Travels, iniciativa que alia arte e nanotecnologia, o gnration receberá o conceituado artista visual francês Joanie Lemercier, que apresentará na galeria INL uma nova instalação audiovisual. “Microscapes” resulta da residência artística levada a cabo este ano no INL – Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia. Estará patente para visita de 15 de outubro a 12 de janeiro e a entrada é gratuita. 

De 26 a 28 de outubro, o gnration receberá a oitava edição do SEMIBREVE, o festival dedicado ao melhor da música eletrónica e arte digital. Encarregue de fechar as noites do festival, pelo gnration vão passar Jlin, RP Boo, SØS Gunver Ryberg e DJ Stringray. Além de instalações artísticas patentes para o festival, o SEMIBREVE e o gnration, em parceria com a Bienal de Arte de Cerveira, apresentam a exposição “Uma perspetiva sobre a vídeo arte portuguesa – anos 80”, mostra que reúne em primeira-mão trabalhos recuperados de artistas portugueses da década de 80 na área do vídeo. 

O destaque maior do trimestre vai para um dos mais virtuosos nomes da música eletrónica atual. James Holden, produtor britânico de música eletrónica, regressa a Portugal a 8 de novembro depois de ter passado em agosto pelo festival de música eletrónica NEOPOP, em Viana do Castelo. À Blackbox do gnration, James Holden trará o mais recente disco The Animal Spirits, editado no ano transacto pela Border Community. Holden juntará em palco a banda que o acompanhada no disco, formada pela bateria do londrino Tom Page, o saxofone de Etienne Jaumet, a corneta de Marcus Hamblett, a cantora Liza Bec e o percussionista cósmico Lascelle Gordon. Outro nome a destacar na programação é o da japonesa Midori Takada. Aos 66 anos de idade, Midori Takada está nas bocas do mundo, muito por culpa do entusiasmo coletivo à volta dos seus primeiros discos e pelas consequentes reedições que surgiram após esse acontecimento. Em Braga, a compositora e percussionista apresentar-se-á em concerto na Capela Imaculada do Seminário Menor, uma capela de arquitetura moderna e um dos ex-libris da cidade. O concerto insere-se no ciclo gnration@, iniciativa que pretende dinamizar atividades culturais em locais emblemáticos de Braga e que levou já Lee Ranaldo a atuar num salão medieval do século XIV. O concerto realiza-se a 13 de novembro e o acesso é gratuito mediante apresentação de bilhete para outro espetáculo de música do mesmo trimestre. 



A 16 e 17 de novembro, o gnration voltará a receber mais uma edição do Festival Para Gente Sentada, a quarta consecutiva na cidade de Braga. O programa de concertos, que se divide entre Theatro Circo e gnration, será revelado em breve. Exímia violinista, figura central da cena musical independente de Montreal, Jessica Moss deu-se a conhecer com os A Silver Mt. Zion. Depois de uma apetitosa estreia com Pools of Light em 2017, Moss regressa aos discos um ano depois com Entanglement, novamente sob o selo da Constellation Records. Apresenta-o em Braga a 4 de dezembro. 

Na dança, a 7 de dezembro, o gnration receberá “EXI(s)T(s)”, o novo trabalho da coreógrafa e performer portuguesa Mariana Tengner Barros. Uma semana depois, o coreógrafo Flávio Rodrigues desenvolverá uma residência artística no laboratório transdisciplinar Guelra. O resultado final da residência artística será apresentado publicamente a 14 de dezembro. 

A fechar a programação, dia 15 de dezembro, o gnration receberá o OCUPA, perspetiva sobre a música eletrónica e arte digital em Braga. Para a sua terceira edição o OCUPA abre a porta a um convidado internacional, o britânico Roly Porter. Outrora parte integrante do pioneiro duo Vex’d, Roly Porter arrecadou críticas muito positivas por parte da imprensa especializada com o lançamento de Third Law, o mais recente disco editado pela Tri Angle em 2016. Do programa consta ainda uma encomenda conjunta aos bracarenses David Machado, Dora Vieira e Tundra Fault, com visuais por Distorted Vision, e a apresentação final do Clube de Inverno, este ano liderado pela editora portuense Crónica. Também novidade será um programa de conversas sobre a relação entre tecnologia, arte e performance, com a participação de artistas e académicos. 

Os bilhetes para o trimestre podem já ser adquiridos em https://gnration.bol.pt, balcão gnration e locais habituais.


+

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Suuns, Linn da Quebrada e Allen Halloween na rentrée do Maus Hábitos

The Fresh & Onlys, Suuns, Linn da Quebrada, Allen Halloween e Lia Mice passam no Porto até Novembro.


Já são conhecidos os primeiros nomes que irão integrar a programação musical dos próximos três meses do Maus Hábitos, no Porto. O calendário de concertos arranca já no próximo dia 13 de setembro com a aguardada estreia dos The Fresh & Onlys. O coletivo natural de São Francisco apresenta-se finalmente em Portugal com Wolf Lie Down, o mais recente disco da banda de Tim Cohen editado via Sinderly. Na mesma semana, dia 12, os britânicos Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs regressam ao nosso país para incendiar a sala do Maus Hábitos, um dia depois de atuarem ao lado dos No Age na ZDB. Ainda em Setembro (dia 6), a estreia dos mexicanos Tajak, que passam também pelo Milhões de Festa (dia 9). A fechar o mês, ainda com data por anunciar, o one man carnival Mr. Vast, alter-ego para Henry Sargeant, apresenta-se no Porto para uma performance única.

O mês de outubro estará marcado pelo aguardado regresso de Linn da Quebrada (na foto), que incendiou o prado de Serralves no passado mês de junho.  Nome da frente da cena trans e feminista do Brasil,  Linn da Quebrada destacou-se desde cedo na produção musical com o lançamento de diversos singles, seguindo-se Pajubá, o disco que serviu de passaporte para a sua primeira tour europeia. As suas letras aguçadas e diretas servem como espaço de luta pela quebra de paradigmas sexuais, de género e corpo. O regresso ao Porto faz-se no dia 5 de outubro.

Outubro será também o mês de receber os canadianos Suuns, que adicionam nova data ao já anunciado concerto em Leiria (dia 31 no Stereogun). Crescidos por entre o free jazz, a no wave, o IDM e o krautrock, o quinteto de Vancouver tem vindo a desenhar uma discografia que é, em grande medida, um estudo de contrapontos entre as suas diversas influências. Felt, o novo disco editado no arranque de 2018 pela Secretly Canadian, marca uma abordagem mais solta e menos cerebral que os anteriores registos que poderá ser comprovado in loco  no dia 30 de outubro. 


No dia 25 do mesmo mês, um dos mais prolíficos produtores no universo da música extrema regressa ao famoso quarto andar. Sob o moniker Author & Punisher, Tristan Shone, ex-engenheiro mecânico, explora os caminhos da música de peso fora da instrumentação tradicional, aplicando o seu conhecimento na criação de máquinas de precisão que abrem novos espaços ao doom e à música industrial. 

Ao longo do mês de Outubro, o Maus Hábitos será ainda um dos espaços do Queer Porto - Festival Internacional de Cinema Queer. Entre 10 e 13 de Outubro haverá cinema, dj sets e performances a completar a competição desta segunda edição do festival. 

Da escola de nomes como Laurel Halo, Container ou Aïsha Devi, Lia Mice tem vindo a ser coroada com o título de “uma das vozes pioneiras da pop experimental”. Dj residente nas Electrolights AV, uma das residências mensais da londrina Rye Wax, os seus live sets incorporam instrumentos desenhados à medida e sampling de voz ao vivo. A vinda a Portugal, marcada para dia 22 de Novembro, serve para mostrar The Sampler As A Time Machine

No plano nacional, em Setembro é dado o pontapé de saída para mais um circuito Super Nova, o festival itinerante que tem vindo a unir salas de norte a sul do país. Nesta nova ronda de concertos em tour partilharão palco Baleia Baleia Baleia, Fugly e Cave Story. A primeira sessão, no Maus Hábitos, acontece a 28 de Setembro, com programação paralela de debates e dj set Lovers & Lollypops. Em outubro, dia 4, a música nacional faz-se com o rapper Allen Halloween e com mais um episódio da residência da editora Enchufada, a 27 de Outubro. 

Pelo Maus Hábitos passarão ainda Sneers (2 de Outubro), Bike (3 de Outubro), Signor Benedick The Moor (8 de Novembro) e Paul Jaccobs (15 de Novembro). 



+

The Lemon Lovers apresentam novo single "half blind"


The Lemon Lovers são uma dupla portuense de rock alternativo formada por João Pedro Silva e Victor Butuc. Editaram o seu álbum de estreia Loud, Sexy & Rude em 2015, seguindo-se um ano depois Watching The Dancers, ambos gravados em fita analógica.

Este ano apresentaram ao mundo o tema “Half Blind”, solto e sem aviso, numa altura em que a banda já sentia saudades do estúdio, depois de uma tour europeia de Inverno com 31 concertos, numa data de países. A banda passou também este verão pelo Festival Bons Sons e pelo Festival Sobe à Vila, inserido no Vodafone Paredes de Coura.

 

+

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Novas edições do NOISE A GO-GO acontecem em setembro


As NOISE A GO-GO regressam no próximo mês de setembro com duas novas edições, no Porto e Lisboa, com SETE STAR SEPTBrutal Blues a encabeçarem as experiências audiovisuais nas duas cidades. Ao todo são quatro as performances musicais que invadem as grandes metrópoles nacionais para uma noite onde géneros como o grindcore e grindnoise soarão forte. A 16 de setembro, no Porto, mais precisamente no Café Au LaitSETE STAR SEPTBrutal Blues far-se-ão acompanhar por Pedro Sousa e Gekiga Warlord. Já em Lisboa, a 17 de setembro no Disgraça, juntam-se a Gorgasmico Pornoblastoma e Violent Pup. 


Ambas as edições da NOISE A GO-GO no Porto e Lisboa têm início marcado para as 19h00. As entradas para os concertos no Café Au Lait, Porto, têm um preço de 5€ (informações adicionais aqui) e para o Disgraça (Lisboa) situam-se entre os 3€ e os 5€ (informações adicionais aqui).


+

terça-feira, 21 de agosto de 2018

STREAM: Never Use After Midnight - Monster Blaster


Never Use After Midnight é o projeto do francês Nicolas Réveillaud, produtor, DJ e compositor parisiense. No final de junho editou em formato LP e digital o seu EP de estreia, Monster Blaster, com o selo da Johnkôôl Records. Composto por cinco faixas, Monster Blaster é totalmente direcionado para as pistas de danças, apostando numa sonoridade onde está bem patente o french house tão característico dos Daft Punk e Justice. É normal que também nos surja na mente a banda sonora do videojogo Hotline Miami. O principal destaque de Monster Blaster vai mesmo para "La Nuit", single com direito a trabalho audiovisual (em baixo).


Podem ouvir na íntegra Monster Blaster, disponível no Bandcamp do artista.

+

Milhões de Festa 2018 apresenta cartaz final


A 11ª edição do Milhões de Festa já tem o seu cartaz encerrado. Hoje foram anunciados cinco novas entradas para o painel de nomes confirmados: Peter Gabriel Duo, Decibélicas, Phantom Chips, Sereias e DJ Lynce

Além destas confirmações foram também anunciadas a continuação da parceria com o SWR Barroselas Metalfest, dedicada à mostra de bandas nos espectros mais pesados da música, assumida aqui pelos concertos de Nashgul, Greengo, Pé Roto e Ell Granada, assim como a estreia da curadoria da Fat Out, colectivo de criação de Manchester responsável por algumas das mais turbulentas, intensas e obscuras festas da cidade. Ao Milhões, trazem a Festa da Abelha Gorda, uma celebração em que o mote é “to bee yourself” com a ajuda de muito glitter e das actuações de Croww, Marilyn Misandry, GSY!PA, Hajahh e do Queen Bee Supergroup

A programação do Milhões contará também com um plano de festas em modo dança: Aeróbica, a festa que tem vindo a marcar a diferença nas noites portuenses, garantia de total diversão e transpiração. A fechar o festival, o palco Taina transforma-se numa Silent Disco, com as actuações a serem transmitidas directamente para os headphones cedidos pela parceira Red Bull.

A cidade será ela também um dos palco do festival. Vaiapraia e As Rainhas do Baile, The Evil Usses, Johnny Hooker e Ensemble Insano são as bandas que, entre sexta e domingo, vão actuar em diferentes espaços de Barcelos.

O festival minhoto regressa entre 6 e 9 de Setembro com muita música para ouvir e descobrir, sendo os principais destaques Electric Wizard, Squarepusher, Os Tubarões, Mouse on Mars, The Heliocentrics, Circle The Bug feat. Miss Red. Os bilhetes já estão à venda na bilheteira online e nos locais habituais por €60 (passe geral) e €20 (diário). A programação diária está disponível aqui

+

STREAM: Sasha Darko - GENESIS


Sasha Darko - alter-ego do produtor, escritor e programador de videojogos russo Alexander Kibanov - cuja sonoridade se situa entre os campos da música dark synth, witch house e industrial, editou este mês o seu mais recente disco de estúdio, GENESIS, que chega à prateleiras um ano depois de DOOMΞD (2017). Lançado inicialmente como um álbum gratuito para quem comprasse o jogo de terror da SEGASacred Line Genesis, em fevereiro de 2018, GENESIS pode agora ser comprado em formato digital e reproduzido na íntegra, abaixo.

Alexander Kibanov apresenta-se como produtor multigénero tendo, desde 2007,  produzido mais de 150 lançamentos a solo através de outros elementos identificativos e, ainda, colaborado com artistas tão diversos como Kenji Siratori, Hiroshi Hasegawa, GX Jupitter-Larsen, Komissar Hjuler / Mama Baer, Cisfinitum, Gorgonized Dorks e TLASILA (Tom Smith + Thurston Moore + Don Fleming). Com Sasha Darko, neste GENESIS, Alexander Kibanov mostra que estéticas musicais não são suficientes para criar um limite à sua exploração. Uma dose curta de ambiente obscuro para fãs de Perturbator, Igorrr ou The Black Archer

GENESIS foi editado no passado dia 17 de outubro em formato self-release.


+

Reportagem: Vodafone Paredes de Coura - 11 a 15 de agosto


Na sua 26ª edição, o Vodafone Paredes de Coura regressou para mais uma semana de diversão e música com todo o espírito e ambiente que também rodeou a praia fluvial do Taboão nos últimos anos. Desta vez com apenas um dia esgotado (sábado, dia de Arcade Fire) o festival começou, como já era de esperar, na vila.

De dia 11 a 14 de agosto o festival teve a programação Sobe à Vila, que levou uma grande quantidade de festivaleiros ao centro de Paredes de Coura para assistir a diversos concertos e dj sets, ou apenas para conviver por lá. Do que foi possível assistir destacou-se o concerto de Deixem o Pimba em Paz (com Bruno Nogueira e Manuela Azevedo a tocar músicas pimba com arranjos jazz e pop) e o dj set de Legendary Tigerman, no qual Paulo Furtado tanto passou músicas de Iggy Pop, The B-52's, Motörhead e Jimi Hendrix como  de Britney Spears e Boogarins. Estes dois na noite de sábado 14 de agosto, um dia após os desinteressantes concerto de Chinaskee & os Camponeses e dj set de Cumbadélica, que tiveram entre si um concerto de The Black Wizards que me deixou curioso, mas desapontado. É uma banda que certamente funciona melhor num contexto diferente.

Linda Martini

Quarta-feira abriu o recinto e começou o festival. Num dia com menos concertos que os seguintes, com o palco secundário a abrir apenas no after, cheguei ao recinto durante a atuação de Marlon Williams, cantautor cuja sonoridade que passa pelo folk e country. Pode não ter conseguido levantar do relvado a maior parte do seu público, mas o autor de "Nobody Gets What They Want Anymore" deu um concerto agradável, apesar de algo banal. Destaco a sua boa voz e performance vocal e o entusiasmo do público em alguns momentos, que deu a entender que os seus maiores fãs presentes ficaram agradados.

Seguiu-se o regresso dos Linda Martini ao festival, desta vez com o disco homónimo lançado este ano. O sucessor do decepcionante Sirumba foi um regresso a uma boa forma por parte do quarteto português, mas esta diferença entre o melhor e o pior que esta banda alcança foi o que prejudicou aquele que foi, no geral, um bom concerto. A banda começou de forma bastante energética com o single "Gravidade", com o som do baixo a não se ouvir muito bem, devido a um dos vários desequilíbrios de volume que ocorreram ao longo do concerto (e do festival). Pouco depois tocaram a também nova "Boca de Sal", uma bela malha com riffs muito bons e ritmos e dinâmicas muito interessantes, tal como outros que se ouviram no concerto. A setlist contou também com, entre outras canções, "Panteão", "Mulher a Dias", "Putos Bons", "Amor Combate" e uma "100 Metros Sereia" que soou algo estranha (o público a bater palmas fora de tempo também não ajudou). Um concerto que podia ter sido bem melhor, especialmente se não sofresse pelos já referidos desequilíbrios do som, mas que cativou grande parte do público e teve os seus momentos bem positivos.

King Gizzard & the Lizard Wizard

Foi depois a vez dos King Gizzard & the Lizard Wizard voltarem também a este festival. Podem ser australianos, mas pelas vezes que já os vi ao vivo até parece que são portugueses. A banda lançou só no ano passado 5 álbuns diferentes, todos eles contendo a sua sonoridade característica, mas com algumas variações. Flying Microtonal Banana é marcado pelo uso de instrumentos que tocam microtons, Murder of the Universe é um álbum conceptual com uma história e várias narrações por cima de instrumentais, Sketches of Brunswick East tem um som muito jazzy e Polygondwanaland é bastante marcado por referências de rock progressivo. Estas variações todas da fórmula dos King Gizzard, em conjunto com músicas anteriores, como "Cellophane" e "Robot Stop", fizeram deste concerto o melhor deste primeiro dia. Uma dose de rock psicadélico e garage rock de qualidade, por vezes ritmicamente complexo, repetitivo e com características de krautrock acompanhado de vídeos muitas vezes retro ou psicadélicos a serem projetados atrás da banda. Houve imenso mosh, mas muito menos pó do que antigamente, pois nesta edição foi finalmente colocado um tapete a ocupar as primeiras filas. Uma mudança simples, mas muito importante.

The Blaze

Para fechar o palco principal o festival apostou na estreia dos franceses The Blaze. Apresentaram-se com um setup em palco original, com ecrãs com vídeos a tapar o duo no início e fim do concerto e com bom uso de luzes. Infelizmente, musicalmente foram bem mais aborrecidos, levando a Coura um house simples e nada memorável, com percussão básica, sintetizadores aborrecidos e vozes alteradas digitalmente.

Logo depois, no palco secundário, o português Conan Osiris, com o seu estilo musical bastante particular, apresentou músicas já conhecidas e outras novas. Em palco, em conjunto com um dançarino, cantou por cima dos seus beats e puxou pelo público. É um artista do qual não sou fã, mas que já foi muito elogiado noutro artigo nosso. Gera opiniões muito variadas e extremas pelos seus ouvintes e só há uma maneira de descobrir se vão gostar ou não dele. Dêem-lhe uma oportunidade e talvez tenham uma experiência mais positiva que a minha. A culpa não é tua, Conan, eu é que sou borrego.

Texto: Rui Santos
Fotografia: Hugo Lima

+

EDP Vilar de Mouros - É já daqui a 2 dias


A meros 2 dias do começo do EDP Vilar de Mouros urge fazer umas últimas audições às bandas que vão passar pela edição de 2018 do festival mais antigo de Portugal. Se na semana passada recomendámos Peter Murphy 40 years of Bauhaus celebration featuring David J, Human League e Editors, esta semana a história é outra.


Public Image Ltd. - 23 de agosto

Os Public Image Ltd. (PiL), banda co-fundada por John Lydon aka Johnny Rotten após o fim dos Sex Pistols em 1978 e um dos motores fundamentais do post-punk, voltam ao país cinco anos após um concerto na Casa da Música, no Porto, para mostrar as canções de What the World Needs Now..., álbum editado em 2015. Apesar dos seus últimos trabalhos adotarem uma postura mais dançante e orientada para a pop, esperam-se poder ouvir clássicos do seu álbum de estreia Public Image: First Issue (1978), mas principalmente do mítico Metal Box (1979), onde as linhas de baixo completamente hipnotizantes de Jah Wobble se misturam com os experimentalismo da guitarra de Keith Leven e com os vocais sombrios de Lydon.



John Cale - 25 de agosto

John Cale é um compositor e músico galês a que ninguém pode ficar indiferente. Um dos fundadores de The Velvet Underground e responsável pelo cariz experimental da banda (saiu em 1968 após 4 anos), Cale conta com uma longa carreira a solo que se estende há mais de cinco décadas pelo rock mais avant-garde, como também pela música mais clássica e eletrónica. Durante os seus mais de 50 anos de carreira John Cale editou 16 álbuns a solo, dos quais mais se destacam Paris 1919 (1973) e Fear (1974), e colaborou com inúmeros artistas como por exemplo Nick Drake, Brian Eno, Happy Mondays e Terry RileyRegressa a Portugal 6 anos após o seu último concerto por terras lusitanas, período durante o qual lançou o disco M-FANS.



dEUS - 25 de agosto

No dia 25 de agosto terá lugar a estreia de dEUS no festival minhoto. A banda belga que adora Portugal é comandada por Tom Barman e foi responsável por muitos momentos de dança ao som de alguns dos álbuns mais icónicos do rock alternativo e experimental dos anos 90, entre os quais se inserem Worst Case Scenario (1994), In a Bar, Under the Sea (1996) e The Ideal Crash (1999). É esperada uma viagem pela longa discografia da banda que conta com quase 30 anos de carreira, sobretudo por “Suds & Soda”, "Quatre Mains" e "Nothing Really Ends".



O festival que se realiza de 23 a 25 de agosto conta também no seu cartaz com nomes como The Pretenders, Incubus, James, Crystal Fighters, entre outros. O passe geral tem o preço de 70€, enquanto os bilhetes diários custam 35€. Os bilhetes podem ser aqui adquiridos.

+

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Dear Deer anunciam novo disco, Chew-Chew


Depois de nos terem brindado com uma atuação poderosa na oitava edição do festival gótico Entremuralhas, em apresentação do seu álbum de estreia Oh My... (2016), a dupla francesa Dear Deer vai regressar este ano aos discos com Chew-Chew, o segundo trabalho de estúdio que chega às prateleiras este outono. O novo disco segue ainda sem nenhum tema de avanço, mas contará com algumas faixas que a banda apresentou em Leiria, nomeadamente "Jog Chat Work & Gula-Gula".

Os Dear Deer formaram-se em 2015 e são compostos por Federico Lovino (Popoi Sdioh) e Sabatel (Cheshire Cat). A sonoridade da banda conjuga elementos do post-punk, noise, no-wave e algum charme da música disco, garantindo-lhes uma aura marcante e igualmente sensual. Em apresentação deste novo trabalho a banda tem um concerto agendado na Maison Folie Wazemmes em Lille (França) que contará com convidados. As informações adicionais podem ser encontradas aqui.

Chew-Chew tem data de lançamento prevista para 11 de outubro pelos selos Manic Depression Records e Swiss Dark Nights.

Chew-Chew Tracklist:

01. Nadia Comaneci
02. Dogflight
03. Jog Chat Work & Gula-Gula
04. Deadline
05. Earworm (feat.Loto Ball)
06. Stracila
07. Disco-Discord
08. Ozozooz
09. Thanatomorphosis

+