sábado, 8 de setembro de 2018

HOLYGRAM apresentam "Signals", primeiro avanço de Modern Cults

© Christian Keinstar

Depois de terem lançado um dos melhores EP's de post-punk em 2016, o quinteto alemão HOLYGRAM está de regresso às edições com o muito aguardado Modern Cults, o LP de estreia da banda alemã que chega às prateleiras no outono. O anúncio deste novo trabalho tinha já sido avançado no passado mês de agosto sendo que esta semana chegou o primeiro tema de apresentação do disco, intitulado "Signals" - tema que já estava a ser apresentado pela banda nos concertos ao vivo - e que segue abaixo em formato audiovisual.




Modern Cults tem data de lançamento prevista para 9 de novembro pelos selos Synthetic Symphony/Oblivion da SPV GmbH (Europa) e Cleopatra Records (EUA). Podem fazer pre-order do disco aqui.

Modern Cults Tracklist:

01. Into The Void 
02. Modern Cults 
03. A Faction 
04. Signals 
05. Dead Channel Skies 
06. Hideaway 
07. Still There 
08. Odd Neighbourhood 
09. She's Like The Sun 
10. Distant Light 
11. 1997

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Fotogaleria: Tajak [Maus Hábitos, Porto]


Foi na passada quinta-feira (dia 6 de setembro) que os Tajak se estrearam em Portugal pela mão da Floc de Neu Booking, com um concerto nos Maus Hábitos, no Porto. Com uma sonoridade que funde o desert rock, o psych rock e o shoegaze, o trio mexicano cujo nome deriva da palavra esqueleto no dialeto dos kiliwas (um povo ameríndio do norte da Baixa Califórnia) apresenta-se como uma das pérolas do underground mexicano. Fãs confessos dos Can, Stooges e dos Jesus and Mary Chain, os Tajak lançaram no ano transacto o seu segundo LP, Amsterdam 211.



À data do lançamento deste artigo, os Tajak encontram-se em Portugal e mesmo no início da sua digressão europeia (link para o cartaz da digressão AQUI). Por isso, se ainda tiverem oportunidade, fica aqui o apelo para que aproveitem a oportunidade de os verem ao vivo. 


Tajak [Maus Hábitos, Porto]

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STREAM: Slovenska Televiza - Documento


Os Slovenska Televiza editam hoje o seu primeiro EP de carreira, Documento que viu ainda esta semana ser apresentado o primeiro tema de avanço, "Es el Ordenador" em formato audiovisual. A banda que começou através de uma ideia aparentemente absurda (que pode ser lida aqui), acabou por se tornar na nova expressão artística de vanguarda de Wladyslaw Trejo e Lunademayo, os dois membros do projeto de eletrónica minimal que se divide entre Valladolid e Barcelona.

Com este novo Documento, os Slovenska Televiza mostram aquele disco que vocês querem ouvir nas pistas de dança mais underground. Documento é um EP da nova vaga da coldwave, dreamwave, retrowave, minimal, tudo assim, espelhado ao longo de cinco músicas que se apresentam integralmente coesas e bem construídas. Além do tema de apresentação, "Es el Ordenador" recomenda-se ainda a audição de faixas como "Invierno en Agosto", a batcave-ish "Muskiz" e a excelente balada de despedida, "Slovenska Televiza". Ora confirmem por vós, abaixo.

Documento é editado esta sexta-feira, 7 de setembro pelo selo Peripheral Minimal.


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Reportagem: The Black Angels + Ron Gallo [Hard Club, Porto]


Foi na passada terça-feira (dia 4 de setembro) que os Black Angels regressaram ao nosso país para um concerto em nome individual no Hard Club (o qual contou com as honras de Ron Gallo e da sua banda a abrir as hostes e com o espetáculo visual de The Mustachio Light Show). Desta vez pela mão da Everything is New, este concerto marca a terceira visita dos Black Angels a terras lusas — a primeira foi na primeira edição do Reverence Valada e a segunda foi na edição do ano passado do NOS Primavera Sound — e a sua primeira vez em sala em Portugal. O percurso da banda de Austin começou em 2004 mas foi em 2006 com o lançamento do LP Passover que eles começaram a ganhar a atenção das massas. Atualmente uma das bandas de culto do movimento Psych Rock, o quinteto lançou no ano passado o LP Death Song, homenageando uma vez mais os Velvet Underground (o nome dos Black Angels deriva do tema “The Black Angel’s Death Song” dos Velvet Underground e o seu logótipo é composto por uma fotografia da Nico).

Como seria de esperar, Black Angels revisitaram alguns dos seus temas clássicos — abriram com a “Bad Vibrations”, tocaram a “Black Grease” e acabaram com a “Young Men Dead” — num concerto que tinha como mote a apresentação de Death Song ao vivo. E Death Song será talvez o trabalho mais político dos Black Angels até à data, tecendo críticas ao capitalismo no tema “Currency” e denunciando as mentiras por detrás das promessas de paz após fazer a guerra em “I’d Kill For Her”. “Comanche Moon” homenageia os conterrâneos 13th Floor Elevators ao mesmo tempo que reflecte sobre os danos causados à comunidade nativa dos EUA. “Half Believing” pode tanto ser um discurso sobre a desconfiança inter-conjugal como também um reflexo sobre a desconfiança no governo, outrora um símbolo-mor da idoneidade e justiça.


Antes deste Death Song, não via nos Black Angels uma banda de statements políticos. Eles sempre reclamaram para si próprios o espaço da paranóia e da incerteza, é certo. Mas até agora, nunca tinham dirigido esses sentimentos para um plano mais palpável. Na cultura nativa norte-americana é costume compor uma canção da morte para ser entoada em alturas de perigo e na hora da própria morte, para encorajar o espírito para as provações e mudanças que se adivinham. Por isso, mais do que uma homenagem aos Velvet Underground, este é um período de mudança para os Black Angels, que sentem o perigo no horizonte. E que perigos são esses? A administração Trump? As guerras sem fim no horizonte? O complexo industrial-militar? Escolham vocês. Todos eles são bem reais. 


The Black Angels + Ron Gallo [Hard Club, Porto]

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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

This Will Destroy You anunciam New Others Part One


Os This Will Destroy You vão editar o seu novo álbum New Others Part One no final deste mês. O grupo americano de post-rock contou pela primeira vez com o baterista Robi Gonzalez nas sessões de gravação e com John Congleton como responsável pela produção e mistura.

New Others Part One tem lançamento marcado para 28 de setembro pela Dark Operative e em baixo podem ouvir o tema "Go Away Closer", último tema do disco e que não foge à sonoridade a que o grupo já nos habituou ao deambular por passagens mais melódicas, com grande presença de piano, mas também por secções mais pesadas.





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O semestre escaldante da Tago Mago

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Não há muito tempo atrás, o panorama cultural de Aveiro - principalmente em termos de música - padecia em comparação com outras cidades que tinham mais oferta nesse campo, como Leiria, Barcelos ou Évora. No entanto, nos últimos tempos este cenário sofreu uma reviravolta substancial, com um conjunto de locais como o Mercado Negro, a VIC // Aveiro Arts House, o Teatro Aveirense ou o GrETUA (onde tudo começou com o one-day festival Aveiroshima), a trazerem uma panóplia de alternativas que passam pelos vários géneros, e de diferentes origens, num esforço para trazer a tão necessitada variedade à cena de Aveiro.

Estivemos à conversa com uma das pessoas que possibilitou essa onda de mudança que foi nada menos que Luís Masquete, original de Barcelos e mais conhecido como baixista da banda Killimanjaro, que naturalmente já conta com alguma pedalada nestas andanças e como tal decidiu aplicar essa experiência a uma região que carecia de tal. Um dos passos fulcrais para esse fim foi a criação da promotora Tago Mago, que está prestes a comemorar o seu primeiro ano de existência em Outubro e que, mesmo celebrando, tem um semestre recheado dos mais variados concertos.

Masquete descreve os primeiros passos da Tago Mago, que começou com um concerto do duo francês The Twin Stoners na sala de concertos do Mercado Negro, como uma evolução espontânea e natural, "sem compromisso", revela. "Eu estou em Aveiro há 3 anos e sentia que a cidade não estava representada a nível de eventos e/ou concertos. Mas depois surgiu o Aveiroshima, lembro-me bem, e estavam cerca de 80 pessoas na 1ª edição. Eu conhecia boa parte das bandas (salvo seja) mas ver 80 pessoas a ir a um festival destes superou as minhas expectativas, sinceramente. Depois conheci a VIC onde, curiosamente, hoje vivo e trabalho. Aprendi a absorver diferentes tipos de concertos/performances ali e, mesmo sendo a minha casa, não vejo necessidade nenhuma de programar concertos. Está tudo certo ali, só falta encher a sala com mais putos da minha idade. Mas estes exemplos foram, de uma forma descomprometida, a prova de que era possível fazer este tipo de coisas em Aveiro. É possível em todo o lado." A partir daí, as iniciativas com essa chancela passaram a ser mais regulares, trazendo não só bandas portuguesas à procura do seu lugar ao sol, mas também outras bandas internacionais que criam burburinho na cena underground.


Soft Grid, no Mercado Negro

Numa fase posterior, Masquete começou a ser encarregue da produção musical do Grupo Experimental de Teatro Universitário de Aveiro - ou GrETUA para os amigos - e a partir daí, começou-se a instalar lá uma dicotomia entre os concertos "que não vinham a Aveiro", nas suas palavras, e o Teatro que sempre teve a marca de excelência desde a integração do encenador Bruno dos Reis. Foi aqui, tal como como florescer de outros espaços e iniciativas, que a aposta nos valores emergentes da cena internacional começou a ter ser algo mais bem recebido em Aveiro, trazendo pela sua mão artistas como o cantautor francês Raoul Vignal, as brasileiras Rakta ou o duo espanhol Northwest. A par deste crescimento, também uma parceira próxima com a promotora local Covil ou a paulatina imersão na pluridisciplinaridade da VIC "permitiram um conjunto de iniciativas onde todas têm dono, mas também um bocado do esforço de toda a gente", refere Masquete, ao que acrescenta "se calhar depois disto vou ao Avenida beber um copo e marcar um concerto. No ano passado estaria a ir ao Mercado Negro, ainda virgem de concertos, falar com o Hugo Pereira da Covil sobre a possibilidade de fazermos um único concerto. Hoje, o gajo acaba de abrir a 2ª maior sala de espetáculos da cidade e vou lá beber um fino. Estamos a viver uma fase muito gira aqui (risos)".

Eventualmente, os primeiros passos para estas iniciativas da Tago Mago se descentralizarem de Aveiro começaram com a curadoria do mini festival Kola Moka, em Estarreja, que acabou por ser o primeiro passo de muitos para "fugir de Aveiro", brinca Masquete. "Pá, há 10 anos que existem putos como eu nas outras cidades, que querem ver certas coisas a acontecer na sua terra. Não quer dizer que antes não havia, mas talvez eram bandas, contextos ou sei lá o quê diferentes do que estou a falar. O Nuno Sina (organizador do Kola Moka) ia aos meus concertos e havia uma convergência no que toca a bandas do stoner, 70's e do rock psicadélico. Foi apenas uma questão de copos e a verdade é que depois de algumas boas experiências, vêm aí as duas melhores edições de sempre, que os fãs destes estilos iriam curtir em qualquer cidade deste país".

A partir daí, começaram-se a planear produções um pouco por todo o país e até em Espanha, provando que nunca foram de se limitar a uma perspectiva local ou regional. A abordagem, diz-nos, "é tipo os clubes de futebol que se prezam", brinca. Na hora de contratar talentos, não se coíbem de sair da bolha eurocêntrica, procurando promessas nas Américas, em África e na Ásia, como os ugandenses pregadores do afrofuturism Nihiloxica, que vieram a Portugal pela mão da Tago Mago. "Crescer em Barcelos e rodeado pelo contexto do Milhões de Festa ou da Lovers & Lollypops (editora e promotora do Porto que tem os Killlimanjaro no catálogo) deu-me um pouco este vício de estar sempre a ouvir música, descobrir bandas ou ler sobre o que se vai fazendo por aí. Os Nihiloxica foram um exemplo desses e, sabendo que vinham à Europa, foi mandar uns mails, safar uma carrinha e fazer umas contas. Marcar tours é bastante mais complicado do que simplesmente descobrir uma banda antes de todos os outros, mas estamos a aprender".

A aprender também estão os Cosmic Mass, uma das promessas do garage/psych rock em Portugal, se bem que Masquete não estava a contar das origens aveirenses da banda, "mas não era por maldade", ri-se. Certo é que o quarteto se tornou na primeira banda sob alçada da Tago Mago, com concertos regulares num curto espaço de tempo e que os levou a festivais como À Porta em Leiria ou a partilhar palco com bandas como os alemães Mother Engine. "Curto bué a banda e o preconceito com eles serem de Aveiro prende-se com a minha mania de achar que conheço toda a gente que curte ou faz música. Não os conhecia, eles pediram ao Valentim [do GrETUA] para me mostrar a maqueta e pensei 'foda-se, isto soa a Killimanjaro com Stone Dead! E são daqui de Aveiro!'. O espanto cedo se transformou em concertos, com a ideia de "pô-los a tocar o máximo e melhor possível" antes do lançamento do disco de estreia, marcado para o Outono.



Neste momento, a Tago Mago demonstra não ter intenções nenhumas de abrandar tão cedo. Com o seu aniversário à porta, o próximo mês promete ser o arranque de uma reentré em grande, começando esta semana com o concerto dos mexicanos Tajak no Mercado Negro já esta sexta (dia 7), e o regresso dos concertos no GrETUA, cuja programação ainda não foi anunciada mas que "tem muitas coisas que me dão um prazer enorme poder fazer". Em outubro, nas tais festividades de aniversário, Masquete diz estar a fazer "uma festa cigana do rock" numa celebração que diz alastrar-se durante um mês que seria sempre especial: "Em outubro o GrETUA volta a receber uma peça de teatro, o que mesmo a mim que quero sempre fazer concertos, me deixa perdidamente ansioso. E depois os Cosmic Mass lançam o 1º disco, o que também me deixa ansioso (risos)".

Mas o mês não se fica por aqui. Novamente a desviar o foco do eurocentrismo, a tour da banda taiwanesa Sunset Rollercoaster que se prepara para a estreia depois de uma breve estadia na América. "O sudeste asiático tem ganho uma dinâmica interregional bastante própria, com bandas que saltam entre Singapura, Japão e Taiwan e volta e meia vão ali aos EUA antes de, posteriormente, vir à Europa. Os Sunset Rollercoaster soam-me a um Connan Mockasin reinventado e foi uma questão de aproveitar o tal salto que vão dar aos EUA para os trazer cá." Uma bela descoberta que inicia um mês que culmina com a estreia dos brasileiros Boogarins em Aveiro, "um sonho antigo" que chega a 21 de outubro ao novíssimo Avenida Café-Concerto.


Em novembro, haverá nova edição do Kola Moka, desta feita com o novo formato de dois dias, e mais uma descoberta em formato de tour com os alemães Sea Moya e a vinda dos espanhóis Mujeres ao Mercado Negro, "um espaço vital para as bandas emergentes"- diz-nos. "O Mercado Negro recebeu uma avalanche de concertos neste último ano, quer venham de parte da Tago Mago, da Covil, dos ciclos Ressonância da VIC ou da promotora Certeza da Música. A Covil tornou aquele auditório digno de lhes chamares assim, e também é por isso que os estou sempre a chatear para marcar isto e aquilo. Portanto é de esperar que hajam mais concertos para além daqueles que aqui revelo."

Chegado o mês de dezembro, está marcado o regresso dos anteriormente referidos Northwest (que tocaram na VIC em maio) para uma tour, e ainda outra edição do Kola Moka, que nas palavras de Masquete "vai ser mesmo alta moca desde o dia 28 de dezembro até à passagem de ano. Loucura!". A Tago Mago continua assim determinada em ajudar a tornar Aveiro no epicentro cultural entre Porto e Lisboa, continuando a sua estreita colaboração com entidades de peso como o GrETUA, a VIC e o Avenida ao continuar a trazer nomes promissores tanto do espectro nacional como do internacional.

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Obscura apresentam Diluvium no Porto


Os Obscura irão regressar a Portugal, onde não atuam desde 2011, no início do próximo ano para apresentar o seu novo trabalho Diluvium, que fecha o conceito que percorre quatro discos do grupo e que se iniciou com Cosmogenesis. Consigo trarão três convidados de luxo da cena do technical death metal: Fallujah, Allegaeon e First Fragment.


O espectáculo irá acontecer no Hard Club do Porto a 12 de fevereiro mas ainda não foi revelado o preço dos bilhetes.

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Disco póstumo de Charles Bradley anunciado


A voz de Charles Bradley, falecido no ano passado após uma luta contra o cancro, vai voltar a enfeitiçar-nos no próximo mês de novembro com o lançamento de Black Velvet, álbum póstumo composto por temas gravados nas sessões dos seus três discos. Nas dez músicas que compõem Black Velvet estarão incluídas covers de Nirvana ("Stay Away"), Rodriguez ("I'll Slip Away") e Neil Young ("Heart of Gold"). Em baixo podem escutar a primeira amostra do disco, "I Feel a Change".



Black Velvet tem lançamento marcado para 9 de novembro pela Dunham Records, com pre-order disponível aqui.


Black Velvet tracklist:

1. Can’t Fight the Feeling
2. Luv Jones
3. I Feel a Change
4. Slip Away
5. Black Velvet
6. Stay Away
7. Heart of Gold
8. (I Hope You Find) The Good Life
9. Fly Little Girl
10. Victim of Love (Electric Version)

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STREAM: Fenster - The Room [Threshold Premiere]


German psychedelic pop band Fenster is about to release their fourth album The Room, which is also their first record under the Altin Village & Mine label, next week worldwide. The record, which has in total ten tracks of pure cosmic bliss, was recorded at Redroom Studios in Italy, and produced in New York City by Josh Bonati, who has also mastered all of Mac DeMarco's albums thus far, for example.

As Fenster shows in this record, their sonic identity is a hymn of minimalistic finesse in constant evolution that is filtered through a spacey psychedelic voyage. Its rhythmic work shows their krautrock heritage, and due to the use of other things such as their disco-influenced grooves, their vibrant music never skimps on its playfulness and dynamism.

The Room is set to be released on September 14th, through Altin Village & Mine.



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Passatempo: Ganha bilhetes para Matt Hollywood & the Bad Feelings no Musicbox


Matt Hollywood é um guitarrista e compositor norte-americano. É também um dos membros fundadores dos Brian Jonestown Massacre, uma verdadeira instituição no contexto do rock psicadélico. E este verão, ele e os Bad Feelings — compostos por Kacey Barns, Bobby Hecksher e Jason "Plucky" Anchondo (ambos membros activos dos Warlocks) — estreiam-se em Portugal. 

A banda editou esta primavera o seu primeiro disco — um LP homónimo — o qual esperamos que interpretem na sequência da sua vindoura tour europeia, bem como alguns temas dos Brian Jonestown Massacre escritos por Matt. O quarteto passa pelo Jardim das Portas do Sol, em Santarém, no dia 13 de setembro, para participarem numa Cartaxo Session a meias com os Pretty Lightning. No dia seguinte, descem até Lisboa para tocar no Musicbox com a primeira parte a ficar a cargo dos The Poppers.



Em parceria com a Barking Dogs, estamos a oferecer dois bilhetes duplos para o concerto de Matt Hollywood & the Bad Feelings no Musicbox, que se realiza às 22h30 do próximo dia 14 de setembro. Se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:

1. Seguir a Threshold Magazine no facebook.

2. Partilhar este passatempo no facebook em MODO PÚBLICO e identificar pelos menos 2 amigos.


3. Preencher o seguinte formulário:



O passatempo termina no dia 12 de setembro às 18:00, e os bilhetes serão sorteados de forma aleatória através da plataforma www.random.org. 


Boa sorte!

 

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Atualizado às 22h30 de 12 de setembro de 2018

Os vencedores do passatempo são:
Maria Carolina Bento
Marina Massa

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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Yves Tumor partilha álbum surpresa, Safe In The Hands of Love


Saiu hoje Safe In The Hands of Love, o primeiro álbum de Yves Tumor pela britânica Warp. Depois de revelados os quatro primeiro singles - "Noid", "Licking an Orchid", "Lifetime" e "Economy of Freedom" - eis que o sucessor da excelente compilação Experiencing The Deposit Of Faith (2017) nos chega finalmente aos ouvidos. 

Para além da participação de James K, Safe In The Hands of Love conta ainda com a presença de Puce Mary, Croation Amor e Ohxy. O disco encontra-se agora disponível para audição via Apple Music, podendo ser adquirido digitalmente aqui. As edições físicas chegam dia 12 de outubro, em vinil duplo e CD. 

Em baixo, fiquem com o vídeo para "Licking An Orchid", assim como a capa e tracklist do respetivo disco.





Tracklist:

01. Faith In Nothing Except In Salvation 
02. Economy of Freedom 
03. Honesty 
04. Noid 
05. Licking an Orchid ft James K 
06. Lifetime 
07. Hope in Suffering (Escaping Oblivion & Overcoming Powerlessness) ft. Oxhy, Puce Mary 
08. Recognizing the Enemy
09. All The Love We Have Now 
10. Let The Lioness In You Flow Freely

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Spectrum (Sonic Boom) nas Musicbox Heineken Series


O músico britânico Peter Kember a.k.a. Sonic Boom (Spacemen 3/Experimental Audio Research), que actualmente se encontra a viver em Sintra, irá voltar a tocar em Lisboa como Spectrum este mês. O concerto é patrocinado pela Heineken e irá acontecer dia 22 de setembro no Musicbox, sendo esta a última data de uma pequena tour pela península ibérica, que conta com passagens por Coimbra e Braga.

Com uma longa carreira que dura desde 1983 (com a formação dos icónicos Spacemen 3), Peter Kember tem dividido a sua discografia entre o space rock e a música electrónica, com o drone sempre presente em ambas as vertentes dos seus trabalhos. Spectrum é o descendente directo de Spacemen 3 em termos de sonoridade, com discos como Highs, Lows and Heavenly Blows e Soul Kiss (Glide Divine) a comprovarem as qualidades espaciais de Peter Kember. 

Os bilhetes para este concerto têm o preço de 10 euros (com oferta de uma Heineken).


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Tapete Records a patrocinar o regresso das férias com três discos novos


A Tapete Records é uma editora independente formada no ano de 2002 em Hamburgo, Alemanha. Começou por editar apenas registos de bandas alemãs, alargando uns anos mais tarde a sua atividade ao mercado internacional. Conta no seu espólio com edições de Lloyd Cole, The Telescopes, The Monochrome Set, The Lilac Time, Robert Forster, Christian Kjellvander, entre outros, sendo responsável pelo lançamento de mais de 300 discos. 
Esta sexta-feira (7 de setembro) vêm mais três a caminho: álbum homónimo de Davey Woodward and The Winter Orphans, The Charcoal Pool de We Are Muffy e Sincerely, S. Love x de Simon Love.


Davey Woodward and The Winter Orphans - Davey Woodward and The Winter Orphans


Davey Woodward é conhecido como um compositor criativo com as suas bandas The Brilliant Corners e The Experimental Pop Band. Para alguns, é uma lenda pop indie mas para a maioria das pessoas ainda um estranho desconhecido. Com praticamente 4 décadas de trabalho na música alternativa, Davey Woodward continua com o mesmo entusiasmo e mentalidade única desde o seu primeiro dia enquanto músico.

Davey teve a ideia de produzir um álbum com músicos com quem nunca tinha trabalhado antes. Sabia que as músicas tinham de soar leves e fáceis, de certa maneira remetendo aos tempos em que artistas, como Bowie, iam para estúdio sem músicas acabadas, ou como alguém como Dylan que ia construindo a música à medida que era gravada. Não queria que, de forma nenhuma, as músicas soassem a trabalhadas e difíceis. The Winter Orphans nasceram assim.

Neste disco as músicas soam a pessoais, recordando-nos Courtney Barnett, The Velvets, The Band e Johnny Cash. Viajamos até a um tempo em que os álbuns eram uma coleção de músicas que nos transportavam para um outro lugar. Em que estaríamos emergidos no mundo de outra pessoa ao longo de meia hora, com as palavras e músicas a ecoar na nossa cabeça dias a fio. Esse é um momento especial que é cada vez mais difícil de se sentir na agitação habitual dos dias de hoje. Por isso é encontrar tempo, sentar, relaxar e ouvir este álbum de estreia de Davey Woodward.



We Are Muffy - The Charcoal Pool


Dum canto bastante remoto de Cornwall, Inglaterra, nascem os sons acústicos idiossincráticos de We Are Muffy, a aliança feliz de Nick Duffy (The Lilac Time, Bait) e Angeline Morrison (The Mighty Sceptres, The Ambassadors of Sorrow). We Are Muffy giram narrativas poéticas de passados da memória e imaginação. A sua folk combina harmonias vocais com instrumentações inesperadas (lira, caixas de música, talheres, tampas de garrafas, porcelana partida) com esperadas (auto-harpa, banjo, contrabaixo).

Tudo começou quando Nick pediu a Angeline para ser voz convidada no disco Simulacra Two Album (2016) - uma coleção de versões peculiares. Enquanto debatiam essas versões e músicas folk, rapidamente se aperceberam que vinham da mesma cidade - Birmingham. Nas cenas remanescentes do apogeu industrial desta cidade, eles começaram a criar músicas com as peculiaridades duma infância e juventude nessa cidade.

Gravado no estúdio-jardim de Nick – em tempos uma garagem suburbana, agora inacessível a veículos a motor devido à invasão de folhas - The Charcoal Pool está repleta com os sons do bairro. Corvos, robins e gaivotas, assim como a chuva nas clarabóias e os comboios que passam ali perto.



Simon Love - Sincerely, S. Love x


Sincerely, S. Love x é o segundo álbum a solo de Simon (o seu disco de estreia de 2015 It Seemed Like A Good Idea At The Time foi editado na brilhante e agora extinta editora Fortuna Pop) e apresenta, pelo menos, dez canções. Hits pop, com harmonias ELO, produção Spectoresque, cordas e trompetes, etc. Tudo gravado nos últimos dois anos em Londres, Inglaterra.

O amor está em abundância neste novo álbum de Simon: duas músicas para sua amada ("God Bless The Dick Who Let You Go", "I Fucking Love You"), uma para si ("The Ballad Of Simon Love") e uma para Joey Ramone ("Joey Ramone"). Uma música sobre o vilão dos Beach Boys que partilha seu apelido também não seria de estranhar. Outros tópicos abordados neste set: uma tatuagem desagradável ("Why’d You Get That Tattoo Girl?"), ténis ("Tennis Fan") e uma carta escrita por Stephen Timothy West, de 5 anos, para o apresentador de Blue Peter, John Noakes ("Stephen Timothy West").

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Dead Can Dance de regresso a Portugal para duas datas em Lisboa


Os Dead Can Dance estão de regresso às edições, e às atuações ao vivo. Seis anos após o lançamento de Anastasis, a banda de Lisa Gerrard e Brendan Perry prepara-se para lançar o seu décimo álbum de estúdio. Dionysus, o título do disco em questão, servirá de pano de apresentação para a tour "A Celebration - Life & Works 1980-2019", de onde constam duas datas em Lisboa, na Aula Magna.

Formados em 1981, em Melbourne, a banda australiana deu a conhecer o seu primeiro álbum três anos mais tarde. Spleen and Ideal, de 1985, Within the Realm of a Dying Sun, de 1987, e The Serpent's Egg, de 1988, cimentariam o legado dos Dead Can Dance como uma das vozes mais influentes da música neoclássica. As suas composições etéreas, assim como o imaginário espiritual e medieval das suas canções, inspirariam toda uma vaga de novos artistas, fazendo deste um projeto único e intemporal.

Depois do regresso aos palcos em 2013, onde atuaram no antigo Optimus Primavera Sound, os Dead Can Dance regressam a Portugal para dois concertos na Aula Magna, dias 23 e 24 de maio. O preço dos bilhetes varia entre 50 e 60 euros, podendo ser adquiridos a partir de dia 7 de Setembro, sexta-feira, em bol.pt e locais habituais (CTT, FNAC, El Corte Inglès).




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Há Manta em Guimarães já este fim de semana


O festival Manta regressa aos jardins do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) já este fim de semana. No mês em que se celebram os 13 anos de existência do CCVF, o Manta celebra também o seu 12º aniversário. 12 anos que ficaram marcados por concertos intimistas e algumas estreias em território nacional – falando daquilo que é a memória recente do festival, lembramos que Angel Olsen se estreou no nosso país precisamente nos jardins do CCVF há 3 anos atrás. E é já esta sexta-feira que começa mais uma edição do Manta, e teremos Joana Gama irá abrir o festival (e no sábado à tarde irá naugurar uma nova área do festival para um público mais jovem, no sábado à tarde) seguindo-se os Mão Morta, que irão apresentar no Manta um concerto especial baseado no seu reportório mais ambiental e imersivo, onde haverá lugar para a antestreia de novas composições. No sábado, a brasileira LaBaq apresentará o seu sedutor universo de canções internacionalmente aclamadas, seguindo-se Scout Niblett. Artista inglesa radicada nos Estados Unidos, Niblett visita-nos para um concerto exclusivo, trazendo-nos à pele e ao espírito a experiência grandiosa do seu olhar criador. Esta soma de factores faz do Manta o ponto de encontro obrigatório no regresso à cidade e também o contexto ideal para o lançamento da nova temporada cultural em Guimarães. 

Manta realiza-se entre os dias 7 e 8 de setembro, nos jardins do Centro Cultural Vila Flor. Em ambos os dias os concertos começam às 21h30 e o festival é de entrada livre. 



Fotografia de Dylan Long

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Kælan Mikla anunciam novo disco, Nótt eftir nótt


Depois de terem reeditado Mánadans no passado mês de agosto, as Kælan Mikla estão de regresso aos holofotes da música underground com o anúncio do terceiro disco de originais, Nótt eftir nótt, que chega às prateleiras este outono. O trio islandês, que aborda sonoridades como o post-punk e a coldwave, tem ganho um destaque aclamado entre a crítica internacional ao longo dos últimos anos, tendo já partilhado palco com nomes como The Cure, Placebo, Drab Majesty e King Dude.

Cinco anos se passaram desde que Margret Rósa, Laufey Soffia e Sólveig Matthildur formaram a banda em Reykjavik, após terem ganho um concurso de poesia. Agora, quase que como um novo fenómeno dentro do panorama da música obscura, as Kælan Mikla trazem o seu Nótt eftir nótt com a promessa de se tornar um dos melhores álbuns do ano. Em apresentação do disco a banda avança com "Hvernig kemst ég upp?", uma balada melancólica e muito batcave, a ouvir abaixo.


Nótt eftir nótt tem data de lançamento prevista para 9 de novembro pelo selo Artoffact Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Nótt eftir nótt Tracklist:

01. Gandreið 
02. Nornalagið 
03. Hvernig kemst ég upp? 
04. Skuggadans 
05. Draumadís 
06. Næturblóm 
07. Andvaka 
08. Nótt eftir nótt 
09. Dáið er allt án drauma

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