sexta-feira, 26 de outubro de 2018

STREAM: JT WHITFIELD / TWINS - SPLIT


Depois de ter lançado um dos grandes discos discos do ano, That Which Is Not Said Matt Weiner - mais conhecido por TWINS - uniu-se ao produtor JT WHITEFIELD para lançar uma cassete de oito temas, intitulada de SPLIT. O resultado são quatro novas faixas para cada um dos produtores, onde JT WHITEFIELD explora uma dimensão sonora enriquecida pela música industrial e psicologicamente densa, enquanto que TWINS aborda a sua eletrónica rítmica e sonicamente expansiva.

Do disco, que já pode ser comprado e ouvido na íntegra, abaixo, recomenda-se a audição de temas como "Untitled 1", "Lamedriver", "Race To Bottom" e "Closed Eyes".

SPLIT foi editado na passada terça-feira (23 de outurbo) pelo selo Clan Destine Records.


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STREAM: LUNACY - Just The Beginning


Os LUNACY editam hoje a compilação Just The Beginning, uma documentação de 12 músicas que abrangem os 4EP's da banda lançados entre 2016 e 2018 e que se encontram dispostas por ordem cronológica de composição. Just The Beginning retrata o processo dos estágios iniciais e o desenvolvimento da música dos LUNACY e é a compilação que antecede o disco de estreia da banda americana.

Se ainda não conhecem a banda mas até são fãs das sonoridades de nomes como Brian Eno, Swans, The Soft Moon ou Chrome então este disco é para vocês. Explorando as dimensões do som eletrónico experimental Just The Beggining é um álbum para um consumo imperativo entre as sonoridades mais calmas e as mais poderosas. Do disco recomendam-se a audição de temas como "Nail In The Wire", "Hidden Tongue", "Road To Foil" e "Sediment".

Just The Beginning é editado esta sexta-feira (26 de outubro) pelos selos Altarpiece (US) e Third Coming Records (EU).


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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Stoned Jesus e Somali Yacht Club em Portugal na próxima semana


Na próxima semana vamos ter Stoned Jesus de regresso a Portugal, em dose dupla. A banda ucraniana vai estar no Porto dia 31 de outubro, regressando assim ao Hard Club; e Lisboa a 1 de novembro, desta vez no RCA Club. Nesta digressão será possível ouvir algumas músicas do novo disco de originais dos Stoned Jesus, Pilgrims, lançado no passado mês de setembro. A abrir a noite vão tocar ainda os compatriotas Somali Yacht Club.

Os bilhetes têm um preço de 15 € (pré-venda) ou 20 € (no dia, caso não esgotem antes). 



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Reportagem: Tzusing + NA O MI [Galeria Zé dos Bois, Lisboa]


A entrada na sala de concertos da Galeria Zé dos Bois faz-se de sobreaviso. Aqui não há enganos nem meios intentos, o público sabe para o que vem e, caso não saiba, a névoa azulada que cobre já totalmente a sala transmite bem a densidade e peso dos sets que se adivinham. 

A noite de quarta, 17 de outubro, traz mais um tiro certeiro dessa eclética caixa de cartuchos que mantém a Zé dos Bois como epicentro da atividade artística contemporânea lisboeta. O anúncio ao cortejo não fez grandes ondas, mas quem esteve sabe que foi cerimonial solene. A abrir a tour europeia que confirma a agitação mundial que tem provocado, Tzusing aterrava pela primeira vez em terras lusas para dar mote a uma noite que contaria quase 4 horas de uma rudeza digna de Berghain (onde o produtor taiwanês tocaria, aliás, precisamente dois dias depois). 

Nascido na Malásia, passando os verdes anos por Singapura, Taiwan e depois Chicago e San Diego, residindo atualmente entre Xangai e Taipei, o que produz reflete essa condição de não-lugar, numa multiplicidade de referências alocada, formando, porém, um todo coerente muito seu. Ainda que conte já com 15 anos como DJ, entre Chicago e Xangai, com sets de um techno envolto de hipnóticas percussões orientais, ganhou maior dimensão com a trilogia de EPs A Name Out Of Place, lançados entre 2014 e 2016 pela outsider L.I.E.S., da cena de house e techno underground de Brooklyn. Somando aparições pela Cititrax, Public Possession, sets no Boiler Room e Red Bull Music Academy, volta em 2017 à L.I.E.S. para o longa duração 東方不敗 - síntese de explorações e incorporação de sonoridades do espectro mais tradicional asiático que revelaria a versatilidade e originalidade que os EPs anteriores já reclamavam. Ainda em 2017 lança pela árabe Bedouin Records o EP In a Moment A Thousand Hits, um notável e fértil desenvolvimento desse legado (que já tem indícios de continuação para um futuro próximo). 

Podemos referir techno, industrial, ebm ou acid, mas qualquer rótulo se revela desadequado e insuficiente perante uma identidade singular e múltipla, que se constrói ao mesmo tempo que urge por desconstruir qualquer noção de referencial originário ou apropriação cultural, num todo intersticial que reflete sobre questões fronteiriças, identitárias, de ‘autenticidade’, definições e valores culturais, numa constante subversão (como havia referido em entrevistas).

Perante este cenário, as expectativas para a evolução da noite de 17 de outubro na pequena sala da ZDB eram altas, e o produto final deixou muito pouco ou nada por concretizar. 



Antes da esperada aparição, a abrir e tomar conta da primeira hora e dez, a jovem produtora lisboeta NA O MI trouxe um complexo set - ácido, de linhas de techno bem trabalhado e uma criativa adição de samples sintetizados - que ocupou muito bem o espaço que lhe pertencia. Parte do coletivo activista queer Rabbit Hole, residente das noites Mina e com o programa Desastre na Rádio Quântica, tem marcado presença cada vez mais assídua na cena techno e clubbing da capital, em espaços como o Lux Frágil, Musicbox, Damas, Desterro, Anjos70, Titanic Sur Mer, ZDB e no Porto, no Plano B. E não será sem fundamento. Num andamento ininterrupto, vemo-la trabalhar com transições elaboradas e progressões sempre variadas que não esgotam a sonoridade. É uma amostra bastante representativa do seu trabalho e da maturidade já atingida, com uma diversidade sonora que percorre vários dos campos mais pesados da eletrónica, acid e techno, para incorporar um estilo bem definido e sempre coerente. 

Dois grandes breaks no set cortam a monotonia que podia eventualmente estar a instalar-se, após os 20 e 30 minutos. A sala vai enchendo, ao longo do set, para aquilo que parece ser uma aceitação consensual de que está definitivamente à altura do lugar que ocupa, nesta abertura para um nome como Tzusing. O set ultrapassa os 60 minutos, mas a atenção do público parece não desligar, mas redobrar. Se os corpos não se mostram mais dados às vibrações que percorrem a sala é porque a elaboração do que NA O MI traz parece requerer continuamente uma atenção quase total. Pergunta-se que e quanta escola terá tido por detrás dos verdes anos que aparenta. Há dois anos a crescer para Lisboa, mas, visto por um olho desconhecido, podíamos estar em Londres, Berlim, nas escolas mais antigas do techno, a ouvir um set de algum nome residente, já consolidado pelos anos e todas as experimentações que o tempo permite.

À hora e meia de NA O MI vemos Tzusing invadir o palco sem lhe cortar a viagem. Fala com ela enquanto o som desenvolve. O set redobra para uma nova progressão e ele permanece, observando. A decisão parece consensual, ela abandona a mesa e passa o testemunho a Tzusing, que vai trabalhando lentamente o que foi deixado, até que a transição final se revela e o som finda. As palmas são batidas para a artista, já ausente, e recebidas por Tzusing. Imediatamente, a sonoridade altera-se. Um ritmo rápido de energia inesperada instala-se. Vocais de rap chinês, vibes de trap, melódicos de instrumentais abrasivos. Não parece nada do que ele já tenha lançado (e não é, de facto). 


Não veremos o produtor passar nenhum dos sons que integram os trabalhos já lançados. Em vez disso, é-nos apresentado um set híbrido, entre uma exploração que se revela claramente renovada perante o que costuma apresentar como DJ – samples de vozes quer ocidentais, norte-americanas, quer asiáticas, ritmos de pop e hip hop - e algumas das sonoridades rudes e graves de tambores, rufares, tinir e zumbir de metais e sopros, sirenes cortantes, a que os últimos trabalhos já nos habituaram. Mas esta última característica muito sua é aqui muito pouco utilizada (isto se estávamos à espera de ouvir algo que lembrasse o LP e EP de 2017). Vemos-lhe as sombras, mas subtilmente, e o que prevalece e grita com uma intensidade ensurdecedora são progressões de um techno muito mais limpo destes experimentalismos e cada vez mais próximo dos seus pares europeus, num certo sentido. Ainda assim, dotados de um dinamismo e virtuosismo que defendem bem a posição em que está.

Durante mais de duas horas, a sala de concertos da ZDB, praticamente cheia, viu-se imersa numa atmosfera cada vez mais densa e condensada, um submundo ácido de estímulos maquinais que prometia converter sem piedade hereges e beatos. Não havia qualquer distância entre os corpos que se moviam, deste lado da mesa, o artista, e o som que reverberava pela concretude do estreito espaço. De uma versatilidade e renovação notáveis, o set podia ser dividido em 4 partes, visíveis por cortes profundos e mudanças de direção que tinham entre si somente uma constante: a força dos elementos que se redobrava no que parecia ser um fluxo de energia inesgotável, cujas transições permitiam somente que crescesse, sem deixar que o público parasse. E este parecia aceitar de bom grado o estímulo, sucumbindo às violentas diretrizes de Tzusing e gritando aos picos das progressões. 

Entre as diferentes partes, vemos inteligentes utilizações do techno mais puro serem contrapostas com misturas de ritmos quer lentos, quer frenéticos, com incorporações quase funk, quase batida, numa promiscuidade de influências. Encontramos samples variados como partes da "Condenado Por Un Idioma Desconhecido" de Ninos Du Brasil, no terceiro quarto do set, ou um remix da "444+222" de Lil Uzi Vert. Vemos construções melódicas de elaboração demorada, pautadas por reverberações de ambient, de uma nebulosidade sombria que guia os corpos em crescendos languidos, (uma nítida quarta parte que se instala) e uma introspeção que demora a transformar-se no ritmo que obriga finalmente o corpo a dançar. Vemos hinos de vozes graves acompanhadas por percussões tribais, numa invocação ancestral que se renova sempre, hoje como há mil anos, e evocações e reminiscências da diversidade de culturas que o acompanha desde infância e tanto caracteriza o seu trabalho.

A intensidade e o frenesim da batida parecem aumentar à medida que o relógio se aproxima da hora de fecho do espaço. 1:40 e o artista inquire o público pelo fim. Conclui o que estava a desenvolver e agradece. O público reage em alvoroço, pedindo mais. Tzusing apresenta um remix atmosférico, distorcido e alongado de Spice Girls, como quem já não quer muito a coisa. O pedido de encore seguinte é recebido com uma saída já ligeiramente jocosa (ainda que genuína) do produtor. “I’ll play something I’ve been listening to a lot, lately”. Segue-se, algo inesperadamente, a "New Rules" de Dua Lipa, que o público reconhece imediatamente. É recebida com sentido de humor, fazendo o público dançar de forma algo dispersa, uma última vez, e dando por findada uma noite que, no mínimo, podemos descrever como surpreendentemente dinâmica e memorável.



Texto: Carolina Couto

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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Unknown Mortal Orchestra em dose dupla na próxima semana


Depois da passagem recente no Porto como parte do cartaz do NOS Primavera Sound, os Unknown Mortal Orchestra regressam a Portugal ainda este mês para dois concertos, no âmbito da promoção do seu mais recente álbum Sex & Food. Dia 29 de outubro o trio toca na sala de concertos do Hard Club, no Porto, e no dia a seguir, irá a Lisboa tocar na Aula Magna.

Acarinhada entre o público como um dos nomes mais aclamados do rock psicadélico atual, a banda neozelandesa tem-se demonstrado consistente em termos de registos de originais, com o Sex & Food a revelar ser um sucessor à altura da restante discografia, que contém ainda "Multi-Love", o álbum homónimo e II. Ainda a tempo do concerto vem o quinto álbum dos neozelandeses, IC-01 Hanoi. Editado no final desta semana, é o seu primeiro registo instrumental e foi gravado inteiramente na cidade de Hanoi, resultando das sessões de gravação de Sex & Food

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Medicine Boy no Sabotage Club a 30 de novembro


Os Medicine Boy estão em digressão pela Europa e passam por Lisboa em Novembro, para um concerto único no dia 30, no Sabotage Club.

Das 24 datas agendadas em nove países, em que uma delas inclui Portugal, a dupla formada por Lucy Kruger (voz e teclados) e Andre Leo (voz e guitarras) inicia a tour de apresentação do novo álbum, Lower, primeiro com dois concertos na África do Sul, a 26 de Novembro, seguindo depois rumo à Europa.

Naturais da Cidade do Cabo, os Medicine Boy, atravessaram o Atlântico há cerca de três anos, actualmente residem em Berlim. São uma dupla de Dream Noise, onde o ruído sonoro se expande numa interação deveras sentida entre o palco e o público, aliás, tornaram-se conhecidos pela excelente performance e que é de ouvir e querer ainda mais. São melodiosos por notas suaves, ondulantes e noisy, guitarras pontuadas pela distorção, ruído e, consideram que bandas como The Jesus and Mary Chain, Rowland S. Howard ou Spiritualized são uma influência não escapando Mazzy Star e Beach House no posto de escuta pessoal.

Depois do EP More Knives (2014), do álbum Kinda Like Electricity (2016), Lower é o segundo longa duração da carreira dos Medicine Boy, uma “tentativa de encontrar algum tipo de beleza no submundo”, - dizem. Inclui dois singles de peso: “Water Girl" e “Bottom Of The Blue”, e melhor do que ouvi-los é vê-los, em Novembro em Lisboa no Sabotage Club.



Texto: Lucinda Sebastião

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3ª edição do Três a Solo conta com Tó Trips, Mr. Gallini e Luca Argel


Três a Solo é um concerto em três momentos, que tem lugar na sala principal do Cine-Teatro Garrett, na Póvoa de Varzim. Tó Trips, Mr. Gallini e Luca Argel são os três músicos que vão marcar presença na 3ª edição deste evento, que se pretende intimista e de proximidade entre os músicos e o público.

Esta terceira edição do evento acontece no dia 27 de outubro às 21h30. As portas abrem meia hora antes e o evento terá uma duração de 2 horas. Os bilhetes podem ser comprados por 10€ no Cine-Teatro Garrett, em bol.pt e nas lojas FNAC, Worten e CTT.

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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Moullinex prepara celebração épica no Capitólio a 31 de outubro


Um ano depois da épica celebração de 24h que marcou a edição do álbum no MAAT, e de ter corrido palcos como Vodafone Mexefest, Rock in Rio, Casa da Música, NOS Primavera Sound, Razzmatazz Barcelona, Low Fest em Benidorm, Istambul, Londres, Cidade do México, Dubai e Nova Delhi, dia 31 de Outubro, o Hypersex de Moullinex regressa a Lisboa no seu formato 360º, desta vez, no mítico e imponente Capitólio.

Moullinex volta a juntar músicos, performers, artistas visuais, activistas, profissionais do escapismo militante e party animals amadores debaixo do mesmo tecto, para uma celebração da Club Culture em todas as suas vertentes sociais, culturais e políticas. Uma noite (das 21h às 04h) de concerto de Moullinex com convidados especiais; DJ sets da australiana baseada em Londres HAAi e do seu colega de editora, Xinobi; concerto de MEERA, o mais novo projecto editado pela Discotexas; e uma competição de Ballroom de dimensões inéditas em Lisboa, em parceria com a já conhecida Grooveball!

House of Hypersex é uma sentida homenagem aos históricos Ballrooms novaiorquinos da década de 80, ponto de encontro, inclusão e expressão de comunidades, indivíduos e minorias ostracizadas. Mas será, também, e acima de tudo, uma festa, uma grande festa, que terá várias edições ao longo de 2018/19, para ocupar, em Lisboa, um espaço de culto e celebração de diversidade, escapismo, excentricidade e do incomum. Em suma, é uma carta de amor escrita a várias mãos e aberta a todos os que partilhem a mesma paixão pela pista de dança e club culture.



As novidades de Moullinex não se ficam por aqui, tendo editado um novo EP a 12 de outubro. Hypersex Remixes oferece-nos remisturas de temas retirados do álbum Hypersex, editado em 2017. No lote de artistas responsáveis pelas remisturas estão o produtor francês Yuksek, dos londrinos Wayward, de artistas da Discotexas, como MEERA, Mr Mitsuhirato ou Wild & Free, entre outros.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

B Fachada celebra 10 anos de Viola Braguesa com regravação do EP


B Fachada lançou o EP Viola Braguesa em 2008. Agora, dez anos depois, regravou o disco e lançou-o como Viola Braguesa X. Já está disponível para ser ouvido e comprado no bandcamp do artista. 

A sua apresentação faz-se em vários concertos a ocorrer em breve. Dia 26 de outubro será ouvido no MUSICBOX Lisboa, num concerto que integra o Jameson URBAN Routes e que contará com uma primeira parte a cargo de MARIA, da Cafetra Records. Os bilhetes custam 12 euros. Dia 3 de novembro o cantautor vai ao Porto tocar no Passos Manuel e dia 4 toca no Salão Brazil (Coimbra). Os bilhetes para este último concerto já podem ser comprados por 10 euros. 

Entretanto, ouçam o EP aqui:

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domingo, 21 de outubro de 2018

Esta semana há Jojo Mayer & Nerve na Casa da Música



Na próxima sexta-feira vamos ter Jojo Mayer & Nerve na Casa da Música. Os Nerve nascem no lendário evento organizado por Jojo Mayer, Prohibited Beatz, em Nova Iorque, no final dos anos 90.

O colectivo conjugou o formato premeditado da música electrónica programada com performances musicais improvisadas em tempo real, reconstruindo e transcendendo a relação entre criatividade humana e tecnologia digital. Surge assim uma nova forma de expressão musical que se enquadra numa estética completamente ímpar no mundo de hoje.

O concerto será na Sala 2 da Casa da Música e o preço para o mesmo é de 18 €. Mais informações aqui.


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