sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Texas Bar recebe Capitão IX Embarcação



O Texas Bar, em Amor, Leiria, vai receber a IX Embarcação do projeto Capitãoque irá contar com concertos de Scúru Fitchádu, Cosmic Mass e Escumalha, para além dea presença de artistas ligados a pintura, escultura, ilustração, performance, fotografia e teatro. A programação completa pode ser vista aqui.

Este evento é já amanhã, dia 10 de novembro. A entrada custa 8 euros.

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STREAM: Kælan Mikla - Nótt eftir nótt


Não restam dúvidas sobre o facto das Kælan Mikla serem um dos grandes nomes de destaque internacional no panorama da darkwave e minimal wave. A cada ano que passa o trio islandês matura a sua sonoridade e vai preenchendo o currículo com cada vez mais festivais e concertos e nomes como The Cure, Placebo, Drab Majesty e King Dude, entre outros. Este ano pudemos ouvir a reedição de Mánadans - o disco de estreia das três bruxas da Islândia - mas o grande destaque do ano para as Kælan Mikla é indubitavelmente a edição deste novo Nótt eftir nótt.

Deste terceiro disco de estúdio já tinham sido apresentadas anteriormente as faixas "Hvernig kemst ég upp?", "Nornalagið" e "Næturblóm". Nótt eftir nótt, o disco que afirma as Kælan Mikla como uma das melhores bandas da atualidade no que toca a sonoridades ritualísticas e obscuras de toada monocromática, pode ser reproduzido abaixo. Além dos já referidos temas destaque essencial para singles como "Skuggadans", a lembrar um clima Crystal Castles e ainda "Andvaka".

Nótt eftir nótt é editado esta sexta-feira (9 de novembro) pelo selo Artoffact Records.


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STREAM: HOLYGRAM - Modern Cults


Os HOLYGRAM anunciaram no passado mês de agosto que iam lançar o seu muito esperado disco de estreia, Modern Cults. O disco vem dar seguimento ao aclamadíssimo EP de estreia HOLYGRAM (2016) - que os levou a abrir palcos para bandas como Orchestral Manoeuvres In The Dark (OMD) e, mais recentemente VNV Nation - e mostra no formato áudio a imagética que os HOLYGRAM transmitem em palco, envolvendo densas ondas de nevoeiro, neblina e iluminação fria.

Numa atmosfera que oscila entre os sons brutais das grandes ciedades e a fragilidade das pessoas que se perdem nela, o disco dos HOLYGRAM apresenta uma masterização cuidada que transmite esta ideia, através das diferentes camadas de som. Do disco já tinham anteriormente sido mostradas as faixas "Signals" e "A Faction". Aproveitem para ouvir as restantes faixas na íntegra, abaixo.

Modern Cults é editado esta sexta-feira (9 de novembro) pelos selos Synthetic Symphony/Oblivion da SPV GmbH (Europa) e Cleopatra Records (EUA).


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Nile On waX lançam novo vídeo para "Bell Dogs"


Foi há cerca de um ano que os belgas Nile On waX mostraram ao mundo uma das melhores edições de 2017, o seu novo disco Bell Dogs. O trio instrumental formado em 2007, inicialmente sob o moniker NOX, continua em promoção do aclamado disco experimental - cuja sonoridade explora os campos da música jazz / post-rock / neo-classical e, por vezes, tribal - apresentando esta sexta-feira (9 de novembro) a segunda parte do vídeo para a faixa que encerra o álbum, "Bell Dogs". A primeira parte pode ser visualizada aqui.

Compostos pela violinista Catherine Graindorge, o baixista David Christophe (Audiograve, David Lund, Upland) e o baterista Elie Rabinovitch, em "Bell Dogs (Part 2)" os Nile On waX apresentam um trabalho audiovisual repleto em filmagens que abordam vários dos papeis interpretados pelos humanos na era industrial e pós-industrial. Iniciado numa sonoridade mas ritualística a fazer lembrar uns Dead Can Dance, o trio belga rapidamente altera a atmosfera sonora de "Bell Dogs (Part 2)" incluindo-lhe uma absorvente onda de rock experimental. 


Bell Dogs foi editado oficialmente a 2 de outubro pelo selo dEPOT214 Records. Podem comprar o disco aqui.

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STREAM: Public Memory - Demolition


Public Memory edita hoje o seu segundo disco de estúdio, Demolition, que chega dois anos depois da estreia com Wuthering Drum (2016) e um após a edição do EP Veil of Counsel (2017). Conhecido pelas exploração de melodias cinematográficas que intercalam uma percussão eletrónica aos sintetizadores imperativos, numa voz evocativa, o produtor Robert Toher apresenta em Demolition um disco com influências do witch-house, pormenores do krautrock e alguns ritmos do trip-hop.

Através de um total de oito faixas que se focam em temas do renascimento e reflexão numa sonoridade atmosférica rica em delay, reverb e texturas Public Memory evoca uma narrativa sci-fi e sobrenatural. Do disco - disponível para audição integral abaixo - recomenda-se a audição de temas como "Falsetto", o já lançado "Aegis" e ainda "Trick Of The Light".

Demolition é editado esta sexta-feira (9 de novembro) pelo selo Felte Records.


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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Buzz Kull avança com "New Kind Of Cross"


Ainda no início da semana pudemos ouvir "Bodies", o novo tema de Buzz Kull em colaboração com o produtor Kill Shelter, mas enquanto New Kind Of Cross não chega às prateleiras o produtor australiano continua imparável, tendo avançado esta quinta-feira (8 de novembro) com uma nova amostra do aguardado segundo disco de estúdio. O homónimo, "New Kind Of Cross" chega a uma semana do lançamento do novo disco e afirma cada vez mais Marc Dwyer como um dos grandes produtores do panorama da darkwave.

"New Kind Of Cross" vem dar sucessão ao já apresentado tema "Avoiding The Light" e apresenta uma vibe mais techno e industrial com sintetizadores monocromáticos sobrepostos, pontualmente, por uma voz imperativa. O novo single pode reproduzir-se abaixo.

New Kind Of Cross tem data de lançamento prevista para 16 de novembro pelo selo Avant! Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.


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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Midori Takada em Portugal para três datas

Conceituada compositora e percussionista japonesa, Midori Takada apresenta-se em Portugal pela primeira vez para três concertos de apresentação dos temas de 'Through The Looking Glass' (1981) e 'Lunar Cruise' (1990). 



É já na próxima semana que Midori Takada se apresenta pela primeira vez em Portugal. A conceituada compositora e percussionista japonesa apresentará o seu trabalho em três concertos imperdíveis distribuídos por Braga, Lisboa e Espinho.

A sua música profunda e cristalina estabelece uma ligação espiritual entre a linguagem percussiva asiática e africana, destilando ritmos de todo o mundo num instrumental tão minimalista quanto sonhador. Aos 66 anos e com sensivelmente 40 anos de carreira, a compositora japonesa conta algumas das obras mais importantes do espectro da música ambiente e fourth world, explorado por Jon Hassell, Don Cherry e Brian Eno, dos quais se aponta o belíssimo Through The Looking Glass e a colaboração com Masahiko Satoh em Lunar Cruise, ambos reeditados em 2017 pela WRWTFWW e que deverão ser apresentados na sua passagem por Portugal.

As suas performances teatrais e profundamente espirituais, que têm por base a percussão minimalista, estabeleceram uma reputação incomparável que a levaram a esgotar concertos em salas e festivais por todo o mundo. A combinação harmoniosa entre técnica e virtuosismo, iluminação e movimento coreografado resultam numa experiência auditiva única e transformadora para o público.

A estreia de Midori Takada em Portugal estará distribuida em três datas - primeiro em Braga, no gnration (dia 13), depois em Lisboa, na Culturgest (dia 15) e, por fim, no Auditório de Espinho (dia 17). 

Em Braga, o concerto da compositora insere-se no ciclo gnration@, iniciativa que pretende dinamizar atividades culturais em locais emblemáticos da cidade, neste caso, na beleza ímpar da Capela Imaculada do Seminário Menor, uma capela de arquitetura moderna e um dos ex-libris da cidade. O acesso é exclusivo e gratuito mediante apresentação de bilhete para outro espetáculo de música do trimestre (James Holden, Jessica Moss, OCUPA #3).

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Poison Point lançam novo EP no final do mês


Os parisienses Poison Point regressam este mês com Bestiensäule, o novo EP da dupla que junta Timothée Gainet e Arnaud Derochefort e que dá sucessão ao EP Imaginary Veil (2017) e ao single "Silver Diver" (2018). Este novo disco é composto por cinco faixas à base de sintetizadores rotativos, caixas de ritmos frenéticas e linhas de baixo afiadas.

Juntamente com o anúncio desta nova edição, os Poison Point revelaram também a primeira faixa de avanço "Resigned Commander", um tema que explora as camadas sonoras da música techno e industrial, cantado na voz militar de Tim Gainet. O single foi apresentado em formato audiovisual e encontra-se disponível abaixo. 


Bestiensäule tem data de lançamento prevista para 30 de novembro pelo selo alemão aufnahme + wiedergabe. Podem fazer pre-order do disco aqui.


Bestiensäule Tracklist:

01. Daily Void 
02. Resigned Commander 
03. Bestiensäule 
04. Night Relief 
05. Preachers

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Signor Benedick the Moor em mini digressão por Portugal esta semana


Signor Benedick the Moor, é o rapper, músico e produtor californiano que se prepara para uma digressão de três concertos pelo país. O jovem artista apresenta-se pela primeira vez em Portugal e traz consigo um cardápio luxuoso de convidados, entre eles Ângela Polícia, Daisy Mortem e Kosmic Kunts

El Negro, o primeiro registo longa-duração de Signor, marcou a estreia do californiano pela editora independente Deathbomb Arc, cujo repertório integra trabalhos de Death Grips, Clipping e JPEGMAFIA. Desde então, o rapper editou mais de uma mão cheia de registos longa e curta-duração, sendo CYBR.pnk // MFNST.dstnii a mais recente aventura de Signor pelo mundo insinuoso e desconstruído do hip hop de cunho experimental. 

A acompanhar o californiano estarão os franceses Daisy Mortem, duo dotado de uma estravagânica e imprevisibilidade que é inerente às suas canções, explorando os caminhos do electro mais hardcore e as atmosferas sombrias e obsessivas do pós-punk. Depois de terem partilhado o palco com projectos como The Garden, Infecticide ou JPEGMAFIA, o duo regressa a Portugal para mostrar um pouco do poderoso sucessor do seu primeiro EP, La vie c'est mort  (2017), intitulado Faits-Divers.

Ângela Polícia é o projeto do bracarense Fernando Fernandes, artista multifacetado conhecido por dar voz às canções de Bed Legs que apresenta aqui a sua faceta mais poética e interventiva. Pruridades marcou a estreia do bracarense nos registos pela Crate Records, implementando no seu hip hop angular elementos que vão do punk ao dub.


Os concertos decorrem dias 8, 9 e 10 de novembro, no Maus Hábitos (Porto), Salão Brazil (Coimbra) e Aposentadoria (Lisboa), respetivamente, sendo que a última data conta com a presença da dupla Kosmic Kunt ao invés de Ângela Polícia.

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Já podem ouvir o novo tema dos Alien Sex Fiend


Oito ano após a edição de Death Trip (2010), os Alien Sex Fiend regressam aos discos com Possessed, o primeiro trabalho da dupla composta por Nik e Mrs Friend em oito anos e a primeira edição da banda em 20 anos a sair pela Cherry Red, depois das últimas edições pelo próprio selo 13 Moon Records. O álbum sai no final desta semana e esta terça-feira (6 de novembro) foi revelada a primeira faixa que integrará a obra composta por um total de 12 temas. "Shit's Coming Down (Monster Mix)"  tem cerca de 30 minutos de duração e pode ouvir-se abaixo.

Segundo a nota de imprensa, Possesed é "repleto de ritmos vibrantes, guitarras de trituração, sintetizadores sujos e, é claro, as explosões da psiquiatria surrealista de Nik Fiend". O disco volta a exuberar a reputação do horror, do humor, da agitação interna e do espaço exterior a um nível ainda mais profundo.


Possessed tem data de lançamento prevista para esta sexta-feira (9 de novembro) pelo selo Cherry Red Records. Podem fazer pre-order do CD aqui e/ou do vinil aqui.

Possessed Tracklist:

01 - Possessed (Intro) 
02 - Shit’s Coming Down
03 - It’s In My Blood”
04 - Carcass
05 - Ghost In The Machine
06 - Amnesia
07 - Spine-tingler
08 - Gotta Get Back
09 - Invisible (The Beyond Mix) 
10 - Neutron
11 - Bloody Reprisal
12 - Shit’s Coming Down (Monster Mix)

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O arrepio na pele de Iceage [Jameson Urban Routes - Musicbox, Lisboa]


Os dinamarqueses Iceage regressaram a Portugal depois de uma ausência de três anos para apresentar o novo disco Beyondless no Musicbox Lisboa.

Observar Elias Bender Rønnenfelt em cima de palco é uma visão incrível. O imprevisível vocalista brada a plenos pulmões a letra de “Hurrah”, primeira faixa do mais recente álbum Beyondless, enquanto os fãs gritam de volta para o dinamarquês e nem se apercebem que o microfone falhou mesmo antes de chegar ao refrão. Este caos foi uma boa amostra do turbilhão que se gerou dentro do Musicbox.

Os Iceage apresentaram-se em palco (para além dos tradicionais instrumentos de uma banda rock) com um violinista, que também tocava teclado, e um saxofonista. Esta nova formação pretendia emular os novos sons inseridos no mais recente álbum do conjunto, que continuou a evolução sonora de Plowing into the Field of Love. Se os primeiros álbuns idolatravam o punk hardcore de, por exemplo, Black Flag, nestes dois últimos álbuns o post-punk ganhou cada vez mais terreno.

As orquestrações conferem uns contornos que se podem encontrar no trabalho de Nick Cave & the Bad Seeds, contudo a mistura de som não ajudou muito a esta nova vida, uma vez que lá enterraram o violino e o saxofone. Os problemas no som não evitaram que os fãs deixassem de sentir as emoções à flor da pele e que entregassem todas as suas energias à banda. Ninguém se pareceu importar quando Elias cantou “Pain Killer” sem a ajuda da sua companheira Sky Ferreira, que participa na versão em estúdio.  Os fãs continuam com o mesmo nível de devoção e com os mesmos olhos esbugalhados que apresentaram no Vodafone Paredes de Coura 2015, e com o mesmo nível de excitação quando a banda rasga os acordes country punk de “The Lord’s Favorite”.


Se a banda regressava a Portugal três anos após o concerto atrás referido, a última visita de Elias tinha sido com os seus Marching Church em fevereiro de 2016, contudo a performance teatral e a energia fria continua toda lá, assim como o olhar de psicopata adolescente. As letras continuam cantadas com o mesmo niilismo de quem se está a borrifar para o que as pessoas pensam e a tensão do público com medo de levar um pontapé no telemóvel faz com que ninguém os ouse levantar nas filas da frente. Algumas músicas são mais arrastadas, como “Catch It”, outras são mais explosivas, “The Day That Music Dies”, que retirou inúmeras comparações aos The Stooges.

Como já têm habituado os espetadores, a interação durante o concerto foi nula (mas para que é que é necessário interação quando temos o homem a suar e a berrar em cima de nós o concerto todo?), dizendo apenas adeus quando abandonou o palco pela primeira vez. O público teve direito a um encore emocional com a faixa homónima do álbum anterior, “Plowing into the Fields of Love” e no fim ainda ouviram um segundo “adeus” com sotaque escandinavo.

A banda encarregue de abrir o concerto foi o trio punk rock das Caldas da Rainha, Palmers.


Texto: Hugo Geada
Fotografia: Ana Viotti

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STREAM: malcontent - This Is The Violence of Institutions


Depois de terem mostrado "Just Loneliness Can Save The World" ao mundo os portugueses malcontent regressaram esta semana com o novo longa duração de estúdio, This Is The Violence of Institutions, disco que chega quatro anos após Riot Sound Effects. Neste novo trabalho os malcontent juntam os pilares do rock a elementos progressivos, uma vibe ora industrial, ora de ondas mais obscuras e ritmos arrastados.

Descrito como um álbum que retrata um "mundo polarizado, ainda mais intolerante, violento, com milhões subjugados ao poder do dinheiro cada vez mais na mão de poucos", deste This Is The Violence of Institutions recomenda-se a audição de temas como "all the unrealistic real things", "painkillers (and the world has gone insane)" e "(i just don't like) pressure". O disco foi produzido e misturado por Álvaro Ramos n'A Cave (Porto) e pode ser ouvido na íntegra abaixo.

This Is The Violence of Institutions foi editado na passada segunda-feira (5 de novembro) pela Honeysound. Podem comprar o disco aqui.

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The Parkinsons editam novo EP e anunciam concertos em Lisboa e Coimbra



Sem nada que o fizesse prever, os infames The Parkinsons voltam às edições discográficas com o EP7" Vinil Dog Collar | Talk to Us

O novo EP da banda é composto por 2 temas que ficaram de fora das sessões de The Shape of Nothing to Come, o aclamado regresso editado em abril deste ano. Esta será uma edição limitada a 250 cópias, apenas disponível nos concertos da banda e via online pela Rastilho Records.

Este lançamento serve de mote para os concertos de Natal dos Parkinsons em Portugal: dias 20 e 21 de dezembro no Sabotage Club em Lisboa e dia 22 no Salão Brasil em Coimbra. A primeira data de Lisboa terá como banda de abertura os Palmers e a segunda será acompanhada pelos From Atomic.

Os bilhetes para os concertos de Natal dos Parkinsons podem ser adquiridos nos locais habituais ou online através do site letsgo.pt. A entrada é de 10€ até ao dia dos concertos, quando os preços são atualizados para os 12€. O preço da entrada em conjunto com o EP7" é de 15€.


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Kill Shelter junta-se a Buzz Kull para "Bodies"



O produtor Kill Shelter - que se tem destacado no panorama underground pelas remisturas que tem feito de nomes como Agent Side Grinder ou Silent Runners (ambos nomes que já marcaram presença em Portugal) - prepara-se para lançar o seu disco de estreia, Damage, no final do mês e mostra agora mais um single de avanço do que se poderá esperar do trabalho. 

O tema "Bodies", que vem dar sucessão a "In Decay" conta com a participação do produtor Buzz Kull (que também lança novo disco este mês) e ganhou direito a um trabalho audiovisual, que pode ser visto abaixo. Damage conta com uma série de colaborações com artistas e os pormenores do disco seguem no final do artigo.


Damage tem data de lançamento previsti para 26 de novembro pelo selo Unknown Pleasures Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Damage Tracklist:

01. As Trees Do Fall ft Bragolin 
02. Black String ft Nate Jespersen 
03. In Decay ft Antipole & Delphine Coma 
04. Kiss Me Goodbye ft Hante 
05. Get Down ft The Shyness Of Strangers 
06. No Regrets ft undertheskin 
07. Bodies ft Buzz Kull 
08. Hollow ft Pedro Code 
09. Sever ft New Haunts 
10. The Happening ft Killjoi 
11. False Hope

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Esta semana há Magusto da Zigur


A familia da Zigur cumpre a tradição e já na próxima sexta-feira vai reunir-se à volta de um assador bem cheio, no Maus Hábitos. Assim, no dia 9 de Novembro vai ser possível abrir umas castanhas com Burgueses Famintos + Sal Grosso, João Pais Filipe, Vive les Cônes e 2Jack4U - um belo pote para aquecer o coração já com saudades do verão.

As portas abrem às 22h00 e os concertos começam meia hora depois. O preço é de 5 € até à 01h00 (passando para 3 € depois dessa hora).






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Reportagem: Jojo Mayer & Nerve [Casa da Música, Porto]


Foi no final do mês passado, 26 de outubro, que os nova-Iorquinos Jojo Mayer & Nerve atuaram pela primeira vez em Portugal, na Casa da Música. Uma atuação marcada pelo sabor a música eletrónica construída através do free jazz e rock juntos pelo improviso. Um concerto com lotação esgotada em que nem as cadeiras conseguiram agarrar o público, que acabou o concerto em êxtase. 

O baterista Jojo Mayer aproveitou ainda para agradecer a presença do público que numa era de marcada pelo facilitismo em que através de um simples click têm acesso aos mais diversos conteúdos, se deslocou até ali para vivenciar um espetáculo que pretende transmitir a essência do ser humano através do improviso. 



Os Nerve nascem no lendário evento organizado por Jojo Mayer, Prohibited Beatz, em Nova Iorque, no final dos anos 90. O colectivo conjugou o formato premeditado da música electrónica programada com performances musicais improvisadas em tempo real, reconstruindo e transcendendo a relação entre criatividade humana e tecnologia digital. Surge assim uma nova forma de expressão musical que se enquadra numa estética completamente ímpar no mundo de hoje.


Jojo Mayer & Nerve [Casa da Música, Porto]

Texto: Bruna Tavares
Fotos: David Madeira

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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Os espíritos animais de James Holden estão de regresso a Portugal

Produtor britânico James Holden regressa a Portugal esta semana para apresentar o novo trabalho, The Animal Spirits, em duas datas únicas em Portugal. Esta quarta, o produtor britânico apresenta-se na Culturgest, em Lisboa, e um dia depois no gnration, em Braga.


James Holden ocupa uma posição cimeira no universo da música eletrónica. Fundador da prestigiada Border Community Records, que deu a conhecer nomes como Nathan Fake ou Luke Abbott, James Holden remisturou temas de New Order, Madonna, Depeche Mode e até Britney Spears, editando três obras aclamadas dotadas de uma grande singularidade. A começar com o estreante The Idiots Are Winning, em 2006, considerado pelo The Guardian como “a estreia mais surpreendente na musica eletrónica desde Music Has The Right to Children dos Boards of Canada”, seguiu-se o surpreendente The Inheritors, em 2013, que viria a receber o galardão de melhor disco do ano pela Resident Advisor. Nesse mesmo ano, junta-se aos Atoms for Peace de Thom York para figurar como suporte na tour norte-americana do supergrupo, onde conhece o baterista londrino Tom Page, dos Rocketnumbernine, que o acompanha até à data. No ano passado, James Holden voltara à carga com o belíssimo disco The Animal Spirits, nome que batiza também a sua live band, formada pelo saxofone de Etienne Jaumet (dos Zombie Zombie), a corneta de Marcus Hamblett (Bear’s Den, Laura Marling), a cantora Liza Bec, o percussionista cósmico Lascelle Gordon e, claro está, a bateria de Tom Page.

É com esta formação que o produtor britânico regressa a Portugal, uns meses depois da excelente atuação no Teatro Municipal Sá de Miranda (aquando da 13ª edição do NEOPOP), para duas datas imperdíveis em Portugal - primeiro na Culturgest, em Lisboa (dia 7), depois no gnration, em Braga (dia 8).

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Reportagem: Unknown Mortal Orchestra + Iguana Garcia [Aula Magna, Lisboa]



Noite de Outono? Eu diria de Inverno pelo frio que se faz sentir lá fora. Uma noite de aguaceiros, há sinais de aviso amarelo na costa por causa do mau tempo. Vi o mar agitado da janela, mas para onde vou, o mar não está assim tão perto.

Tocaram no Porto numa segunda-feira 29 de Outubro, no Hard Club, e cruzaram o “temporal” para tocar no dia seguinte em Lisboa. Neozelandeses, residentes em Portland, Oregon, os Unknown Mortal Orchestra e as suas canções psicadélicas. Já tinha ouvido dizer que são incríveis ao vivo, e confirmo. São excelentes músicos, mas, já lá vamos.

Iguana Garcia


Já em Lisboa, a responsabilidade da primeira parte do concerto dos Unknown Mortal Orchestra, coube ao português, Iguana Garcia: "Iguana Garcia é um homem só, que procura unir o universo pela força de um caldeirão mágico onde se colocam várias musicalidades: rock, electrónica, psicadelismo, tropicalismo, e o que mais vier" e isto sabe-se pelo que está descrito no Soundcloud do músico.

São as canções de Cabaret Aleatório como um primeiro álbum de estreia que o levaram até ali. E ali está ele entre o branco e o verde das luzes de palco na Aula Magna, Iguana Garcia aparece envolto em nevoeiro libertado pela máquina de fumos, num pequeno rectângulo centrado a meio do palco, rodeado de teclas, liberta para o ar acordes de guitarra, cruza teclados, ritmos e baixo programado. E olhem, fez-me lembrar por uns momentos o timbre do vocalista dos Heróis do Mar. Mas é diferente, mas igual a um certo “Fado” banal no bom sentido do termo.

Em círculos de luz azul, desenhados no chão do palco, desfila uma dança lenta, mas pujante ao terceiro tema, "Vapor" é uma música maioritariamente instrumental. São bonitos os sons deste português que sozinho, consegue arrebatar um anfiteatro cheio de gente sentada. Belo presente este, a antecipar a actuação dos Unknown Mortal Orchestra: "meus queridos eu quero ouvir barulho de vocês", - diz ele. E a audiência  reage às batidas sincopadas e cheias, a cem por cento o som, graves e agudos em pleno no refrão, e canta que “já pensei em deixar de ser feliz para ser normal’, é o "60KF", do seu álbum de estreia, deu para muito no palco,  aqueceu a sala, foi aplaudido, e foi feliz.


Unknown Mortal Orchestra


Confirmo, dizia eu que são excelentes músicos, na interpretação das canções ao vivo, nem uma nota ao lado, são de um sincronismo absoluto.

Lotação esgotada numa terça-feira à noite e portanto, numa Aula Magna cheia de gente para ouvir Unknown Mortal Orchestra, comprovando assim o extraordinário sucesso que estes músicos têm em Portugal, demonstrando também a boa reputação que têm como banda ao vivo.

São 22h em ponto, a banda de Ruban Nielson ali está, de forma descontraída e confiante, entram discretos, não tanto quanto o alarido e as palmas que se fizeram ouvir da plateia. E o espectáculo começou ensolarado com a canção "From The Sun", num cenário de luz vermelho vivo progressivo ainda distante daquilo que viria a transformar-se numa “explosão” luminosa e exuberante de psicadelismo policromático, portanto, de muitas cores. Numa actuação enérgica e emocionante eis que Ruban Nielson salta do palco de guitarra ao peito, (foi o delírio) soltou-se um solo intenso da sua guitarra, percorreu quase de lés-a-lés o anfiteatro, de baixo para cima, subiu e desceu à direita e à esquerda, sinalizado pelo staff um sabre de luz verde à sua passagem pelos cantos da sala, provocando a agitação e o contentamento geral. Os decibéis explodem numa ambivalência sonora entre a bateria e a discreta distorção da guitarra e sempre com um baixo com apontamentos ligeiros de funk e as teclas semi-presentes. "Swim and Sleep", "Necessary Evil", "Ministry Of Alienation" e o saxofone que grita numa esquizofrenia sonora, So "Good At Being In Trouble" de atmosfera intimista a fazer lembrar um slow dos anos 60, Ruban está com a voz um pouco mais rouca do que o habitual, e até parece que chora num sentimento overdubbed na cauda do refrão.

"Major League Chemicals", "American Guilt", e as explosões de luz são agora maioritariamente de um vermelho raiado a verde, o saxofone que grita ao compasso com as luzes de palco, bateria explosiva, e as guitarras de um psicadelismo que nos confunde os sentidos numa mixagem perfeita entre o que os olhos vêem e o que os ouvidos escutam: "Not in Love We‘re Just High", "Multi-Love", e há nova incursão pelo anfiteatro, novo passeio de Ruban pela plateia, agora sem a guitarra, próximo do palco, canta, dança e salta e aterra no palco de mão no chão em pose de Homem Aranha. Audiência estridente e o público a pedir mais, bate palmas. ’This is amazing! thank you so much!’. No encore houve "Hunnybee" e "Can´t Keep Checking My Phone", num registo mais eufórico em contraste com o original gravado em estúdio. Terminaram abruptamente com uma explosão sónica de ruído e relâmpagos de luz branca, um espectáculo de precisão, cor e calor.


Texto: Lucinda Sebastião
Fotografia: Nuno Conceição / Everything is New

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Fotogaleria: Spiritual Front plays The Smiths and Morissey [Stereogun, Leiria]


Foi no passado dia 20 de outubro que nos dirigimos até à Stereogun em Leiria para assistir ao regresso da banda de Simone Salvatori à terra do Lis. Os Spiritual Front tinham feito a festa em Lisboa, no dia anterior e, a noite de Leiria prometia casa cheia, para uma celebração que contava com os grandes hits da carreira dos The Smiths e Morissey no reportório. Este concerto estava inserido em mais um dos episódios relâmpago do Fade In Festival.

Podem recordar os momentos experienciados na noite de 20 de outubro pela lente do Miguel Silva na fotogaleria abaixo ou aqui.

Spiritual Front [Stereogun, Leiria]

Fotografias: Miguel Silva

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She Wants Revenge confirmados no Extramuralhas


Os californianos She Wants Revenge são o novo nome a ser revelado para a décima edição de festival gótico que volta novamente este ano sob o epíteto Extramuralhas, acontecendo em vários pontos de atração da cidade de Leiria (excepto no Castelo, que continua em obras). A banda de inesquecíveis temas como "Tear You Apart", "She Loves Me, She Loves Me Not", "Animal Attraction" ou "I Don't Wanna Fall In Love" e que junta o legado post-punk da Manchester dos anos 80, com resquícios de rock-gótico, new-wave e electro-pop, atuará no último dia do festival, a 31 de agosto com palco de atuação ainda por revelar.

Os She Wants Revenge são a segunda banda a ser anunciada ao cartaz do festival gótico, juntando-se assim aos canadianos Actors, que tocam a 29 de agosto. Ainda não são conhecidas informações adicionais relativamente ao preço dos bilhetes.


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Miho Hatori (Cibo Matto, Gorillaz) apresenta-se em Aveiro

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Aveiro é o sítio escolhido pela cantora e multi-instrumentista irrequieta Miho Hatori, que irá tocar no Avenida Café-Concerto na próxima quarta-feira, dia 07 de novembro. A artista, que é conhecida tanto por fazer parte do duo de trip-hop Cibo Matto, como pelas suas colaborações com o grupo histórico nova-iorquino de hip-hop Beastie Boys e, mais notavelmente, com o super-grupo animado Gorillaz (em que deu a voz à personagem de origem japonesa Noodle), vem apresentar o seu mais recente trabalho, o EP Amazon To LeFrak. Editado no ano passado sob a persona de New Optimism, o EP contém música pop electrónica catchy de índole ao mesmo tempo esquizofrénica e dançável.

Os bilhetes para o concerto poderão ser adquiridos em regime de pré-venda no seguinte link.


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