quinta-feira, 22 de abril de 2021

Premiere: B4ICRY2 - BRILHANTE (vídeo)


“BRILHANTE” é o nome do novo single do trapper lisboeta B4ICRY2, lançado sob a alça da Rotten \ Fresh como avanço do primeiro disco do artista, B4HER, que tem lançamento previsto para o próximo dia 29 de abril.

Inserido dentro da nova taga do cloudtrap lusitano, B4ICRY2 inspira-se em nomes já icónicos como Bones ou Yung Lean e cria um cloud-emo rap orelhudo e hipnótico, sempre a par da contemporaneidade. Além de “BRILHANTE”, o artista já havia demonstrado anteriormente a sua capacidade em criar faixas emancipatórias, como em “Tarot” ou “Fraco”, sendo este single apenas mais um passo para se tornar num dos nomes a ter em conta dentro do cenário cloud português.

Abaixo poderás ouvir o single, acompanhado do seu respetivo teledisco. A pre-order de B4HER já está disponível no Bandcamp da label lisboeta.

+

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Baleia Baleia Baleia anunciam novo disco com o lançamento de "Babes do Zodíaco"


Com o lançamento inicialmente previsto para 2020 mas condicionado pela atual pandemia, a dupla portuense Baleia Baleia Baleia apresenta agora um novo single, intitulado “Babes do Zodíaco”, que será integrado no novo álbum “Suicídio Comercial” e cujo lançamento acontecerá em Outuno de 2021, através da editora Saliva Diva.

“A pandemia fez-nos atrasar o lançamento do disco um ano, mas se calhar foi melhor assim, pudemos dar tempo e dedicação ao sucessor do disco dos óculos e divertimo-nos muito”, afirma Ricardo Cabral, sobre o processo de criação do futuro disco. Depois do lançamento do disco homónimo, em 2018, a banda regressou ao estúdio, para um segundo álbum a ser editado no segundo semestre de 2021, do qual “Babes do Zodíaco” irá fazer parte.

O videoclipe, agora revelado pela banda, é inspirado na cultura pop iconoclasta, no surrealismo e na liberdade própria da videoarte. As cabeças dos músicos são planetas e outros corpos celestes no espaço sideral que contracenam com mais elementos que não deviam lá estar.

“O vídeo foi feito por nós em casa, com a preciosa ajuda do Hugo Santos no jogo de luz caseiro e na fluidez dos movimentos de rotação das cabeças-planeta, e do Daniel Catarino que gentilmente cedeu uma máquina de filmar e um tripé. Teve um orçamento inferior a 50 cêntimos (que nem chegámos a usar), é um espelho do que foi o processo de gravação e mistura deste disco: poucos travões e muitas gargalhadas”, revela Manuel Molarinho.

Numa busca por transmitir assuntos importantes mas ao mesmo tempo sem quererem ser levados demasiado a sério, os Baleia Baleia Baleia aproveitam este primeiro avanço para deixar isso bem presente. Para o lançamento do disco Suicído Comercial, agendado para este Outono, a tónica continuará a ser a constante interação entre a realidade contemporânea, muitas vezes capaz de superar a ficção, e que serve de matéria rica e inspiração para a banda conceber as suas músicas. 

O single e o álbum foram produzidos pela própria banda no estúdio Quarto Escuro. O single já pode ser ouvido no Bandcamp da banda e da editora.

+

terça-feira, 20 de abril de 2021

John T. Gast, Rebeca Csalog e Dianna Excel no ciclo de apresentações de maio do Novo Negócio

© Vera Marmelo



A Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, anunciou o programa do próximo ciclo de apresentações que terá lugar no espaço Novo Negócio, todas as terças-feiras a partir de maio.

O ciclo inicia a 4 de maio com a apresentação de Refraction Solo, novo trabalho do saxofonista Rodrigo Amado que recolhe as premissas centrais de notáveis como Ornette Coleman, Sonny Rollins ou Thelonious Monk, "projectado em solidão como forma de canalizar energias e reflectir sobre o seu próprio percurso e as bases do mesmo", explica a organização.

A 11 de maio, o elusivo produtor inglês John T. Gast, que assina mais de uma década de carreira e lançamentos por selos como a saudosa Blackest Ever Black ou a sua 5 Gate Temple, regressa a Lisboa para apresentar o espetáculo ‘No Murmúrio dos Esgotos’. A primeira parte conta com a harpista Rebeca Csalog que, entre outras referências, marcou presença junto de artistas nacionais como Conan Osiris ou Odete.

Norberto Lobo, um dos mais reputados músicos portugueses das últimas duas décadas, apresenta-se no espaço lisboeta no dia 18 de maio para uma performance que promete "cruzar clássicos do passado com projecções do futuro".

O ciclo encerra a 25 de maio com a estreia ao vivo de O Que Teriam Ouvido Se Estivessem Calado, performance desenhada por Bernardo Bertrand e que pretende reimaginar o seu projeto Menino da Mãe. Na mesma noite, Dianna Excel apresenta, pela primeira vez, o seu novíssimo XL, a estreia da cantora-produtora em longa-duração.

Também no mês de maio, a ZDB recebe a próxima fase do ciclo A Vida Continua, que conta com a participação de Oseias, José Rego, Rudi Brito & Maria Reis, João Dória, Bubacar Djabaté, April Marmara, nastyfactor, Cíntia, Puçanga, Metametal, NGIRI ICE e LONGO & Gapp.

Consultem o programa completo em zedosbois.org.


+

Tales of Another Felt Sense of Self é o novo trabalho multissensorial de IOKOI

© Lorenzo Pusterla

Mara Miccichè é uma artista multifacetada oriunda de Zurique, que se esconde sob o alter-ego de IOKOI. O seu novo registo de estúdio, Tales of Another Felt Sense of Self, chegou às prateleiras no passado mês de março, com o selo da -OUS, editora experimental suíça da qual Miccichè é co-fundadora. Sucessor do “hiperciberreal” Liquefy (2016), este novo trabalho multidisciplinar assume-se como o seu disco mais íntimo até à data, resultando de uma jornada interior colaborativa de três anos.

Tales of Another Felt Sense of Self condensa no seu núcleo a pop vanguardista com a spoken word, field recordings e texturas eletrónicas mercuriais, retratando-se ao mesmo tempo como uma experiência orgânica de IOKOI, motivada pela procura da própria essência do nosso ser em relação aos outros, ameaçada pela crescente desencarnação na era digital. Além desse sentimento de pertença pessoal e coletivo, Tales of Another Felt Sense of Self invoca uma “reencarnação de todos os sentidos, explorando as nossas rotinas de ouvir, ver, sentir e compreender”, como esclareceu a artista numa nota enviada à redação.



Este trabalho, além da sua edição digital, foi também acompanhado por três camadas adicionais de reflexão. Tales of Another Felt Sense of Self é um trabalho multissensorial em colaboração com a videógrafa Michele Foti, a artista olfativa Klara Ravat e a designer gráfica Sarah Parsons, envolvendo a música e o vídeo com artes olfativas e visuais.


Os vídeos de Michele Foti foram disponibilizados online, enquanto a edição limitada do pacote booklet & room scent está disponível através do bandcamp da label.

Recomendado para admiradores das sonoridades de Lucrecia Dalt, Felicia Atkinson Laila Sakini, Tales of Another Felt Sense of Self pode ser escutado na íntegra em baixo.

+

Sarnadas desvenda hoje o segundo capítulo de The Hum


The Humm é a segunda parte do projeto ambiental de Sarnadas, artista pluridisciplinar sediado no Porto e um dos cabecilhas do colectivo Favela, seguindo-se a The Hum. O registo, gravado ao longo de dois dias durante sessões do qual resultaram oito horas de música, é fruto de um processo de trabalho do acaso, em que um sintetizador caseiro processado por um mixer e modelado por alguns pedais cria uma série de camadas de som, cuja relação e pequenas oscilações controladas pelo produtor resultam num conjunto de oito peças de música orgânica, calma mas carregada de nuances.

Ao longo do primeiro disco, Sarnadas criou uma série de peças mais negras, com sons saturados a sobrecarregar sentidos e criar imagens que ultrapassam a realidade. Em The Humm, quase num exercício de oposição, o músico criou peças mais próximas do despertar do que de um sonho lúcido, em que cada espaço absorve luz e as suas formas se tornam mais claras.

The Hum é o desdobrar de mais uma das facetas de Sarnadas, também conhecido como João Sarnadas, ou simplesmente Coelho Radioactivo, com um foco claro na melodia e nas possibilidades musicais da sobreposição de elementos simples, alterados ao longo do tempo. É, também, enformado pela ideia de que cada cidade tem a sua harmonia única, levando o produtor a focar-se nas cidades do Porto e Aveiro, de onde é nativo, nas suas artérias e no conjunto de sons que compõem os seus drones específicos.

+

Tommy Cash regressa a Lisboa em 2022

© Julien Tell



Está anunciado o regresso de Tommy Cash a Lisboa: o rapper estónio atua no LAV – Lisboa ao Vivo, em data única no país, no próximo dia 22 de março de 2022.

O nome artístico de Tomas Tammemets, Tommy Cash é o mais famoso rapper proveniente de Talinn, capital da Estónia. Cash, que também é artista visual, possui apenas 29 anos mas o  vasto currículo do agente provocador estónio conta várias parcerias com o famoso estilista americano Rick Owens e gigantes do vestuário como a Adidas ou a francesa Maison Margiela. 

O seu mais recente álbum, ¥€$, chegou em 2018 e juntou o rapper a uma armada estelar de músicos e produtores como os finlandeses Amnesia Scanner ou os britânicos Danny L. Harle e A.G. Cook, cabecilha do coletivo PC Music. O álbum inclui ainda participação de Charli XCX, Caroline Polachek e MC Bin Laden nas vozes e foi apresentado em Portugal na última edição do festival NOS Primavera Sound, em 2019. Antes, em 2016, Cash assinalou a sua primeira passagem pelo país para duas datas – no Porto e em Lisboa – de apresentação do álbum de estreia Euroz Dollaz Yeniz.

No início deste mês, Tommy Cash partilhou o mais recente EP Moneysutra, um conjunto de cinco canções feitas a meias com $uicideBoy$, Diplo, Bones, Riff Raff e Eldzhey.

Os bilhetes encontram-se disponíveis a partir da próxima sexta-feira, dia 23 de Abril, em bol.pt e locais habituais ao preço de 25€.


+

:PAPERCUTZ no Centro Cultural Malaposta



Após um ano de ausência de espetáculos ao vivo :PAPERCUTZ regressa aos palcos para concertos com público em sala. O primeiro acontece já no dia 6 de maio, no auditório do Centro Cultural Malaposta, contando com a presença das convidadas portuguesas Meta (Mariana Bragada), EVAYA (Beatriz Bronze) e a neozelandesa Maree Lawn. Estas artistas participam igualmente no novo EP So Far So Fading, a editar em maio, trabalho que reúne não só novos arranjos dos temas das diversas edições do Projeto, mas também composições originais.

:PAPERCUTZ é um projeto de pop eletrónica com origem na cidade do Porto, liderado por Bruno Miguel. O primeiro tema surgiu em 2008, integrado na compilação “Novos Talentos FNAC” que destaca artistas de música portuguesa.

Desde então, o Projeto tem vindo a sofrer mutações, integrando vozes nacionais e internacionais, assumindo-se como um trabalho que abre portas à internacionalização em consonância com a era global em que vivemos. Tem sido alvo de forte aclamação tanto pela imprensa nacional como internacional, tendo vindo a receber excelentes críticas ao longo dos anos.

O grupo atuou pela primeira vez na Ásia, em finais de 2016, no festival Wonderfruit. Em 2017 lança o álbum de originais, King Ruiner, desvendando uma nova sonoridade em  concertos em Portugal e além-fronteiras. A nova vocalista, Catarina Miranda, é um dos elementos responsáveis por uma abordagem sonora diferente, evocando harmonias pop e motivos corais encontrados em geografias não ocidentais.

Em 2019 :PAPERCUTZ efetuou duas digressões europeias (Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e Polónia) passando por festivais nos Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Islândia entre muitos outros, uma residência artística em Nova Iorque, tendo sido escolhido para o programa da União Europeia para circulação de artistas no seu espaço, INES#talent.

Em 2020 o grupo do premiado produtor portuense Bruno Miguel, apostou em novas edições internacionais de King Ruiner, um trabalho gravado entre o Porto, Nova Iorque, Hamburgo e Tóquio que conta com diversas vocalistas como a referida portuguesa Catarina Miranda, para além de Ferri, artista japonesa e a alemã Lia Bilinski.

Em Portugal, o álbum tem recebido destaque nos media e obteve uma nova edição lançada em tempos de pandemia com os portugueses Octa Push, Throes + The Shine, Scúru Fitchádu, Pedro, FARWARMTH, IVVVO, e Ondness, incluindo alguns temas originais.

Em 2021 os :PAPERCUTZ continuam em concertos, para além do lançamento de So Far So Fading que "alude ao estado impermanente e efémero de dias decorridos, reunindo novos arranjos de temas das diversas edições do projeto e composições originais com convidados como o orquestrador Bruno Pinto Ferreira e um quarteto de cordas, Maree Lawn e mema. que participam neste tema, além de Evaya e Meta nas restantes canções".

Os cancelamentos impostos pela pandemia impossibilitaram a concretização da sua maior digressão internacional, fazendo com que se voltassem para o território nacional, se reinventassem e se ajustassem à nova realidade.

Os :PAPERCUTZ assinam com a editora alemã K7 Records, casa mãe de projetos como Matthew Herbert, Thievery Corporation, Lafawndah, Lotic, entre outros. Bruno Miguel prepara o lançamento internacional do seu novo EP, com o apoio da gravação e apresentação ao vivo da DGARTES (Programa de Apoio a Projetos Criação e Edição).

Começam igualmente a delinear a sua digressão internacional para 2022 com a primeira data no Village Underground, em Londres, a acontecer no dia 4 de fevereiro de 2022.



Os bilhetes para o concerto do Centro Cultural Malaposta (Odivelas) podem ser adquiridos aqui. Em agenda estão também concertos para o Porto, dia 4 de junho no Hard Club e  Braga, dia 11 de junho no Theatro Circo.

+

sábado, 17 de abril de 2021

Life in Warp: A lake by the mõõn lança álbum de estreia



Life in Warp é o álbum de estreia do produtor português A lake by the mõõn, lançado este sábado de forma independente.

Segundo notas de lançamento, todos os sons presentes em Life in Warp foram criados a partir de sons proferidos por seres vivos que estão (ou já estiveram) em perigo de extinção desde o início do Antropoceno. Estes sons foram posteriormente submetidos a manipulações digitais de modo a transformarem-se em novos elementos musicais, retirando-os dos seus ecossistemas em colapso para um novo mundo de eletrónicas orgânicas – uma nova forma de conservação através do meio digital. 

A finalizar a descrição, uma nota importante: "Estamos perante a maior crise que a humanidade alguma vez encarou. Existem mais de 1 milhão de espécies em vias de extinção. Desde 1970 a Terra perdeu 60% da sua vida animal selvagem. Estamos a viver a 6ª extinção em massa. Precisamos urgentemente de parar, ouvir, imaginar e agir. Temos tudo a perder, por isso vamos lutar com tudo o que temos. O relógio está a contar.".

Life in Warp encontra-se disponível para escuta e download digital no Bandcamp.

+

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Associação OUT.RA reagenda últimas apresentações públicas dos bolseiros 2020

@ Vera Marmelo

OUT.RA - Associação Cultural anunciou as próximas duas programações a ter lugar no Barreiro nas próximas semanas. O terceiro e último momento público do projeto ZIMA no Convento da Madre de Deus da Verderena, no dia 24 de abril, e a projeção do filme "Solo Infértil", de Camila Vale, a 13 de maio, encerram simbolicamente o ano de 2020 com as últimas apresentações públicas dos Bolseiros OUT.RA.

ZIMA é o projeto de Sara Zita Correia e Marta Ramos. Sobre o espetáculo que irão apresentar no Convento da Madre de Deus da Verderena, "Sonho de Zima", a dupla explica: "Trocando a véspera de solstício, pela véspera de liberdade, abrimos os portões de um novo lugar, para a partilha de mais uma experiência de vida. Interessa-nos, desta vez, perseguir um momento que reforce a simplicidade da existência e exponha a inevitável crueza do encontro das vozes em bruto com as paredes". A performance, altamente exploratória, assinala o último momento público do projeto no contexto da Bolsa de Criação da OUT.RA. 

"Solo Infértil" é o filme que Camila Vale realizou ao longo de 2020, com o envolvimento de vários protagonistas locais no mundo do som e imagem. O filme retrata a história de dois irmãos pelas  "inexplicáveis cores da terra, e pelos segredos que o passado esconde", levando-os a criar no espaço onde habitam "uma harmonia para a sua dissonante realidade". A projeção do filme acontece no AMAC (Auditório Municipal Augusto Cabrita) pelas 21h.

A entrada para ambos os eventos é gratuita, sendo no entanto necessária uma reserva prévia para o mail info@outra.pt.


+

Soft Cell detalham primeiro álbum em quase 20 anos


Os britânicos Soft Cell confirmaram que se encontram a trabalhar num novo álbum, o primeiro desde Cruelty Without Beauty, de 2002. O álbum, que ainda não possui título ou data de lançamento definidos, deverá estar pronto no próximo ano. 

Em declarações ao Daily Star, o multi-instrumentista Dave Ball explica que o duo ainda não se atreveu a escrever uma segunda "Tainted Love", o famoso single que levou os autores de Non-Stop Erotic Cabaret ao estrelato em 1981, mas deixa algumas pistas para o que aí vem: "seria inapropriado que dois homens de 60 e poucos anos tentassem escrever temas pop saltitantes. Isso não significa que nos tenhámos tornado miseráveis, mas também não é música pesada e industrial. Diria que as canções estão a soar bastante minimais, melódicas e carregadas de graves".

Dave Ball e Marc Almond formaram os Soft Cell em 1977 quando estes se encontravam ainda a estudar no Leeds Polytechnic (o orientador de Almond era Frank Tovey, conhecido por desempenhar funções enquanto vocalista dos Fad Gadget). A banda alcançou rápido sucesso com o afamado single "Tainted Love", que atingiu a cobiçada primeira posição das tabelas britânicas, e chocou o mundo com o visionário e altamente subversivo imaginário das suas canções e vídeos, que tocavam em pontos como a fluidez sexual e as práticas BDSM (o ínfame vídeo para "Sex Dwarf" encontra-se, ainda hoje, banido e ausente da esfera online). Editaram cinco álbuns de estúdio – Non-Stop Erotic Cabaret (1981), Non Stop Ecstatic Dancing (1982), The Art of Falling Apart (1983), This Last Night in Sodom (1984) e o mais recente Cruelty Without Beauty (2002), que recebeu uma compreesiva reedição em 2020.

O último trabalho dos Soft Cell, o single “Northern Lights”, chegou em 2018, ano em que a dupla deu aquele que foi anunciado como o seu último concerto sempre na O2 Arena, em Londres. 


+

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Os Glaare estão "For Sale"

Os Glaare estão "For Sale"


Está cada vez mais próxima a data de lançamento de Your Hellbound Heart, o segundo disco de estúdio dos norte americanos Glaare. O projeto liderado por Brandon e Rachael Pierce lança no último dia do mês o sucessor de To Deaf And Day (2017, Weyrd Son Records) e para acalmar os dias que antecipam o marco a banda lança agora de surpresa o quarto tema da peça completa, "For Sale". O tema, que já circula pela internet há cerca de três anos - quando o apresentaram no formato demo em exclusivo para o Jam In The Van - vê-se agora esculpido na sua versão final, com o toque aprimorado dos novos membros Marisa Prietto e Rex Elle. No tema que desafia o tempo e o espaço - entre sonoridades contemporâneas com toques da onda obscura dos anos 80 - "For Sale" é potencialmente o hit do novo longa duração da banda: viciante, obscuro, estimulante e brutalmente envolvente.

Em Your Hellbound Heart os Glaare "a personificação do prazer concedido a alguém após um período de extrema tortura" é afirmada como o conceito de um disco que varia entre malhas de sons mais calmas e ondas sonoras profundamente estimulantes como se vive neste novo "For Sale". Se em To Deaf and Day os Glaare retratavam a sensação do partir do coração, neste Your Hellbound Heart criam a sua interpretação da quebra da mente num disco que tem tudo para se ambientar em território europeu.

Your Hellbound Heart tem data de lançamento prevista para 30 de abril em formato vinil, CD e digital pelo selo Weyrd Son Records. Podem fazer a pre-order do disco aqui.


+

JE T'AIME antecipam novo LP com "Another Day in Hell"

JE T'AIME antecipam novo LP com "Another Day in Hell"


Os franceses JE T'AIME estão de volta à ribalta com novo single, "Another Day In Hell", tema inédito que antecipa o lançamento do novo álbum de originais com lançamento previsto para o próximo outono. Depois de terem colocado cá fora JE T'AIME Live at Gibus como encerramento da primeira etapa de carreira, o trio aposta agora numa nova vertente sonora. Mais melancólica que outrora, a energia contagiante dos temas que incorporaram o disco de estreia camufla-se agora por entre guitarras ora melodiosas ora quebradas, linhas de baixo prepotentes e uma bateria tépida numa canção de ritmos desacelerados. 

"Another Day In Hell" foi lançada esta terça-feira (13 de abril) juntamente com um trabalho audiovisual que junta os três membros da banda - em planos separados - para retratar uma realidade tão comum nos dias que correm: estradas despidas de movimento e o vazio traseunte que acompanha as carreiras na indústria da música. Esse vazio reflete-se no resultado final de "Another Day In Hell" que aposta num percurso mais badalado, já anteriormente abordado no disco de estreia em temas como "Hide & Seek" ou, "Watch Out"  mas aqui com os sintetizadores fora de foco e uma certa alienação à mistura.

O sucessor de Je T'Aime (2019, Manic Depression, Icy Cold Records) deverá chegar às prateleiras em outubro. O vídeo para "Another Day In Hell" pode visualizar-se abaixo.


+