quinta-feira, 21 de março de 2019

Eis os primeiros nomes do Festival Músicas do Mundo 2019


O Festival Músicas do Mundo (ou FMM), festival da música com espírito de aventura, regressa a Sines e Porto Covo, de 18 a 27 de julho de 2019.

No ano da sua 21.ª edição, a grande viagem de circum-navegação musical do mundo tem escalas já garantidas na Alemanha, África do Sul, Angola, Bélgica, Brasil, Burundi, Cabo Verde, EUA, Gâmbia, Índia, Jamaica, Líbano, Portugal, Reino Unido e Síria. Os três primeiros nomes confirmados para 2019 são três grupos programados para 2018 cuja a vinda a Sines, por motivos diversos, não se pôde concretizar: Antibalas, Inner Circle e Ladysmith Black Mambazo. Também já confirmados para esta edição estão Chico César, Omar Souleyman, Shantel, Susheela Raman, JP Bimeni, Kokoroko, LaBrassBanda, Luedji Luna, Melanie de Biasio, Sona Jobarteh, The Wanton Bishops, Batida, Dino D'Santiago e Lucibela.

A 21.ª edição do Festival Músicas do Mundo realiza-se de 18 a 27 de julho de 2019. De 18 a 20 de julho, o festival estará sedeado em Porto Covo. No dia 21, transita para a cidade de Sines, onde permanece até dia 27. Os bilhetes para os concertos noturnos no castelo já estão à venda.




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Festival A Porta anuncia datas e primeiras confirmações


Já há datas e nomes para a 5ª edição do Festival A Porta. Uma edição de celebração, expansão e novas propostas artísticas para fazer de Leiria um palco multidisciplinar e multigeracional por excelência. De 14 a 23 de Junho 2019, o festival volta a Leiria e inaugura o cartaz artístico com a música de Manel Cruz que, depois de um regresso aos palcos em 2017, marca este ano o tão ansiado regresso aos discos em nome próprio; o guitarrista tuaregue Mdou Moctar, que se divide entre a electrónica, a takamba e a assouf para cantar sobre o Islão, o amor e a paz; e ainda The Mauskovic Dance Band, do multi-instrumentista holandês Nic Mauskoviç (cara-metade dos Bruxas, projeto que divide com Jacco Gardner). O veterano caboverdeano Julinho da Concertina, os finlandeses K-X-P, a música e compositora lisboeta April Marmara e os recém-criados Ayamonte Cidade Rodrigo fecham o primeiro leque de confirmações.

A Porta anunciará mais nomes, artistas e outros detalhes sobre a programação final nos próximos meses.

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Fotogaleria: A Monumental Bergadela [Passos Manuel, Porto]


Teve lugar na passada quinta-feira — dia 14 de março — A Monumental Bergadela, um evento que contou com concertos dos Terebentina e dos Conferência Inferno, e ainda um DJ set de Placenta Futura. O certame teve lugar no Passos Manuel e por motivos de força maior, não há registo do DJ set de Placenta Futura da parte deste que vos escreve, por isso irei apenas falar-vos dos dois concertos da noite. 


A música começou só depois das 23h. Primeiro, no auditório do Passos, os Terebentina apresentaram o seu primeiro EP homónimo — lançado no início deste mês — um trabalho composto por cinco faixas de pura exploração libertária, uma manifestação criativa que materializa a angústia e a frustração num organismo vivo e impetuoso de enorme abrasividade, cruzando fúria punk com sopros embriagados de saxofone, eletrónicas efervescentes e uma lírica aguçada regurgitada em gritos rasgados. Houve ainda tempo para apresentar a faixa “Cabelo de Crude” tema que ainda não tem edição corpórea, sendo de momento apenas possível de experienciar ao vivo, durante as catarses sonoras que são os concertos dos Terebentina. 



Depois disso, por volta da meia-noite, teve início na cave do Passos o concerto dos Conferência Inferno. E durante cerca de uma hora e numa actuação em registo live, a dupla composta por Raul Mendiratta (uma das metades dos Motel 808) e Francisco Lima (AKA Jacketx) destilaram veneno e paixão em igual medida, por entre sinceras e evidentes homenagens aos Suicide. Esperamos por mais avanços dos Conferência Inferno, sendo que para já apenas conseguimos escutar uma demo do tema "Cetim". Porém, já prometido o lançamento do EP Bazar Esotérico via Coletivo Farra.


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quarta-feira, 20 de março de 2019

Primeiras confirmações para o Rodellus 2019


Rodellus, festival que celebra em 2019 cinco “colheitas” de idade, está de volta a Ruílhe e anuncia as primeiras confirmações. Depois do prémio “Best Small Festival” nos Iberian Festival Awards recebido na semana passada, o festival rural volta com as primeiras novidades do alinhamento deste ano.

ParaguaiiBee Bee SeaGator the Alligator e Solar Corona são as primeiras quatro confirmações do festival mais rural do norte, que terá lugar nos dias 18, 19 e 20 de Julho.
Kopernikus é o terceiro longa duração dos Paraguaii e tem desde já apresentação agendada para o Rodellus. A banda vimaranense que se encontra em constante mutação, apresenta em 2019 novo trabalho, de tonalidade mais densa e negra, que retrata o atual estado da sociedade. Abordando temáticas como a igualdade de géneros e de povos, os Paraguaii prometem soltar as amarras e lançar a festa em Ruílhe.

Os italianos Bee Bee Sea trazem na bagagem Sonic Boomerang, álbum editado em 2017, contando com mais de uma centena de paragens na sua apresentação. Notabilizando-se por espectáculos verdadeiramente incendiários, esta particularidade levou a que fossem convidados a abrir para nomes como Thee Oh Sees, Black Lips ou Built to Spill. A banda volta assim a território nacional depois de uma mini-tour em Novembro de 2018.


De Barcelos vem rock em dose dupla. Começamos pela viagem de Solar Corona, que em 2019 marca nova paragem no Rodellus, depois de em 2016 terem apresentado Specimen Days. As más línguas dizem que há álbum novo, os astrónomos referem que existem condições para uma singularidade. Em Julho tirámos as teimas.

Também de Barcelos chega o gator-rock dos Gator, The Alligator, numa descarga de energia em forma de álbum. Intitulado Life is Boring, a estreia em formato longa duração não poderia ter corrido melhor à banda finalista do Festival Termómetro.


5ª edição do Rodellus regressa a Ruílhe, Braga nos dias 18, 19 e 20 de Julho para três dias de música e muita festa à moda do minho! Mais informações e alinhamento a anunciar brevemente.

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Abril inicia com o regresso dos JUSEPH ao Porto


No próximo dia 5 de Abril os JUSEPH regressam ao Porto (Plano B) para apresentar o seu primeiro longa duração, Óreida.

Em Setembro de 2016, os JUSEPH entraram novamente em estúdio para a gravação do álbum no CAOS Armado Studios, sendo produzido, mixado e masterizado por Daniel Valente. Óreida traduz em pleno o terreno onde se move o som de JUSEPH. Um som grave aliado de melodias ora alegres, ora escuras, uma batalha sonora entre a destruição e a reconstrução. O álbum foi lançado em vinil pelas editoras Wooaaargh (Alemanha), Regulator Records e Raging Planet (Portugal) a 1 de Fevereiro deste ano.

O concerto tem hora prevista para as 22h30 e o bilhete tem o custo de 5€. Mais informações sobre o evento podem ser consultadas aqui.


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terça-feira, 19 de março de 2019

Dose dupla de Puce Mary em Portugal



Puce Mary está de regresso a Portugal. A compositora dinamarquesa, que integra o catálogo da conceituada editora dinamarquesa Posh Isolation (casa-mãe para artistas como Croatian Amor, Varg ou Body Sculputes), passa hoje pelo Maus Hábitos, dia 19 de Março, seguindo amanhã para Lisboa, onde irá atuar na Galeria Zé dos Bois. A data, dupla, servirá para apresentar The Drought, o mais recente trabalho de Hoffmeier a solo  e primeiro sob a cinta da editora germânica PAN, juntando-se assim ao roster de luxo que integra alguns dos atos mais urgentes da música exploratória atual. Aqui, a música e compositora explora teias densas de sintetizador, narrativas intrigantes em spoken word e uma nova abordagem à melodia, que se apresenta cada vez mais presente, acrescentando assim um novo capítulo ao denso corpo de trabalho da artista.




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segunda-feira, 18 de março de 2019

Os OtrotortO e os Paisiel encontram-se já esta sexta-feira no CCOP


A segunda encarnação da banda anteriormente conhecida como TORTO assume uma nova identidade, chamando-se agora OtrotortO. Esta entidade, apesar de composta por três elementos bem definidos — Jorge CoelhoJorge Queijo e Miguel Ramos —  é amorfa no que diz respeito à estrutura da sua sonoridade. A sua base é puramente instrumental, mas todo o restante território sonoro desenhado pelo trio é pautado pela permanente indefinição, estando ora de acordo com estéticas do slowcore, ora voltados para arranjos mais próprios do math rock. E a julgar pela faixa "Letargia em Ré Menor" — tema que dá nome ao novo disco lançado hoje via Lovers & Lollipops — este novo trabalho dos OtrotortO promete ser menos explosivo do que o output produzido anteriormente sob o pseudómino TORTO. Porém, com base também nesta primeira audição, é também de destacar que o trio não perdeu competências. Dificilmente isso poderia acontecer. O trio actua junto há quase 10 anos, e convém relembrar que os membros que compõem os OtrotortO provêm de diferentes escolas desta vida: Jorge Coelho na guitarra, foi membro dos Zen e assinou as bandas sonoras de filmes como Coisa Ruim Entre os DedosMiguel Ramos no baixo, foi membro dos Insert CoinMosh e dos SupernadaJorge Queijo é um percussionista com formação académica em composição musical, tendo-se destacado não só pelo seu percurso a solo, como também pelas diversas colaborações que levou a cabo ao longo da sua carreira.

Esta sexta-feira, os OtrotortO apresentam ao vivo no CCOP Letargia em Ré Menor, sendo esta uma oportunidade privilegiada para escutar o disco que marca o antes e o depois da vida deste trio (a própria capa do novo trabalho indicia um desvio/evolução em relação ao percurso discográfico iniciado em Torto), tornando-se assim este concerto numa marca indelével nesse percurso. Morte aos TORTO. Longa vida aos OtrotortO



A abrir as hostilidades desta noite teremos os Paisiel, a dupla composta pelo percussionista João Pais Filipe e pelo saxofonista Julius Gabriel cuja sonoridade se configura entre os universos do free jazz e respectivas intersecções com os universos mais experimentais do rock. A noite é também de celebração para os Paisiel, que comemoram nesta data a reedição em vinil pela Rocket Recordings do seu primeiro disco, o homónimo Paisiel. O certame é organizado pela Lovers & Lollipops e tem início às 21h30, esta sexta-feira, dia 22 de março, no Círculo Católico dos Operários do Porto — AKA CCOP (link para o evento aqui).

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[Review] Sensible Soccers - Aurora


Aurora | edição de autor | março de 2019
8.8/10

Sensible Soccers, dois mil e dezanove, março. Decorem bem o que está escrito atrás. Foram precisos três meses para sair ao mundo uma Aurora, composto pelo trio de ataque André Simão, Hugo Gomes e Manuel Justo, produzido pelo treinador mastermind B FachadaAs contratações do ano que decorre mostram-nos ao longo de 40 minutos como se joga bom futebol, com garra e amor à camisola, utilizando a gíria futebolística. 

"Como Quem Pinta", assim começa de forma acutilante, com este som que nos perpassa os ouvidos, levando-nos a um pensamento onírico, quase criado como uma montanha russa, com descidas e subidas de ritmos ao longo da composição. Após esta, deparamo-nos com "Elias Katana", um tango moderno entre o krautrock mais sentido, através das flautas transversais e ritmos a lembrar Kraftwerk em Ruckzuck, e o lado mais agitado, o do techno mais arrojado e portentoso, com batidas fortes e palpitantes até ao fim desta dança de 7 minutos.


Em seguida, "Chavitas", a entrada num cenário de descoberta, não o tempo dos Descobrimentos (também poderia ser), mas de uma descoberta que alterou a nossa mente até hoje, a da informática, tecnologias informáticas. Dançável do início ao fim, característica desta Aurora que os Sensible Soccers nos quiseram oferecer. 

Mais tarde, à medida que avançamos com faixas como "Fenómeno de Refração", "Import Export" e "Bicho de Soto" relembramos o disco Mr.Wollogallu de Nuno Canavarro e Carlos Maria Trindade, onde estas sonoridades estão também plasmadas. Quase 30 anos depois do disco supracitado surge-nos Aurora, como um vinho encorpado, servido pelos Sensible Soccers.

Há que destacar também para "Luziamar", um possível hit de verão de sunsets em Ibiza, e "Um Casal Amigo", faixa mais introspectiva de Aurora, fechada em si mesmo, dotada de uma genialidade como se pertencesse a banda sonora de O Último Imperador de Bertolucci. "Farra Lenta", a segunda faixa de Aurora é também ela digna de banda sonora, graças ao tom de suspense e adrenalina que nos desperta. 

É uma savana sonora onde os Sensible Soccers jogam de forma livre, "sem pressão de enfrentar o adversário", um retiro para lendas do futebol. Conseguiram-no.


Review: Duarte Fortuna

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Built To Spill apresentam Keep It Like a Secret na ZDB




Os Built To Spill estão de regresso a Portugal para um concerto na Galeria Zé dos Bois. A banda de Doug Martsch acaba de acresecentar uma segunda data no país este ano, depois de ter sido anunciada para o primeiro dia do festival NOS Primavera Sound, onde irá substituir o cancelamento da cantora e MC norte-americana Lizzo. Este é mais um dos concertos inseridos na tour de comemoração dos 20 anos de Keep It Like a Secret, o acarinhado quarto disco de originais do grupo que amenizou os ânimos do cancioneiro independente norte-americano da década de 1990. Depois de Theres's Nothing Wrong With Love, de 1994, e Perfect Like It Is, de 1997, Keep It Like a Secret surgiu já próximo do virar do milénio, em 1999, e mostrou melhor do que nunca a capacidade exímia de Martsch e companhia em adicionar melodia e destreza à sujidade da distorção, influenciando toda uma gama de artistas de culto que vai dos conterrâneos Modest Mouse ao melodrama adocicado dos Death cab For Cutie ou The Microphones.

Antes, os brasileiros Oruã de Lê Almeida (atual membro dos Built To Spill) apresentam-se no aquário pela primeira vez, antecedidos apenas pelo supergrupo portugês Shaolin Soccer, composto por Gonçalo Formiga (Cave Story), Manuel Simões (Norton), Helena Fagundes (Dirty Coal Train, Vaiapraia & As Rainhas do Baile, Clementine).

A entrada possui o custo único de 15€, e os bilhtes já se encontram disponíveis na Flur Discos, Tabacaria Martins e balcão ZDB.


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domingo, 17 de março de 2019

Maria Beraldo apresenta Cavala em Portugal em abril


Cavala é o disco de estreia de Maria Beraldo, música e compositora brasileira que acaba de se juntar à casa Lovers & Lollypops, que garantiu a primeira edição do longa-duração em Portugal. A autora de "Tenso" passa pelo país em abril para um conjunto de cinco datas distribuídas entre São Miguel, Lisboa, Porto, Barcelos e Aveiro.

De atitude provocadora e disruptiva, Maria Beraldo vem da azáfama paulista para o mundo. Cavala é apenas o primeiro de (esperemos) muitos manifestos da brasileira, uma odisseia fascinante pela encruzilhada artística e avassaladora de uma artista com tanto para dizer. O carácter mutante e repentino das suas canções (são 10 músicas condensadas em 24 minutos) reflecte a urgência da mensagem de Beraldo, e da vontade de se afirmar como mulher lésbica no cancioneiro brasileiro atual. A si juntaram-se outros músicos e amigos paulistas como Tim Bernardes, Tó Brandileone e Mariá Portugal, com quem construiu um apanhado de canções carregadas de identidade e instrumentais pujantes, que envolvem histórias onde medo, ternura e emancipação convivem num grito que pretende repensar a heteronormatividade da sociedade.

Cavala pode ser escutado aqui, via Bandcamp, ou ao vivo na tour marcada para abril em Portugal, cujas datas poderão encontrar em baixo: 


13.04 - Tremor, São Miguel 
17.04 - Musicbox, Lisboa 
18.04 - Maus Hábitos, Porto 
19.04 - Teatro Gil Vicente, Barcelos 
20.04 - Mercado Negro, Aveiro


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ThE SPiLL apresentam novo álbum ao vivo


The SPiLL são Sara Badalo, André Fernandes, Óscar Graça, Nuno Lucas, Ruca Lacerda e Marcos Cavaleiro. De volta aos discos, iniciam agora um novo capítulo na sua existência primeiramente infundida pelo jazz e pelo rock, um que os catapulta na direção de um universo explosivo e assertivo. Não existem pretensões quanto ao rock que praticam - é um ato desmedido mas calculado, rematado pela inabalável voz de Sara Badalo. Assim nasce o Pretty Face dos The SPiLL, já disponível para audição.

Este novo álbum será apresentado ao vivo em várias datas: dia 21 de março no CCOP (Porto), dia 22 no Sabotage (Lisboa) e dia 23 no Salão Brazil (Coimbra).

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A excentricidade musical dos EMU


Os EMU são uma dupla sediada em Milão, na Itália, que se baseia no design de som para a criação das suas próprias melodias e projeções sonoras. Música excêntrica, espacial, imersiva e claramente desafiante do ponto de vista do ouvinte. A banda lançou o ano passado o seu primeiro disco longa-duração de estúdio, o homónimo EMU, um conjunto de onze canções com foco ora instrumental ou vocalizado, que incluem todo o processo desde a recolha dos sons base à construção dissonante e/ou sonante de melodias estranhas e muito fora da caixa.

O universo inventivo dos EMU é claramente notório assim que se começam a ouvir os primeiros temas do disco de estreia. "Global Warming" erradica os problemas cada vez mais notórios de um aumento da temperatura ambiente à escala global;  "Chernobyl Weekend" é um jogo de construção e desespero avant-garde; em "Rototom Contrabbasso" há um violoncelo e toda uma toada de música clássica a pintar as paisagens musicais de ambientes completamente dispersos; em "Strumenti Africani" há uma negatividade e um ambiente de suspense evidentemente expressos e no tema de encerramento; "Juice In B#" não dá para explicar bem o que acontece sem ouvirem por vocês.

EMU é, em suma, uma amálgama sonora completamente desafiante e muito difícil de compreender para um simples ouvinte que procura na música a sua forma de entretenimento. Para aqueles que compreendem a música como uma forma de expressão artística acima do seu efeito entertainer, EMU é um disco feito para as vossas entranhas.


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