terça-feira, 23 de julho de 2019

O furacão dos Black Midi passa por Lisboa em setembro


Os Black Midi são um quarteto oriundo de Londres que tem vindo a impressionar tudo e todos nos últimos meses, prometendo ser uma das próximas "grandes sensações do indie-rock". 

Formados em 2017 por Georgie Greep (vocais, guitarra), Matt Kwasniewski-Kelvin (vocais, guitarra), Morgan Simpson (bateria) e mais tarde juntando-se Cameron Picton (vocais, baixo), os membros desta banda conheceram-se todos enquanto estudavam na conceituada escola de artes britânica BRIT School. Antes da banda ser concebida, precederam-se jams de improviso separadas entre George, Matt e Morgan, e ao formar o quarteto lançaram o seu single de estreia "bmbmbm" em 2018 pela editora Speedy Wunderground, sucedendo-se vários concertos pela Europa.


Ao juntarem-se à Rough Trade Records em janeiro de 2019, os Black Midi começaram a acelerar o seu passo e lançaram dois singles, "Crows Perch" e "Talking Heads". Em maio desse mesmo ano, anunciaram o seu primeiro álbum Schlagenheim, gravado num período de 5 dias com o produtor Dan Carey. E mal o álbum fora editado, a banda foi inundada de elogios e criticas positivas em tudo o que era imprensa musical. E isto justifica-se. Schlagenheim trouxe uma lufada de ar fresco ao punk rock em termos de criatividade e qualidade. É como se tivessem ido buscar os The Fall para os tempos modernos e ao trabalhar esse som, adaptando-o ao nosso tempo, resultara dali uma coisa realmente única. Quem ainda não ouviu este álbum deverá fazê-lo o mais depressa possível.

Os Black Midi passam então pela Galeria Zé dos Bois no dia 25 de setembro (com começo marcado às 22h), pouco tempo depois de passarem pelo festival Vodafone Paredes de Coura. Os bilhetes custam 12 euros e estão disponíveis na Flur Discos, Tabacaria Martins e ZDB (segunda a sábado 22h-02h). 

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Drvgジラ, Kenny Berg e Drati no Desterro esta semana


A Rotten \ Fresh é uma jovem editora discográfica baseada em Lisboa, que se foca em promover projectos dentro da música alternativa portuguesa. Criada por um grupo de amigos unido em prol da boa divulgação artística, a Rotten já conta com 12 edições físicas puramente dentro do espírito do do it yourself.

A editora prepara-se agora para fazer mais uma festa no Desterro, dia 26 de julho, desta vez com o trap underground português como temática. O cartaz é composto por Drvgジラ, que irá aqui apresentar a sua novíssima mixtape CHAINS, o portuense incendiário Kenny Berg e Drati, também conhecido como Xan Cloud. Depois destes concertos, a mesa do DJ será entregue ao produtor SISI_BYAS.

Este evento terá começo às 23h desta sexta-feira, e os bilhetes têm um custo simbólico de 3 euros.


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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Reportagem: Thurston Moore [Igreja de St. George, Lisboa]

© Vera Marmelo
Foi no passado dia 13 de julho que fomos até à Igreja de St. George para assistir a mais um concerto de Thurston Moore em terras portuguesas. O guitarrista norte-americano, fundador dos lendários Sonic Youth, tem andado a tocar a solo pelos EUA e a Europa já há algum tempo. No último ano tem feito vários sets mais experimentalistas em colaboração com outros artistas relacionados ao heavy jazz. Talvez Thurston se sinta saturado de tocar numa banda 'convencional' com bateria, baixo e guitarras... A verdade é que quando este concerto foi anunciado todos esperavam um set de guitarra acústica, com Thurston Moore a cantar por cima das suas melodias. Foi o que fora anunciado em todos os sítios na Internet. Era o que estávamos à espera. Mas mal entrámos na Igreja e vimos dois grandes amplificadores direccionados para nós, com uma guitarra eléctrica de 12 cordas em destaque, reparámos logo que a história ia ser completamente diferente. 




Quando Thurston subiu ao palco e começou a tocar, sons catedrais emanaram da sua guitarra e inundaram completamente a Igreja de St. George. A música entrou pelos nossos ouvidos e, ao fecharmos os olhos, entrávamos numa viagem espacial sem fim pelas estrelas. O cenário não podia ser melhor, o altar da Igreja por trás e a iluminação pouco acentuada proporcionaram um ambiente perfeito a esta actuação. Ao longo do concerto, o guitarrista norte-americano foi explorando todas as sonoridades sónicas deste seu lado mais “experimental”, isto acontecia através dos vários pedais que se encontravam no chão, e ao brincar com o feedback da sua guitarra, metendo também um lápis no meio das cordas por vezes.

O concerto teve momentos mais calmos e contemplativos, mas houve também alturas em que a distorção quase que rebentava com os nossos ouvidos, proporcionando uma verdadeira viagem pelos astros. 




No final desta actuação, os aplausos foram muitos apesar de ser visível alguma surpresa na cara das pessoas. Quase ninguém esperava um concerto assim, todos estávamos à espera de um Thurston Moore a cantar com a sua guitarra acústica. Mas não podíamos estar mais errados. O guitarrista norte-americano então explicou que o concerto consistiu numa peça que ele escreveu chamada “ALICE MOKI JAYNE”, em honra da música Alice Coltrane, da pintora Moki Cherry e da poetisa Jayne Cortez, todas elas grandes mulheres que foram figuras chaves na arte e no ativismo dos anos 60. Thurston dedicou também esta peça a todas as pessoas que lutam contra a luta de poderes que existem na atualidade, e o quão isso prejudica o nosso mundo. 

Depois desta conversa com o público, ainda houve tempo para um encore mais 'convencional'. “Grace Lake”, do álbum The Best Day, foi a música escolhida para fechar esta noite na Igreja de St. George, numa belíssima rendição a solo que banhou os nossos ouvidos de melodias sónicas. Ao acabar, Thurston recebeu ainda mais aplausos que anteriormente, merecendo até uma ovação de pé por parte dos presentes. As pessoas iam saindo para a Estrela satisfeitas e sobretudo surpreendidas com a sonoridade avant-garde ali apresentada, finalizando assim mais um de muitos concertos de Thurston Moore em terras lusitanas.


Texto: Tiago Farinha
Fotografia: Vera Marmelo (podem consultar as restantes fotos aqui)

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A tecnologia experimental de TRNGS é muito intensa e amiga do ambiente


O produtor musical, sk8ter e artista multimédia sediado em Boston, TRNGS lançou no início do mês de julho um EP de três faixas que apresenta um conjunto de emaranhados sonoros viscerais, que o próprio criador insiste em chamar de música "dance". Numa amálgama sonora que inclui samples, remisturas de sons e uma forte produção e tendência artística na evocação do caos como uma forma de comunicação, o novo EP de TRNGS é daqueles discos que só os mais calejados se atreverão a reproduzir na íntegra.

Além de todo o trabalho de produção - que inclui elementos sonoros artificiais misturados com material orgânico - destaque ainda para a capa do álbum, que captura a tragédia da condição ambiental atual num fundo escuro e bastante perturbador. Ainda no tema da condição ambiental da atualidade de dar os parabéns à criativa edição física deste RLLY INTENSE .WAV FILES, que vem em forma de vaso para flores/pequenas árvores impresso em 3D com um código para download digital do álbum. Enquanto apoiamos os artistas e a própria indústria, podemos agora contribuir para o meio ambiente e ativamente reduzir o custo ambiental da indústria da música.

RLLY INTENSE .WAV FILES foi editado no passado dia 7 de julho pelo selo Gin & Platonic. Podem comprar a vossa versão aqui.


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Spiralist regressa com The Church Dyed Black EP


Spiralist, o projeto a solo de Bruno Costa, regressa este ano às edições de estúdio com um curta-duração, The Church Dyed Black, que chega às prateleiras aproximadamente um ano após a edição de Nihilus. Se no álbum de estreia Spiralist mostrava a sua visão tão sombria quanto o seu conceito lírico, este novo trabalho abre espaço à exploração de uma aura mais experimental, nos arranjos eletrónicos, sem nunca deixar de parte as ambiências black-metal tão fortes no disco de estreia.

O novo EP apresentará um total de duas faixas, uma inédita - a homónima "The Church Dyed Black" - e outra, uma remistura assinada pelo artista Ricardo Remédio ao tema "Nihilus". Ainda não foi divulgado nenhum tema de avanço do disco.


The Church Dyed Black EP tem data de lançamento previsto para 20 de setembro pelo selo Microfome.

The Curch Dyed Black EP Tracklist:

01 - The Church Dyed Black 
02 - Nihilus (Ricardo Remédio remix)

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[Review] JE T'AIME - Je T'Aime


Je T'aime | Icy Cold Records (LP) / Manic Depression (CD) | maio de 2019
8.0/10

Há um disco que chegou às prateleiras este ano com um potencial enorme para incendiar as pistas de dança mais arrojadas e que se esconde por trás de um nome tão cliché como Je T'aime. A história deste Je T'aime - o disco de estreia do trio francês que utiliza a mesma designação para se identificar - começou a ser escrita em março de 2018 quando Tall BastArd, Crazy Z e Dany Boy formaram a banda em Paris. Uns meses mais tarde a veia post-punk underground do panorama musical francês recebia uma nova droga, "The Sound", o tema que marcava a estreia da banda JE T'AIME e que fazia tecer expectativas positivas relativamente a futuros trabalhos. Com algum fogo que pegou pela capital francesa com este lançamento, os JE T'AIME foram mais além, tendo escolhido um lugar isolado na costa da Bretanha para se concentrarem na criação de onze novos temas que incorporam o mais recente longa-duração de estreia da banda. 



Fãs dos ambientes do post-punk dos anos 80? Aqui encontram uma pequena bomba para vos pôr a dançar. Através da intercalação entre as batidas monocromáticas e repetitivas da estética que dominou os anos 80 com uma vibe industrial e uma voz que comunica, na maior parte das vezes, em tons de revolta e/ou imposição, os JE T'AIME criam ao longo de onze canções um disco que se apresenta bastante convincente. Composto e gravado no período recorde situado entre abril e novembro de 2018 nos The Attic Studio e Studio Fontaine, os JE T'AIME arranjaram uma fórmula para o sucesso num disco que, sem grandes traços inventivos, consegue indubitavelmente captar a atenção do ouvinte. 

Num esforço conciso entre sintetizadores, guitarra e um baixo ritmado, torna-se óbvio com a audição desta estreia que os JE T'AIME não são fãs das luzes do amanhecer (especialmente se nos focarmos em temas como "Dance" e "A Million Suns"). E se as cavernas soturnas se apresentam como um lugar de segurança para o trio, também descobrimos neste primeiro LP que os mesmos espaços obscuros aportam experiências decadentes e depressivas. Tudo isto apresentado em onze faixas maquilhadas por uma sonoridade alegre e uma aura contagiante. Temas como "The Flying Dutchman" - enriquecido em malhas de sintetizadores abrasivos e ritmos alternados; "A Million Suns" - a fazer lembrar as auras paisagísticas de nomes como The Cure; "C ++" - a desafiar o ouvinte a entrar em constante estado de adrenalina; o provocante "Satan’s Bitch"; "Hide & Seek" - em formato balada; o super proliferativo "Merry-go-round"; o synthwave-inspired "Spyglass" e, para finalizar, a balada que revisita o melhor do período da dream-wave com os seus característicos traços de nostalgia, "Watch Out!". 



Apesar do caracter entertainer e altamente aditivo do disco, há um ponto onde Je T’Aime se apresenta como um disco menos forte: as letras das canções. É certo que este é um disco para reproduzir e dançar sem pensar muito no assunto, mas as letras das músicas refletem, de certo modo, um clima altamente focado na autodestruição e decadência do ser e no lifestyle de músico: sex, drugs & rock'n'roll. Começamos logo com "Dance" ("So we are in a fucking rage to party / Forget everything and get screwed"), prosseguimos com "Fuck Me" ("Tonight is just another drinking night in my life / Who the fuck knows what flows in my veins / Who the fuck knows which girl I fucked but not mine"); "Satan's Bitch" ("I'll live in paradise / Seventy two virgins / Will fall into my arms / seventy two virgins / One of them is your daughter") até chegarmos a "Watch Out!" ("I never found the keys of the house/ And I can’t even find my child / I may have lost her at the party / Just as I lost my dignity"). 

Propositado ou não e, independentemente das letras usadas, a verdade é que ouvir este disco de estreia dos JE T'AIME faz qualquer ouvinte sentir-se um badass, o que faz todo o sentido se tomarmos em atenção a comunicação onde se ergue o primordial trabalho da banda e a imagem visual que os delineia. Je T'Aime é um excelente pontapé de partida para arrasar concertos e fazer suar pistas de dança: é cru, sujo, controverso, mas altamente aditivo e incrível, tal como o amor. E claro, sempre negro e realista: "Je t’aime mais je te quitte", tal como a vida. Uma viagem ao underground parisiense a descobrir  na íntegra, abaixo.



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domingo, 21 de julho de 2019

Quatro artistas a descobrir no Vodafone Paredes de Coura



O Vodafone Paredes de Coura regressa para mais uma edição entre os dias 14 a 17 de agosto. O festival apresenta gigantes que dispensam apresentações como New Order, Patti Smith, The National e Spiritualized, mas também uma série de nomes menos conhecidos que prometem marcar o panorama da música alternativa. Para os quatro dias de festival destacamos quatro artistas que têm provado o seu talento em lançamentos recentes e que vão conquistar novos fãs em Paredes de Coura.

Originários do Congo, os KOKOKO! não descartam os ritmos mais tradicionais do seu país, mas utilizam-nos apenas como base para uma sonoridade original e diversa. Servindo-se de sintetizadores, guitarras e instrumentos de percussão feitos em casa a partir de lixo encontrado na rua, criam músicas dançáveis e energéticas com elementos de dance-punk e electro. Lançaram o seu primeiro álbum, Fongola, pela Transgressive (editora de artistas como Alvvays, SOPHIE, Flume e Foals) e já estiveram em digressões por todo o mundo, passando em Portugal no NOS Alive 2018. Têm dado que falar e são uma das apostas mais peculiares, mas seguras, do primeiro dia do Paredes de Coura. Não há como resistir a canções como “Likolo” e “Buka Dansa”, portanto preparem-se para dançar.


Os Khruangbin estreiam-se em Portugal no segundo dia do festival, a 15 de agosto. O trio americano nasceu em Burton, uma pequena localidade do Texas, mas as suas influências espalham-se pelo globo inteiro. Durante a criação de The Universe Smiles Upon You (2015) foram inspirados pela música tailandesa dos anos 60 e 70, enquanto que em Con Todo el Mundo (2018) as referências alargaram-se para o funk e soul do Mediterrâneo e do Médio Oriente. Técnicas e escalas presentes nestas fontes de inspiração são reunidas em músicas calmas, psicadélicas e exóticas, maioritariamente instrumentais. São a banda sonora ideal para um fim de tarde calorento passado na relva e vão dar um concerto a não perder.


Uma banda em rápida ascensão, mesmo antes do lançamento do seu álbum de estreia, os Black Midi voltam a Portugal com um dos discos de rock mais empolgantes de 2019. Formados em 2017, após os seus integrantes se conhecerem na BRIT School for Performing Arts and Technology, não perderam tempo e já lançaram um EP com Damo Suzuki, dos Can, e impressionaram a internet com uma sessão ao vivo na KEXP. As suas músicas contêm momentos de caos controlado, ritmos complexos e vocais excêntricos e teatrais. Podem ser comparados a Swans, Battles, Devo e outros nomes do rock e punk mais alternativo, mas têm uma sonoridade própria. Dominam os seus instrumentos com talento e compõem faixas imprevisíveis, juntando ideias variadas num caldeirão de experimentação que apraz os ouvidos mais exigentes. Sobem ao palco no dia 15, no que será um dos concertos mais explosivos e barulhentos do Paredes de Coura.


Kamaal Williams, também conhecido por Henry Wu, estará de regresso ao nosso país no último dia do festival. O teclista britânico traz na bagagem dois álbuns de jazz fusion e jazz-funk, um deles em colaboração com o baterista Yussef Dayes. No mais recente LP, The Return (2018), a banda que o acompanha não é a de anteriormente, mas a sonoridade aponta para a mesma direção e o talento de Kamaal Williams sobressai novamente. O músico tocava bateria em jovem, antes de se mudar para o teclado, e nota-se que essas bases não ficaram esquecidas. O seu modo de tocar baseia-se muitas vezes em ritmos repetitivos que servem de acompanhamento para solos improvisados por outros membros do grupo. Em 2017 os BADBADNOTGOOD deram um concerto memorável no anfiteatro natural mais frequentado do norte do país; esperemos que o regresso do jazz ao recinto do Paredes de Coura seja igualmente delicioso.

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sábado, 20 de julho de 2019

Madrid es Ruido invade a capital espanhola em novembro


Madrid es Ruido - o festival criado em 2016 pela promotora madrilena Indypendientes - regressa este ano à capital espanhola para a quarta edição que se encontra marcada para os dias 22 e 23 de novembro na sala Moby Dick. Em mais um ano a organização volta a apostar no conceito que lhe fez jus: trazer a Madrid artistas contemporâneos cuja estética sonora se incopora nos ambiente da música noise, shoegaze, dreampop e fuzz.

O cartaz do evento já foi revelado na íntegra e inclui no primeiro dia os concertos de Be Forest, Stella Diana e Berlina. Já no segundo dia encabeçam o cartaz do festival os alemães HOLYGRAM que serão acompanhado no palco por Rev Rev Rev, Arista Fiera e Chloral.


Para o aquecimento do festival haverá ainda uma festa de antecipação, marcada para 6 de setembro, e que inclui no line-up nomes como The Telescopes, Linda Guilala e Sneers. As informações deste evento encontram-se aqui.

Os bilhetes para este evento já se encontram à venda. A entrada diária tem um preço de 17€ em compra antecipada e 20€ no próprio dia. Para os festivaleiros que decidirem marcar presença nos dois dias os passes gerais encontram-se à venda por 30€. Todas as informações adicionais podem ser consultadas aqui.

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STREAM: Lingua Ignota - CALIGULA


Kristin Hayter, a mentora por trás do projeto Lingua Ignota regressou esta sexta-feira às edições longa-duração com o novíssimo CALIGULA, disco que chega dois anos depois do bastante aclamado ALL BITCHES DIE (2017) e projeta a artista a um ainda maior e mais profundo nível de grandeza: Lingua Ignota vai ainda mais além das contingências em ambiente de caos. CALIGULA é um trabalho auditivo altamente terapêutico que alcança um plano sonoro inigualável na carreira de Lingua Ignota até então. Se, já com a colaboração em que teve parte no último disco dos the body (I Have Fought Against It, But I Can't Any Longer, 2018) Kristin Hayter ganhou uma ampla projeção internacional, é altura de a desfrutar com uma beleza ainda mais superior, que podemos encontrar neste novo CLAIGULA.

Através de uma nova forma de ópera com forte aposta no ruído, distorções sonoras e um contraste puxado entre o preto e o branco Lingua Ignota cria um ambiente de caos e salvação que reflete a própria existência do ser. Um disco de onze faixas altamente aditivo do qual já tinham anteriormente sido revelados os temas "Butcher Of The World", "Do You Doubt Me Traitor". Além destas recomenda-se ainda a audição de "May Failure Be Your Noose", "Day Of Tears And Mourning", o exercício de voz incrível presente em "Sorrow! Sorrow! Sorrow!" e a seminal faixa de encerramento "I'm The Beast". CALIGULA pode ser reproduzido na íntegra abaixo.

CALIGULA foi editado na passada sexta-feira (19 de julho) pelo selo Profound Lore Records. Podem comprar a vossa cópia física ou digital aqui.


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DARKHER e Alcest entre as primeiras confirmações do Under The Doom


O festival Under The Doom volta ao ativo este ano para a 7ª edição que está já agendada para o primeiro fim-de-semana de dezembro, como habitué. O festival incorpora o RCA e o LAV, como os principais motores e esta semana revelou as primeiras peças que farão parte da máquina. Marquem na agenda: 6, 7 e 8 de dezembro.

Entre as primeiras confirmações encontram-se nomes como a banda de blackgaze francesa Alcest que em palcos nacionais deverá apresentar novos temas e claro, o bastante aclamado Kodama (2016). Outra surpresa muito bem recebida por terras lusas é o projeto a solo da inglesa Jayn H. Wissenberg, DARKHER, cuja estreia em Portugal estava agendada para 2017 no Entremuralhas, mas que acabou por ser cancelada posteriormente. Agora no Under The Doom, além de Realms (2016) os festivaleiros poderão ainda ouvir novos temas.


Além destes nomes foi ainda confirmada a presença do doom metal dos americanos Daylight Dies, o metal progressivo dos alemães DISILLUSION, o mais recente projeto da vocalista dos Tristana em colaboração com o produtor Kris LaurentArdours, e ainda os projetos portugueses Wells Valley e Pântano.

Podem, a partir do próximo dia 22 de julho garantir a presença nos três dias do Under The Doom 2019, comprado o passe geral cujas primeiras 100 unidades estão disponíveis ao preço promocional de 50€ em letsgo.pt, www.masqueticket.com, www.unkind.pt. Depois de esgotadas as 100 unidades os preços dos passes fixam-se nos 60€ e passarão a estar também disponíveis os bilhetes diários. Podem encontrar todas as informações adicionais aqui.


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sexta-feira, 19 de julho de 2019

Holly Herndon e Lubomyr Melnyk na rentrée da Culturgest



A programação da nova temporada da Culturgest arranca a 17 de setembro com o já anunciado concerto de Gabriel Ferrandini, para apresentar o álbum de estreia do baterista em nome próprio, Volúpias, na companhia de Alexander von Schlippenbach. A fundação propõe ainda um programa rico em teatro, dança, performance, conferências, exposições, cinema, programação para escolas e famílias e claro, muita música.  

Em outubro, o pianista ucraniano Lubomyr Melnyk, conhecido pela técnica que o próprio cunhou de "música contínua", apresenta ao vivo, no dia 2, o mais recente álbum Fallen Trees, lançado no final de 2018 pela Erased Tapes. No dia 31, o quarteto de jazz composto por Rodrigo Amado (saxofone tenor), Joe Mcphee (trompete, saxofone soprano), Kent Kessler (contrabaixo) e Chris Corsano (bateria) sobe ao palco do Grande Auditório.  

A produtora norte-americana Holly Herndon, que lançou o soberbo PROTO em maio, vem à Culturgest, a 14 de novembro, para a primeira apresentação do disco em Portugal. O sucessor do excelente Platform (2015), que catapultou a americana para os patamares da mais respeitada e desafiante produção contemporânea, vê a música e compositora explorar novas técnicas e filosofias, conciliando inteligência natural e artificial de um modo tão surreal quanto belo e inspirador.

A 10 de dezembro há um filme-concerto - Híbridos, Os Espíritos do Brasil, com edição vídeo em tempo real dos realizadores Vincent Moon e Priscilla Telmon e música, também ao vivo, do produtor libanês Rabih Beani (eletrónica) e do português Tiago Miranda (efeitos e percussão).

Por fim, a 20 de dezembro, há celebração natalícia com o regresso ao Grande Auditório do trio Montanhas Azuis (Norberto Lobo, Marco Franco e Bruno Pernadas), fechando um ciclo iniciado pelos próprios no primeiro concerto de 2019 da Culturgest.

Os bilhetes estão à venda a partir de hoje.


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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Paulo Vicente leva-nos de viagem com Nepaulo


A combustão lenta records apresentou em junho a sua segunda edição. Trata-se de Nepaulo, primeiro trabalho em nome próprio de Paulo Vicente, uma viagem (literal) ao coração do Nepal. Apesar de se ter estreado a solo apenas em 2019, Paulo acumulou anos de sabedoria atrás dos pratos como Claxon, e tem desenvolvido uma linguagem muito própria, algures entre o ambient, o jazz e as suas ramificações electrónicas.

Num exercício de antropologia sonora, Nepaulo abre-nos um mundo que parece ter tanto de busca interior como de compreensão e absorção do mundo que o rodeia. Evocativo, espiritual e com uma matriz espectral que nos coloca diretamente no centro da ação, Nepaulo é um mergulho no manto bucólico e urbano do Nepal criada através da colagem de vários field recordings - uma técnica essencial para criar a palete sónica que nos rodeia ao longo destes 36 minutos.

Coadjuvado por Vítor Rua na produção e masterização, Paulo Vicente consegue captar um retrato em tempo (quase) real de uma viagem que, na realidade, se estendeu ao longo de 600 quilómetros.

Nepaulo está disponível para escuta no Bandcamp, YouTube, Spotify e restantes plataformas digitais.

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