Os melhores álbuns nacionais de 2014

| Dezembro 17, 2014 1:31 pm

Eis mais um ano grandioso para a música portuguesa a terminar, ano esse que nos trouxe grandes trabalhos de artistas já consagrados e de novas revelações. A nossa redacção decidiu escolher os álbuns nacionais que mais vezes por cá rodaram em 2014. 

20-White Haus– White Haus

19-Keep Razors Sharp – Keep Razors Sharp


18-Black Bombaim & La La La Ressonance – Black Bombaim & La La La Ressonance


17-Mão Morta – Pelo Meu Relógio São Horas de Matar

16-Murdering Tripping Blues – Pas Un Autre

15-Lotus Fever – Search for Meaning

14-Lydia’s Sleep – If You Travel Enough Through Time Somebody Will Eventually Get Old

13-The Legendary Tigerman – True

12-The Lazy Faithful – Easy Target

11-Dead Combo – A Bunch of Meninos

10-Capitão Fausto – Pesar o sol

9-La Flag – Spargelzeit

8-Norberto Lobo – Fornalha

7-You Can’t Win Charlie Brown – Diffraction/Refraction

6-Black Bombaim – Far Out

5-Gala Drop – II


Os Gala Drop sempre foram aquela banda que eu, por isto ou por aquilo, nunca consegui ver. Este ano, finalmente, consegui vê-los. Foi numa noite de Outono fria, no Plano B meio cheio que os vi a apresentarem o II. A fórmula que condensa o afrobeat, o psicadélico e o kraut na mesma base continua inalterada.  James a dar o ocasional ar da sua graça e pelo desenvolvimento do lado dançável. No entanto, é notória alguma maturidade sonora, pautada pela voz de Jerrald na sonoridade do colectivo. Peço encarecidamente que voltem aos concertos rapidamente e ainda mais depressa às edições de discos. Podem presentear-nos com álbuns destes todos os anos.


Eduardo Silva

4-Twisted Freak – We Play with Time

Íamos em Junho e nada sabíamos de Twisted Freak, até que o projecto do artista José Silva apareceu na já obrigatória compilação de Novos Talentos da FNAC. “Baby, U Got a Stew Goin’” foi a música que nos levou a querer saber se havia mais para conhecer deste novo “freak” do panorama electrónico português. Felizmente, We Play With Time, editado em finais de Abril, saciou a nossa sede e presenteia-nos com músicas como “Screaming Lush”, a qual nos relembra Boards of Canada. Em “Baby, U Got a Stew Goin’”, as influências de Oneotrix Point Never e Emerald são notórias. O seu carácter inovador experimental levou-nos a eleger este trabalho como um dos melhores produzidos em solo nacional. Esperamos que 2015 nos traga mais novidades deste novo talento. Se estiverem curiosos, o álbum está disponível para download gratuito no bandcamp do artista.



Rui Gameiro


3-B Fachada – B Fachada

B Fachada regressou de novo aos trabalhos de estúdio, e diga-se que novamente muito bem e como nunca antes o havíamos ouvido. “Camuflado” é um hino de entrada a um álbum onde a valorização da cultura tradicional portuguesa e sua consequente exploração servem de síntese. “Um Fandango Ensaiadinho” e “Dá Mais Música à Bófia” trazem a música popular descrita numa composição tipicamente portuguesa e num ambiente bastante festivo. O resumo de um São João, mas sentido em todas as terras do país. “Pifarinho” é a imagem mental de um país futurista, onde a revolução inicial de “Cru” resulta apenas num mundo feito de sonhos. “Já o Tempo Se Habitua”.



Sónia Felizardo


2-Sensible Soccers – 8

Foi preciso esperar três anos para o primeiro LP dos Sensible Soccers ver a luz do dia. 8 é um disco diferente, que foge a tudo o que actualmente existe no panorama musical português. Guitarras e sintetizadores, distorções e silêncios: um perfeito equilíbrio que percorre todo o álbum desde “Nikopol” até “Lima”.Um álbum monstro que prometo tocar em loop por largos anos.

Duarte Marques

1-Bruno Pernadas- How Can We Be Joyful In a World Full of Knowledge?

Experimental, original e espectacular, How Can We Be Joyful In A World Full Of Knowledge? é um dos melhores álbuns do ano. Repleto de canções de grande qualidade com instrumentais complexos, variadas mas interligadas perfeitamente, o disco de estreia de Bruno Pernadas, a maior revelação nacional de 2014, mantém uma qualidade elevada do início ao fim. Um álbum para ouvir vezes sem conta, de um dos artistas mais promissores do país.



Rui Santos

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