segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Reportagem: Festival W [Mercado Negro - Aveiro]


Com 2014 a chegar ao fim, regressamos à Associação Cultural Mercado Negro, que sempre nos acolheu de braços abertos, para o segundo dia do Festival W - o micro festival de World Music, que decorreu nos passados dias 19 e 20 de Dezembro. No cartaz figuravam nomes como IMIDIWAN, RASCachupa Psicadélica entre os quais, os dois últimos, recebem destaque na presente reportagem.

O segundo dia deste micro-festival abriu portas com RAS, vindo da Suécia. O músico mudou-se para Hollywood aos 19 anos, contando apenas com um ano a tocar guitarra. Posteriormente juntou-se aos I Roots onde era o guitarrista principal e mais tarde aos Shasho Mouse com quem lançou alguns discos.
Numa sala ainda pouco composta RAS inicia o concerto na guitarra e num excessivo uso de pedais, que se denotou logo nos primeiros minutos de "Babylon is Fallin" com um "I'm sorry" por parte do músico. Quando se trata de apenas uma músico só, ou se domina muito bem os pedais e o resultado da acústica da sala, ou então muito dificilmente se estará perto de se conseguir um bom concerto. Talvez esta opinião surja porque já o havíamos visto previamente em Maio no mesmo espaço, embora em salas diferentes, através de uma performance bastante superior. "Pawnshop" foi outra música tocada por RAS de pés descalços que, embora não tenha resultado a vivo pelo difícil controlo dos pedais, é uma boa malha para se ouvir em casa.
Por volta da meia noite e meia Cachupa Psicadélica entra em palco. Num projecto a apresentar-se no formato solo, Lula’s, músico cabo-verdiano, que conjuga rock com sons crioulos, apresenta um ambiente musical acolhedor através de uma imagem intimista, à medida que o cantor apresenta cada canção associando-a a diferentes espaços e tempos da sua vida. "Cidade Preocupada" marca uma sala mais escura onde o objectivo é que o espectador apenas se concentre no objecto musical aqui representado por Lula.
Cachupa Psicadélica apresentou assim o seu primeiro EP, lançado este ano, através da expressão "música para fazer fotossíntese". Ainda entre palavras que descreviam as memórias do músico, foi apresentado "Carnaval Tradição""3 dia ta pensá/ White Trash" e posteriormente a receber destaque, "Amor d'1 Laranjeira". Um concerto nostálgico, num ambiente de viagem e bastante diversificado. Até a luz foi abaixo.

Reportagem: Sónia Felizardo
Fotografia: A 
certeza da música [blog]

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