sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Sun Blossoms em entrevista: "Gostava de tocar ao vivo com banda"


Estivemos à conversa com Alexandre Fernandes, mentor do projecto Sun Blossoms, uma das nossas fortes apostas na cena da nova música portuguesa. Por entre uma síntese descritiva da sua formação, revelação de pormenores sobre o álbum de estreia e pensamentos sobre o futuro do presente projecto, o guitarrista de 17 anos ainda nos prometeu  responsabilizar-se pela escolha do [Track Of The Day] durante  a próxima semana. A entrevista segue em baixo. 

Threshold Magazine – Sun Blossoms apareceu na Internet por volta de 2013, através de um conjunto de demos, no entanto as origens do projecto são de certa forma desconhecidas. Como é que começou Sun Blossoms? Quais as principais influências? 

Sun Blossoms - Sun Blossoms nasceu de uma grande vontade de fazer música sem quaisquer restrições ou obrigações, influenciada por uma série de bandas com as quais me identifico, desde Velvet Underground, Brian Jonestown Massacre e Tomorrows Tulips que me fizeram acreditar que eu também era capaz de fazer música interessante. As primeiras músicas foram escritas quando eu tinha 15 anos sem qualquer objectivo senão o de entreter. No entanto, com o tempo, fui reparando que muitas das canções que estava a escrever tinham vibes semelhantes e que podia aproveitar isso. Inicialmente as inspirações eram os temas recorrentes da vida de um adolescente: gajas, indecisões e mudança, mas a paleta expandiu-se para tudo o que me rodeia e provoca alguma reacção em mim.

TM - Sabemos que tens uma banda para além do teu projecto a solo, na qual já tocavas previamente. Sentes que esse facto pode estar na origem de te teres lançado a solo, ou antes de tocares nos The Blue Drones já tinhas as tuas próprias composições? 

SB - Já escrevia música antes de entrar na banda mas aprendi muito a tocar e a compor com outras pessoas, por isso acaba por estar ligado.

TM – Qual a origem do nome “Sun Blossoms”? 

SB - O sol faz-nos sentir bem e eu sou só uma florzinha que brotou dele, é o meu combustível.

TM – Quanto a novos trabalhos, a tua “assinatura” com a Revolve tem como objectivo o lançamento de material inédito, certo? Para quando é expectável saírem notícias sobre o mesmo? 

SB - No último ano estive a compor e a gravar, por isso sim, vai haver um lançamento. Mas não vou falar muito disso porque no início de 2015 vão saber tudo.

TM – É curioso ver como com apenas 17 anos acabas por ser já um “one man band”. Embora não toques todos os instrumentos, toda a composição é feita por ti. Pretendes continuar como projecto a solo, ou eventualmente evoluir para o formato banda?

SB - Vai ser sempre o meu projecto mas gostava de tocar ao vivo com banda e não excluo a possibilidade de o fazer um dia no estúdio, só não quero forçar nada. O facto de ser um projecto só meu dá-me essa liberdade.

TM – Podes descrever-nos o processo de gravação das tuas músicas? 

SB - Gravei tudo sozinho e com o pouco material que tenho. Basicamente foi um início a gravar para um 4 track, (o Tascam 424) e muito reverb. O material que tenho e as suas limitações acabam por fazer parte do processo de composição.

TM – O que tens andado a ouvir ultimamente?

SB - É difícil listar tudo, mas ultimamente tenho ouvido Cosmonauts, Spacemen 3, Further, The Memories, The Clean e Panda Bear.

TM – Sobre concertos e afins, Quando é que poderemos ver anunciado o teu nome algures entre Norte a Sul do país? Ou melhor dizendo: esperas dar concertos brevemente? 

SB - Já me convidaram para dar concertos algumas vezes mas não tinha pessoal com quem tocar e não sentia que fosse a altura certa. Agora com o lançamento que vamos fazer acho que vou ter de começar a tocar. Pessoal da organização de eventos, façam propostas.

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