domingo, 9 de dezembro de 2018

Os melhores concertos de 2018


É tempo de voltar atrás… às cidades, às ruas e aos festivais onde fomos ver os melhores espetáculos deste quase posto 2018. O ano promoveu uma série de estreias em território nacional, os regressos aguardados de artistas como Nick Cave, Slowdive, Anna Von Hausswolf e ainda a presença sempre bem-vinda dos nossos portugueses HHY & The Macumbas, que se projetam a passos largos, à conquista dos palcos internacionais. Além dos palcos portugueses também viajámos fora até Milão e a Colónia para marcar presença em concertos que de outra forma não marcariam a lista dos nossos preferidos. 

Em matéria de festivais, para o grande público, o NOS Primavera Sound foi aquele que, em média, mais encheu as medidas dos colaboradores da Threshold, seguindo-se ainda o Vodafone Paredes de Coura e o NOS Alive. Na categoria dos festivais de nicho, destaque para o renovado Extramuralhas que se voltou a evidenciar pelos atos irrepreensíveis, o novo Elétrico que se afirmou como um dos festivais a ter em atenção nos próximos anos e ainda o mini festival de post-punk e minimal wave de Leiria, o Monitor. Foi um ano digno em memórias que agora recordamos em lista:


David Madeira 
1. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
2. Slowdive - Hard Club, Porto
3. Anna von Hausswolff - Casa da Música, Porto
4. Emma Ruth Rundle - Passos Manuel, Porto
5. Circle - Milhões de Festa
6. Zeal & Ardor - NOS Primavera Sound
7. Nils Frahm - NOS Primavera Sound
8. Gazelle Twin - Milhões de Festa
9. Author & Punisher - Maus Hábitos, Porto
10. HHY & The Macumbas - Understage, Teatro Municipal do Porto - Rivoli

Edu Silva 
1. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
2. Idles - Hard Club, Porto
3. HHY & The Macumbas - Understage, Teatro Municipal do Porto - Rivoli
4. Circuit des Yeux - Auditório de Espinho
5. The Cosmic Dead -Woodstock 69 Rock bar, Porto
6. METZ - Hard Club, Porto
7. Soft Moon - Hard Club, Porto
8. Mr. Fingers - Elétrico
9. Fire! - Serralves em Festa
10. The Jesus and Mary Chain - Casa da Música, Porto

Filipe Costa 
1. Bad Gyal - NOS Primavera Sound
2. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
3. Big Thief - Vodafone Paredes de Coura
4. Khalil - ZDB, Lisboa
5. Sky H1 - Mucho Flow
6. Grouper - Semibreve
7. Mr. Fingers - Elétrico
8. Jasss - Jardins Efémeros
9. Gazelle Twin - Milhões de Festa
10. HHY & The Macumbas - Understage, Teatro Municipal do Porto - Rivoli

Francisco Lobo de Ávila
1. John Carpenter - Salle Playel,Paris
2. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
3. The Flaming Lips - Alcatraz, Milão
4. Zeal & Ardor - NOS Primavera Sound
5. Peter Murphy - Fabrique, Milão
6. Oshun - Queima Das Fitas de Coimbra
7. Superorganism - Circolo Magnolia, Milão
8. Slowdive - Hard Club, Porto
9. Nine Inch Nails - NOS Alive
10. Donny Benet - GrETUA, Aveiro

Gil Simão 
1. Slowdive - LAV, Lisboa
2. Peter Murphy & David J - Ruby Tour, 40 anos de Bauhaus - LX Factory, Lisboa
3. Bizarra Locomotiva - Festa do Avante
4. The Soft Moon - RCA, Lisboa
5. Human League - Vilar de Mouros
6. Editors - Vilar de Mouros
7. King Dude -Sabotage Club, Lisboa
8. Sextile - Sabotage Club, Lisboa
9. Paulo Bragança - Festa do Avante
10. Autobahn - Monitor

Hugo Geada 
1. Earthless - Sonic Blast Moledo
2. Causa Sui - Sonic Blast Moledo
3. Mercury Rev - Lux Frágil, Lisboa
4. St. Germain - Neopop
5. Confidence Man - Vodafone Paredes de Coura
6. David Bruno - GrETUA, Aveiro
7. Arcade Fire - Vodafone Paredes de Coura
8. Jungle - Vodafone Paredes de Coura
9. King Gizzard and the Lizard Wizard - Vodafone Paredes de Coura
10. Spectrum - Musicbox, Lisboa

João Barata 
1. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
2. Deafheaven - Essigfabrik, Colónia
3. Nine Inch Nails - NOS Alive
4. Fever Ray - NOS Primavera Sound
5. Voivod - Luxor, Colónia
6. Colour Haze - Hard Club, Porto
7. YOB - Gebäude 9, Colónia
8. Tyler, The Creator - NOS Primavera Sound
9. Between the Buried and Me - Live Music Hall, Colónia
10. Ulver - Extramuralhas

Miguel Silva 
1. Fields of the Nephilim - Hard Club, Porto
2. Heilung - Extramuralhas
3. Christian Death - Hard Club, Porto
4. Ulver - Extramuralhas
5. Bizarra Locomotiva - Extramuralhas
6. She Past Away - Stereogun, Leiria
7. Horskh - Extramuralhas
8. Shortparis - Extramuralhas
9. VNV Nation - Hard Club, Porto
10. L’An2000 - Stereogun, Leria

Rui Gameiro 
1. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
2. Anna von Hausswolff - Convento de São Francisco, Coimbra
3. Friendly Fires - NOS Alive
4. Protomartyr - Musicbox, Lisboa
5. Slowdive - Hard Club, Porto
6. Vince Staples, NOS Primavera Sound
7. Yo La Tengo - NOS Alive
8. Nine Inch Nails - NOS Alive
9. Scúru Fitchadú - ZigurFest
10. Mercury Rev - Lux Frágil, Lisboa

Rui Santos
1. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
2. Fleet Foxes - Vodafone Paredes de Coura
3. Confidence Man - Vodafone Paredes de Coura
4. Idles - Hard Club, Porto
5. Slowdive - Hard Club, Porto
6. Fever Ray - NOS Primavera Sound
7. Roger Waters - MEO Arena, Lisboa
8. Dead Combo/Mark Lanegan - Vodafone Paredes de Coura
9. Arcade Fire - Vodafone Paredes de Coura
10. Father John Misty - NOS Primavera Sound

Sónia Felizardo 
1. Shortparis - Extramuralhas
2. Fields Of The Nephilim - Hard Club, Porto
3. Rïcïnn - Extramuralhas
4. Ulver - Extramuralhas
5. Circuit des Yeux - Auditório de Espinho
6. Sextile - Hard Club, Porto
7. Slowdive - Hard Club, Porto
8. She Past Away - Stereogun, Leiria
9. Autobahn - Monitor
10. Second Still - Hard Club, Porto

Tiago Farinha
1. Animal Collective - Capitólio, Lisboa
2. Slowdive - Hard Club, Porto
3. Kikagaku Moyo - ZDB, Lisboa
4. Queens of the Stone Age - NOS Alive
5. Metz - Musicbox, Lisboa
6. Idles - LAV, Lisboa
7. Angel Olsen - Teatro da Trindade, Lisboa
8. Yo La Tengo - NOS Alive
9. Spectrum - Musicbox, Lisboa
10. A Place to Bury Strangers - RCA Club, Lisboa

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sábado, 8 de dezembro de 2018

Spoiler Room leva Olan Monk, Elvin Brandhi e Daniel Blumberg ao Porto


É já amanhã que o Spoiler Room recebe, pela primeira vez em nome próprio, o músico e compositor londrino Daniel Blumberg. Em associação com a CANVAS, o mais recente evento dedicado à promoção da cultura alternativa no Porto prepara-se para a uma muito especial nona edição, que contará ainda com a presença dos britânicos Olan Monk e Elvin Brandhi. "Anti-Tour(ism)" é o mote para esta nona edição do evento, que contou, entre outros, com a presença de Negra Branca, Joana Guerra e Pierre Pierre Pierre.

Olan Monk é um músico e produtor irlandês sediado no Porto. Cara conhecida do circuito independente portuense, Monk integra o coletivo, editora e promotora CANVAS, que lidera juntamente com Elvin BrandhiAcolytes, Ashley Paul, Flora Yin Wong e James K são alguns dos nomes que integraram as suas noites. Ao Porto, o músico vem apresentar o mais recente disco INIS.



Elvin Brahndi, para além do trabalho levado a cabo pelo CANVAS, integra ainda o núcleo duro dos excêntricos Yeah You, onde é vocalista. O seu trabalho a solo é demonstrativo do carácter eclético e imprevisível da música e produtora galesa, onde explora produções de uma eletrónica tão orgânica quanto digital, sempre com a sua voz deformada em conta.



Daniel Blumberg integrou a formação original dos Yuck. Temas como "Georgia" e "Get Away" marcaram de forma indelével a música independente praticada no início da década, mas o percurso do vocalista tomaria outro rumo quando, em 2013, deixou o quarteto britânico para se dedicar a projetos mais íntimos e pessoais. Depois de se aventurar por projetos como Oupa e Hebronix, o londrino atreveu-se, no presente ano, numa carreira a solo e em nome próprio. Minus, editado este ano pelo respeitado selo da Mute, é um disco de canções simples mas arrojadas, equilibrando o carácter de cantautor com delicados arranjos de câmara, assim como momentos de esporâdica exploração libertária.


O Spoiler Room acontece no dia 9 de novembro, na Rua D. Manuel II, Porto. O preço dos bilhetes possui o custo simbólico de 3 euros. No dia seguinte, a tríade apresenta-se em Lisboa para uma noite na Galeria Zé dos Bois.

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Father John Misty de regresso a Paredes de Coura


Father John Misty vai tocar dia 16 de agosto no Vodafone Paredes de Coura, festival onde tocou em 2015.  O cantautor lançou este ano o álbum God's Favorite Customer e tocou na mais recente edição do NOS Primavera Sound. Junta-se a um cartaz que já conta com nomes como The National, Car Seat Headrest e Kamaal Williams.

Os passes gerais podem ser adquiridos em bol.ptticketea e locais habituais(FNAC, CTT, El Corte Inglés,...) pelo preço de 90€. O Fã Pack FNAC Vodafone Paredes de Coura, que inclui o passe geral para o festival e uma t-shirt exclusiva, está também disponível, por 90€, nas lojas FNAC e em fnac.pt.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Marc Ribot, Rafael Toral e Eli Keszler no primeiro trimestre de 2019 do gnration

Programa de música para o primeiro trimestre do novo ano apresenta o guitarrista norte-americano Marc Ribot, a nova banda de Moor Mother, a percussão única de Eli Keszler e uma revisita ao icónico disco de Rafael Toral. Ryoichi Kurokawa e Maotik apresentam novos trabalhos audiovisuais e Lucas Paris marca o regresso do ciclo de performance audiovisual Binário. 



O gnration deu ontem as boas-vindas ao novo ano com a divulgação da programação do primeiro trimestre de 2019. O certame para os primeiros meses do ano do centro cultural bracarense arranca já a 18 de janeiro com o aclamado músico português Rafael Toral, que revisitará um dos mais importantes discos da sua carreira e da música ambiental das últimas décadas, Wave Field. A propósito da reedição pela editora britânica Drag City, o disco, editado inicialmente em 1995, é o mote para uma apresentação especial ao vivo, composta por uma componente visual e som surround 6:1

A 6 de fevereiro, Camae Ayewa (Moor Mother) estreia-se em Portugal com um dos seus mais recentes projetos, Irreversible Entanglements. Liderado pela poeta e voz da presente geração negra da América, o coletivo free-jazz apresentará o aclamado disco de estreia, homónimo, em Braga. O mês de fevereiro trará ainda o nome de maior destaque do programa cultural janeiro-março. O guitarrista e compositor norte-americano Marc Ribot estará em Braga para um concerto com Marc Ribot’s Ceramic Dog, projeto mais recente do músico de culto que o junta em palco ao baterista Ches Smith e ao multi-instrumentista Shazad Ismaily. YRU Still Here?, o terceiro e mais recente disco do trio, é a razão que motiva a digressão nacional que passará por Braga a 17 de fevereiro. 

Março marcará o regresso do Binário, ciclo que apresenta algumas das mais importantes performances audiovisuais a que é possível assistir na atualidade. Depois de Alex Augier, Myriam Bleau e Nicolas Bernier em 2018, o artista digital canadiano Lucas Paris abrirá a edição de 2019 do ciclo. A 8 de março, Paris apresentará o espetáculo audiovisual AntiVolume In/Ext. Um dia depois, dia 9, Lucas Paris apresentará um workshop sobre criação de música em tempo real recorrendo ao software SuperCollider. Março contará também com o retorno do ciclo Trabalho da Casa, programa que promove a criação e apresentação de novos trabalhos por artistas locais. A 16 de março, o bracarense Ângela Polícia apresentará o sucessor do disco de estreia, Pruridades. No encerramento do mês, o percussionista norte-americano Eli Keszler (na foto), colaborador frequente nos mais recentes trabalhos de Laurel Halo e Oneohtrix Point Never apresentará Stadium, considerado pela revista Wire como um dos 50 melhores discos de 2018. O disco será apresentado a 29 de março. 

No programa de instalações, o artista digital japonês Ryoichi Kurokawa voltará a Braga, um ano após ter apresentação uma nova instalação em estreia mundial na galeria INL, para dar a conhecer Mono, um conjunto de trabalhos audiovisuais e de mixed media concebidos na última década. A exposição estará patente na galeria gnration, de 18 de janeiro a 7 de abril. A entrada é gratuita. Já na galeria INL, o reputado artista francês Maotik apresentará um novo trabalho resultante do programa Scale Travels, projeto que alia arte e nanotecnologia através de trabalhos audiovisuais fruto de residência artística no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia. A nova instalação poderá ser visitada, gratuitamente, a partir de 17 de fevereiro e até 1 de junho.



Os bilhetes para os espetáculos do novo trimestre podem já ser adquiridos em https://gnration.bol.pt, balcão gnration e locais habituais.

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STREAM: L'Enfant De La Forêt - STRANGLED


James Kent, o produtor mais conhecido pelo seu trabalho sob o moniker Perturbator, editou no início desta semana o segundo disco de estúdio do seu outro projeto a solo, L'Enfant De La Forêt, que chega três anos depois de ABRAXAS (2015) e que continua a mostrar o seu exímio domínio dos sintetizadores, além da produção de excelência que o circunda. Intitulado de STRANGLED, o disco conta com um total de 14 faixas, onde participam ainda Joshua Strawn (voz) em "Anti-All" e Quentin Dubarry (saxofone), no tema "Noir-Etang". 

Num disco que explora essencialmente géneros dentro do dark ambient e experimental recomenda-se ainda a audição de singles como "The Cruel Sway", "Lamentations", "The Pleasure Of Self Destruction", "Katabasis" e "You Will Never Be Good Enough". STRANGLED pode ser reproduzido na íntegra abaixo.

STRANGLED foi editado no passado dia 4 de dezembro e encontra-se disponível apenas em formato digital. Podem comprar o disco aqui, através da modalidade name your own price.


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STREAM: Deadpan - Fool Moon EP


Os dinamarqueses Deadpan (a banda ressurgida das cinzas dos Deadpan Interference) edita hoje o seu primeiro EP de estúdio, Fool Moon, um disco que chega já no final do ano mas não o impede de chegar aos primeiros lugares dos tops das melhores edições curta-duração do ano. É que este disco chegou tarde mas ele claramente suporta ritmos que deixam o ouvinte preso desde as primeiras audições. Definitivamente uma das bandas revelação do ano na cena dance punk.

Deste novo Fool Moon já tinham sido anteriormente apresentados os temas "Lovely Night" e "Fool Moon" e o disco já pode agora ser reproduzido na íntegra abaixo. Além dos já mencionados temas recomenda-se fortemente a exploração de "Beat Me Up", aquele single cru a fazer-nos viajar aos territórios experiementais de Alien Sex Fiend, numa vibe muito contemporânea.

Fool Moon foi editado esta sexta-feira (7 de dezembro) em formato vinil pela Third Coming Records. Podem comprar o disco aqui.


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Primeiras confirmações do SonicBlast Moledo 2019


O SonicBlast Moledo traz boas novas nesta sexta-feira. OM, Orange Goblin, My Sleeping Karma, DopethroneThe Obsessed, Minami Deutsch e Zig Zags são as primeiras confirmações do festival minhoto.

O festival acontece de 8 a 10 de Agosto em Moledo (Viana do Castelo) e os bilhetes já se encontram à venda.


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Prophets of Rage entre as primeiras confirmações do EDP Vilar de Mouros


Prophets of Rage, Skunk Anansie, Fischer-Z e Linda Martini são os primeiros nomes confirmados para o EDP Vilar de Mouros. O maior destaque vai para a estreia em Portugal de Prophets of Rage, projeto que une membros dos Rage Against the Machine e Audioslave, Cypress Hill e Public Enemy. Formado em 2016, o "supergrupo" lançou um álbum homónimo em 2017.

O festival realiza-se nos dias 22, 23 e 24 de agosto na aldeia minhota. Os bilhetes estarão à venda a partir desta sexta-feira.


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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

LOBBY retratam a violência do olhar em novo vídeo


Os franceses LOBBY editam dentro de 11 dias o seu primeiro disco de estúdio, Fragrance, um disco de dez temas que explora as sonoridades mais sonhadoras e fofinhas do post-punk, mas também as mais agressivas e poderosas. A banda formada por Timothy (voz), Tom (baixo), Lino (guitarra) e Nab (sintetizadores) em maio de 2017 tem aqui um disco que promete colocá-los nos tops das bandas revelações do ano: a melancolia de uma era que a banda não viveu, mas que ainda assim idealiza.

Em promoção deste novo trabalho o quarteto sediado em Pessac lançou recentemente o novo tema de avanço, "Violence In Yours Eyes", uma malha de post-punk juvenil, embebido em guitarras dedilhadas e ritmos monocromáticos prontinha para arrebitar as pistas de dança. O novo tema teve também direito a um videoclip que pode ver-se abaixo.



Fragrance tem data de lançamento prevista para 17 de dezembro pelo selo Solange Endormie Records.


Fragrance Tracklist:

01. Fragrance
02. Collapse
03. Your Jail
04. Chimeras
05. Heat
06. Taking Down
07. Violence In Your Eyes
08. Somewhere
09. 1881
10. Upside Down

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Fotogaleria: Patrick Watson + La Force [Casa da Música, Porto]


Foi ontem, dia 5 de dezembro, que Patrick Watson regressou à Casa da Música para tocar músicas novas e antigas, incluindo as conhecidas "Drifters" e "To Build a Home". O evento abriu com um curto concerto de La Force.

Podem recordar a noite com as fotografias de Rui Santos, que podem encontrar na fotogaleria abaixo ou aqui.

La Force + Patrick Watson [Casa da Música, Porto]

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Reportagem: IDLES + JOHN [Hard Club, Porto]


Os IDLES têm disfrutado de uma ascensão brutal num curtíssimo espaço de tempo e esse feito refletiu-se nos dois concertos esgotados que deram nos passados dias 26 de novembro no Hard Club, Porto (concerto que é detalhado nesta reportagem) e 27 de novembro, no Lisboa ao Vivo. Na bagagem traziam não só o muitíssimo aclamado Brutalism (2017), mas essencialmente Joy As An Act Of Resistance (2018), dois trabalhos que têm sido destacados pela crítica e pelos ouvintes. Depois de uma estreia bastante elogiada no NOS Primavera Sound 2018, os IDLES regressavam a Portugal para sua estreia em sala, que no geral teceu enaltecidas críticas. 

Com abertura assinada pela banda britânica JOHN e, agendado para as 21h00, o primeiro concerto da noite arrancou pelas 21h10 com os dois John a subirem a palco para um concerto marcado pela interação com o público. Após a primeira música o vocalista, que era também o baterista, começou por dizer "Olá! How are you doing? He’s John, I’m John (…) do you understand? (…) We are really happy to be here, in Portugal, for the very first time ever. Obrigado!" e arrancaram para mais um banho sonoro de punk, noise e rock construído à volta de músicas de curta duração, que a passos baixos ia tornando a sala cada vez mais composta. Antes de se ouvir "Squad Vowels" (onde já era visível uma sala quase cheia), os JOHN disseram que estavam ali a apresentar o novo disco God Speed In The National Limit, aproveitando a ocasião para perguntar se alguém o tinha ouvido. Num concerto onde se mostraram extremamente comunicativos, os JOHN tocaram durante cerca de meia hora, tendo feito jus à abertura para IDLES o que foi notório através dos aplausos e alguns gritos de agrado ouvidos. A banda saiu de palco por volta das 21h45. 

Idles + JOHN

Pelas 22h08 e, numa sala mega cheia, os IDLES subiram a palco para tocar para o melhor público de sempre, segundo as próprias palavras do vocalista Joe Talbot. Com uma audiência já em euforia, antes sequer do concerto ter iniciado, começam então a ouvir-se as primeiras instrumentações de "Colossus", a primeira vibe de um concerto em crescendo, a voz brutal e a energia vigorosa dos meninos que estão a mostrar que o punk-rock não morreu. Assim que se ouviu "Mother" já se previa que ia ser um grande concerto para os fãs do género, com cerca de 90% da sala a aderir à vociferação da letra ora em uníssono com o vocalista, ora sem vocalista. Com a sexta música do alinhamento - "Danny Nedelko" - a fazer-se ouvir bem alto, fervia também o ambiente em sala com o primeiro croudsurf da noite a acontecer quando o guitarrista Mark Bowen inaugurou o ato. Ouvimos "Divide & Conquer", "1049 Gotho", "Samaritans", entre outros temas mais discretos, até chegar a altura em que o concerto começou a levar um rumo de completa diversão e de festa máxima – quando os IDLES decidiram fazer uma experiência sonora após o fim de "White Priviledge". Antes disso, nunca esquecer de referir que os IDLES se apresentaram excentricamente comunicativos para profundo deleite do público presente e da própria banda. 


Idles + JOHN

Tempo para ouvir ainda "Gram Rock", "Benzocaine" - tema que serviu para que a audiência perdesse a cabeça e começasse a subir ao palco, com destaque para o público feminino onde inclusivé uma rapariga ocupou o lugar de Mark Bowen na guitarra, além de outras cinco ou seis miúdas que se encontravam a dançar ao som dos IDLES, também no palco - e ainda "Exeter", que colocou um Hard Club no chão. "Get down, get down, get down…" em loop repetido, dizia Joe Talbot e a pouco e pouco o público ia-se baixando e aderindo ao furacão que os IDLES são ao vivo. O público adorou e os IDLES também, ao ponto de Joe Talbot afirmar que as mulheres não costumam subir ao palco e ser elas mesmo, elogiando o facto disso ter acontecido naquela noite. Depois disto entraram numa vaga de covers onde se ouviu uns teasers de "I Want To Break Free", "All I Want For Christmas is You" e, na íntegra, "Cry To Me". Os IDLES não queriam abandonar o palco e isso refletiu-se num concerto com duração aproximada a 01h40, finalizado com "Well Done" e "Rottweiler", onde a frase que mais ouvimos foi "BEST CROUD EVER". Acredito que muitos membros do público também tenham saído dali a pensar "Best live band ever". O concerto dos IDLES acabou pelas 23h43 numa imensidão de aplausos e assobios.


Idles + JOHN [Hard Club, Porto]

Texto: Sónia Felizardo
Fotografias: Edu Silva

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Sydney Valette regressa no tempo e no espaço


O francês Sydney Valette regressou na passada semana aos trabalhos de estúdio com Space & Time, um EP de quatro canções que junta as cores da synthpop à simplicidade eletrónica da minimal wave e aos tons monocromáticos da darkwave. O produtor, que espelhou o seu talento na segunda edição do festival MONITOR, regressa agora em curta-duração para um trabalho coerente, preciso e altamente aliciante.

Este novo disco, que vem dar sucessão a Fight Back editado ainda este ano, foi disponibilizado para escuta integral na íntegra e, do seu alinhamento, recomenda-se a audição de temas como "Space and Time", "How Many Lifes" e grande finale "I Can't".

Space & Time foi editado no passado dia 28 de novembro, e estará disponível em vinil pelo selo Oráculo Records, a partir de dia 10 de janeiro. Podem comprar o disco aqui.



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Guided By Voices confirmam presença no NOS Primavera Sound


Os Guided By Voices confirmaram na sua página de Facebook a presença na próxima edição do NOS Primavera Sound. A banda irá tocar no Primavera Sound de Barcelona, cujo cartaz foi revelado hoje revelado, e na semana seguinte vai estrear-se em Portugal, para um concerto no dia 7 de junho de 2019 (sexta-feira). Os Guided By Voices vão lançar dia 1 de fevereiro o seu próximo álbum duplo , Zeppelin Over China. É o primeiro nome confirmado para a edição portuguesa do Primavera Sound, mas em princípio podemos contar já com mais um regresso dos Shellac ao festival do Porto.

Os passes gerais para o festival estão, por agora, à venda por 110€. Os bilhetes diários custam 60€. Este irá decorrer nos dias 6, 7 e 8 de junho do próximo ano.

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Reportagem: Medicine Boy [Sabotage Club, Lisboa]


Sexta-feira fria em Lisboa e afinal a chuva deu tréguas. No Sabotage, sente-se no ar um agradável aroma a incenso. Acolhedor o ambiente que se instalou na sala a anteceder o concerto dos Medicine Boy. - Um casal, oriundo da África do Sul, Lucy Kruger (teclas, percussão) e Andre Leo (guitarras), ambos na voz, de set muito bem ensaiado e sem a necessidade de músicos adicionais, trouxeram ritmos pré-gravados, percussão de chão tocada por Lucy, com espaço para a diversidade, alternando entre a tranquilidade, o ruído e o feedback. Andre é um mestre a manusear a sua guitarra de ataque, em perfeita união com a sua voz, e a voz de Lucy. Cúmplices nas guitarras, nos teclados, nas vozes e nos olhares que trocaram entre si enquanto (se) tocavam. Tanto amor em palco. Executantes de uma dança silenciosa pautada de uma concentração absoluta e também de ruído sónico explosivo, deleitaram-nos ao longo de uma hora de concerto. 

Entraram no palco: ele, de fato preto e ela, de vestido sóbrio e elegante. Começaram com as guitarras distorcidas de "Lashes", de um certo timbre western, a voz de Lucy a elevar-se e a conseguir sobrepor-se à intensidade das cordas e a sobrepor-se à imagem dos dois, a projecção vídeo de um (peixe) Betta Splendens branco em movimento algures nas profundezas de um mar onde o sol não chega, em fundo preto, e de cauda imensa que mais parecia uma asa. O som equilibrado manteve-se na densa "Water Girl”, e assim continuou: bateria pré-gravada ou percussão - o enorme timbalão que Lucy ia tocando, ora desviando mais para lá, à medida que percorria a escala, encarava o seu companheiro de olhar fixo e cúmplice. Foi o suficiente para nos dar um ritmo envolvente e bonito. 

Numa audiência silenciosa e concentrada no que estava a acontecer em palco, impressionante o sossego da sala em que o simples ruído das folhas de papel da minha cábula conseguiu ouvir-se… impressionante o silêncio na pausa das canções no meio de tanta gente, ouvia-se tudo. 

"Pale Blue Eyes" dos Velvet Underground, uma agradável surpresa, versão bonita a resultar tão bem. E foi notória nesta apresentação duas ou três coisas: a grande cumplicidade entre os dois músicos, atenciosos e detalhados, teclas minimais, e o cuidado sonoro. Os devaneios de Adam a abraçar literalmente a sua guitarra para lhe extrair sons explosivos de um equilibrismo preciso entre o pé esquerdo e o direito face à manipulação dos pedais, - canções como "Diamonds", "The Strange In Me" ou "One Hundred Bodies", de entre outras, todas elas servidas com discretas projecções de vídeo a preto e branco: a clorofila ampliada de uma folha de (couve) Brassica Oleracea, a linha dos carris de ferro no túnel de um Metro solitário… E são um par que não se inibe de mostrar as suas referências: medleys improvisados e até um verso de uma canção de Nick Cave a meio de um original. 

Foi o concerto ideal para um espaço tão acolhedor como o Sabotage. Já no final deram-nos uma bem conseguida versão de "To Bring You My Love" da PJ Harvey. Amor e entrega, foi o que se viu.

Texto: Lucinda Sebastião

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Fotogaleria: Resina [DAMAS, Lisboa]


A Nariz Entupido trouxe até ao país, no passado dia 28 de novembro, a violoncelista Karolina Rec que se estreou nessa noite em Portugal através do seu moniker Resina. A Lisboa, no DAMAS a polaca apresentou o seu mais recente disco de estúdio Traces, editado este ano pela FatCat Records, disco onde explora uma sonoridade essencialmente clássica, ousada, dinâmica e celestial construído à volta de loops processados em camadas e texturizados com voz não verbal.

Os momentos experienciados nessa noite pela lente do Virgílio Santos, podem ser recordados na fotogaleria abaixo ou aqui.

Resina [DAMAS, Lisboa]

Fotografias: Virgílio Santos

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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Cinco Discos, Cinco Críticas #42


Na última edição do ano do Cinco Discos, Cinco Críticas fazemos uma pequena retrospetiva de alguns trabalhos que sairam ao longo do ano e aos quais demos alguma atenção. Falamos de Cease The Day, o novo disco dos In The Woods...; Queen of Golden Dogs, a mais recente edição de VesselAnother Shape of Psychadelic Music o disco que serviu de apresentação aos Mythic Sunship na passagem por Portugal; XI e XII as mais recentes edições do projeto de 18 narrativas de Vlimmer e, por fim, Blue Poles, o novo trabalho de Jack Ladder & The Dreamlanders.

As opiniões sobre os respetivos trabalhos podem ler-se abaixo.


Cease The Day // Debemur Morti Productions // novembro de 2018 

6.7/10 

Depois da inesperada reunião em 2014 e do lançamento de um novo álbum, os In The Woods… estiveram novamente perto de implodir com a saída dos membros fundadores Christopher e Christian Botteri no final de 2016. Ainda assim, o baterista Anders Kobro e o novo vocalista James Foggarty não desistiram e, com a ajuda de Bernt Sørensen e Kåre Sletteberg, voltam a tentar renascer das cinzas com Cease The Day. Com composições mais inspiradas e dinâmicas que as de Pure, Cease The Day mostra também uma maior aposta em vocais ríspidos e elementos típicos de black metal, fugindo à atmosfera quase inteiramente prog doom do seu antecessor, mas sem regressar à veia psicadélica e avant-garde de Omnio ou Strange In Stereo. O disco inicia-se com "Empty Streets", onde James Foggarty demonstra a versatilidade dos seus vocais e com uma atmosfera menos melancólica do que seria de esperar da banda, sendo facilmente comparável aos trabalhos mais recentes dos também noruegueses Enslaved ou Borknagar. Seguem-se a mais extrema "Substance Vortex" e a memorável "Respect My Solitude", com influências dos Swallow the Sun. Contudo, o álbum perde fulgor nos restantes temas ao deambular exageradamente em certas passagens e pela tentativa de englobar demasiadas ideias, que acabam por não ser devidamente exploradas ou não se enquadrarem. Em suma, Cease The Day demonstra que os In The Woods… têm capacidade para não viver à custa do passado mas peca pela sua inconsistência.
João Barata





Queen of Golden Dogs // Triangle Records // novembro de 2018

8.5/10

Os últimos anos têm vindo a verificar um aparente rejuvenescimento por parte da norte-americana Triangle Records. A editora que em tempos nos trouxe trabalhos de Balam Acab, Lotic e The Haxan Cloak aposta agora numa direção algo diferente do habitual, mas que se destaca pelo seu carácter subversivo e emergente (é o caso de Serpentwithfeet), mas também através de uma constante redefinição por parte dos nomes que integram o catálogo da editora desde a sua génese. O produtor britânico Serge Gainsborough enquadra-se na última categoria. Queen of Golden Dogs, o mais recente longa-duração de Gainsborough como Vessel, marca um novo capítulo na carreira do natural de Bristol. Depois da rave industrial de Order of Noise (2012) e do tormento psicológico de Punish, Honey (2014), Gainsborough reinventa-se com um exercício contemporâneo que desafia as leis do maximalismo. Complementando a força bruta das batidas descontruídas com a delicadeza dos arranjos de câmara, o produtor cruza clássico e moderno de modo magistral, onde coros e secções de cordas se juntam a texturas de uma eletrónica sem rótulos. O resultado é uma obra de proporções barrocas pelos terrenos da música de dança mais versátil e fora da caixa, materializada através das composições cortantes de "Argo (For Maggie)", o cantar quase-gregoriano de "Torno-me eles e nau-e (For Remedios)" (uma ode ao poema "Não sei quantas almas tenho", de Fernando Pessoa) ou a natureza eufórica de "Paplu (Love That Moves The Sun)". Produzido durante um período de dezoito meses nos campos verdejantes do País de Gales, Queen of Golden Dogs representa a quintissência de Gainsborough como artesão sonoro, fazendo deste o seu melhor registo até à data.
Filipe Costa






Another Shape of Psychadelic Music // El Paraiso // outubro de 2018

8.0/10

Uma das viagens mais conturbadas deste ano fez-se ao som dos dinamarqueses Mythic Sunship, cujo incrível nome deriva da amalgama de duas obras-primas do Jazz: o Of Mythic Worlds de Sun Ra e Sun Ship de John Coltrane. Another Shape of Psychadelic Music é não só o quarto album da banda e o segundo que estes lançaram em 2018, como também é o mais ambicioso do quarteto composto por Rasmus Christensen (baixo), Fredrick Denning (bateria), Emil Thorenfeldt (guitarra) e Kasper Anderson (guitarra). Com a ajuda de Jonas Munk (guitarrista de Causa Sui) na produção, e a contribuir também na guitarra na segunda e quinta faixa "Backyard Ritual" e "Out There", respetivamente, e Soren Skov que contribui no saxofone ao longo do álbum. O conjunto de músicos propõe-se a levar a música psicadélica onde esta nunca foi antes, com uma mistura free jazz com space rock que convidam o ouvinte a passear por diversas paisagens inesperadas onde a improvisação da banda faz com que nunca saibam o que está ao virar da esquina. A primeira faixa, "Resolution", que abre com um solo de saxofone e umas discretas linhas de baixo, marca a identidade e deixa a fasquia definida para as restantes músicas. Um crescendo que resulta numa cacofonia caótica de sons e texturas que promete deixar o recetor num autêntico estado de êxtase. 
Apesar de achar este álbum incrível, compreendo que não é algo para todas as audiências, muitos podem não estar com paciência para se entregarem ao desenrolar da construção dos instrumentais, podem achar que ao longo do álbum exista pouca diversidade e por vezes caia um pouco na repetição. Contudo, se se entregarem de abraços abertos, Another Shape of Psychadelic Music promete ser uma experiência inesperada repleta de caos controlado por habilidosos artífices musicalmente completos. Um lançamento que irá deixar uma marca para as futuras bandas que tentarem replicar este género de rock psicadélico instrumental.
Hugo Geada





XI/XII // Blackjack Illuminist Records // novembro de 2018

7.0/10


Vlimmer, o projeto a solo de Alexander Leonard Donat (que é como diz o big boss da Blackjack Illuminist Records, além do mentor de outra mão cheia de projetos), voltou a lançar este ano mais dois trabalhos curta duração, XI e XII, integrados no seu objetivo de lançar um capítulo de narrativas composto por 18 EP’s, iniciado em 2015. Através de um total de 10 canções, que aborda ritmos ora calmos e dentro das ondas ambiente (como "Wärm"), ora tempestivos e de tonalidades mais vívidas (como por exemplo "Leben", "Lösung", "Asphaltdecke" ou "Farblosigkeit"), ora sinistros e de desenvolvimento tenso (como é o caso de "Licht” ou “Regen") Vlimmer segue consistentemente a sua paixão pelas sonoridades mais negras já trabalhadas no antecessor X. Com caixas de ritmos e sintetizadores a fazer lembrar os saudosos anos 80, Vlimmer cria a sua própria parede atmosférica onde conjuga uma infâmia de géneros, em canções essencialmente nostálgicas e de aura dançante. Se em XI vemos um Vlimmer mais nos campos da synthpop, em XII conseguimos reconhecer um produtor com uma veia mais industrial, de desenvolvimento poderoso e de ritmos a trazerem à memória nomes como Perturbator, Iceage ou The Soft Moon, numa melodia claramente alemã. Estes novos XI e XII (editados numa edição conjunta em CD dentro de uma caixa de madeira e limitados a 30 cópias) refletem o preciosismo e a criatividade musical excêntrica que circunda o ambiente de Alexander Leonard Donat, afirmando-o cada vez mais como um dos mais multifacetados artistas do panorama atual. Vale a pena ouvir.
Sónia Felizardo





Blue Poles // Interscope Records // maio 2018 

6.0/10 

Jack Ladder, sendo um artista australiano da mesma "escola" de Alex Cameron, Kirin J Callinan e Donny Benét, fazendo parte da sua banda The Dreamlanders os dois últimos, é autor de um dos discos que eu mais esperava em 2018 assim como um dos que mais me desiludiu. O lançamento do single "White Flag", que na minha opinião remanece um dos melhores singles de 2018, cimentou todo o meu hype para este disco. Após uma primeira audição do álbum não consegui destacar nenhuma canção para além da que já conhecia, coloquei o álbum, outra vez, na lista de “para ouvir” e aí ficou até há umas semanas. Voltando a ouvir o disco com mais tempo e atenção gostei de alguns outros temas (acredito que seria um EP excelente só com "Susan", "White Flag", "Feel Brand New" e "Merciful Reply") e como pontos positivos tem de ser de ser destacada a voz grave de Jack, alguns refrões catchy (ainda que não o suficiente para o ser à primeira) e a vibe Alex Cameron ainda que numa versão muito mais sóbria. Em suma, Blue Poles é um disco que, na minha opinião e infelizmente, se perde por ter um single demasiado bom.
Francisco Ávila



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