sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Fotogaleria: SUUNS + Vive La Void [Stereogun, Leiria]


No passado dia 31 de outubro voltámos à Stereogun para marcar presença em mais um dos episódios relâmpago do Fade In Festival 2018 que no último dia do mês trouxe até Leiria as performances dos canadianos SUUNS e de Vive La Void, projeto a solo de Sanae Yamada, a cofundadora e teclista dos Moon Duo. Na despedida de Portugal e um dia depois de terem tocado no Porto, além dos seus mais conceituados temas, os SUUNS apresentaram o mais recente e quinto disco de estúdio Felt (Secretly Canadian, 2018). Já a setlist de Sanae Yamada contemplou o disco de estreia homónimo, Vive La Void (Sacrad Bones Records, 2018).

Podem recordar os momentos experienciados nessa noite pela lente do Miguel Silva na fotogaleria abaixo ou aqui.

SUUNS + Vive La Void [Stereogun, Leiria]

Fotografia: Miguel Silva

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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

COMPADRES lançam EP de estreia


Vindos da região portuguesa com a reputação de menor entropia, os COMPADRES, colectivo composto pelos DJs/turntablists Dj Sims, Fatinch e Mr. Mendez mostram que o Alentejo não esteve parado. Ao longo de sete temas, tiram o pó ao soul, arrastam o funk do armário dos vinis e numa nova roupagem de hip-hop assentam COMPRADES, EP de estreia auto-intitulado. 

Este compacto de sons orgânicos foi feito para o Movimento Alentejo Unido, uma plataforma cooperativa de união, promoção e organização de cultura urbana alentejana mas não só, e pode ser escutado em baixo.

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7 ao mês com QUADRA

E se já na edição passada nos tínhamos dirigido até Braga, para este 7 ao mês de novembro decidimos permanecer na cidade fundada como Bracara Augusta com o intuito de conhecer melhor as principais influências dos QUADRA, uma das emergentes bandas a tomar de assalto o panorama nacional de 2018 com o bastante aclamado disco de estreia Cacau.

As sete escolhas do quinteto bracarense, que conjuga estruturas rítmicas dançáveis em canções intensas, puramente instrumentais e ponto de foco e convergência entre diversos estilos podem ser lidas e escutadas, abaixo. 


Battles

Não há dúvidas que os Battles foram a banda que impulsionou a ideia e o conceito de QUADRA. Battles trazem para o mundo música sem barreiras com energias positivas e sem melancolias associadas. Música intemporal vibrante, intensa e com tecnicismo e segurança emocional que só a maturidade musical permite. Sem influências definidas mas ao mesmo tempo influenciada por tudo que é som e imagem. Há uma mensagem subliminar em Battles, o ouvinte tem a permissão de sentir e ser o que deseja sentir e o que deseja ser. É esta liberdade que QUADRA pretende ter e passar. 





Chemical Brothers - Surrender (1999)

Escolhemos este álbum dos Chemical Brothers, não porque tenha sido uma influência directa para o Cacau, mas porque fez parte do nosso subconsicente durante o período de verão na apresentação do Cacau. É um pequeno exemplo (um extremo) do que QUADRA apresentará em 2019. Será um disco muito orientado e dedicado às pistas de dança e o nosso elogio ao estilo de vida do clubbing. Estamos muito entusiasmados com a nossa futura pista de dança e temos a certeza que será um bom local para se estar!





Sola Rosa - Get It Together (2009)

Get it Together do projeto SOLA ROSA é uma viagem por vibrações, ainda que não óbvias, pelos quatro cantos do mundo, seguindo sempre a linha que lhes é característica. Baseando-se num groove proveniente de variados estilos, é o álbum perfeito para se ouvir em qualquer situação.

[escolha do Sérgio (baixo)]





And So I Watch You From Afar - And So I Watch You From Afar (2009) 

O álbum homónimo dos And So I Watch You From Afar está recheado de riffs habilidosos cheios de malabarismos e ritmos cheios de groove. Transmite-me vibrações de festa com uma característica muito própria. Algo matemático e bastante poderoso ao mesmo tempo. Quando falamos em criação, são a minha maior influência nos riffs que faço para QUADRA.

[escolha do Gonçalo (guitarra)]




Jojo Mayer / Nerve

Num presente musical em que o elemento rítmico dominante da cena mais alternativa é o beat direto presente no garage rock, post-punk, shoegaze e afins o mestre maior da bateria contraria a lacuna de groove que se vive neste ambiente "rock/alternativo" esticando a corda do não convencional e do "tempo". É o meu desbloqueador criativo e o maior influenciador rítmico de QUADRA.

[escolha do Hugo (bateria)]





Linda Martini

A escolha de Linda Martini baseia-se pela forma como souberam crescer e por serem uma banda com personalidade. Têm um som muito característico que souberam manter ao longo dos tempos mas com algumas melhorias. Penso ser um bom exemplo para todos os projectos como nos que estão a começar a crescer. Destaco o álbum Sirumba e a música "Unicórnio de Sta. Engrácia".

[escolha do Sílvio (guitarra)]





Vulfpeck - The Beautifull Game (2016)

Os Vulfpeck são uma banda americana cuja estética assenta principalmente no funk e no soul com variadas influências e fusões. A razão pela qual os escolho para aqui prende-se com a recuperação e renovação destas estéticas de uma forma absolutamente exímia e de execução virtuosa, além da forma como conseguem em algumas composições aparentemente mais clássicas e simples, introduzir elementos experimentais e atuais como efeitos sonoros, paisagens radiofónicas e electrónica; sem nunca perder o feel nostálgico e romântico de outros tempos.

[escolha do Lucas (teclado)]




Entretanto e se quiserem vê-los ao vivo podem aproveitar para passar amanhã (16 de novembro) no Plano B pelas 23h00. As informações adicionais seguem aqui. Para saberem mais sobre os QUADRA aproveitem para os seguir através do Facebook ou pela plataforma Bandcamp, onde podem comprar o seu trabalho.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Filme sobre Adrian Borland dos The Sound é exibido no Porto


Chama-se Walking In The Opposite Direction e é o filme sobre a vida de Adrian Borland, o icónico vocalista da também icónica banda de post-punk The Sound. Este evento exclusivo está marcado para 19 de janeiro de 2019, no Hard Club, contando ainda com a presença de um dos elementos fundadores dos The Sound, o baterista Mike Dudley que no Porto se fará acompanhar pela sua banda tributo In2theSound. Esta iniciativa da exibição do filme e do concerto é agenciada pela promotora At The Rollercoaster.


Walking In The Opposite Direction conta a história de Adrian Borland, com recurso a material de arquivo raro, entrevistas com ex-membros da banda e críticos de música e discussões com seu pai e ex-namoradas. O próprio Adrian Borland conta a sua versão através das músicas tocadas no filme. O álbum de estreia dos The Sound, Jeopardy (1980), é visto por muitos como uma obra-prima, mas a partir do início dos anos 80, o futuro promissor de Adrian Borland mudaria. Walking In The Opposite Direction foi um filme possível através da paixão, dedicação, crowdfunding e venda de antigos instrumetos de Adrian Borland que financiaram o projeto. Além disso, o filme é principalmente o resultado do grande investimento que o diretor Marc Waltman realizou e que é apresentado em Portugal no Porto.


Os bilhetes para este evento único em Portugal estarão à venda a partir da 10h00 da próxima segunda-feira (19 de novembro) na bilheteira online e têm o custo de 20€. Os bilhetes físicos também poderão ser comprados na Piranha, Bunker Store e Hard Club. As informações adicionais podem ser encontradas aqui.


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Fotogaleria: Magusto da Zigur [Maus Hábitos, Porto]


Na passada sexta-feira a Zigur voltou ao Maus Hábitos, desta vez para celebrar o magusto. Foi uma bela noite, que contou com a presença de Burgueses Famintos + Sal GrossoJoão Pais FilipeVive les Cônes e 2JACK4U.

Podem recordar os momentos experienciados nessa noite pela lente do David Madeira na fotogaleria abaixo ou aqui.

Magusto da Zigur [Maus Hábitos, Porto]

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STREAM: Big'n - Knife of Sin [Threshold Premiere]


Big'n are not exactly superstars in the post-hardcore scene, but they still managed to combine the quintessential elements of the genre. With a bittersweet career which started in 1990, they would part ways in 1997 with two full-lengths on their record. Luckily, Todd Johnson decided to get married in 2001, which led the band to consider a reunion, which (presumably) led to the 2011 EP Spare the Horses, a brand new punch-in-the-stomach to show that no hiatus could rust this "semi-well-oiled machines". 

Nonetheless, this comeback was not enough to get them touring again - a couple of dates in 2011 and 2013 was all they could muster. Apparently all hope was lost for Big'n fans until November 16th, 2018 (7 years later their last record, for all of you keeping track), the day that Chicago's very own Big'n release their brand new Knife of Sin, a kick-in-the-chin (a comparable feeling to a punch-in-the-stomach) that few can pack. Sure, we have had a good number of very good post-hardcore releases this year - IDLES, Cloud Nothings, Birds In Row and Rolo Tomassi, to name a few. But we will dare to say that Big'n have catapulted themselves from their 7-year sleep into a rightful place for an excellent year for the genre. 

Along 6 tracks, the quartet hailing from Prison City superimpose Jesus Lizard and Shellac (no surprises there, Knife of Sin was recorded by none other than Steve Albini himself) with no apparent regard for any limiter or amplifier, while also harnessing some of those stop-and-go rhythms from Helmet. The noise rock/post-hardcore group has lost some of its math-y complexity from their earlier days, but their sound is as tight as ever. If you feel like giving your ears a run for their money via (very nicely done) angry shouting and dissonant instrumentals, Knife of Sin is more than adequate and will for sure catch the attention of any traditional post-hardcore fans.

You can now listen to the full album below and pre-order the album here. Enjoy.



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STREAM: ORLA - Mass


ORLA é o primeiro trabalho a solo de João Pedro Amorim (FERE, Memoirs of a Secret Empire). Mass trata-se de uma viagem cíclica e exploratória pelo universo vizinho, de onde se vê a orla daquele em que julgamos estar. Entre o uso ocasional de instrumentos como o trompete e a guitarra eléctrica, os sintetizadores representam o espaço, ao mesmo tempo que o ocupam e a massa aumenta. Já o tempo, por si só não existe, logo a viagem nunca acaba.

Em baixo é possível escutar Mass na sua totalidade, que se encontra disponível no bandcamp.

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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Oiçam: Orbel


Foi em maio deste ano que os dinamarqueses Orbel lançaram o seu primeiro EP de carreira, Beyond There, disco que navega entre dois mundos escuros, impulsionado pelo lirismo e emoções trágicas. Em Beyond There os Orbel vão buscar influências ao rock clássico às quais juntam, de forma ténue, por vezes a brutalidade do doom, por vezes as paisagens calmas e densas do post-rock, por vezes apenas uma atmosfera imersiva.

Depois dos vídeos para os temas "Half" e "The Coward", além de uma primeira tour pela Europa, os Orbel apresentam-nos agora uma versão ao vivo do tema "Gorputzak", uma malha de desenvolvimento lento e baseado na repetição que é vocalizada num tom de voz ritualístico e hipnotizante. Se são fãs de nomes como Chelsea Wolfe, Emma Ruth Rundle, Shannon Wright, THOT, entre outros, certamente que os Orbel terão espaço na vossa playlist. Ora vejam:


A banda encontra-se neste momento a trabalhar no disco longa-duração de estreia que deverá sair para o próximo ano. Até lá aproveitem para ouvir Beyond There na íntegra, abaixo. Se quiserem podem também fazer download do disco digital no Bandcamp, através da modalidade name your own price.




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Tomem aí uma mix de cold e darkwave


Estava-vos mesmo a apetecer ouvir aí umas malhas obscuras mas estão sem ideias para a playlist? O produtor Antipole lançou no início do mês, Perspectives, um disco que conta com uma série de remixes de vários artistas contemporâneos que atuam dentro do panorama da darkwave e da coldwaveCada artista colocou a sua marca e perspectivas numa faixa da autoria de Antipole e o resultado é Perspectives, um disco de treze faixas que conta com trabalhos de bandas como Kiss Of The Whip, Agent Side Grinder, Kill Shelter, Ash Code, entre outros.

O disco foi pós-produzido e masterizado por Pete Burns, o produtor mais conhecido pelo seu trabalho como Kill Shelter e conta ainda com a voz de Paris Alexander (nas faixas 3, 4, 5, 8, 9, 11, 12, 13), Eirene (nas faixas 1, 4, 7, 9) e Mats Davidsen (na faixa 2). Podem ouvir o disco na íntegra abaixo.


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A soma e subtração dos Ask The White

© Isobel Blank
Ask The White é o novo projeto de Isobel Blank e Simone Lanari que se estreou nas edições este ano com o EP Through her bones e, mais recentemente com o longa duração de estreia Sum and Subtraction, editado no passado dia 12 de outubro pela Ammiratore Omonimo Records, a gravadora romana DIY de vonneumann, e mais tarde também em CD no Japão, para a Athor Harmonics

Os Ask The White nasceram em 2016, ano em que a dupla organizou uma tour para apresentar alguns temas inéditas, que se tornaram a base do disco de estreia Sum and subtraction. O nome do projeto refere-se à teoria da cor e da luz: um objeto que reflete todas as ondas de luz aparece branco, que é a soma de todas as cores; um objeto que absorve apenas uma onda, parece ter a cor dessa única onda absorvida. O objetivo dos Ask The White é moverem-se livremente de uma "cor" para outra, sem qualquer limitação. E basta ouvir os primeiros temas de Sum ans subctraction para compreender isso mesmo.

A juntar a folk mais charmosa e melódica ao experimentalismo vocal entre acordes afinados e desafinados, Sum and subtraction é um disco de música que derrete por entre uma vontade de experimentação sonora. O disco aborda ainda os campos conceptuais da música dream-pop em temas como "You, cloud", a claustrofobia da folk artística em temas como "The battle of the happy claustorms on two strings" e "Remember the future" e ainda uma apaixonante conjugação entre os vocais masculinos e femininos. O disco pode ser reproduzido abaixo.

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Lorelle Meets The Obsolete anunciam novo disco


Os mexicanos Lorelle Meets The Obsolete anunciaram esta semana que vão lançar o seu quinto disco de estúdio, De Facto, no início do próximo ano. O disco, que vem dar sucessão a The Sound Of All Things (2017) é descrito segunda a nota de imprensa como um trabalho que explora os limites externos da sua sonoridade, apresentando-se mais coerente que as edições anteriores. Além disso Alberto González (The Obsolete) explica que:

"Havia um desejo consciente para avançar ainda mais com o que estávamos a fazer (...) Uma das nossas regras para este álbum foi ir mesmo fundo sem terrenos intermediários em termos daquilo que queríamos que as músicas fossem. Nós estávamos comprometidos com o desenvolvimento de ideias que fizessem com que as nossas cabeças fossem "prisioneiras de guerra"!"

O disco foi gravado no seu próprio estúdio em Ensenada, Baja California, mixado por Cooper Crain (Cave e Bitchin Bajas) e masterizado por Mikey Young (Eddy Current Suppression Ring e Total Control). Ainda não foi avançado nenhum tema de avaço.

De Facto tem data de lançamento prevista para 11 de janeiro pelo selo Sonic Cathedral, para a Europa e por Registros El Derrumbe para o resto do mundo. Podem fazer pre-order do disco aqui.

De Facto Tracklist:

01. Ana 
02. Líneas En Hojas 
03. Acción – Vaciar 
04. Unificado 
05. Inundación 
06. Lux, Lumina 
07. Resistir 
08. El Derrumbe 
09. La Maga

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Croatian Amor anuncia novo álbum Isa


Loke Rahbek está de volta às edições sob o acarinhado moniker Croatian Amor, sob o qual atua desde o início da década. O co-fundador da editora escandinava Posh Isolation prepara-se para lançar o seu sétimo disco longa-duração, de nome Isa, no dia 25 de janeiro. O sucessor de Finding People, EP editado no ano transacto que viu o músico e produtor dinamarquês explorar os caminhos mais açucarados das suas colagens industriais, conta com um cardápio luxuoso de colaboradores, entre os quais Yves Tumor, Puce Mary, Alto Aria, Soho Rezanejad e Jonnine Standish

O anúncio vem acompanhado do single de avanço "Dark Cut", que junta o produtor à britânica Jonnine Standish, vocalista dos HTRK. Em baixo, fiquem com o referido tema assim como a capa e respetiva tracklist do disco.





Tracklist: 

01 - Towards Isa 
02 - In Alarm Light (ft. Soho Rezanejad) 
03 - Point Reflex Blue 
04 - Eden 1.1 
05 - Siren Blur Accent 
06 - Dark Cut (ft. Jonnine Standish) 
07 - Into Salt (ft. Alto Aria) 
08 - Eden 1.2 
09 - In World Cell

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dEUS celebram 20º aniversário de Ideal Crash com duas datas em Portugal


A banda "luso"-belga dEUS está a preparar mais uma passagem pelo nosso país, e arriscamos dizer, o seu país favorito. O mote desta nova visita será a celebração dos 20 anos do icónico álbum The Ideal Crash, editado em 1999, e de onde saíram temas épicos como "Instant Street", "Sister Dew", "One Advice, Space" e "The Magic Hour". A 24 de abril  de 2019 a banda liderada por Tom Barman visita o Coliseu de Lisboa e no dia da Liberdade, 25 de abril, passam pelo Hard Club, Porto.

Os bilhetes estarão à venda a partir desta sexta-feira, 16 de novembro, nos locais habituais. Os concertos têm o selo da Rádio Radar e da Everything Is New.

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STREAM: Vagina Lips - Generation Y


Vagina Lips é o projeto a solo do músico grego Jimmy Polioudis, um estranho garoto adulto cuja peculiaridade básica é concentrar-se na essência das coisas, escrevendo músicas essencialmente minimalistas mas mais que suficientes para criar um bom álbum. Neste novo trabalho, Generation Y, Jimmy Polioudis pega nos ritmos fofinhos do post-punk de bandas como Motorama e no indie rock de nomes como Car Seat Headrest, apresentando-nos um disco suave que funciona como uma referência aos artistas da geração dos anos 80 e 90.

Os Vagina Lips formaram-se em 2015 em formato duo, tendo permanecido desde 2016 como o projeto a solo de Jimmy Polioudis. Desde então foram lançados uma mão cheia de novos álbuns com Generation Y a dar sucessão a Athanasia (2018). O disco pode ser reproduzido na íntegra abaixo.

Generation Y foi editado na passada segunda-feira (12 de novembro) pelo selo Inner Ear.


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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

HHY & The Macumbas apresentam Bedheaded Totem em Lisboa e Porto

©Mariana Vasconcelos
Os HHY & The Macumbas estão de regresso às edições. Bedhead Totem, o novo disco do coletivo fundado por Jonathan Saldanha em 2009, junta o ensemble sediado no Porto à inglesa House of Mitology (casa para artistas tão conceituados como David Tibet, Ulver ou Zu) para mais um apanhado de canções de difícil categorização, um organismo eclético e vivo que segue as pisadas do sucessor Throat Permission Cut (Silo Rumor, 2014) mas aqui sob uma análise mais aprodundada e singular pelos campos da dub e do techno mais ritualista. 

O coletivo que tem no seu núcleo duro alguns dos músicos mais fundamentais da cena musical portuense - Filipe Silva, João Pais Filipe, Brendan Hemsworth, Frankão, Álvaro Almeida e André Rocha - prepara-se agora para apresentar o disco ao vivo com dois concertos imperdíveis, no Porto e em Lisboa. O primeiro concerto acontece no Understage do Teatro Municipal Rivoli, dia 16 de novembro, seguindo-se uma data no Lux Frágil, dia 29 do mesmo mês.

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STREAM: Morte Psíquica - Maneirismos


Os Morte Psíquica editam no final desta semana o seu novo EP de estúdio, Maneirismos, disco do qual já tinha sido anteriormente apresentada a faixa "O Conforto do desconforto", tema repleto por arranjos dos anos 80, com guitarras cintilantes e uma mensagem forte e reflexiva sobre a essência de se ser humano. O novo disco foi anunciado ainda este mês mas o resultado final já pode ser ouvido na íntegra abaixo.

Maneirismos é composto por quatro temas que inevitavelmente trazem à memória o período de auge da new-wave e do post-punk vivido em Portugal nos anos 80. Este novo trabalho chega dois anos depois da estreia com Fados do Além (2016) e além do já revelado tema de avanço destaque ainda para os singles "Olham e sorriem II" e "Sensações descontroladas".

Maneirismos tem data de lançamento prevista para 18 de novembro pelo selo Z22.


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STREAM: vau - ways of stilness


vau é Nuno Craveiro, sendo ways of stilness o seu primeiro lançamento a solo. Nuno revela aqui uma faceta completamente oposta à do seu outro projeto Névoa, com seis composições ambiente/drone que foram sendo cuidadosamente trabalhadas durante os últimos quatro anos. Descrito como um disco bastante pessoal, ways of stilness consegue atingir o seu objetivo de imergir o ouvinte num espaço de tranquilidade onde o tempo parece ter abrandado através, especialmente, dos inúmeros field recordings utilizados, que acabam por imbuir cada um dos temas com emoções distintas mas sem nunca quebrar o fluxo de introspecção instalado desde o tema de abertura "slight movements".

Em baixo podem já escutar ways of stilness na íntegra, com repetidas audições a serem recomendadas. A edição física tem lançamento marcado para o próximo dia 15 de novembro pela britânica Whitelabrecs.


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TRAITRS estreiam-se em Portugal no Extramuralhas


Os TRAITRS, dupla sediada em Toronto e composta por Sean-Patrick Nolan e Shawn Tucker, vão marcar presença em Portugal no próximo ano onde atuarão no último dia do festival gótico Extramuralhas. A banda que se destacou nos tops da cena underground com o seu mais recente disco de estúdio, Butcher's Coin - disco que vem dar sucessão ao EP Speak in Tongues (2017) e aos discos Rites and Ritual (2016) e Heretic (2017) - promete um concerto denso e pronto para ser sentido.

Formados em 2015 os TRAITRS apresentam uma sonoridade textural, profunda, que recorre a arranjos e secções rítmicas do post-punk e é indubitavelmente influenciada por bandas como os The Cure (na era do álbum Pornography) e Sisters of Mercy.

Os TRAITRS são assim a terceira banda a ser anunciada ao cartaz do festival gótico, juntando-se aos já anunciados Actors, que tocam a 29 de agosto e aos She Wants Revenge, que tocam a 31 de agosto. Ainda não são conhecidas informações adicionais relativamente ao preço dos bilhetes.


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domingo, 11 de novembro de 2018

Reportagem: Anna Von Hausswolff [Casa da Música, Porto]


Num concerto que integrou a presente edição do Misty Fest, a sueca Anna Von Hausswolff regressou ao Porto para uma atuação na sala 2 da Casa da Música. Foi dia 4 de novembro que para lá nos dirigimos para sentir ao vivo o darkwave neoclássico de Dead Magic, álbum lançado pela cantautora este ano.

O concerto começou com a primeira faixa do álbum, "The Truth, the Glow, the Fall" . O orgão que a inicia introduziu-nos à sonoridade da artista, que pouco depois começou a cantar. A sua performance não desapontou, a voz foi incrível ao vivo e brilhou acompanhada de uma atmosfera algo noturna e sombria criada pelos instrumentos. Infelizmente, foi desde cedo que reparei nuns ruídos agudos muito incomodativos que se ouviam em alguns momentos da música. Estes apareceram e desapareceram ao longo de todo o concerto e impediram-me de o aproveitar ao máximo. Não sei de onde vinham, era possivelmente de uma das guitarras, nem se era algo normal ou um problema de som, mas foi para mim o pior aspecto de um belo concerto.



A música seguinte foi a terceira faixa do disco, "Ugly and Vengeful", uma música dinâmica na qual a certa altura, após o seu segundo crescendo, se ouve um excelente riff de guitarra. Após uma conclusão intensa o público mostrou o seu grande entusiasmo.

O concerto continuou e só para cantar a "Källans Återuppståndelse" é que Anna saiu finalmente de trás dos teclados. Após um agradecimento a todo o público, já com uma guitarra clássica nas mãos, começou "The Mysterious Vanishing of Electra", onde a excelente performance vocal se notou novamente. Já com todas as músicas de Dead Magic interpretadas (mas não na ordem pela qual são ouvidas em disco) ainda houve tempo para uma introdução dos membros da banda e para "Come With Me / Deliverance", do álbum Miraculous. Esta música começou calmamente, com o baixo a ser tocado de forma contínua com um arco (como aconteceu em músicas anteriores), mas atingiu proporções apocalípticas antes de voltar a acalmar e crescer uma outra vez.



Anna e o resto da banda saíram de palco, mas regressaram para mais uma música. "Gösta" não integra nenhum dos seus álbuns e foi o ponto alto do concerto. Teve direito a uma performance intimista, na qual a artista desceu para o meio da plateia e cantou a calma e muito bonita música rodeada pelo público. Foi andando, olhando para as pessoas e abraçou no mínimo um dos seus fãs. Um momento incrível que finalizou o concerto da melhor maneira. Um enorme final para uma boa noite na Casa da Música.


Anna von Hausswolff [Casa da Música, Porto]

Texto: Rui Santos
Fotografia: David Madeira

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