quarta-feira, 18 de setembro de 2019

ÀIYÉ anuncia Gratitrevas, EP de estreia com edição em outubro


Larissa Conforto é uma compositora brasileira que já trabalhou com Chico Buarque, Gilberto Gil, Alceu Valença e Karol Conká, e fixou residência em Lisboa no mês de maio. Depois de anos como baterista na banda Ventre, Larissa reinventou-se no seu novo projeto ÀIYÉ, experimentando novos caminhos sonoros e artísticos. ÀIYÉ conjuga o futurismo ancestral, tarot e arte-ativismo em Gratitrevas, EP de estreia com edição agendada para outubro pela Balaclava Records

A capa de Gratitrevas (imagem em cima) traz uma atmosfera alinhada ao sentimento que a artista transmite nas músicas. Sobre como ela se vê hoje a artista afirma: 
A Larissa de hoje entende o poder de cura da música pelo seu próprio processo, e está mais aberta para experimentar. Confio no caminho e só quero caminhar mais, desfrutando do percurso. Por isso a escolha de fazer só: eu vou transformando a solidão em solitude, e ganhando espaço pra caber mais gente, mais formas, mais colaborações e trocas.  
O primeiro single, Pulmão, já está disponível nas várias plataformas de streaming desde 30 de agosto e pode ser ouvido em baixo: 


Gratitrevas irá ser apresentado também no mês de outubro com duas datas no Brasil, em São Paulo e Belo Horizonte, depois de passagens por Lisboa e Nova Iorque.

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Cinco nomes a não perder no Amplifest 2019


Já falta menos de um mês para todos os caminhos irem dar ao Hard Club. O Amplifest regressa nos dias 12 e 13 de outubro e já se encontra esgotadíssimo, depois dos últimos bilhetes diários terem voado numa manhã.

Assim que se abrirem as portas do próxima edição do Amplifest, terão passado pouco mais de três anos desde a última edição. Mais do que um festival, o Amplifest é o evento que reune toda a filosofia da Amplificasom num fim-de-semana que se pretende único e irrepetível; onde é assumido um compromisso inquebrável com a arte e com o enriquecimento cultural, sendo todo o alinhamento seleccionado nesse sentido: eliminando o que é supérfluo e exaltando o ecletismo, a vanguarda e o talento num fim-de-semana onde todos são cabeças-de-cartaz.

Em jeito de antevisão e apesar de considerarmos que todos os concertos desta edição são imperdíveis, iremos falar sobre cinco nomes que vão ajudar a tornar esta edição do Amplifest um dos melhores eventos do ano.


Amenra

Os belgas Amenra já são bem conhecidos para quem segue o Amplifest desde a sua origem. Depois de terem participado nas edições de 2012 e 2015, eis que a banda de Colin H. van Eeckhout, Mathieu Vandekerckhove, Bjorn Lebon, Lennart Bossu e Levy Seynaeve regressa uma vez mais para nos trazer a sua missa, onde a liturgia é acompanhada por um sludge/doom inigualável, caracterizado por atmosferas sombrias e intensidade espiritual. Fundadores do colectivo Church of Ra (onde também se incluem os Oathbreaker ou os The Black Heart Rebellion, bandas conhecidas pelos seguidores do festival), os Amenra são liderados por Colin H. van Eeckhout (que também já passou pelo Amplifest com o seu projeto a solo - CHVE) que, juntamente com as projeções e os sons em seu redor, criam uma experiência de uma intensidade imensurável, enfiando os seus tentáculos na alma de quem presenceia, quase forçando um qualquer tipo de emoção coletiva e incapacidade de desviar o olhar do desespero no palco. 

Um ponto importante para a banda foi o seu ingresso na Neurot Records, uma editora fundada por membros de Neurosis, onde lançaram o seu álbum Mass V. Agora, celebrando os vinte anos como banda e apresentando pela primeira vez em Portugal o aclamado Mass VI, os Amenra têm regresso marcado ao Amplifest, o seu lar espiritual no nosso país, no dia 12 de outubro.




Deafheaven

Os americanos Deafheaven foram, nesta década, a banda mais popular do blackgaze. Misturando elementos de black metal com as texturas etéreas do shoegaze e do pós-rock, alcançaram uma grande popularidade dentro dos fãs de música alternativa com o seu segundo álbum, Sunbather. Foram e ainda são alvo de alguma controvérsia por não abraçarem completamente o metal, mas ao mesmo tempo é isso que atrai os seus fãs.

A banda tem vindo a desenvolver a sua sonoridade ao longo dos anos e o álbum mais recente, Ordinary Corrupt Human Love, é aquele em que mais se afastam das convenções do black metal. A voz continua agressiva e a bateria rápida e explosiva, mas são integrados melodias e solos de guitarra que parecem saídos do rock alternativo dos anos 90. Surge uma mistura de géneros musicais surpreendente, mas eficaz, como se pode notar nos singles “Honeycomb” e “Canary Yellow”. Em contrapartida, o seu lançamento mais recente, o single “Black Brick”, é provavelmente a música mais pesada e direta da sua discografia. Uma faixa de black metal opressivo e brutal que revela uma nova faceta da banda.

Os Deafheaven vão tocar pela terceira vez no Hard Club no dia 13 de outubro. Será a sua segunda passagem pelo Amplifest, após a estreia na edição de 2013.



Touché Amoré

Oriundos da sempre diversa cena de Los Angeles, California, a banda Touché Amoré, acarinhada pelos fãs das sonoridades post-hardcore e screamo, não é estranha do público português. Com um culto intenso ao redor da banda desde a estreia da banda, e depois de há dois anos terem vindo em conjunto com outro nome grande desta mais recente vaga americana de sonoridades agressivas, Code Orange, ao RCA Club em Lisboa e ao Hard Club no Porto, os Touché Amoré regressam para se juntarem aos flancos da mais recente edição do Amplifest, trazendo a sua sonoridade sempre emergente de riffs dissonantes, vocais emocionais e ritmos angulares. 

Na mala, trazem motivos de celebração, devido ao primeiro álbum de estúdio ...To the Beat a Dead Horse contar dez anos de existência em 2019 e servir de mote para a regravação do mesmo com nova roupagem e uma produção mais atual (apropriadamente chamado Dead Horse X), mas certamente também se pode esperar a presença do resto da discografia no alinhamento. Os Touché Amoré marcarão presença no Hard Club no dia 13 de outubro.



Bliss Signal

Bliss Signal é o resultado da comunhão entre James Kelly e Jack Adams. O primeiro, figura conhecida nas lides da música de extrema com os saudosos Altar of Plagues, é também um agitador das tendências electrónicas enquanto WIFE, o seu projeto a solo com um foco nos subs e nas batidas. Já o segundo assina produções enquanto Mumdance, que ao lado do conterrâneo Logos se assume como nome charneira do weightless, estilo musical desenvolvido durante o início da presente década que interseta as batidas viperinas do grime com as texturas envolventes da música ambiente. Juntos, ladeiam uma cúmplice relação de companheirismo, conciliando peso e atmosfera em igual medida. Drift, primeiro, e o álbum de estreia homónimo, logo depois, marcaram os primeiros trabalhos dos britânicos enquanto duo, forjando um interessante meio termo entre o shoegaze o black metal. Os elementos estão todos lá: paredes opulentas de som implacável, ambientes cintilantes e riffs crus de baixa fidelidade, tudo envolto numa nuvem de texturas atmosféricas. As suas composições são ruídosas, mas a progressão dos acordes é leve e inspiradora, balançando entre o lúgubre e o eufórico, o caos e o assombro.

A dupla irá apresentar o seu espectáculo intenso e inebriante
no Amplifest, marcando assim a sua estreia em Portugal no próximo dia 12 de outubro.



Daughters

Oito anos após o seu último lançamento, os experimentalistas post-hardcore Daughters regressaram com um novo disco, You Won’t Get What You Want (considerado pela equipa da Threshold Magazine como o melhor álbum do ano passado), que desconstrói o seu próprio som e o reanima num novo “monstro” sonoro. Partindo do seu autointitulado álbum de 2010, o quarteto liderado por Alexis S.F. Marshall expande e escurece a tonalidade, utilizando efeitos de guitarra e teclados que soam ainda mais esquizofrénicos do que antes.
O ritmo desenfreado continua a ser um elemento comum, conseguindo mesmo assim obter alguns ritmos mais moderados, uma instrumentação industrial minimalista e um trabalho de bateria inigualável. Os sons que o guitarrista Nicholas Andrew Sadler tira dos seus instrumentos são incomparáveis, e o seu estilo frenético tem poucos contemporâneos. 


Os americanos ainda se mantêm difíceis de definir, mas com You Won’t Get What You Want reinventaram-se e passaram para algo mais inquietante e catártico, porém mais arrebatador e brilhante que nunca. Para a sua muito aguardada estreia em Portugal, a banda promete trazer o seu caos controlado ao Amplifest no dia 12 de outubro.


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Esta é a crónica ao novo mundo de ∩ (intersectiō), uma estreia densa e vigorosa


Quando penso em música eletrónica experimental/ambient há duas editoras internacionais que me vêm logo à cabeça. A primeira (e penso que seja óbvio para mais pessoas) é a alemã ant-zen - pelo sucesso e trabalho focado na área que têm desenvolvido desde 1993 - e a segunda é a italiana Boring Machines, porque é uma das editoras mais cool com quem tenho trabalhado nos últimos anos e porque acabo por descobrir projetos altamente artísticos no meio de sons de máquinas a precisar de cafeína. Estas são duas labels que devem seguir se gostam destas andanças mais artsy. Eu nem sou aquela pessoa muito informada no campo da música eletrónica (especialmente aqui na redação da Threshold onde o Filipe Costa e o Rui Gameiro quase que têm um doutoramento no assunto) mas dei por mim a escrever esta introdução para vos encaminhar ao assunto que me traz aqui: o EP de estreia de ∩ (intersectiō).

É também verdade que o Filipe Costa e o Rui Gameiro me têm instruído alguns conhecimentos na área a nível nacional, mas ainda assim não levem o que eu aqui vos escrevo a sério, porque estou apenas a caminhar por territórios desconhecidos. Então estava eu a ler os emails que vamos recebendo e dou aqui com o EP de estreia do projeto português ∩ (intersectiō) que devo dizer, me prendeu logo nos primeiros instantes, assim que coloquei "Imaturidade" no posto de escuta. 


É o seguinte, regra geral quando eu oiço um álbum começo pela primeira faixa e, se não conheço, de todo, o trabalho da banda/artista em questão, a primeira música vai-me permitir formar as primeiras opiniões. Portanto vou ter de admitir que "Imaturidade" foi suficientemente bem produzida para focar a minha atenção. Acho que tem potencial para explorar no futuro o que me levou a querer descobrir mais sobre PURGA, o EP que dá nome ao trabalho de estreia de ∩ (intersectiō)

Com grande foco na produção artística PURGA é um disco também acompanhado por uma parte visual que, segundo a press-release "consiste num conjunto de 8 fotografias em formato analógico, sem edição e que procuram ser uma representação visual metafórica da relação nublada do indivíduo com a realidade durante o estado de depressão". Com este conceito em mente é fácil perceber o porquê deste EP ser tão distinto entre as quatro músicas que compõem o seu alinhamento. O ouvinte é facilmente projetado a estado espírito que vai desde o existencialismo niilista a períodos de raiva extrema (explícito no tema "Purga", com alicerces do black metal), passando por momentos meramente reflexivos e algures poéticos (ouvir a título de exemplo o tema "Anastilose II").


Tudo muito lindo do ponto de vista artístico, mas devo admitir que até eu fiquei incomodada e achei aquele "nada" no final de "Anastilose I" altamente irritante. No fundo esse deve mesmo ser o objetivo de R., o produtor portuense que assina por trás da identidade de ∩ (intersectiō). Tirando esse ponto de angústia há algo em ∩ (intersectiō) que não é similar a todos os projetos de música eletrónica experimental e/ou ambient que eu tenho ouvido. Ou pelo menos algo de singular está embutido nos cerca de 18 minutos que compõem PURGA, disco que podem assimilar na íntegra agora que sabem da sua existência.


Pronto eu acho que chegámos ao fim da narrativa de como eu descobri ∩ (intersectiō) e ao core da questão que é - se gostam de malhas eletrónicas no campo experimental, então oiçam o EP PURGA (que certamente não terá muito destaque na imprensa nacional, portanto podem ter o prazer de ser os primeiros a saber da existência de tal edição). E podem comprar o EP e receber 8 fotografias não editadas de forma completamente gratuita, clicando aqui. Acho que só isto já é de louvar (ah, isso e ter disponibilizado o trabalho no Bandcamp, um bem-haja a todas as pessoas que colocam o seu trabalho nesta plataforma).

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Angélica Salvi apresenta-se em Phantone


Harpista espanhola a residir no Porto há alguns anos, Angélica Salvi tem construído um currículo de trabalho dedicado à improvisação e música contemporânea. Em Phantone apresenta-se pela primeira vez a solo, depurando um discurso que é só seu e através do qual busca a liberdade dentro da estrutura. Desenhando ilusões sonoras, sombras, figuras, meditação e paisagens abstractas, a sua música explora os espaços auditivos imaginários e oníricos onde a ordem e o caos coexistem. O LP foi gravado no Mosteiro de Rendufe no âmbito do Encontrarte de Amares, tirando partido das justaposições de delays e reverberação da sala, e, com isso, adicionando profundidade às sete composições que o integram. 

Phantone é editado via Lovers & Lollypops a 8 de outubro e percorrerá o país num ciclo de concertos de apresentação. A 5 de outubro em pré-apresentação no Out.Fest no Barreiro, a 24 do mesmo mês no Jameson Urban Routes promovido pelo Musicbox em Lisboa e no Porto a 30, na St James Anglican Church

Angélica V. Salvi estudou com Maria Rosa Calvo-Manzano (Espanha), Carrol McLaughlin (EUA) e Ernestine Stoop (Holanda). Especializada em improvisação, música electroacústica e experimental, tem trabalhado, enquanto solista, com diversos compositores, orquestras e ensembles, assim como sido peça fundamental em inúmeros projectos nas áreas da música contemporânea, dança, artes visuais e teatro. Actualmente é professora de harpa do Conservatório de Música do Porto e a harpista do Vertixe Sonora Ensemble. Dirige o projecto Female Effects e faz parte de vários projectos multidisciplinares.


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Britânicos ParkHotel no Hard Club dia 19


No dia 19 de setembro, pelas 21.30h, a sala 2 do Hard Club irá receber os britânicos ParkHotel. A primeira parte será preenchida pelos portuenses de pop eletrónica Lineless.

A dupla londrina é formada por Tim Abbey e Rebecca Marcos-Rosa. “Gone As A Friend” foi a sua apresentação, ainda em 2017 e, já no início deste ano, lançaram Nothing to Lose, um EP que teve a sua apresentação pública em 28 de Fevereiro na esgotadíssima sala londrina Lexington. Um som fresco com uma linha dançante funky que tem deixado rendida a imprensa discográfica e musical. 

O New Musical Express incluiu-os na lista das mais promissoras bandas dos últimos anos: “belíssimas melodias dançantes e riffs hipnóticos conjugam-se para um cocktail funky”. O conhecido site Clash considerou 'Make It Happen', retirada de Nothing to Lose como uma “canção pop explosiva” definindo o som da banda como “uma fusão entre o glamour disco dos Chic com a melhor pop contemporânea”. Já a própria “Nothing to Lose” foi considerada “uma faixa, uma peça de música deslumbrante e contagiante que parece incrivelmente segura para um projeto tão jovem.” Já o site DIY vê nos ParkHotel “algumas inspirações vindas dos LCD Soundsystem e dos Talking Heads no sentido do desenvolvimento da banda, sempre direcionada para a pista de dança”.

Os bilhetes para o evento tem o preço de 20€ / Sub25 - 10€ , já estão à venda e podem ser comprados aqui.

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Spiralist - "Nihilus (Ricardo Remédio Remix)" [Threshold Premiere]


Em antevisão do novo EP The Church Dyed Black - a ser editado já no final desta semana - Spiralist estreia hoje o segundo tema de avanço que incorpora a tracklist deste novo trabalho, "Nihilus (Ricardo Remédio Remix)". O EP, anunciado em julho de 2019 será composto por um total de duas músicas, a homónima "The Church Dyed Black" e o remix para "Nihilus" que é hoje disponibilizado publicamente. Num trabalho que explora novas vertentes na sua carreira musical Spiralist mostra a sua abrangência em explorar auras mais experimentais, tanto nos arranjos eletrónicos, como na própria voz.

The Church Dyed Black chega às prateleiras aproximadamente um ano após a edição do disco de estreia Nihilus, do qual foi extraída originalmente a faixa à qual Ricardo Remédio decidiu dar uma nova roupagem. Afastando os guturais da composição o produtor português recria a faixa numa versão puramente instrumental e que engloba texturas que vão desde o atmospheric metal à synthwave mais sorumbática.

The Church Dyed Black EP tem data de lançamento previsto para 20 de setembro pelo selo Microfome.



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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Time for T lançam novo álbum Galavanting em outubro

© Ana Becerra
Time for T é o projeto musical de Tiago Saga, que teve a sua génese em Brighton, Reino Unido. A Tiago uniram-se Joshua Taylor, Felipe Bastos e Juan Toran, e juntos, conseguem levar-nos ao lugares mais tropicais e transparentes do planeta. Desprovido de preconceitos, Time for T é um mescla de influências que vão desde a tropicália, passando pelo folk rock, blues tuareg e soul. Depois de três EPs lançados, setembro de 2017 trouxe consigo o primeiro longa-duração, Hoping Something Anything, o qual levou os Time for T a diversos festivais nacionais e internacionais como Green Man, NOS Alive, Super Bock Super Rock e o Secret Garden Party.



Galavanting é o novo trabalho da banda, que junta membros de Portugal, Inglaterra, Espanha e Brasil, e resultou de um acidente feliz, quando começaram a registar demos numa viagem ao Algarve. Esse foi o ponto de partida para as novas canções que ganharam forma em Brighton mas foram trabalhadas entre Lisboa, Madrid e o Algarve (as novas bases). 

Tiago Saga, vocalista da banda, revela: "Gostámos tanto do processo de gravar em diferentes locais e absorver as influências de cada sítio que decidimos fazer o álbum assim. Por exemplo, a bateria foi captada num estúdio, as guitarras numa caravana de madeira no meio do campo algarvio e as vozes foram gravadas numa casa de campo, perto de Madrid. Os pianos foram gravados em Amesterdão e as flautas em San Diego".


“Screenshot” é o segundo single de Galavanting, álbum que vai ser editado a 4 de Outubro pela Street Mission Records, editora que começou em Londres mas que agora se baseia em Lisboa e conta com outros artistas nacionais como Marinho e Niki MossDepois de uma passagem pelo festival Vodafone Paredes de Coura, os Time for T vão andar em tour ibérica a apresentar Galavating. Confiram as datas em baixo:

12 Outubro/ Os Artistas/ Lagos
16 Outubro/ Sala X/ Sevilha
17 Outubro/ Fun House/ Madrid
24 Outubro/ Festival Verao Azul/ Faro (solo)
25 Outubro/ Plano B/ Porto
26 Outubro/ Cambra Fest/ Vale de Cambra

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Jesse Osborne-Lanthier estreia-se em Portugal no Ferro Bar



É na Rua da Madeira, situada entre a 31 de janeiro e a Estação de São Bento, no Porto, que se encontra o recém-criado Ferro Bar, o mais recente espaço da movida alternativa portuense. Na mesma rua onde já operavam espaços como o Gare, dedicado à música eletrónica de dança, e o bar de rock Barracuda, encontra-se agora um novo canto onde o rock n’ roll, o jazz, o funk e a eletrónica podem coabitar sem qualquer pudor.  

Uma das mais recentes adições ao cardápio do Ferro Bar, que já contou, entre outros, com atuações de Terebentina, Solar Corona ou J P Simões, é a do produtor canadiano Jesse Osborne-Lanthier, que para além de assinar masterização para artistas como Varg, Alex Zhang Hungtai ou Empire Line assina ainda obras por editoras como a Halcyon Veil, Geographic North ou Raster-Noton. 

RNG TRAX Vol. 1 é o mais recente trabalho do canadiano, um bootleg que reúne algumas seleções da invejável coleção de trilhas sonoras de anime e videojogos do produtor, e que marca a sua estreia pela milanesa Haunter Records.  

Os bilhetes para o evento, que conta ainda com a presença de DJ Lynce e Syntopy DJ, já se encontram disponíveis em pré-venda ao preço de 5 euros, podendo ser adquiridos em Ferro Bar, Café do CCOP e Matéria-Prima (Porto). 


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7 ao mês com LOLA LOLA


Os LOLA LOLA são uma banda oriunda da cidade do Porto. Formaram-se em 2014 por Tiago Gil (Guitarra), Miguel Lourenço (Baixo) e Hélder Coelho (Bateria), todos eles vindos d’Os Tornados, a quem se juntaram mais tarde a voz desconcertante de Carla Capela, conhecida da noite portuense como DJ Just Honey e um pujante sax barítono, atualmente nas mãos do mestre Rui Teixeira.

Alimentados pelo universo musical das décadas de 50 e 60 e inspirados pelo R&B/Popcorn, 60´s Beat e Rock n’ Roll, os LOLA LOLA percorrem estradas ibéricas na pista de clubes e festivais, inflamando públicos e deixando pelo caminho sapatos gastos e ouvidos enamorados. Editaram entre 2015 e 2018 três singles pela prestigiada editora independente Sleazy Records e, este mês (20 de setembro), chega-nos o quarto registo fonográfico dos LOLA LOLA, “Killed a man in a field”, a sua estreia pela reputada Chaputa! Records. Este novo single conta também com uma interpretação fulminante do tema de Joy Byers “Somebody’s always trying”.

Para a edição de setembro do 7 ao mês convidámos os LOLA LOLA para elegerem sete artistas que de alguma forma influenciaram o seu percurso como banda. Disfrutem das suas escolhas e oiçam-nas em baixo.

Lavern Baker - "Bumble Bee" 


Esta é a nossa primeira escolha desta lista porque, quando convidamos a Carla para vir experimentar um ensaio connosco, foi a música que ela escolheu para cantar. De algum modo, esta é a nossa música de abertura, representando o início do que viriam a ser os LOLA LOLA. Não chegamos a tocá-la ao vivo. A música foi escrita por Leroy Fullylove e LaVern Baker, foi produzida por Jesse Stone e editada pela Atlantic em outubro de 1960. É uma bomba de R&B.

Billie Davis and The Leroys – "Whatcha’ Gonna Do"


Esta música também fez parte das nossas primeiras jam sessions. Chegamos a tocá-la ao vivo nos primeiros concertos e até em rapsódia com a "Ev’ry Day", também cantada por Billie Davis. É provável que regresse ao alinhamento, com outras roupagens, numa outra versão. A música foi editada pela Columbia em setembro de 1964 e exemplifica na plenitude o som beat britânico, emergente no início da década.

Willie West – "Willie Knows How"


Com o Soul/R&B certo de quem cresceu nos arredores de New Orleans, Lousiana, cantada por Willie West, é um dos covers preferidos da banda para concertos. A música foi editada pela Rustone em março de 1961. Willie West rosnou-nos esta mensagem, com as amígdalas desgastadas de uísque, convincente de que ele sabe melhor do que nós. Simplesmente ouçam-na e imaginem o efeito que isso terá numa pista de dança cheia. Não irão precisar de pensar muito… e isso é raro!

King Solomon – "Separation"


"Separation", ao contrário da letra, costuma ser a nossa música de união. É perfeita para olear a banda em ensaio ou sound-check, mas também funciona com o público, pois é um hit reconhecido que faz dançar e cantar. A música foi escrita por Mary Solomon, produzida por King Solomon e editada pela Mader em 1967.

Curtis Knight - "Voodoo Woman"


"Voodoo Woman" é uma das canções do double-sider e terceiro single dos LOLA LOLA. É uma magnífica e sentida prece de uma alma em apuros. A música foi escrita por Curtis Knight e Samson Horton, editada pela Gulf em 1961.

Ernestine Matchett - "You Dropped Me"


A primeira vez que a Carla tentou cantar esta música, não conseguiu. Desgostos de amor não são com ela. Hoje em dia, é um dos covers que prefere cantar. A música foi escrita por M. Scott e editada pela York.

Ted Taylor - "Somebody’s Always Trying"


Esta música fez parte de muitas sessões noturnas de partilhas musicais, surgindo espontaneamente nas desgarradas dos ensaios, tornando-se repetente. Com pulsação para mexer a pista de dança, é hoje o lado B do nosso quarto sete polegadas, a sair este mês pela Chaputa! Records, sendo a nossa homenagem à enorme compositora americana, mais conhecida pelo seu trabalho com Elvis Presley, tendo assinado sucessos, tais como "Please Don´t Stop Loving Me" do filme Frankie and Johnny de 1966, "C'mon Everybody" do musical Viva Las Vegas de 1963 e "Let Yourself Go" do filme Speedway de 1968. A música foi escrita por J. Byers, produzida por Billy Sherill e editada pela Okeh.



Os LOLA LOLA aproveitam o lançamento do seu quarto 7’ para regressar aos concertos. Os locais escolhidos para apresentação e lançamento de Killed a man in a field são o Sabotage Club, no dia 18 de Outubro, e o Barracuda Clube de Roque, no dia 19 de Outubro.

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Fotogaleria: Taina Fest [CCOP, Porto]


No passado domingo, em vésperas do arranque do calendário escolar e já com as férias de sol volvidas, o ringue do Circulo Católico de Operários do Porto cumpriu com os seus deveres pagãos e foi casa da segunda edição do Taina Fest deste ano. Nesse dia que foi um autêntico arraial de verão, foi possível ver actuações de José Pinhal Post Mortem Experience, Jetro Tuga, Conferência InfernoDjs da Casa e Karaoke ao Desafio: Canções de Lena D'Água e António Variações apresentadas por Emanuel Botelho. 

Nós marcámos presença e deixamos aqui o registo fotográfico desse dia.


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Pixies lançam sétimo álbum de estúdio


A lendária banda norte-americana Pixies, que se encontra reunida desde 2014, está de volta com Beneath the Eyrie, o seu sétimo registo discográfico. Este disco, editado via BMG / Infectious Records, foi gravado numa igreja remota, convertida em estúdio, no estado de Nova Iorque e possui 12 faixas, fantasiosas com contos de bruxas e personagens bizarras.

Beneath The Eyrie nasce pela mão de contos sobre magia negra e relatos folclóricos de um livro antigo encontrado por David Lovering (bateria). O processo de divórcio por que passou Black Francis (voz/guitarra) revelou-se também inevitavelmente fundamental para o processo criativo do disco, assumindo que existem mesmo temas sobre separação e relações falhadas. O álbum revela-se, de certa forma, mais sombrio que os anteriores, um registo apurado pela banda e que já pode ser escutado em todas as plataformas digitais.

De recordar que a tour europeia de Beneath The Eyrie passará por Lisboa, no dia 25 de Outubro no Campo Pequeno, e já restam poucos bilhetes.


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IST IST nas novas confirmações do Post-Punk Strikes Back Again


Está a crescer o cartaz da terceira edição do sublime festival Post-Punk Strikes Back Again. Depois dos britânicos NERVES, que se estreiam em Portugal a 7 de dezembro no Hard Club, Porto, juntam-se agora ao cartaz os ingleses IST IST que também fazem a sua estreia em território português no primeiro sábado do mês de dezembro.

O quarteto nasceu no final de 2014 e rapidamente se tornou numa das bandas relevantes em Manchester. Com uma sonoridade que traz indubitavelmente à cabeça o trabalho de  nomes como os Interpol e os Joy Division, os IST IST abrem espaço para forjar a sua atmosfera que é negra e sombria mas igualmente profunda e autêntica. Até à data a banda lançou dois EP's: Spinning Rooms (2018) e Everything Is Different Now (2019), ambos a serem apresentados em Portugal no último mês do ano.


Ainda não são conhecidos os preços dos bilhetes para este evento. As informações adicionais podem consultar-se na página do Facebook da promotora At The Rollercoaster.

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The Monochrome Set em Portugal em dezembro



Os britânicos The Monochrome Set, seminal banda de 80, apresentam-se em Portugal no próximo mês de dezembro. A banda, atualmente constituída por Bid, Andy Warren, John Paul Moran e Mike Urban, irá apresentar novo disco no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, no dia 14 de dezembro.  

Oriundos de Londres, o grupo formou-se em 1978, com Bid (voz e guitarra), Lester Square (guitarra), J D Haney (ex-The Art Attacks, bateria), e Simon Croft (baixo).  Strange Boutique, editado em 1980, é o primeiro de muitas obras informadas pelo post-punk, o jangle pop e a new wave. Maisieworld, o último disco dos The Monochrome Set, chegou em fevereiro de 2018, 40 anos depois da banda se formar, pela Tapete Records, que editou também The Monochrome Set 1979–1985: Complete Recordings, uma caixa composta pelos seis primeiros discos do grupo. Fabula Mendax é a mais recente adição na discografia dos britânicos, e chega às prateleiras no próximo dia 27 de setembro. 

A primeira parte do concerto será da responsabilidade dos portugueses Tricycles, nova banda do catálogo da Lux Records onde militam João Taborda (António Olaio & João Taborda) e Afonso Almeida (ex-Cosmic City Blues e Sequoia).

Os bilhetes encontram-se disponíveis em bol.pt e locais habituais a preços que vão dos 10 aos 20 euros.


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Sean Canty, membro dos Demdike Stare, passa pelo Passos Manuel na próxima semana



Sean Canty, uma das metades da dupla britânica Demdike Stare, está de regresso a Portugal para uma atuação no Passos Manuel, no Porto.

Naturais de Manchester, os Demdike Stare são uma das mais importantes entidades da Modern Love, editora britânica que alberga trabalhos de Andy Stott, Rainer Veil ou Deepchord Presents Echospace, e a sua produção abrange um leque alargado de estilos e abordagens à música eletrónica, desde os terrenos mais obscuros da música ambiental às mutações do dub, do jungle e do grime.

Rendez-Vous Contemporains de Saint-Merry é o mais recente lançamento de Canty com o projeto que partilha com Miles Whittaker (aka Millie), e o segundo de uma série ocasional de documentos de áudio site-specific. Inspirado pela herança sonora de Paris, da Editions Gravats ao Groupe de Recherches Musicales (GRM), o disco recebeu edição pela sua Distort Decay Sustain (DDS), editora que Millie e Canty gerem desde 2009.

O evento tem lugar na cave do Passos Manuel no dia 27 de setembro, e conta ainda com a presença do britânico DJ Lyster. As entradas possuem o custo único de 5 euros.




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The Danse Society com três concertos em Portugal


Os The Danse Society - um dos nomes de culto dos anos 80 no panorama da música gótica - vão passar por Portugal numa mini-tour de Halloween que contempla três concertos em território nacional. Este é o primeiro concerto da banda pelo nosso país em 30 anos, sendo portanto uma oportunidade única para os rever.

Os The Danse Society estrearam-se nos álbuns em 1982 com Seduction, registo self-released que fez o seu nome começar a aparecer nos tops ingleses, tendo ganho uma maior atenção com Heaven Is Waiting (1983), disco que rendeu hits como "Angel" ou "Heaven Is Waiting". Depois desta data a banda editou mais dois singles e o álbum Looking Through (1986) antes de entrar em hiatus

Após 24 anos, três membros da formação original da banda reuniram-se para gravar o novo álbum Change of Skin, lançado em julho de 2011. Até à data a nova formação lançou Scarey Tales (2013) e VI (2015), cujos temas certamente se farão ouvir nos concertos que têm agendado por terras portuguesas.


Os concertos são organizados pela Zarcos, Associação de Músicos de Beja e decorrem a 31 de outubro, na Casa da Cultura em Beja; a 1 de novembro no Bafo de Baco em Loulé; e a 2 de novembro no Sabotage Club, em Lisboa (bilhetes: 8€, informações adicionais aqui). 

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