domingo, 17 de novembro de 2019

Actress e Taylor McFerrin no 1º aniversário do Pérola Negra



O Pérola Negra celebra o primeiro aniversário este mês com duas noites de música e um um programa que "reflete quase tudo o que tornou a essência deste espaço". Pelo renovado clube portuense, que reabriu as portas em novembro de 2018, passaram alguns dos mais entuasiasmantes nomes da nova música eletrónica nacional e internacional: Objekt, Coucou Chloe, Tzusing ou Aurora Pinho foram alguns dos muitos atos que animaram as noites do clube que celebra agora um ano de vida e compromisso para com a noite da cidade.

De 22 a 23 de novembro, o clube recebe a eletrónica aérea de Actress, produtor-compositor britânico e co-fundador da Werk Discs que se apresentará em formato DJ set, o cantor-produtor americano e descendente direto de Bobby McFerrin - Taylor McFerrin, que regressa ao país com o mais recente disco Love's Last Chance, obra primordial da nu-jazz praticada este ano e sucessor do excelente álbum de estreia Early Riser, de 2014.

A programação conta ainda com a presença de Palmilha Dentada na componente performativa, do rapper português NERVE, que regressa ao espaço que o acolheu pela última vez em abril, Moullinex, também em formato DJ set, e dos habituais Gusta-vo, Arrogance Arrogance, Elite Athlete, Rompante, Torres e NOIA.





O alinhamento por dias já foi divulgadao:

22 de novembro

Actress (DJ set)
NERVE (live)
Gusta-vo
Arrogance Arrogance
Palmilha Dentada

23 de novembro

Taylor Mcferrin (live)
Moullinex (DJ set)
Elite Athele
Rompante
Torres b2b NOIA

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Riki estreia-se nas edições em fevereiro com o seu synth-pop imersivo


Riki é o novo nome emergente na cena synth-pop de Los Angeles. O novo projeto a solo de Niff Nawor - artista visual, ex-membro da banda Crimson Scarlet e um nome ativo no panorama do deathrock/anarcho-punk da Califórnia - estreia-se nas edições de estúdio no próximo ano com o homónimo Riki, álbum que explora temáticas como a coragem, fisicalidade e romance. Através de oito malhas pop onde os sintetizadores nos imergem a um estado de dança quase automático, Riki apresenta-nos o seu synthpop almofadado com sugestões nostálgicas dos anos in vogue da música disco. 

O desejo de Niff Nawor em explorar o seu próprio som manifestou-se em 2017 ano em que lançou o seu primeiro EP, Hot City em cassete pela Commodity Tapes, mais tarde reeditado em vinil pela conceituada Symphony of Destruction. Dois anos após o lançamento desse material Riki apresenta agora "Napoleon", o primeiro tema extraído do álbum de estreia Riki, que chega às prateleiras para o ano.


Riki tem data de lançamento previsto para 1 de fevereiro de 2020 em formato vinil pelo selo Dais Records. Podem fazer pre-order da vossa cópia aqui.

Riki Tracklist:

01. Strohmann 
02. Napoleon 
03. Böse Lügen 
04. Know 
05. Earth Song 
06. Spirit Of Love 
07. Come Inside 
08. Monumental

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STREAM: Huma - Eva


Huma, o projeto do produtor espanhol Andrés Satué - que se tem dedicado ao conceito da exploração da música eletrónica nas suas vertentes minimais e de vanguarda - está de regresso às edições de estúdio com Eva, mais um exercício de exploração sonora de alto nível para os afincados nas formas e texturas que a música ambiente produz. O projeto que está focado na conversão de ideias a uma narrativa construída com base em sons clássicos e do drone, cria uma simbiose em Eva que nos conduz a cenários que conseguem ser caóticos ao mesmo tempo que são suaves e acolhedores.

Segundo a nota de imprensa "Eva é um disco que retrata a viagem que ocorre desde o nascimento da humanidade (Adán) até o renascimento do novo humano (Eva). Com um ponto de vista positivo, mas perturbador, mergulha na ideia de singularidade tecnológica e nas consequências do crescimento exponencial do desenvolvimento humano". Desde a incorporação de conceitos como micro/macro, orgânico/inorgânico, natural/artificial, homem/máquina Huma apresenta-nos um disco concebido entre uma realidade antagónica e auspiciosa que pode ouvir-se na íntegra abaixo.

Eva foi editado esta sexta-feira (15 de novembro) pelo selo Hedonic Reversal. Podem comprar a vossa cópia aqui.



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Rod Blur tem novo tema, "Owl"


Rod Blur prepara-se para lançar o sucessor de The Divided Obelisk of the Invisible Spectrum (2018), evento a acontecer no próximo ano e, juntamente com o anúncio, surge também o primeiro tema retirado do novo longa-duração, "Owl", disponível para audição abaixo.

O artista sediado no Peru - cuja sonoridade tem progredido bastante ao longo dos últimos anos - foca-se agora nas paisagens mais nostálgicas do rock espacial e gótico, com elementos do doom metal, e apresenta uma faixa mais calma que vai ao encontro do que já nos tinha sido anteriormente apresentado no tema "Prisoner Phoenix". 


O novo disco, The Wendigo's Ghost, segue ainda sem tracklist divulgada mas sabe-se que foi gravado no Fade In Gray Studio e masterizado no Audiobas StudioDe novembro a fevereiro, vai ser lançado um conjunto de vídeos de sessões de estúdio em promoção do novo trabalho e ainda um videoclipe. Enquanto isso não acontece fiquem com o primeiro vídeo das sessões de estúdio:


The Wendigo's Ghost tem data de lançamento prevista para 9 de fevereiro de 2020.

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O rock independente dá as mãos ao post-punk no novo EP de [an] Uncoming Call


Formados recentemente por Vincent Hespeel, Vincent Fernandez, Julien Beguet e Mickaël Galvaire, os franceses [an] UNCOMING CALL utilizam uma composição que vai beber influências às paisagens independentes do rock sem nunca descurar o revivalismo dos anos 80. No desenho da estrutura sonora, além das guitarras, bateria e baixo são quatro as vozes masculinas que pintam um cenário de contemplação, ainda assim dentro das atmosferas decadentes dos géneros como post-punk ou rock mais escuro.

As reminiscências destes géneros enraízam-se num som que consegue ser suave, mas ainda assim profundamente emocional e evocativo, às vezes sereno, às vezes austero, mas sempre honesto. Em Stare at the land os [an] Upcoming Call, fazem-nos um convite para aclamar as paisagens mais bruscas da vida num EP onde sobressaem essencialmente os riffs de guitarra almofadados e que colam facilmente às primeiras audições. Do EP destaque para temas como "Trust" ou "Do it clean", num disco que se pode ouvir integralmente abaixo.

Stare At The Land foi editado a 14 de agosto. Podem fazer o download destas canções pelo preço que acharem justo aqui.


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A profundidade do desapego é explorada no novo disco dos The Coventry


A 8 de outubro a banda de darkwave italiana The Coventry editou o seu segundo LP de carreira, Deep Detachment, disco de dez canções a explorar desde as atmosferas mais frias da música post-punk em consonância com os elementos mais energéticos da synthwave. Formados por Mario Manfredi (voz), Valerio Rivieccio (guitarra, sintetizadores e voz) e Adriana Colella (sintetizadores), a banda - inicialmente pensada em formato quarteto - fez a sua estreia nos longa-duração com o álbum The Art Of Survival, um disco de onze faixas, que começaria a escrever o seu nome no panorama da música alternativa de tonalidades obscuras.

Um ano após a estreia a banda volta a apostar numa edição com grande foco nos territórios onde se sentem mais confortáveis, incluindo elementos do revivalismo post-punk dos anos 80 e uma aura caracterizada pelo uso massivo de baterias eletrónicas, guitarras melódicas e uma voz fria, com a finalidade de projetar o ouvinte para outra dimensão. No novo registo destaque para temas como "Failed", "Halfway Through" ou "Red Tulips" que podem ouvir-se na íntegra, abaixo.

Deep Detachment foi editado a 8 de outubro em formato CD pelo single Swiss Dark Nights. Podem comprar a vossa cópia aqui.



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sábado, 16 de novembro de 2019

Jonathan Bree tem nova malha, "Cover Your Eyes"


Jonathan Bree enraizou-se no coração dos portugueses após uma passagem com várias datas por território nacional com concertos que conquistaram a emoção dos espetadores presentes e, muito provavelmente, novos fãs. Bree trouxe na bagagem o mais recente disco de estúdio Sleepwalking (2018, Lil' Chief Records) e continua o seu caminho na música a mostrar-nos novas canções.

Depois de "Waiting For The Moment", que nos chegou aos ouvidos em setembro do presente ano, as plataformas de música recebem agora "Cover Your Eyes", mais uma canção altamente emotiva para nos fazer dançar de olhos vendados. Não há muito mais a acrescentar porque podem tirar as vossas próprias conclusões ouvindo o tema na íntegra abaixo.


"Cover Your Eyes" foi editado esta sexta-feira em formato digital pela Lil' Chief Records.


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STREAM: Maria Reis - Chove na Sala, Água nos Olhos



Chove na Sala, Água nos Olhos é o álbum de estreia de Maria Reis, cantora-compositora lisboeta e membro da dupla de culto Pega Monstro, que divide com a irmã Júlia Reis.

O disco, que marca o regresso de Reis às edições em nome próprio, dá sucessão ao EP de estreia MARIA, editado em 2017. Com apenas 7 faixas e 18 minutos de duração, o disco desafia as noções do longa-duração pela sua curta duração, mas destaca-se pela evolução da cantora enquanto compositora a solo. É também o seu disco mais colaborativo, e conta com a participação de B Fachada, Leonardo Bindilatti (Putas Bêbadas) e Rui Antunes (Spring Toast Records) na produção, mas também do irmão António Quintino no baixo e contrabaixo. O álbum foi antecedido do single "Odeio-te", cujo vídeo, que poderão ver abaixo, foi realizado pela própria em colaboração com Sara Graça e Duarte Coimbra. 

“Chove na Sala, Água nos Olhos” encontra-se disponível em todas as plataformas streaming principais, assim como na sua edição física em vinil no Bandcamp da Cafetra e na Flur Discos, em Lisboa. 





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Documentário sobre Leonard Cohen marca abertura do Porto/Post/Doc


O festival Porto/Post/Doc regressa à baixa da cidade entre 23 de Novembro e 1 de Dezembro. O programa Transmission, dedicado à música e à cultura pop, inclui a exibição de Marianne & Leonard: Words Of Love, de Nick Broomfield, e um especial do realizador Mike Christie.

A estreia do badalado documentário de Nick Broomfield sobre a relação de Leonard Cohen e uma das suas musas, Marianne, marcará a abertura da edição de 2019 do festival, a decorrer no dia 23 de Novembro, às 21h30, no Teatro Municipal do Porto – Rivoli. A sessão integra o programa Transmission, secção do festival dedicada a exibir documentários em torno da música e da cultura popular.



Ao longo da semana, o festival irá exibir ainda Haut Les Filles, de François Armanet, um documentário sobre as figuras femininas da música rock francesa que conta com a participação de Charlotte Gainsbourg, Françoise Hardy ou Vanessa Paradis; Berlin Bouncer, de David Dietl, que propõe uma viagem pela cultura clubbing da cidade através das histórias de três seguranças de algumas das mais famosas discotecas da capital alemã; e Ryuichi Sakamoto: Coda, realizado por Stephen Nomura Schible, sobre o compositor japonês.

Em destaque no festival o foco ao realizador britânico Mike Christie com a exibição, em estreia nacional, de três dos seus mais recentes documentários: Hansa Studios: By The Wall 1976-90, sobre os anos dourados de um dos mais conhecidos estúdios de gravação da cidade de Berlim, e ainda New Order: Decades e Suede: The Insatiable Ones, sobre as bandas homónimas.

Em português, o Transmission inclui também a exibição do filme Batida de Lisboa, de Rita Maia e Vasco Viana, documentário rodado nos subúrbios da capital e que procura dar a conhecer músicos e produtores de diferentes origens – de Angola a São Tomé, de Cabo Verde à Guiné Bissau –, bem como as suas batalhas identitárias. Realizados este ano, passam também pelo Porto Porto/Post/Doc Um Punk Chamado Ribas, de Paulo Miguel Antunes, e Punk's Not Dread, de Tiago Afonso, ambos sobre duas das figuras mais carismáticas da cena punk portuguesa: João Ribas (Censurados, Tara Perdida) e Punkito.



O Transmission estende-se este ano também a Braga, com a apresentação de duas sessões no gnration: Quarta, 27 de novembro, exibição confirmada de Batida de Lisboa, e quinta, 28 de novembro, de New Order: Decades.

O Porto/Post/Doc decorre entre 23 de Novembro e 1 de Dezembro, em vários espaços da cidade (Teatro Municipal do Porto - Rivoli, Cinema Passos Manuel, Planetário do Porto). Anunciado estava já o foco no realizador lituano Audrius Stonys.

A edição de 2019 do Porto/Post/Doc conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) - Ministério da Cultura, CVRVV - Vinho Verde, e de vários outros parceiros imprescindíveis à realização do festival.

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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Panda Bear, Proc Fiskal, Maria Reis na primeira edição do festival A Colina



A Colina é um festival organizado pelo Coletivo Colinas que irá realizar-se pela primeira vez no fim do mês. Entre os dias 28 e 30 de novembro, a cidade de Setúbal recebe uma série de performances e exposições realizadas por artistas como Panda BearProc Fiskal ou Malibu, todos eles a apresentar novos discos editados este ano.

O primeiro, conhecido pelo seu trabalho com os americanos Animal Collective, lançou em fevereiro o quinto álbum de estúdio a solo, Buoys, que explora o fascínio de Noah Lennox pela produção dub  e sound system. Proc Fiskal é Joe Powers, um dos mais mais jovens e interessantes produtores da grime instrumental atualmente produzida no Reino Unido. O seu disco de estreia, Insula, recebeu o selo da respeitada editora Hyperdub, que editou este ano o seu mais recente EP, Shleekit Doss. Malibu é cantora, produtora e compositora, e o seu primeiro disco, que recebeu a benção da compositora americana Julianna Barwick, chegou no início do mês via Joyful Noise.

Maria Reis, que lançou hoje o seu primeiro álbum a solo, Chove na sala, água nos olhos , é mais um dos destaques do programa, que conta ainda com a participação do baterista e percussionista Gabriel Ferrandini e do músico e produtor Simão Simões

A programação completa, espalhada por quatro espaços diferentes, já foi divulgada:

28 de Novembro

Casa da Cultura:
21h00 - Décors de Miguel Tavares musicado p/ trash CAN
22h00 - Ben Yosei (F.K.A. Sanatur a Deo)

29 de Novembro

Capricho Setubalense:
22h30 - TRADIÇÃO
23h15 - Ne Jah
00:30 - DJ Music (DJ set)

Beats Club:
01h30 - DJ. N.K. 
02h30 - Proc Fiskal
03h30 - Luar Domatrix

30 de Novembro

Forte de Papel (Antigos Armazéns Papéis do Sado):
15h00 - Abertura de portas *
17h00 - Performance coletiva de: Maria Reis, Gabriel Ferrandini, Pedro Sousa, Luar Domatrix e André Cepeda
22h00 - Malibu
23h00 - Simão Simões
00h00 - Panda Bear

*Artistas em exposição ao longo do dia pelo espaço:
Alexandre Estrela
Elisa Azevedo
Miguel Soares
Pedro Tavares
Rudi Brito

Os passes gerais já podem ser reservados através do e-mail tickets@acolina.pt. Os preços dos diversos bilhetes são os seguintes:

Passe geral - 10 euros
Dia 28 - entrada gratuita
Dia 29 - 5 euros (geral) ou 3 euros (Capricho Setubalense ou Beats Club)
Dia 30 - 10 euros


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Lionel Richie é a primeira confirmação do festival EDP CoolJazz


O cantor norte-americano Lionel Richie regressa a Portugal em 2020 para um concerto, no âmbito do festival EDP CoolJazz. Trata-se da primeira confirmação da 17ª edição do festival e irá acontecer no dia 25 de julho, no palco do Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais. O regresso do cantor norte-americano a Portugal é também um regresso ao cartaz do EDP CoolJazz, onde Lionel Richie atuou em 2015, quando o festival acontecia em Oeiras.

Lionel Brockman Richie Jr nasceu em Alabama em 1949, começou a sua carreira a solo logo depois da faculdade, preferindo seguir as artes musicais, em vez da licenciatura que tirou no Instituto Tuskegee, em Alabama. Em 1968, tornou-se membro da banda Commodores como vocalista e saxofonista e nasceram temas como “Easy", "Three Times a Lady", "Still” e "Sail On". Em 1982, Lionel Richie lança o seu primeiro álbum a solo, que incluía músicas como "You Are" e "My Love". Em 1984, o artista lança o álbum Can’t Slow Down que inclui um dos maiores sucessos musicais do artista, “Hello”. Ao longo dos anos, Richie continuou a produzir música, criando hinos que continuam a fazer parte da cultura musical. Com 37 nomeações para prémios como Oscares, American Music Awards e Globos de Ouro, Lionel Richie foi premiado 17 vezes ao longo dos anos pelos seus álbuns e temas únicos. Atualmente, é júri do American Idol e continua a pisar os palcos com a “Hello! Tour'”.

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7 ao mês com Josiah Konder


Desde que ouvimos Songs For The Stunned e, essencialmente agora, após a edição de Through The Stutter, os Josiah Konder tornaram-se a nova grande atração no panorama do rock alternativo através da sua sonoridade que é celestial e limpa, mas igualmente densa e profunda, sempre enriquecida por uma série de detalhes absolutamente hipnotizantes. Neste cenário de paixão, decidimos convidar o ensemble dinamarquês a participar na rubrica 7 ao mês, por forma a conhecer melhor os seus gostos musicais e principalmente os artistas/discos ou canções que inspiraram o seu trabalho e quem eles são.

Assim, para a edição de de novembro tivemos a oportunidade de conhecer um pouco melhor Julis Ernst (voz, guitarra, percussão), Anton Funck (baixo, percussão) e Albert Hertz (guitarra, percussão, outros instrumentos) através das suas escolhas musicais. Tirem alguns minutos e aproveitem para conhecer melhor os Josiah Konder através das suas próprias palavras.




JULIUS ERNST 


Jorge Ben - Fôrça Bruta (1970) & A Tábua de Esmeralda (1974)

Um nome gigante, é claro, mas eu provavelmente já ouvi estes dois álbuns milhares de vezes. Os temas dele têm uma qualidade brilhante e prima. A sua música aproxima as pessoas. É leve e divertida no seu som, mas profundamente enraizada e profunda. Estas qualidades como compositor e intérprete são extremamente raras para mim. A voz dele é honesta e instantaneamente cativa o ouvinte, é quente e curiosa. Ele vem de uma escola de música tão diferente da nossa e de um mundo tão diferente, mas tu sentes que é como se soubesses um pouco disso, através dele.








ANTON FUNCK 



Minais B - As the River At Its Source (2017) 


Fiquei completamente surpreendido em como uma obra experimental de música eletrónica poderia ter uma narrativa tão forte. Tudo neste disco se desenrola ao redor de uma sinergia espiritual, uma abordagem progressiva e inovadora dos sons eletrónicos, juntamente com um monólogo cativante que me atraiu a mim, o ouvinte, a um estado em que tudo o que eu podia fazer era escutar, paralisado, à espera que a próxima onda de som voltasse a atingir-me. Petrola80, a editora que lançou este disco, foi co-fundada pelo baterista dos Josiah Konder, Jens Konrad. O Jens costumava compartilhar histórias interessantes sobre a produção do disco, então senti que tinha uma conexão pessoal com ele. Então, quando finalmente tive o prazer de conhecer Minais B (também conhecido como Villads Klint) pessoalmente, percebi que - com base na minha incrível experiência com este disco - eu tinha muito medo de conhecê-lo. Eu estava simplesmente fascinado! 





Xenia Xamanek 


Fui vê-la (e à sua constelação ao vivo de 4 músicos) em concerto há alguns dias atrás em Copenhaga e fiquei simplesmente hipnotizado com a sua linda, penetrante e inspiradora criatividade e profundidade musical. Fez-me lembrar que a música está sempre à nossa volta o tempo todo e ela canalizou-a para a minha consciência com a sua própria visão precisa. Ela combina instrumentos como flauta, oboé e cordas com arranjos de voz, spoken word, paisagens sonoras sintetizadas e gravações de campo. Algo que se situa entre a eletrónica de vanguarda, os arranjos de voz e a performance artística e contemporânea.





John Frusciante - To Record Only Water For 10 Days (2001) 


Eu continuo a voltar a este álbum por uma série de razões. Em primeiro lugar, quando eu tinha 13 anos era obcecado pelo John Frusciante. Eu nunca fui um fã de Red Hot Chili Peppers, mas este álbum em particular é um dos que mexeu comigo a um nível espiritual. Do género, parecer um tipo de despertar musical. Tornei-me obcecado com a sua técnica de guitarra e disciplina na abordagem deste instrumento. Durante um certo período na minha vida eu passava mais de 8 horas por dia a tocar as suas músicas na guitarra. Em segundo lugar, sinto-me intrigado com o "som" deste disco. Foi gravado numa máquina digital de oito faixas com recurso à tecnologia antiga Minidisc e, posteriormente, transferido para cassete. Todas as guitarras e a maioria dos instrumentos foram gravados diretamente no dispositivo de mistura sem amplificação adicional, proporcionando à paisagem sonora uma espécie de sensação bruta de "volume máximo". Tudo, incluindo os vocais, ganha um formato de distorção, tornando-se fortemente comprimido durante as secções graves e transforma-se em algo mais quente e íntimo nas secções mais calmas. A produção, as músicas e as letras - tudo isto tem uma beleza crua e imperfeita também. 





ALBERT AAGAARD HERTZ 



Scott Walker – Scott 3 (1969) 


Scott Walker é um artista ao qual continuo a voltar e tem sido assim há muito tempo. Há algo realmente fascinante na maneira como ele equilibra uma tradição e a ideia dessa mesma tradição. Eu sinto que este movimento torna-se mais evidente nos seus trabalhos posteriores, mas também está presente nas coisas iniciais. Eu poderia ter escolhido qualquer um dos discos anteriores, mas decidi escolher este, pois acho que ele contém o melhor dos dois mundos. 





Ghédalia Tazartès ‎– Diasporas (1979) 


Há alguns anos atrás deparei-me com este magnífico viajador vocal e fiquei apaixonado desde então. Eu acredito que ele foi um tipo de introdução a exercícios de experimentação de voz, para mim, o que é algo que eu tenho apreciado bastante desde que soube da sua existência. Diasporas foi um dos seus primeiros trabalhos e é assustadoramente bonito e forte.




Se quiserem saber mais sobre os Josiah Konder aproveitem para os seguir através do Facebook ou através do Bandcamp onde podem comprar o seu trabalho.





---------------- ENGLISH VERSION ---------------- 


Ever since we listened to Songs For The Stunned and essentially now, after the release of Through The Stutter, Josiah Konder has become the new big attraction of the alternative rock scene through its heavenly and clean but equally dense and deep sonority, enriched by a series of absolutely mesmerizing details. In this passionate scenario, we decided to invite the Danish ensemble to participate in our rubric 7 ao mês in order to better understand their musical tastes and especially the artists/albums or songs that inspired their work and who they are. 

So for the November edition, we had the opportunity to get to know a little better Julis Ernst (voice, guitar, percussion), Anton Funck (bass, percussion) and Albert Hertz (guitar, percussion, other instruments) through their musical choices. Take some minutes off and get to know Josiah Konder in their own words.



JULIUS ERNST 


Jorge Ben - Fôrça Bruta (1970) & A Tábua de Esmeralda (1974) 


A giant of course, but I have probably listened to these two records thousands of times. His songs have a bright, primal quality. His music brings people together. It is weightless and playful in its sound yet deeply rooted and profound. These qualities as a composer and performer are extremely rare to me. His voice is honest and instantly brings you in, warm and curious. He comes from such a different school of music than us, and such a different world, but you feel like you know it a little, through him. 









ANTON FUNCK 



Minais B - As the River At Its Source (2017) 


It blew my mind how an experimental piece of electronic music could have such a strong narrative. Everything on this record plays out with a spiritual synergy, a progressive and innovative approach to electronic sounds along with a captivating monologue that lured me, the listener, into a state where all I could do was to listen, transfixed, waiting for the next wave of sound to come over me. Petrola80, the record label that released this record, was co-founded by Josiah Konder's drummer Jens Konrad. Jens would often share interesting anecdotes about the production of the record so I felt I had a personal connection to it. Then, when I finally had the pleasure of meeting Minais B (aka. Villads Klint) in person, I realized that -  based on my incredible experience with the record - I was quite afraid of meeting him. I was simply starstruck





Xenia Xamanek 


I went to see her (and her live constellation of 4 musicians) in concert a couple of days ago in Copenhagen and was simply mesmerized by her beautiful, sharp and inspiring creativity and musical depth. It reminded me that music is all around us at all times and she funneled that into my consciousness with her own, precise vision. She blends instruments such as flute, oboe, and strings with vocal arrangements, spoken voice, and synthesized/field soundscape. Perfectly caught on the floor between avant-garde electronic, voice arrangements and contemporary performance art. 





John Frusciante - To Record Only Water For 10 Days (2001) 

I keep coming back to this album for a number of reasons. Firstly, 13-year old me was obsessed with John Frusciante. I was never a fan of Red Hot Chili Peppers but this album, in particular, is one that resonated with me on a spiritual level. It felt like some sort of musical awakening. I became obsessed with his guitar technique and disciplined approach to his instrument, For a period of my life, I would spend well over 8 hours a day, tabbing all of his songs on guitar. Secondly, I'm intrigued by the "sound" of it. It was recorded on a digital 8-track using early Minidisc technology and then later transferred to analog tapes. All guitars and most other instruments were recorded directly into the mixer without further amplification providing the soundscape with a sort of raw, "Maxed-out-Volume" feel. Everything, including the vocals, distorts and becomes heavily compressed during loud sections and turns warm and intimate during the more quiet sections. The production, the songs, the lyrics - All of it has a raw, imperfect beauty too. 






ALBERT AAGAARD HERTZ 



Scott Walker – Scott 3 (1969) 


Scott Walker is an artist I continue to return to and has been so for a long time. There’s something truly mesmerizing in the way he is balancing on a tradition and the quotation of that very tradition. I feel this movement becomes more evident in his later works but is present in the very early stuff as well. I could’ve picked any of the earlier records but decided on this one as I feel it contains the best of both worlds. 






Ghédalia Tazartès ‎– Diasporas (1979) 


Some years ago I stumbled upon this magnificent voice traveler (voice jumper) and has been ever so in love since then. I guess he was some of an introduction to voice experiments for me, which is something I have enjoyed a lot since then. Diasporas was one of his very early works and it is hauntingly beautiful and strong.




If you want to know more about Josiah Konder make sure you follow them on Facebook or Bandcamp page where you can buy their work.



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The Somnambulist - "Doubleflower" (video) [Threshold Premiere]

© Arne Fleischmann

Two years after Quantum Porn (Slowing Records, 2017) the German trio The Somnambulist is back with a new full-length, Hypermnesiac that will hit the shelves next year. To present a little bit of the smell of the new Hypermnesiac, The Somnambulist is premiering its first single, "Doubleflower", through a new music video, released by the band itself, that you can watch first-hand down below.

In "Doubleflower" - a song developed by contracting and dilating the ideas, instead of opposing them within clear and definite changes - The Somnambulist offers us a piece of alternative rock through a sonority that is both fluid and vulnerable until we reach its end. It's definitely on the final moments that The Somnambulist creates an emerging insight that they have outputted previously with Quantum Porn, joining those crazy atmospheres of jazz fusion and improvisation elements that makes our hears extremely enthusiastic. 

The video for  "Doubleflower" was recorded in Berlin at BIT-Tonstudio with the help of photographer Arne Fleischmann and his assistant Falko Schmidt and pretty much describes how the band acts on the studio.


Hypermnesiac is expected to be released on February, 7th through Slowing Records. You can pre-order your copy here.

Hypermnesiac Tracklist:

01. Film 
02. No Sleep Until Heaven 
03. Doubleflower 
04. No Use for More 
05. At Least One Point at Which It Is Unfathomable 
06. Tom's Still Waiting 
07. Ten Thousand Miles Longer



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