segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Oiçam: ENGRAM


Martin Bowes e John Costello - os membros fundadores do projeto ENGRAM - têm trabalho no campo da música ao longo dos últimos 30 anos. Martin Bowes sob o alter-ego ATTRITION e John Costello em nome próprio. Em 1996 a história da dupla começou por se materializar através da demo "What Am I?", que foi na altura editada pelo selo Silber Records, numa compilação de vários artistas intitulada Alleviation. O tema perdurou até 2013 como o único registo da dupla sediada no Reino Unido, ano em foi regravado e editado em formato EP, juntamente com as faixas "Law of Betrayal" e "Hi Teikei No".



Em 2015 os ENGRAM apresentam o segundo EP de carreira, Karl Marx. Este curta duração composto por dois temas é iniciado pelo single homónimo que se pode definir como um desafio sonoro a cruzar as tonalidades sofisticadas da minimal wave com o ritmo marcado da eletrónica negra e as atmosferas da synthwave. Entre as mensagens transmitidas ao longo do single ouvimos "Leninism, Stalinism, Revolution..." e "Invasion, Infiltration, Intimidation...", uma mistura entre mensagens políticas e a necessidade emergente do electro dance


Curioso é o facto de que os caminhos colaborativos entre Martin Bowes e John Costello já perduram no campo da música num período aproximado a 23 anos, mas só recentemente viram o seu trabalho materializado em formato longa-duração. Depois dos dois EP's, além do vasto historial no campo da produção musical ao longo das últimas três décadas, os ENGRAM consolidam, por fim, o disco inaugural de carreira, Das Kapital. Ao longo de onze temas a dupla britânica cria uma mistura atípica de minimal e synthwave, electronic body music, texturas de música soundtrack e melodias que se predem facilmente no ouvido. 

A verdade é que se são fãs de bandas como Covenant, VNV Nation ou Project Pitchfork certamente ficarão rendidos às sonoridades pegajosas dos ENGRAM. Das Kapital chegou já na reta final do ano passado, a 31 de outubro e, embora só nos tenha chegado ao radar em 2019 continua a ser um daqueles discos que realmente vale a pena descobrir. Além das quatro músicas já anteriormente presentes nos EP's editados, os ENGRAM apresentam um novo ponto de viragem e a amostra de que a música eletrónica explorativa tem ainda muitos frutos por germinar. Ora oiçam:




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