quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Rafael Toral revisita Wave Field em Braga

Músico português revisita icónico disco da sua carreira editado em 1995, gravado um ano antes e reeditado agora pela conceituada editora britânica Drag City Records. 


“Queria fazer uma peça ambiental que soasse como um milhar de concertos rock a reverberar numa sala distante”, descrevia Rafael Toral à New York Press em 1998, três anos depois de ter gravado Wave Field e quatro após o lançamento pela Moneyland Records. 20 anos passados sobre as declarações do músico lisboeta à imprensa nova- iorquina, Wave Field é reeditado pela prestigiada editora norte- americana Drag City e, pela primeira vez, em formato vinil.  Mas voltemos a 1994, mais propriamente a 6 de fevereiro, e ao Dramático de Cascais, noite que juntava Buzzcocks e Nirvana para a primeira e única passagem pelo país. Afinal, foi no concerto dos Buzzcocks que Rafael Toral encontrou, por epifania, “a essência para Wave Field”, diz. “A acústica era tão ruim que tudo que eu podia ouvir era um rugido amorfo, mas, à medida que a minha atenção se afastava desse cenário tedioso, comecei a ouvir uma corrente desarticulada de sons elétricos e achei-a extremamente interessante. Quando saí do concerto, já estava a sonhar com o Wave Field”. 

Peça fundamental da música ambiental das últimas três décadas, Wave Field é o resultado de uma guitarra que vai para além do seu tempo e do espaço – tanto é que Lee Ranaldo (Sonic Youth) e Jim O’Rourke, com quem chegou a colaborar, teceram honrosas considerações. Da reedição ao palco foi um passo. Em agosto de 2018, Rafael Toral revisitou Wave Field num concerto no Museu do Chiado, em Lisboa. Agora, meio ano depois, fá-lo em Braga, revisitando-o acompanhado de uma componente audiovisual e em sistema de som surround 6:1, adicionando assim mais ondas a um campo intemporal. 


O concerto, limitado a 100 pessoas, acontece esta sexta-feira, dia 18, na Black Box do gnration. Os bilhetes podem ser adquiridos em https://gnration.bol.pt, balcão gnration e locais habituais ao custo de 7€.

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