sábado, 9 de março de 2019

Oiçam: Dullmea

© José Caldeira
Dullmea é o projeto de música a solo de Sofia Faria Fernandes que faz uso da voz e de um circuito electrónico de pedais, improvisando sobre estruturas previamente compostas. A artista formou-se em música como violinista na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, sob a orientação da professora Amandine Beyer e fez parte de várias orquestras clássicas sob a direcção de inúmeros maestros relevantes. A juntar ao seu leque de atividades, Sofia também compõe música para teatro e outros tipos de performance.

Foi em abril de 2016 que Sofia Faria Fernandes criou o pseudónimo Dullmea, tendo produzido e editado nessa mesma altura o seu álbum de estreia, Keter, calorosamente recebido por rádios internacionais (Alemanha, Suíça) e críticos como Jonathan Levitt (Nova Zelândia). Dona de uma sonoridade minimalista e bastante experimental, Dullmea procura envolver os ouvintes numa escuta mais participativa e menos passiva. Em 2018 atuou em vários países como Espanha, Holanda, Brasil, Alemanha e Dinamarca, tendo passado também pelo nosso tão querido ZigurFest (Lamego).



Após dois anos de laboratório, surgiu em janeiro deste ano Hemisphaeria, um mundo que se criou a si próprio e se transformou em narrativa.


Produzido e editado com o apoio da fundação GDA, Hemisphaeria está organizado em dois hemisférios: um políptico de seis andamentos e um tríptico. Composto por camadas e espirais que se acrescentam, se modificam e chegam a um sítio que quer chegar a outro sítio, onde a presença de luz é intermitente. Uma 'canção sem palavras' feita de fragmentos de uma língua perdida, de uma multidão.

Este novo trabalho de Dullmea foi recentemente apresentado em São Paulo e Berlim, e poderá ser escutado em Copenhagajá no próximo dia 18. Entretanto, podem também ouvir na íntegra Hemisphaeria, disponível no Bandcamp da artista.

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