quinta-feira, 14 de março de 2019

Reportagem: Ólafur Arnalds [Casa da Música, Porto]


Na passada segunda-feira tivemos o prazer de assistir ao regresso de Ólafur Arnalds ao Porto, de novo à Casa da Música, mas desta vez na Sala Suggia. Depois de algumas passagens em nome próprio por Portugal em 2014 (na companhia de Rodrigo Leão) e enquanto Kiasmos (projeto repartido com Janus Rasmussen) entre 2016 e 2017, o artista/compositor/músico/produtor islandês de 32 anos regressou mais uma vez a terras lusas para apresentar o seu último trabalho, re:member, lançado em Agosto do ano passado.



O vencedor do prémio BAFTA de melhor composição para televisão em 2014 (pela série Broadchurch) apresentou-se com um quarteto de cordas muito singular, um baterista/percussionista e uma diversidade de pianos e sintetizadores. No centro do palco estavam ainda dois pianos semi-generativos capazes de tocar sem a necessidade de um execucionista (que Ólafur e a sua equipa demoraram dois anos a desenvolver). A Sala Suggia encontrava-se praticamente lotada e permaneceu em silêncio enquanto presenciava um grandioso espetáculo de sons e luzes, que durou aproximadamente duas horas. Nesta noite foi possível ouvir uma vasta escolha musical incluída em vários álbuns, nomeadamente Islands Songs, For Now I Am Winter, Eulogy for Evolution, Living Rooms Songs e, claro, re:member, além de uma música da banda sonora de Broadchurch ("Beth's Theme"). A maioria das músicas estavam incluídas no seu último álbum, mas quem esteve na Sala Suggia foi presentado com outros temas inesquecíveis como "Happiness Does Not Wait", "Near Light" ou "Only the Wind". 

No final, uma enorme ovação de pé por parte do público, claramente deliciado depois uma performance inesquecível do islandês. Ólafur agradeceu todo o amor demonstrado pelos presentes e prometeu voltar em breve. E nós, cá estaremos ansiosos por esse regresso.


Texto e Fotografia: David Madeira

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