quinta-feira, 7 de março de 2019

Tremor encerra cartaz com Hailu Mergia, Fumaça Preta, entre outros



Está fechado o cartaz para a sexta edição do Tremor. O festival açoriano que regressa a São Miguel, entre os dias 9 e 13 de Abril, volta a apostar na criação de uma rota de actividades que, partindo da música, propõe a descoberta da natureza, das tradições e da comunidade local. A fechar as contas no plano dos concertos, confirmações finais para Hailu Mergia (na foto),Yin Yin e Fumaça Preta. Nas residências artísticas, inauguração da exposição que sumariza o trabalho realizado por Renato Cruz Santos e Duarte Ferreira: Sístole será composta por um conjunto de instalações que juntando imagem e som constroem uma viagem imersiva ao encontro da ilha do Tremor, pautada pelos ritmos da paisagem.

Apostando na criação de experiências únicas, o Tremor convida ainda a companhia polaca Instytut B61 para a apresentação de uma peça-performance imersiva que ocupará um espaço mistério da ilha de São Miguel. Na secção dedicada ao público infanto-juvenil e familiar, o Mini-Tremor, o Estúdio 13, o novo espaço de indústrias criativas de Ponta Delgada, torna-se a casa de miúdos e graúdos com um programa de workshops, concertos, mini-disco e brincadeiras. E porque o cartaz de um festival não se faz sem dança e festa, as noites do evento estarão entregues às mão de Odete, MCZO & DUKE, La Flama Blanca feat. ZÉFYRE, Black vs DJ FITZ, Zuga 73 + Tape + Nex e DJ Milhafre b2b DJ Fellini.




A programação deste Tremor 2019 integra ainda o percurso programático The Future is Female, que pretende olhar, debater e pensar o papel da mulher nas indústrias criativas e musicais europeias e dos Estados Unidos. A par de um ciclo de conversa com artistas como Instytut B61, Odete, Lafawndah, Laura Diaz (Teto Preto), fazem parte deste circuito os concertos de Lula Pena, Odete, Hayley Heynderickx, Moon Duo e Vive La Void. Este ciclo conta com o apoio da FLAD e Embaixada dos Estados Unidos da América.  

Juntando mais de 40 artistas, o Tremor apresentará uma vasta programação que ocupa salas de espectáculo e espaços informais de Ponta Delgada e Ribeira Grande. A par dos concertos, a edição 2019 apresenta também aquele que será, porventura, o cartaz mais ambicioso de residências artísticas desde a sua formação. Do espectáculo de abertura, a ser desenvolvido entre o colectivo ondamarela com a Es.Música.RP e a Associação de Surdos da Ilha de São Miguel até ao diálogo entre as tradicionais danças das Despensas de Rabo de Peixe e os ZA! (a ser também documentado em fotografia por Rúben Monfort), passando pelos trabalhos site specificde Natalie Sharp para o Tremor Todo-o-Terreno e pelos encontros diversos entre músicos. Para ver em Abril, o segundo episódio do trabalho de Rafael Carvalho e FLiP em torno da viola da terra, e os diálogos entre Balada Brassado e dB; Cristóvão Ferreira e a dupla espanhola Tupperwear; Pedro Lucas e os We Sea e o rapper LBC e o realizador Diogo Lima. Destaque especial ainda para o regresso de Lieven Martens ao arquipélago, para uma recriação da sonata The Cow Herder, um retrato sonoro da vida de um guardador de vacas da Ilha do Corvo.

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