terça-feira, 26 de novembro de 2019

A tempestade psicadélica dos Primal Scream no Hard Club


Foi no passado dia 6 de novembro que fomos até ao Hard Club para assistir a mais uma passagem dos lendários Primal Scream em Portugal. A histórica banda psicadélica, composta atualmente pelo co-fundador Bobby Gillespie (vocais), Andrew Innes (guitarra), Martin Duffy (teclas), Darrin Mooney (percussão) e Simone Butler (baixo) voltou a trazer um concerto a terras lusitanas, depois de o ter feito pela última vez na prévia edição do NOS Alive.

Tanto no Porto como no Alive, vieram apresentar a compilação Maximum Rock’n’Roll – The Singles, o que serviu de mote para a celebração dos mais de 30 anos de carreira da banda escocesa. A noite do concerto estava mais chuvosa e friorenta do que se tem estado nos últimos tempos, e por isso as pessoas que iam chegando à Ribeira refugiavam-se da chuva dentro do Hard Club, aproveitando para socializar um pouco antes da festa. Por volta das 21h30 e com a lotação da sala a meio-gás, os portuenses Fugly deram início ao seu concerto de abertura neste evento.



Depois de editarem o seu disco de estreia em 2018, os Fugly puseram-se à estrada para levar Millennial Shit aos vários cantos de Portugal e da Europa. Um disco muito bem conseguido, poderoso e rápido que vieram mais uma vez apresentar à sua cidade natal do Porto. Tocando aqui também algumas músicas em antevisão ao seu próximo registo discográfico, que deverá sair em 2020. Toda a energia que os Fugly emanaram do palco, através das suas guitarras cheias de distorção e uma bateria potentíssima, originou um concerto que não passou despercebido às pessoas que chegaram cedo ao recinto.



Com a sala a encher no final desta atuação, já se notava o entusiasmo no ar pelos escoceses que estavam prestes a pisar o palco. É como se o público fosse um barril de pólvora. Pois quando os Primal Scream chegaram, e começaram a tocar, a faísca deu-se e a explosão foi imensa. A banda liderada por Bobby Gillespie começou as festividades com “Don’t Fight It, Feel It”, do seu mais aclamado álbum Screamadelica, o que levou os presentes à loucura. A banda tocou um bocado de todo o seu repertório, desde Give Out But Don’t Give Up a Chaosmosis, com o já referido Screamadelica em destaque nesta setlist. Os solos enormes de Andrew Innes iam-se destacando na sonoridade, com Bobby a emanar carisma e energia a partir do palco, sempre muito activo e sorridente para o seu público. Os pontos altos desta noite foram sem dúvida “Loaded” e “Movin’ On Up”, provocando uma onda de cânticos e festejos que ecoaram por toda a Ribeira do Porto. Um ambiente perfeito, comprovado pelas caras de felicidade visíveis na plateia ao cantar estas músicas.

Após hora e meia de concerto, e depois de um encore que contou com uma performance incrível de “Come Together”, os Primal Scream despediram-se sob um enorme aplauso de um público certamente satisfeito. Acabando assim mais um grande concerto desta lendária banda escocesa em terras portuguesas.



Texto: Tiago Farinha
Fotografia: Francisca Campos

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